notícias imobiliárias

  • 31/10/2014 Primeiro corporativo na região portuária
    A Tishman Speyer reafirma a estratégia de atuação no mercado do Rio de Janeiro, com a entrega do Port Corporate Tower, o primeiro empreendimento da zona portuária da cidade. Com 36 mil metros quadrados de escritórios, o Port Corporate recebeu investimentos de mais de R$ 300 milhões. Mais R$ 1 bilhão será aplicado nos próximos projetos, incluindo o empreendimento corporativo que está sendo erguido no terreno do Pátio da Marítima. A primeira fase desse novo projeto, desenhado pelo escritório internacional de arquitetura, Foster + Partners, foi iniciada em 2014. Publicado por: DCI -
  • 31/10/2014 Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, já está com 70% das obras nas redes subterrâneas concluídos
    Com uma área de 1,18 milhão de metros quadrados, onde serão realizadas provas de 16 modalidades durante os Jogos de 2016, o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, já está com 70% do trabalho em sua rede subterrânea concluídos, segundo dados da Empresa Olímpica Municipal. As obras de infraestrutura geral também estão em andamento, para a construção de estacionamentos, da Via Olímpica e dos terraços para espectadores, e a recuperação das margens da lagoa.

    Na Arena Carioca 1, estão em construção as áreas onde serão disputadas partidas de basquete, basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas. No pavilhão 2 (destinado às modalidades de judô, luta greco-romana, luta livre e bocha paralímpica) e na Arena 3 (esgrima, taekwondo e judô paralímpico), as áreas de competição já estão prontas. Ainda no pavilhão 3, a estrutura metálica da cobertura começou a ser montada.

    Já no Centro Olímpico de Tênis, as fundações estão em fase final de conclusão, assim como a primeira etapa da montagem da estrutura de concreto pré-moldado das arquibancadas da quadra central e as lajes das arquibancadas temporárias das quadras de 5 mil e 3 mil lugares. Neste centro serão realizadas as partidas de tênis, tênis em cadeira de rodas e futebol de 5.

    Enquanto isso, o Velódromo ainda está com as obras em fase de fundação. A construção está prevista para terminar no quarto trimestre de 2015. A área para ciclismo (pista) e ciclismo paraolímpico terá 5 mil lugares. Publicado por: O Globo online -
  • 29/10/2014 Crédito imobiliário cresce 12%
    O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis apresentou crescimento em setembro, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). De acordo com dados da instituição, o volume somou R$ 10,3 milhões no mês, o que representa uma alta de 12% em relação a agosto deste ano, quando os empréstimos na área movimentaram R$ 9,2 milhões.

    O crescimento de 12% também se repete na comparação anual, de setembro deste ano contra setembro do ano passado, quando o volume registrou R$ 9,2 milhões. Nesse sentido, o resultado mostra que foi o melhor setembro dos últimos 20 anos e, também, o quinto melhor mês da série histórica do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

    O período acumulado do ano, que vai de janeiro a setembro, acompanha o mesmo movimento de crescimento, porém em menor escala. Nos primeiros nove meses do ano foram destinados R$ 83,1 bilhões à aquisição e construção de imóveis, montante 4,7% superior ao de igual período do ano passado. Já nos últimos 12 meses, até setembro, o volume de empréstimos imobiliários com recursos das cadernetas de poupança do SBPE alcançou R$ 112,9 bilhões, uma alta de 9,2% em relação aos 12 meses precedentes, em que foi registrado o total de R$ 103,4 bilhões.

    Ainda de acordo com levantamento da Abecip, no mês de setembro foram financiadas aquisições e construções de 50,1 mil imóveis. O número representa um crescimento de 13,8% na comparação mensal, relação com agosto deste ano, e uma alta de 13,3% na comparação anual, em relação a setembro do ano passado. Entre janeiro e setembro deste ano, foram financiados 401,1 mil imóveis, volume 3,6% maior a igual período de 2013. Já nos últimos 12 meses foram financiados 543,7 mil imóveis, alta de 7%, diante das 508,1 mil unidades contratadas nos 12 meses anteriores.

    As cadernetas de poupança, por sua vez, mantiveram a captação líquida positiva. Em setembro, apenas na poupança SBPE, os depósitos superaram os saques em R$ 1,69 bilhão. No período acumulado do ano, os ingressos líquidos somaram R$ 13,8 bilhões. Já o saldo dos depósitos de poupança nos agentes financeiros do SBPE foi de R$ 504 bilhões no mês, elevação de 14% em comparação ao ano passado.
    Publicado por: Brasil Econômico -
  • 27/10/2014 Lançamentos de imóveis na cidade do Rio crescem 8% em agosto ante 2013
    Os lançamentos imobiliários na cidade do Rio de Janeiro cresceram 8 por cento em agosto na comparação anual, para 1.473 unidades, de acordo com dados da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi) divulgados nesta segunda-feira.

    De acordo com a entidade, o resultado confirma uma estimativa de melhora no segundo semestre, após desaceleração nos seis primeiros meses do ano.

    \"Já tínhamos previsto que a retomada aconteceria no segundo semestre. O mês de agosto já comprova nossas previsões e registramos crescimento\", disse em nota o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos.

    De acordo com a Ademi, em agosto foram lançadas 1.326 unidades residenciais e 147 comerciais, nas zonas Norte e Oeste, que sofrem influência das obras de infraestrutura por conta dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

    Em São Paulo, maior mercado imobiliário do país, os lançamentos caíram 30,4 por cento em agosto na comparação anual, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) divulgados no início de outubro pelo Secovi, sindicato de habitação.

    No acumulado do ano até agosto, o mercado imobiliário carioca registrou crescimento de 1,1 por cento com relação ao mesmo período de 2013, ante estimativa de avanço de 5 por cento em 2014. No período, foram lançadas 10.087 unidades, sendo 7.717 residenciais e 2.370 comerciais. Publicado por: Reuters -
  • 16/10/2014 Ministro das Cidades confirma que valor do imóvel do \'Minha casa, minha vida\' irá aumentar
    Os valores dos imóveis do programa federal de habitação popular \"Minha casa, minha vida\" deverão aumentar no ano que vem. A afirmação foi confirmada pelo ministro das Cidades, Gilberto Occhi, nesta quarta-feira, durante a assinatura de contrato para elaboração do projeto de BRT TransBrasil, no Rio de Janeiro.

    - Nós não temos ainda o estudo completo então não temos condições de dar nenhuma informação. Vamos alterar algumas coisas no próximo ano (no programa \"Minha casa, minha vida\") - afirmou.

    Segundo o ministro, o aumento dos valores dos imóveis está entre elas:

    - Aquilo que hoje tem um teto máximo de R$ 190 mil em São Paulo (em Brasília e no Rio de Janeiro), por exemplo, devemos fazer uma atualização desse valor. A outra coisa, é aumentarmos o valor do \"Minha casa, minha vida\" que hoje no Rio e em São Paulo tem um limite de R$ 76 mil. Devemos fazer uma readequação desses valores. Até porque a última atualização desse valor foi em 2012.

    O ministro explica que a ideia é que a alteração entre em vigor no próximo ano:

    - Estamos estudando, com a equipe econômica, com a ministra de planejamento (Miriam Belchior) e com o Ministério das Cidades para levarmos à presidenta (Dilma Rousseff) uma nova proposta para a fase 3 do \"Minha casa, minha vida\" que terá 3 milhões de moradias e que passa a vigorar a partir do ano que vem. A presidenta, nos últimos dias, autorizou que desses 3 milhões de novas moradias, para o período entre 2015 e 2018 ,um novo aporte de 350 mil unidades possa ser contratado a partir de janeiro dentro das condições atuais. Ainda não vamos ter uma alteração. Isso não está previsto.

    A informação foi adiantada na segunda-feira pela secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, ao participar de um evento com representantes da indústria da construção civil, em São Paulo, na segunda-feira. O último aumento foi em outubro de 2012, quando os valores passaram de R$ 170 mil para R$ 190 mil - o valor máximo de um imóvel no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Publicado por: Extra -
  • 16/10/2014 Mercado imobiliário deve retomar aquecimento depois das eleições
    \"O mercado deve voltar a se estabilizar apenas depois das eleições, já entrando em 2015\", enfatiza Rogério Santos, diretor da Realton, especialista com 26 anos de mercado imobiliário.

    Ainda segundo ele, de qualquer forma, é uma boa hora para adquirir um imóvel: a tendência é a incerteza do mercado acabar logo depois do resultado das eleições e acontecer uma retomada do aquecimento.

    - Independente do governo que entrar, pegará o país em um ano delicado, em que viemos de uma decepção coletiva, que foi a copa do mundo, e uma expectativa grande de que as mudanças do novo governo não afetem o poder de compra adquirido nos últimos anos, e que deve permanecer - reforça.

    Rogério ainda lembra que repete-se, este ano, um aumento no interesse por imóveis nos EUA, especialmente em Miami, segunda casa dos brasileiros de classe alta.

    - Estamos percebendo uma alta de 32% na procura por imóveis de lá se comparado ao quadrimestre passado, e 18% de comparado ao mesmo período do ano passado - explica.

    Flórida: brasileiros celebram valorização de 100% em seis anos

    Brasileiros que compraram imóveis na Flórida após a crise de 2008 estão rindo à toa. A valorização desde então superou os 100% em dólar em alguns casos, fora a variação cambial do período, segundo Antonio Bardy, consultor que atua nesse e fundador da assessoria imobiliária BluBrick.

    Grande parte dos que adquiriram bens à época voltou a investir no ramo, e atraiu outros interessados.

    Além da valorização e proteção patrimonial, a rentabilidade das casas de temporada - e a possibilidade de desfrutar delas - atrai investidores não só do Brasil, mas do mundo todo à Flórida, em especial à cidade de Orlando. A procura dos brasileiros por esse tipo de investimento dobrou nos últimos anos, correspondendo a 80% das vendas da BluBrick em 2014.

    A demanda desse grupo tem sido majoritariamente (90%) por empreendimentos novos que custam, em média, US$ 300 mil. As áreas de Davenport, Kissimmee e Champions Gate, próximas ao complexo do Walt Disney World, são as mais requisitadas, segundo a BluBrick.

    - Estamos falando de casas que têm entre três e dez quartos, amplo jardim e piscina, localizadas em condomínios com inúmeras benfeitorias - explica Bardy.

    O valor do aluguel de um imóvel de seis dormitórios, por exemplo, é de cerca de US$ 270 por dia, e a taxa de ocupação varia de 45% a 80% ao ano, com locações que vão de três dias a dois meses.

    Os preços atrativos e as baixas taxas de financiamento - que vão de 4,5% a 8.5% ao ano - transformaram o brasileiro no terceiro maior comprador estrangeiro de imóveis da Flórida, segundo a NAR (sigla em inglês para a Associação Americana de Corretagem). Segundo o especialista da BluBrick, ainda há espaço para investimentos no setor.

    - Diferentemente do Brasil, em que o mercado já está saturado, a curva imobiliária dos EUA não chegou ao ápice - analisa.

    Porém, como nem todos os condomínios de Orlando permitem a locação por temporada, a dica é procurar uma corretora especializada no assunto antes de comprar um imóvel por lá. A BluBrick presta assessoria imobiliária completa para brasileiros que querem investir em terras americanas, auxiliando desde a procura pela casa e documentação até a vistoria e entrega do empreendimento, além de oferecer serviço de administração. Em 2015 a empresa espera um aumento de 50% em suas vendas, apostando na demanda de brasileiros. Publicado por: Monitor Mercantil -
  • 16/10/2014 Imóvel popular sofrerá reajuste
    O valor dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida deve sofrer um reajuste a partir de 2015. Atualmente para a faixa de renda familiar de até R$ 5 mil, o custo de um imóvel vai de R$ 90 mil a R$ 190 mil de acordo com a Região Metropolitana do país. A possível correção foi anunciada pela secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, durante evento do setor da construção, em São Paulo, no início da semana. Ela, no entanto, não adiantou qual será o percentual de reajuste nem quando passará a vigorar o novo patamar.

    O aumento do teto do custo dos imóveis é um pleito das empreiteiras, que reclamam que os gastos com as obras aumentaram nos últimos anos e os recursos repassados pelo governo são insuficientes. Apesar de sinalizar mudanças no programa habitacional, Inês avalia que é preciso cautela antes de anunciar aumento de preços para que os empreiteiros não deixem de lado os projetos com valores atuais.

    \"Nós trabalhamos para desindexar a economia e não criar expectativas. Os empresários seguram o investimento para aproveitar o preço maior depois. O que nos queremos é que haja in-vestimentos contínuos\", afirma a secretária.

    Ela ainda ressaltou que a pasta faz análises periódicas dos custos de construção e promove reajustes sempre que necessário. O comentário da secretária ocorreu após a presidenta da República, Dilma Rousseff, anunciar que três milhões de novas unidades serão contratadas na terceira fase do programa, além dos 350 mil imóveis anunciados durante a transição para o próximo ciclo.

    De acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Rodrigues Martins, a atualização nos preços é natural, sobretudo porque há três anos nenhum reajuste no valor dos imóveis foi concedido. Publicado por: O Dia -
  • 12/10/2014 Quinze empreendimentos prometem levar futuro para a Zona Portuária, uma das mais antigas do Rio
    Há lugares no Rio que proporcionam verdadeiras viagens ao passado, como Santa Teresa. Mas um passeio pela Zona Portuária, uma das áreas mais antigas da cidades, é uma chance de ver um encontro entre o passado e o futuro. Andar por ali é como assistir a uma nova etapa da história do Rio ser desenhada. Sobre um terreno que abrigou trapiches e cais, pelo menos oito grandes empreendimentos privados, entre hotéis e prédios comerciais de arquitetura moderna e com predominância de vidros nas fachadas, estão com obras em andamento. Essas intervenções fazem parte de um grupo de 15 projetos que, de acordo com o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, gerido pela Caixa Econômica Federal (CEF), já foram negociados para a região.

    As mudanças na paisagem são cada vez mais claras. Perto da Rodoviária Novo Rio, numa rua nova e ainda sem nome, fica uma das obras que mais se destacam na Zona Portuária: uma torre de concreto de 32 andares que pode ser vista da Avenida Francisco Bicalho e do Viaduto do Gasômetro. Ela abrigará dois hotéis, o Holiday Inn e o Holiday Inn Express. O empreendimento da Odebrecht Realizações Imobiliárias contará com 594 quartos, que serão colocados à venda como unidades autônomas no próximo mês, numa operação que deverá envolver R$ 300 milhões. A previsão de conclusão é 2016.

    Também em novembro, começará a funcionar o primeiro edifício privado do Porto Maravilha: o Port Corporate, que já está em processo de locação dos 22 andares e salas. A primeira empresa a ocupar o endereço, a partir do mês que vem, será a Tishman Speyer, responsável pelo projeto. A mesma companhia iniciou a construção, na Via Binário, de uma torre projetada pelo badalado arquiteto inglês Norman Foster, autor da cúpula de vidro do parlamento alemão. As obras estão em fase de fundação. A Tishman ainda tem um outro terreno na região, perto do Gasômetro, onde lançará mais um empreendimento.

    MAIS 20 PROJETOS EM NEGOCIAÇÃO

    Os maiores projetos da Zona Portuária são viabilizados por meio de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), arrematados em leilão pela CEF em 2011. A compra desses certificados (foram emitidos 6,4 milhões) permite a construção de prédios com maior gabarito, chegando a 150 metros de altura na Avenida Francisco Bicalho.

    - Hoje, temos 15 negócios firmados para o Porto, que representam um terço de todas as Cepacs disponíveis no começo da operação. Esses projetos vão resultar na construção de 1,3 milhão de metros quadrados de área privativa. E temos outros 20 empreendimentos em negociação, que vão consumir mais um terço do estoque total. O outro terço ainda está disponível - informa o gerente de fundos para o setor imobiliário da Caixa, Vitor Hugo, explicando que o estoque total equivale a um potencial construtivo de 4,5 milhões de metros quadrados.

    A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp) mapeou 123 empreendimentos previstos, sendo 51 residenciais, 38 comerciais, oito culturais, sete de hotelaria, seis institucionais e 13 de outras características. Há, nesse pacote, projetos em fase de aprovação e edifícios já em construção. Um dos maiores planos para a região, ainda em fase de aprovação, será a ocupação do do terreno do Gasômetro, uma área de um milhão de metros quadrados que abrigará prédios residenciais e comerciais, shoppings e hotéis.

    Apesar da velocidade dos anúncios para a região, o ritmo dos projetos ainda é lento. A culpa, afirmam empresários envolvidos com negócios na Zona Portuária, é da retração da economia do país. Presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos diz que o mercado imobiliário deve fechar o ano com um total de vendas 30% menor que o registrado em 2013. Os investidores, ressalta ele, estão temporariamente parados, aguardando o fim do processo eleitoral.

    Até agora, apenas dois empreendimentos, da Odebrecht, estão comercializados. Em três dias, em junho de 2013, foram vendidos os 450 quartos de um outro prédio que abrigará dois hotéis (das bandeiras Ibis e Novo Hotel) e as 330 salas de uma torre no complexo Porto Atlântico Leste, na Avenida Professor Pereira Reis. Os dois edifícios e um terceiro em construção no mesmo terreno ficarão prontos até o primeiro semestre de 2016. Daqui a dois meses, a Odebrecht começará as obras de mais três torres, que integrarão o Porto Atlântico Oeste.

    Somente um empreendimento residencial está saindo do papel: o Porto Vida, próximo à Rodoviária Novo Rio, que foi freado pela decisão do comitê organizador dos Jogos de 2016 de tirar dali as vilas de mídia e de árbitros das Olimpíadas. O projeto e o cronograma estão sendo revistos.

    Rubem Vasconcelos afirma que o tão falado boom da Zona Portuária ocorrerá a partir de 2016, com as obras de infraestrutura e do VLT prontas:

    - Os projetos vão alavancar a partir das Olimpíadas. Com o palco pronto, ganharão uma velocidade maior do que a de hoje. A ocupação do Porto será um processo de dez a 15 anos.

    Com o metro quadrado para espaços comerciais avaliado em R$ 15 mil (o mesmo valor de Botafogo, mas ainda abaixo dos melhores pontos do Centro, onde custa R$ 20 mil), a Zona Portuária, apostam investidores, deve atrair principalmente empresas já instaladas na cidade.

    - O Porto não vai ser ocupado por novas empresas que vêm para o Rio, como se pensava lá atrás. Há uma demanda grande no Rio de empresas hoje instaladas em prédios antigos, com filas imensas nos elevadores, e que precisam se dividir em quatro ou cinco endereços - avalia Rodrigo Caldas, vice-presidente da construtora Concal, que iniciou o processo de aprovação de um empreendimento misto na Francisco Bicalho, com quatro torres.

    Para Stefan Ivanov, CEO do consórcio que vai lançar as Trump Towers (ainda no papel), o Porto Maravilha ocupa um vácuo de espaços corporativos de alto padrão na cidade:

    - O espaço imobiliário classe AAA no Rio representa uma parte muito pequena do mercado: menos de 10%, sendo que e o estoque corporativo está cada dia mais antigo e ultrapassado, com idade média de mais de 44 anos. Não há lugar mais lógico para esses novos empreendimentos do que o Porto. Publicado por: O Globo -
  • 10/10/2014 Medida provisória que prevê unificação de certidões de imóveis passa a valer em novembro
    Foi publicado nesta quarta-feira, dia 8, a Medida Provisória nº 656 que, entre outros pontos, prevê a concentração de todas as informações na matrícula do imóvel - o que deve simplificar a compra de imóveis e aumentar a segurança jurídica. Com isso, a nova regra passa a valer dentro de 30 dias para novos registros. Já os contratos antigos podem ser ajustados ao termos da medida em até dois anos.

    A centralização de dados também deve reduzir os custos e riscos da operação. Em alguns casos, o comprador só vai saber que o imóvel comprado tem alguma pendência jurídica após a venda. Há ainda uma grande burocracia para se conseguir uma série de certidões negativas pedidas pelos bancos antes de se conseguir o financiamento. Quando a medida estiver vigorando plenamente, qualquer dívida que não estiver averbada à matrícula não terá validade para terceiros. Ou seja, os credores não conseguirão alcançar esse imóvel.

    - Até hoje, comprar um imóvel significava analisar um número enorme de documentos do vendedor. A medida provisória tem o objetivo de desburocratizar tal ato. Tudo que não estiver constando na matrícula atualizada do imóvel deixa de ser obstáculo à aquisição no que se refere a eventual ineficácia por fraude - afirma o advogado especialista em direito imobiliário e conselheiro jurídico do Secovi-SP e Sinduscon-SP, Olivar Vitale.
    Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 07/10/2014 Centros de Rio e SP em mutação
    São Paulo ainda nem decidiu o destino do Minhocão, que deve ser desativado nos próximos anos e pode ser demolido, transformado em parque suspenso ou ter o tráfego limitado a coletivos. Mas o entorno da via expressa - que liga as regiões leste e oeste da capital paulista, passando pelo Centro - já começa a atrair lançamentos imobiliários. Já no Rio, nem a derrubada da Perimetral - que deve ser concluída até dezembro, segundo a Prefeitura - foi suficiente para incentivar as construtoras a lançarem residenciais na região. Ao menos, por enquanto.

    E esse cenário só deve começar a mudar no segundo semestre de 2015, quando, estima a Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi RJ), devem ser lançadas as primeiras unidades residenciais. É que a Câmara dos Vereadores aprovou, há 12 dias, um projeto de lei que flexibiliza as regras de construção no Porto. A lei, que deve ser sancionada nos próximos dias pelo prefeito Eduardo Paes, era esperada pelos construtores para começar a investir na região. As empresas mantêm seus planos ainda em sigilo, mas a expectativa da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp) é que até janeiro seja pedida a aprovação de projetos que devem somar cerca de oito mil unidades.

    - Desde que o projeto do Porto foi concebido, a Ademi apontou falhas como o não direcionamento de bolsões residenciais e comerciais e o tamanho das unidades, grandes para uma área que vai atrair solteiros, jovens. A legislação era um pleito do mercado e acredito que os lançamentos comecem, pois muitas empresas têm terrenos na região - diz Claudio Hermolin, vicepresidente da Ademi RJ e diretor regional da PDG Rio, uma das construtoras com projetos prontos, à espera da regulamentação.

    Até hoje, apenas um empreendimento residencial foi licenciado na área: o Porto Vida, que teria 1.333 unidades e funcionaria como vila de mídia e árbitros durante as Olimpíadas. Mas com a decisão da prefeitura de concentrar todos os equipamentos do evento na região da Barra, os empreendedores estão revendo o projeto para adequá-lo ao mercado.

    - Um dos objetivos do Porto Maravilha é trazer de volta ao Centro a moradia. Hoje, a região tem cerca de 30 mil moradores. Queremos atrair mais 70 mil. E ao remover a Perimetral e requalificar toda a área, passamos a pensar a cidade mais para a população que para os carros - afirma Alberto Gomes Silva, presidente da Cdurp. - O projeto aprovado pela Câmara visa a facilitar a produção das moradias, flexibilizando as regras para que os empreendimentos se tornem economicamente viáveis e garantindo a preservação dos elementos arquitetônicos importantes.

    Sem lançamentos, fica difícil estimar o preço que esses imóveis podem atingir. Mas, no mercado, fala-se de um metro quadrado em torno de R$ 10 mil, próximo ao cobrado hoje em bairros como Flamengo e Laranjeiras.

    - É uma região que tem tudo para ter bons empreendimentos para a classe média. Mas leva tempo para que se consolide. A ocupação deve ser gradativa. É algo para médio e longo prazos - diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio).

    Em São Paulo, a situação é bem diferente. Em primeiro lugar, porque a área residencial não fica afastada do viaduto. Há inúmeros terrenos e prédios que margeiam o Elevado Costa e Silva (o Minhocão). Além disso, a legislação paulista é mais flexível em relação ao tamanho das unidades. Tanto que boa parte dos últimos lançamentos residenciais na cidade são de apartamentos com menos de 30m². O que afastava o mercado imobiliário de investir ali até agora era a degradação da região central. A área abaixo do Minhocão, por exemplo, costuma ser ocupada por usuários de crack.

    Não à toa, a possibilidade de ver nascer ali um parque, suspenso ou não, já atiça a especulação. Há corretores que dizem que a valorização dos imóveis chegaria a 50%. Hoje, os apartamentos às margens do elevado têm preços até 40% mais baixos que os mais afastados.

    O mercado nega, contudo, que a construção dos novos empreendimentos seja motivada pela desativação do Minhocão. As duas construtoras com lançamentos previstos afirmam que já tinham os terrenos e que a aposta na área se dá pela localização, próxima a opções diversas de transporte, instituições de ensino e saúde.

    - A discussão sobre o Minhocão é ainda muito incipiente para pautar decisões do mercado. O que acontece ali agora tem mais a ver com oportunidades e escassez de terrenos no restante da cidade, levando o mercado a uma revitalização forçada daquela área - avalia Cláudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.

    Entre os novos empreendimentos, a MAC lança um com unidades entre 33m² e 83m². Todas de um quarto e metro quadrado a R$ 10.250.

    - Pouca oferta já cria demanda. Mas claro que uma possível revitalização só agrega - diz Tatiana Spaolonzi, diretora de Marketing da construtora MAC.

    Assim como a MAC, a Helbor, outra empresa com lançamento na região, previsto para novembro, admite que a possibilidade de mudanças no Minhocão pode, sim, ser benéfica.

    - Não acho que haverá valorização muito forte no momento. Mas, podemos ter mais liquidez, porque o comprador vislumbra possibilidade de valorização futura - afirma Marcelo Bonamata, diretor de Vendas da Helbor. Aguinada em direção ao Centro não acontece ao mesmo tempo nas duas principais cidades do país por acaso. A requalificação de centros urbanos é tendência em grandes cidades do mundo inteiro, que vivem desafios parecidos em relação à mobilidade e escassez de moradia.

    A diferença está nas soluções. No Rio, a demolição da Perimetral foi decidida pelo governo, sem qualquer participação popular e ainda incomoda muita gente por conta do nó no trânsito. Em contrapartida, oferece um projeto de requalificação urbana que vai dar à região um grande boulevard, além de espaços públicos de lazer e descanso numa área de frente para a Baía de Guanabara, criando uma nova orla na cidade, fora da Zona Sul.

    - Estamos revertendo um processo de degradação, tirando os carros da rua e dando prioridade ao pedestre. À medida que esses espaços públicos começarem a aparecer, as pessoas vão entender a proposta - defende o arquiteto João Pedro Backheuser, um dos autores do projeto de revitalização da frente marítima do Centro.

    Já em São Paulo, desde que o novo Plano Diretor entrou em vigor em agosto - com a previsão de desativação gradual do Minhocão para carros individuais -, a polêmica tomou conta da cidade. Há grupos de moradores que se organizam a favor da demolição da via com a criação de um parque na área que fica hoje abaixo do viaduto; outros que querem transformar a via elevada em um parque suspenso, a exemplo do High Line, em Nova York, criado numa via férrea elevada abandonada; e de manter o elevado como está.

    Uma pesquisa recente do Datafolha, aliás, mostrou que a maioria dos paulistanos, 53%, prefere que o Minhocão não passe por qualquer mudança. Apenas 7% dos entrevistados pelo instituto de pesquisa se disseram favoráveis à demolição. E 23% concordam com o parque suspenso. Além do medo de piorar o já complicadíssimo trânsito da cidade, as duas últimas alternativas são criticadas porque levariam ao Centro de São Paulo um fenômeno recorrente em quase todas as regiões urbanas requalificadas, inclusive a Nova York da High Line: a gentrificação. Ou seja, a substituição dos moradores de classes mais humildes e comércios populares, que historicamente ocupam essas áreas mais degradadas, por pessoas de maior poder aquisitivo e serviços mais caros.
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 07/10/2014 Mesma rua, preços diferentes
    Em cinco avenidas que cortam mais de um bairro na cidade, o valor do metro quadrado pode ter diferença de mais de 40%, segundo dados do Secovi Rio. É o caso do trecho da Avenida das Américas entre a Barra e o Recreio. No primeiro caso, o valor médio do metro quadrado é de R$ 10.775 e no segundo, cai para R$8.225, variação de 31%. Já na Avenida Lúcio Costa, a da praia, a diferença é de 40,49%, ou seja, metro quadrado de R$ 15.778 na Praia da Barra e de R$11.231 na Praia do Recreio.

    Na Avenida Marechal Rondon, a variação chega a 12,67% entre São Francisco Xavier (R$ 5.247) e Engenho Novo (R$ 4.657). Na Dom Hélder Câmara, que abrange Del Castilho, Pilares, Cachambi e Méier, a diferença é de 5,17 % de Del Castilho (R$ 6.162) em comparação ao Méier (R$ 5.859).Na Avenida Atlântica, fica em 3%. Em Copacabana, o metro quadrado custa R$ 18.304 e no Leme, R$ 18.861.

    Para o presidente da Ademi-RJ, João Paulo de Matos, o eixo de crescimento do Rio não está concentrado em um só ponto. \"Passa pelas principais vias de diferentes bairros, como avenidas das Américas, Lúcio Costa e Dom Hélder Câmara. Na Zona Oeste chegaram unidades de duas bandeiras hoteleiras internacionais: Ramada e Pestana. Também houve lançamento de prédio comercial em um dos últimos espaços livres na Avenida das Américas. Na Zona Norte, na Av. Dom Hélder Câmara, as unidades lançadas seguem o perfil de condomínio-clube\", diz Matos

    Toda a Zona Norte está valorizada

    Na Zona Norte, região em constante crescimento imobiliário, a Avenida Dom Helder Câmara recebeu 304 unidades para morar, segundo a Ademi-RJ. Em 2013, foram 434 residenciais e 442 comerciais.

    No Méier, por exemplo, a Zoneng Engenharia e a Breogan lançaram o Barão de Mauá, que está 85% vendido. O prédio terá 30 unidades entre um, dois e três quartos, lazer completo e segurança. Segundo Henrique Zonenschein, diretor da Zoneng, a previsão é lançar mais um condomínio no bairro, também em parceria com a Breogan.

    Ainda no trecho da Dom Helder Câmara, a Living lançou o Fun! Residencial e Lazer com 164 unidades e área de lazer com quadra esportiva, churrasqueira, praça, piscinas adulto e infantil, biribol, sauna, sala de repouso, e brinquedoteca, entre outras opções. Na região também é possível encontrar o conceito de condomínio bairro no Rio Parque, da Living com a PDG.

    Unidades hoteleiras em alta

    Dados da Ademi-RJ registram este ano 470 novas unidades comerciais na Avenida das Américas. Em 2013, o destaque no local foram as unidades hoteleiras: 168. Já na Lúcio Costa, no mesmo período, foram 311 da mesma natureza.

    Exemplo de empreendimento comercial na Avenida das Américas é o Lead Américas Business, da RJZ Cyrela. Serão 803 unidades e a área de lazer com pilates, spinning, musculação, massagem, piscina coberta, e sauna seca e a vapor. Haverá ainda serviços pay-per-use (pague somente se usar) de limpeza das unidades. Publicado por: O Dia - Imóveis
  • 06/10/2014 Olaria está em evidência
    A Zona Norte do Rio vive uma valorização com a chegada de novos condomínios residenciais e comerciais. A alta se deve a fatores como obras de infraestrutura e a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS), que ajudaram a mudar o cenário da região. Para se ter ideia, nos últimos cinco anos, a Zona Norte registrou alta de 245% no número de unidades lançadas, segundo a Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário).

    Em Olaria, o Grupo Avanço Aliados, após comercializar 100% das unidades do Melody em apenas três horas no dia do lançamento, volta ao bairro para lançar neste sábado o Seleto Residencial Olaria. Com conceito de exclusividade, o empreendimento terá 66 unidades, entre apartamentos de dois e três quartos e coberturas dúplex de três quartos, \'varanda top\' (varanda gourmet com cooktop de duas bocas, preparação para TV e preparação para adega ou frigobar), lazer com mais de 15 itens, fechadura biométrica (abertura por meio das impressões digitais), além de seis lojas.

    \"O sucesso do Melody mostrou o potencial do bairro. São pessoas que já moram no local e que desejam infraestrutura de lazer e de segurança. O Seleto também vai oferecer tudo isso. O terreno é estratégico, estando próximo à estação de trem e à estação do BRT\", afirma Sanderson Fernandes, diretor da empresa.
    Publicado por: O Dia - Imóveis
  • 03/10/2014 Vendas de material de construção crescem 2,5% em setembro
    As vendas do varejo de material de construção cresceram 2,5% no mês de setembro (sobre agosto) e ficaram 5,6% superiores a setembro do ano passado. O aumento ocorre em lojas de todos os portes. Os dados são do estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Universidade Anamaco com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Instituto Aço Brasil, Anfacer, Afeal e Siamfesp. O levantamento ouviu 530 lojistas das cinco regiões do país entre os dias 25 e 30 de setembro e a margem de erro é de 4,3 pontos percentuais.

    De acordo com o estudo, o desempenho do setor no terceiro trimestre do ano está 6,8% superior ao mesmo período de 2013.

    - Com esses resultados, estamos recuperando o nosso crescimento, que até agosto não vinha ocorrendo, e também mantemos a nossa expectativa de crescermos 3,5% em 2014 - explica o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz.

    Ainda segundo a pesquisa, no acumulado do ano, o setor cresceu 1% e, no acumulado dos últimos 12 meses, o desempenho está 2% superior.

    - Tradicionalmente os meses de outubro e novembro são muito fortes para as vendas nas lojas, devido à proximidade das festas de fim de ano, o que mantém o otimismo dos entrevistados muito elevado para o último trimestre do ano. Cerca de 60% dos lojistas acredita que venderá mais já no mês de outubro - completa o presidente da Anamaco.

    No levantamento de setembro, o destaque ficou para os setores de telhas e caixas d\'água de fibrocimento (que cresceram 8%), tintas e louça sanitárias (que cresceram 7% cada um). Em um segundo patamar ficaram aço e portas e janelas de alumínio (com 4% cada). Já revestimentos cerâmicos e metais sanitários não apresentaram variação em relação ao mês de agosto. Cimento cresceu 1% e fechaduras e ferragens apresentaram variação negativa de -1%.

    No levantamento por regiões, o destaque ficou para o Sudeste, onde 39% das lojas apresentaram crescimento maior do que o mês de agosto, seguido pelo Nordeste (37%), Centro-oeste (28%), Norte (26%) e Sul (24%). O estudo também indicou que aumentou o pessimismo com relação às ações do Governo nos próximos 12 meses (de 26% em agosto para 32% em setembro).

    - Ainda assim, a pretensão de se fazer novos investimentos nos próximos 12 meses aumentou de 43%, em agosto, para 49%, em setembro. Sem falar que cerca de 23% das lojas pretendem contratar novos funcionários em outubro - declara Conz.

    Em 2013, o varejo e material de construção registrou um aumento de vendas 4,4% superior a 2012 e um faturamento recorde de R$ 57,42 bilhões.

    Abramat fala em \"regularidade nas vendas\"

    A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulgou nesta quinta-feira o termômetro mensal, referente às expectativas para as vendas no mercado interno. Os números apresentados em setembro indicam a regularidade nas vendas em comparação a agosto.

    O termômetro indica que 49% das empresas associadas à Abramat têm expectativas regulares para o fechamento de suas vendas em setembro. Para 31%, as vendas serão boas em comparação ao mês anterior. Para 17%, os números devem ser ruins e para 3% muito ruins. As expectativas para outubro são similares às de setembro.

    - As expectativas de vendas da indústria em setembro e outubro indicam que não haverá reversão na queda de vendas do setor esperada para o ano. Todos os segmentos de mercado continuam em ritmo lento em função dos altos juros, falta de crédito e do pessimismo com a economia. Como em 2013, as importações estão aumentando de forma crescente devido ao real supervalorizado - afirmou Walter Cover, presidente da Abramat.

    O estudo também indica que em setembro, 57% das indústrias de materiais pretendem investir nos próximos 12 meses.

    Desde a sua fundação, em abril de 2004, a Abramat acompanha e contribui para o crescimento da construção civil no país, atuando como interlocutora do setor junto ao Governo e aos demais agentes da cadeia produtiva da construção civil. A entidade conta atualmente com 50 empresas filiadas, que são as líderes na fabricação de materiais de construção dos diversos segmentos. Entre os temas que representam os focos de atuação da entidade estão: a competitividade da indústria, a desoneração fiscal de materiais para construção, a conformidade técnica e fiscal na produção e comercialização dos materiais, a profissionalização da mão-de-obra da construção e a responsabilidade socioambiental dos agentes do setor. Publicado por: Monitor Mercantil -
  • 03/10/2014 Imóveis subiram 0,55%, em média, em setembro
    Depois da forte alta de preços dos últimos anos, o mercado imobiliário passa por um fase de ajuste. Segundo o Índice FipeZap Ampliado, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em setembro, a alta do preço médio anunciado do metro quadrado nas 20 cidades pesquisadas, de 0,55%, ficou acima da inflação esperada para o mês. Já em 12 meses, a variação acumulada, de 9,16%, é a menor desde 2011.

    O índice mensal revela que, nos primeiros nove meses do ano, o preço do metro quadrado do imóvel pronto, a maioria usado, subiu em média 5,40% - quase um ponto porcentual acima da inflação esperada para o período, segundo o boletim Focus, do Banco Central. No entanto, no acumulado em 12 meses, desacelerou pela décima vez consecutiva.

    \"Temos caminhado em uma valorização próxima à inflação nos últimos meses, e isso não nos surpreende\", diz Eduardo Schaeffer, presidente do Zap. \"Neste ano, a Copa represou um pouco as transações. Depois, vimos que os negócios estão acontecendo em ritmo menos acelerado\", diz.

    Para o fim do ano e para 2015, ele afirma que o mercado deve continuar num ritmo parecido ou um pouco mais lento. Um dos motivos é o grande número de lançamentos imobiliários neste segundo semestre. \"Tudo aquilo que as incorporadoras aceleraram nos últimos anos para conseguir fazer com que o volume de negócios crescesse rapidamente fez com que agora, nos momentos de entrega, tenhamos uma oferta considerável e uma taxa de retomados muito alta\", diz.

    Segundo ele, as taxas de devolução dos imóveis às incorporadoras, seja por recusa de aprovação de crédito ou desistência do consumidor devido às taxas em época de desaceleração econômica, já chegam a mais de 15%.

    Em setembro, segundo o índice, seis das 20 cidades apresentaram queda real de preços, dentre elas, São Paulo e Rio de Janeiro - cidades que comumente lideram as variações do indicador e puxam a média para cima. Em ambas, a variação média no mês foi de 0,40%. Mesmo assim, as duas cidades seguem com o metro quadrado mais salgado da pesquisa: R$ 10.793 no Rio e R$ 8.277 em São Paulo.
    Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 02/10/2014 Está muito bem na fita
    Jacarepaguá é um dos bairros do Rio mais procurados para lançamentos imobiliários atualmente. Só no primeiro semestre deste ano, o local recebeu 2.139 unidades, entre residenciais e comerciais, segundo uma pesquisa da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ).

    Entre os atrativos apontados por especialistas estão maior oferta de terrenos em Jacarepaguá, proximidade coma Barra da Tijuca e com o Recreio dos Bandeirantes e obras de infraestrutura e mobilidade que estão sendo feitas no entorno. Um cenário que valoriza o bairro. De acordo com dados do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), o valor do metro quadrado dos imóveis ofertados para venda na região teve variação de 11% emsetembro, emrelação ao mesmo mês de 2013, passando de R$ 5.546 para R$ 6.157.

    \"Os sub-bairros de Jacarepaguá que mais se destacam são Freguesia e Taquara. \"As duas regiões estão perto de duas centralidades: Barra e Madureira. Outros fatores são o comércio e a mobilidade urbana, que já estão consolidados. A região também acabou de receber um corredor expresso para BRTs, o Transcarioca, que integrará ainda mais as localidades a outras áreas da cidade\", diz João Paulo de Matos, presidente da Ademi-RJ.

    Na Taquara, é possível encontrar unidades comerciais por a partir de R$ 115 mil no Fontana di Successo, da Mega 18 Construtora. Projetos de apartamentos de quarto e sala também estão emalta na região. NoConnect Life - Work - Trade, da MR2 e da Martinelli, essas unidades têm preços para venda de a partir de R$ 192 mil. O complexo terá 390 unidades, entre residenciais e comerciais. A Leduca também investe no modelo que reúne serviços, moradia e lazer com o Gap Apartments, Business & Services.

    A Freguesia conta com condomínios para todos os gostos e bolsos. ACelta Engenharia, por exemplo, lançou o Monte Carlo Residence Park IV, com 70 unidades.
    Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 02/10/2014 Arquitetura de grife
    A famosa arquiteta iraquiana Zaha Hadid, vencedora do prêmio Pritzker (considerado o Nobel do setor), assina o luxuoso prédio One Thousand Museum, que será o edifício residencial mais alto da região central de Miami, na Flórida, com 216 metros. O empreendimento conta com 83 unidades, cujos preços começam em US$ 5 milhões e chegam a custar até US$ 15 milhões, e já está com a maioria (28%) reservada por compradores brasileiros. É possível escolher entre unidades que podem ocupar a totalidade ou a metade de um andar e com opções de um piso ou duplex, cujas metragens variam de 427 m² a 920 m². Entre os atrativos, está a bela vista para a baía de Biscayne, o Oceano Atlântico e o Museum Park. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Cobiça
  • 01/10/2014 Telhado para plantar, para iluminar...
    Quem vive em Toronto, no Canadá, já sabe. A cobertura de sua casa ou do prédio onde mora tem de ser aproveitada para alguma finalidade sustentável: produção de alimentos, de energia ou captação de água da chuva. Agora, quem transformou essa medida em lei foi a Prefeitura de Copenhague (foto), uma das cidades mais verdes da Europa. A iniciativa faz parte da meta de transformar a capital da Dinamarca em uma área carbono zero, até 2025. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
  • 25/09/2014 Valorização de 63%
    O Grande Méier está com tudo! A região registrou uma valorização de 63% nos últimos três anos, segundo um estudo feito pela área de Inteligência de Mercado da imobiliária Lopes. A pesquisa aponta que, de 2011 até o primeiro semestre deste ano, o preço médio do metro quadrado no Grande Méier aumentou de R$ 3.978 para R$ 6.509. Nesse período, a região recebeu 30 empreendimentos, c om um t otal de 4.992 apartamentos.

    \"A área apresenta um grande potencial, pois a verticalização na região vem aumentando gradualmente fora do eixo da Rua Dias da Cruz\", afirma Fábio Pacheco, diretor da Lopes Rio.

    O Grande Méier é uma região da Zona Norte do Rio que inclui o Méier e bairros próximos. Segundo o estudo, o Valor Geral de Vendas (VGV) lançado está distribuído entre Cachambi (36%), Del Castilho (24%), Água Santa (11%), Engenho de Dentro (11%), Méier ( 8%), São Francisco Xavier (4%), Engenho Novo (3%) e Riachuelo (3%). \"É um mercado que apresenta ótima liquidez e registra baixo nível de estoque, que é de 18% das unidades lançadas\", diz Fábio.

    A configuração dos apartamentos também foi avaliada pela pesquisa. Entre os imóveis l ançados, 224 têm um quarto; 3.267 têm dois; 1.366 com três; e 135 com quatro.

    O Oasis Condominium Club, em Água Santa, é um dos empreendimentos lançados no Grande Méier. Tem 408 unidades e área de lazer, com piscina, academia, quadra e muito mais.

    Outro empreendimento localizado na região é o Singular Méier, no Méier. O condomínio conta com 56 unidades e área de lazer, com churrasqueira, spa e outros espaços.
    Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 25/09/2014 Cais do Valongo
    O Iphan e a prefeitura do Rio lançam, dia 30, a candidatura do Cais do Valongo, sítio arqueológico descoberto na Zona Portuária onde desembarcaram cerca de 500 mil escravos africanos, a Patrimônio Cultural da Humanidade. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 24/09/2014 Inquietação urbana
    Aos 85 anos, o arquiteto Frank Gehry ainda coleciona superlativos. Seus projetos estão entre os mais relevantes da arquitetura contemporânea. Ele é considerado pelos próprios pares o mais talentoso profissional de sua profissão em todo o mundo. Suas obras envolvem cifras tão grandiosas quanto as polêmicas que geram.

    A mais recente - a Fundação para a Criação Louis Vuitton, prevista para ser inaugurada em 17 de outubro, em Paris - teve de vencer um longo processo na Justiça, mesmo antes de ser construída. Moradores da região do Bois de Boulogne, onde o prédio foi erguido, afirmavam que o prédio descaracterizaria a área verde criada por Napoleão III, em 1853.

    Pelas mesmas razões, o Ministério Público de Praga foi acionado quando a Casa Dançante, de Gehry, foi construída sobre escombros da Segunda Guerra. Ainda é cedo para falar da nova fundação da França. Em todos os outros casos (e foram muitos), nenhuma das polêmicas impediu que as obras de Gehry se transformassem em símbolos das cidades em que foram erguidas. Foi o que aconteceu com o Museu Guggenheim de Bilbao, na Espanha.

    Gehry destaca-se pela capacidade de executar obras tidas como impossíveis. Para isso, investe em tecnologia. Foi um dos primeiros a usar sofisticados programas de computador para fazer seus projetos. Sem esses programas, a arquitetura atual de grandes obras não existiria. É comum encontrar em seu escritório um número maior de matemáticos que de engenheiros. É por meio do cálculo que Gehry encontra formas de modificar estruturas gigantescas e inte¬grar materiais como titânio, vidro, ma¬deira, concreto e alumínio. \"Os projetos de Gehry inauguraram escolas inéditas na construção\", escreveu o crítico Paul Goldberger, na revista The New Yorker.

    Gehry estudou arquitetura na Universidade da Califórnia e se graduou em planejamento urbano na Universidade Harvard. Entre os prêmios que recebeu está o Pritzker, o Nobel da arquitetura, \"por significativas contribuições para a humanidade e as artes\".

    Feito de placas sinuosas de titânio, o projeto suscitou críticas de associações de engenharia, que consideravam impossível sua execução. Levou cinco anos e muitos cálculos para ser concluído. Pronto, superou as polêmicas. É tido como uma das maravilhas contemporâneas por diferentes vertentes da arquitetura e das artes

    Em apenas três anos, o prédio já foi batizado duas vezes: nasceu como Beekman Tower e hoje é chamado de New York by Gehry. É uma das torres mais altas do mundo, com 265 metros. Nos andares de baixo, abriga uma escola e um hospital. Nos andares superiores, ficam mais de 800 unidades de apartamentos residenciais. O edifício foi feito de concreto armado, com desníveis verticais em toda a sua extensão. À distancia, parece estar em movimento Publicado por: Exame -
  • 23/09/2014 Metrô terá estações \'verdes\' na Barra e em São Conrado
    Enquanto as obras da Linha 4 do metrô avançam para ser entregues antes dos Jogos Olímpicos, os projetos de construção das estações de São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, também já foram definidos, na semana passada, pelo consórcio construtor Rio Barra (CCRB), privilegiando, segundo a empresa, conceitos sustentáveis. Em São Conrado, por exemplo, os acessos de passageiros, na Estrada da Gávea, em frente a um supermercado e próximo à favela da Rocinha, vão ganhar claraboias, de 16 metros de diâmetro cada, sobre as áreas das bilheterias e catracas. Pelo teto envidraçado, a luz solar poderá iluminar o espaço a 16 metros de altura.

    A futura estação no Jardim Oceânico também terá o conceito \"verde\", com a área externa integrada ao novo desenho paisagístico da região. De acordo com o projeto, haverá um canteiro central na Avenida Armando Lombardi, que cobrirá toda a extensão da estação do Jardim Oceânico. No trecho em frente a uma clínica, haverá uma elevação, no formato de onda, com cinco metros de altura, 68 de comprimento e 12 de largura, com janelas de vidro e fendas nas laterais, que permitirão a passagem do ar para dentro da estação. O teto verde terá grama e plantas.

    - A ideia inicial para a estação do Jardim Oceânico, que ficará no meio da Avenida Armando Lombardi, era se construir uma pirâmide, como no Museu do Louvre, em Paris. Mas acabamos optando por uma estrutura mais simples. O importante é que, assim como a pirâmide do museu francês, toda a estrutura lateral será em vidro, privilegiando a luz natural. No nosso caso, a estação também terá abertura de ar. Em São Conrado, foi possível instalar claraboias para aproveitar a luz do dia - explica o arquiteto Heitor Lopes de Sousa Jr., diretor de Engenharia da RioTrilhos, autor da ideia.

    MENOS LÂMPADAS ACESAS

    Para o arquiteto, a construção permitirá economia de energia elétrica, já que menos luzes vão ficar acesas durante o dia. Além disso, a ventilação no interior das estações não precisará ser tão potente.

    - Ainda não há cálculo que mostre a redução, mas a economia será significativa. Em dias de muito sol, não será necessário ter sequer luzes acesas, tanto em São Conrado, como na Barra. No Jardim Oceânico, onde haverá entradas de ar, os ventiladores poderão ser menores que nas outras estações. A sensação de confinamento será bastante amenizada. O teto elevado permite que a luz natural penetre no interior e estabeleça uma integração com o ambiente externo - acrescenta ele.

    Segundo o consórcio, desde o início das obras, cerca de 196 milhões de litros de água foram tratados e reaproveitados (o que daria para abastecer mais de 18 mil casas por um mês). Além da água, todo o resíduo de óleo usado das obras tem destinação ambientalmente adequada. Entre maio de 2010 e julho de 2014, a Linha 4 destinou à reutilização mais de 45,3 mil litros de óleos lubrificante e vegetal.

    O especialista em soluções sustentáveis, Chicko Souza, diz que cada vez mais as novas construções privilegiam conceitos de sustentabilidade porque, a longo prazo, o retorno financeiro é maior:

    - A percepção de adaptar projetos para atender padrões de sustentabilidade está prevalecendo. A obra é mais cara do que uma tradicional, mas há retorno, pois é possível reutilizar materiais durante a construção, e o custo de manutenção fica menor.
    Publicado por: O Globo -
  • 18/09/2014 Já imaginou morar no meio das nuvens?
    Você já sonhou estar entre as nuvens? E que tal morar no meio delas? Na cidade chinesa Shenzhen, próxima a Hong Kong, um concurso que buscava o equilíbrio entre design e soluções ao adensamento demográfico da região resultou em propostas inusitadas - entre elas, a de uma cidade que se estende para o céu. O \"Cloud Citizen\" (Cidadão Nuvem), como foi chamado o projeto, seria um complexo de edifícios de residências e escritórios interligados por parques públicos, que funcionariam como pulmões verdes, só que atravessando as nuvens.

    Com uma torre principal de 680 metros, se este projeto sair do papel, terá o segundo arranha-céu mais alto do mundo, atrás apenas do Burj Khalifa, em Dubai, que tem 829,8 metros de altura, segundo o site Shangaiist. Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 18/09/2014 Governo amplia programa Minha Casa Minha Vida em 350 mil unidades
    O governo anunciou nesta quarta-feira uma ampliação do Minha Casa Minha Vida (MCMV), com a inclusão de 350 mil novas unidades habitacionais no programa. A meta do MCMV era a contratação de 2,75 milhões de imóveis até o fim de 2014. Agora, o número total subiu para 3,1 milhões, sendo que as 350 mil novas unidades só poderão ser contratadas no primeiro semestre de 2015.

    O anúncio foi feito pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Miriam Belchior, depois de uma reunião com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins.

    Esse foi o segundo afago da equipe econômica no setor produtivo esta semana e ocorre a apenas 18 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. Na segunda-feira, Mantega anunciou uma redução da tributação sobre o lucro das empresas no exterior.

    Mantega ressaltou que, este ano, será encerrado o Minha Casa Minha Vida 2 e que já foram contratadas 2,550 milhões de habitações. Até o fim do ano, serão mais 200 mil unidades. No entanto, disse o ministro, o setor estava preocupado com a continuidade do programa, uma vez que as empresas precisam começar a se preparar para os projetos de 2015.

    _ Vamos manter a maior parte das regras que estão em vigor _ disse o ministro, que observou que o objetivo da medida é garantir a \"continuidade absoluta\" dos projetos e permitir que, em janeiro, o setor comece a realizar as contratações.

    Outra bondade desta quarta-feira foi a prorrogação por mais quatro anos do Regime Especial de Tributação (RET), que reduz os tributos que incidem sobre os empreendimentos imobiliários do MCMV de 6% para 1%. Esse benefício acabaria no fim de 2014.

    _ Esse regime especial desonerado vale até 2014. Vamos renová-lo para mais quatro anos _ disse Mantega.

    O ministro afirmou ainda que discutiu com o setor a necessidade de um programa de concessões que se some às regras em vigor.

    _ O setor cresceu, enfrentou grandes desafios ultimamente e tem condições de dar resposta a desafios ainda maiores que vão ser colocados _ disse.

    Mantega lembrou que tanto o programa Minha Casa Minha Vida quanto o de concessões foram criados na época da crise econômica internacional como medidas anticíclicas, a fim de aumentar investimentos, oferecer para a população bens e serviços, reduzir o déficit habitacional e criar empregos.

    _ Não é mais para uma política anticíclica porque a crise está se dissipando, mas esse setor continuará tendo uma importância fundamental no novo ciclo de crescimento do país, de modo a permitir um aumento do investimento _ afirmou.

    O setor da construção civil vinha pedindo ao governo uma ampliação do Minha Casa Minha Vida alegando que a meta de 2,75 milhões de unidades poderia ser atingida antes do fim do ano. Assim, haveria um hiato entre o fim do Minha Casa Minha Vida 2 e o início a terceira etapa do programa, que ainda precisa de regulamentação do governo.

    Havia o temor de uma desaceleração da atividade e uma onda de demissões.Por isso, as empresas também pediam que o governo prorrogasse o Minha Casa Minha Vida 2 por seis meses, até junho de 2015. Com a nova medida, a segunda etapa do programa não será estendida, mas as unidades que serão contratadas em 2015 serão feitas nas mesmas condições da segunda etapa, mas já dentro do escopo do MCMV 3.

    O presidente da Cbic reforçou que havia uma preocupação do setor com as regras de contratação para o primeiro semestre de 2015.

    _ O que sabemos é que o primeiro semestre de 2015 terá as mesmas regras de contratação atuais. Não teremos solução de descontinuidade _ afirmou. _ Não tenho medo de comprar e aprovar um projeto na prefeitura _ acrescentou Martins, que observou que a peça jurídica que fixará as regras ainda será definida.
    Publicado por: O Globo -
  • 18/09/2014 Com ampliação, segunda etapa do Minha Casa vai até junho de 2015
    Um dia após a campanha petista na TV afirmar que Marina Silva ( PSB) defende medidas que representam \"grande risco\" para programas como o Minha Casa, Minha Vida, o ministro Guido Mantega ( Fazenda) anunciou nesta quarta ( 17) o aumento da meta de construção de casas.

    Em um reforço a uma das principais bandeiras eleitorais da candidata Dilma Rousseff, Mantega divulgou, ao lado de empresários da construção civil, que a segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida vai contratar mais 350 mil unidades habitacionais a partir de janeiro de 2015, o que deve manter essa fase do programa até junho.

    A medida atende ao pedido de empreiteiras que temiam ficar sem obras no início de 2015, o que levaria à demissão de trabalhadores.

    Segundo o ministro, essa será uma \"transição\" da segunda para a terceira etapa do programa, evitando sua descontinuidade. O Minha Casa, Minha Vida é responsável pelo emprego direto de 500 mil trabalhadores.

    Segundo Mantega, essas casas serão contratadas seguindo as regras da segunda etapa do programa, mas contabilizadas dentro da terceira etapa, que, apesar de não te sido lançado oficialmente, tem como meta a construção de 3 milhões de casas.

    A segunda etapa do programa previa a construção de 2,75 milhões de unidades e terminaria ao fim deste ano.

    O governo prorrogou também o RET ( Regime Especial de Tributação) para as empresas de incorporação imobiliária, que reduz de 6% para 4% as alíquotas da CSLL ( Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), do PIS/ Pasep e da Cofins por mais quatro anos.

    Os dois benefícios foram anunciados depois de reunião com o presidente da CBIC ( Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil), José Carlos Martins, e de outras entidades do setor. PROPAGANDA POLÍTICA Na terça- feira ( 16), o horário eleitoral do PT, dentro de sua estratégia de tentar desconstruir a imagem de Marina, disse que a adversária de Dilma, se eleita, \"vai reduzir os subsídios dados pelos bancos públicos\". \"Parece algo distante da vida da gente, né? Parece, mas não é.\"

    Em seguida, o locutor, em tom grave, diz que a ideia de Marina seria \"um grande risco para programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida e o Prouni [ de bolsa para universitários\", que são financiados com subsídios bancados pelo Tesouro.

    O trecho do programa de TV que ataca Marina Silva está sendo repetido ao longo da programação das TVs no formato de comerciais. Publicado por: Folha de São Paulo -
  • 17/09/2014 Novo BRT vai conectar parques de Deodoro e Barra
    O prefeito Eduardo Paes visitou, nesta terça-feira, o canteiro de obras do corredor Transolímpico, via que vai ligar Deodoro à Barra e ao Recreio. Parte dos dois túneis no Maciço da Pedra Branca previstos no trajeto já está escavada. O primeiro terá 1.300 metros e o segundo, 200. A nova via, com 26 quilômetros de extensão, terá três faixas em cada um dos sentidos, sendo que uma delas será exclusiva para o BRT. As restantes poderão ser utilizadas por outros veículos, mas haverá a cobrança de pedágio. A previsão é que a obra fique pronta no primeiro semestre de 2016.

    - É uma obra importante. É outro túnel no Maciço da Pedra Branca, depois do da Grota Funda. A função durante os Jogos de 2016 será conectar os parques olímpicos da Barra e de Deodoro. O mais importante é que vai reduzir em 80% o tempo de viagem. Para ir do Riocentro até Deodoro, hoje se leva duas horas e meia em um dia bom. Esse tempo vai ser de 30 minutos com o novo BRT - prometeu Paes.

    FLUXO DEVE SER DE 90 MIL VEÍCULOS POR DIA

    A previsão é que 90 mil veículos passem diariamente pela nova via expressa. Além disso, 70 mil passageiros deverão ser transportados por dia com o BRT Transolímpico. Ao todo, haverá 17 estações de BRT e três terminais de integração com outros modais (trens da Supervia e os BRTs Transcarioca e Transoeste).

    - A gente espera 70 mil passageiros nesse BRT, mas acho que vai dar mais. Aqui será feita a integração entre vários BRTs. O morador da Zona Oeste vai poder pegar o BRT e se conectar com todas as linhas - avaliou Paes.

    Segundo o prefeito, na região de Magalhães Bastos o número de desapropriações caiu de 300 para apenas seis. Uma área do Exército foi comprada por R$ 100 milhões, para possibilitar um novo traçado e evitar um grande número de remoções. Na outra ponta da via, na favela Vila União, em Curicica, 876 famílias serão reassentadas. Elas vão para um condomínio com 1.400 unidades do Minha Casa Minha Vida, que está sendo erguido na antiga Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.

    O coordenador geral de obras da Secretaria municipal de Obras, Eduardo Fagundes, explicou que, por se tratar de uma via expressa, os trabalhos começaram pela construção dos viadutos e pontes - 56 no total. Segundo Fagundes, muitas das estruturas já estão prontas, assim como a terraplanagem na Colônia Juliano Moreira.

    A implantação do Transolímpico está orçada em R$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 1,1 bilhão serão investidos pela prefeitura e o restante pela concessionária Via Rio, formada pelas empresas Invepar, Odebrecht e CCR/AS, que vai administrar a via por 35 anos. Publicado por: O Globo -
  • 16/09/2014 Lançamentos imobiliários na Zona Norte crescem 245% em 5 anos
    Com quase 2,5 milhões de habitantes, a Zona Norte concentra cerca de 37% da população carioca. Ainda assim, somente nos últimos anos a região voltou a receber novos empreendimentos imobiliários: tanto comerciais como residenciais. Segundo dados da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), entre 2008 e 2013, o número de unidades lançadas na Zona Norte cresceu 245%, ficando atrás somente da Zona Oeste. Em 2013, foram 6.315 lançamentos, quase 17% a mais do que em 2012.

    - O carioca é muito bairrista e o da Zona Norte, em especial, não quer sair da região. Então, com o aumento de renda e a instalação das UPPs, que aumentou a sensação de segurança na área, começamos a perceber que havia uma demanda reprimida - conta Rogério Jonas Zylberstajn, vice-presidente da Ademi e da RJZ Cyrela, empresa que vem investindo em empreendimentos residenciais e comerciais na região.

    É que com o mercado residencial já consolidado, com grande número de lançamentos nos moldes de condomínios clubes e até um sub-bairro planejado, o Rio Parque, o mercado também começou a lançar imóveis comerciais. Afinal, a pouca oferta de serviços próximos faz com que boa parte das pessoas que moram na região se desloquem até o Centro ou a Zona Sul quando precisam de serviços. Só a RJZ Cyrela, por exemplo, lançou dois empreendimentos comerciais na região no ano passado, num total de 1.162 unidades. Parece muito? Mas dados do setor de Inteligência de Mercado da construtora mostram que em Del Castilho, onde a empresa ergue o DHC Offices, os imóveis comerciais têm uma taxa de vacância bem baixa: 0,8%. Já na Vila da Penha, onde está sendo construído o Carioca Offices, havia apenas um prédio de salas comerciais, todas ocupadas. O mercado considera como normal uma taxa de vacância em torno de 6% a 8%. Ou seja, há mercado.

    MÉIER SE DESTACA NA REGIÃO

    E uma das regiões que mais recebe lançamentos é a conhecida como Grande Méier. Ali, nos últimos três anos, foram 30 empreendimentos, num total de 4.992 unidades, segundo dados coletados pela inteligência de mercado do grupo imobiliário Lopes. O número fica abaixo apenas dos bairros que, ano após ano, se revezam no topo da lista de lançamentos: Jacarepaguá, Recreio e Barra, todos na Zona Oeste.

    - A área apresenta um grande potencial, pois a verticalização na região vem aumentando gradualmente fora do eixo da Rua Dias da Cruz - explica Fábio Pacheco, diretor da Lopes Rio, que aponta os valores da região como um atrativo em tempos de alta nos preços. - É um mercado que apresenta ótima liquidez e registra baixo nível de estoque, que é de 18% das unidades lançadas.

    Para se ter uma ideia, o tíquete médio registrado na área em 2014 foi de R$ 374 mil. E o metro quadrado está em torno dos R$ 6.509, bem abaixo da média da cidade, que é de R$ 10.749. Não que a região não venha se valorizando. Pelo contrário. De 2011 para cá, os preços subiram em média 63%.

    TIJUCA VALORIZOU 26% NO MESMO PERÍODO

    Já na Tijuca, bairro mais valorizado da Zona Norte, o aumento foi menor no período: ficou em torno dos 26%, o que é justificado pelos já altos preços da região, que já vinha se valorizando desde a instalação das unidades de polícia pacificadora nas comunidades do bairro. Outro motivo de valorização foi a inauguração, em março, da estação Uruguai do metrô.

    O estudo realizado pela Lopes aponta que o metro quadrado médio dos imóveis subiu de R$ 6.716 em 2011 para R$ 9.928 em abril deste ano.

    - Obras de infraestrutura e mobilidade urbana aumentam a segurança, impactando diretamente a qualidade de vida da população. Isso reflete automaticamente no mercado imobiliário - explica Pacheco, da Lopes Rio.

    Ainda segundo os dados da Lopes, foram lançados, entre 2011 e 2014, 25 empreendimentos residenciais na Tijuca, que somam 1.712 unidades. E a região mantém alta liquidez, com apenas 12% das unidades em estoque. Apartamentos com dois ou três quartos predominam, representando, respectivamente, 43% e 49% do total. As unidades com apenas um dormitório correspondem a 2%, enquanto com quatro ou mais são 5%.

    Mas a exemplo de outros bairros da região, a Tijuca também recebe imóveis comerciais. Um exemplo é o Plenus que a construtora Concal está erguendo na Rua São Francisco Xavier.

    - Depois de receber diversos lançamentos residenciais, a região carecia de unidades comerciais novas e modernas. A Tijuca sempre foi conhecida pelo seu comércio vasto e está retomando este status com a instalação das UPPs. Os investidores estão voltando para a Tijuca - comemora Caldas.
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 11/09/2014 BRT Transcarioca chega à Penha a partir deste sábado
    A partir deste sábado (13), será iniciada a terceira e última etapa do processo de implantação do BRT Transcarioca, informou a Secretaria Municipal de Transportes nesta quarta-feira (10). O serviço expresso que vai de Vicente de Carvalho até a Alvorada e está em funcionamento desde o último sábado (6), será estendido até a Penha e passa a ser expresso Penha-Alvorada , com intervalos de 10 minutos entre as saídas.

    Ainda no sábado, a Secretaria Municipal de Transportes inicia o novo serviço Penha - Madureira (Parador) com saídas a cada sete minutos, passando pelas estações Penha, Pastor José Santos, Guaporé, Praça do Carmo, Pedro Taques, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Marambaia, Vaz Lobo, Vila Queiroz, Otaviano, Mercadão e Madureira Manaceia. Com isso, o BRT Transcarioca passa a atender aos bairros de Madureira (lado norte junto ao Mercadão), Vaz Lobo, Irajá, Vila Kosmos, Vila da Penha, Penha Circular e Penha.

    As medidas anunciadas seguem o planejamento definido pelo município. As mudanças serão divulgadas nas estações e principais pontos das linhas com distribuição de folhetos explicativos. As novidades também estão nas redes sociais do BRT Rio, que atingem mais de 120 mil seguidores.

    O BRT Transcarioca liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador (Aeroporto do Galeão), sendo o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade que já reduziu em 60% o tempo de viagem por ônibus no trecho. São 39 quilômetros de extensão, com 10 viadutos (sendo um estaiado), nove pontes (duas estaiadas), três mergulhões, 47 estações e cinco terminais, passando por 27 bairros como Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos.

    O Transcarioca já transporta 142 mil passageiros por dia, devendo chegar aos 320 mil ao final da implantação da terceira e última etapa. O corredor tem ainda seis estações a serem inauguradas até o término desta etapa: Ibapina, Olaria, Cardoso de Moraes, Santa Luzia, Maré e Fundão. O primeiro BRT implantado na cidade, o Transoeste, já transporta 192 mil passageiros por dia.

    Horário de funcionamento do BRT Transcarioca
    Galeão - Alvorada (Semi-direto) - Horário de funcionamento: 24h
    Estações: Terminal Alvorada, Vicente de Carvalho, que integra com o metrô, Galeão - Tom Jobim 2 e Galeão - Tom Jobim 1.

    Penha - Alvorada (Expresso): ¬ Horário de funcionamento: das 5h às 23h
    Estações: Terminal Alvorada, Rio 2, Santa Efigênia, Taquara, Tanque, Praça Seca, Madureira/Manaceia (integração com o trem), Vicente de Carvalho (integração com Metrô) e Penha.

    Madureira - Penha (Parador) - 24 horas
    Estações: Penha, Pastor José Santos, Guaporé, Praça do Carmo, Pedro Taques, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Marambaia, Vaz Lobo, Vila Queiroz, Otaviano, Mercadão e Madureira Manaceia.

    Madureira - Alvorada (Parador) - Horário de funcionamento: 24h Publicado por: O Globo -
  • 11/09/2014 Obras do metrô descobrem relíquias do século XIX
    Um passado desconhecido está sendo revelado com as escavações da Linha 4 do metrô em Ipanema e Leblon. Graças ao trabalho de uma equipe de 13 arqueólogos - montada como parte do Plano de Gestão Ambiental do Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras -, já foram encontrados mais de 1.700 objetos de interesse histórico enterrados nos dois bairros. São itens do cotidiano dos moradores das chácaras que ocupavam esta área da Zona Sul, entre meados do século XIX e início do XX, antes de a região passar por um processo de loteamento. O governo do estado está negociando com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que as peças mais relevantes sejam exibidas nas futuras estações da Linha 4.

    A equipe do arqueólogo responsável pelos trabalhos, Cláudio Prado de Mello, recentemente resgatou cerca de 150 objetos, entre os quais vidros, fragmentos de alvenaria, peças de porcelana, enfeites de telhado, talheres e quatro penicos de ágata:

    - Os penicos são especialmente interessantes. Serão enviados para o pesquisador da Fiocruz Adauto Araújo, que vai fazer um estudo de paleoparasitologia. Com sorte, vamos encontrar bactérias e microrganismos, que podem nos dar mais informações a respeito das doenças que afetavam as pessoas na época.

    Todos os frascos de vidro encontrados também serão analisados. De acordo com Mello, continham perfume, loções e remédios. Segundo ele, eram artigos importados da Europa, pois o Brasil só passou a fabricar vidro no século XX. Um dos achados interessantes é uma ampola, encontrada intacta e com um líquido incolor em seu interior.

    Outro destaque é a grande quantidade de pisos hidráulicos. Mello explica que esse tipo de acabamento estava em moda na época, pois, mais barato e resistente, era usado em substituição aos mosaicos, comuns em palácios europeus.

    No acervo, também há segmentos praticamente intactos de trilhos do sistema de bondes que funcionou em Ipanema até meados do século passado. Muitos continuarão no mesmo lugar, pois não interferem no traçado do metrô. O consórcio, porém, notificou o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

    Os materiais estão sendo catalogados e armazenados em um contêiner no canteiro de obras da Linha 4, no Jardim de Alah. No espaço, os arqueólogos ergueram um pequeno museu, com imagens do Rio antigo.

    As peças reveladas são muito diferentes das encontradas nas proximidades Estação da Leopoldina, no Centro. Lá, foram recolhidos mais de 200 mil objetos, alguns dos séculos XVII e XVIII. Dentre eles, está uma escova de dentes em marfim e osso, com a inscrição em francês \"S M L\'Empereur du Bresil\", que os arqueólogos acreditam ter pertencido a Dom Pedro II, que vivia nas proximidades, em São Cristóvão. Publicado por: O Globo - Rio
  • 10/09/2014 Governo quer elevar subsídio no \"Minha Casa, Minha Vida\"
    O governo estuda uma regra específica, que deverá mesclar subsídios mais elevados e limite de preço de imóvel, para ser aplicada na faixa de renda intermediária que deverá ser implementada na terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita. Em entrevista ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, destacou também que negocia com o Tesouro Nacional o aumento do subsídio, atualmente de R$ 25 mil, para outras faixas de renda. Ele negou que esteja ocorrendo atrasos nos pagamentos das construtoras que trabalham com o programa.

    Para o ministro, as adequações na terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida têm como objetivo atender o público de menor renda que vive em grandes cidades, onde não é possível atender toda a demanda de imóveis, principalmente para famílias com rendimento mensal entre R$ 1,5 mil e R$ 2,2 mil.

    Um dos empecilhos para o programa tem sido justamente o elevado preço dos imóveis nos grandes centros urbanos. \"Queremos construir uma alternativa para que essas famílias tenham capacidade de comprar o imóvel\", disse ele.

    Se for fixado o valor do imóvel a ser adquirido por famílias dessa faixa intermediária de renda e o governo elevar os subsídios, o valor a ser financiado será menor e as prestações vão caber no bolso das famílias.

    O programa habitacional MCMV, criado em 2009 pelo então presidente Lula, conta com três faixas de renda. A primeira beneficia as famílias com rendimento mensal de até R$ 1,6 mil; a segunda, entre R$ 1,6 mil e R$ 3,275 mil; e a terceira, a partir de R$ 3,275 mil a R$ 5 mil.

    Quanto menor a renda maior o subsídio concedido com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e orçamento da União. Atualmente, o subsídio total é de R$ 25 mil. Para as famílias com renda de até R$ 1,6 mil ao mês, o valor da parcela do financiamento não deve ultrapassar 5% da renda mensal, sendo que o mínimo é de R$ 25,00 por dez anos.

    Na terceira etapa, além de regras específicas para uma faixa de renda intermediária, o governo pretende atualizar o valor do subsídio, o valor dos imóveis para atendimento das famílias com renda de até R$ 1,6 mil e as faixas de renda dos beneficiários. A medida é necessária para contemplar a inflação acumulada e o aumento de custos da construção civil.

    Apesar das restrições fiscais que vão se estender pelo próximo ano, independentemente de quem for eleito presidente, o ministro disse que o aumento do subsídio é importante para a retomada do crescimento econômico e a criação de novos postos de trabalho. No acumulado de janeiro a agosto de 2014, o Tesouro Nacional desembolsou R$ 10,3 bilhões em subsídios para o Minha Casa, Minha Vida.

    Occhi rebateu também as críticas feitas por algumas construtoras de que elas estariam recebendo com atrasos os pagamentos do Minha Casa, Minha Vida. O ministro lembrou que, segundo as normas vigentes, o governo tem 20 dias para pagar a partir da medição da obra.

    Na campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff prometeu que, se reeleita em outubro, vai contratar 3 milhões de moradias entre 2015 e 2018.

    A candidata do PSB, Marina Silva, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, comprometeram-se com a continuidade do Minha Casa, Minha Vida. Marina, por exemplo, incluiu em seu programa de governo a construção de 4 milhões de unidades habitacionais.

    Mesmo com a indefinição em torno de quem será o próximo presidente, Occhi destacou que o programa não deverá ser interrompido como teme o setor da construção civil, que já solicitou a prorrogação por seis meses da segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida e a ampliação da meta em 350 mil unidades. O temor do empresariado é que ocorra uma paralisação do programa enquanto ele é discutido no Congresso Nacional. O ministro disse não há decisão sobre esse pleito.

    Até o dia 15 de agosto, último balanço disponível do programa Minha Casa, Minha Vida, que inclui a primeira e a segunda etapas, foram contratadas 3,56 milhões de unidades habitacionais, valor bem próximo da meta de 3,75 milhões para o período. Do total de moradias contratadas, 1,77 milhão foram entregues. Por outro lado, 434 mil estão prontas e ainda não foram liberadas por problemas de documentação, averbação por cartório ou finalização de obras de infraestrutura. Publicado por: Valor Econômico -
  • 06/09/2014 Rio ergue o seu novo centro metropolitano
    Eixo natural do desenvolvimento da cidade, a Barra vive um novo ciclo de desenvolvimento, impulsionado, em parte, pela realização dos Jogos Olímpicos de 2016. A efervescência da região traz no seu bojo a concretização de boa parte do que havia idealizado o arquiteto e urbanista Lúcio Costa, autor do Plano Piloto da Barra da Tijuca, em 1969. Uma das propostas da época era levar toda a sede do governo do então Estado da Guanabara para a região, numa área que ficava exatamente no centro geográfico do território, para formar o centro metropolitano da cidade.

    Quase meio século depois, no mesmo local e com o mesmo nome, ganha corpo a planejada centralidade que, a partir da Avenida Abelardo Bueno, até a região da Ilha Pura, bairro de tamanho superior ao Leme que está sendo criado na Avenida Salvador Allende, traduz todos os conceitos de uma cidade planejada, sustentável, com infraestrura adequada para abrigar novos empreendimentos que valorizam, antes de tudo, o espaço urbano e a qualidade de vida. \"A Barra é hoje a melhor representação de uma cidade global do século XXI\", afirma o urbanista Carlos Eduardo Nunes-Ferreira. Segundo ele, de certa maneira, o desenvolvimento da região seguiu a ideia de Lúcio Costa, de propiciar aos arquitetos a liberdade de usar todas as possibilidades de fachadas. O urbanista Vicente de Castro, por sua vez, acredita que a Barra está seguindo seu destino, de se transformar no Centro do Rio. \"Aqui será a capital do setor quaternário, que reúne os mais nobres serviços da economia: negócios financeiros, entretenimento, lazer, educação de alta qualidade. Os Jogos Olímpicos são a consagração desse princípio\", destaca.

    Ainda que as Olimpíadas estejam tirando do papel obras importantes como a despolui ção das lagoas, a construção dos corredores expressos e da linha 4 do metrô, melhorando a mobilidade e a acessibilidade à região, todos esses esforços foram precedidos por iniciativas da sociedade civil, em parceria com empresários, que contribuíram para que se atingisse o estágio atual, como afirma Delair Dumbrosck, presidente da Câmara Comunitária da Barra: \"a Carvalho Hosken, por exemplo, foi decisiva no desenvolvimento da Barra. Toda vez que uma obra fundamental para o bairro emperrava, ela ia lá e botava para frente. É um nível de conscientização importantíssimo, que todos os empresários deveriam ter. Afinal de contas, ajudar na melhoria da qualidade de vida não é tarefa apenas do poder público. É de todos nós, sejamos empresários ou moradores\", diz. Esse princípio inaugurou uma prática hoje bastante difundida na região: moradores de bairros como a Península, por exemplo, contribuem com taxas para manter seus espaços impecáveis. Publicado por: O Globo - Especial Cidade Planejada
  • 05/09/2014 FGTS cobra dívida de R$ 7 bi do Tesouro para aprovar subsídios à casa própria
    O Conselho Curador do FGTS vai condicionar a aprovação de novos subsídios para a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida ao pagamento da dívida do Tesouro Nacional com o Fundo. O débito, de R$ 7 bilhões, vem desde 2009, quando o programa foi criado e se refere à contrapartida da União nos empréstimos habitacionais. Do total do subsídio, que chega a R$ 27 mil por família (nas capitais) e funciona como uma espécie de desconto a fundo perdido, 82,5% são bancados pelo FGTS e 17,5% pelo orçamento da União. O problema é que o Tesouro não está fazendo os repasses que são da sua responsabilidade.

    A preocupação dos conselheiros é porque o programa está cada vez mais dependente do FGTS. Eles alertam que a retenção dos repasses da União pode comprometer os desembolsos do Fundo para habitação, a partir de 2017. Os representantes do Conselho estão aguardando a definição dos novos parâmetros da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, que vai começar em 2015 e tem como meta entregar mais três milhões de moradias, conforme prometeu a presidente Dilma Rousseff no início de julho. Ainda falta definir o montante total do subsídio e a distribuição do número de unidades por faixa de renda.

    - Na hora em que o Tesouro for pedir os subsídios para o Minha Casa Minha Vida 3, vamos exigir o pagamento da dívida - disse uma fonte do Conselho.

    O Tesouro tem afirmado que não há atrasos nos repasses relativos ao programa Minha Casa Minha Vida.
    O Conselho Curador do FGTS vai condicionar a aprovação de novos subsídios para a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida ao pagamento da dívida do Tesouro Nacional com o Fundo.

    O governo tem intenção de criar uma faixa de renda familiar intermediária, com objetivo de aumentar os subsídios e incluir novos beneficiários. Atualmente, existem três faixas. Na primeira delas, para famílias que ganham até R$ 1.600, a casa é praticamente doada, com prestações simbólicas. As faixas seguintes são entre R$ 1.600 e R$ 3.275 e de R$ 3.275 até R$ 5 mil. Nesses dois segmentos, os mutuários ganham um desconto e assumem um contrato habitacional.

    Para este ano, o FGTS liberou R$ 8,9 bilhões a serem aplicados como subsídios nos empréstimos dentro da segunda fase do Minha Casa Minha Vida. Criado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa tinha como meta entregar um milhão de casas. De lá para cá, as metas subiram para 2,75 milhões (fase 2) e três milhões (fase 3).

    Segundo o Ministério das Cidades, na primeira etapa do programa foram entregues 796.253 unidades habitacionais. Na segunda fase, lançada em 2011, foram 973.477 moradias. Os dados são de 15 de agosto de 2014.

    O Conselho Curador também vai avaliar a proposta feita pelo Tesouro Nacional para quitar em 30 meses outra dívida com o FGTS, no valor de R$ 10 bilhões, referente à multa adicional de 10% nas demissões sem justa causa. Os conselheiros vão examinar se os R$ 330 milhões que o Tesouro se compromete a repassar ao Fundo por mês, a partir de janeiro de 2015, são suficientes. Eles lembram que essa dívida é antiga, de 2012, e os recursos decorrentes da contribuição continuam reforçando os cofres do governo.

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    Um acordo feito entre o Conselho e o Tesouro neste ano garante o repasse mensal de R$ 100 milhões, até dezembro, da receita arrecadada com a contribuição adicional. O total de receitas mensais obtidas com a multa chega em média a R$ 300 milhões.

    - O Tesouro está nos dando apenas o troco - destacou um conselheiro.

    O FGTS é uma das vítima das manobras do Tesouro para fechar as contas públicas atrasando repasses para programas sociais. Mas o Fundo não pode contar com a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU), órgão a quem a Caixa Econômica Federal recorreu para forçar a regularização das transferências.
    Publicado por: O Globo - Geralda Doca
  • 04/09/2014 Centro cultural no Porto
    A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária e a Biblioteca Nacional farão um concurso nacional de arquitetura, organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil do Rio (IAB) para reformar a antiga Estação de Expurgo de Grãos do Ministério da Agricultura, no Centro.

    A proposta é transformar o prédio, que já abriga parte do acervo de periódicos da Biblioteca Nacional, no mais novo centro cultural do Porto. O lançamento da competição que vai escolher o projeto acontecerá hoje, no IAB, no Flamengo, às 18h30min, e a publicação do edital deve sair em setembro. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 03/09/2014 Maricá vive boom imobiliário
    A apenas 50 quilômetros do Rio, Maricá, na Região dos Lagos, vive uma grande expansão imobiliária com a chegada cada vez maior de pessoas atraídas pelo Comperj e também por melhor qualidade de vida. A cidade já conta com oito grandes empreendimentos imobiliários.

    Em Alphaville, foram vendidos 400 lotes em quatro horas. No Privilege Golf, 95% dos 360 lotes também já estão nas mãos de turistas e trabalhadores do Comperj, que fica a 20 quilômetros. \"Neste loteamento, de 500 mil metros quadrados, por exemplo, toda a infraestrutura está pronta, com calçamento e tratamento de água e esgoto\", destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Lourival Cazula. Mobilidade urbana: prefeito Quaquá destaca a nova ponte que liga Barra de Maricá ao Centro Foto: Daniel Castelo B
    A segunda cidade com maior crescimento populacional do estado - só perde para Rio das Ostras, segundo recente estudo do IBGE - tem apostado em obras de infraestrutura e mobilidade urbana para receber seus novos moradores.

    Com população estimada em 143.111 habitantes, a expectativa é de que, em cinco anos, 400 mil pessoas residam no município, que tem uma área total de 362 quilômetros quadrados, enquanto Niterói e São Gonçalo, juntas, contam com 363 quilômetros quadrados e 700 mil moradores. \"A gente recebe um efeito muito forte do Comperj e do pré-sal.

    Maricá é a segunda taxa de crescimento demográfico do estado (2,55% ao ano). Esse é um indicador de que a cidade tem virado uma alternativa para as pessoas que moravam no Rio, Niterói e São Gonçalo. Muita gente se estabelece aqui pela pouca distância da capital, pelas belezas naturais, além da captação de investimentos que estamos fazendo\", disse o prefeito Washington Quaquá (PT). Para acompanhar esse crescimento, Maricá está investindo pesado em obras de urbanização e mobilidade urbana. \"O município pegou antecipado R$ 200 milhões dos royalties do petróleo só para investir em urbanização. Fizemos ainda um acordo com um grupo chinês em torno de R$ 1 bilhão a serem disponibilizados para mobilidade urbana, infraestrutura e saneamento\", acrescentou, lembrando que está reestruturando toda a malha urbana, para melhorar o trânsito na cidade.

    A ponte da Barra de Maricá é parte importante desta nova fase do município. A estrutura de 172 metros liga os bairros de Guaratiba, Cordeirinho, Bambuí e Ponta Negra à região central de Maricá. A obra custou R$ 10,6 milhões, sendo R$ 2,4 milhões em recursos do município e o restante, pago pelo governo estadual. Moradores da região aprovaram a ponte, que acabou encurtando a distância entre os bairros e reduziu os transtornos com os constantes alagamentos. \"Nos períodos de ressaca, o mar entrava na lagoa, passando por cima da rodovia. Várias vezes fiquei preso, sem poder sair de casa.

    Quem precisava ir até o Centro tinha que percorrer uma distância 10 vezes maior. Era preciso passar por Saquarema praticamente\", contou o jardineiro Gilson de Souza, de 55 anos, que mora próximo da ponte. Comércio critica informalidade Apesar do grande contingente populacional chegando na cidade, a Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Maricá não sente esse impacto na economia. \"Aumentou muito o número de pessoas, mas a infraestrutura ainda está muito precária. O crescimento pode se reverter em investimentos para município, mas não se reverteu para os moradores e o comércio.

    A insatisfação no setor comercial é muito grande\", disse a diretora, Patrícia da Silva. Segundo ela, a prefeitura retirou os estacionamento e mudou algumas ruas, mas o grande problema continua a ser o comércio informal, que se localiza nos principais pontos da cidade.

    \"Nos finais de semana e feriados, quando os comerciantes poderiam tirar um dinheiro extra, mais camelôs se instalam aqui. A cidade está inchando, mas não há circulação de capital para o comerciante legal\", criticou. Dono da padaria Pão Quente da Barra, no bairro da Barra, Itamar de Souza, de 68 anos, está satisfeito com chegada do asfalto na região. \"Esperava esse asfalto há 15 anos e agora está tudo certinho. Houve um aumento de 20% no fluxo daqui. A minha renda melhorou bastante\", ressaltou. Arco Metropolitano beneficia a cidade A criação do Arco Metropolitano, que deverá chegar até Maricá em sua segunda fase, também é fundamental para o desenvolvimento da cidade. \"Maricá está crescendo e estamos criando novas alternativas.

    Asfaltamos o distrito de Bambuí e, assim, o pessoal que ia para Ponta Negra não precisa mais passar pelo Centro\", disse Quaquá. Ele também espera a licença ambiental da restinga para criar um acesso direto à Barra de Maricá, sem passar pelo Centro. \"Hoje são 270 quilômetros de asfalto em todo o município. Antes eram apenas 70 quilômetros de vias asfaltadas\", comentou.

    Outra ação que destaca são as obras de infraestrutura no distrito de Itaipuaçu, onde não havia tratamento de esgoto, saneamento, mobilidade urbana, nem asfalto. A ideia é fazer a dragagem e a drenagem dos canais para ligar Itaipuaçu a Maricá, onde vai haver uma linha de transporte de passageiros. A cidade também quer se tornar conhecida no mundo inteiro para atrair recursos estrangeiros.

    \"Participamos como expositores de feiras imobiliárias de Milão e de Cannes. Isso tem atraído muitos investidores\", explicou Quaquá. Publicado por: O Dia - Eduardo Oliveira
  • 01/09/2014 Empréstimo da casa própria poderá cobrir reforma
    Num esforço para reanimar a economia, que entrou em recessão técnica no primeiro semestre de 2014, o governo resolveu retomar sua agenda microeconômica. Sem espaço fiscal para novas desonerações, a ideia agora é tomar medidas para desburocratizar, reduzir custos e aumentar o acesso dos brasileiros ao crédito. Uma das propostas em discussão é passar a permitir que uma pequena parte do financiamento habitacional seja usada para a reforma do imóvel adquirido. A iniciativa, no entanto, ainda não tem prazo para ser adotada.

    Nas regras atuais do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que utiliza recursos da caderneta de poupança e permite o uso do FGTS, uma pessoa pode financiar até 80% do valor do imóvel. Mas segundo os técnicos da equipe econômica, o que se estuda é permitir que 5% do valor financiado sejam destinados a obras como pintura, troca de encanamento ou revestimentos, o que hoje é proibido. Todo o valor do financiamento tem que ser depositado pelo banco na conta do vendedor.

    - Essa seria uma forma de ajudar o mutuário a embutir as despesas com reforma na conta do financiamento, que tem taxas mais baixas e prazos mais longos - disse ao GLOBO uma fonte do governo.

    Segundo o técnico, o governo ainda quer avaliar com cuidado que impactos a medida teria na atividade econômica e suas dificuldades para ser implementada e, por isso, não há prazo para ser adotada. Nos cálculos da área econômica, essa medida poderia acelerar a demanda por materiais de construção e ajudar a aquecer a economia como um todo:

    - É uma discussão, mas não significa que a medida vai ser adotada logo.

    Mesmo ainda em discussão, a ideia animou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover. Segundo ele, a mudança é muito positiva, pois reduzirá o custo de famílias que querem fazer obras em seus imóveis.

    MAIS PRAZO DE PAGAMENTO

    Ele lembrou que um dos instrumentos mais baratos para quem quer reformar um imóvel hoje é o Construcard, uma linha de financiamento da Caixa Econômica Federal com taxas de juros que variam de 19% a 25% ao ano e que pode ser paga em até 36 meses. No entanto, um financiamento habitacional tem custo médio de 12% ao ano e prazos que podem chegar a 35 anos.

    - A medida tem grande potencial. As pessoas que compram imóveis muitas vezes querem fazer reforma, mas ficam sem capital por causa dos financiamentos. Acabam deixando para depois. Muita gente iria aderir - afirmou Cover.

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    O presidente da Abramat ressaltou que metade do mercado de materiais de construção no Brasil está no varejo, ou seja, pessoas físicas que estão reformando ou construindo uma casa. Outros 28% estão na construção civil e 22%, na área de infraestrutura.

    Os técnicos do governo também afirmam que outra forma de facilitar o acesso dos mutuários a materiais de construção seria a ampliação dos prazos de pagamento para quem usa o Construcard. Uma medida em estudo pela Caixa é ampliar o tempo para quitar o empréstimo para dez ou até 20 anos.

    Dimalice Nunes, redatora publicitária de São Paulo, teve que negociar com o antigo proprietário a redução do preço de um apartamento de três quartos no bairro da Consolação que acaba de comprar. Só assim conseguirá custear a reforma que quer fazer quando receber as chaves.

    - A compra foi bem planejada e ficamos o tempo todo de olho na equação certa entre parcela, entrada e custos da reforma. O que fiz exatamente foi chorar na orelha do proprietário para reduzir o valor total do imóvel. Assim eu mantive o valor financiado, reduzindo um pouco a entrada e liberando parte desse valor para a reforma. Consegui reduzir em 4% o valor final do imóvel, que equivale a 10% da entrada que eu daria - explicou Dimalice.

    NÃO SOBRA DINHEIRO PARA REFORMA

    Mas sem um proprietário sensível a \"choros\", os compradores podem ter de recorrer a alternativas de crédito mais caras ou mesmo atrasar reformas importantes em imóveis usados adquiridos, uma vez que um financiamento costuma consumir todos os recursos disponíveis de seus mutuários. O presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Leandro Pacífico, reconhece que é comum que um comprador de imóvel fique sem fonte de crédito barato para fazer reparos necessários no imóvel que compra ou mesmo para instalar o acabamento em um novo.

    Incluir as reformas no crédito imobiliário poderia ter mudado a decisão de Andreia Moura Silva, técnica em edificações, de entrar no imóvel em janeiro deste ano, depois de casar. Ela foi obrigada a deixar a reforma do forro e a cerâmica da cozinha do apartamento no bairro de Álvaro Weyne, em Fortaleza, para depois.

    - Ele dá para morar, mas quero reformar no ano que vem, com dinheiro próprio, porque agora já ficamos bem apertados - disse Andreia, que financiou em 35 anos menos de 80% do valor do imóvel e teria, portanto, alguma margem para incluir a reforma nesse limite, se a medida já estivesse em prática.

    A ideia de incluir materiais de construção no crédito imobiliário, porém, suscita críticas entre as construtoras, uma vez que estimularia a aquisição de imóveis usados em vez de novos. Os empresários também criticam o desvio do tradicional uso de recursos da caderneta de poupança, que é vinculado à compra de imóveis pelas pessoas físicas.

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    Para José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), a inclusão de material de construção no limite de 80% para financiamento via SFH pode ser perigosa por se tratar de bens que não são facilmente acompanhados e conferidos pelo financiador, diferentemente do bem imóvel.

    - O seguro e o risco de crédito podem ir lá para as alturas, se o modelo não for bem feito - disse Martins.

    Os empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança somaram R$ 63,6 bilhões entre janeiro e julho de 2014, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O número representa um crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período no ano passado. Em unidades, foram financiados 307 mil imóveis, volume 4,9% maior que em 2013.
    Publicado por: O Globo -
  • 31/08/2014 Desburocratização na compra de imóveis pode levar dois anos
    Ainda vai levar um tempo até que a compra de um imóvel se torne mais rápida e simples. A desburocratização anunciada na semana passada - que prevê a concentração de todas as informações do imóvel numa matrícula única - não deve começar a valer antes de dois anos, já que depende da integração de bancos de dados dos cartórios. Já o aumento na concessão do crédito imobiliário depende de um reaquecimento do mercado que os analistas só esperam para médio e longo prazos.

    Mais dinheiro disponível, os bancos já têm. A possibilidade de usar em novas operações de crédito uma parcela maior dos depósitos compulsórios (agora são 60% em vez dos 50% anteriores) já está valendo. Mas, mesmo positiva, não está garantido que a liquidez seja suficiente para gerar mais negócios agora.

    - As medidas são positivas porque sinalizam para a redução de juros no futuro. Mas enquanto os valores de captação do banco estiverem altos, e a inflação no teto da meta, não haverá a redução - acredita o economista Roberto Zentgraf.

    A medida do Banco Central é a única, entre as anunciadas na semana passada, já em vigor. As mudanças divulgadas pelo Ministério da Fazenda dependem ainda da edição de duas medidas provisórias, o que, segundo fontes da pasta, deve acontecer nos próximos dias.

    Só com a edição das MPs será possível saber o tempo exato para a unificação de certidões, já que ela exige um sistema integrado de dados. Isso já começou a ser feito com a criação de um banco nacional. A informatização é essencial pois apenas assim poderiam ser feitas, por meio eletrônico, as averbações sobre pendências judiciais de imóveis e proprietários.

    A medida da Fazenda se baseia em projeto de lei que tramita no Congresso e prevê que, cabe à autoridade judicial informar ao Cartório de Registro de Imóveis qualquer decisão judicial que cause a indisponibilidade do imóvel. Nos casos que já correm na Justiça, a obrigação de fazer a averbação é do dono do imóvel que terá, para isso, até dois anos, a partir da publicação da lei.

    - É algo positivo pois traz segurança jurídica, mas bem difícil de ser implementado. Espero que o governo tenha encontrado mecanismos para isso - diz o advogado Hamilton Quirino.

    Ainda quanto ao aumento na concessão do crédito imobiliário, a expectativa do mercado é que ela aconteça, mas não imediatamente, até porque a inadimplência vem aumentando.

    - As medidas dão mais liquidez ao setor, mas, hoje, os bancos estão mais cautelosos. E ainda não deu para saber se haverá novas diretrizes - avalia o economista Gilberto Braga.

    Em comunicado, a Federação Brasileira de Bancos diz que \"quanto melhores as garantias e mais simples a sua recuperação em caso de inadimplência, maior será a disposição dos bancos para emprestar e menor será a taxa de juros\".

    A NOVA HIPOTECA, COM JUROS MENORES

    Dar o imóvel quitado como garantia para tomar um empréstimo, seja para comprar outro imóvel, seja para outra finalidade, já é permitido. Mas, a modalidade conhecida como home equity - nada mais do que a velha hipoteca - sempre teve juros altos e nada atraentes. Agora, contudo, os bancos poderão usar até 3% dos recursos captados pela poupança para esse crédito. Com isso, os juros tendem a baixar, tornando a modalidade mais vantajosa.

    Em países como os EUA, por exemplo, esse tipo de empréstimo é tão comum que foi justamente o grande número de segundas hipotecas uma das causas da crise econômica de 2008. Mas a situação era diferente. Os juros eram baixos, e o problema surgiu quando eles começaram a subir e as pessoas deixaram de pagar suas dívidas.

    Mas será que os brasileiros, mais conservadores, apostariam nessa modalidade?

    Cláudio Costa, diretor de financiamentos da imobiliária Coelho da Fonseca, acha que sim:

    - Como toda operação de crédito, essa também inclui riscos. Mas, no médio e no longo prazos, acredito que as pessoas poderão usar a modalidade para comprar uma casa de campo, um apartamento na praia.

    Uma das dificuldades é justamente a falta de familiaridade do brasileiro com a modalidade.

    - Essa medida passa pelo aculturamento do brasileiro. As pessoas precisam assimilar essa possibilidade primeiro. Mas com a redução dos juros ela pode sim se tornar mais atrativa - lembra Fábio Pacheco, da imobiliária Lopes Rio.

    Já João Paulo Matos, presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) acha que o crédito até pode ser usado para outros fins, mas não o do segundo imóvel:

    - Eu acho que é difícil as pessoas usarem um imóvel para financiar a compra de outro. Talvez, para reforma ou decoração da casa nova.

    As medidas anunciadas pelo governo incluem ainda a criação de um novo título, as letras imobiliárias, que por isentar do Imposto de Renda as aplicações superiores a dois anos, poderá atrair investidores para o mercado imobiliário.

    Além disso, haverá mudança nas regras da alienação fiduciária. Até agora, tributos e multas não pagos recaíam sobre o imóvel. Se o comprador deixasse de pagar e perdesse o imóvel, essa conta ia para o banco. Agora, a responsabilidade pelo pagamento das dívidas é do devedor. A modalidade também passa a valer para bens móveis. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 31/08/2014 Na contramão da seca
    Além do medidor individual, obrigatório em novos empreendimentos, as firmas investem em outras iniciativas sustentáveis para usar a água de forma consciente, como descarga com fluxos diferentes e as torneiras com sensores automáticos, instaladas nas áreas comuns.

    Somente a torneira, por só liberar a quantidade de água necessária, garante uma economia de 70%. Também para as áreas comuns, o reaproveitamento da água da chuva vem sendo adotado nos prédios mais antigos e também nos mais recentes.

    Em Minas Gerais, por exemplo, a Construtora Casa Mais adota ações ecológicas no Residencial Mirante do Sol, começando pelos medidores individuais de água.

    \"O medidor individual funciona como se cada morador estivesse em uma casa. Ou seja, tudo o que o cliente consome é pago somente por ele, o que gera uma consciência maior sobre o consumo\", avalia Peterson Querino, presidente da Construtora.

    Há também a descarga com caixa acoplada, com controle de volume de água, torneia com sensores automáticos e captação da água da chuva para uso na limpeza das áreas comuns enas partes verdes do prédio.

    No Rio de Janeiro, o Neolink Office, Mall & Stay, multiuso da Dominus, na Barra da Tijuca, recebeu o certificado Alta Qualidade Ambiental (Aqua), da Fundação Vanzolini, por oferecer, entre outras itens, instalação de sistema de aquecimento solar de água, bacias sanitárias com válvula de descarga de duplo fluxo, área destinada a depósito final de resíduos para triagem (reciclados/não-reciclados) e depósito específico para resíduos especiais como pilhas, baterias, óleo de cozinha usado e lâmpadas. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 31/08/2014 Presente no centenário
    Neste mês de agosto, ao completar cem anos, o Grajaú ganhou como presente a preservação. Parte do bairro se tornou Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac). Com isso, a região delimitada deverá manter as características arquitetônicas e paisagísticas.

    -É um bairro especial, projetado e com qualidades ambientais incríveis. Reconhecê-lo é um sinal de que a Zona Norte tem áreas fantásticas, o que não é novidade. Há uma visão deturpada de que só há qualidade na Zona Sul. Isso não é verdade. O Grajaú prova o contrário - afirma Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH).

    No mercado imobiliário, há divergências sobre o impacto:

    - (O decreto) Restringe o potencial construtivo, pois tem regras a cumprir - opina Leonardo Sdineider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio).
    Entre as regras, estão a proibição da demolição de bens protegidos e da construção de prédios com mais de três ou quatro andares, em algumas vias.

    Para o diretor do Conselho regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ) Laudemiro Cavalcanti, a medida ó positiva:

    -Não terá mais oferta para a região. Quando não há oferta e há demanda, ela valoriza.

    Fábio Pacheco, diretor da imobiliária Lopes Rio, também aprova a mudança:

    -A Apac ordena o bairro e o protege do crescimento desorganizado.

    Em 2015, edital com regras

    O industriário Marcos Amaral, de 52 anos, vive num imóvel considerado bem preservado e deverá conservar as características arquitetônicas:

    -A Apac vem para penalizar o morador que deseja preservar as características do imóvel, mas não recebe nenhum benefício para isso.

    Washington Fajardo, no entanto, explica que, quem cuidar bem do patrimônio, receberá benefícios, além de acompanhamento técnico, caso tenha que fazer alguma modificação na moradia:

    - O imóvel, estando conservado. pode obter isenção do IPTU, além de participar do Pró-Apac, um edital para concorrer a uma ajuda financeira da prefeitura. O edital deverá ser lançado no início de 2015 e será divulgado no site do IPRH e em jornais de grande circulação.

    Presidente da Associação dos Moradores do Grajaú (Amgra), Lupércio Ramos critica a forma como a Apac foi criada:

    - A gente gostaria que o Grajaú fosse uma Apac, mas não da forma como foi feita. Não fomos consultados.
    Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 27/08/2014 Praça do trem do Engenhão
    Novidade nos galpões das antigas oficinas de trem do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio, coladinhos no Engenhão: reformados e abertos ao público. Até 2016, o prefeito Eduardo Paes pretende implementar a Praça do Trem, que, com 35 mil metros quadrados, será a maior área pública do Grande Méier. A Secretaria municipal de Obras, que começou a construção em junho passado, informa que 90 árvores serão plantadas no entorno, sem, claro, prejudicar a vista para os galpões, bens tombados como patrimônio da cidade. A iluminação com lâmpadas de led vai permitir que a Praça do Trem seja usada à noite. Vamos torcer, vamos cobrar Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 26/08/2014 Imóveis fazem tudo para economizar água e luz
    O começo de tudo foi no canteiro de obras. O tapume que abraçava a futura construção anunciava que, ali, estava disponível um novo - e grande - posto de coleta de lixo reciclável para a vizinhança. Os materiais mais usados, como cimento e tinta, foram trocados por versões menos nocivas ao meio ambiente. E aos pedreiros foi oferecido banho quente e toalhas. Era 2006, e a construtora Even começava a cavar espaço no incipiente terreno da sustentabilidade.

    No ano passado, a companhia entregou as chaves de seu primeiro imóvel 100% \"verde\". Nele, as paredes e contrapiso têm isolamento acústico, os banheiros são abastecidos com água de reúso, os elevadores silenciosos, a água aquecida por placas que captam energia solar, e as escadas de emergência trazem etiquetas escritas em braile. Trata-se do True Chácara Klabin, um prédio residencial de 20 andares, em São Paulo, com apartamentos de 65 metros quadrados, e dois dormitórios. Outros 36 empreendimentos similares estão em fase de certificação. \"Desse total, devemos entregar dois neste ano e mais 12 em 2015\", diz Silvio Gava, diretor da Even.

    A bandeira com esse tipo de construção foi levantada pelo banco Real (atual Santander), em 2001, quando a instituição recebeu a primeira certificação LEED do Brasil, ao inaugurar uma agência sustentável. A unidade era diferente das demais: aproveitava a água das chuvas na limpeza dos banheiros, utilizava um sistema alternativo para o resfriamento do ambiente, e painéis fotovoltáicos para geração de energia. No início, prédios verdes estavam restritos a empresas que tinham a sustentabilidade no cartão de visitas (como a Natura) e a imóveis comerciais de altíssimo padrão, mas que agora se estendem a empreendimentos residenciais, passando por museus e até estádios de futebol.

    Metade dos 12 estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo no Brasil recebeu a certificação LEED: Arena Castelão (Fortaleza), Arena Fonte Nova (Salvador), Mineirão (Belo Horizonte), Arena da Amazônia (Manaus), Arena Itaipava Pernambuco (Recife) e Maracanã, no Rio. O estádio carioca se diferenciou com charme, ao oferecer 9 mil dos 70 mil assentos fabricados com plástico de garrafas PET. \"A sustentabilidade está em toda a parte na construção civil, quem não adotar vai ter dificuldade de comercializar\", diz o diz o engenheiro Luiz Henrique Ferreira, da Inovatech, consultoria em projetos sustentáveis.

    Segundo ele, todas as empresas de construção civil com capital aberto na bolsa têm pelo menos um empreendimento com certificado. Cyrela, Gafisa, Ezetec e Technisa estão entre elas. Criada em 2005, a Inovatech foi responsável por implantar o sistema de construção sustentável na Even, que conta com a certificação a Aqua de origem francesa e adaptada no Brasil pela Fundação Vanzolini, de São Paulo. Mas também tem atendido clientes diversos que podem estar ligados, ou não, ao ramo da construção civil. Um exemplo é a congregação religiosa Sekai Mahikari, de origem japonesa, que certificou seu templo em São Paulo.

    O avanço no setor aumentou a competição no mercado de certificação para a construção civil. O governo federal incentiva empresas a buscarem o selo Procel Edifica e concede, via BNDES, financiamento a juros mais baixos, por meio da Finem - linha voltada para empreendimentos como hotéis. O mínimo de recursos concedidos por esta linha é de R$ 20 milhões. \"Hoje as empresas conhecem os benefícios, como a redução de custos operacionais\", diz Daniel Brum, coordenador de sustentabilidade da Engineering, empresa de engenharia que criou a área de consultoria em sustentabilidade em 2009. A Engineering presta serviços ao Hyatt que está construindo na Barra da Tijuca, no Rio.

    As certificadoras em geral garantem o carimbo da sustentabilidade no passaporte de empresas que cumprem requisitos como eficiência energética; uso racional de água; qualidade ambiental; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretos, entre outras ações de menor impacto ao meio ambiente. \"A sustentabilidade é um caminho sem volta e a conscientização já está na cabeça do consumidor\", afirma Ferreira.
    Publicado por: Valor Econômico -
  • 26/08/2014 Olimpíada pode trazer melhorias estruturais
    Se não empacar no trajeto entre as pranchetas dos projetistas e a execução das obras, tudo o que está sendo pensado para a sustentabilidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 promete enterrar de vez a sensação de frustração com os legados dos Jogos Pan-americanos do Rio, em 2007, e a Copa do Mundo do Brasil.

    A Zona Oeste da capital fluminense, que inclui 31 bairros com mais de 3 milhões de habitantes, será abençoada com a universalização da coleta e tratamento dos esgotos sanitários, a despoluição das lagoas da região e a implantação de estruturas esportivas com certificados de gestão energética e de construção verde, além da criação de um bairro inteiro dentro dos mais modernos conceitos de planejamento e requisitos ambientais. O desafio contempla ainda a valorização do transporte público com a incorporação da BRT Transolímpica às duas linhas de ônibus de trânsito rápido já em operação e a inauguração do trecho do Metrô que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca.

    Os esforços juntam os governos estaduais e municipais e um pool de empresas privadas. O \"Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Rio 2016\", lançado pelo Comitê Rio 2016, contempla nove tópicos: tratamento e conservação da água, consciência ambiental, uso e gerenciamento de energia renovável, jogos neutros em carbono, qualidade do ar e transporte, proteção dos solos e ecossistemas, construção e design sustentáveis, reflorestamento, biodiversidade e cultura, compras e certificados ecológicos e gestão de lixo sólido. \"A meta não é apenas atingir níveis de excelência na organização dos jogos, mas também demonstrar liderança no estabelecimento de novos padrões de gestão da sustentabilidade em eventos no Brasil e na região vizinha\", diz o documento de 106 páginas.

    Um dos projetos principais é a construção da Vila Olímpica. O local vai abrigar as principais equipamentos esportivos da competição, a Vila dos Atletas, e também os centros de mídia e de imprensa. As construções terão elementos paisagísticos para obtenção de ambientes claros e bem ventilados que reduzem a emissão de carbono ao tornar desnecessários sistemas de iluminação artificiais.

    As novas instalações olímpicas também vão captar a água da chuva para reutilizá-la na irrigação e nos banheiros. A fachada dos três pavilhões esportivos terá estrutura de madeira laminada, de recuperação ambiental, com uma grade metálica no centro, para assegurar melhor incidência da iluminação natural e menor exposição à chuva.

    Iniciativas da Prefeitura do Rio de Janeiro também trarão benefícios como a recuperação de áreas devastadas, a revitalização de bacias fluviais e a implantação de sistema de esgotamento sanitário. No Parque Olímpico, a faixa marginal de proteção da Lagoa de Jacarepaguá será totalmente recuperada com vegetação nativa de mangue e restinga em uma parceria entre a Prefeitura do Rio e a concessionária Rio Mais, vencedora da Parceria Público-Privada para a construção das instalações olímpicas.

    A Vila dos Atletas será transformada no primeiro bairro com certificação de sustentabilidade da América Latina. O local será rebatizado de Ilha Pura depois dos jogos. Para a Olimpíada serão construídos sete condomínios, com capacidade para 15 mil pessoas. Depois serão 31 edifícios de 17 andares cada, espalhados em uma área de 800 mil m2. O novo bairro vai abrigar 50 mil pessoas - entre moradores e funcionários das torres corporativas e dos empreendimentos comerciais. É uma realização das incorporadoras Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações Imobiliárias. O investimento inicial é de R$ 4 bilhões.

    \"Esperamos que o Ilha Pura deixe um legado para o setor da construção civil no país. O bem-estar de quem vai morar no bairro é nosso principal foco e isso deve motivar outras empresas a desenvolver projetos parecidos, até porque existe mercado para a implantação de bairros similares\", diz Maurício Cruz Lopes, diretor-geral da Ilha Pura. Os cuidados de sustentabilidade são marcas desde o início do projeto.

    O Ilha Pura é o primeiro projeto a receber a certificação LEED ND (desenvolvimento de bairros) da América Latina e o primeiro com a certificação Aqua Bairros e Loteamentos no Rio de Janeiro: aquecimento solar, telhado verde, painéis fotovoltaicos, tomadas para veículos elétricos, paisagismo com espécies nativas, central de tratamento de água, iluminação eficiente em led e elevadores capazes de gerar 60% da energia consumida. Toda a água cinza - a que vem dos chuveiros e pias de banheiros - do canteiro de obras é coletada, tratada e reusada no vestiário que abriga os 2,5 mil operários contratados e na irrigação do parque e na reposição da água dos lagos. A madeira nativa usada nas obras é certificada. Os resíduos recicláveis são enviados a cooperativas de reciclagem e os orgânicos do canteiro são transformados, por meio de compostagem, em parte do adubo que será usado no paisagismo. Publicado por: Valor Econômico -
  • 25/08/2014 Trilhos do VLT chegam ao Rio
    Acaba de chegar ao Rio o primeiro lote de trilhos do VLT (o Veículo Leve sobre Trilhos), que ligará a Zona Portuária ao Centro. O material, que pesa 819 toneladas e veio da Bélgica, corresponde a 15 quilômetros ou 25% do total. Algumas ruas já estão sendo preparadas para receber o sistema como a General Luiz Mendes de Morais, trechos da Via Binário do Porto, incluindo o Túnel da Saúde. A ideia é que o novo sistema comece a operar em 2016. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 24/08/2014 Estímulo ao crédito imobiliário
    Interessados na compra da casa própria devem se preparar para uma nova modalidade de garantia de crédito. Conhecida como \' home equity\', ela já é praticada pelos bancos, porém usada para outros fins. No sistema que tem como base o imóvel quitado, uma parte dos recursos da caderneta de poupança aplicados no mercado imobiliário poderá ser usada pelos bancos.

    A expectativa é que essa alternativa possa render até R$16 bilhões em novas operações. Para o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, a alteração afeta positivamente o mercado.

    \"Ela abre a possibilidade de a pessoa comprar o segundo imóvel com estes recursos. Óbvio que ela deve planejar o investimento para não ficar inadimplente, correndo o risco de perder o imóvel que deu como garantia\", ressalta Vasconcelos.

    Ao mesmo tempo, quem comprar um imóvel agora vai poder ter todas as informações do bem concentradas em apenas um cartório. A medida será implementada por meio de medida provisória do governo a ser enviada ao Congresso Nacional. Entre as vantagens estão a diminuição no tempo do processo de compra e de registro do imóvel, além de evitar problemas na aquisição de unidades que têm algum tipo de processo na Justiça.

    \"As medidas vão otimizar o setor e vêm numa boa hora. Será um estímulo à demanda, principalmente na compra de imóveis usados, pois neste tipo de negócio, o interessado precisa percorrer vários cartórios\", diz Ariovaldo Rocha Filho, diretor da Brasil Brokers, comentando o pacote de credito anunciado pelo governo semana passada.

    Também foram apresentadas as Letras Imobiliárias Garantidas, modelo que vai permitir que os bancos possam emitir novo tipo de título, que será isento de Imposto de Renda, para captar mais recursos e emprestar para o financiamento de imóveis. Com este incentivo, os juros para esta modalidade poderão ficar mais acessíveis.

    Vale lembrar que nos financiamentos com recursos do FGTS e da poupança, as taxas não ultrapassam 12% ao ano. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 24/08/2014 Crescimento de 245%
    A Zona Norte do Rio ganha cada vez mais status e se consolida no mercado imobiliário. Entre 2008 e 2013, a região registrou alta expressiva de 245% no total de unidades lançadas. Ficou atrás somente da Zona Oeste, de acordo com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ). Em 2013, foram 6.629 novas unidades, 23% a mais do que em 2012.

    No primeiro semestre deste ano, segundo a Ademi, a Zona Norte se destacou com 2.211 unidades lançadas, com expectativa de receber ainda mais empreendimentos até o fim do ano.

    A região ficou mais atraente para lançamentos residenciais e comerciais devido à implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), às obras de revitalização, investimentos em infraestrutura e à implantação dos novos modais de transporte.

    Somente a RJZ Cyrela e a Living, por exemplo, devem lançar 1.500 unidades até dezembro, nos bairros de Del Castilho, Andaraí, Penha e Irajá.

    \"Um dos exemplos é a Tijuca, que teve uma variação de 204% do primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período este ano. Só entre janeiro e junho de 2014 foram lançadas 255 unidades. A região ainda ganhou mais uma estação do metrô, a Uruguai . Outro exemplo é o Méier que teve uma variação de 69% e lançou, nos seis primeiros meses deste ano, 110 novas unidades\", afirma João Paulo Rio Tinto de Matos, presidente da Ademi.

    São Cristóvão também registrou alta. Levantamento do Secovi Rio (Sindicato da Habitação) aponta que o bairro, no primeiro semestre, teve a segunda maior variação no valor do metro quadrado de imóveis residenciais para venda (6,6%), com valor de R$ 5.648 em janeiro e R$6.019 em junho. O Méier aparece com 4,9% (de R$5.047 para R$ 5.292), a Tijuca com 2,7 % (de R$ 7.175 para R$ 7.37 1) e Madureira com 1,6% (de R$ 3.224 para R$3.275).

    Condomínios no estilo Barra

    Com farta opção de comércio e de transporte, a Tijuca tem condomínios com estilo de clube, típicos da Barra. É o caso do Aquarela Carioca, da Calçada. O empreendimento terá 312 unidades e três mil metros quadrados de área de lazer, como piscinas, churrasqueiras, sauna, academia, brinquedoteca, e cinema. Já a W3 e a Legacy levam para o bairro o Family Residence.

    Outro bairro de tradição é o Méier. A Zoneng, em parceria com a Breogan, lançou o Barão de Mauá e já vendeu 85% do condomínio.

    O local abrigará novos prédios comerciais. A Rubi Engenharia terá um próximo da Rua Dias da Cruz, com 41 unidades. \"Acreditamos no potencial da região\", afirma Joana Alvim, diretora da Rubi.

    Tudo perto do shopping

    Seguindo o conceito de reunir trabalho, consumo e lazer, a RJZ Cyrela e a Monteiro Aranha vão lançar o Nobre Norte Clube Residencial, que será construído ao lado da futura expansão do Norte Shopping. O empreendimento terá lazer completo.

    Outros bairros da Zona Norte também estão em evidência. Em Del Castilho, a RJZ Cyrela, em parceria com a PDG, levou o conceito de condomínio-bairro com o Rio Parque, composto por três residenciais. Em Olaria, após vender 100% do Melody Club Residences, o Grupo Avanço Aliados tem previsão de lançar no fim de setembro mais um residencial no bairro, além de outro no Cachambi. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 24/08/2014 Como levar a sustentabilidade para dentro de casa
    Da torneira com sensor automático que funciona a bateria à cobertura em formato de onda que facilita a circulação interna do ar, melhorando as condições térmicas do interior da casa. Na Expo Arquitetura Sustentável, que acontece de terça a quinta, em São Paulo, será apresentada uma série de produtos e soluções inovadoras, já disponíveis no mercado.

    Os exemplos vão desde a aplicação desses produtos em casas-conceito à apresentação de projetos de arquitetura que serão realmente construídos. É esse o caso da \"Casa 88°\". O imóvel que será construído na Fazenda Boavista, em São Paulo, terá 600 metros quadrados e foi projetado pelo escritório Atelier O\'R para um cliente que queria ter uma casa 100% sustentável.

    - Não é possível atingir 100% de sustentabilidade. Só em construir já não está sendo sustentável. Mas, com esse projeto, procuramos minimizar o impacto negativo e maximizar o positivo - conta Patricia O\'Reilly, arquiteta e diretora do escritório.

    O nome, Casa 88°, faz uma referência a uma graduação criada por seu escritório para medir a sustentabilidade de uma edificação. A máxima seria atingida ao respeitar 88 premissas, que estão previstas nesse projeto. O conforto térmico é um deles, que, nesse caso, é facilitado pela cobertura em formato de onda sustentada por vigas de tamanhos diversos. Os pontos mais altos foram planejados para permitir a saída do ar quente, o que ajuda a diminuir os efeitos de ilha de calor no interior da casa.

    O beiral também foi projetado de forma que seja estreito o suficiente para permitir a entrada do sol do inverno, mas largo o bastante para barrar o do verão, mais intenso. E, nas áreas de laje plana, a casa tem telhado verde que também ajuda a resfriar o interior dos ambientes. Com 200m² de área descoberta, o imóvel ainda terá paisagismo com espécies nativas, além de painéis fotovoltaicos para produzir parte da energia consumida, captação de água da chuva e uso de madeira certificada.

    - Não estamos inventando a roda. Apenas fizemos uma escolha criteriosa dos materiais usados e resgatamos conceitos que já existem há muito tempo na arquitetura - conta Patricia, que fez um consórcio com outras três empresas para a construção: Gaia Construtora, Mado Janelas & Portas e Rewood Madeira Laminada.


    Já a \"Casa Aqua\" será montada na feira para apresentar, in loco, soluções que podem ser levadas para dentro de casa. A construção será toda a seco com steel frame e wood frame. A telha utilizada é feita com papelão e um produto derivado do petróleo (pouco sustentável, mas melhor que o amianto). E sua posição foi invertida para facilitar a coleta de água da chuva e aumentar a ventilação natural no interior da casa.

    O projeto prevê ainda a cogeração de energia, através de painéis fotovoltaicos e geradores eólicos. E do uso de torneiras com sensores de presença que funcionam a bateria - carregadas pela energia criada pela própria água. Além de descargas com fluxo até 25% menor.

    - Todo mundo pode ter um pouco da \"Casa Aqua\" em sua casa. Mas deve adotar a solução que for melhor para o seu caso - explica Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech, empresa responsável pela casa-conceito. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 18/08/2014 Um flâneur à frente do patrimônio municipal
    \"Solvitur ambulando\", diz, para seus botões, o personagem Augusto, protagonista do conto de Rubem Fonseca \"A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro\". \"Solvitur ambulando\", que, em latim, significa \"caminhando se resolve\", é uma expressão que Washington Fajardo repete ao cruzar, numa quinta-feira nublada, a Praça Tiradentes. Com passadas largas, compatíveis com seu 1,84m de altura, ele avança pelas ruas antigas do Rio como um Augusto da vida real. Perambula em meio a edifícios históricos, de sebo em sebo, praticando o que João do Rio chamou de \"o mais interessante dos esportes\": a arte de flanar.

    Paulistano de 42 anos, o arquiteto e urbanista formado na UFRJ tornou-se responsável, há cinco anos, por cuidar do patrimônio municipal carioca. São 35 mil imóveis, grande parte no Centro, sob algum tipo de proteção da prefeitura. Cada licença de obra, por menor que seja, precisa de sua assinatura. Fajardo preside o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, inaugurado quando a cidade foi eleita pela Unesco, em 2012, Patrimônio Mundial por Paisagem Cultural Urbana. Sentar-se na cadeira de presidente foi, ao mesmo tempo, um passo natural e uma evolução para quem comandava uma subsecretaria dentro da pasta de Cultura. Com 60 profissionais sob seu comando, ele criou gerências e equipes técnicas responsáveis por cada zona da cidade. Mas seu peregrinar revela que o foco está mesmo no Centro.

    - O grande desafio dessa região é ter gente. Se imaginamos o Centro como um vale, existem dois núcleos populacionais nas pontas, que são a Lapa e a zona portuária. No meio, ainda há um grande vazio de habitantes. A intervenção física em um imóvel, por si só, não basta. Usar o espaço é o modo mais sustentável de preservá-lo-afirma.

    Por esse motivo, explica Fajardo, a prefeitura não mediu esforços para recuperar a Praça Tiradentes (\"Ela está no coração desse vale\", diz), tirando de lá as dezenas de pontos de ônibus que atravancavam caminhos e recuperando diversos casarões históricos, como a antiga residência de Bidu Sayão, no número 48, onde Fajardo recebeu a equipe de reportagem do GLOBO. Sede do Centro Carioca de Design, o local abriga também o Studio X, uma parceria com a Universidade de Columbia que, não fosse pela atuação de Fajardo, teria ido para São Paulo. No dia da entrevista, alunos americanos discutiam ali a arquitetura da favela Rio das Pedras.

    - É isso o que se chama no exterior de place making (\'\'criando lugar\'\', em tradução livre). Fizemos isso na Praça Tiradentes. É preciso olhar para fora, não se pode ser tímido urbanisticamente - afirma.

    A frase não deixa de ter certa graça por sair da boca de um homem tímido na vida pessoal. Ao falar, em alguns momentos, Fajardo pode parecer inseguro. Talvez por estar, como admitiu, \"aflito\" com o resultado da entrevista. Diante do pedido para que a mesma fosse em sua casa, no Humaitá, preferiu um local público. Casado há 11 anos com a também arquiteta Patricia Fendt, ele é pai de três filhos, todos frutos dessa relação - o caçula é um bebê recém-nascido. Tem também uma enteada, de 16 anos, que ele chama de filha. A prole (com exceção do mais novo, é claro) acostumou-se desde cedo aos programas adultos do pai, com visitas regulares a museus e centros culturais.

    É o estímulo que Fajardo não teve em sua própria infância. Seus pais - um bancário e uma dona de casa - formavam uma família simples em Minas Gerais até o dia em que decidiram viver em São Paulo. Quando ele tinha 10 anos, mudaram-se para Cabo Frio, onde seus pais moram até hoje. Ao mesmo tempo que o libertou (\"Antes eu só saía sozinho para dar uma volta de bicicleta no quarteirão\"), a vida em Cabo Frio não oferecia um ambiente cultural de grande destaque. Fajardo, então, passou a fazer sua própria arte. Escrevia peças de teatro na escola - esquetes inspiradas no programa \'\'TV Pirata\'\', sucesso entre 1988 e 1992 - e, principalmente, desenhava histórias em quadrinhos. Era o arquiteto começando a nascer.

    - É claro que eu lembro dele. Desenhava muito bem, estava sempre envolvido nos ambientes culturais da escola, tinha uma turma de amigos que se mantém unida até hoje. Era um menino muito alegre. Mato a saudade dele pelo Facebook, ele faz parte da nossa página de ex-alunos e, poucos anos atrás, esteve aqui. Sempre foi empenhado em fazer o melhor. Por isso, não me surpreendi quando comecei a vê-lo nos jornais - conta Elza Maria Bernardo, a Tia Elzinha do Instituto Santa Rosa, fundado por ela há 47 anos e onde Fajardo estudou dos 10 aos 16.

    O sonho de morar na capital fluminense cumpriu-se quando o então jovem de 18 anos desembarcou na Rodoviária Novo Rio. Na mochila, poucas roupas e suas melhores revistas em quadrinhos (da Marvel, de Moebius, de Hergé...). O rosto ainda sem barba, a camisa preta de banda de rock, os cabelos compridos que passavam a linha dos ombros, tudo isso Fajardo guarda num canto especial da memória: são os fragmentos de alguém que, um dia, foi ele.

    Com tios espalhados pelos bairros de Lins, Piedade e Vila Isabel, o jovem \"nerd\", como ele próprio se denomina, passava longe do Rio cor-de-rosa. Foi no subúrbio que cresceu, e disso se orgulha até hoje.

    - Mantenho o olhar estrangeiro de quem veio de fora. Aprendi a olhar o Rio do ponto de vista do subúrbio: por que preciso atravessar a cidade, perder tantas horas no trânsito, se trabalho no Centro? São coisas que não fazem sentido. A cidade é um organismo complexo - divaga.

    Fã de Steve Jobs, o arquiteto - que continua assinando projetos, entre eles a reforma do Imperator - lançou dois aplicativos para smartphone para divulgar o patrimônio municipal. Sua maior vitória, no entanto, ele considera ter sido a garantia imposta pela lei que criou o Porto Maravilha, que destina pelo menos 3% dos recursos da operação para a recuperação e valorização do patrimônio na área. Com esse dinheiro, a prefeitura já restaurou, por exemplo, os Galpões da Gamboa, o Centro Cultural José Bonifácio e a Igreja de São Francisco da Prainha.

    Hoje, Fajardo tem um sonho modesto: morar com sua família no Centro, de preferência na Praça Tiradentes. Enquanto esse dia não chega, ele caminha. \"Solvitur ambulando\'\'. Publicado por: O Globo - Caio Barretto Briso
  • 17/08/2014 Diversão sob medida no Recreio
    Os prédios com até três andares localizados entre a Avenida das Américas e a Praia do Recreio estão de cara nova. Construtoras passaram a investir ainda mais nos itens de lazer para não perder na concorrência com as empresas que estão levando condomínios-clube para a região. Embora com poucas unidades, entre dez e 12, por exemplo, a área para diversão é sob medida, contemplando crianças, jovens, adultos e idosos.

    \"As principais vantagens são privacidade - com menos pessoas compartilhando os mesmos itens -, melhor conservação e maior facilidade de administração dessas áreas\", destaca Marcelo Fróes, diretor de contas imobiliárias da agência Percepttiva.

    A Privilégio Construtora, por exemplo, vai lançar este mês no bairro o Exclusive Residence & Spa. Serão 11 unidades, oito apartamentos e três coberturas, e lazer voltado para o bem-estar e para o que será comercializado pela Champions Consultoria Imobiliária, serão oferecidos salão gourmet, espaços pizza e kids, fitness, piscina, sauna e ofurô.

    \"Embora seja um prédio pequeno, a área de lazer será digna de grandes condomínios\", afirma Aquino.

    O Grupo Avanço Aliados também investe no conceito com o Marmaris Residence, já em construção. O condomínio contará com lounge vip, um espaço com salão gourmet e espaço de jogos.

    Nos residenciais Sun Life e Varandas da Genaro, que s er ão entregues pela Li f e Construtora em outubro, também haverá espaços destinados ao lazer dos moradores, entre eles espaço gourmet, play, pranchário, bicicletário e spa.

    São mais de mil unidades no primeiro semestre

    Neste ano. Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), a região ficou em segundo lugar na pesquisa da entidade. Foram 1.212 unidades lançadas no primeiro semestre, entre residenciais e comerciais.

    Fábio Pacheco, diretor da Lopes Rio, afirma que a região chama a atenção, pois atende as características de imóveis que o cliente deseja.

    \"É perto da praia, possui boa infraestrutura, há opções de transporte público para facilitar a mobilidade urbana (BRTs) e, agora, conta com opções de empreendimentos completos com itens de lazer e segurança. Para quem busca qualidade de vida, o Recreio é hoje a melhor opção do mercado e o principal vetor de crescimento da cidade\", garanta. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 17/08/2014 Debate para se construir uma nova cidade
    Apesar dos inúmeros problemas de nossas cidades, o otimismo de Sérgio Magalhães com o futuro é compartilhado por outros arquitetos. Para o sergipano, radicado no Rio, Ernani Freire, o congresso mundial da Uni¬ão Internacional dos Arquitetos, inclusive, joga novas luzes sobre a arquitetura brasileira:

    - Nossa arquitetura está numa fase pouco va-lorizada, é preciso colocá-la de volta no mapa.

    Já o paulista Guilherme VVisnik, professor da Universidade de São Paulo, acredita que a realização do congresso no Rio pode gerar um amadurecimento das questões urbanas no país.

    - Um evento como esse expõe a necessidade de se ter um projeto urbano. O Rio, por exemplo, passa por uma série de obras, por conta das Olimpíadas de 2016, mas tudo parece ser feito de forma apressada e pouco transparente - analisa VVisnik.

    - Fica difícil saber que cidade vai resultar de tudo o que está sendo feito.
    Afinal, vale lembrar, em 2020, quando os 15 mil arquitetos e urbanistas esperados para o Congresso aportarem por aqui, as Olimpíadas já terão acontecido há quatro anos e o projeto de revitalização do Porto já estará mais próximo da consolidação. Mas teremos mesmo atingido o ideal de cidade que queremos ser? Para Freire, para que o Rio chegue lá, é preciso levar em conta três pontos fundamentais:

    - Valorização do patrimônio, adensamento e sustentabilidade são questões que devem ser consideradas para que as cidades se tornem aquilo que elas devem ser. E são pontos que se sobrepõem de certa forma. As construções no Rio são de boa qualidade, mesmo que não se¬jam bonitas. Precisamos aproveitar essas cons¬truções para adensar mais a cidade - destaca Freire, um especialista na requalificação de imóveis antigos, responsável, por exemplo, pela revitalização da Casa Daros, em Botafogo.

    Wisnik, por sua vez, lembra outro aspecto: o da retomada do espaço público pela sociedade.

    - Até muito pouco tempo, a sociedade brasileira não via na cidade um lugar da expressão popular. E isso está ligado à falta do sentido de esfera pública, até por questões históricas. Agora, vivemos um período de mudança com defesa da mobilidade e uma busca do direito à cidade que é bastante reveladora - anima-se o professor de arquitetura e urbanismo, acrescentando que \" a sociedade começou a entender que é preciso tomar esse espaço público\"
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 17/08/2014 \"A arquitetura de agora valoriza o ambiente social\"
    Resesponsável pela campanha que acaba de dar ao Rio o direito de sediar o maior evento da arquitetura mundial, Sérgio Magalhães, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), diz que a fase das construções espetaculosas mundo afora já foi superada. E que a arquitetura, agora, investe no social. O Rio foi escolhido, domingo passado, para receber o congresso da União Internacional dos Arquitetos, derrotando Paris e Melbourne.

    O que significa para o Rio e o país sediar o Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos?

    O mais significativo é que durante os seis anos que precedem o evento teremos uma troca de informações e uma série de outros eventos. A arquitetura e as cidades materializam o sonho que a gente tem como sociedade, e é preciso que esses temas venham para o cotidiano da política brasileira. O Estado brasileiro não assume sua responsabilidade de organizar o território. Então, temos situações terríveis como a falta de saneamento. Quase 30% da população do Rio leva quase duas horas para ir de casa ao trabalho. Então, precisa haver uma planejamento. E um congresso como esse em que compromissos internacionais são assumidos deixa como legado a formulação de propostas importantes.

    O senhor consegue imaginar quais serão as grandes questões urbanas em 2020, quando o congresso mundial estará acontecendo?

    Tem uma questão que é vital e pouco avaliada: a ausência de serviços públicos amplos. Tem que ter iluminação, segurança pública, limpeza urbana. As pessoas acham que segurança é questão de polícia, mas de fato ela está intimamente ligada ao urbanismo. A cidade que vai crescendo desordenadamente tem mais dificuldade de iluminar todas as suas vias, de ter bons equipamentos de educação, cultura, saúde. Será uma cidade mais difícil de se manter limpa, de ter saneamento. E ter segurança também. Quando a população não tem acesso a esses serviços, a democracia se enfraquece. A dissociação entre prestação de serviço público e urbanismo é antidemocrática e antissocial. E esse deve ser o tema central. A mobilidade, por exemplo, é só um dos aspectos. Temos dificuldades na economia, na educação e vamos deixando o urbanismo de lado. A cidade é um organismo, um ser vivo, e deve ser tratada como um conjunto.

    Até lá teremos escapado do caos urbano que se anuncia? Alias, há solução para ele?

    Para pensar numa solução, tem que ter consciência do problema. E depois não deixar que esse processo continue. As cidades não crescem por natureza, crescem porque as pessoas decidem assim. Por isso, as políticas públicas não podem ser omissas. O Rio não tem planejamento há muito tempo. A grande mudança estratégica para a cidade é o Centro recuperar o seu protagonismo. Isso permitirá que Zona Norte, São Cristóvão, Benfica, Caju e o próprio Centro sejam melhor aproveitados para habitação, emprego, cultura. E aí, os serviços públicos vão poder melhorar. Agora, é importante, também, que não se permita haver expansão para áreas que passam por obras importantes, como Transoeste e Arco Metropolitano. Não tem porque ocupar áreas que estão vazias. Eventualmente, o dono do terreno pode ganhar alguma coisa, mas o resto da sociedade vai passar a vida inteira pagando por isso.

    A arquitetura que se faz hoje no mundo parece primar pelo espetacular, pelo grandioso. Como vê isso?

    As grandes estrelas já deram sua contribuição e estão se retirando para o vestiário. Essa era do espetacular, em que o edifício aparece sozinho como se no seu entorno não houvesse nada, já está superada. É uma exacerbação de um momento que talvez corresponda ao neoliberal na economia. Mas hoje isso está muito concentrado na Ásia, no Oriente Médio, em países com mais concentração de renda. Nos países desenvolvidos, o que mais interessa é ter um ambiente agradável, confortável, onde jovens, velhos, ricos, pobres, deficientes, todos possam circular bem, sem dificuldades. O pedestre é o protagonista. A arquitetura de agora valoriza o ambiente social. Nova York é um bom exemplo de cidade que investe em sistemas coletivos.

    O senhor está falando de sustentabilidade, certo? Quais as chances de termos cidades sustentáveis de fato?

    Sim. A gente sempre pensa em economia de energia e água quando fala em sustentabilidade, mas o mais importante é a vida coletiva. A qualidade essencial das cidades é justamente a possibilidade de ser o lugar do convívio, da integração. Não tenho dúvida de que as cidades podem ser mais sustentáveis. E acho que há bons exemplos no Rio: acho a Zona Sul ótima. E até mesmo Centro e Zona Norte são bons modelos. São Paulo também está fazendo um bom trabalho com o investimento em transportes de massa do Centro ao Morumbi. O problema ainda está nas periferias. O drama da cidade brasileira é a desigualdade em sintonia com esse desinteresse em fazer a cidade ser boa para todos.

    A arquitetura não está globalizada demais?

    A globalização da arquitetura sempre existiu. O que não quer dizer que não se valorizasse o regional. O modernismo pretendia ser universal. O pós-moderno reconhece o lugar. Há valores universais, mas nas últimas três décadas, há uma valorização do regional que é positiva porque estimula a diversidade. A gente quer reconhecer a beleza do outro.

    Depois do modernismo, a arquitetura brasileira perdeu a identidade?

    O modernismo brasileiro foi muito relevante para a arquitetura numa época que foi fértil também em outros terrenos: música, cultura. Mas entramos numa ditadura e isso tem reflexos importantes em diversas áreas, até porque as coisas são feitas de qualquer jeito. Aí, a inflação veio e dominou o pensamento de todo mundo. É muito difícil pensar para a frente, planejar, construir o futuro com um presente de grandes dificuldades. E logo que acaba a ditadura ainda vem a década perdida em relação a desenvolvimento e depois uma expansão que se deu rápido demais. Então, a arquitetura brasileira realmente sofreu com tudo isso.

    O que há de bom na arquitetura que se faz hoje?

    A grande obra da arquitetura brasileira nos últimos 20 anos é a incorporação das áreas pobres à cidade. O mundo inteiro reconhece esse trabalho que deu frutos até lá fora. Medelin fez um trabalho até melhor que o nosso. As UPPs mostraram que quando o estado está ausente, há terreno para a bandidagem. A arquitetura brasileira está num momento de recuperação do sentimento coletivo e da redução das desigualdades urbanas. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 11/08/2014 Parque Radical tem projeto modificado
    O Parque Radical da Lagoa será erguido no terreno da antiga Academia Estação do Corpo, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Com parte das estruturas provisórias, a área servirá como base operacional das competições de remo e canoagem de velocidade dos Jogos Olímpicos de 2016. O projeto foi alterado pela Secretaria de Conservação e Serviços Públicos para que servisse não só às olimpíadas, mas também como legado para a população carioca. Devem entrar em processo licitatório assim que for concluída a fase de orçamento. No local haverá atividades para a comunidade, como oficinas de slackline, muros de grafite, parques infantis e muros de escalada. Publicado por: O Globo - Ana Clara Otoni
  • 10/08/2014 De volta à realidade
    Fazia um ano que o advogado Pedro Paulo Heizer, de 68 anos, procurava um imóvel na Tijuca para comprar. Ele teve dificuldades de encontrar até o Mundial acabar. Com o apito final, o mercado, que vinha apresentando alta, com expectativa de lucrar no período, voltou ao normal:

    - Durante a Copa, a compra e a venda ficaram paradas, porque os proprietários colocaram para alugar por temporada. Ninguém queria vender. Isso me atrapalhou um pouco.

    Giovani Oliveira, gerente de locação da administradora Apsa, concorda:

    -Teve muita demanda por aluguel por temporada. Era uma possibilidade de aumentar o ganho.

    Segundo Giovani, o mercado hoje tem mais imóveis dis-poníveis do que tinha até o evento, o que pressionou para que houvesse acomodação e até queda nos preços. Para ele, a Copa foi um gol contra. Presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi), João Paulo de Matos, acredita, no entanto, que o placar acabou em 0 a 0:

    - Para o mercado foi indiferente. Não é momento de euforia nem de pessimismo

    Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap, que calcula o valor do metro quadrado em 16 cidades do país todo mês, diz que o momento é de desaceleração:
    -Em geral, mesmo no Rio, a valorização está bem mais modesta. O mercado imobiliário, como qualquer outro, ope-ra em ciclos. E parece que o ciclo de alta se esgotou.

    Um levantamento feito pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), a pedido do EXTRA, em sete bairros desde o ano anterior ao anúncio da Copa - em outubro de 2007 - até o fim da competição, mostra que a Tijuca chegou a valorizar 303% no período.

    \"O momento de comprar imóvel usado é agora\". Quem afirma é Gustavo Araújo, coor¬denador de vendas da administradora Apsa. O motivo é simples: com mais imóveis disponíveis, o comprador pode tentar baixar o valor do bem:

    - O mercado ficou um pouco parado. Acho que, agora, está aquecendo nova-mente. O momento de compra é este, pois dá para negociar entre 10% e 20% de desconto nos usados.
    Leonardo Schneider, vice- presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), aposta num abatimento mais modesto:

    - Acho que os proprietários estão cada vez mais abertos à negociação, porque essas vendas estão levando um pouco mais de tempo para acontecer. F., para que as pessoas possam ter mais liquidez, acabam negociando um pouco mais. Dá para baixar entre 5% e 10% do valor anunciado.

    Ele também acredita que seja um bom momento para comprar. No entanto, como os valores estão se estabilizando, lembra que o consumidor deverá considerar que não terá tanta rentabilidade como acontecia antes dos jogos. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 10/08/2014 Foco no Centro
    A valorização do metro quadrado para aluguel residencial no Centro, nos primeiros seis meses do ano, foi a mais alta da cidade: 9,6%. A rentabilidade para quem aluga seu imóvel também foi destaque no semestre, com 0,58% na Lapa e 0,47% no Centro - na Zona Sul, o bairro mais rentável para os proprietários foi Copacabana, com 0,39%, segundo dados do Cenário do Mercado Imobiliário divulgados pelo Sindicato da Habitação, o Secovi-Rio. Não à toa, já há investidores internacionais vendo na região a possibilidade de ganhar dinheiro com retrofits e lançamentos residenciais.

    Um grupo de investidores argentinos comprou três imóveis em que pretende fazer retrofits para lançar apartamentos. Um deles é o Hotel Barão de Tefé, na área do Porto, que deverá ser transformado num residencial de luxo com unidades a R$ 18 mil, o metro quadrado. E um grupo imobiliário alemão está tentando licenciar uma obra na Rua Paula Matos, na descida de Santa Teresa. A intenção é construir ali 26 casas no estilo loft com 100m². Cada imóvel seria vendido a R$ 1,2 milhão.

    Salgado? Certamente. Mas há quem acredite que há, sim, mercado para absorver a novidade. Até porque, novas construções residenciais em toda a região são raras. Dados da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) mostram que desde 2010 foram lançadas apenas 80 unidades na Lapa e outras nove em Santa Teresa.

    - Qualquer área no Centro pode ser um bom investimento. Há regiões bonitas, onde seria agradável morar e muitos empresários gostariam de lançar empreendimentos. Claro que seriam imóveis mais compactos. Mas ainda há áreas degradadas onde precisa haver uma revitalização, além de imóveis em regiões de Apacs, o que também dificulta - aponta João Paulo Matos, presidente da Ademi-RJ.

    Demanda não parece ser problema. Os preços altos na Zona Sul, de um lado, e a falta de mobilidade em toda a cidade, por outro, vêm tornando a região mais atraente a cada dia. Os investimentos feitos em algumas áreas, como a do Porto - apesar do descompasso na construção de condomínios residenciais, como o Porto Vida - também chamam atenção para a área.

    E, de fato, os imóveis vêm se valorizando. Dados do Secovi-Rio mostram que, no semestre, o preço de venda no Centro subiu 3,9%, próximo à inflação do período, de 3,7%. Aumento maior que em bairros como Ipanema (2%), Leblon (3,2%) e Tijuca (2,7%).

    - Os preços dos residenciais no Centro nunca vão se equiparar aos da Zona Sul, mas a tendência é que a diferença entre as regiões diminua, já que o Centro ainda tem força para se valorizar - diz Maria Teresa Mendonça Dias, vice-presidente financeira e de desenvolvimento do Secovi-Rio.

    A diminuição do número de ofertas é outro fator determinante. Levantamento da Sérgio Castro Imóveis, empresa com forte atuação no Centro, mostra que a taxa de vacância dos imóveis residenciais gira em torno de 2,5% na região, contra 11% dos comerciais.

    - A oferta residencial é profundamente reprimida e tem muita gente querendo - afirma Cláudio Castro, diretor comercial da empresa.

    REVISÃO EM APACS E CORREDOR CULTURAL PODE ATRAIR MAIS INVESTIMENTOS

    O Porto, aliás, é uma das áreas mais aguardadas para o desenvolvimento de imóveis residenciais. Mas o único prédio já anunciado até agora teve as obras paralisadas em junho. O Porto Vida Residencial foi projetado para ser a Vila de Árbitros e de Mídia das Olimpíadas de 2016. Com a desistência da prefeitura em usar o equipamento para este fim, no entanto, a empresa Porto 2016 Empreendimentos Imobiliários, responsável pela construção, resolveu readequar o projeto, os cronogramas de obras e seu lançamento. Ainda não se sabe quando os imóveis serão entregues.

    Enquanto o Porto não vem, outras iniciativas estão sendo tomadas para atrair a população para a região central da cidade. Uma delas é a revisão da legislação das Apacs e do Corredor Cultural que está sendo feita em conjunto pela Secretaria municipal de Urbanismo e pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

    - O papel do poder público é provocar tanto a demanda, estimulando que haja vida cultural na região, quanto o mercado, via investimentos. Já revitalizamos a Praça Tiradentes, a Lapa e agora fazemos esse estudo - diz Washington Fajardo, presidente do instituto. - E acho que o mercado já começa a olhar para o Centro e avaliar que as intervenções que vêm sendo feitas, como malha de VLT e Porto Maravilha, vão melhorar as condições de moradia da região.

    Interesse na área não falta aos empresários do setor. A construtora PDG, por exemplo, que no passado fez o Cores da Lapa, maior exemplo do potencial de vendas da região, está no momento fazendo um retrofit comercial no antigo prédio da Slopper, na Uruguaiana, e já estuda lançamentos residenciais para o ano que vem.

    - O Centro tem vocação tanto comercial como residencial, até por conta da infraestrutura do bairro. O problema é que a legislação da região sempre dificultou, mas agora acho que isso está sendo revertido - avalia Cláudio Hermolin, diretor executivo regional da PDG Rio.

    Quem sabe não esteja aí uma chance de aumentar as ofertas na região. Os interessados em morar ali agradeceriam. Afinal, o número de imóveis disponíveis para locação, apesar de ter crescido 12,9%, fechou o primeiro semestre em apenas 45 ofertas entre Centro e Lapa. Já o número de imóveis anunciados em junho para venda na área foi de 550, segundo o Secovi-Rio, um crescimento de 29,7% desde janeiro. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 10/08/2014 De olho em Miami
    Os brasileiros, além de investir no mercado imobiliário do país, também estão com as atenções voltadas para empreendimentos no exterior. Já representam, por exemplo, 28% dos proprietários do One Thousand Museum, residencial que será construído no Centro de Miami, na Flórida (EUA). O prédio terá 62 andares, 215 metros de altura e 83 unidades.

    \"Entre os outros compradores, 24% são norte-americanos de Nova York, Los Angeles, Michigan e todo o Estado da Flórida. Do exterior, além do Brasil, 20% são investidores da Venezuela, 8% da França, 4% da Turquia, 4% do Líbano, 4% da Noruega e 8% de outros países\", diz Mayi De La Vega, fundadora e principal executiva da empresa ONE Sothebys International Realty, responsável pelas vendas.

    As metragens das unidades variam de 427 a 920 metros quadrados e os preços chegam a US$ 15 milhões (R$34 milhões). Além da cobertura duplex, podem ser um ou dois apartamentos por andar, com opções de piso ou duplex e vista para a baía de Biscayne, o oceano Atlantico e o Museum Park. O empreendimento ficará próximo às vidas cultural e financeira de Miami, museus, teatros e parques.

    O One Thousand Museum contribuirá para que o mercado local concorra com o de Nova York em termos de atenção mundial, arquitetura e preço. É a primeira torre residencial em Miami projetada por Zaha Hadid e ainda não tínhamos visto nada com o nível de atrativos e infraestrutura que esse edifício oferece\", diz De La Vega. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 08/08/2014 Palacete do fim do século XIX na Lapa vai se tornar hotel
    O grupo hoteleiro português Vila Galé comprou e está reformando um prédio do final do século XIX na Rua do Riachuelo 124, na Lapa, que abrigou o antigo Hotel Magnífico. Preservado pela Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) da Cruz Vermelha desde 1992, o palacete deverá ser reaberto como hotel butique em novembro, com dois anexos no terreno de seis mil metros quadrados: um centro de convenções, com três andares e oito salas, e um prédio de 14 andares para abrigar a maior parte dos quartos dos hóspedes.

    O Vila Galé Rio será o primeiro hotel da rede na cidade. O grupo tem seis unidades no Brasil, uma delas em Angra dos Reis, e 18 em Portugal. As obras começaram em agosto do ano passado.

    De acordo com o diretor de operações do grupo Vila Galé, José Antonio Bastos, a reforma do palácio e a construção dos anexos, incluindo uma piscina e jardins, foram orçadas em R$ 100 milhões. O palácio vai abrigar a recepção do hotel, um bar, uma academia, um spa e 12 apartamentos de luxo. Os demais quartos ficarão na torre, que terá ainda um restaurante. No total, serão 292 acomodações no hotel, com classificação de quatro estrelas superior e diárias médias de R$ 450. A suíte mais cara, com 70 metros quadrados, custará R$ 800.

    ZONA SUL DESCARTADA POR PREÇO ALTO

    O diretor de operações do grupo Vila Galé, José Antonio Bastos, diz que escolheu a Lapa como primeiro endereço da rede na cidade porque identificou uma demanda por quartos de hotel na região. Mas essa foi uma segunda opção. O grupo esperava instalar sua primeira unidade carioca na Zona Sul, mas esbarrou nos preços dos imóveis:

    - O custo da Zona Sul inviabilizou um investimento até agora. Não encontramos área com preço razoável. Mas não desistimos. Enquanto isso, optamos pela melhor relação custo-benefício. O Centro precisa de hotéis. E o prédio é preservado e tem um bom terreno.

    A rede espera ter o retorno do investimento no Vila Galé Rio em um prazo de sete a 12 anos, impulsionado não só pelo turismo de lazer, mas também pelo de negócios. O diretor acredita que o hotel, com decoração dedicada à bossa nova, vá se beneficiar da proximidade com o Maracanã e o Sambódromo. Além da atratividade boêmia da Lapa, há uma boa expectativa de ocupação durante os Jogos Olímpicos, em 2016.

    - Estamos otimistas. O Rio é a porta de entrada de turismo do Brasil e tem público corporativo também, além da Olimpíada.

    LEGISLAÇÃO ANTIGA DIFICULTAVA PROJETOS

    De acordo com a Secretaria municipal de Urbanismo, a reforma e a construção dos anexos no prédio preservado foram aprovadas pelo Conselho municipal de Patrimônio e licenciadas pela secretaria no ano passado. O licenciamento, diz a secretária de Urbanismo, Maria Madalena Saint-Martin, ajudou a resolver um impasse de décadas na legislação urbanística da Rua do Riachuelo.

    Ao receber o projeto do hotel, a secretaria verificou que, apesar de o prédio ser protegido pela Apac da Cruz Vermelha, teria, ao menos em tese, que ter a fachada demolida para atender a um recuo previsto no Projeto Aprovado de Alinhamento 4.164, publicado em 1945. O PAA previa o alargamento da Rua do Riachuelo e atingiria em cheio os prédios preservados.

    O imbróglio histórico nunca havia sido corrigido. Até ontem. A SMU publicou no Diário Oficial uma resolução dispensando os prédios protegidos da rua de atenderem à legislação antiga. Publicado por: O Globo - Isabela Bastos
  • 07/08/2014 PPPs permitem ampliar ofertas de serviços
    O Brasil ainda paga um preço alto pela crise dos anos 80 e por mais de uma década perdida em investimentos em infraestrutura. Para superar gargalos em transportes, energia, comunicações e outros serviços públicos, o Estado recorreu às privatizações e às parcerias entre o poder público e o setor privado.

    Transformadas em política pública em todas as esferas da administração, as parcerias público-privadas (PPPs) permitiram acelerar os investimentos. Desde 2011, mais de 80 projetos foram assinados para concessão de serviços públicos em contratos de até 30 anos. \"As parcerias oxigenaram o mercado, colocando projetos na agenda e movimentando a cadeia de empresas de projetos e de prestação de serviços de engenharia\", diz Bruno Ramos Pereira, coordenador do PPP Brasil, portal de debate e difusão de notícias sobre as parcerias.

    Em 2013, segundo Pereira, os governos estaduais assinaram 13 contratos, elevando o total de PPPs nos Estados para 60. O sistema de parcerias para concessões foi criado por lei federal em 1995, e em 2004 uma nova lei criou as parcerias administrativas e patrocinadas.

    Os novos modelos permitem acelerar o processo de investimento, com o poder público delegando tarefas, que demandariam muito mais tempo pelo sistema convencional de licitações e contratação pública.

    Principal braço executor de políticas públicas de infraestrutura no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu elogios em um relatório divulgado na última quinta-feira (31) pela agência de classificação de riscos Fitch Ratings.

    Para a agência, o BNDES assume o papel de agente catalisador do mercado de capitais para projetos de infraestrutura ao aperfeiçoar mecanismos de financiamento. O banco fez alterações na estrutura de seus empréstimos, promovendo maior incentivo para que emissores considerem as debêntures de infraestrutura como financiamento complementar.

    Bernardo Costa, diretor sênior do grupo de infraestrutura e project finance da Fitch no Brasil, defende que alguns elementos ainda precisam ser adaptados para que estejam alinhados às condições de uma operação de mercado de capitais. Cronogramas de amortização e gatilhos de performance mais flexíveis, após a emissão das debêntures, são elogiados como mudanças positivas, por permitirem maiores taxas de retorno aos acionistas.

    \"Sob a perspectiva do investidor de renda fixa, a Lei 12.431, que cria as debêntures de infraestrutura, prevê menor imposto de renda. Isso diminui o custo de oportunidade associado às operações de project finance\", ressalta a Fitch. A experiência de outros mercados emergentes, segundo a agência, comprova o benefício de medidas semelhantes às do BNDES.

    FGTS. Para atrair investimentos, o governo criou há seis anos o Fundo de Investimentos FI-FGTS - que usa dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

    O fundo é a maior fonte de crédito para infraestrutura do País depois do BNDES, com desembolso médio anual de R$ 3,7 bilhões. Além do conselho de gestão do FI-FGTS, a diretoria executiva da Caixa Econômica, que fornece a garantia de crédito, precisa aprovar as operações. No final de 2013, a carteira de investimentos do FI-FGTS somou R$ 29 bilhões. Para este ano, a Caixa tem sinal verde para aplicar o valor recorde de até R$ 10 bilhões. Publicado por: O Estado de São Paulo online -
  • 07/08/2014 Imóveis podem ganhar regras para avaliação de garantias
    As avaliações de garantias imobiliárias devem ganhar parâmetros claros. Atualmente há uma disparidade grande nessa área e cada instituição estabelece os seus critérios. O Banco Central está de olho nesses processos e estão sendo feitos estudos para disciplinar o mercado.

    No caso de imóveis comerciais, algumas avaliações saem por R$ 5 mil, enquanto outras custam R$ 10 mil. O avaliador recebe normalmente entre R$ 500,00 e R$ 1000,00 pelo serviço.

    Outra questão importante: quem paga essa conta é o cliente, cujos custos são antecipados, independente da garantia ser aceita ou não. Em síntese: essa operação é um tiro no escuro e o banco obtém o ganho pelo serviço.

    Na visão de alguns agentes do mercado, esse processo pode ser entendido como venda casada com o financiamento do imóvel. Alem disso, essas taxas também ampliam os custos cobrados pela instituição e dificultam o acesso ao crédito. Publicado por: O Povo online -
  • 07/08/2014 Aprovado modelo de quiosque da Lagoa
    A Comissão de Patrimônio da prefeitura acaba de aprovar o modelo dos novos quiosques do Parque do Cantagalo, na Lagoa, que é bem diferente do atual. Serão nove quiosques, que poderão ocupar até 250m² de área, terão bicicletários com capacidade mínima para oito magrelas, banheiros feminino e masculino, além de wi-fi gratuito para os clientes. O contrato de exploração - a empresa vencedora é a Fine Foods - é de 15 anos. \"Nosso plano é começar as obras este ano\", diz o secretário de concessões, Jorge Arraes. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 07/08/2014 Na reta final
    Às voltas com pedidos de compra de milhares de unidades de produtos tão distintos como bolas de basquete, camas, cadeiras, lençóis e xícaras, o administrador Fernando Cotrim poderia ser confundido facilmente com um executivo responsável por abastecer o estoque de uma grande rede de lojas de departamentos. Seu escritório, no entanto, ocupa uma das salas do quartel-ge­neral da Olimpíada de 2016, na Cidade Nova, no centro da cidade. Os números astronômicos e a impressionante diversidade de itens envolvidos traduzem com fidelidade a escala e a complexidade do maior evento esportivo do planeta. Ao todo, Cotrim gastará 3 bilhões de reais para adquirir mais de 30 milhões de objetos, a imensa maioria deles a ser comprada nos próximos doze meses. O executivo também cuidará do armazém de 80 000 metros quadrados localizado em Duque de Caxias, onde tudo será guardado. De lá, os artigos serão distribuídos por diversos pontos, como a Vila dos Atletas, para equipar os 3 600 apartamentos destinados aos participantes dos Jogos. \"Foram quatro anos de planejamento para que chegássemos a este momento\", descreve Cotrim, diretor de suprimentos do Comitê Rio 2016, entidade responsável pela organização da festa esportiva. \"Temos agora pela frente uma janela de tempo apertada, em que nada pode dar errado\", diz.

    Faltando exatos 24 meses para o acendimento da pira, marcado para 5 de agosto de 2016, a maioria das obras de infraestrutura e das instalações esportivas já está em andamento. Segundo o último relatório da Autoridade Pública Olímpica (APO), divulgado na semana passada, 71% das intervenções foram iniciadas. Com isso, a organização entra na fase de preparação operacional do evento, crucial para que os dezessete dias de competições transcorram sem sobressaltos. Trata-se de uma tarefa hercúlea que envolve, além do Comitê Rio 2016, representantes das esferas governamentais, das federações esportivas, patrocinadores e empresas de comunicação. A maior dificuldade, no entanto, não é a brutal quantidade de trabalho, mas sim estabelecer uma perfeita sincronia entre membros de setores tão diferentes entre si. Um burocrata do governo, por exemplo, precisa estar alinhado ao dinamismo de técnicos que vêm da iniciativa privada. Para que tudo dê certo é necessário prever detalhes mínimos, que à primeira vista são de pouca importância. Um deles: a grama do campo de golfe que está sendo construído na Barra não pode crescer sem que haja equipamento de manutenção instalado. O descuido arruinaria a qualidade do gramado e exigiria o replantio de mudas, um desperdício de tempo e dinheiro. \"Há reuniões semanais entre os gestores e, quinzenalmente, um encontro mais aprofundado\", explica Leonardo Gryner, diretor-geral de operações do Comitê Rio 2016, que mantém uma agenda de apontamentos trimestrais com a presidente Dilma Rousseff.

    A sintonia entre os núcleos de decisão é fundamental para que atrasos como o que emperrou as obras no Complexo de Deodoro em dois anos não aconteçam mais. Na semana passada, tornou-se notória a maneira amadora como foi conduzida a despoluição da Baía de Guanabara, iniciativa de responsabilidade do governo estadual. Às vésperas da realização do primeiro evento-teste na cidade, o Campeonato Mundial de Vela, os esportistas que aqui desembarcaram deram de cara com nosso cartão-postal imundo, como de hábito. Competições como essa (outras 45 devem acontecer até 2016) têm como objetivo tanto detectar possíveis problemas quanto mostrar aos atletas quais são as condições locais. O velejador australiano Matthew Belcher, medalhista em Londres em 2012, vai lembrar, por exemplo, que pode topar com cadáveres de animais pela proa. \"Já fizemos dois treinos até agora, durante os quais encontramos muitas garrafas e sacos plásticos. Vimos até um cachorro morto\", contou ele ao jornal Folha de S.Paulo na terça-feira (29).

    Desatar o cipoal de nós deixados pela incompetência e falta de planejamento é apenas uma das atribuições extraordinárias dos funcionários envolvidos na organização dos Jogos. Nessa categoria se enquadram ainda as exigências e pressões vindas de diversos lados, particularmente dos patrocinadores, do Comitê Olímpico Internacional e das federações esportivas mundiais. Os cavalos do hipismo, por exemplo, exigem um tratamento tão especial que quase se equipara ao dispensado aos atletas. \"Quem depara pela primeira vez com a quantidade de requisitos e cuidados necessários se espanta\", explica Rodrigo Garcia, diretor de Esportes do comitê. Por duas semanas, a cidade concentrará 480 000 visitantes - na Copa a quantidade foi semelhante, com a diferença de que a passagem dos turistas se diluiu no decorrer de um mês inteiro. Para receber toda essa multidão, começa a ser recrutado em agosto um pelotão de 70 000 voluntários. A seleção desse exército será feita por cerca de 1 000 pessoas em um projeto que se estenderá por dezoito meses, envolvendo mais de 150 000 entrevistas. \"Além de setores de serviços, precisamos encontrar profissionais qualificados, como médicos, dentistas e massagistas\", conta Flávia Fontes, coordenadora do processo. \"Há requisitos realmente complicados, entre eles conseguir um voluntário fluente em xhosa\", brinca ela,referin­do-se ao dialeto su­l­-africano que está entre as línguas exigidas pelo COI.

    No momento em que todos os computadores, câmeras de TV, celulares e demais artefatos digitais forem ligados, a partir da cerimônia de abertura, o Rio passará a transmitir para o resto do mundo quase uma centena de terabytes de dados nos mais diversos formatos (imagem, áudio, voz, números e texto entre eles). É uma quantidade tão absurda que pode desestabilizar o fluxo que circula pela internet mundo afora. Para que isso não aconteça, será investido cerca de 1,4 bilhão de reais no setor de tecnologia. Uma rede de fibra óptica vai conectar todos os núcleos olímpicos, permitindo a troca segura de informações. Até o fim do ano, um cabo submarino com 17 000 quilômetros de extensão deve fazer a interligação com os Estados Unidos e países da América do Sul e Central. Também será necessário instalar dois datacenters - um, que está praticamente pronto, em São Paulo e o segundo, ainda em obras, em Guaratiba. \"Não trabalhamos com a hipótese de falhas, mas, caso aconteçam, temos um plano de emergência que prevê pontos de apoio espalhados pelo mundo\", conta Elly Resende, diretor de tecnologia.

    Com os preparativos correndo em velocidade de cruzeiro, há ainda incertezas que dão trabalho aos organizadores. A mais preocupante diz respeito ao fato de que 50% da receita que deveria vir de patrocinadores locais ainda não está garantida. É muito dinheiro, o equivalente a 1,7 bilhão de reais, quantia suficiente para deixar qualquer administrador em pânico. No comitê, esse vácuo orçamentário é tratado com relativa serenidade. \"Acredito que todas as cotas de patrocínio sejam fechadas até meados de 2015\", afirma Gryner, o diretor de operações. Segundo ele, a proximidade da abertura dos Jogos deve provocar um aumento espontâneo no interesse de investidores potenciais. \"De qualquer forma, o orçamento é elástico o suficiente para acomodar mudanças sem prejudicar o resultado final\", garante.

    Montar um evento de escala colossal como uma Olimpíada é um feito único, que raramente encontra paralelo na história de uma cidade. No caso do Rio, tivemos pelo menos a chance de experimentar uma pequena prévia do que acontecerá por aqui em 2016 com os sete jogos realizados durante a Copa do Mundo, entre eles a final. É um privilégio que nenhuma outra sede olímpica teve antes. Ciente da oportunidade que se apresentou, a Empresa Olímpica Municipal (EOM), ligada à prefeitura, destacou metade de seu corpo de funcionários para percorrer a cidade durante o Mundial e registrar o maior número possível de informações no decorrer dos trinta dias de competição, envolvendo aspectos que iam da mobilidade urbana à decoração das ruas.

    O relatório final da pesquisa, ao contrário do que prega o ditado \"errando é que se aprende\", apontou justamente os acertos como as maiores lições. Os 62 observadores da empresa indicaram, entre outros casos, o sucesso da rápida reação à chegada abrupta de centenas de automóveis e motorhomes vindos de países vizinhos, todos encaminhados para o estacionamento do Sambódromo e para o Terreirão do Samba. A iniciativa foi tão bem-vista que deve render um \"motorhomódromo\" de padrão olímpico em 2016. O gerenciamento de multidões, continuamente melhorado ao longo da Copa, também será replicado. Uma boa ideia adotada na Copa, a checagem prévia dos ingressos em um cinturão mais distante das roletas do estádio facilitou o trabalho mais minucioso dos profissionais que estavam mais próximos. A sinalização dentro e fora dos estádios e arenas terá letras maiores e maior quantidade de placas para que as pessoas percebam, já nas saídas das estações do metrô, trem e BRT, a direção em que devem seguir. É uma maneira de evitar que o fluxo não seja atravancado por quem para no caminho por não saber aonde ir. Até situações alheias à alçada da entidade, como o aumento abusivo de preços, serão alvo de ações em parceria com outros órgãos - nesse caso, a Secretaria Extraordinária de Defesa do Consumidor. \"São detalhes, mas farão toda a diferença na experiência que moradores e turistas viverão aqui\", observa Joaquim Monteiro de Carvalho, presidente da EOM.

    Não é fácil para os cariocas compreender a grandiosidade do que vai acontecer no Rio daqui a dois anos. A julgar pelo que se viu na Copa, que teve escala pequena se comparada ao que virá, a maior parte prefere simplesmente esperar para ver quando estiver tudo pronto. Os vizinhos dos principais canteiros de obras, como o Parque Olímpico da Barra e o Complexo Esportivo de Deo­doro, não têm essa opção. Os transtornos já são muito presentes, e 2016, muito distante. Foi com isso em mente que a EOM realizou, entre março e junho, uma série de reuniões com representantes de moradores dos arredores da Avenida Abelardo Bueno. O objetivo era explicar, com porta-vozes de vinte órgãos municipais, desde a origem dos Jogos até as minúcias do projeto que está empoeirando suas vidraças, incluindo os impactos positivos e negativos. Passados os encontros, o canal de diálogo continua aberto nas redes sociais, como forma de tirar dúvidas que eventualmente apareçam. A maioria delas é bem prosaica e diz respeito a trânsito, barulho, bloqueios ao tráfego e mudanças nas linhas de ônibus. \"Com os esclarecimentos, muitos moradores passaram de críticos a entusiastas dos Jogos\", conta Mariza Louven, coordenadora do programa batizado de Vizinhos Olímpicos. É bom que seja assim. Por mais que pareçam uma eternidade para quem vê de fora, dois anos passam voando para os que estão no olho do furacão. Publicado por: Veja Rio -
  • 06/08/2014 A cidade treina para as Olimpíadas
    Em dois anos, o Rio de Janeiro receberá o maior evento do planeta. Os Jogos duram menos de um mês, mas, para qualquer cidade, representam a oportunidade de transformações que começam antes e vão muito além das competições. É assim que o Rio tem organizado as primeiras Olimpíadas da América do Sul: o evento tem ajudado a tirar do papel projetos importantes que vão beneficiar o grande protagonista de 2016, a população.

    Como um atleta aplicado em dar o melhor de si, a cidade tem usado as Olimpíadas para acelerar mudanças capazes de elevar a qualidade de vida dos moradores. Em busca de superação até 2016, o Rio tem trabalhado para avançar na mobilidade, recuperar áreas degradadas, combater alagamentos, ampliar o saneamento. Desde a candidatura a sede olímpica, o princípio é de que os Jogos cariocas devem servir à cidade, como aconteceu em Barcelona, que passou por uma revolução urbanística em 1992.

    A vitória contra Tóquio, Madri e Chicago - que contam com mais infraestrutura - não foi fácil. Mas fomos escolhidos como sede justamente quando destacamos ao COI que, em nenhuma outra cidade, o poder de transformação dos Jogos seria tão grande. As nossas deficiências viraram, então, o maior ativo da candidatura. E o desafio de superá-las, o nosso maior compromisso. Por tudo isso, os Jogos Rio 2016 são os Jogos do legado. Para cada R$ 1 investido em equipamento olímpico, outros R$ 5 são para legado. São projetos viabilizados pela oportunidade do evento, mas servirão aos cariocas, e não aos atletas e às delegações.

    Os benefícios já começam a virar realidade, com obras entregues antes do evento, antecipando e ampliando o legado olímpico. O carioca já conta hoje com dois BRTs - Transoeste e Transcarioca -, que somam cem quilômetros e poderão transportar mais de meio milhão de passageiros por dia. Ainda teremos o BRT Transolímpica, o VLT do Centro, a Linha 4 do metrô. A parcela dos cariocas que passarão a usar transporte de alta capacidade dará um salto digno de recorde olímpico: de 18% para 63%.

    A engenharia financeira para viabilizar tantas entregas segue um mesmo modelo: desonerar os cofres públicos através de parcerias com o setor privado. Mais da metade dos custos foi transferida para a iniciativa privada. Em relação somente às instalações esportivas, o índice sobe para 65%. O Parque Olímpico, a Vila dos Atletas e o Campo de Golfe são exemplos de obras com pouca ou nenhuma participação de recursos públicos.

    A prioridade tem sido instalações simples e sustentáveis, mantendo, é claro, o padrão olímpico de qualidade. O nosso estádio, que terá capacidade para 60 mil espectadores, iguala a marca do estádio de Barcelona, até então o de menor capacidade nos últimos 40 anos. Já a Arena de Handebol - através do inédito conceito de Arquitetura Nômade - será transformada em quatro escolas municipais após as competições.

    Os Jogos do legado, da economia de dinheiro público e sem \"elefantes brancos\" - essa é a medalha que o Rio tem treinado para conquistar em 2016.

    Eduardo Paes é prefeito do Rio
    Publicado por: O Globo - Opinião
  • 06/08/2014 Novo terminal na Barra
    Aquele descampado no encontro das avenidas Salvador Allende e Abelardo Bueno, entre Jacarepaguá e Barra, vai ganhar um terminal de ônibus no primeiro semestre de 2015. A construção está a cargo da Secretaria municipal de Obras do Rio. O terminal terá uns cinco mil metros quadrados, capacidade para até sete ônibus de BRTe cinco ônibus normais de transporte urbano. Por ali vai passar um trecho da Transolímpica, e as vias serão duplicadas por conta disso. A prefeitura estima que 1.500 pessoas vão circular todo dia pelo terminal. Vamos torcer, vamos cobrar. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 05/08/2014 Mais perto da casa própria
    Quem ainda não conseguiu usar o Fundo de Garantia (FGTS) na compra da casa própria terá mais uma oportunidade. Está em discussão uma proposta para ampliar volume do FGTS na aquisição de imóveis financiados. A mudança vai contribuir para ativar a venda de residências e reduzir o déficit habitacional no país.

    Medida vai beneficiar todos os financiamentos, inclusive quem fechou contrato meses antes do aumento do teto de avaliação do imóvel

    A alteração beneficia pessoas que não conseguiram fazer uso desse o saldo do fundo na assinatura do contrato porque o valor do imóvel superava o teto existente na época. Esses mesmos interessados poderiam se enquadrar nas regras se fosse feita uma nova avaliação do imóvel, considerando o limite de R$ 750 mil, que passou a valer em setembro do ano passado. Até esse período, o valor máximo era de R$ 500 mil para avaliação dos imóveis nos quais era possível usar o FGTS e que se enquadram no Sistema Financeiro da Habitação ( SFH), que tem juros mais baixos.

    O objetivo é beneficiar principalmente quem fechou o financiamento poucos meses antes da alteração no limite de avaliação do imóvel, que, com isso, poderão usar o FGTS para abater a dívida. A medida, se aprovada, vai atingir todos os financiamentos, independentemente da data em que foram fechados.

    Esse valor se refere ao teto para São Paulo, Rio , Minas e Distrito Federal. Para os demais estados, é de R$650 mil. Hoje, só pode fazer isso quem comprou um imóvel que estava enquadrado nas regras do FGTS na data de assinatura do contrato. A proposta foi apresentada pelas centrais sindicais ao Conselho Curador do FGTS. Agora, depende da aprovação dos conselheiros, ligados ao governo e aos empregadores. Se a alteração for aprovada, os interessados poderão usar o dinheiro do Fundo também para abater prestações do consórcio imobiliário.

    \"A iniciativa é positiva, porque mais pessoas irão poder quitar o imóvel. Hoje em dia a pessoa não t em um grande valor para dar de entrada, e o FGTS ajuda\", disse o vice-presidente do SecoviRio, Leonardo Schneider.

    Um estudo da Fundação João Pinheiro, em parceria com o Ministério das Cidades, revela que o déficit habitacional cresceu 10% entre 2011 e 2012 em nove metrópoles brasileiras, monitoradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Hoje, são 1,8 milhão de famílias sem residência adequada nessas regiões. No Rio, o número dessas famílias passou de 299.649 em 2011 para 331.260 em 2012. Publicado por: O Dia - Hélio Almeida
  • 04/08/2014 As vantagens de morar em Pendotiba
    Com o preço do aluguel e da compra de imóveis até 15 % abaixo da zona sul, Pendotiba também proporciona aos moradores a proximidade com o verde e as praias da Região Oceânica de Niterói. Tantas vantagens têm atraído cada vez mais o interesse das pessoas em morar no bairro, especialmente dos que trabalham no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - Comperj.

    Para o corretor de imóveis, Eder Souza Lima, da Monan Imóveis, o motivo do grande interesse por Pendotiba, além do preço mais em conta, está também no número de casas que ainda existem no bairro. Ele afirma ainda, que a localidade conserva um estilo de vida diferente do resto da cidade, com uma vizinhança familiar, onde a maioria das pessoas se conhece.

    \"O morador do bairro tem o privilégio de conviver com o verde da natureza, e desfrutar de maior segurança, se comparado aos outros bairros. A localização, entre o Centro e a Região Oceânica, facilita tanto o acesso ao trabalho, quanto ao lazer. Fora isso, os preços de imóveis em Pendotiba, geralmente, estão entre 10 e 15% mais baixos que os da zona sul\", destaca.

    A praticidade dos acessos aos grandes centros também é uma das principais razões pela procura por residências na região. Segundo Eder, trabalhadores e estudantes que moram no bairro se beneficiam com a grande oferta de transporte público existente.

    \"Todas as estradas de acesso estão bem pavimentadas, e a partir de Pendotiba, existem vias conservadas para o Centro de Niterói e para o Comperj, com transportes nos mais diversos horários. Existe ainda a estação de barcas em Charitas, que também é e leva as pessoas até a Praça XV, no Rio de Janeiro\", ressalta.

    A temperatura diferenciada também é um grande atrativo explica o diretor-geral da Point Imobiliária, Carlos Alberto Bandeira, que atua no mercado há 25 anos. Segundo ele, Pendotiba sempre foi um mercado com muita demanda para compra e aluguel, atraindo principalmente famílias jovens da classe média.

    \"A maior procura atualmente é por lançamentos de casas em condomínio, seguida por apartamentos. No entanto, esses novos compradores se adaptam facilmente ao bairro, e muita das vezes partem para a compra de um espaço maior\", explica.

    Moradora de Pendotiba, a auxiliar de escritório Ruth Gama, de 21 anos, descreve o bairro como tranquilo e acolhedor, com inúmeras facilidades que ajudam na sua jornada dupla de trabalho e estudo.

    \"Morar em Pendotiba facilita muito minha vida, pois eu trabalho durante o dia e estudo à noite, e quando o trânsito não está congestionado, gasto poucos minutos até o Centro da cidade. Pela facilidade de transportes, que passa a todo tempo, consigo sempre manter minha rotina, sem me atrasar ou perder aulas\", explica.

    Bruna Belizzarí, 20 anos, que é promotora de vendas, explica que mora no bairro há 15 anos, com os pais, e só encontra vantagens.

    \"Eu sou muito feliz onde moro e não pretendo me mudar daqui nem tão cedo. É próximo ao meu trabalho, seguro e próximo dos lugares que tenho hábito de frequentar\", conta Bruna.

    Investimentos - Com uma demanda crescente de moradores surge a necessidade de aumento e melhorias na infraestrutura. Nesse sentido, a Prefeitura de Niterói destaca os principais investimentos realizados em Pendotiba.

    Segundo a administração pública, em relação à segurança, a região ganhou no início do ano uma Companhia Destacada da PM, que conta com 150 policiais, que atende também as localidades do Badu, Sapê, Largo da Batalha, Maria Paula e São Francisco.

    Quanto às vias de acesso, a prefeitura afirma que a Estrada Caetano Monteiro, uma das principais vias do bairro, ganhou novo asfalto em um trecho de 2,3 quilômetros. Já na Estrada Francisco da Cruz Nunes, foi feito um alargamento da via em um trecho de 812 metros que também foi recapeado e recebeu sinalização.

    E ainda, com objetivo de reduzir o tempo dos motoristas que deixam a Região Oceânica em direção ao Centro, a administração pública implantou uma reversível na Estrada Francisco da Cruz Nunes, que funciona das 6h às 9h, de segunda a sexta-feira, em um trecho de cerca de 1,1 km.

    Quanto ao saneamento básico, segundo a prefeitura, foi iniciada também este ano a construção da rede coletora de esgoto que vai compor a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Maria Paula, com cerca de 150 quilômetros de extensão. A estação vai atender a bacia que integra as localidades de Maria Paula, Matapaca, Muriqui e Vila Progresso. Além disso, em fevereiro, em uma parceria com a concessionária Águas de Niterói, foi inaugurado um novo reservatório para atender a região de Pendotiba, com capacidade de até 3 milhões de litros de água.

    Por fim, a prefeitura informa ainda que o Largo da Batalha também recebeu o projeto Calçada Livre, que organizou do espaço público no local, com a retirada de barracas, permitindo o trânsito de pedestres e coibindo irregularidades no comércio em geral. Essa ação ganhou destaque e chegou a outros bairros da cidade de Niterói.

    O município também disponibilizou um espaço coberto aos feirantes, com toda estrutura, e já planeja um mercado para a localidade. Publicado por: O Fluminense - Ulisses Dávila
  • 04/08/2014 Redes subterrâneas das concessionárias já estão mapeadas em 90% da cidade
    A Prefeitura deu novo impulso para a conclusão do mapeamento dos subterrâneos da cidade ao publicar no Diário Oficial do município, na última segunda-feira, prazos para que as concessionárias entreguem os cadastros atualizados de suas redes. Quem não fizer isso até janeiro terá negadas licenças para obras em áreas públicas. A intenção é finalizar o Sistema de Gestão de Obras em Vias Públicas, o Geovias - um mapa digital com informações sobre as linhas das cinco principais concessionárias do município: CEG, Light, Cedae, Oi e Embratel. Com esses dados, a prefeitura espera evitar rompimento de dutos durante obras, o que costuma provocar desabastecimento de água, luz e internet e interdições no trânsito.

    As redes existentes em 90% da cidade já estão no sistema - quando entrou em operação, há oito meses, eram apenas 30%. A Zona Oeste é a área com maior carência de informações. O Centro e a Região Portuária foram mapeados. Ao custo de R$ 2 milhões - bancados pelas concessionárias -, o Geovias foi programado por uma empresa terceirizada, em parceria com o Instituto Pereira Passos (IPP). Couberam à prefeitura a unificação e a administração dos cadastros que, além de fornecerem a localização das redes, trazem informações sobre o material e o diâmetro de tubulações (mas não indicam o estado de conservação). A próxima fase é o licenciamento digital, que vai agilizar a aprovação de novas obras no Rio e evitar o desperdício de papel, pois todo o processo será digitalizado.

    - O Geovias tem duas grandes virtudes: ordenamento e conhecimento do subsolo. Na operação diária da cidade, podemos minimizar problemas de execução nas ruas. Hoje, todo licenciamento passa pelo sistema. Se for o caso, não autorizamos e propomos um novo projeto. Assim, diminuímos os problemas relacionados à operação. Há alguns anos, a obra de uma concessionária poderia acabar furando o cano de outra. Foi uma grande conquista do Rio. É a única cidade do país com todo esse inventário de subsolo - diz o secretário de Conservação, Marcus Belchior, responsável pelo sistema.

    Francisco de Assis e Jaci Vieira fazem parte de um time de oito técnicos em edificação que avaliam plantas de projetos, verificando se uma construção passa por cima ou muito perto de uma linha de gás ou eletricidade, por exemplo. A maior parte das demandas é de novas ligações das redes com consumidores, seguidos por pedidos de caixas de telefonia.

    - É uma ajuda incrível para evitar acidentes e explosões. Muitas vezes, propomos mudanças como puxar um tubo de energia de uma caixa diferente. Também há empresas que vêm antes de terminar um projeto para verificar o melhor lugar para uma instalação - conta Vieira.

    O desconhecimento sobre o subsolo ficou evidente quando, em 2011, ocorreu uma onda de explosões em bueiros. Além disso, com o Rio transformado em um gigantesco canteiro de obras - em função das intervenções de infraestrutura para receber os grandes eventos -, muitas tubulações acabaram furadas. Segundo o subsecretário municipal de Conservação, Marco Aurélio Regalo, os riscos que moram nos subterrâneos ficaram mais evidentes:

    - É um projeto que nasce da necessidade de organizar o subsolo. Quando ocorreram as explosões em bueiros, todos perceberam os riscos contidos no subsolo. Aquilo deu um valor maior ao Geovias, que já existia.

    Já Belchior garante que alguns acidentes poderiam ser evitados - como a coluna de chamas que surgiu na Avenida Abelardo Bueno, quando um retroescavadeira furou um cano da CEG, nas obras do Transcarioca, e parou o trânsito na Barra da Tijuca, em fevereiro do ano passado.

    - O Rio vai fazer 450 anos e, inacreditavelmente, a cidade não conhecia todos os operadores do subsolo. Isso é importante tanto para o ordenamento dos subterrâneos quanto para a operação da cidade. Alguns acham que é só ter wi-fi, mas não é. É ter uma base de dados e colocar inteligência sobre ela - disse o secretário.

    Antes da criação do Geovias, era muito difícil verificar a existência de estruturas enterradas, sem escavar. A Geovoxel - empresa criada na Incubadora da Coppe/UFRJ - é uma das poucas que detêm tecnologia para isso: o geo radar. O canadense Louis-Martin Losier, um dos sócios, conta que cerca de 15 empresas contrataram seus serviços de prospecção de subsolo, desde 2011, para obras. Por causa de acordos de confidencialidade não pode citar nomes, mas garante que alguns dos legados da Copa fizeram uso dos radares de solo.

    A Cedae informou que entregou o seu mapeamento à prefeitura: \"Os dados detalham os cerca de 22 mil quilômetros de redes subterrâneas\". A Prefeitura também teria recebido o detalhamento da rede da Light, como diz a empresa. Segundo a CEG, a companhia forneceu \"mapas que, além da localização, trazem características técnicas sobre a tubulação\". Já a Embratel disse que não se manifestaria por ainda \"não ter conhecimento do teor do decreto\". E a Oi informou cumpre as normas das prefeitura.

    TUBULAÇÕES AINDA DESCONHECIDAS

    O engenheiro civil Manoel Lapa, vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Rio, elogiou a iniciativa da prefeitura de mapear o subsolo carioca.

    - Na minha opinião, é uma medida muito boa, que chega com muitos anos de atraso. Durante décadas, obras urbanas deixaram grandes prejuízos para a população. Eu mesmo passei pela experiência de enfrentar um subsolo desconhecido. Entre 1977 e 1980, por exemplo, trabalhei nas obras do metrô no Rio e, por inúmeras vezes, tivemos que paralisar os trabalhos para remover redes e tubulações que nem as empresas concessionárias conheciam - afirma o engenheiro.

    Lapa acrescenta que houve inúmeros acidentes pelo absoluto desconhecimento sobre a localização das redes instaladas nos subterrâneos da cidade:

    - E cada acidente era um grande prejuízo para a população. Existem ainda redes antigas, acredito, que não são de conhecimento até mesmo das concessionárias. É um problema muito grave, sério. Imagina uma rede de esgoto colada a uma rede de fornecimento de água. Um acidente pode contaminar tudo rapidamente. Um risco para a saúde das pessoas.

    Na opinião de Lapa, a medida vem com atraso, mas terá muita importância:

    - Escuto essa promessa há muito tempo. É isso mesmo. A prefeitura precisa exigir que seja feito. Uma medida de muita importância para a cidade e, principalmente, para a população. Publicado por: O Globo -
  • 04/08/2014 Curvas desafiadoras
    É tão inovador o projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava para o Museu do Amanhã que a Concessionária Porto Novo decidiu contratar na Alemanha uma equipe de profissionais para ajudar a desenvolver os moldes. As estruturas, todas curvas, são o maior desafio. Depois de várias pesquisas, os engenheiros optaram por usar um compensado plastificado, mesmo material utilizado pela Nasa. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 03/08/2014 Três décadas após a criação de Apac, desafio é recuperar imóveis
    Berço da cidade e lugar de onde ela começou a se expandir, o Centro e seu casario histórico completam 30 anos de preservação com planos de futuro. Primeira Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) da cidade, o Corredor Cultural - regulamentado por lei em 1984 - inovou ao preservar um conjunto arquitetônico de 1.600 imóveis (que não podem ser modificados) e colocar sob tutela (ou seja, qualquer mudança precisa ter autorização prévia) 1.400 nos arredores da Lapa e das praças Quinze, da República e Tiradentes. Três décadas depois, o desafio agora é levar vitalidade a essa área de 1,3 milhão de metros quadrados, onde o fervilhar dos dias úteis contrasta com o esvaziamento dos fins de semana.

    A prefeitura estuda fazer modificações na legislação para viabilizar a construção de imóveis residenciais em 12 terrenos vazios da região. Eles serviriam como indutores do uso misto da área, hoje fortemente ocupada pelo comércio e pelo setor de serviços. O prefeito Eduardo Paes não descarta ainda a adoção no Centro dos mesmos incentivos fiscais criados para a conversão de imóveis antigos em moradias na Apac de Saúde, Gamboa e Santo Cristo (Sagas). A lei dá isenção de IPTU, ISS e ITBI a projetos residenciais nesses bairros e no Porto. Hoje, os imóveis conservados do Corredor Cultural já têm isenção de IPTU.

    - Estamos fazendo uma experiência, um laboratório em Sagas. Com uma expectativa muito boa de resultado. Se der certo, podemos, sim, replicar no Corredor Cultural - diz Paes.

    O casario, que sente o peso dos anos, é alvo de outra iniciativa de revitalização: o investimento na restauração. Este mês, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade lança mais um edital do Programa de Apoio à Conservação do Patrimônio Cultural (Pro-Apac), destinando R$ 4,4 milhões a projetos no Centro e nas Apacs próximas, de Santa Teresa e Sagas. O presidente do instituto, Washington Fajardo, aposta no avanço do Pro-Apac como linha de crédito permanente. No Centro, ele ajudaria a contornar problemas de conservação e eliminar uma lógica perversa: o espaço acima das lojas costuma ser usado como depósito, ficando relegado ao esquecimento.

    As alterações na legislação urbanística não mexeriam nos imóveis preservados. Mas permitiriam a flexibilização de gabarito das áreas vazias, que estão sendo analisadas por técnicos do instituto e das secretarias de Urbanismo e Habitação. O estudo pode virar projeto de lei.

    - O grande desafio atual da Apac é convencer os proprietários de que os prédios devem ser restaurados e podem, sim, ter ocupação mista, com o comércio convivendo com moradias. A ideia é incentivar mais pessoas a morarem no Centro - acrescenta Fajardo.

    CORREDOR CULTURAL EXIGIU 4 ANOS DE DEBATES

    O estudo de ocupação dos terrenos vazios surge 20 anos depois da lei 2.236, que voltou a permitir residências no Centro. Antes disso, o uso era restrito a comércio e serviços. Segundo a secretária municipal de Urbanismo, Maria Madalena Sain\'t Martin, a retomada dos licenciamentos demorou quase uma década para ocorrer. Desde 2005, foram licenciadas 2.913 unidades habitacionais no Corredor Cultural. Mas os núcleos residenciais estão mais concentrados às suas margens, como em parte da Lapa:

    - Durante muitos anos, não era permitido morar no segundo andar de um sobrado da Saara, por exemplo. A lei de 94 reverteu esse quadro. Hoje, a mistura de usos comercial e residencial é permitida. E é o que torna um bairro vivo.

    Primeira iniciativa de preservação de conjuntos arquitetônicos - até então, a tônica no Rio era proteger prédios isoladamente, por sua arquitetura notável ou seu valor histórico -, o Corredor Cultural exigiu quatro anos de discussões. Um conselho de notáveis, entre eles os escritores Rubem Fonseca e Nélida Piñon, ajudou a formatar a lei. A criação da primeira Apac é contemporânea da fundação dos órgãos de patrimônio do município, num momento fértil de debate sobre preservação da memória e de manifestações da sociedade civil.

    Funcionária da prefeitura há 35 anos, Maria Madalena conta que o Corredor Cultural foi o ápice dessa discussão por preservação. Ele cancelou oito projetos que previam a abertura de novas avenidas e a construção de prédios no Centro. Outros 25 planos, alguns ainda da época do Distrito Federal, foram modificados. Se tivessem sido executados, provocariam uma mudança drástica no Centro.

    Um deles previa a abertura de uma avenida de 70 metros de largura, batizada de Norte-Sul, ligando o Aterro do Flamengo à Zona Portuária e rasgando as imediações da Praça Tiradentes. Ela colocaria abaixo joias da arquitetura como o Real Gabinete Português de Leitura e o prédio da UFRJ do Largo de São Francisco, além do Colégio Pedro II na Avenida Marechal Floriano. Outros dois projetos previam a abertura de ruas amplas e a construção de prédios de dez a 30 andares na Saara. Os edifícios mais altos nessa região, diz a secretária, são remanescentes desses anos que antecederam a Apac:

    - Eram grandes projetos viários que demoliam quarteirões inteiros. Isso fomentou uma discussão popular muito grande - diz Maria Madalena.

    DEMOLIÇÃO DO MONROE CAUSOU PROTESTOS

    Ex-subprefeito do Centro, coordenador do grupo de trabalho do Corredor Cultural, o arquiteto Augusto Ivan lembra que o contexto da luta por preservação contaminou positivamente técnicos da prefeitura, que começaram a discutir instrumentos para proteger a memória do Rio. A demolição do Palácio Monroe, em 1978, diz ele, serviu como catalisador, ao suscitar um sentimento de insatisfação.

    - Até então, os tombamentos protegiam palácios, conventos, igrejas e teatros. O casario do Centro não era de uma arquitetura ímpar, mas tinha valor como conjunto. A legislação era muito permissiva. O prédio da Candido Mendes de 40 andares, ao lado da Igreja do Carmo, seria impensável hoje. Publicado por: O Globo - Isabela Bastos
  • 03/08/2014 O valor do poder de ir e vir
    Quem mora num raio de um quilômetro ou leva dez minutos de caminhada até uma estação do BRT Transcarioca pode esperar. Até o fim do ano, o valor de seu imóvel deverá se valorizar entre 15% e 20%.

    - Estamos acompanhando pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), até porque o BRT começou a rodar agora. Mas, com certeza, haverá um aumento nos preços dos imóveis - afirma Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio.

    Na comparação dos valores médios do metro quadrado de apartamentos de um a quatro quartos para a venda, os bairros no entorno do BRT tiveram uma alta significativa entre julho de 2013 e julho de 1014. É o caso, principalmente, de Vicente de Carvalho (16,8%), Olaria (14,6%) e Ilha do Governador (13,8%), onde a valorização dos imóveis representou mais do que o dobro da média na cidade (6,4%):

    - Esses bairros são o miolo da Zona Norte, onde sair e entrar é complicado. Quando se reduz o tempo de viagem, a procura e os preços de imóveis são afetados. O anúncio da implantação e a construção influenciaram a alta generalizada - afirma Leonardo.

    Para Claudio Hermolin, vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), o investimento em mobilidade dará retorno positivo aos moradores, assim que todas as estações estiverem prontas e interligadas com o metrô:

    - Historicamente percebemos a valorização de imóveis acima da média quando estão perto de estações de metrô e de BRT. Vira um benefício para o morador porque ele tem mais acessos ao bairro. Agora é um bom momento para comprar imóvel nessas regiões.

    O auxiliar de depósito Antonio dos Santos, de 29 anos, diz que a vida ficou mais prática:

    - O lado bom é que os BRTs são mais rápidos do que os ônibus comuns, porque não pegam engarrafamento. E eles levam a lugares mais distantes. Antes, tínhamos que pegar mais de um ônibus.

    Síndica do Residencial Vicente de Carvalho, a corretora Sônia de Oliveira, de 45 anos, aposta na valorização de seu imóvel até o fim das obras:

    - Hoje, ele já está em R$ 290 mil, mas, quando tudo estiver pronto, deve passar de R$ 300 mil.
    Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 03/08/2014 Um protótipo de casa modular e replicável
    O desafio proposto pela startup de construção Bim.bon ao lançar um concurso de arquitetura no início deste ano era a criação de uma casa de, no máximo, 10m x 10m, mas que pudesse crescer - para abrigar novos usos ou moradores - e ser replicada, formando uma vila ou condomínio, se necessário. Pois entre os dias 6 e 9, quem for a Feira Minascon, em Belo Horizonte, poderá visitar o protótipo do projeto vencedor, criado pelo arquiteto Carlos Alberto Maciel.

    Sua \"Casa 333\" consiste em módulos quadrados de 2,80m - de largura, profundidade e altura -, que têm nas laterais a parte hidrossanitária pensada para abrigar as áreas molhadas de uma casa: cozinha e banheiro. Assim, os módulos podem abrigar, internamente, ambientes variados como salas, quartos, escritórios, de acordo com a necessidade. Uma flexibilidade que permitiria que esse modelo pudesse, inclusive, ter usos não residenciais, mesmo sem passar por qualquer reforma.

    - O maior desafio em projetar uma casa com essas dimensões é equilibrar os ambientes que não precisam ser determinados, como salas e quartos, com as áreas de mais infraestrutura predial, como os sanitários, a cozinha e as partes de circulação. Por isso, a solução modular com espaços que dão maior liberdade ao usuário, já que podem abrigar diferentes ambientes, multiplicando, inclusive, as possibilidades para usos não residenciais - diz Maciel.

    UM QUINTAL NA LAJE

    A casa proposta tem apenas um pavimento, mas uma escada lateral permitiria o acesso à cobertura, que poderia ser utilizada como uma varanda, retomando uma tradição brasileira: o uso da laje que, nesse caso, funcionaria como um quintal - espaço antes comum nas casas tipicamente brasileiras, mas que perdeu lugar por conta da grande densidade das cidades. Mas a laje oferece ainda uma segunda possibilidade: a do crescimento, nesse caso, vertical.

    É que futuramente poderia ser construído ali um segundo andar, atendendo à proposta de replicação do prêmio.

    - Esse segundo andar poderia ser, inclusive, uma nova casa independente, já que o acesso é externo e independente - reforça o arquiteto.

    Outra grande vantagem é que a casa será feita apenas com estruturas metálicas, o que permite uma construção limpa e rápida. O protótipo que será montado em Minas, por exemplo, deve ficar pronto em apenas cinco horas, já que as estruturas, industrializadas, chegam prontas ao canteiro de obras e só precisam ser montadas.

    - A lógica modular permite conciliar industrialização, redução de resíduos e agilidade construtiva. E, nesse caso especificamente, em que foi criado um sistema, mais que um projeto, a comercialização poderia ser em formato de kits que atendessem às necessidades de cada cliente - imagina Maciel.

    O arquiteto destaca ainda que, ao seguir esses preceitos, cria-se um projeto de baixo impacto ambiental, que gera menos resíduos durante a construção, ao mesmo tempo que garante uma durabilidade maior, já que a própria estrutura prevê a variedade de usos. Assim, embora não haja previsão para sistemas de coleta de água, tratamento de esgoto ou economia de energia, a \"Casa 333\" atenderia inclusive a questões de sustentabilidade. Publicado por: O Globo -
  • 02/08/2014 O legado já chegou
    A região da Barra da Tijuca já começa a usufruir das melhorias originadas pela realização dos Jogos Olímpicos de 2016 para o Rio de Janeiro. Investimentos em infra- estrutura, projetos imobiliários, empreendimentos comerciais e melhorias urbanísticas estão dando um novo impulso à região que, nas últimas décadas, vem norteando o crescimento da cidade.

    São quase R$ 15 bilhões aplicados pelo setor público em parceria com grupos privados em mobilidade, saneamento, energia elétrica e instalações esportivas. A conta não inclui os investimentos em unidades residenciais e comerciais, nem em projetos de lajes corporativas, que ainda têm espaço e perspectivas de desenvolvimento acelerado. No primeiro semestre de 2014, a Barra registrou crescimento de 117% no lançamento de novas unidades comerciais e residenciais, em comparação a igual período de 2013, segundo pesquisa da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

    Levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e da consultoria Hotellnvest revela que a Barra concentra a maioria dos novos hotéis da cidade. São nada menos de 14 dos 25 que já foram inaugurados desde 2012 e ainda abrirão as portas até dezembro de 2015. Em número de quartos, serão mais 3.720 unidades. A mais nova cadeia a aportar na região é da bandeira Hilton, que constrói um cinco estrelas com 300 quartos.

    A cada ano um novo shopping chega à região. Em 2012 foi o Village Mall, primeiro shopping de luxo do Rio. No ano passado, o Shopping Metropolitano. Este ano, o Américas Shopping. As obras do Velódromo Olímpico, instalação permanente que será um dos principais polos de competição do Parque Olímpico durante as Olimpíadas de 2016, já começaram. Ao fim dos Jogos, a instalação fará parte do Centro Olímpico de Treinamento (COT), principal legado esportivo do País, voltado para atletas de alto rendimento. Ao todo, o Parque Olímpico abrigará 12 instalações. Recursos da União serão destinados a quatro delas, Centro de Tênis, Centro Aquático, Arena de Handebol e o próprio Velódromo.

    O Parque Olímpico, por sua vez, dará origem a um novo bairro. O projeto prevê que, até 2030, equipamentos esportivos e novos empreendimentos formarão um bairro residencial sustentável, de tamanho pouco maior que o Leme, na Zona Sul do Rio, que contará com novos componentes de eficiência energética sustentabilidade, acessibilidade e mobilidade, uma vez que será atendido por duas das novas linhas do BRT: Transcarioca e Transolímpica.

    Vários equipamentos, como a Arena de Handebol, concebidos com base no conceito de arquitetura nômade, serão reaproveitados posteriormente. Depois dei desmontada, a Arena dará lugar a quatro escolas municipais.

    Já estruturas permanentes como o Centro de Tênis estão sendo desenvolvi das de acordo com parâmetros internacionais e terão a certificação LEED (Leadership in Energy and Environment Desing), para garantir a redução dos impactos ambientais no design, construção ei operação de edificações. Publicado por: O Globo - Especial Cidade Sustentável
  • 01/08/2014 Casas têm atraído mais compradores
    De olho no público que gosta da idéia de viver em casas, o mercado imobiliário tem investido em empreendimentos deste tipo, oferecendo toda a infra-estrutura e segurança dos condomínios fechados. É o caso da construtora Vitale, que entrega ainda este ano o Vivant Residencial, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

    \"Campo Grande ainda tem um público que quer permanecer em casas, mas que ao mesmo tempo deseja a segurança e o conforto dos condomínios\", diz Eduardo Paiva, diretor da Vitale.

    Localizado em um terreno - totalmente fechado - de mais de 10 mil m2, o empreendimento está sendo construído em uma rua também fechada com portão eletrônico e ainda contará com monitoramento por circuito interno de TV e segurança 24 horas. Ao todo, são 87 unidades - entre casas de 3 e 2 quartos dúplex com churrasqueira e quintal ou casas lineares. As unidades, que tem preço a partir de R$ 229 mil, podem ser financiadas em até 420 meses pela Caixa.

    De acordo com Paiva, ao compararmos uma casa com apartamento temos algumas vantagens competitivas. \"A área construída das casas de 2 e 3 quartos do Vivant Residencial, por exemplo, é semelhante a dos apartamentos de mesma tipologia oferecidos no mercado hoje. A diferença é que a casa agrega a área de terreno no entorno imediato da construção (quintal), que possibilita área de lazer exclusiva para os moradores da residência (a maioria com churrasqueira e algumas com piscina)\", explica Paiva.

    E para quem quiser conferir como será a futura moradia, a Vitale montou uma casa modelo aberta a visitação. \"Queremos proporcionar ao cliente uma experiência real na hora de escolher o seu imóvel. A casa modelo foi erguida no mesmo local em que será entregue. Nossa ideia é que as pessoas possam conferir o espaço e a distribuição dos cômodos da unidade, bem como os tipos de acabamento que serão oferecidos\", explica Paiva.

    Entre outras vantagens, o diretor cita que todas as unidades possuem vaga de garagem e a área de lazer completa do condomínio, que inclui quadra de futebol, quadra de areia, salão de festas, churrasqueiras, forno de pizza, playground, piscina adulto e piscina infantil. Publicado por: Monitor Mercantil -
  • 01/08/2014 Pacote de obras da prefeitura promete dar cara nova ao Túnel Rebouças em um ano e meio
    O Túnel Rebouças, por onde passam cerca de 190 mil veículos por dia, será repaginado e ficará com cara nova em um ano e meio. Carlos Dantas, da Coordenadoria Geral de Projetos da Secretaria municipal de Obras, disse, nesta quinta-feira, que, além da modernização, a obra visa a tirar o que ele chamou de \"aspecto de caverna\'\' da via.

    - As pessoas, quando passam pelo túnel, querem logo sair por causa do aspecto do interior. Além de dar maior segurança, queremos oferecer maior conforto para os usuários - disse Dantas.

    Os serviços de revitalização do Túnel Rebouças, aberto em 1967, serão contratados pela Secretaria municipal de Obras. A concorrência está marcada para o dia 4 de setembro.

    O principal ponto de ação será o combate aos danos causados pela poluição e as infiltrações nas abóbodas, que receberão novo sistema de drenagem e impermeabilização. Também serão feitas nova pintura e a desobstrução de canaletas. O investimento previsto é de R$ 63,3 milhões.

    Constam ainda no projeto a fresagem e a substituição de todo o pavimento da galeria Rio Comprido-Cosme Velho e melhorias na iluminação com a instalação de LEDs. As paredes vão ser revestidas com placas de concreto e ganharão pintura especial para aumentar a claridade. Uma nova sinalização será instalada, e o túnel receberá tinta antipichação.

    A repaginada no Rebouças chegou a ser anunciada em 2010 pelo prefeito Eduardo Paes, o que seria a maior reforma desde a sua inauguração. Mas a obra, na época, não chegou a ser feita. Publicado por: O Globo -
  • 31/07/2014 Antiquidades do Porto
    A Prefeitura está procurando uma empresa para fazer a conservação do acervo arqueológico encontrado durante as obras do Porto Maravilha. O edital gira em torno de R$ 1,1 milhão e a abertura dos envelopes com as propostas será no dia 6 de agosto. A lista de objetos achados contém diversos tipos de materiais como, por exemplo, peças de cerâmica.

    A licitação faz parte de um acordo entre o IPHAN, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto. O objetivo é preservar o patrimônio arqueológico encontrado na área. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
  • 30/07/2014 Imóveis antigos continuam atraentes
    Apesar da grande oferta de imóveis novos no mercado, os antigos têm lá os seus encantos e mantêm um bom ritmo de vendas. Nos últimos doze meses até maio, mais de 34% dos apartamentos residenciais usados vendidos em Curitiba tinham mais de 20 anos de construção. O dado é do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

    Entre as kitinetes, quase 70% dos imóveis comercializados foram construídos há mais de duas décadas. Nos apartamentos de três quarto - considerados o sonho de consumo dos curitibanos -, o número de unidades que já atingiram a \'maioridade\' corresponde a 37% dos imóveis vendidos no período.

    A localização privilegiada é um dos aspectos que justificam a procura por este tipo de imóvel. Geralmente, os prédios foram construídos no Centro ou nos bairros que cercam a região central, como Água Verde e Batel, explica Luciano Tomazini, vice-presidente de vendas do Secovi-PR. \"A falta de lotes nestas regiões faz com que quem deseja morar nesses bairros opte pelos imóveis antigos\", diz.

    Foi o que fez o casal Ana Maria dos Santos e David Queiroz de Sant\'Ana. A facilidade de se locomover a pé para realizar as tarefas do dia a dia era um dos primeiros itens da lista quando decidiram deixar o apartamento localizado no Vista Alegre e adquirir o novo imóvel, com cerca de 40 anos, no Alto da Glória. \"Agora, poderemos ir andando para o trabalho\", dizem.

    O preço mais em conta é outro destaque. Sidney Axelrud, sócio-proprietário da Cibraco Imóveis, conta que um apartamento usado com alguns anos de construção custa, em média, 20% menos do que um novo localizado na mesma região. \"O cliente compra mais m² privativo pelo mesmo valor\", acrescenta Tomazini. O resultado são apartamentos amplos, com pé-direito mais alto e plantas privativas que facilmente ultrapassam os 100 m².

    VALORIZAÇÃO Ao contrário do que se pode imaginar, a idade não é o principal fator na determinação do preço de um imóvel. Marcelo Freitas, corretor de imóveis e diretor financeiro do Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado do Paraná (Sindimóveis), explica que a localização e a qualidade do apartamento têm mais peso nessa conta. \"Uma unidade antiga reformada e em boa localização consegue ter mais liquidez no mercado\", afirma.

    Segundo Freitas, a idade geralmente começa a pesar após os 30, 40 anos de construção, quando novos projetos e conceitos começam a depreciar o valor do imóvel antigo, principalmente se ele não foi bem conservado. \"Um apartamento bom num prédio mal cuidado é outro ponto que merece atenção. O hall e a fachada são os cartões de visita da moradia, por isso a qualidade do edifício também tem reflexos no preço do imóvel\", explica.

    CHARME DOS ANTIGOS VAI ALÉM DA LOCALIZAÇÃO, PREÇO E METRAGEM Localização, preço e metragens superiores são os principais destaques dos imóveis antigos. Mas não são os únicos. Construídos há mais de vinte anos, muitos empreendimentos carregam também a assinatura de nomes conhecidos da arquitetura curitibana e brasileira, o que traz charme aos espaços e pode ser um fator de motivação para a compra.

    O arquiteto David Queiroz de Sant\'Ana conta que a esposa, Ana Maria dos Santos, ficou entusiasmada ao saber que o apartamento que adquiriram tem a assinatura de Roberto Gandolfi , um dos nomes da arquitetura modernista de Curitiba.

    A arquiteta Andressa Haratz, sócia do escritório Creatio Arquitetura, explica que esses traços podem ser destacados durante a reforma do apartamento, de forma a resgatar a memória do imóvel e manter a originalidade do projeto. \"Independente de ser de um arquiteto específico ou de uma época interessante, seguir esse padrão em alguns detalhes do apartamento é importante para conservar suas características e valorizá-lo\", afirma. Publicado por: Gazeta do Povo -
  • 30/07/2014 O luxo mora ao lado
    A caminho do café da manhã ou de uma sessão de massagem no sofisticado spa localizado no subsolo do hotel Sofitel Carrasco, no centro histórico de Montevidéu, a capital do Uruguai, os hóspedes passam pelo lobby de decoração suntuosa. O que chama a atenção não é apenas o piso ou as colunas de mármore, os vitrais coloridos ou os móveis no melhor estilo belle époque, mas os restauradores ali instalados. Dois homens e uma mulher trabalham com suas espátulas nos detalhes em relevo das paredes que mais lembram as de um castelo francês, muitas vezes até com acabamento em folhas de ouro de 18 ou 22 quilates.

    \"É como se fosse a Catedral de Notre-Dame, em Paris\", diz Mario Leite, brasileiro responsável pela gerência do hotel, que contratou sete restauradores como profissionais fixos do estabelecimento. \"A restauração não para nunca.\" As duas suítes imperiais, cada uma com 200 m² de espaço interno e 185 m² de terraço, não saem por menos de US$ 10 mil a diária e estavam ocupadas durante a visita da DINHEIRO ao hotel. Localizado no bairro de Carrasco, famoso por seus casarões e galerias de arte, e às margens do Rio da Prata, o hotel leva a bandeira Sofitel, uma rede hoteleira de alto padrão pertencente à francesa Accor, uma das gigantes do setor, com faturamento anual superior a US$ 7 bilhões.

    Inaugurado em 1921, o empreendimento teve seu apogeu entre as décadas de 1930 e 1970, até sofrer lentamente uma deterioração e ser fechado em 1997. Antes disso, hospedara personalidades ilustres, como o cientista Albert Einstein e o poeta espanhol Federico García Lorca. Sua história se assemelha à do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Os dois hotéis foram construídos e viveram seus melhores momentos praticamente na mesma época, além de terem sido proclamados como parte do patrimônio histórico de seus respectivos países.

    No entanto, diferentemente da hospedaria carioca, que foi revitalizada no início dos anos 1990, o Casino Carrasco só voltou à boa forma em 2013, quase quatro anos depois que a Sofitel ganhou a licitação para assumir a operação hoteleira. A reforma, que teve início em 2009, mobilizou mais de 100 especialistas em restauração e 600 artesãos. O trabalho, comandado pelo arquiteto argentino Francisco López Bustos, teve um custo estimado em US$ 70 milhões e contou até com a ajuda dos moradores da vizinhança, que mostravam com depoimentos ou fotos guardadas nos álbuns de família como era o interior do prédio em sua época de ouro.

    Os brasileiros parecem ter gostado do resultado. Basta cruzar o saguão do hotel ou as máquinas de jogos de azar do colorido cassino 24 horas lá instalado para ouvir o português por todos os cantos. O gerente Leite conta que hoje eles representam pelo menos um terço dos visitantes, à frente de argentinos, chilenos, europeus e americanos. A mesma situação se repete por todos os destinos turísticos do Uruguai, como Colonia del Sacramento, Punta del Este e até o intocado balneário de Cabo Polônio, que não conta sequer com luz elétrica, preferido por hippies e mochileiros.

    De acordo com dados do governo do presidente José Mujica, o turismo no país corresponde a 13% do PIB, mas a expectativa é que fique entre 18% e 20% nos próximos dois anos. Muito disso se deve, é claro, aos brasileiros, que não apenas aumentaram a sua presença no turismo do Uruguai, como também cobriram a ausência dos argentinos, que deixaram de visitar o país com tanta frequência em decorrência da crise econômica sofrida do outro lado do Rio da Prata e agravada nos últimos dois anos.

    Antes da restauração do Casino Carrasco, a capital uruguaia só contava com o Sheraton como opção de rede hoteleira internacional e era vista apenas como local de passagem de turistas, que optavam pela grande atração do país, a luxuosa Punta del Este, com seu icônico Conrad Resort & Casino (US$ 230 a diária por pessoa). \"O Sofitel mudou a cara do turismo de alto padrão em Montevidéu\", afirma Leite. \"Tanto é que, depois da nossa chegada, outras redes de peso, como Hilton, Marriott e Hyatt, estão vindo para cá.\" Quem deve se hospedar por lá em breve é a presidenta Dilma Rousseff e outros 11 chefes de Estado que visitarão a cidade para o encontro da União das Nações Sul-Americanas (Unasur), que acontecerá em agosto deste ano.
    Publicado por: IstoÉ Dinheiro -
  • 28/07/2014 Fechamento de varandas é vetado
    O prefeito Eduardo Paes vetou, na última quinta, o projeto de lei 10A/2005, que permitiria o envidraçamento de varandas na cidade, com exceção da Zona Sul. Com isso, o projeto volta pra a Câmara dos Vereadores, que pode aceitar a decisão do prefeito ou derrubá-la. Na segunda hipótese, a lei é sancionada e entra em vigor imediatamente. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 28/07/2014 Um projeto para transformar a Moreira César numa Oscar Freire
    Publicado por: 0 - 0
  • 27/07/2014 Estabilidade no primeiro semestre
    O mercado imobiliário permaneceu estável no primeiro semestre, segundo dados da Ademi-RJ. De janeiro a junho, o crescimento foi de 1%, comparado ao mesmo período de 2013. O destaque foi para o segmento comercial, que cresceu 43% nos seis primeiros meses do ano, comparado ao ano passado. Na variação do total de unidades lançadas, a Tijuca lidera com 204%. Foram 255 este ano, contra 84 no mesmo período de 2013.

    A implantação das Unidades de Polícia Pacificadora e a inauguração da Estação do metrô Uruguai são alguns fatores que explicam a alta.

    O Centro também registrou crescimento (140%). No total, 26 bairros tiveram lançamentos nos seis primeiros meses do ano. \"Nossa expectativa de crescimento para o ano todo é de 5%\", diz João Paulo Rio Tinto de Matos\", presidente da Ademi. Publicado por: O Dia -
  • 27/07/2014 Construtoras se expandem em Campo Grande
    Construtoras do Rio voltam seus olhares e projetos para o bairro de Campo Grande, na Zona Oeste. Os empreendimentos contemplam todas as faixas de renda, incluindo unidades financiadas pelo programa \' Minha Casa, Minha Vida\'. De acordo com dados do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), o valor do metro quadrado de um apartamento de dois quartos para venda, por exemplo, valorizou 23% de janeiro de 2013 a janeiro deste ano.

    Neste final de semana acontecem dois lançamentos na região.

    O Bravo! Residencial, da Caetano Belloni, terá 56 unidades, entre apartamentos e coberturas de três e quatro quartos, além de lazer e segurança. De acordo com Guilherme Belloni, gerente de Incorporação, o Bravo! levou em consideração as preferências dos moradores do bairro.

    \"Conversamos com os comerciantes e os moradores para identificar o que eles desejam ter em um condomínio. Imóveis com plantas generosas e itens de lazer foram muito requisitados. É preciso l embrar que o morador de Campo Grande não quer sair do bairro. Conheço algumas pessoas que deixaram a região para morar no Recreio dos Bandeirantes, por exemplo, e voltaram\", conta
    Belloni complementa que a empresa estará com promoção durante o fim de semana do lançamento, contemplando os compradores com um kit churrasqueira.

    A Fernandes Araujo lança a última fase do Adryana Varandas Residences, com unidades de dois quartos, varanda e opções de lazer. Paulo Araújo, gerente comercial da empresa, afirma que serão oferecidas condições especiais de pagamento, e um ano de condomínio grátis. \"Temos vários empreendimentos no bairro e a previsão é de lançar mais um até dezembro\", adianta Araujo.

    A Celta investe em projetos no local pelo programa \' Minha Casa, Minha Vida\'. Um deles é o Rio Vida II, já em construção. \"Vamos lançar a segunda etapa em agosto. No total, o condomínio terá 460 apartamentos de dois quartos\", conta Leandro Botelho, diretor comercial.

    Para quem prefere casas

    A Vitale constrói em Campo Grande o Front Park Residence , com 435 unidades, mais de 30 opções de lazer, e academia administrada pela Rio Sport Center. O condomínio contará ainda com transporte para levar os moradores aos principais locais da região.

    Para quem não abre mão de morar em casa, a empresa entrega este ano o Vivant Residencial. São 87 unidades, entre casas dúplex com churrasqueira e quintal, e casas linear es. A área de l azer t erá quadra de f utebol, quadra de areia, salão de festas, churrasqueiras com forno de pizza, playground e piscinas adulto e piscina. As unidades podem ser financiadas em até 420 meses pela Caixa Econômica Federal. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 27/07/2014 O alto luxo carioca
    Foram sete anos de valorização intensa, desde que o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo, em outubro de 2007. Nesse período, os imóveis de alto padrão subiram mais de 200% no Rio, estimam corretores do setor - para se ter uma ideia, o índice FipeZap, que começou a ser medido em janeiro de 2008, apresenta uma variação de 127% até junho deste ano. Agora, dizem os corretores desse mercado, a tendência é de ajustes. Em bom português, os preços dos imóveis mais luxuosos do Rio devem ficar 10% mais baratos, em média.

    - Os preços atingiram o teto no Rio. Então, quem colocou o imóvel para vender com o preço lá no alto para ter lucro já está revendo esses valores - avalia o australiano David Seale, que abriu, ao lado de uma inglesa, o braço imobiliário da InTown, que também atua como escritório de arquitetura.

    Essa queda nos preços não significa, contudo, que vamos deixar de ver imóveis caríssimos pelas áreas mais nobres da cidade, como os quatro quilômetros da orla de Ipanema e Leblon. Afinal, quando se fala em altíssimo luxo, os preços começam em R$ 10 milhões.

    Mas há imóveis que extrapolam, em muito, este valor. Um exemplo? Comenta-se no mercado que há uma cobertura de cerca de mil metros quadrados à venda na Vieira Souto por nada menos que R$ 110 milhões. Ou seja, nesse caso, o metro quadrado está custando R$ 110 mil! Mais que o dobro dos R$ 50 mil que são cobrados hoje nos imóveis mais caros da orla.

    - Esse mercado passa pelo intangível, pelo emocional. Se a pessoa quer o imóvel, ela não mede esforços. Por isso, pode até haver ajustes e oscilações, mas não existe muita crise - acredita Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação, o Secovi-Rio.

    O apartamento é realmente uma raridade - há no máximo outros dois similares na orla -, e o proprietário não precisa vender, apenas está disposto a, caso alguém pague seu preço. Uma atitude típica desse mercado exclusivo, que nos últimos anos, passou por uma verdadeira revolução.

    METRO QUADRADO NA DELFIM MOREIRA CUSTA EM MÉDIA R$ 38.448

    Nos preços, o metro quadrado da orla, que até 2007 custava de R$ 12 mil a R$ 15 mil, passou para R$ 36.731, na Vieira Souto, e R$ 38.448, na Delfim Moreira, em média, segundo dados de junho do Secovi-Rio. No mercado, houve a chegada de jovens estrangeiros atraídos pelas boas oportunidades de negócios que o Brasil começava a oferecer. Aqui, eles abriram imobiliárias voltadas ao alto luxo justamente para atender a milionários gringos que, em meio à crise econômica mundial, viram no Rio uma oportunidade e tanto de lucrar com tamanha valorização.

    Boa parte deles comprou imóveis no momento mais movimentado do boom imobiliário, até 2009, 2010, e começou a vender no ano seguinte. E quem comprou? Endinheirados brasileiros, de outros estados, que queriam ter um \"cantinho\" de veraneio no Rio.

    - Quando o Brasil deixou de ser a bola da vez, em 2011, o estrangeiro se retraiu. E os que vieram para investir, aproveitaram a supervalorização daquele período, obtiveram seu lucro e foram embora. Os que não tinham interesses meramente especulativos continuam no mercado. Mas, hoje, o maior movimento é de empresários e investidores brasileiros - avalia Frederico Judice, diretor da corretora Judice & Araújo, especializada em alto luxo e, desde 2007, afiliada à Christie\'s International Real Estate.

    Internamente, esse movimento é intensificado pela melhora da renda. Uma pesquisa realizada pela consultoria Wealth Insight em janeiro mostrou que o Brasil deve ganhar 17 mil novos milionários ao longo deste ano, um crescimento de 8,9% em relação a 2013. E, boa parte deles está disposta a movimentar ainda mais esse mercado que, de certa forma, ficou mais atraente após a passagem dos gringos, já que todos fizeram reformas em seus imóveis antes de revendê-los.

    - No geral, o brasileiro não gosta de esperar seis meses, um ano, para reformar um imóvel antigo antes de poder usá-lo. Ele quer encontrar tudo pronto, pagar e entrar. Já os estrangeiros pensam justamente o contrário. Eles preferem fazer a reforma ao gosto deles - comenta outro gringo que aportou por aqui neste período, o francês Frederic Cockenpot, da imobiliária Where in Rio, que começou atuando no mercado de temporada e hoje já realiza também compra e venda.

    MERCADO RESTRITO NO RIO

    De fato, o mercado de altíssimo luxo no Rio é ainda mais restrito que em outras grandes cidades mundo afora. Está concentrado em algumas ruas de Ipanema e Leblon - além da orla, pega as primeiras quadras da praia -, e ainda a Epitácio Pessoa, na Lagoa, ruas altas da Gávea e até do Jardim Botânico. Áreas onde praticamente não há mais terrenos disponíveis para construir e os imóveis são antigos. Joá e condomínios da Barra também têm alguns imóveis.

    - O Rio ainda tem mais uma particularidade: os melhores imóveis pertencem às famílias mais tradicionais da cidade. E elas não têm qualquer interesse em se desfazer deles - comenta Seale.

    Com tantas peculiaridades, este mercado não é para principiantes. É preciso ter paciência, já que os proprietários não costumam gostar de ver seus imóveis em anúncios e os negócios levam meses para serem fechados.

    Uma casa pode ficar até um ano no mercado. E os apartamentos ficam à venda de três a nove meses. Com tudo isso, se adaptar às idiossincrasias nacionais, foi uma missão e tanto para os gringos que aportaram por aqui.

    - Na França, se um imóvel tem problema de documentação, ele nem vai para o mercado. Então, não é preciso analisar todos esses documentos como aqui. Essa burocracia é o que mais atrapalha o mercado brasileiro e assusta os gringos - avalia o francês Betrand Claerr, do site www.omeulugar.com.

    - Às vezes, o negócio já está quase fechado e aí se descobre que há dívidas enormes de IPTU, condomínio. Então, temos que checar tudo isso antes. Mas o brasileiro se ofende se a gente faz muita pergunta - completa Seale.

    Mas, o que, afinal, faz um imóvel ser considerado de alto luxo numa cidade onde qualquer três quartos em Botafogo pode bater a casa do milhão?

    - A localização e a vista - diz a corretora Glenda Ritterling, da In Town. - Estilo, acabamentos, materiais são muito importantes. Ter uma reforma que integre o imóvel à natureza, quando se trata de casa, também. Agora, o diferencial para o altíssimo luxo é a privacidade e a segurança. Pode ser uma cobertura de frente para o mar, mas se for mais baixa que o vizinho, ninguém compra.

    CONSTRUTORAS BUSCAM SOFISTICAÇÃO

    As construtoras abriram os olhos para a falta de imóveis novos de padrão elevado e vêm fazendo lançamentos sofisticados. A PDG, por exemplo, resolveu investir no conceito de home boutique - em que a arquitetura e o design de interiores de áreas comuns e internas são tão, ou mais, valorizados do que as plantas dos imóveis.

    A construtora lançou, no Arpoador, o \"Meridiano\", que contará com 28 unidades e coberturas dúplex - com preços que variam de R$ 2,5 milhões a R$ 3,5 milhões - e fica perto de um dos cantos mais cobiçados do mar carioca.

    Próximo dali, entre as ruas Garcia d\'Ávila e Aníbal de Mendonça, a RJZ Cyrela ergueu o \"Wave Ipanema\", prédio com controle de acesso por biometria e cartões de identificação. Tudo em nome da segurança dos moradores. Nas áreas comuns, spa com salas de ioga e de massagem, além de espaço com seis estações de trabalho que poderão ser compartilhadas pelos moradores.

    Mas como os terrenos em bairros cobiçados são raridades, as empresas investem ainda em outras regiões. A mesma RJZ está construindo, na Barra da Tijuca, o \"Riserva Golf\", que será erguido em frente ao campo olímpico de golfe. O empreendimento tem a pré-certificação Leed Silver, de sustentabilidade. Mas, ao contrário da maioria das novas construções na Zona Sul, que são erguidas em pequenos terrenos e com a tão desejada exclusividade, o condomínio terá quatro torres com 160 unidades de quatro a seis suítes.

    Já a Mozak lançou recentemente dois empreendimentos em outro ponto da Zona Sul, que têm unidades de dois quartos e preços que começam em R$ 1 milhão: o \"Villa Humaitá\", que terá 13 unidades e vista para o Cristo; e o \"Cenário\", de 16 unidades, que será construído no último terreno da quadra da praia de Botafogo - na esquina das ruas Muniz Barreto e Professor Alfredo Gomes. Mas, se a localização não é tão nobre, os prédios terão características exclusivas, como projeto do premiado escritório de arquitetura franco-brasileiro Triptyque.

    - A nossa ideia, ao elaborar o projeto, foi oferecer ao mercado um residencial com arquitetura arrojada, de alto padrão, que superasse as expectativas dos nossos clientes - destaca Isaac Elehep, sócio-diretor da construtora. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 23/07/2014 Cidade do Aço em expansão
    Volta Redonda, no Sul Fluminense, vive uma transformação. Quem passa pela Cidade do Aço pode ver a grande quantidade de obras. Os investimentos da prefeitura e do governo do estado estão ligados, principalmente, à mobilidade urbana, como a construção de duas pontes, quatro viadutos, ciclovias e calçadas. O município mais populoso da região (257 mil habitantes, segundo o Censo do IBGE de 2010) é também um dos mais ricos do estado, graças, em boa parte, à presença da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O PIB per capita da cidde chegava a R$ 35.547 em 2012, segundo o Sebrae.

    Este ano, o município passou a ocupar o segundo lugar no ranking estadual dos que mais se desenvolvem no estado, nos indicadores de Saúde, Emprego e Renda e Educação. Mas o crescimento esbarra em um empecilho geográfico: a falta de espaço físico. Com apenas 183 quilômetros quadrados, a terceira menor cidade do estado em extensão territorial possui 1.413 habitantes por km².

    Apesar disso, dois parques industriais estão sendo contruídos para abrigar 50 empresas - um de 100 mil metros quadrados na Rodovia dos Metalúrgicos (VRD-01), a menos de um quilômetro da Presidente Dutra, e outro no bairro Roma, com 70 mil m². O primeiro terá capacidade para 30 empresas e o segundo, 20.

    \"Temos dificuldade em arrumar espaço físico para mais investimentos, mas mesmo assim vários projetos estão acontecendo. O Parque Empresarial João Pessoa Fagundes, por exemplo, que fica na Rodovia dos Metalúrgicos, já tem 50 empresas interessadas em se instalar, mas temos capacidade apenas para 30. A licitação vai cumprir todas as exigências legais. Será um processo transparente, em que as empresas serão escolhidas por critérios exclusivamente técnicos\", afirmou o prefeito Francisco Neto (PMDB).

    Segundo ele, as organizações que se instalarem na cidade não vão pagar pelo espaço. Receberão uma concessão por dez anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. Neto afirmou ainda que a prefeitura garante a isenção de IPTU, além de negociar com os empresários e o governo estadual empréstimos para implantação de investimentos na cidade. Em contrapartida, as empresas deverão atender às exigências municipais, que vão levar em conta desde quesitos ambientais até a geração de emprego.

    Empresas se instalam

    Algumas empresas começam a se instalar nos Parque Industrial João Pessoa Fagundes. Já existe um acordo firmado entre a prefeitura e as companhias de alimentos Maricota e Villefrut, a distribuidora Caite e a Fast Broker, escolhida pela Nestlé para cuidar de suas vendas, logística e distribuição dos produtos da multinacional na região.

    A Fast Broker pretende fazer um investimento de R$ 4 milhões, gerando 150 empregos num primeiro momento, e 300 postos de trabalho dentro de um ano. A empresa deve começar em breve a construção do galpão de 10 mil m².

    Já a Berilo Concreto, que ficava no espaço onde está sendo construído um shopping, está se mudando para o complexo. \"A Berilo está vindo para cá para ficar mais próxima das outras empresas. Esse parque industrial vai gerar muitos postos de trabalho. Só aqui há 50 pessoas na obra. O bom para nós é que sempre tem serviço na cidade. Não ficamos desempregados\", disse o mestre de obras, Elias da Silva, 39.

    Empresário monta restaurante para aproveitar crescimento da cidade
    Para facilitar o acesso ao parque industrial e melhorar o tráfego na região, o estado está duplicando a Rodovia dos Metalúrgicos. Só nesse trecho, cerca de 40 pessoas estão trabalhando. \"Minha situação melhorou bastante. Estava há um ano desempregado e desde o início do mês estou aqui. A obra tem previsão de terminar no início de 2015. Até lá, minha renda está garantida\", disse o ajudante de obra, Luciano Magalhães, de 23 anos.

    Há dois anos e meio Dehon Gomes, 34, construiu seu restaurante à beira da estrada pensando no desenvolvimento da cidade. \"Arrisquei e agora espero colher os frutos de todo esse investimento que fiz. Com a duplicação da rodovia, tenho certeza que o movimento aqui vai aumentar\". De olho no aumento do público, Magno de Freitas, 65, começou a reformar e modernizar seu hotel. \"Volta Redonda é um polo. Com certeza esse investimento todo vai interferir no setor hoteleiro\", explicou. Publicado por: O Dia -
  • 23/07/2014 Penha completa 95 anos à sombra de um cartão-postal
    Poucos bairros têm o privilégio de serem ou terem um cartão-postal. E se o Cristo Redentor, no Cosme Velho, e o Pão de Açúcar, na Urca, estão entre as principais referências do Rio de Janeiro no exterior, não há carioca que não saiba onde fica a Igreja da Penha. Muitos podem nunca tê-la visitado, mas já a viram de algum ponto da cidade (além das redondezas, a igreja pode ser vista da Avenida Brasil, da Linha Vermelha, da Ponte Rio-Niterói e por quem chega à cidade pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim). O santuário é também o principal ícone da Penha, que completa 95 anos nesta terça.

    O parque que sobreviveu com o tempo
    - O bairro cresceu à sombra do santuário. Quando cheguei aqui, há 17 anos e meio, o ambiente não era tranquilo. Mas apesar de todos os problemas, sempre respeitaram o santuário e os visitantes. Nunca deixei de realizar uma missa - lembra padre Serafim Fernandes, referindo-se à violência do tráfico que durante muitos anos assustou moradores e prejudicou a imagem do bairro.

    A igreja atual é de 1900, mas a história de devoção no Morro da Penha começou no século XVII, com a construção da primeira capela. Os 382 degraus foram construídos em 1819.

    O Santuário Mariano de Nossa Senhora da Penha de França, mais conhecido como Igreja da Penha, faz parte do roteiro turístico oficial da cidade. Para moradores do bairro, a construção é motivo de orgulho, mas eles também não escondem uma certa frustração de ver o patrimônio histórico pouco valorizado em relação aos demais cartões-postais do Rio.

    Eloise Hegdorne Migon, de 32 anos, chegou a se mudar do bairro por conta da violência, mas voltou a morar na Penha e diz ser um privilégio poder ver, de sua casa, a Igreja. Ela, no entanto, acha que o poder público deveria incentivar mais o turismo no local.

    - Vejo, da minha casa, a igreja toda iluminada à noite. É maravilhoso. É como quem mora com vista para o Cristo Redentor. Mas acho que o local deveria ter mais investimento público para atrair turistas. As pessoas precisam conhecer, mas se sentirem seguras para isso - avalia Eloise, para quem a Penha tem hoje muitos motivos para comemorar. - O bairro está vivendo um momento muito bom. Existe agora os transtornos com as obras do BRT, mas acho que, ficando tudo pronto, será bom para todos.

    Os 95 anos da Penha também são motivo de orgulho para Maria de Lourdes Rodrigues de Almeida, 76. A história pessoal dela está toda relacionada ao bairro e ao santuário.

    - Sou nascida e criada na Penha. Passei por todos os momentos brabos, que deixaram os moradores com medo, mas nunca pensei em me mudar. Gosto muito do bairro e da Igreja. Fui batizada e estudei no santuário - diz dona Lurdinha, como é mais conhecida na igreja, onde atua como voluntária.

    As missas não atraem apenas moradores locais. E isso é uma prova de como a Penha recebe visitantes por conta da igreja. Terezinha Espíndola Garcia, 61, mora em Duque de Caxias, mas assiste à missa todo domingo no santuário. O filho dela, Alan Garcia de Souza, 34, e a nora, Daniela Santana Siqueira de Souza, 27, trocaram alianças na Igreja da da Penha, em 2007.

    - Marcamos o casamento um ano antes. É muito concorrido - conta Daniela.

    Outra frequentadora fiel é Rosangela Marçal do Carmo, 54, moradora da Piedade.

    - Tenho uma irmã que nasceu e mora nos Estados Unidos, e sempre que vem ao Rio vai ao Cristo Redentor, ao Pão de Açúcar e à Igreja da Penha. São três lugares que ela nunca deixa de visitar - diz Rosangela.

    A importância da Igreja da Penha para o bairro vai além do aspecto religioso. Apesar de atrair muitos peregrinos, o templo é também procurado por pesquisadores interessados em conhecer um pouco mais da história da região. Há inclusive um museu no santuário, que guarda vários objetos, alguns do século XVIII, que retratam o passado. Os primeiros sinos da então capela, por exemplo, datam da época do império.

    O local também é famoso pela tradicional festa da Penha, realizada durante todo o mês de outubro. Compositores como Pixinguinha e Donga, entre outros bambas, lançavam suas composições na festa, que servia como um termômetro popular: músicas bem recebidas ali faziam sucesso no carnaval. Publicado por: O Globo - Marta Paes
  • 22/07/2014 Construção continua empregando mais gente
    O indicador de emprego na construção civil do SindusCon-SP em parceria com a FGV aponta alta de 0,94% no primeiro semestre do ano. O saldo de demissões e contratações ficou positivo em 32,7 mil. Ao final de junho o númeor de trabalhadores do setor somava 3,512 milhões.

    No mês, porém, houve queda, de 0,36% em relação a amaio, com o fechamento de 12,5 mil vagas. Na comparação com junho de 2013, quando o setor empregava 3,513 milhões, foi notada estabilidade (-0,03%). Publicado por: Infomoney -
  • 22/07/2014 Mercado imobiliário do Rio cresce 1% no primeiro semestre
    O mercado imobiliário do Rio de Janeiro cresceu 1% no primeiro semestre do ano, em comparação ao mesmo período de 2013, de acordo com levantamento da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi).

    \"Apesar de termos tido um semestre com muitos feriados e Copa do Mundo, com decréscimo de 1% no lançamento de imóveis residenciais, acho que o resultado foi bastante animador, superando o que a gente esperava\", avaliou hoje (22) o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos. Entre janeiro e junho deste ano, o número de lançamentos na capital fluminense chegou a 8.112.

    Dos 26 bairros cariocas onde ocorreram lançamentos de unidades habitacionais no primeiro semestre, a Tijuca, na zona norte da cidade, mostrou a maior alta: 204% em relação a igual semestre de 2013. Foram 255 unidades lançadas, contra 84 no acumulado de janeiro a junho do ano passado.

    Matos apontou que a implantação de unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e a melhoria da mobilidade urbana viabilizaram os empreendimentos em várias regiões do Rio. \"Tem uma série de empreendimentos que só foram possíveis porque as regiões estavam pacificadas. A Tijuca é um grande exemplo disso. Só se tornou um bairro desejado a partir do momento em que houve a pacificação\".

    Segundo ele, o Mundial de futebol não contribuiu para elevar os preços dos imóveis no Rio. \"A Copa não tem essa capacidade de fazer subir o preço dos imóveis para venda. Para locação, até pode ser, porque houve uma demanda muito grande. Mas, para venda, não.\"

    A Ademi trabalha com expectativa de expansão no ano de 5%. \"A economia continua estabilizada. Apesar de a inflação ter subido um pouco, isso não se reflete no custo dos imóveis, nem no custo do financiamento imobiliário. Também não se reflete no ponto de vista de você ter mais ou menos crédito para a aquisição de imóvel\", disse o presidente da entidade.

    Matos destacou que ainda há um déficit habitacional elevado no Rio de Janeiro. Estudo feito pela Fundação João Pinheiro, com base em números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o déficit no estado do Rio de Janeiro alcançou 444.142 unidades naquele ano. Na região metropolitana do Rio, o número totalizava 331.260.
    Publicado por: Agência Brasil -
  • 22/07/2014 Hora de construir uma carreria sólida
    O setor da construção civil segue em alta no Rio, de olho nas Olimpíadas de 2016 e nos novos empreendimentos imobiliários que estão sendo erguidos na cidade. E, para quem busca uma vaga na área, é importante estar capacitado. Para ajudar os trabalhadores, a Escola Carvalho Hosken de Desenvolvimento Profissional e o Senai Rio oferecem um total de 3.129 oportunidades em cursos de qualificação.

    A escola tem 2.780 vagas de formação em Saúde e Segurança, em parceria com o Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci-Rio). E o Senai-Rio oferecerá 349 vagas em cursos de qualificação durante o Mega Feirão da Indústria da Construção Civil, que acontecerá no próximo sábado, dia 26, das 8h às 16h, no Campo de Santana, no Centro do Rio. Serão promovidas também palestras de orientação profissional e oficinas. Nesse mesmo evento, os interessados em trabalhar na área poderão se cadastrar no banco de estagiários do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Rio).

    Segundo a supervisora de Qualificação Profissional do Seconci, Débora Morado, a formação dos cursos da Escola da Carvalho Hosken é rápida e direcionada para o mercado de trabalho:

    - As oportunidades são voltadas para os trabalhadores da construção civil e para a comunidade como um todo. Temos cursos em diversas áreas, com duração de oito a 40 horas, e os participantes receberão um certificado.

    Há chances nas áreas de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) online e presencial, trabalho em altura, trabalho em espaço confinado (NR-33) e trabalho com eletricidade (NR-10), além de curso de primeiros socorros, resgate e primeiros socorros e curso de brigada de incêndio (NR-23), no Centro de Treinamento Prático em Saúde e Segurança do Trabalho, o primeiro da América Latina.

    Saiba como participar

    Carvalho Hosken

    Os interessados devem comparecer à Escola Carvalho Hosken de Desenvolvimento Profissional, na Estrada dos Bandeirantes 4.457, em Curicica. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8h30m às 17h30m. É preciso levar certidão de nascimento, comprovantes de residência e de escolaridade, CPF e documento de identidade.A capacitação começará em agosto. Os participantes serão encaminhados, posteriormente, para oportunidades de emprego e poderão ser incluídos no banco de vagas do Seconci-Rio, acessado por empresas do setor.

    Mega Feirão

    O Senai Rio estará com inscrições abertas para 349 vagas gratuitas em cursos de qualificação durante o Mega Feirão da Indústria da Construção Civil, que acontecerá no próximo sábado, dia 26, das 8h às 16h, o Campo de Santana, no Centro do Rio. Os cursos com inscrições abertas serão os de carpinteiro de obras, pedreiro de revestimento em argamassa, armador de ferragem, aplicador de revestimentos e cerâmicos, pedreiro de alvenaria estrutural, almoxarife e pintor. As aulas serão ministradas nas unidades do Senai de Honório Gurgel, Jacarepaguá e Tijuca. Para participar, é necessário ter o quinto ano do nível fundamental e mais de 18 anos de idade. Os documentos para a inscrição são CPF, documento de identidade, comprovantes de residência e escolaridade, e declaração de baixo poder aquisitivo. Publicado por: Extra - Vida Ganha
  • 21/07/2014 As árvores da cidade
    O Rio, que tem cerca de 600 mil árvores em suas ruas, vai ganhar um Plano Diretor de arborização. A ideia é criar regras para o plantio e a poda, além de detalhar as espécies. \"Belo Horizonte e Porto Alegre já possuem um Plano Diretor de arborização. O Rio também tem que ter\", defende Maria de Lourdes Alves, diretora de arborização da Parques e Jardins. \"Em Paris, ele é tão completo que há normas específicas só para as golas das árvores\".

    Muitas peculiaridades

    Maria de Lourdes adianta que o Rio, por suas características, terá um plano bem detalhado. \"É uma cidade com muitas peculiaridades, não podemos ter as mesmas especificações para Copacabana e Belford Roxo, por exemplo. Até o clima é diferente\", conta. \"Também teremos um capítulo só sobre árvores notáveis, como as figueiras da Visconde Albuquerque, no Leblon, e as palmeiras da Rua Paissandu, no Flamengo. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 21/07/2014 Lançamentos no Rio continuam crescendo
    Pé no freio no Brasil, pisando fundo no Rio de Janeiro. De uma forma geral, as construtoras e incorporadoras brasileiras estão reduzindo a oferta de imóveis novos, para se contrarem em vendas de estoques. No Rio, entretanto, o mercado continua mostrado bom fôlego. Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ), os lançamentos na capital fluminense subiram 15% de janeiro a maio deste ano frente a igual período de 2013, com destaque para as zonas Oeste e Norte, além do Centro.

    O desempenho do Rio, na prática, é exatamente o oposto do que se observa no mercado paulista, onde houve queda de 14% na mesma base de comparação. Na capital fluminense, as atenções estão cada vez mais concentradas na Zona Oeste, com destaque para a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, região da cidade onde há fartura de terrenos disponívés para grandes condomínios residenciais e bairros planejados. Na Zona Norte, que durante anos pouco viu novos empreendimentos saírem do papel, agora despertou novamente a sede do setor imobiliário com a chegada das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas e o aumento da segurança.

    \"De janeiro a maio, os lançamentos residenciais tiveram crescimento de 14% no Rio. Em junho, vai ser igual ou menor do que do ano passado\", afirmou o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos.

    Em termos de lançamentos de imóveis residenciais, a Zona Oeste se destaca com elevação de 72% nos cinco primeiros meses do ano, segundo a Ademi. \"A Zona Oeste é onde está a disponibilidade de terrenos. Conforme a cidade vai expandindo, a tendência é que esta área venha sendo ocupada\", disse o diretor executivo da Gafisa, Luiz Carlos Siciliano. Existe um movimento de revitalização da Zona Norte, com lançamentos acontecendo com bastante sucesso e bastante velocidade de vendas\", acrescenta o diretor de incorporação da Dominus Engenharia, Marcelo Oliveira, ressaltando o bom momento da Zona Norte.

    A prefeitura carioca também tenta revitalizar a zona portuária com o projeto Porto Maravilha, ainda concentrando em empreendimentos comerciais, enquanto os imóveis residenciais na área não deslancham. \"Se analisarmos a região, acreditamos bastante no residencial, mas talvez este momento venha um pouco após o início das atividades dos comerciais\", comentou o diretor da Tishman Speyer no Brasil, Daniel Cherman. Publicado por: Jornal do Commercio -
  • 21/07/2014 Lançamento de imóvel no Rio aumentou 15%
    Na contramão do restante do país, onde os lançamentos desaceleram para a desova de estoques, Rio de Janeiro apresentou aumento de 15% nas vendas de imóveis novos nos cinco primeiros meses do ano, na comparação com janeiro a maio de 2013.

    No entanto, de acordo com os dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ), as construtoras e incorporadoras estão trocando os lançamentos na Zona Sul pelas Zonas Oeste e Norte e o Centro.

    \"Em junho, vai ser igual ou menor do que no ano passado\", prevê o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos.

    O incremento do mercado carioca ocorre num momento em que os lançamentos na cidade de São Paulo desabaram 14%, segundo o sindicato paulista da habitação.

    Para Matos, no Rio, a melhora na segurança e as obras de infra-estrutura e de mobilidade urbana para as Olimpíadas ajudaram no incremento dos negócios. Ele acrescentou que projetos para áreas de petróleo e gás também têm atraído mais moradores para a cidade. Além disso, embora continue em alta, o preço do metro quadrado no Rio tem subido menos.

    De acordo com a Ademi-RJ,. a Zona Oeste, que inclui a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, é a área com mais espaços disponíveis na cidade. E onde são encontrados grandes condomínios residenciais e bairros planejados. Com isso, os lançamentos de imóveis residenciais na região cresceram 72%, entre janeiro e maio, na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado.
    Publicado por: Monitor Mercantil -
  • 21/07/2014 Zona Oeste se destaca em semestre fraco para o mercado
    A Zona Oeste está no topo do ranking de lançamentos da cidade. Segundo o balanço do primeiro semestre divulgado pela Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), a região concentrou 57% do total das 8.112 novas unidades lançadas, número que está apenas 1% acima do mesmo período de 2013 (8.034). Um desempenho considerado fraco. De qualquer forma, o setor aposta em novos horizontes: muitas construtoras seguraram seus lançamentos para a segunda metade o ano, por conta do calendário repleto de feriados da primeira metade.

    - Ao contrário de outros anos, janeiro e fevereiro foram meses surpreendentemente bons, mas o resto do semestre foi realmente mais fraco, com muita gente deixando os lançamentos para o segundo semestre, até por conta da Copa - explica João Paulo Matos, presidente da entidade, acrescentando que mantem a expectativa de crescer em torno de 5% este ano.

    Jacarepaguá liderou o ranking com 2.139 unidades, seguido de Recreio (1.212) e Barra (798). Juntos, os três bairros concentraram 51% de todos os lançamentos da cidade. Mas a Zona Oeste ainda viu novas unidades serem lançadas em Santa Cruz, Campo Grande, Vargem Grande e Bangu.

    A Zona Norte também se destacou com 3.017 unidades lançadas no período e a expectativa é que, no segundo semestre, a região receba um número bem maior de lançamentos. Somente a RJZ Cyrela e Living devem lançar 1.500 unidades até o fim do ano nos bairros de Del Castilho, Andaraí, Penha e Irajá.

    - Empreendimentos atuais, com área de lazer completa, são muito bem aceitos na Zona Norte. O morador da região, bairrista, já não precisa mais deixar seu local de origem para morar melhor - afirma Rogério Jonas Zylbersztajn.

    O Centro teve 230 lançamentos e a Zona Sul, 210 ao longo dos seis primeiros meses do ano. Publicado por: O Globo -
  • 20/07/2014 Sem perder a garantia
    Norma 15.575/2013, também conhecida como Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), completou um ano em vigor ontem, mas ainda provoca dúvidas nos donos de imóveis novos, prestes a ser entregues. A lei estabelece prazos de validade mínimos e máximos para determinadas partes da edificação, conferidas pelas construtoras. Para preservar essa garantia, no entanto, os compradores não podem mexer em quase nada da planta original.

    A coordenadora de projetos, Ingrid Mello, de 34 anos, e o marido, Wellington Mello, de 35, já pensaram no que vão fazer na nova casa - no edifício Eldorado, em Santa Rosa, Niterói -, que deve ser entregue em setembro, mas diversas dúvidas surgiram. Ela gostaria de reformá-la e perder as garantias. Ele, não.

    - Poderíamos nos ater ao projeto, para não perder as garantias. Por um lado, não seria bom, pois deixaríamos de fazer alterações interessantes. Por outro, minimizaríamos o estresse um com o outro - afirma Ingrid, que consultou a construtora sobre o que era permitido alterar na reforma, para evitar prejuízo.

    Fabio Villas Bôas, coordenador da comissão de estudos da revisão da norma, faz uma analogia com um veículo:

    - Se mudar a roda, por exemplo, perde-se a garantia.

    Sydnei Menezes, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU- RJ), explica que, para que a pessoa saiba o que pode alterar, deve ver o memorial do imóvel, entregue pela construtora. Se mexer na parte elétrica, perde somente essa garantia.

    - As garantias são separadas - explica Claudio Hermolin, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

    Saiba mais

    O que pode

    O dono pode mudar a cor das paredes e trocar as portas, desde que se mantenha especificação igual à das anteriores.

    O que não pode

    Esquadrias e rodapés estão entre os itens que não podem ser alterados. Também não é permitido instalar splits não previstos no projeto inicial, derrubar paredes, trocar pontos de luz e aumentar a carga de energia elétrica.

    Manutenção

    Para não perder as garantias, o morador é obrigado a fazer manutenção periódica, como renovar rejuntes e verificar tubulações hidráulicas e elétricas. A periodicidade deve constar do manual do imóvel. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 20/07/2014 O pós-Copa do mercado imobiliário
    Não faltaram especulações sobre o que aconteceria ao mercado imobiliário após a Copa do Mundo. E a maioria era bastante catastrófica com a previsão de imóveis encalhados e preços caindo drasticamente. Agora, que o evento acabou, contudo, o mercado parece estar se recuperando. Primeiro, porque, acreditam os analistas, o sucesso do evento e a visibilidade do país podem atrair bons negócios. E, segundo, no caso do Rio, ainda temos as Olimpíadas à vista.

    - No longo prazo, acredito que os imóveis acompanhem a inflação. Mas é preciso estar atento também ao mercado de trabalho. No último ano e meio, o preço dos imóveis acompanhou a renda das famílias, que subia acima da inflação. Agora, quando começa a haver uma deterioração do mercado de trabalho e um ambiente econômico delicado, o que se viu no primeiro semestre foi uma desaceleração nos preços, que tende a continuar nos próximos meses - avalia Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap.

    De fato, desde dezembro do ano passado, o índice FipeZap vem registrando desaceleração mês a mês no Rio (confira as taxas ao lado). E dados de um levantamento que será lançado no fim do mês pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio) mostram que imóveis das zonas Norte e Oeste tiveram valorização abaixo do índice oficial de inflação, que foi de 3,74% no período.

    NO RIO, OTIMISMO QUANTO À RECUPERAÇÃO

    Na Zona Norte, a variação foi de 2,4% e na Oeste, de 2,8%. E mesmo nas regiões com variação acima da inflação, como Zona Sul (4,7%) e Centro (3,9%), percebe-se que já não há a pujança de outros tempos. Mas, isso não quer dizer que vai haver quedas drásticas nos preços, alertam analistas.

    - Vamos voltar à normalidade. Tanto na demanda por imóveis como na questão do preço que, acredito, vão acompanhar a inflação. Quedas, assim como aumentos, podem acontecer em alguns casos específicos, mas na média, acho que os preços se mantêm - acredita Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio.

    O presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), João Paulo Matos, acredita numa retomada dos negócios com mais vendas e lançamentos a partir de agosto. Segundo ele, muitos construtores seguraram seus lançamentos no primeiro semestre em função do calendário apertado com muitos feriados:

    - Mantenho minha projeção de crescer em torno dos 10% este ano. Os preços não subiram porque ia ter Copa e também não vão cair porque ela acabou. Acho até que podem subir, em especial nas regiões que passam por mudanças na infraestrutura em função das Olimpíadas, aqui no Rio.

    EM SP, PESSIMISMO QUANTO ÀS VENDAS DO ANO

    O primeiro semestre, contudo, não foi nada bom. Enquanto no mercado de novos, os lançamentos se concentraram nos dois primeiros meses do ano - especialmente por conta do calendário repleto de feriados -, o mercado de usados viu as vendas caírem. Durante o evento, então, o movimento foi ainda pior. Construtoras e imobiliárias consultadas pelo Morar Bem não venderam nada nos 32 dias da Copa.

    - A Copa funcionou quase como férias. O mercado parou. Ninguém lançou nada, ninguém vendeu nada. Então, a expectativa para este segundo semestre é que as coisas voltem ao normal - analisa Roberto Sampaio, diretor de Real Estate da Empírica Investimentos, empresa gestora de fundos de investimentos e imobiliários.

    Já o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo, Cláudio Bernardes, é mais comedido e já começa a rever as projeções para o ano. Segundo ele, havia a expectativa que 2014 repetisse 2013, mas o fraco desempenho da economia no primeiro semestre vai se refletir nos resultados do mercado. Tanto nas vendas quanto nos preços.

    - Vamos terminar o ano aquém do ano passado. Ainda não temos uma projeção fechada, mas embora acredite que vá haver uma recuperação em agosto e setembro, com o período das eleições deve haver uma nova parada nas vendas - disse, lembrando que o levantamento divulgado pela entidade na semana passada mostra que houve queda de 36,5% na venda de imóveis novos em maio, em São Paulo.

    \'ENCANTADOS, GRINGOS PROMETERAM VOLTAR\'

    Alguns corretores e construtores, contudo, acreditam que o sucesso da Copa e a visibilidade que o evento deu ao país podem atrair negócios futuros.

    - A gente apresentou bem o país. Não houve grandes problemas de segurança e nem mesmo de transporte. Os gringos, que já vinham nos procurando, ficaram encantados e muitos prometeram voltar. Acho que vai ser fácil para o mercado imobiliário, especialmente o de alto luxo, capitalizar isso - avalia Rodrigo Caldas, vice-presidente da construtora Concal.

    Presidente da imobiliária Patrimóvel, Rubem Vasconcelos concorda:

    - A hospitalidade e a segurança da Copa foram muito positivas, agora precisamos vender bem a cidade também durante as Olimpíadas.
    Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 20/07/2014 Evento para setor da construção em outubro
    A Construir Rio, principal feira do setor da construção da cidade, receberá investimentos de R$ 6 milhões na edição deste ano, que acontecerá de 1 a 4 de outubro, no Riocentro. Organizado pela Fagga Eventos, a feira vai apresentar as últimas tecnoligias lançadas no setor.
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 20/07/2014 Bairros da Zona Norte em alta
    A valorização imobiliária chega a vários bairros do Rio. Além da Zona Oeste, os olhos das construtoras estão voltadas para a Zona Norte por conta de fatores como a instalação das Unidades de Polícia Pacificador (UPPS) e as obras para facilitar a mobilidade urbana. Entre as regiões que se destacam estão Grande Méier, Grajaú, Vila Isabel e Tijuca.

    \"Modelos de condomínios-clube, antes exclusivos de bairros como Barra e Recreio, são levados para esses locais. A revitalização das áreas também é de extrema relevância por aumentar a autoestima dos moradores\", diz Fábio Pacheco, diretor da Lopes Rio.

    Sulacap, Campinho, Penha e Olaria, também na Zona Norte, e Camorim, em Jacarepaguá, já despertam a atenção do mercado. A CTV lança neste fim de semana, em Sulacap, o Mayal Residencial. O condomínio terá 12 unidades de três quartos, com suíte, varanda com churrasqueira e fechadura biométrica, com leitura por meio das impressões digitais. Os apartamentos custam a partir de R$399 mil, com financiamento pela Caixa. Já no Campinho, a empresa oferece o Jardim dos Teles.

    A Living Construtora leva para o Camorim, entre a Vargem Pequena e a Barra, o Grand Club Verdant, com três condomínios residenciais e um clube. O primeiro é o Verdant Valley Residence, que terá 426 unidades de dois ou três quartos com suítes.
    Publicado por: O Dia -
  • 20/07/2014 Custo da construção sobe 0,1% no Rio
    O Custo Unitário Básico da Construção Civil, calculado pelo Departamento Técnico do Sinduscon-Rio, subiu 0,10%, em junho, fechando o mês em R$ 1.206,45. O indicador ficou acima do IGP-M do período, que registrou deflação de -0,74%. O resultado foi provocado pela alta de dez dos 25 insumos pesquisados. O resultado doi provocado pela alta de dez dos 25 insumos pesquisados. Houve queda de outros oito. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 20/07/2014 Consórcio é alternativa para adquirir imóvel
    Com a credibilidade de ser fiscalizado pelo Banco Central, o consórcio é uma opção para quem quer adquirir um imóvel, mas não tem pressa de morar. Isento de juros, o produto também permite a utilização do FGTS para compra ou para antecipar a aquisição da carta de crédito. Além disso, o consórcio também tem servido para muitas pessoas como uma forma de investimento programado.

    Diretor da Caixa Consórcios, Maurício Maciel, define o consórcio imobiliário como uma concessão de crédito, isenta de juros, formada por um grupo de pessoas ou empresas, para a aquisição de bens móveis, imóveis e de serviços. \"Atualmente, a duração de um consórcio para imóveis na Caixa varia entre 120 e 200 meses, dependendo do valor do crédito. Os sorteios são feitos com base no resultado da Loteria Federal ou por lances, que são valores oferecidos para retirar a carta de crédito mais rápido. Após a contemplação, é feita a aprovação do crédito, e, em seguida, a liberação do recurso\", explica o diretor.

    Segundo Mauricio, um consorciado também pode usar o FGTS para a compra do imóvel ou como um lance. Ele explica que os grupos da Caixa Consórcios possuem 1000 participantes, e um só cliente pode ter até 100 cotas no mesmo grupo, ou o quantas quiser em grupos distintos. \"O consórcio permite além de adquirir, também construir, reformar ou ampliar um imóvel residencial ou comercial, seja ele novo ou usado\", lembra.

    De acordo com banco Bradesco Seguros, o consórcio é indicado para todas as pessoas, principalmente por possibilitar o planejamento da aquisição de um bem. A empresa defende ainda que, o consórcio é a forma mais organizada e garantida de concretizar a aquisição de um imóvel.

    Segundo o Bradesco, o consórcio também é muito indicado para quem já tem um imóvel próprio, mas sonha com a casa de praia ou de campo, ou ainda, aqueles que têm a intenção de trocar o imóvel por um bem de valor superior, e utilizam o produto como uma poupança programada, pagando as parcelas mensais sem se descapitalizar.

    Além das agências de bancos, e cooperativas de crédito, o serviço de consórcio também pode ser contratado através de agentes, que são prestadores de serviço credenciados, e trabalham para uma empresa privada vendendo produtos bancários. O profissional ainda oferece um atendimento personalizado, com hora marcada, e disponibilidade para esclarecer eventuais dúvidas.

    \"É muito comum ter dúvidas e comparar o consórcio com o financiamento. Sempre explico que, em um financiamento existe um juros maior, mas o imóvel é adquirido em até 90 dias. No caso do consórcio, é preciso poder aguardar ser sorteado, ou fazer um lance alto para tentar ser contemplado. Por isso, a indicação para contratar um consórcio imobiliário é para pessoas sem pressa para morar. Existe ainda, pessoas que encaram o consórcio como um investimento, ou uma espécie de poupança forçada\", explica o agente bancário Marcelo Ferraz, de 41 anos.

    Responsável pela regulamentação e fiscalização dos consórcios, o Banco Central informa que só podem atuar como administradoras de consórcio empresas prestadoras de serviços, autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. De acordo com Ailton de Aquino Santos, chefe adjunto do departamento de monitoramento do sistema financeiro do Bacen, antes de aderir a um consórcio, o consumidor deve, pelo menos, verificar no site do Banco Central se a empresa que oferece o produto é autorizada.

    \"Se a instituição estiver impedida de constituir grupos de consórcios, essa informação será mostrada no site. Deve-se também verificar junto aos órgãos de defesa do consumidor se há reclamações contra a empresa; ler cuidadosamente o contrato de adesão antes de assiná-lo e evitar a realização de pagamentos em dinheiro, optando por cheques nominais à administradora.

    Desconfie sempre de promessas de contemplação imediata, tendo em vista que só existem duas maneiras de ser contemplado, por sorteio ou por lance\", orienta. Publicado por: O Fluminense - Ulisses Dávila
  • 18/07/2014 Lançamentos de imóveis no Rio crescem e vão na contramão do país
    As construtoras e incorporadoras do país estão colocando o pé no freio nos lançamentos para se concentrarem em vendas de estoques, mas o Rio de Janeiro, umas das principais praças imobiliárias do país, o mercado ainda tem mostrado fôlego.

    Os lançamentos de novos imóveis na capital fluminense subiram 15 por cento de janeiro a maio deste ano ante o mesmo período de 2013, com as construtoras e incorporadoras se voltando para as zonas oeste, norte e centro da cidade, segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ).

    Enquanto isso, os novos empreendimentos na cidade de São Paulo, caíram 14 por cento, segundo o sindicato paulista da habitação.

    \"De janeiro a maio, os lançamentos (residenciais) tiveram crescimento de 14 por cento no Rio de Janeiro. Em junho, vai ser igual ou menor do que no ano passado\", afirmou o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos.

    A melhora na segurança e obras de infraestrutura e de mobilidade urbana visando especialmente as Olímpiadas de 2016, além de projetos de óleo e gás que atraem mais moradores para a cidade, são fatores que têm contribuído para os novos lançamentos no Rio, cujo preço do metro quadrado tem avançado menos.

    Enquanto a oferta de terrenos na zona sul da cidade mingua, a zona oeste, que se estende dos bairros Barra da Tijuca ao Recreio dos Bandeirantes, é a área com mais espaços disponíveis e onde estão localizados grandes condomínios residenciais e bairros planejados.

    Tanto é que os lançamentos de imóveis residenciais na região cresceram 72 por cento nos cinco primeiros meses do ano, segundo a Ademi.

    \"A zona oeste é onde está a disponibilidade de terrenos. Conforme a cidade vai expandindo, a tendência é que esta área venha sendo ocupada\", disse à Reuters Luiz Carlos Siciliano, diretor executivo da Gafisa para o Rio de Janeiro. Em agosto, a companhia deve lançar na região um empreendimento no bairro de Jacarepaguá.

    Já a zona norte, que durante muitos anos ficou sem lançamentos, voltou a atrair a atenção das empresas com a chegada das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas e o aumento da segurança na região.

    \"Existe um movimento de revitalização da zona norte, com lançamentos acontecendo com bastante sucesso e bastante velocidade de vendas\", disse o diretor de incorporação da Dominus Engenharia, Marcelo Oliveira.

    \"Há um aquecimento de demanda por unidades residenciais. Muitas regiões da zona norte têm carência de lançamentos\", acrecentou.

    A prefeitura carioca também tenta revitalizar a zona portuária, na região central da cidade, em um projeto chamado Porto Maravilha, ainda concentrado em empreendimentos comerciais, enquanto os imóveis residenciais na área não deslancham.

    \"Se analisarmos a região do Porto (...) a gente acredita bastante no residencial, mas talvez o momento dos empreendimentos residenciais venha um pouco após o início das atividades dos comerciais\", disse o diretor da Tishman Speyer no Brasil, Daniel Cherman.

    Por enquanto as companhias ainda avaliam a construção de residências na região portuária. \"Estamos examinando um terreno na região do Gasômetro para uso misto (corporativo e residencial)\", disse o vice-presidente da RJZ Cyrela, unidade da Cyrela Brazil Realty, Rogério Zylbersztajn. Ele se refereiu à área da União comprada pela prefeitura e que está sendo vendida para construtoras para se transformar em um novo bairro no porto.

    PREÇOS DESACELERAM, MAS NÃO POR MUITO TEMPO

    A expansão dos lançamentos em novas regiões do Rio de Janeiro ocorre ao mesmo tempo em que o preço do metro quadrado na cidade, o mais caro do Brasil, cresce em um ritmo menor.

    O preço médio do metro quadrado, que chegou a subir 3,44 por cento em novembro de 2011 na comparação mensal, subiu apenas 0,37 por cento em junho ante maio, na menor variação mensal desde março de 2008.

    A desaceleração na capital fluminense também é percebida na variação acumulada em 12 meses, já que em junho foi registrado o menor aumento nesta comparação desde o início da série histórica --uma alta de 12,5 por cento--, segundo o índice FipeZap Ampliado, que faz o levantamento de preços de imóveis novos e usados em 16 cidades brasileiras.

    \"A desaceleração acontece em grande parte devido ao esfriamento natural da economia e o crescimento da inflação... Também não temos investidores de curto e médio prazo agindo no mercado imobiliário, com intuito de fazer especulação\", disse o coordenador do Índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn.

    Segundo ele, parte da desaceleração pode ser atribuída à Copa, que afetou a comercialização no primeiro semestre, mas com o fim do evento, os preços devem voltar a se animar nos próximos meses.

    Apesar da expansão mais lenta nos preços, o Rio de Janeiro segue tendo o metro quadrado mais caro do Brasil, de 10.648 reais em junho, ante 9.285 um ano antes, segundo o índice FipeZap. Publicado por: O Estado de São Paulo -

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