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18/06/2013
Urbanista português aconselha prudência na preparação da cidade do Rio para 2016
Os mais de 50 anos de carreira do arquiteto e urbanista português Nuno Portas podem ser vistos na exposição \"O ser urbano nos caminhos de Nuno Portas\", na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), no Flamengo. Maquetes, plantas e documentos que contam parte da história de Portas - incluindo projetos elaborados para o Rio nos anos 90 - fazem parte da mostra, que será aberta hoje pelo arquiteto, de 78 anos.
Como o senhor avalia o momento atual da cidade, que se prepara para receber os Jogos Olímpicos?
Em Londres, já estão reaproveitando algumas áreas e espaços construídos para as Olimpíadas. Mas, no momento atual da crise econômica das cidades, da qual estas não podem fugir, é preciso ter algum cuidado, porque pode-se construir muita coisa que depois não servirá. E a reciclagem depois é cara.
O senhor participou de um projeto, no governo Luiz Paulo Conde, para a orla do Centro. Qual era o plano para a Perimetral?
Convencemos o município de que não valia a pena demolir. Porque um túnel também tem seus problemas. Por outro lado, tínhamos encontrado uma solução. A Perimetral ganharia uma espécie de proteção sonora dos carros em toda a sua extensão. Embaixo, teríamos bares com uma iluminação estudada em Barcelona, o que, à noite, daria vitalidade para a região. Mas, agora, a Perimetral está sendo demolida. O custo de botar abaixo é o mesmo de fazer um novo. Eu deixaria em pé e faria essa experiência (de revitalização).
Barcelona é um modelo para o Rio?
O Rio não tem muito que seguir o modelo de Barcelona. Ela foi uma das primeiras cidades da Europa a melhorar a qualidade urbana. Mas, com a crise, já não é a mesma coisa. O que Barcelona fez pode continuar sendo modelo. Agora, tenho dúvidas se ela inventará mais coisas nos próximos anos. Minha posição sobre as cidades não é pessimista; é prudente. O Rio tem que ser prudente. Mas isso é o mesmo que dizer a uma pessoa \"não faça isso\", porque ela vai logo lá fazer. Publicado por: O Globo - Ludmilla de Lima
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18/06/2013
Projeto vai recuperar fachadas de 1.500 casas
Até meados do próximo ano, cerca de 1.500 famílias da comunidade Santa Marta, em Botafogo, serão beneficiadas com o projeto de revitalização das fachadas das casas, cujas obras de pintura serão feitas pela Empresa de Obras Públicas (Emop), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Obras.
Lançado em novembro do ano passado, o plano tem a parceria com a fabricante de tintas Coral. A Emop é responsável pela parte estrutural da operação, como a recuperação e emboçamento das casas. A responsabilidade da fabricante de tintas é fornecer treinamento em pintura, ferramentas, equipamentos de segurança, supervisão e orientação durante todo o processo, além da tinta necessária para pintar as fachadas das casas, cujas cores serão escolhidas pelos próprios moradores.
Segundo o governo do estado, de todas as 24 tonalidades oferecidas pelo projeto, as mais escolhidas são os verdes, que pintou 24% das casas, em especial o verde-limão, e os violetas (18% das casas pintadas), seguindo-se depois os vermelhos, amarelos (especialmente o amarelo-ovo), laranjas e azuis.
O projeto prevê apenas a pintura externa das casas e sempre com duas cores. A dona de casa Maria da Guia Rocha da Silva, 39 anos, mãe de dois filhos, escolheu a cor violeta, e Elana Paulino, 31 anos, que tem quatro fi-lhos, preferiu o lilás. Para as duas, todos só têm a ganhar com o projeto. Os imóveis ficam mais valorizados e a comunidade mais atrativa.
Cerca de 300 mil litros de tintas serão utilizados em 24 diferentes tonalidades para a realização do projeto. A ideia de levar o programa à Santa Marta baseou-se em experiências anteriores da empresa em 12 grandes ações semelhantes no Brasil, inclusive no Estado do Rio.
Além do projeto de pintura, o governo do estado está construindo na Santa Marta quatro blocos de apartamentos para realocar 64 famílias que vivem em área de risco no alto da comunidade, de acordo com estudo feito pela GeoRio. Também será construído um centro comunitário de ação social.
Também foram construídas 95 moradias e foram feitas melhorias habitacionais em mais de 200 imóveis, entre outras ações na comunidade como a criação do plano inclinado, a reforma e a amplição de uma creche com capacidade para 100 crianças. Publicado por: Jornal do Commercio Online -
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18/06/2013
\'Minha casa melhor\': alta procura
Cinco dias após o lançamento da linha de financiamento \"Minha casa melhor\", destinada a beneficiários do programa federal \"Minha casa, minha vida\" que desejam mobiliar suas moradias, 17.429 pessoas no país pediram o cartão de crédito, no total de R$ 86.690.660. Somente no Rio, 1.432 já manifestaram interesse pela modalidade, o que equivale ao montante de R$ 7.128.400.
Com o crédito, os mutuários poderão comprar geladeira, fogão, lavadora de roupas automática, computador, TV digital, guarda-roupa, camas de casal e de solteiro (com ou sem colchão), mesa com cadeiras e sofá, numa das 13 mil lojas cadastradas no Brasil. Além dos juros de 5% ao ano e do prazo de 48 meses para pagar, os mutuários têm direito a 5% de desconto sobre o preço à vista. O limite do crédito é de até R$ 5 mil.
O cartão, operado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, pode ser solicitado pelo 0800-726-8068 ou nas agências da Caixa. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
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18/06/2013
IPTU: aposentados e pensionistas têm direito à isenção do imposto no Rio de Janeiro; confira as regras
Aposentados e pensionistas podem conseguir a isenção do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e da Taxa de Coleta de Lixo no município do Rio de Janeiro. Porém, os interessados devem cumprir algumas exigências: o contribuinte deve ter, no mínimo, sessenta anos e renda mensal total de até dois salários mínimos. Além disso, é preciso ser titular exclusivo de um único imóvel, utilizado para sua residência, com área de até oitenta metros quadrados.
A Secretaria Municipal de Fazenda do Rio esclarece que o direito à isenção persiste após o falecimento do aposentado e pensionista, desde que a unidade continue a servir de residência ao cônjuge sobrevivente e que os seus ganhos mensais sejam iguais ou inferiores a dois salários mínimos.
A secretaria explica que há uma exceção à exigência de que o aposentado seja titular exclusivo do imóvel: o co-titular pode ser cônjuge ou companheiro do aposentado ou pensionista. Porém, nenhum dos dois pode ter outro imóvel, e a soma dos ganhos mensais de ambos não pode ultrapassar dois salários mínimos.
Por força da Lei municipal nº 2.687, de 1998, os aposentados e pensionistas que atendam às condições para ter isenção de IPTU passaram a ter, também, a isenção da Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo (TCL), que costuma ser cobrada anualmente no carnê do IPTU.
Ainda de acordo com a SMF, essa isenção para aposentado ou pensionista persiste também para o filho menor de idade que, após falecimento do titular continue morando no imóvel, desde que tenha renda mensal inferior ou igual a dois salários mínimos e não seja proprietário de outro imóvel.
Saiba como pedir o benefício
O contribuinte interessado deve abrir um processo administrativo no plantão fiscal do IPTU ou em uma das unidades dos SAD\'s (Atendimento Descentralizado do IPTU). Para dar entrada no requerimento, é preciso preencher o formulário de isenção e reunir (original e cópia) dos documentos nele indicados, como certidão do Registro de Imóveis, comprovante de residência (última conta de luz, gás, telefone ou água), carteira de identidade, comprovante de rendimentos, última Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física ou declaração quanto à não obrigatoriedade de apresentação; certidão de óbito do aposentado ou pensionista (se for o caso); último carnê do IPTU; e procuração do requerente, com firma reconhecida e identidade do procurador (se for o caso).
O formulário de isenção para aposentados e pensionistas está disponível no site da SMF http://www2.rio.rj.gov.br/smf/pdfs/pdf/GerFiscalizacao/22114.pdf e também pode ser obtido nos postos de atendimento, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.
O plantão fiscal do IPTU fica na Rua Afonso Cavalcanti 455, Bloco II Térreo, na Cidade Nova.
Além disso, há os postos de atendimento descentralizado do IPTU nos seguintes bairros: Bangu (Rua Silva Cardoso 349), Barra da Tijuca (Avenida Ayrton Senna 2.001, bloco A) Campo Grande (Rua Amaral Costa 140), Jacarepaguá (Praça Seca 9), Madureira (Rua Carvalho de Souza 274,1°andar), Ramos (Rua Uranos 1.230), Tijuca (Rua Desembargador Isidro 41), Lagoa (Avenida Bartolomeu Mitre 1.297). Publicado por: Extra -
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18/06/2013
Rio terá a 1ª obra de PPP em mobilidade urbana do país
O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, acompanhou a presidente Dilma Rousseff, na assinatura do Termo de Compromisso para implantação da primeira obra de Parceria Público Privado (PPP) em mobilidade urbana do país. A obra será um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nas Áreas Central e Portuária do Rio de Janeiro.
O investimento será de R$ 1,164 bilhão, sendo R$ 532 milhões recursos do Ministério das Cidades e R$ 632 milhões de contrapartida da prefeitura do Rio. A assinatura que aconteceu nesta sexta-feira na região portuária do Rio de Janeiro, também teve a participação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes e do Superintendente Regional da Caixa, Tarcísio Luiz Dalvi. \"Esta é uma das obras mais importantes do mundo por causa da sua integração com todos os modais, como o teleférico, as barcas, BRT, metrô e trem. Esta área será uma das mais bonitas deste país\", observou o ministro Aguinaldo Ribeiro.
O ministro garantiu que nunca se investiu tanto no Brasil. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, no Rio, serão aproximadamente R$ 60 bilhões. \"O tema dos investimentos de mobilidade urbana foi retomado. Temos agenda de programação de investimentos toda semana\", afirmou.
A presidenta Dilma Rousseff, na ocasião, falou do entusiasmo de aprovar uma obra como o VLT que \"cria um sistema de transporte que será as veias que irão irrigar e ressuscitar a cidade. O sistema que trará as pessoas para o centro\".
Os brasileiros, disse ela, não podem esquecer que este é um país rico. \"Nunca duvidem disso. O Brasil mudou. É outro. Um Brasil que investe. Nós não merecemos menos\".
VLT- O VLT, com 28 km de vias, ligará os bairros da Região Portuária ao centro financeiro e ao Aeroporto Santos Dumont, passando pelas imediações da Rodoviária Novo Rio, Praça Mauá, Ave-nida Rio Branco, Cinelândia, Central do Brasil, Praça 15 e Santo Cristo.
A integração com outros meios de transportes - metrô, trens, barcas, BRT, redes de ônibus convencionais, teleférico e aeroporto - vai melhorar o trânsito da região central, reduzindo o fluxo de veículos.
A distância média entre as estações é de 400 metros. Cada composição comporta até 450 passageiros, e o tempo máximo de espera entre um trem e outro vai variar de 3 a 15 minutos, de acordo com a linha.
O empreendimento será realizado por meio de Parceria Público-Privada (PPP), pelo Consórcio VLT Carioca, formado pelas empresas Actua - CCR, Invepar, OTP - Odebrecht Transportes, Riopar, RATP e Benito Roggio Transporte. A previsão é de que a obra seja concluída em até 36 meses. Publicado por: Monitor Mercantil -
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18/06/2013
Mais verde
Apontada como uma floresta de concreto, São Paulo começa a se tornar um exemplo em matéria de sustentabilidade na construção civil. Pelo menos é o que indica estudo realizado pela consultoria americana Cushman & Wakefield. Até 2016, cerca de 24% de todos os edifícios comerciais em construção terão características da cartilha verde. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
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16/06/2013
O arquiteto que desenha na imaginação e, além de casas e museus, cria ovelhas
A casa de Paulo Jacobsen em São Conrado é como um autorretrato do arquiteto. Integrada ao verde da Estrada das Canoas, a residência, construída por ele há 28 anos, revela características que se tornaram marcantes nos seus projetos. A construção é ampla e iluminada. O teto feito de bambus, sem cumeeira ou outros elementos aparentes sustentando a cobertura, dá um quê tropical ao espaço, uma espécie de \"casa de índio\", como define Bernardo Jacobsen, filho e arquiteto. O endereço só tem dois quartos: um para Paulo - ou Cecedo, apelido que carrega desde a infância - e outro para sua mulher, Mônica. Mas Cecedo admite que nunca dorme sozinho. À noite, ele se manda para a cama da mulher. Jacobsen ainda detesta solidão quando o assunto é arquitetura. Todos os projetos que levam seu nome, incluindo o do Museu de Arte do Rio (MAR), foram criados em parceria.
- Nem em casa eu sei ficar sozinho - brinca Cecedo, que projetou mais de 400 casas ao lado de Claudio Bernardes, morto num acidente em 2001. - Quando você cria sozinho, pode cair no erro de ficar encantado com as próprias ideias. E o grande barato é que agora trabalho com meus filhos como sócios (Bernardo, de 32 anos, e Luiza, de 30, designer de novas mídias). Filho e sócio: adoro as duas coisas - conta o arquiteto carioca, de 58 anos, avô de Clara, de quase 1 ano, filha de Bernardo.
O sobrenome Jacobsen, herdado do avô paterno, é dinamarquês. Só que a relação entre Bernardes e os Jacobsens esteve mais para família italiana. A dupla com Claudio começou em 1974, após Cecedo voltar de uma temporada na Europa, onde estudou fotografia. A viagem veio de uma decepção na faculdade de arquitetura, na Santa Úrsula: no seu primeiro ano de curso, ele levou bomba porque, numa cadeira de plástica, fez um \"rosto de argila revirado, com a língua para fora\". O professor não gostou da peça, achando que era um deboche. O tal mestre nunca lhe saiu da cabeça: chamado Aristides, ele usava jaleco branco e tinha um jeito ditatorial. O ano era 71 e Cecedo tinha 17 anos.
Talento para a abstração
Dois anos depois, tendo respirado ares mais libertários, voltou para se casar com Mônica, amor deixado no Rio. Para sustentar a família, resolveu encarar novamente a faculdade, concluída no Instituto Bennett, enquanto trabalhava com Claudio Bernardes. Jacobsen revela não ter o dom do desenho, tendo ido parar na arquitetura porque gostava de matemática e admirava artistas e arquitetos, colocados no mesmo patamar.
Talvez por esse lado meio artista, meio viajandão, seu processo criativo siga até hoje uma trilha própria, de caráter móvel e abstrato.
- A arquitetura dele não tem um conceito. Ele varia em função do cliente, do terreno, do que as pessoas querem fazer ali. Ele junta esse conjunto de necessidades com as sensações das pessoas e a relação delas com a natureza. Ele sabe se transpor para a casa, se materializar nos espaços, nas sombras, nas pedras, na luz - explica Bernardo.
Cecedo trabalhou por um curto período como estagiário de Sérgio Bernardes. Claudio, o filho de Sérgio, depois o chamaria para o seu escritório. A flexibilidade foi uma das marcas da dupla, que respeitava o gosto do cliente, sem deixar de lançar mão de técnicas originais, que iam do rústico ao high tech tropical, como escreve André Corrêa do Lago na abertura do livro \"Claudio Bernardes & Paulo Jacobsen - Percurso de uma parceria na arquitetura\".
- Geralmente, os arquitetos têm uma assinatura muito forte. Mas, para mim, cada material tem seu lugar. Esta casa (das Canoas) poderia ser de concreto ou com estrutura metálica. Mas teria transparências e mobilidade de espaço. Hoje ela me serve de maneira diferente que há 28 anos. Isso vem muito do Claudio, essa preocupação com o não ser datado. A arquitetura tem uma continuação. Eu tento fazer isso - diz Cecedo, que se orgulha de soluções estruturais sofisticadas, como de uma casa em Itaipava que parece pendurada, pois a viga não é vista.
A parceria com Claudio foi brutalmente interrompida numa estrada de Mato Grosso do Sul, onde projetavam uma pousada em Bonito. O carro capotou e Claudio morreu na hora. Ainda internado no hospital, Cecedo fechou com novo sócio: Thiago, da terceira geração de arquitetos da família Bernardes. Os dois, mais Bernardo Jacobsen, na sociedade desde 2007, assinam a arquitetura do MAR, na Zona Portuária, cuja cobertura fluida ligando um prédio moderno e outro de estilo eclético já virou ícone na cidade.
A sociedade entre os Jacobsens e os Bernardes acabou, de forma mal resolvida, há pouco mais de um ano. Cecedo diz que os dois tinham diferenças: ele é mais equipe, enquanto Thiago seria introspectivo. Já Thiago deixa transparecer uma mágoa sobre a paternidade do MAR, que seria mais atribuída a Cecedo.
- Sobre ele, eu tenho muito mais a falar de amor do que de arquitetura. É uma pessoa que faz parte da minha família, a quem devo muito por ter sido meu parceiro e parceiro do meu pai - comenta Thiago, para quem Jacobsen e Claudio divulgaram para o mundo uma arquitetura tipicamente carioca, com destaque para a integração entre os espaços e a natureza.
O MAR, que nasceu da imaginação de um percurso que passa sob a onda da cobertura, foi o primeiro projeto público com o envolvimento de Jacobsen a sair do papel. Influenciado pelo filho, ele se vê desafiado a projetar escalas maiores. O escritório Jacobsen Arquitetura participa do concurso para um grande museu e biblioteca em Taiwan e, a convite, elabora o projeto de um museu da moda em Belo Horizonte.
Para Cecedo, o arquiteto \"tem um olho que vaga\". Das ideias simples às mais malucas, ele vai anotando no papel. E assim funciona para diferentes possibilidades da profissão. No extremo oposto dos museus, ele se aventura no design de móveis, desenvolvendo agora uma cadeira cubo. Entre escalas pequenas e monumentais, ele não largou o que chama de \"filé mignon da arquitetura, o seu lado mais humano\": as casas. Requisitado por endinheirados e famosos (Vik Muniz e Luciano Huck estão entre os clientes), há mais de 40 pedidos em curso no Rio e em São Paulo.
Vivendo na ponte aérea, ele ainda encontra tempo para criar... ovelhas. Elas são francesas, ficam no Vale das Videiras (Petrópolis), e o leite é usado na fabricação de um queijo raríssimo no Brasil, para poucos paladares e bolsos. O processo foi importado por Mônica. De todas as parcerias, a mais fiel e duradoura. Publicado por: O Globo - Ludmilla de Lima
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16/06/2013
Uma varanda à beira-mar
As ondas desenhadas no calçadão de Copacabana e Leme ditam o ritmo de caminhadas, atraem turistas, encantam artistas. E serviram de cenário para a terceira reportagem da nossa série \"A casa vai ao cartão postal\". Ali, no mais democrático dos espaços cariocas, a arquiteta Márcia Müller decorou uma varanda a céu aberto que, assim como a praia, convida à contemplação e à delícia de deixar o tempo passar, sem culpa, sem pressa.
- Escolhi peças ideais para áreas abertas, que podem pegar sol e chuva, sem problemas. Mas que são também sofisticadas.
O ambiente, contemporâneo e chique, atraiu olhares que de tão curiosos, paravam, sentavam, puxavam papo. E já que não havia porta para bater, um morador de rua foi entrando, sem a menor cerimônia, e orientando os carregadores de móveis onde colocar cada peça até se cansar e seguir seu caminho sinuoso pelo calçadão.
É que ali, naquele espaço onde turistas, cariocas de fato, e de direito, se exercitam, relaxam, recarregam as energias, começam ou terminam seus dias, todo mundo se sente um pouco o dono do pedaço. Nada mais natural que fiquemos tão à vontade.
Sofisticação em espaço criado para o lazer carioca
E se fosse sempre assim? Uma varanda agradável, coladinha na areia, pronta para receber quem estivesse flanando pelo calçadão com conforto e sofisticação? Pois se dependesse dos frequentadores da Praia do Leme, onde o Morar Bem aportou com seu terceiro ambiente da série \"A casa vai ao cartão-postal\", a ideia poderia ser adotada pela cidade amanhã!
- Seria tudo de bom ter uma sala como essa no meu quintal todos os dias - imaginou, sorridente, o operador de caixa Alcemir Lopes de Souza, que mora no bairro e anda diariamente pelo calçadão.
- Lindo. Mas acho que se eu sentasse aí, por um minutinho que fosse, não faria mais nada no dia - disse, rindo, a vendedora Suzana Ramos.
- Ficou show! Eu descansaria da minha caminhada aqui - elogiou um homem de sunga, que passou fazendo seu exercício matinal e preferiu não se identificar.
- É muito bonito e elegante. Poderiam ter vários espaços assim pelas praias do Rio. Até parece a casa de um barão - afirmou Jussara Cabral, que chegou a sentar com uma amiga no ambiente para conferir se, além de bem bonita, nossa varanda era também confortável.
Na verdade, era exatamente essa reação que a arquiteta Márcia Müller, que criou o ambiente em parceria com a filha, a designer de interiores Manu Müller, esperava ver. Afinal, foi na praia que as duas buscaram a inspiração para escolher os móveis e acessórios e criar um ambiente ao mesmo tempo sofisticado e contemporâneo onde as pessoas pudessem sentar e conversar.
- Não tem lugar mais democrático que a praia carioca. É o nosso grande ponto de encontro - disse Manu.
Mas além do conforto, era preciso pensar também em questões técnicas. Afinal, na praia, o sol forte, o sal, o mar e a areia não admitiriam o uso de quaisquer materiais. As escolhas da dupla foram móveis com estrutura de alumínio forrada com junco sintético trançado à mão e estofados em couro náutico que poderiam, até mesmo, estar dentro do mar, se fosse o caso.
Tudo porque o material é próprio para áreas externas onde a exposição ao sol, à chuva e ao vento é constante.
- São peças totalmente adaptáveis a essas condições - explicou Márcia.
Para dar o clima carioca, o ambiente ganhou ainda almofadas e mantas com estampa tie-dye e bordados e dois grandes arranjos feitos com folhagens variadas e sementes de aroeira. Um ombrelone para uma sombrinha salvadora nos horários mais quentes de verão, além de toalhas para o momento pós-mergulho e uma charmosa bicicleta vintage completam a cena, que marcou uma segunda-feira típica do outono carioca, com temperatura amena e solzinho entre nuvens, tornando o espaço ainda mais convidativo à contemplação.
- Seria realmente incrível se tivéssemos espaços permanentes como esse que permitissem essa interação com as pessoas. Em cidades desenvolvidas, é até bem comum ter ambientes em lugares públicos. Afinal, a cidade é uma grande casa. E sua ocupação não deve ser excludente. Pelo contrário, deve incluir o cidadão - analisa Márcia, que aproveitou a montagem do espaço no meio da rua para curtir um pouco da cidade e dos cariocas. - A gente está sempre tão focado, que não tem tempo de viver a cidade e simplesmente papear, nem mesmo com os amigos. Nossas conversas são sempre direcionadas. E o Rio de Janeiro tem uma população muito curiosa. As pessoas simplesmente paravam aqui e começavam a falar sobre nada e isso é tão gostoso...
Como só o Rio sabe ser. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
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16/06/2013
Starck desembarca em Madureira
Agora vai! Depois da tentativa de trazer uma filial de sua empresa, a yoo, para o Brasil, ano passado, o designer francês Philippe Starck e o sócio inglês John Hitchcox podem ter não uma, mas duas bases no país. A primeira já funciona há dois meses em São Paulo. A segunda deverá ser aberta em breve em terras cariocas. E como primeiro presente para a cidade, onde pretende investir em empreendimentos imobiliários nos próximos anos, a empresa quer dar os bancos que vão ficar no entorno da pista de skate do Parque de Madureira. E é o próprio Starck quem vai desenhar o mobiliário que deverá ser construído em fibra e ferro pela yoo e doado para a prefeitura, com quem a empresa mantém negociações.
O protótipo será aprovado pelo prefeito Eduardo Paes e deve ser apresentado no fim de julho, quando Hitchcox vem ao país lançar outros negócios: um hotel em Botafogo, outro em São Paulo, e um residencial na Barra, outro também em São Paulo. Todos terão a mesma sofisticação que marca os projetos da empresa pelo mundo.
- Esse é o momento certo para investir no mercado brasileiro que está mais maduro. O Brasil está na iminência de uma grande mudança, e com isso o mercado local passa a desejar mais qualidade de vida e diversidade de opções. Queremos trazer o design europeu para cá de uma maneira que possamos celebrar tanto o nosso design, como o brasileiro - conta Hitchcox, em entrevista por e-mail ao Morar Bem.
Fundada em 1999, a yoo é um estúdio de design de interiores que já criou 51 projetos de alto luxo para empreendimentos imobiliários em 50 cidades de 27 países. Além de Starck, a empresa conta ainda com a colaboração de outros nomes badalados do design mundial como Marcel Wanders, Jade Jagger e Kelly Hoppen. Sentar nos bancos desenhados por Starck para o Parque de Madureira pode até sair de graça, mas morar num imóvel com design do próprio e sua equipe será privilégio de muito poucos.
Uma pesquisa realizada recentemente pela consultoria Knight Frank provou que empreendimentos grifados custam em média 30% mais que imóveis similares sem a assinatura de um designer badalado. Mas, no caso da yoo, essa valorização é bem superior podendo chegar a dez vezes o valor inicial. Apartamentos em Nova York, por exemplo, teriam passado de algo em torno de R$ 1,25 milhão para R$ 7,7 milhões, após a interferência da marca. E, em Mumbai, de R$ 660 mil para R$ 6,76 milhões.
- Incorporadores nos procuram exatamente porque sabem que nossos projetos aumentam tanto o valor como a velocidade de venda dos empreendimentos, que ganham também mais visibilidade - avalia Hitchcox, que vê o Brasil como o próximo destaque também no mercado de alto luxo. - Acreditamos que este é o lugar certo para o futuro da nossa marca de design residencial de luxo. Uma coisa que aprendemos em todos estes anos trabalhando projetos sofisticados é que o bom design é universal.
Com isso, Hitchcox garante, os projetos desenvolvidos aqui deverão seguir os mesmos preceitos que a marca trabalha ao redor do mundo. Espaços desenhados para que as pessoas possam estar juntas, mas, ao mesmo tempo, sem perder sua individualidade. E sempre com criações originais pensadas para atender às necessidades daqueles clientes especificamente, o que muda de acordo com as diferenças culturais e sociais de cada país. Na Ásia, por exemplo, é preciso investir mais em áreas comuns de lazer e, na Rússia, garantir segurança.
- Pegamos essas necessidades e usamos o design para entregar soluções surpreendentes. Para nós, investir em design é uma decisão que leva em conta não quanto se vai gastar mas como se quer viver. Em todos os lugares onde criamos projetos residenciais, nossos clientes anseiam por conhecer as áreas comuns que criamos e onde todos querem estar - afirma Hitchcox, que não descarta a possibilidade de vir a trabalhar com designers brasileiros. - O Brasil tem produzido designers maravilhosos, que são muito apreciados na Europa. Nós adoraríamos conversar com os Irmãos Campana, Claudia Moreira Salles, Gustavo Penna. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
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16/06/2013
Volume de crédito imobiliário cresceu 44,3% em abril
O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 8,3 bilhões em abril, crescimento de 44,3% na comparação com igual período de 2012 e 4,6% em relação a março deste ano. Publicado por: Extra -
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16/06/2013
Novos condomínios ganham referências internacionais
As construtoras buscam inspiração em vários cartões postais do mundo para compor os empreendimentos. A ideia é oferecer exclusividade e conforto ao cliente, dando a chance de morarem local único, sem abrir mão do lazer completo e da segurança dos grandes condomínios.
A Santa Cecília, por exemplo, trouxe a ilha de Bora Bora. na Polinésia Francesa, para a Zona Oeste. Batizado de grife Bora Bora, os condomínios-resorts contam com opções de lazer em bairros como Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Um deles é o Bora Bora Araguaia, na Freguesia, que terá 154 unidades em um terreno com mais de cinco mil metros quadrados.
Ainda na Freguesia, o Versailles, condomínio que é construído pelo Grupo Avanço Aliados, foi inspirado no Palácio de Versailles, na França, sinônimo de luxo e espaço. Serão 44 unidades entre apartamentos e coberturas dúplex.
Para Campo Grande, a Calper levou a arquitetura da região do Mediterrâneo com o Contemporâneo Design Resort São 817 unidades entre casas e apartamentos, além de 7 mil metros quadrados de área de lazer. Segundo Marcelo Froes, diretor de contas imobiliárias da agência de publicidade Percepttiva. os clientes querem morar em condomínio com identidade e valor agregado.
\"Forma de diferenciar o empreendimento é incorporar elementos arquitetônicos que vão conferir uma singularidade ao projeto\", explica Froes. Publicado por: O Dia - Christiane Campos
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16/06/2013
Coberturas na Zona Oeste não pesam tanto no bolso
Concretizar o sonho de morar em uma cobertura pode não ser tão caro quanto se pensa. Apesar do valor total mais alto, em alguns casos, o metro quadrado deste tipo de unidade é mais barato na comparação com apartamentos. Outro ponto positivo é que os bancos já oferecem taxas mais acessíveis para imóveis acima de R$ 500 mil, o que facilita ainda mais a aquisição deste modelo. A Caixa Econômica Federal e o Banco PAN, por exemplo, têm condições especiais e prazos de pagamento podendo chegar a 35 anos. O financiamento é de até 90% o valor do bem.
Coberturas na Freguesia, da Rubi, e no Recreio, da Labes Melo: metro quadrado mais acessível do que de apartamento comum
Segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi Rio), as coberturas da Zona Oeste são as mais acessíveis e o valor médio do metro quadrado pode ser até 25% menor em relação às unidades padrões. Em bairros como o Recreio dos Bandeirantes, a diferença pode chegar a 23%, e na Barra da Tijuca, o percentual gira em torno de 7 %.
No empreendimento Grand Araguaia Premium Residences, na Freguesia, da Rubi Engenharia, essa diferença entre as duas unidades chega a 25%. O metro quadrado do apartamento mais caro custa R$ 7.021 e o da cobertura é de R$ 5.580.
Já no Enjoy Recreio Residences, da construtora Labes Melo, no Recreio dos Bandeirantes, o valor do metro quadrado de uma das coberturas é 20% mais baixo do que o de um apartamento padrão. \"(A diferença) acaba sendo um atrativo muito grande para quem sonha em morar em uma cobertura\", afirma Tácito Melo, diretor da empresa.
Muito além da Zona Oeste, no edifício Pride Style Residences, empreendimento da Efer em Niterói, todas as quatro coberturas foram vendidas com valor do metro quadrado na faixa de R$ 4.784. Publicado por: O Dia - Christiane Campos
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16/06/2013
Nas favelas, uma década de conquistas
Há 18 anos, Rosana Batista teve um estalo: decidiu ampliar a casa onde mora no alto do Morro da Providência, no Centro, pertinho de onde há atualmente uma das estações do teleférico, e criar um bar. De lá para cá, o negócio de Rosana, que nasceu e se criou na comunidade, vai de vento em popa. Até alvará ela conseguiu para o Sabor das Louras e Gelada do Moreno, em 2010. Com subsolo e três andares
- incluindo o terraço -, o prédio se destaca na favela. Hoje, ela vende de 30 a 40 refeições por dia. De noite e nos fins de semana, são a cerveja e os petiscos que fazem sucesso. Especialmente o salgadinho com massa de abóbora e recheio de camarão, que acabou num livro sobre gastronomia lançado em abril. Por mês, Rosana consegue faturar de R$ 3 mil a R$ 4 mil.
A empresária não sabe, mas faz parte de um movimento que está levando mais dinheiro para as favelas cariocas. Uma equação que, em uma década, juntou bons momentos da economia, programas de distribuição de renda, pacificação e investimentos públicos visando a preparar a cidade para os grandes eventos que desembarcam por aqui a partir deste ano. Isso fez com que a renda das favelas cariocas crescesse mais que a das comunidades do restante do país. Os números são do IBGE e mostram que, em dez anos, o valor do rendimento nominal mediano mensal das pessoas que moram em favelas do Rio cresceu 109% entre 2000 e 2010, passando de R$ 244 para 510 (metade ganha acima e metade abaixo desses valores).
Um crescimento acima até da inflação do período, que foi de 99%. Já em todo o país, o aumento da renda nos aglomerados subnormais - termo usado pelo IBGE para classificar as favelas - foi de cerca de 85% (de R$ 200 para R$ 370). Essa nova realidade da cidade será mostrada na série Retratos Cariocas, que O GLOBO publica a partir de hoje. As reportagens tiveram como base informações do IBGE e um estudo do Instituto Pereira Passos (IPP), da prefeitura, realizado a partir de dados dos censos de 2000 e 2010.
- O crescimento da renda nas favelas cariocas tem diversas causas. A primeira é histórica: aqui as favelas são mais antigas, mais consolidadas. Não são só um lugar dos mais pobres entre os pobres - explica Luiz Cesar Queiroz Ribeiro, do Observatório de Metrópoles do Ippur/UFRJ.
Ribeiro explica ainda que o momento pelo qual o Rio vem passando levou as favelas da cidade a viverem, nos últimos anos, um estado quase inédito de pleno emprego:
- O país passou por um momento de crescimento econômico, de geração de empregos formais, e os mais pobres no país inteiro foram beneficiados com programas de distribuição de renda. Mas, no Rio, o dinamismo ganhou mais força ainda com as obras de preparação da cidade para os grandes eventos. Isso levou as favelas do Rio a uma situação de pleno emprego. As UPPs, que em 2010 já estavam em algumas favelas, até ajudaram, mas é esse movimento econômico que gerou um efeito mais efetivo no Rio que no resto do país.
Rosana espera que este bom momento seja duradouro:
- Meu sonho é ter um belo de um restaurante. Quero achar um lugar na comunidade. E eu vou conseguir.
Celso Athayde, fundador da Central Única de Favelas e da Favela Participações S/A, uma holding de empreendimentos em comunidades de todo o país, afirma que o crescimento da renda nas favelas cariocas também se explica pelo desenvolvimento da sua economia:
- À medida que a renda cresce, passa a circular na comunidade, o que melhora a economia local como um todo. Isso, com certeza, gera mais oportunidades.
Ribeiro, no entanto, faz uma ressalva. Lembra que mais renda nas favelas não está se traduzindo em melhores condições de vida para seus moradores:
- Com mais dinheiro, as pessoas constroem em áreas mais íngremes ou acabam adensando ainda mais locais já ocupados. E há a questão dos serviços. Os moradores das favelas estão consumindo mais, mas ainda estão vivendo de forma precária.
A cidade tem hoje 763 favelas, segundo o IBGE. São 48,4% a mais que as 514 comunidades contabilizadas em 2000. Publicado por: O Globo - Natanael Damasceno e Selma Schmidt
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16/06/2013
Setor de construção civil crescerá 2,9% em 2013, projeta consultoria
Alavancada pelo segmento de infraestrutura, a indústria da construção civil deve ter alta de 2,9% neste ano e de 3,9% em 2014, segundo projeções da consultoria LCA.
\"A construção pesada deve ser impulsionada pelos estímulos para investimentos que os Estados do país receberam\", afirma o economista Fernando Sampaio, sócio da empresa.
\"Com o relaxamento do teto de endividamento que o governo federal concedeu, os Estados não vão desperdiçar a oportunidade [de realizar novas obras], inclusive porque temos eleições no próximo ano\", acrescenta.
As linhas de financiamento do BNDES também devem estimular o segmento, de acordo com Sampaio.
Para a área imobiliária, no entanto, a expectativa é de expansão moderada.
\"A euforia de 2010 não vai voltar. O crédito está desacelerando\", diz.
Com o desaquecimento da construção no último ano (alta de 1,4% ante 3,6% em 2011 e 11,6% em 2010), os preços dos produtos ligados ao setor também estão crescendo em ritmo menor.
A consultoria prevê que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) fique em 6,5% em 2013. No ano passado, ele registrou 7,1%.
Ainda em 2013, o preço da mão de obra deve subir (6,6%) um pouco mais que o dos materiais (6,3%).
Em 2014, a tendência é que a situação se inverta e que os salários aumentem 4,8%, enquanto os materiais alcancem os 7%.
Para 2015, as projeções são desanimadoras: crescimento de 0,9% no PIB da construção: \"Aí teremos um período de ressaca eleitoral.\" Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
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14/06/2013
Em troca de crédito para eletrodomésticos, Caixa é dispensada de repasse de dividendos
A decisão de prover crédito a juro baixo para compra de móveis e eletrodomésticos pelos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, anunciada anteontem pela presidente Dilma Rousseff, tem implicações fiscais além da emissão de dívida pelo Tesouro Nacional para obter uma fonte de recursos.
Na mesma medida provisória que manda entregar à Caixa Econômica Federal até R$ 8 bilhões em títulos de dívida pública para bancar o programa Minha Casa Melhor, a presidente dispensa a empresa de repassar ao Tesouro a maior parte dos lucros a serem apurados em 2013 e anos subsequentes.
Como a União é dona do banco, os lucros seriam devidos ao Tesouro na forma de dividendos ou juros sobre capital próprio. Esse tipo de receita ajudou a compor o superávit primário do setor público não financeiro em 2012, ano em que a meta fiscal referenciada nesse indicador por pouco não foi descumprida. Só a Caixa contribuiu com R$ 7,7 bilhões, mais que o dobro do que pagou no ano anterior (R$ 3,68 bilhões).
Com a Medida Provisória 620, o Tesouro terá que abrir mão de até 75% do lucro líquido ajustado da Caixa. Isso para que os donos de imóveis financiados pelo principal programa habitacional do governo possam comprar TV digital, computador com acesso a internet, geladeira, fogão e móveis, entre outros produtos, financiados em até 48 meses, a juros de 5% ao ano.
Em vez de repassados ao Tesouro, os recursos ficarão com a Caixa para cobrir custos operacionais com esses financiamentos ao consumo, evitando cobrança de juro adicional para tal finalidade. A MP permite que eles sirvam ainda para cobrir risco de crédito, evitando também juro adicional para cobrir prejuízos com calote.
A dispensa vale \"enquanto durarem as operações\" do Minha Casa, Minha Vida, que são de longo prazo. Caberá ao ministro da Fazenda definir que parte do lucro ficará com a Caixa para bancar custos do banco com o Minha Casa Melhor.
A Caixa não precisará, em princípio, de recursos a título de equalização de taxas de juros. Isso porque os R$ 8 bilhões emprestados pela União, fonte de recursos dos financiamentos, serão remunerados pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente 5% ao ano, o mesmo percentual fixado pelo Conselho Monetário Nacional para aplicação do dinheiro pelo banco no Minha Casa Melhor.
A MP permite, alternativamente à taxa de longo prazo, que o Tesouro cobre da Caixa remuneração \"variável\" ou ainda \"compatível com o custo de captação\" dos recursos (títulos de dívida). Mas o Ministério da Fazenda já informou, anteontem à noite, em nota, que será a TJLP.
O fato de a operação estar equalizada sob o ponto de vista da Caixa (juro do passivo igual ao do ativo) não significa que o Tesouro não terá outros custos além daqueles a serem cobertos com retenção de lucro pelo banco. Na nota de anteontem, o ministério já tinha admitido que haverá custo financeiro em decorrência da diferença entre TJLP e taxas de juros de mercado, sinalizando, assim, que entregará à Caixa títulos com remuneração de mercado.
Ao fazer empréstimo ao banco, em vez de aumento de capital, o governo mais uma vez evita que o aumento da dívida tenha impacto no resultado primário das contas públicas. Não há impacto, porque, no caso dos bancos, o aporte ao mesmo tempo eleva ativos financeiros que abatem a dívida bruta do governo na hora de calcular a dívida líquida, com base na qual o Banco Central apura o resultado primário.
O empréstimo terá características especiais, como ser conversível em capital e não ter prazo de vencimento, para que a Caixa possa considerá-lo como parte do seu patrimônio de referência, com base no qual são definidos muitos limites operacionais, entre eles o de volume de crédito. O anúncio do Minha Casa Melhor veio num momento em que, numa contradição, o governo federal retomou promessas de austeridade fiscal. Publicado por: Valor Econômico - Mônica Izaguirre
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14/06/2013
Abecip: crédito imobiliário aumenta 44,3% em abril
O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 8,3 bilhões em abril, crescimento de 44,3% na comparação com igual período de 2012 e 4,6% em relação a março deste ano, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) nesta quinta-feira, 13. O resultado é o maior de 2013 até o momento e o melhor para os meses de abril da série histórica, iniciada em 1995.
No quadrimestre, os financiamentos imobiliários alcançaram o montante de R$ 28,7 bilhões, volume 22,8% superior ao contratado em igual intervalo de 2012. Já, no acumulado de 12 meses (entre maio de 2012 e abril de 2013), os empréstimos para aquisição e construção de imóveis, com recursos das cadernetas de poupança, perfizeram R$ 88,1 bilhões, 8,6% a mais do que nos 12 meses precedentes.
Total de imóveis e poupança
Em abril, foram financiadas aquisições e construções de 40,7 mil imóveis, crescimento de 6,6% em relação a março e de 25% na comparação com abril do ano passado. No total do quadrimestre, o número de unidades foi 143,7 mil, 4,3% acima do contratado em igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, até abril, foram financiados 459 mil imóveis, decréscimo de 5,6% em relação ao período anterior.
Já os depósitos nas cadernetas de poupança superaram os saques em R$ 1,79 bilhão em abril, o melhor resultado para o mês desde 1995. Nos primeiros quatro meses, a diferença entre depósitos e retiradas foi positiva em R$ 9 bilhões, 160% superior ao montante observado no mesmo período do ano passado (R$ 3,45 bilhões). O saldo dos depósitos de poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) atingiu cerca de R$ 405 bilhões, mostrando elevação de 19% em relação ao saldo de abril do ano passado.
Publicado por: Jornal do Commercio -
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14/06/2013
Três favelas do Rio receberão investimento R$ 2,6 bi em infraestrutura
As favelas da Rocinha, na zona sul; Jacarezinho, zona norte e Complexo do Lins, zona oeste, receberão investimento de R$ 2,6 bilhões em obras de infraestrutura do PAC 2, a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento. Do total, R$ 1,8 bilhão caberá ao governo federal, e R$ 800 milhões ao Estado. O anúncio será feito pela presidente Dilma Rousseff na sexta-feira (14), durante sua passagem pelo Rio.
Uma das comunidades mais populosas e famosas do Rio, a Rocinha vai abocanhar a maior parte do montante. Serão injetados ali cerca de R$ 1,6 bilhão em obras de macrodrenagem de esgoto e água, instalação de rede coletora de lixo, alargamento das ruas 1 e 2, creche e cerca de 475 unidades habitacionais.
Com toda a infraestrutura renovada, a Rocinha ganhará ainda um teleférico com seis estações interligadas ao metrô da Gávea e de São Conrado, que farão parte da linha 4.
O Jacarezinho, conhecido antes da Pacificação como uma das centrais de abastecimento do tráfico, receberá R$ 609 milhões. A comunidade vai receber obras de infraestrutura e abertura de vias.
Já o complexo de comunidades do Lins ficará com R$ 446 milhões, aplicados na remoção de famílias em áreas de risco, construção de uma creche, reforma de equipamentos já existentes e integração de vias com a estrada Grajaú-Jacarepaguá.
Publicado por: Portal R7 -
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14/06/2013
Preços ao produtor e da construção civil puxam IGP-10 de junho para cima
O índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) teve variação de 0,63% em junho, divulgou hoje (14) o Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas. O índice, que leva em conta dados coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência, havia caído 0,09% em maio.
Entre os indicadores que compõem o IGP-10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo teve, em junho, variação de 0,43%, maior que a registrada em maio, -0,39%. Os bens intermediários e as matérias-primas tiveram aumento de taxas, e os bens finais apresentaram uma ligeira queda, de 0,22%, para 0,17%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), outro componente, repetiu em junho a variação de 0,39% registrada em maio, com quatro das oito classes de despesa registrando decréscimo em suas taxas de variação: saúde, alimentação, despesas diversas e vestuário. Por outro lado, habitação, educação, leitura e recreação e comunicação tiveram aumento da taxa. Já o transporte teve o mesmo índice apurado em maio.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), terceiro indicador do IGP-10, teve em junho variação de 2,48%, maior que os 0,79% de maio, com aceleração do custo da mão de obra, que passou de 1,10% para 4,19%. Publicado por: Jornal do Commercio -
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13/06/2013
Shopping descomplicado
O Conviva Américas, shopping que o Grupo Pão de Açúcar abre, hoje, na Avenida das Américas, é o primeiro do país no conceito shopping de vizinhança. De acordo com pesquisas realizadas junto às consumidoras da região, a moradora da Barra sente falta de um ambiente de compras descontraído, como extensão da própria casa, e para o qual não precise ir muito \"produzida\" no vestuário. O investimento foi de R$ 40 milhões. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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13/06/2013
Governo libera R$ 18,7 bi para compra de móveis e eletrodomésticos
O governo anunciou nesta quarta-feira o programa Minha Casa Melhor, uma linha de crédito de R$ 18,7 bilhões, que vai permitir aos beneficiários do Minha Casa Minha Vida financiar a compra de móveis e eletrodomésticos em condições facilitadas. A informação inicial que a linha de crédito seria de R$ 17 bilhões foi corrigida pelo governo.
A presidente Dilma Rousseff justificou a decisão do governo de lançar o novo programa, dizendo que dará mais \"dignidade\" à população. Ela citou a fala da representante do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) e presidente da rede de lojas Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, que disse que agora mulheres que passam o dia fora de casa trabalhando, poderão comprar uma máquina de lavar automática.
- Muitos vão dizer que é um desperdício fazer o Minha Casa Melhor. O Minha Casa Melhor é preciso naquilo que ele se dispõe a fazer: garantir acesso aos bens modernos para a população que no Brasil não tem acesso ao crédito e que pode ter acesso ao crédito - disse, a presidente, completando em seguida: - Nós temos fatores econômicos sociais e fatores éticos também, porque é fundamental que essa parcela da população tenha acesso ao crédito.
Sindicância sobre irregularidades no Minha Casa Minha Vida terá mais 30 dias
Cada família terá acesso a um crédito de R$ 5 mil com taxa de juros de 0,4% ao mês (5% ao ano) e prazo de pagamento de 48 meses (4 anos) - a linha de financiamento com o mesmo fim que é oferecida pela Caixa atualmente tem juros que variam de 0,9% ao mês a 1,5% ao mês. O financiamento ficará disponível aos interessados por até um ano e poderá ser usado nas 12.000 lojas credenciadas. O benefício será concedido por meio de um cartão de crédito.
- Essa injeção de recursos vai fazer girar a engrenagem da economia, gerando emprego e desenvolvimento. Esse programa é muito mais do que uma linha de financiamento, é uma linha de governo - disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.
A expectativa do governo é que o programa beneficie 3,7 milhões de famílias até 2014. Inicialmente, 1,2 milhão de família poderão recorrer ao crédito, o que irá demandar R$ 6 bilhões. Para fazer frente a demanda, o Tesouro terá que fazer uma espécie de capitalização na Caixa, sendo que o primeiro aporte deverá ser de R$ 3 bilhões, segundo o ministro das Cidades.
O governo tabelou os produtos que poderão ser adquiridos com esse crédito, estabelecendo um limite máximo que poderá ser pago por cada item. Um guarda-roupa, por exemplo, terá o teto de R$ 380, o sofá, de R$ 375, TV Digital, R$ 1.400, o fogão, R$ 599, e o computador, R$ 1.150.
Aguinaldo Ribeiro negou que o governo irá usar o FGTS na nova linha de crédito, e que atrasos no repasse do Tesouro deverão ser questionado ao Ministério da Fazenda. O GLOBO informou hoje, que integrantes do Conselho Curador do FGTS temem o uso indevido do dinheiro do fundo para bancar as despesas com o novo programa.
O temor de que recursos do FGTS sejam usados no novo programa se justifica pelo histórico dos últimos anos. Segundo dados do Conselho Curador, desde março de 2012 o Tesouro Nacional segurou em caixa cerca de R$ 4 bilhões que deveriam ser repassados ao FGTS, relativos a receitas arrecadadas com o adicional de 10% do fundo pagos por demissões sem justa causa. Publicado por: O Globo -
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13/06/2013
Valorização de 41,94%
No mês passado, os imóveis da Zona Norte do Rio foram os que apresentaram a maior valorização do metro quadrado, segundo o índice Fipe. O tradicional bairro de Marechal Hermes aparece no topo da lista, com elevação anual de 41,94%, passando de R$ 1.857 para R$ 2.636 o valor da metragem nos últimos 12 meses. Depois, vêm a Pavuna, que pulou de R$ 1.609 para R$ 1.967, alta de 22,24%, e o Méier (21,68%), que subiu de R$ 3.781 para R$ 4.601.
\"Os bairros da Zona Norte passam pela segunda onda da valorização da cidade do Rio\", afirma o vice-presidente do Sindicato de Habitação (Secovi Rio), Leonardo Schneider.
O executivo diz que a pacificação, o crescimento do financiamento imobiliário e a grande força econômica da população dessas regiões são alguns dos fatores para o aumento do metro quadrado. Segundo Schneider, a Zona Sul está muito saturada, com os valores lá em cima. \"As construtoras voltaram a investir na Zona Norte, assim como o poder público. Em Marechal Hermes, por exemplo, há a expectativa de receber a extensão do Parque Madu reira. Assim, quem quer investir já começa desde agora\", aponta.
Em valores absolutos, o Leblon, na Zona Sul do Rio, continua como destaque e é o metro quadrado mais caro da cidade e do país: R$ 21.767. O bairro vizinho, Ipanema, segue logo atrás, com R$ 18.177.
De acordo com a pesquisa Fipe, a cidade do Rio continua apresentando o maior preço médio do metro quadrado no país: R$ 9.160, contra R$ 8.346 em Brasília e R$ 7.192 em São Paulo. Segundo o estudo, o índice registrou aumento de um ponto percentual do metro quadrado em maio. No ano, a alta acumulada já é de 4,9%, confirmando a valorização dos imóveis.
Obras, vida noturna e transporte para vários pontos da cidade
A valorização é considerada óbvia para quem conhece Marechal Hermes. A região pulsa mais forte, com obras, vida noturna e transporte para diversos pontos da cidade.
Quando Rhuan Cavalcanti, técnico em topografia, 26 anos, veio de Manaus, buscava lugar próximo ao trabalho. Em Marechal, bastam cinco minutos a pé para chegar lá \"É um ótimo lugar e que está ganhando atenção por conta de obras de saneamento e o autódromo, que
será aqui pertinho\", avalia.
Em meio a bares e restaurantes, Ademar de Barros Fonseca, 56, faz sucesso com suas duas barraquinhas de petiscos. Morador da região há 33 anos, para ele, a valorização não é novidade: \"É um ótimo lugar\".
Moradora de Bangu, Silvana Oliveira, 35, diz que, se pudesse, moraria em Marechal. \"Está ficando cada vez mais atraente para os moradores\", afirma ela, ao lado da amiga Stefany Souza, 19.
Publicado por: Meia Hora -
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13/06/2013
Prefeitura deve mudar projeto viário para o Centro
Após debate acalorado na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), na tarde de terça-feira, entre governo municipal - por meio do presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Washington Fajardo - e arquitetos que criticaram partes do projeto de mobilidade urbana para o Centro, o prefeito Eduardo Paes se reuniu com o presidente da instituição, Sérgio Magalhães, e deve fazer mudanças no projeto, que, originalmente, previa a implementação do BRT Transbrasil (Deodoro-Centro) passando na Rua Primeiro de Março, e um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Avenida Rio Branco.
Os arquitetos argumentaram no encontro de terça que o ideal é que haja uma inversão na implementação dos transportes nas duas vias, já que o VLT é um meio de transporte mais leve, silencioso e simples, que se adaptaria melhor à escala da Rua Primeiro de Março. Já o BRT Transbrasil faria mais sentido se passasse pela Avenida Rio Branco, uma via com calçadas largas e com pouca importância em termos de arquitetura:
- Acho que a reivindicação é muito pertinente. Em termos de contrato, e na área de obras, não faria diferença. Na discussão de ontem (terça) e a partir da discussão no IAB, começamos a estudar, e é possível que a gente mude. Faz sentido ter um veículo mais leve em uma via histórica (Rua Primeiro de Março) - disse Paes.
Instituto destaca diálogo
Para o presidente nacional do IAB, Sérgio Magalhães, que esteve presente na reunião com o prefeito, o espaço de diálogo conquistado pela instituição junto à prefeitura é sinal de avanço democrático, e quem ganha é a cidade:
- Somos uma organização preocupada com a cidade, queremos ajudar a encontrar as melhores respostas para a cidade. Esse diálogo me deixa muito contente, essa é uma evidência do amadurecimento democrático da cidade, estamos construindo novas interlocuções e grupos de trabalho que qualificam o espaço urbano.
O BRT Transbrasil, principal intervenção anunciada pela prefeitura, terá extensão de 32 quilômetros e capacidade diária de transporte de 900 mil passageiros. Publicado por: O Globo - Letícia Fernandes
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13/06/2013
\'Minha casa, minha vida\': Saiba onde usar o cartão para comprar móveis e eletrodomésticos
As famílias beneficiadas pelo programa \"Minha casa, minha vida\" já podem comprar móveis, eletrônicos e eletrodomésticos com condições especiais. Em todo o Brasil, são mais de 12 mil lojas que receberão o pagamento por meio do cartão de crédito do programa \"Minha casa melhor\", lançado nesta quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff. Na Região Metropolitana do Rio, há cerca de 200 redes de lojas cadastradas. Todos os endereços estão disponíveis no site http://www.minhacasamelhor.com.br/.
Além dos juros de 5% ao ano e do prazo de 48 meses para quitar as prestações, os mutuários terão 5% de desconto sobre o preço à vista dos itens. O limite do cartão será de R$ 5 mil. O beneficiário terá direito ao crédito a partir da data da entrega das chaves, mas quem já está morando no imóvel ou quitou o financiamento já poderá pedi-lo imediatamente.
Para solicitar a linha, o beneficiário deverá ir a uma agência da Caixa Econômica Federal ou ligar para o 0800-726-8068, com o CPF em mãos.
Publicado por: Extra -
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12/06/2013
Venda de imóveis novos sobe 40% até abril em SP
As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo cresceram 39,7% nos primeiros quatro meses do ano em relação ao mesmo período de 2012, segundo o Secovi-SP (sindicato das construtoras).
De acordo com o balanço, foram comercializadas 10.350 unidades no primeiro quadrimestre deste ano --73% delas nos meses de março e abril.
O total de unidades lançadas também subiu. Passou para 8.037, alta de 51%, segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio). O preço do metro quadrado acompanhou o movimento, com elevação de 22% no primeiro quadrimestre deste ano, para R$ 7.982.
Apesar do crescimento nas vendas, Luiz Paulo Pompeia, presidente da Embraesp, diz que o resultado tende a ser pontual. \"Os juros subiram, a inflação está alta, o que atrai menos os compradores. O movimento não deve se repetir.\"
João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de mercado imobiliário da Poli-USP, afirma que a expansão é resultado de empreendimentos lançados com grande número de unidades. Publicado por: Folha de São Paulo -
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12/06/2013
O início, o meio e o fim
Começam pela Avenida Rio Branco, perto da Biblioteca Nacional, as obras de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Centro e Zona Portuária. A ideia é aproveitar o fechamento de um trecho da avenida para a criação de um parque, e dar a partida nos trabalhos. O contrato do consórcio com a Prefeitura será assinado amanhã em evento com a presidente Dilma Rousseff. Publicado por: O Globo - Gente Boa
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12/06/2013
TV digital para o \"Minha casa\"
As famílias beneficiadas pelo programa de habitação popular \"Minha casa, minha vida\" poderão comprar notebook, TV digital e lavadora de roupas automática, entre outros itens, por meio de um cartão magnético operado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil (BB) e aceito em lojas cadastradas em todo o país. O pagamento poderá ser feito por débito em çonta ou boleto bancário. O interessado não precisará ser correntista de nenhuma instituição. O anúncio da nova linha de financiamento para móveis, eletrônicos e eletrodomésticos deverá ser feito hoje, pelo Ministério das Cidades, com a participação da presidente Dilma Rousseff.
Na lista dos itens que poderão ser comprados com o cartão também estão geladeira e fogão, além de móveis, como guarda-roupa, camas de casal e solteiro, mesa com cadeiras e sofá.
O contemplado poderá usar o cartão no período de um ano. Ele terá um crédito no valor de até R$ 5 mil, que poderá ser usado aos poucos, com o pagamento da primeira parcela após 12 meses. Porém, se atingir o limite máximo de gasto antes de um ano, vai pagar a primeira prestação imediatamente no mês seguinte. O prazo de pagamento será de até 48 meses. A taxa de juros ainda não foi informada.
O crédito será destinado tanto a novos mutuários quanto aos que já tiveram as moradias entregues. Quem li¬quidou o financiamento também terá direito. Provavelmente, o cartão será solicita do nas agências bancárias.
O crédito será destinado a três faixas de renda do programa: até R$ 1.600 (faixa 1); entre R$ 1.600 e R$3.275 (2); e de R$ 3.275 a R$ 5 mil (3). Até agora, 1,4 milhão de famílias foram contempladas pelo programa e, portanto, poderão se beneficiar da modalidade.
A previsão até o fim do ano é de que 1,9 milhão de famílias sejam beneficiadas com imóveis do \"Minha casa\". Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
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12/06/2013
Arquitetos discutem BRT na Primeiro de Março
A apresentação do novo projeto viário para o Centro provocou polêmica, na última segunda-feira, no auditório do Instituto dos Arquitetos do Brasil do Rio (IAB-RJ). Entre as novidades, os pontos que mais geraram discussão foram o trecho do BRT Transbrasil (Baixada-Centro), na Rua Primeiro de Março, e a implementação do VLT (veículo leve sobre trilhos) na Avenida Rio Branco, que transformará a
Cinelândia em área de pedestre.
Os detalhes do projeto foram apresentados pelo arquiteto e presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Washington Fajardo. O BRT Transbrasil, uma das mais importantes intervenções, terá cerca de 32 quilômetros de extensão e capacidade para transportar, diariamente, 900 mil passageiros. O custo da obra é de R$ 1,5 bilhão.
Para os arquitetos que participaram do debate, o ideal é que haja uma inversão. Ou seja, a Avenida Rio Branco, que segundo eles não tem importância arquitetônica, deveria ser cortada pelo BRT, que trafega em alta velocidade. Já a Rua Primeiro de Março, que reúne centros culturais importantes e tem calçadas estreitas, poderia se valer do sistema de VLTs.
- Se fala em aumento da mobilidade e querem fechar a Rio Branco? A via é ideal para receber o sistema de BRT, tem calçadas largas e, arquitetonicamente falando, não tem importância alguma. Já a joia da Coroa, a Rua Primeiro de Março, que tem calçadas de quarenta centímetros com postes no meio, vai ganhar um BRT. O projeto tem uma permanência e um impacto na cidade que merece ser repensado - disse Carlos Fernando Andrade, arquiteto e ex-superintendente do Iphan/RJ.
Criticado pelos colegas, Fajardo afirmou que aceita sugestões que visem melhorar o projeto, e que o encontro tinha exatamente esta finalidade:
- Aceitamos contribuições. Mas acho interessante converter a Cinelândia em área de pedestres. O trecho é o nosso espaço republicano, de representação política. Há uma centralidade viva na Rio Branco.
Área no centro será fechada
A ideia é que o VLT, que vai integrar diversos meios de transporte, ligue a Zona Portuária ao Aeroporto Santos Dumont. A previsão é que a malha das seis linhas de VLTs tenha 30 quilômetros. No trecho da Av. Rio Branco, o mais polêmico, o desejo da prefeitura é que se crie um Corredor Cultural entre a Rua Nilo Peçanha e a Cinelândia. Essa área será fechada para carros, com o VLT passando pela lateral.
- Hoje, ainda temos o problema do Centro esvaziado no fim de semana. Com esse projeto, pode haver um uso mais intenso da região. Vejo esse território com grandes possibilidades de reconquista da vitalidade perdida, e a mobilidade vai auxiliar na nova dinâmica. A prefeitura quer mudar o Centro, precisamos oferecer transporte efetivo e entregar até 2016 um novo modo de circulação, que valorize o pedestre - explicou Fajardo.
Apesar de discordar de partes do projeto, Sidney Menezes, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), ressaltou a importância de se ter um arquiteto à frente das discussões:
- Como dizemos no meio, ele (Fajardo) entende do riscado. E acenou com a possibilidade de receber contribuições, e isso é ótimo. O projeto tem sentido, um sistema viário para a cidade que integra vários transportes. Mas espero que a possibilidade de passagem de um BRT na Primeiro de Março seja revista.
Publicado por: O Globo - Letícia Fernandes
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11/06/2013
Empresas investem em certificação verde
Consumidores exigentes buscam cada vez mais construções sustentáveis, o que faz com que aumente o número de empreendimentos, seja privado ou publico, como estádios de futebol, escritórios e até igrejas, que estão na busca de certificação Leadership in Energy and Environmental Design (I.FFD). Atualmente, no Brasil, são 99 empreendimentos certificados e 720 registrados em busca da certificação.
Quem lidera o setor em plena expansão é a cidade de Curitiba, com 48.3% dos empreendimentos comerciais e corporativos lançados nos dois últimos anos cm busca do selo verde. Em seguida está São Paulo, com 47.2% dos lançamentos, e o Rio, com 40,8% dos empreendimentos em processo de certificação. Por aqui. 134 empreendimentos estão registrados e, t entre estes, 12 certificados.
De acordo com a coordenadora técnica da GBC Brasil | (Green Building Council), Maria Carolina Fujihara, esse \'boom na busca pela certificação que já é usada em mais de 140 países é uma tendência do mercado. Para receber o selo, o empreendimento deve cumprir requisitos visando à diminuição dos impactos ambientais como uso racional de água. eficiência energética, espaço sustentável, qualidade ambiental interna, materiais e recursos e inovações e tecnologias. \"O mercado da construção civil sustentável está em alta e apenas dois estados da Federação, Acre e Tocantins, que ainda não aderiram a esse conceito\", frisa.
Segundo dados da GBC Brasil, organização não governamental em operação desde 2007, que visa fomentar a indústria de construção sustentável no Brasil por meio de sua atuação junto ao governo e à sociedade civil, o País se destaca no cenário mundial e está em quarto lugar na busca pela certificação, atrás apenas de listados Unidos, China e Emirados Árabes.
Apesar de os empreendimentos \"verdes\" custarem de 1% a 7% mais do que um empreendimento comum, o gasto operacional é reduzido de 8% a 9% e a valorização aumenta de 10% a 20% no preço de venda. Para Fujihara, a adoção de medidas como torneiras \"inteligentes\", descargas de duplo acionamento e reaproveitamento da água da chuva diminuem o consumo de água e, consequentemente, o custo operacional.
A certificação também proporciona redução de 30% no consumo de energia, de 80% dos resíduos sólidos e de até 35% nas emissões de gases de efeito estufa. \"A construção civil é responsável pelo consumo de 21 % de toda a água tratada do planeta, enquanto empreendimentos que conquistam o selo podem reduzir o consumo de água em até 50%\", afirma a técnica.
Ela ressalta ainda que, além de oferecer conforto e bem-estar aos ocupantes, os empreendimentos sustentáveis proporcionam aumento da produtividade dos funcionários, já que um edifício nesses moldes prioriza aspectos como a boa iluminação natural, produtos sem teor de compostos orgânicos voláteis (que podem ocasionar cheiro forte) e controle de qualidade do ar.
A expectativa é de que até o fim de 2013 sejam 900 empreendimentos registrados e 120 certificados solicitados. De acordo com Fijihara, cerca de 45% das solicitações vêm de escritórios e empreendimentos comerciais, mas a certificação tem sido procurada por indústrias, estádios, fábricas, shoppings. bancos, hotéis, escolas, museus e hospitais.
O Museu de Arte do Rio é um dos prédios que buscam a certificação. A coordenadora destacou os empreendimentos sustentáveis e certificados do Rio de Janeiro citando a loja da rede Starbucks, no Rio Sul, e duas torres do Ventura Corporate Towers. Entre os que buscam a certificação estão o Maracanã, o Museu de Arte do Rio (MAR), o Colégio Estadual Erich Walter Heine, o Shopping Metropolitano, a Biblioteca Pública Estadual do Rio e o Grand Hyatt Rio de Janeiro.
Ela explicou ainda que o processo de certificação se dá desde o início do projeto até
o fim da obra e que o prazo para se obter o LEED pode demorar seis meses. É feita uma auditoria no processo para ver se tudo está seguindo as normas de exigência da Green Building Council Brasil e só a partir daí o documento é liberado\", ressalta.
Fujihara destaca também o Qualiverde, resolução lançada em 2012 pela Secretaria Municipal de Urbanismo e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que dá descontos no Imposto Sobre Serviço (ISS). Sobre a Transmissão de Bens Imovéis e no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Para obter o Qualiverde, é preciso ter dispositivos economizadores, sistema de reúso de águas servidas, medidores individuais. sistema de reúso de águas negras, aproveitamento de águas pluviais, ampliação de áreas permeáveis além do exigido por lei. eficácia energética e desempenho térmico.
Água
Para o consultor de meio ambiente Alessandro Azzoni, construção sustentável é uma tendência que deve ser incorporada, futuramente, ao dia a dia dos brasileiros, já que associa-se às exigências do mercado com o retorno financeiro. Azzoni destaca a água como o grande vilão dos grandes empreendimentos. A maioria das pessoas ainda não está preocupada com o meio ambiente, e sim com a economia que tais ações podem trazer\", critica.
O consultor considera o número de empreendimentos ditos verdes ainda baixo, se com parando com a exploração imobiliária atual. Segundo ele, no ramo industrial os investimentos são mais significativos devido ao custo-benefício, mas nas construções de menor porte, adaptar ou construir se torna mais custoso.
\"Os empreendimentos verdes devem beneficiar também tudo o que está ao redor, e um exemplo, são os terraços verdes, que já passam a comporás grandes metrópoles. Essas ilhas verdes são importantes para reduzir as ondas de calor de um prédio, reduzindo o aquecimento em até 40%\". destaca, frisando que o certificado é uma garantia para o consumidor de que o empreendimento está correto e seguindo as normativas ambientais.
Já a consultora de sustentabilidade, Rosana Corrêa, garante que é uma necessidade do mercado. Para ela, a cobrança do consumidor é maior e as empresas públicas e privadas estão apenas se adaptando a tais exigências. \"Em 2005 dávamos palestras sobre a importância do tema. Fazíamos um trabalho comercial.
Hoje em dia, as empresas que nos procuram. Inclusive as que nos deram às costas naquele momento\", disse.
Corrêa garante que a procura por esse tipo de empreendimento é boa no País, que já é o quarto país do mundo nesse tipo de construção. Ela frisou que no Rio de Janeiro essas obras são impulsionadas pelos grandes eventos como Copa do Mundo e Olimpíada. \"Existem até incentivos econômicos para quem quer empreender\", ressalta.
Publicado por: Jornal do Commercio - Wanilson Oliveira
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11/06/2013
Crédito imobiliário cresce 40%
As concessões de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal subiram 39,7% nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período de 2012, alcançando R$ 51,2 bilhões, informou o banco nesta sexta-feira.
O objetivo da Caixa é desembolsar R$ 126,5 bilhões no crédito para aquisição da casa própria em 2013, sendo que a meta foi elevada de R$ 120 bilhões depois dos bons resultados vistos no início do ano. Em 2012, o volume de contratações em habitação na Caixa foi de R$ 106,7 bilhões.
Do total já aplicado, R$ 31 bilhões foram destinados à compra de imóveis prontos (novos ou usados) e R$ 20,2 bilhões para financiar a produção de empreendimentos habitacionais.
O diretor de habitação da Caixa, Teotonio Rezende, destacou, em nota, que os recordes do banco no mercado de habitação são consequência da \"conjugação das condições da economia\", do crescimento da renda e da ampliação do acesso à casa própria por meio do programa do governo federal \"Minha Casa Minha Vida\".
A Caixa ainda informou que foram contratadas pelo \"Minha Casa Minha Vida\" mais de 2,6 milhões de unidades habitacionais desde 2009 até maio deste ano, das quais 1,2 milhão foram entregues. A projeção, segundo a Caixa, é contratar pelo programa 3,4 milhões de habitações até 2014. Publicado por: Valor Econômico -
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11/06/2013
A nova Lapa
A Lapa vai ganhar um hotel de 60 apartamentos e salão de convenções em maio de 2016. Da rede Ramada, ele vai ficar na Rua do Resende. O investimento total no negócio, que será oficialmente apresentado hoje, chega a R$ 25 milhões. Publicado por: O Globo - Gente Boa
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10/06/2013
Condomínios sustentáveis
A semana foi de muitas comemorações e iniciativas voltadas à sustentabilidade, graças ao dia internacional do meio ambiente, no último dia 5 de junho. Na área de habitação, a cidade de Niterói conta com alguns destaques de empresas que se preocupam com a redução dos impactos das construções na natureza. Consequentemente, a redução de gastos ocorre tanto para quem constrói, quanto para quem compra.
O engenheiro ambiental Renato Iezzi explica a preocupação e interesse das empresas em relação ao meio ambiente. \"As empresas buscam a redução dos impactos ambientais e se preocupam, sim, com o futuro do planeta. As construtoras maiores, por exemplo, estão de olho no nicho ambiental, e se mostram sensibilizadas, ao buscarem novas técnicas e tecnologias que viabilizem a sustentabilidade do empreendimento\", explica.
A construtora Pinto de Almeida, em Niterói, é um dos destaques. Os condomínios da linha de construção \"Portal\", por exemplo, têm telhado branco (que diminui absorção de calor e reduz consumo de energia), aproveitamento de água das chuvas para a limpeza das áreas comuns e rega dos jardins do condomínio, evitando o desperdício de água. Também usam luminárias e lâmpadas de baixo consumo, sensor de presença nas áreas comuns e bicicletário, para economia de energia.
Nos apartamentos, os vasos sanitários possuem caixas acopladas com botões de regulagem de vasão, utilizando água de acordo com as necessidades, e medidores individuais de água, luz e gás - o que contribui para a conscientização de desperdício e consequente redução do consumo desses recursos. Além disso, nas obras são utilizadas madeira certificada ou de reflorestamento.
O diretor da Pinto de Almeida, Naum Ryfer, explica a existência de um comitê de Sustentabilidade. \"Esse comitê gerencia as medidas a serem implementadas nos projetos, desde o material que será utilizado na construção, até os recursos tecnológicos disponíveis para reduzir os gastos energéticos e de água. Também usamos estratégias para compensar os recursos que, inevitavelmente, precisaram ser utilizados, como a plantação de mudas para substituição das árvores retiradas dos terrenos a serem construídos\", conta.
Iezzi explica que essas construções são classificadas como os empreendimentos verdes. \"São os investimentos e técnicas aplicadas durante o projeto para o investidor-consumidor final. Soluções inteligentes como a captação de águas das chuvas para a limpeza das áreas comuns e rega dos jardins do condomínio, além de luminárias de baixo consumo, utilizado pela empresa Pinto de Almeida Engenharia, são práticas eco-eficientes, pois de forma simples auxiliam na redução do consumo de água e energia\", reforça.
Naum explica que a preocupação da construtora vai além de produzir uma planta de qualidade e ter um bom acabamento nos imóveis. \"A preocupação com o meio ambiente é um dos itens relevantes para a concepção dos novos projetos. Investir em sustentabilidade é pensar na responsabilidade com as futuras gerações, além de ser uma preocupação dos clientes, principalmente os mais jovens. O consumidor está muito mais consciente e a opção por empreendimentos que ofereçam serviços ecologicamente sustentáveis é um diferencial na hora da escolha por um imóvel, principalmente para a nova geração de consumidores\".
O especialista Renato Iezzi explica que gestão ambiental na construção civil não é uma prática recente, e muitas das vezes não é compulsória. \"Para poder licenciar uma obra no órgão competente (INEA) são exigidas diversas condicionantes desde a fase de instalação até a fase de operação. Dentre as exigências, estão a Gestão Ambiental da obra, recomposição vegetal e monitoramentos ambientais (tais como: qualidade do ar, emissões atmosféricas e qualidade da água) e outras condicionantes de acordo com a complexidade do empreendimento\", conta.
A construtora Fernandes Maciel, também de Niterói, preza pelo cuidado com meio ambiente desde o projeto inicial da obra. Os empreendimentos La Rochelle, na Rua Vereador Duque Estrada, 85 (Santa Rosa) e Nóbrega Um, na Rua Nóbrega 1 (Icaraí), Maggio, na Rua Tiradentes n°65 (Ingá), Essence, na Rua João Pessoa, 350 (Jardim Icaraí) e The Flower, na Av. Roberto Silveira, 463 (Icaraí) ganharam um planejamento específico, para reduzir os impactos ambientais.
\"Desde a concepção das obras, procuramos ter o máximo de cuidado com o meio ambiente. A água da chuva é reutilizada para alimentar as descargas dos banheiros e também para fazer lavagem de laje e de áreas de vivência. Compramos madeira com certificado de origem de reflorestamento. E, além disso, criamos um sistema de recolhimento de resíduos gerados na obra. Através de sacos coloridos, nós fazemos a separação do resíduo plástico, madeira e o bruto, para que esse material possa ser enviado para os centros de reciclagem\", explica o diretor da construtora, Vicente Maciel.
Vicente conta que os projetos não param por aí. Há um controle de gasto de luz e água, que é contabilizado de acordo com o número de funcionários de cada obra. \"Nós avaliamos esses gastos por empregado e realizamos premiações nas obras que conseguem reduzir os gastos. Esse processo também é realizado com o material utilizado nas obras. Temos índices para verificar a perda de material cerâmico (tijolo, lajota) por metro quadrado. Calculamos a perda, avaliamos os desperdícios e comparamos com as outras obras que administramos\", conta.
Por fim, o especialista alerta que não basta apenas o empreendimento verde. \"Devem ser adotadas práticas de manutenção para o consumidor final, assim como projetos de educação ambiental, implementação e adaptação de novas técnicas através de uma gestão eficiente e eficaz. No Brasil, os empreendimentos verdes podem ser um diferencial para a construtora e para o investidor-consumidor final\". Publicado por: O Fluminense - Dara Bandeira
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10/06/2013
Setores financeiro e imobiliário são os preferidos de gestores de valor
A economia doméstica cresce pouco e, globalmente, as commodities estão mal cotadas. Para onde correr? A dica é garimpar entre as empresas dos setores financeiro e imobiliário. É nesses segmentos que se concentram os melhores investimentos do momento segundo gestores fundamentalistas que se reuniram no 6º Congresso Value Investing, na semana passada, em São Paulo. Conhecidos pela investigação profunda das empresas em que investem, esses gestores garantiram retornos entre 20% e 40% em seus fundos de ações no ano passado. Isso enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia apenas 7%.
Seis gestores toparam o desafio e indicaram um total de nove empresas para compor o portfólio com perspectivas de valorização. Itaú Unibanco, Cetip, BB Seguridade formaram o bloco financeiro. No ramo imobiliário, somaram-se Tecnisa, Rodobens Negócios Imobiliários e Brasil Hospitality Group (BHG). Na lista apareceram ainda Equatorial, de energia, JSL, de logística, Fleury, de medicina diagnóstica, e uma companhia de tecnologia que não é listada na bolsa brasileira, a Cisco Systems.
Itaú Unibanco é a maior posição do fundo da Studio Investimentos hoje. A gestora espera um crescimento de lucro pequeno para este ano, com aceleração a partir de 2014. Ainda que não haja perspectiva de grandes saltos no valor do papel, como costumam gostar os gestores fundamentalistas, a liquidez permite sair rapidamente caso surjam oportunidades. E, aos juros atuais, manter dinheiro em caixa custa caro. Ainda no segmento financeiro, BB Seguridade também faz parte da carteira da casa.
Cetip é uma aposta da Perfin Investimentos. A expectativa da entrada de outro competidor no mercado causou uma pressão exagerada sobre os preços, na opinião de Ralph Rosenberg, gestor da casa. \"Nenhuma atividade da empresa hoje representa mais de 20% da receita\", diz. O segmento de registro de títulos, por exemplo, em que a BM&FBovespa pretende atuar, responde por 15% da receita da companhia segundo Rosenberg. A Cetip, considera o gestor, tem ainda margens altas e baixa necessidade de capital para crescer.
É também da Perfin a indicação de Tecnisa. Depois de passar por dificuldades e frustrar os investidores com resultados ruins, as construtoras se organizaram e surgiram oportunidades, diz Rosenberg. No caso de Tecnisa, foi considerado um fator positivo a companhia ter voltado a focar segmentos de média e alta renda de São Paulo. É da empresa, por exemplo, o projeto do bairro Jardim das Perdizes, com margem bruta elevada, já que o terreno se valorizou muito desde a aquisição pela construtora. Os impactos dos erros do passado começam a deixar os resultados da empresa, segundo o gestor.
Rodobens Negócios Imobiliários também passará por uma virada para a Bogari Capital. \"A ação caiu muito e ficou esquecida\", diz Flavio Sznajder, sócio da gestora. Os erros do passado deixaram dívidas, diz, que foram cobertas pelo proprietário. \"Quando a gente investe no setor imobiliário, não quer uma empresa grande, mas familiar\", completa. Traz boas perspectivas, na opinião dele, o fato de a companhia ter vendido vários projetos, reduzindo o endividamento. Além disso, diz, a companhia reduziu o foco no programa \"Minha Casa Minha Vida\" do governo federal, ampliando a atuação em segmentos com margens mais elevadas. \"Quando a empresa entrar em nível de cruzeiro, deve ter rentabilidade de 15% ao ano\", estima Sznajder.
A Bogari também espera uma recuperação semelhante de BHG, do segmento hoteleiro. A empresa também se recupera de decisões equivocadas de investimento no passado, diz, ainda que isso não tenha se refletido na ação até o momento. A proximidade da Copa e da Olimpíada também é um ponto favorável à companhia.
No setor de energia, Equatorial se destaca dos pares na opinião da Studio Investimentos. Por ter um desempenho operacional superior, a companhia garante maiores retornos do que as concorrentes, segundo a gestora. Para ela, a empresa estenderá a eficiência para a distribuidora paraense Celpa, comprada no ano passado. Os resultados positivos, considera, vão começar a vir à tona no quarto trimestre.
A Guepardo Investimentos indicou JSL como empresa com potencial de valorização. A companhia, aponta a gestora, está na contramão, ao oferecer serviços logísticos em tempos em que muitas empresas buscam se desfazer dos ativos no segmento para não ter que se preocupar com ele.
Também no segmento de serviços, a Jardim Botânico Investimentos tem na carteira desde o ano passado Fleury, de medicina diagnóstica. Uma decepção temporária com o crescimento da companhia trouxe a oportunidade de compra. Entre os pontos fortes estão o foco nas classes A e B e a criação recente da marca A+, com atuação nacional. \"Isso é interessante porque esse é um setor caracterizado pela força da marca regional\", diz Isabella Saboya, sócia da Jardim Botânico. Além disso, considera, devem começar a aparecer no meio deste ano ganhos referentes à ampliação do número de unidades empreendidas nos últimos dois anos.
\"Tenho dificuldade hoje de falar em grandes oportunidades aqui no Brasil\", diz Bruno Barreto, sócio da Investidor Profissional (IP). O gestor recomendou Cisco, que pode ser comprada no Brasil por meio de recibos de ações (BDRs, na sigla em inglês). A empresa tem grande fatia de mercado nos segmentos em que atua, defendeu Barreto, e oferece produtos e serviços em redes e comunicações indispensáveis quando as companhias têm forte dependência da internet. Ainda pode haver ganho adicional, diz Barreto, caso o dólar se valorize ante o real, como o mercado tem projetado. Publicado por: Valor Econômico - Luciana Seabra
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09/06/2013
Debate no IAB discutirá projetos para o Centro
Os constantes nós no trânsito do Centro do Rio, bem como as obras previstas pela prefeitura para aquela região, serão discutidos nesta segunda à noite, em um debate na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), no Flamengo. O evento será aberto ao público e apresentado pelo arquiteto e presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Washington Fajardo.
Entre os projetos que serão discutidos estão as intervenções de mobilidade urbana, como o BRT Transbrasil, as linhas de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) - que ligarão os bairros da Região Portuária ao centro financeiro e ao Aeroporto Santos Dumont -, as novas áreas para pedestres da Avenida Rio Branco e da Rua Primeiro de Março, entre outros estudos.
Na avaliação do presidente do IAB, Sérgio Magalhães, o debate permitirá à população se aprofundar sobre as intervenções realizadas pela prefeitura no Centro:
- A apresentação e o debate são importantes não apenas para que arquitetos e a sociedade tomem conhecimento do que está sendo planejado, mas por nos oferecer a oportunidade de participar do processo e, eventualmente, contribuir no aperfeiçoamento dos estudos e dos projetos pensados para a cidade - afirma.
Representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), do Clube de Engenharia e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) vão participar do debate.
A sede do IAB fica na Casa do Arquiteto Oscar Niemeyer, na Rua do Pinheiro 10, no Flamengo. O evento começa às 18h30m. Publicado por: O Globo -
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09/06/2013
Um quê de orla às margens da linha do trem
Já ensina o samba de Arlindo Cruz e Mauro Diniz que Madureira é sorriso, é paz e prazer. E, naturalmente, a nova atração do bairro que inspira verso e prosa não poderia deixar de estar imbuída desse espírito. Prestes a completar um ano no próximo dia 23, o Parque Madureira virou ponto de encontro de todas as tribos: nos finais de semana, segundo os administradores, o maior complexo de lazer do subúrbio carioca e terceiro maior parque verde do Rio (atrás apenas do Aterro do Flamengo e da Quinta da Boa Vista) recebe de 20 a 25 mil visitantes por dia em seus mais de 103 mil metros quadrados à beira da linha férrea.
Para o deleite dos frequentadores, o lugar guarda um clima das saudosas praças, com carrocinhas de maçã do amor, vendedores de balões coloridos, casais de namorados e famílias esparramadas no gramado. Mas há também atrativos de um parque moderno, como pistas radicais de skate, cinema ao ar livre e estação digital com acesso à web. E ainda música: forró, rock, MPB, charme e - como não poderia faltar no berço da Império Serrano e Portela - samba da melhor qualidade.
- Estou arrependida de não ter vindo antes. Tem espaço para todos: parquinho para as crianças, academia de ginástica para a terceira idade... Dessa vez, vim de avó, com minha netinha. Mas, na próxima, virei sozinha ou com as amigas, porque descobri que tem também pagode e cervejinha - disse a aposentada Francisca Luiz Nunes, de 76 anos, moradora da Pavuna.
Quase um ano depois de inaugurado, o espaço continua recebendo uma multidão de visitantes de primeira viagem. Muitos de bairros além da Zona Norte e de cidades vizinhas. As amigas Mônica, Cátia, Elaine e Eloísa saíram cada uma de um lugar, de Jacarepaguá a Nova Iguaçu, para botar o papo em dia num shopping. Mas no meio da tarde resolveram esticar o passeio até o parque do qual só tinham ouvido falar. Agora, planejam voltar. Assim como produtor de moda Lucas Silveira, de 24 anos. Morador do Recreio dos Bandeirantes, até o domingo passado ele costumava jogar vôlei somente perto de casa. Até que aceitou o convite de um amigo para uma partida em Madureira.
- É um pouco distante, mas valeu. Tinham me dito que encontraria um ambiente agradável e pessoas divertidas. Foi exatamente o que descobri - revela Lucas.
Esportes ao ar livre
O vasto parque favorece a prática de esportes. E esta é, sem dúvida, o grande atrativo para quem vai ao lugar. Além da quadra poliesportiva onde Lucas estreou no subúrbio, o espaço tem uma quadra para futsal e outra de areia, academias de ginástica, ciclovia, pista de 1,5 quilômetro para caminhadas e corridas, cancha de bocha e um campo de grama sintética. É nesse campo que, toda semana, o balconista Marcos Souza, de 33 anos, morador de Cavalcanti, joga futebol com os amigos. Ele é só um dos frequentadores de carteirinha da área de lazer. Taylan Fagundes, de 17, e Johannes Gomes, de 15, vizinhos em Madureira, fizeram do parque um quintal de casa, onde praticam outro esporte que faz muito sucesso por ali: o tênis de mesa.
- Antes, jogávamos na rua. A mesa era uma tabuleta de camelô. A rede, uma ripa de madeira - lembra Taylan.
Primeiras manobras
Igualmente concorrido e um dos espaços mais movimentados do parque é o Skate Park. Considerado uma das melhores pistas do país, reúne em quase quatro mil metros quadrados três modalidades do esporte: street, bowl e downhill. Atrai profissionais e tem feito a cabeça de novos adeptos. No domingo passado, o pequeno Victor, de 6 anos, fazia suas primeiras manobras. Enquanto isso, a estudante Amanda Quintella, de 17, arrasava sobre as rodinhas.
- O Parque Madureira é um dos melhores do Rio, com segurança e fácil acesso - diz ela, moradora de Seropédica.
Não são só as manobras de skate que impressionam. A tribo dos patinadores promove um balé na pista e lança moda. No parque, eles formaram o grupo Roller Zona Norte. E exibem suas coreografias sobre patins com iluminação de LED e rodinhas que acendem.
Novos equipamentos esportivos, no entanto, já estão na mira dos planos de expansão do parque, que chegará a ter três quilômetros de extensão, de Madureira às proximidades da Avenida Brasil, segundo o gestor da área de lazer, Claudio Cassetti. De acordo com ele, a prefeitura está em fase de conclusão do projeto, que deve ser aprovado ainda este ano. São estudadas demandas como a de paredes de escalada, áreas para slackline e pistas de manobras com bicicleta.
Famílias vêm de todas as regiões do Rio
Quando a expansão ficar pronta, a expectativa, diz Cassetti, é que a área de lazer possa atrair um público ainda maior. Hoje, afirma o gestor, a maioria dos visitantes, nos dias de semana, vem de bairros próximos. É um público formado quase que exclusivamente por quem vai ali se exercitar pela manhã e por crianças e adolescentes do entorno. Já nos finais de semana a lotação é máxima, com famílias inteiras de todas as regiões do Rio. No meio de um feriadão, o público pode passar de 30 mil. E em dia de shows no palco da Praça do Samba, que já recebeu nomes como Jorge Aragão, Dudu Nobre e Billy Paul, o número de visitantes pode chegar a quase 50 mil.
- Este é um lugar em que as diversidades são respeitadas e todos convivem bem. Como morador da Zona Norte, tenho orgulho de administrar o terceiro maior parque do Rio e ver a população zelar por esse lugar, enquanto o bairro se valoriza, o comércio no entorno melhora e a autoestima das pessoas vai lá em cima - analisa Cassetti.
A julgar que são as crianças quem mais aproveitam as delícias do parque, é ali que muitas delas comemoram seus aniversários, crisma e primeira comunhão. Em domingo de sol, é difícil convencer a pirralhada a voltar para casa e deixar para trás atrações como o teatrinho e a cascata artificial, que ajuda a refrescar no calorão de Madureira. Esses espaços vão ficar na memória de muita gente pequena, como Yngrid, de 8 anos. Foi na área de lazer que ela aprendeu com o pai, o motociclista Fábio Alves, a andar de bicicleta sem as rodinhas. E agora começa a se equilibrar sobre um skate. Muitas aventuras ainda estão por vir. Publicado por: O Globo - Rafael Galdo
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09/06/2013
Imóveis mantêm tendência de alta
O preço dos imóveis continua subindo. No país, o índice FipeZap, que acompanha o valor médio do metro quadrado anunciado, registrou variação de 1% em maio e já acumula 4,9%, em 2013. No Rio, a alta é ainda maior: 6,2% no ano. Com isso, o melro quadrado na cidade chegou a R$ 9.160. Publicado por: O Globo -
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09/06/2013
Apartamentos de 3 e 4 quartos valorizaram mais
Os apartamentos que têm três e quatro quartos foram os que mais se valorizaram, segundo o Panorama do Mercado Imobiliário 2012 do Secovi Rio. O motivo seria a oferta menor de imóveis desse tipo no mercado. Publicado por: Extra -
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09/06/2013
1% foi a alta do imóvel
O índice FipeZap, que monitora o preço do metro quadrado em 16 cidades, registrou alta de 1% em maio, uma leve queda em relação a abril (1,1%). O valor do preço médio no Rio ficou em R$ 9.160. Publicado por: Extra -
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09/06/2013
Engenho de Dentro está em alta
A Zona Norte tem recebido um aumento significativo no número de lançamentos imobiliários. As empresas perceberam a demanda dos moradores por condomínios modernos, que ofereçam segurança e lazer com conceito de clube, antes só encontrados em empreendimentos na Barra. Prova do sucesso da região é o Elo Residencial Clube, lançado pelo Grupo Avanço Aliados no Engenho de Dentro, próximo ao estádio do Engenhão. Só no pré-lançamento mais de 90% das unidades foram vendidas.
Este é o nosso terceiro lançamento na Zona Norte e no segundo semestre teremos mais um. O resultado do Elo foi excelente, pois comprovou que os moradores desejam morar em condomínios mais seguros e com lazer completo. O Elo terá mais de 20 opções de diversão\", afirma Sanderson Fernandes, diretor do grupo.
De acordo com Mário Amorim, diretor da Brasil Brokers, responsável pela comercialização do empreendimento, a Zona Norte é a bola da vez. \"Receber um número expressivo de clientes como aconteceu no Elo prova o potencial da região\", complementa.
A construtora Santa Cecília também investe no bairro e prepara para o segundo semestre o lançamento do Stadio Residencial, em frente ao Engenhão, com mais de 300 unidades e lazer completo. \"Será um gol\", afirma Mariana Meireles, gerente de Marketing da construtora.
Publicado por: O Dia - Christiane Campos
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09/06/2013
País terá novos índices sobre o mercado imobiliário
O mercado brasileiro de imóveis vai ganhar novos índices. Uma parceria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), firmada na semana passada, vai usar a base de dados de todos os cartórios do Estado de São Paulo para levantar informações
Ainda há poucas estatísticas sobre o segmento de imóveis no Brasil e as opções que existem só apareceram recentemente. Nos Estados Unidos, por exemplo, o S&P/CaseShiller pesquisa o valor dos imóveis desde a década de 1980. A escassez de dados nacionais explica a cautela dos especialistas diante das especulações sobre a possibilidade de uma bolha imobiliária no País.
A promessa é que os índices forneçam dados mais precisos sobre a situação do mercado imobiliário. \"Acho que o dado mais crítico e que temos pouca informação nesse momento é o relativo às transações do mercado imobiliário\", afirma Eduardo Zylberstajn, organizador do trabalho.
Informações sobre terras rurais e terrenos, explica Zylberstajn, também poderão ser divulgadas. Segundo ele, os dados ainda estão sendo levantados junto ao cartórios do Estado de São Paulo, mas a expectativa é divulgar os primeiros resultados ainda neste ano.
Registros online. A construção dos novos índices será possível com a digitalização dos registros imobiliários de todo o Estado de São Paulo, oficializada há duas semanas com o lançamento do portal Registradores (www.registradores.org.br). \"Nós criamos uma central de serviços eletrônicos como um meio para que a pessoa possa chegar a todos os cartórios do Estado de São Paulo\", afirma o presidente da Arisp, Flauzilino Araújo dos Santos.
A partir de agora, é possível fazer o registro eletrônico do imóvel (encaminhamento de títulos para registro), solicitar certidões e buscar e visualizar a matrícula de um imóvel sem se deslocar até um cartório. Os preços cobrados são maiores que os praticados pelas unidades físicas, mas segundo Flauzilino, a maior diferença chega a R$ 6. Também é possível pedir a entrega via Correios, com custo adicional de entrega. Algumas documentações, diz, podem ser emitidas em até 15 minutos.
Para acessar os serviços do portal, é preciso fazer um cadastro e comprar créditos, por meio boleto bancário ou transferências entre contas (somente do banco Bradesco). Os valores só estarão disponíveis após a compensação bancária. O encaminhamento de títulos eletrônicos para registro só podem ser realizados no horário de funcionamento dos cartórios no Estado de São Paulo (9h às 16h). Os demais serviços são disponibilizados 24 horas.
O site cumpre uma exigência da lei 11.977, que criou o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, e determina que até 2014 todo o registro brasileiro de imóveis deve estar disponível pela internet.
Preços. Os preços de registro dos imóveis também serão levantados pela parceria Fipe e Arisp, embora o valor do metro quadrado nessa análise possa não refletir totalmente a realidade. Isso ocorre porque captar o valor de mercado dos imóveis é um dos maiores desafios desse setor.
Dois índices atuais, o FipeZap e o Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R), do Banco Central, têm uma amostra mais precisa da tendência de variação do metro quadrado do que nos preços de mercado propriamente ditos. O primeiro pesquisa o valor anunciado do metro quadrado em 19 cidades e pode conter um viés de alta.
O segundo passa pela situação inversa. Como levanta o preço dos imóveis dados em garantia de empréstimos em 11 cidades, pode indicar valores um pouco abaixo da média, uma vez que os bancos são os responsáveis pela avaliação.
\"O ideal é analisar todas as fontes possíveis, os anúncios, as matrículas e as avaliações. Nenhuma fonte é perfeita, mas todas são válidas e têm a sua contribuição para uma leitura mais precisa do mercado\", diz Zylberstajn. Publicado por: O Estado de São Paulo -
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07/06/2013
Minha Casa informatizada
Os beneficiários do programa de habitação popular do governo federal \"Minha casa, minha vida\" poderão ter crédito para comprar eletrônicos, como televisores e computadores. Segundo o jornal \"O Estado de S. Paulo\", os itens farão parte da cesta de produtos que também terá móveis, geladeiras e fogões. Os interessados poderão fechar negócio com taxas mais baixas e prazos mais longos
O limite do crédito do cartão deverá ser de R$ 3 mil a R$ 5 mil. A taxa de juros será de 5% ao ano, com prazo de 60 meses.
Os beneficiários do programa federal poderão adquirir os produtos que quiserem da cesta. Com o crédito subsidiado pelo governo, será possível adquirir todos os itens disponíveis ou somente um. De acordo com o jornal paulista, a União não fará restrições de compra.
O crédito será destinado às três faixas de renda do programa, que está dividido em até R$ 1.600 (1); de R$ 1.600 a R$ 3.275 ( 2); e de R$ 3.275 a R$ 5 mil (faixa 3).
Ainda de acordo com o jornal, as medidas serão anunciadas pela presidente Dilma Rousseff na próxima quarta-feira, 12 de junho. A solicitação para a criação deste crédito teria partido da própria presidente. As decisões sobre o benefício estariam sendo tomadas pelos ministérios da Fazenda, das Cidades, e do Planejamento, além do Tesouro e da Caixa Econômica Federal.
Procurados, os ministérios e a Caixa não souberam dar detalhes sobre o novo benefício. Com ele, além de melhorar as condições para o beneficiário, o governo movimentaria mais a indústria de eletrônicos no país, estimulando as empresas a investir e a contratar mais.
Publicado por: Extra -
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07/06/2013
Patrimônio cultural da cidade será restaurado
Para mudar o cenário de abandono de alguns imóveis históricos da cidade, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, da prefeitura, lançou na quinta-feira um programa inédito para estimular a preservação desses prédios. O projeto vai ter foco nas regiões central e portuária, em duas frentes: restauração e ocupação criativa. Ao custo de R$ 8 milhões (R$ 4 milhões para cada área), o município pretende apoiar e patrocinar, através de edital, os projetos culturais em edifícios preservados ou tombados.
Poderão se inscrever produtoras culturais, organizações não governamentais, organizações sociais, escritórios de arquitetura, empresas de engenharia especializadas em restauração ou cooperativas de artesãos e restauradores. A empresa deve ter sede na cidade do Rio. Pessoas físicas, mesmo sendo donas dos imóveis, não poderão se inscrever. As cotas serão de até R$ 300 mil.
Uma das áreas com o maior número de imóveis com problemas de manutenção, o Centro é prioridade. Os projetos deverão prever a recuperação de imóveis de quatro Áreas de Proteção do Ambiente Cultural (APACs): Corredor Cultural; Cruz Vermelha; Catumbi e Cidade Nova; e Catete e Glória. A área prioritária é a que fica no entorno da Praça Tiradentes, da Praça dos Arcos, na Lapa, e em imóveis nas ruas do Lavradio, Mem de Sá e Rua da Lapa.
O Rio foi eleito patrimônio da humanidade em julho do ano passado, após uma campanha que começou em setembro de 2009 e envolveu Iphan, Fundação Roberto Marinho, Associação de Empreendedores Amigos da Unesco, além de estado e prefeitura Publicado por: O Globo -
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07/06/2013
Cidades mais humanas
Ao assumir o projeto de ocupar o vazio deixado pelas Torres Gêmeas, que desmoronaram em 11 de setembro de 2001, o arquiteto Daniel Libeskind estabeleceu como principal objetivo cuidar do renascimento de um espaço que remetia o mundo à lembrança de uma das piores atrocidades da história recente. Era preciso preservar, com respeito, a história do local e, ao mesmo tempo, evitar transformá-lo numa área sombria. \"Você não pode mudar o caráter de Manhattan só por causa do terrorismo\", disse.
A dignidade de uma cidade ou de um povo podem ser arranhados, mas jamais destruídos sob a ótica de quem projeta espaços urbanos. E não foi no 11 de Setembro que esse polonês naturalizado americano começou esse aprendizado. Libeskind é filho de sobreviventes do Holocausto que foram tentar a sorte na América. O arquiteto foi um dos principais convidados do New Cities Summit, evento que, nos últimos três dias, reuniu em São Paulo especialistas em urbanismo e autoridades de várias partes do mundo para discutir formas de criar cidades mais sustentáveis, dinâmicas e justas.
Autor de projetos famosos, como o Museu Judaico de Berlim e o Victoria and Albert Museum, em Londres, além de edifícios espalhados pelo mundo, inclusive no Brasil, Libeskind agradou a plateia ao expor projetos de ocupação de espaços com o que chama de \"senso de dignidade\". A visão se aproxima de dois importantes projetos elaborados para mudar o traçado de ocupação da cidade de São Paulo e reduzir o caos provocado pela falta de mobilidade: o Casa Paulista, que prevê incentivar a moradia no centro da cidade, e o Arco do Futuro, que, no sentido oposto, pretende atrair empresas e, consequentemente, abrir mais empregos nas regiões populosas fora do centro expandido. O tema foi debatido em painel patrocinado pelo Arq.Futuro, fórum de arquitetura e urbanismo.
O autor do plano diretor para reconstrução da área ocupada pelas Torres Gêmeas disse que a luminosidade e o entorno, com ruas agradáveis, foi sua principal preocupação ao estabelecer o local do novo edifício principal. \"Será o mais alto do hemisfério. Mas isso não bastava. Estabeleci que a altura seria de 1.776 pés [541,3 metros] numa referência ao ano da independência dos Estados Unidos.\"
\"Queriam que a visão do edifício se voltasse para Wall Street, o que, eu disse, criaria muita sombra. Agora, quem observar o prédio vai direcionar o olhar para o rio Hudson, para a estátua da Liberdade\", disse. Libeskind não é o arquiteto dos novos prédios que estão sendo erguidos na área. Mas orgulha-se de estar à frente não só do plano diretor, que, para sua satisfação, permitiu-lhe não só definir as posições de cada equipamento, como também da área que será destinada à preservação da história do local, como um museu. Para tornar o lugar mais agradável, por exemplo, o projeto inclui uma queda de água. \"Não se pode balançar a cidade para o momento triste; cabe ao arquiteto trazer esperança\", afirma.
Para muitos, a esperança é de que os projetos de reocupação de São Paulo façam surgir uma cidade mais humana, com mais inclusão social e uma população menos refém do caótico deslocamento diário. Na abertura do New Cities Summit, o prefeito Fernando Haddad (PT) reafirmou seu compromisso de ampliar os corredores de ônibus para oferecer mais transporte público e nos projetos para o cidadão \"morar mais próximo do emprego ou dos chamados eixos de mobilidade\".
Ainda neste mês, segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano do município, Fernando de Mello Franco, será publicado o edital de licitação para contratação das construtoras do Casa Paulista, o projeto que prevê o repovoamento da região central. As construtoras serão obrigadas a seguir o traçado criado pelo Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole (Urbem), entidade sem fins lucrativos, vencedora do projeto.
No desenho vencedor, antigos galpões industriais e áreas abandonadas darão lugar a moradias de baixo custo, mas sem cara de \"conjunto do BNH\", como costuma dizer o presidente do Urbem, Philip Yang. A parte térrea dos edifícios será preenchida por comércio e serviços e o entorno, por áreas amigáveis ao pedestre.
\"Embora seja produtora de 20% do PIB do país e hoje seus serviços se relacionem à produção industrial, São Paulo não é mais uma metrópole industrial, o que nos permite articular os locais de moradia e de postos de trabalho, para pintarmos a cidade de forma diferente e povoarmos o vazio\", afirmou Franco.
Lançado pelo governo estadual, o Casa Paulista é uma parceria inédita entre os poderes federal, estadual e municipal com a iniciativa privada. Assim como esse projeto pretende facilitar a vida de quem hoje trabalha no centro e mora na periferia, o Arco do Futuro prevê impostos municipais mais baixos para as empresas que aceitarem se instalar em áreas de alta concentração de habitantes e distantes da região central, como é o caso da zona leste da cidade.
No evento que pretendia discutir o futuro dos centros urbanos do mundo, falou-se menos em construir e expandir e mais em repensar o formato dos centros que cada vez concentram mais pessoas. \"Precisamos mais do que obras. É necessário olhar de outra forma uma estrutura já instalada, como o rio a céu aberto, o sistema ferroviário, coisas para estruturar essa cidade que pode ser chamada de contemporânea enquanto não achamos outra denominação\", disse Franco sobre São Paulo.
Daniel Libeskind aproveitou sua palestra para mostrar fotos do Dragon Valley Retail District, em Seul (Coreia do Sul), que mobilizou 30 renomados arquitetos do mundo para um revolucionário plano diretor. Em 3 milhões de m2 de edifícios espalhados em dez quarteirões, será erguida uma rede ligada por pontes e parques. A ousadia do projeto está nos 500 mil m2 de subsolo, por onde se espalharão lojas, restaurantes, estacionamentos e área verde. Mas o mais importante, para Libeskind, é o projeto respeitar as características do local e valorizar a origem. \"Se estamos na Ásia vamos cavar para ter espaço. Podemos criar formas interessantes, mas tendo em mente que manter o rio à frente é importante.\"
A mudança de costumes é outro fator que dispensa novas obras. E conectividade é um dos focos. Segundo o vice-presidente mundial de vendas da Ericsson, Jan Wareby, em pesquisas feitas pela companhia, os habitantes de grandes cidades indicaram que o telefone celular é tão essencial quanto a água potável.
Durante um painel sobre o futuro do trabalho, arquitetos se perguntavam se é preciso criar o escritório ideal diante da possibilidade de mover-se com as ferramentas de trabalho que a era digital proporciona. E mostraram-se preocupados com a quantidade de recursos gastos em prédios que se tornam obsoletos à medida que se distanciam dos melhores exemplos de sustentabilidade. Ninguém, nos painéis, sugeriu abrir mais espaço para os carros. Ao contrário, o transporte individual foi apontado como atraso.
Os cerca de 700 participantes de várias partes do mundo presenciaram o caos no deslocamento para o evento. Mas, nas discussões, contaram com um agradável refúgio. Os debates se dividiram entre o Auditório Ibirapuera e a Oca, duas obras do arquiteto Oscar Niemeyer (1907 - 2012) instaladas no coração do parque Ibirapuera.
Nas discussões sobre a reocupação dos espaços urbanos, praticamente todos os debates abordaram a necessidade da inclusão da sociedade civil e da iniciativa privada no processo. O representante da Emaar, uma empresa de Dubai especializada na construção de comunidades industriais e residenciais, considerou \"assustador\" deixar o futuro do planejamento urbano apenas nas mãos dos políticos.
\"Na maior parte das cidades, os prefeitos saem depois de quatro ou cinco anos, sem contar as regiões nas quais a população sequer tem o direito de eleger seus representantes\", disse Fahd Al Rasheed, diretor da Emaar, que acaba de concluir um empreendimento às margens do Mar Vermelho para 2 milhões de habitantes e mais de 10 mil empregos.
A opinião da população já interferiu, no entanto, no rumo das obras públicas em Porto Alegre. Segundo o prefeito José Fortunati (PDT), nenhum político imaginaria ser mais essencial num bairro carente, como o de Bom Jesus, do que um equipamento de saúde ou escola, por exemplo. No entanto, durante as reuniões do projeto de orçamento participativo, os moradores optaram por uma praça com equipamentos de entretenimento e educação, como quadras de esporte e internet. \"Eles argumentaram que esse era o melhor caminho para afastar os jovens das drogas e criminalidade\", disse. Organizações como a Rede Nossa São Paulo têm se engajado na cobrança de compromissos assumidos pelos prefeitos, segundo o fundador da entidade, Oded Grajew.
Há quem duvide, porém, no poder da intervenção da sociedade civil nas políticas públicas que envolvem a urbanização. Ezra Suleiman, professor de políticas internacionais da Universidade de Princeton, lança várias questões: \"Como podemos envolver as pessoas para criar cidades mais humanas se as políticas são sempre feitas pelas elites? A democracia pressupõe que haverá sempre conflitos de interesses. Como as decisões em torno dessas diferenças serão regulamentadas? As pessoas podem até se expressar, mas usando qual método? Vários institutos são prova de que permitimos aos cidadãos dizer o que querem, mas a sua influência na tomada de decisões é sempre duvidosa\".
O presidente da União dos Moradores da Favela de Paraisópolis, em São Paulo, Gilson Rodrigues, concorda. Ele reclamou das obras paradas na comunidade com todos que encontrava pela frente no fórum. Conseguiu, ao menos, sair do evento com reunião marcada com o prefeito.
A preocupação com segurança também vem à tona quando o assunto é ocupar espaços vazios de uma cidade. Patrocinado pela New Cities Foundation, uma organização criada em 2010, sem fins lucrativos e que pretende fazer do fórum um evento anual, o New Cities Summit envolveu 93 palestrantes que se mostravam, quase sempre, atônitos quando algum brasileiro citava qualquer dos recentes casos escabrosos de violência no país.
Parecia não haver espaço para as sugestões dos representantes dos países ricos. A proposta de tolerância zero, apontada pela inglesa Barbara Judge, que comanda o fundo de proteção à pensão no Reino Unido, perdeu efeito quando foi mencionada a corrupção na polícia. O painel sobre segurança, com especialistas sobre criminalidade e polícia do Brasil, da Colômbia e de países europeus, foi, ao final, o que atraiu mais público. O consenso, nesses grupos, é de que para conter o crime é mais eficiente humanizar a cidade do que equipar a polícia.
A reocupação das cidades com a distribuição de seus espaços, com inclusão social, desafia os especialistas. São Paulo acabou por servir como mau exemplo a quem veio à cidade para tratar do futuro do mundo urbanizado. A separação das moradias, com muros ou grades, que acabou por isolar uns aos outros e \"criar guetos, bolsões de pobreza e ódio social\", foi apontada por Philip Yang, o fundador do Instituto Urbem, como um dos maiores problemas da cidade.
Otávio Zarvos, presidente da incorporadora Idea Zarvos, foi além e recebeu aplausos ao defender a parcela da população que \"não usufrui de nada da cidade\". Para ele, o município está na \"pré-história do urbanismo\" porque a população \"não sabe conviver numa grande cidade\". \"A minha empregada, que leva duas hora para chegar da casa dela até a minha está mais educada para viver numa metrópole do que eu\", disse.
A intervenção, na plateia, durante o debate, de uma participante preocupada com os crimes \"que aparecem na mídia\" irritou Zarvos. Ele respondeu que a classe média está relativamente mais segura. \"Quando efetivamente começarmos a ocupar os bairros, muitos deles vão ficar mais seguros.\"
Para Zarvos, a maior parte dos planos diretores e das políticas de zoneamento até aqui levaram em conta \"que a cidade tem de ser aprazível para a classe média alta\", enquanto os menos favorecidos são isolados. Para ele, existem hoje \"duas São Paulo\": \"Caímos numa cilada, afastando as pessoas. Temos agora a obrigação de devolver a cidade a elas\". Publicado por: Valor Econômico - Marli Olmos
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06/06/2013
Preço de imóveis no País tem aumento de 4,9% no ano
O preço médio dos imóveis residenciais no País chegou a R$ 6,748 mil por metro quadrado em maio, um crescimento de 1% na comparação com o mês anterior. Com isso, a alta acumulada em 2013 já chega a 4,9%, segundo dados do Índice FipeZap Ampliado, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base nos classificados do site Zap Imóveis de 16 cidades. No acumulado em 12 meses, o aumento dos preços é de 14,1%.
A variação registrada em maio é ligeiramente inferior à observada em abril, quando os valores subiram 1,1%. A Fipe também destaca que, considerando a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, de 2,9%, o aumento real dos preços dos imóveis neste ano é de 2%.
Dentre as cidades monitoradas, em maio, Curitiba foi a cidade com maior aumento nos preços, com uma alta de 3,3%, seguida de Recife, com 2,9%. Belo Horizonte e Florianópolis registraram quedas (-0,1% e -0,2% respectivamente).
Em São Paulo, maior mercado imobiliário do País, os preços dos imóveis aumentaram 1%, para R$ 7,192 mil o metro quadrado. O Rio de Janeiro segue com o metro quadrado mais caro do Brasil - a cotação chegou a R$ 9,160 mil.
No conjunto das sete cidades onde a pesquisa é realizada há mais tempo (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador e Brasília) o aumento dos preços de venda de imóveis foi de 0,9% em maio em relação ao mês anterior.
No período de 12 meses, a alta nessas sete cidades é de 11,9%, mesma taxa observada em abril, mas quase a metade do que havia sido medido em maio de 2012, quando o aumento era de 19,9%.
Aluguel. Em relação aos aluguéis, o índice Fipe Zap mostra um aumento de 0,4% nos preços em maio na comparação com o mês anterior. No ano, o aumento dos preços dos aluguéis chega a 3,2%, enquanto no acumulado em 12 meses o crescimento chega a 7,6%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Publicado por: O Estado de São Paulo -
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06/06/2013
Novidades na Barra
Começa a ser construído no segundo semestre o Terminal Parque Olímpico, na Barra, parte das obras de ampliação das avenidas Abelardo Bueno e Salvador Allende. O projeto, que fará integração dos corredores Transolímpica e Transoeste, é assinado pelo arquiteto Jozé Cândido, o mesmo que criou a nova quadra da Portela. O projeto prevê sete baias para BRTs e seis baias para ônibus comuns, além de um acesso subterrâneo para pedestres. A obra vai durar dois anos. Publicado por: O Globo - Gente Boa
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06/06/2013
Casa própria sem juros
O número de brasileiros que optam pelo consórcio de imóveis não para de crescer. Atualmente, existem quase 700 mil consorciados no País que compraram uma cota para adquirir a sonhada casa própria.
O sistema, que funciona como uma poupança programada, não cobra juros e a contemplação acontece por sorteio ou lance. Na modalidade, há apenas reajuste anual nas prestações e no valor da carta de crédito. Também são cobrados taxa de administração, seguro e fundo de reserva.
De acordo com a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o valor médio das cartas subiu em 12%, passando de R$ 94.500 para R$ 105.700. O sistema é uma boa opção para quem não tem pressa para se mudar e ainda permite uma negociação melhor de posse da carta, pois é como se fosse uma compra à vista.
Outra vantagem do consórcio é que o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser utilizado, desde que o consorciado se encaixe nas regras do Conselho Curador do FGTS para liberação do recurso. Entre as exigências estão não ser proprietário de imóvel e ter pelo menos três anos de carteira assinada consecutivos ou não.
Os bancos oferecem o consórcio de imóveis e a dica é pesquisar qual instituição tem as melhores condições. O ingresso no sistema é sem burocracia, ou seja, não é preciso comprovar renda. Mas quando o consorciado é contemplado, é necessário comprovar a capacidade de pagamento.
A Caixa Econômica Federal oferece, por meio da Caixa Consórcios, a modalidade. É possível contratar cartas de crédito de R$ 70 mil a R$ 700 mil, com prazos de 120 até 200 meses. Quem comprar uma cota até 7 de julho vai concorrer a carta no valor de R$ 100 mil.
Cartas a partir de R$ 70 mil
Segundo a Caixa, no primeiro bimestre, mais de 700 trabalhadores recorreram ao FGTS para dar lance (adquirir o bem mais rápido), amortizar ou liquidar o saldo devedor e abater parte da prestação.
Publicado por: Meia Hora -
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06/06/2013
Cidade ganha mais um parque ecológico
Com uma das maiores extensões de cobertura vegetal nativa do país, a cidade tem desde quarta-feira mais uma área ecológica: o Parque Natural Municipal Paisagem Carioca, com 160 hectares, inaugurado ontem, Dia Mundial do Meio Ambiente. É o 14º parque temático criado no município. Ele está localizado nos morros do Leme, Babilônia e São João, áreas de proteção ambiental (APA) e foi criado atendendo a um pedido dos moradores do Leme e do conselho gestor da APA dos três morros.
A área passa a se tornar uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, inviabilizando o antigo projeto de expansão do teleférico do Pão de Açúcar para os morros da Babilônia e do Leme.
\"No Dia Mundial do Meio Ambiente não poderíamos celebrar a data de forma melhor, oferecendo aos cariocas e turistas um novo parque natural. Mais uma opção de integração com a natureza e parte da história da cidade. Garantindo mais uma área de preservação\", afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, por meio de nota.
A área do novo parque recebeu ações de reflorestamento em 1987, numa iniciativa dos moradores da região e do Exército. Em julho de 1995, de acordo com a prefeitura, foram plantadas 60 mil mudas de espécies nativas.
O novo parque oferecerá aos frequentadores uma vista privilegiada da Praia de Copacabana, do Corcovado, do Pão de Açúcar, da Praia de Botafogo, entre outros recantos da cidade. A Trilha Transcarioca, que terá um percurso de 180 quilômetros de extensão desde Barra da Guaratiba, passará pelo Parque Natural Paisagem Carioca.
Publicado por: O Globo -
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06/06/2013
Imóvel em Marechal Hermes tem alta de preço de 42%
Em maio, os imóveis da Zona Norte foram os que apresentaram a maior valorização do metro quadrado, conforme o índice Fipe. O tradicional bairro de Marechal Hermes aparece no topo da lista com elevação anual de 41,94%, passando de R$1.857 para R$ 2.636 o valor da metragem, nos últimos 12 meses. Depois vem a Pavuna, que pulou de R$ 1.609 para R$1.967, alta de 22,24%; e o Méier (21,68%), que subiu de R$ 3.781 para R$ 4.601.
Na estação de trem de Marechal Hermes, ao lado de Stefany Souza, Silvana Oliveira (E) diz que moraria no bairro
Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Em valores absolutos, o Leblon, na Zona Sul, continua como destaque, e é o metro quadrado mais caro da cidade e do país: R$21.767. O bairro vizinho, Ipanema, segue logo atrás com R$ 18.177.
\"Os bairros da Zona Norte passam pela segunda onda da valorização da Cidade do Rio\", diz o vice-presidente do Sindicato de Habitação (Secovi Rio), Leonardo Schneider.
O executivo afirma que a pacificação, o crescimento do financiamento imobiliário e a pujança econômica da população dessas regiões são alguns dos fatores para o aumento do metro quadrado. Segundo ele, a Zona Sul está muito saturada, com os valores lá em cima.
\"As construtoras voltaram a investir na Zona Norte, assim como o poder público. Em Marechal Hermes, por exemplo, há a expectativa de receber a extensão do Parque Madureira. Assim, quem quer investir, já começa desde agora\", aponta Schneider.
Conforme a pesquisa Fipe, a Cidade do Rio continua apresentando o maior preço médio do metro quadrado no país: R$ 9.160, contra R$8.346 em Brasília e R$7.192, de São Paulo. De acordo com o levantamento da entidade, o índice registrou aumento de 1 ponto percentual do metro quadrado no mês de maio. No ano, a alta acumulada já é de 4,9%, confirmando a valorização dos imóveis.
Em maio, os imóveis da Zona Norte foram os que apresentaram a maior valorização do metro quadrado, conforme o índice Fipe. O tradicional bairro de Marechal Hermes aparece no topo da lista com elevação anual de 41,94%, passando de R$1.857 para R$ 2.636 o valor da metragem, nos últimos 12 meses. Depois vem a Pavuna, que pulou de R$ 1.609 para R$1.967, alta de 22,24%; e o Méier (21,68%), que subiu de R$ 3.781 para R$ 4.601.
Em valores absolutos, o Leblon, na Zona Sul, continua como destaque, e é o metro quadrado mais caro da cidade e do país: R$21.767. O bairro vizinho, Ipanema, segue logo atrás com R$ 18.177.
\"Os bairros da Zona Norte passam pela segunda onda da valorização da Cidade do Rio\", diz o vice-presidente do Sindicato de Habitação (Secovi Rio), Leonardo Schneider.
O executivo afirma que a pacificação, o crescimento do financiamento imobiliário e a pujança econômica da população dessas regiões são alguns dos fatores para o aumento do metro quadrado. Segundo ele, a Zona Sul está muito saturada, com os valores lá em cima.
\"As construtoras voltaram a investir na Zona Norte, assim como o poder público. Em Marechal Hermes, por exemplo, há a expectativa de receber a extensão do Parque Madureira. Assim, quem quer investir, já começa desde agora\", aponta Schneider.
Conforme a pesquisa Fipe, a Cidade do Rio continua apresentando o maior preço médio do metro quadrado no país: R$ 9.160, contra R$8.346 em Brasília e R$7.192, de São Paulo. De acordo com o levantamento da entidade, o índice registrou aumento de 1 ponto percentual do metro quadrado no mês de maio. No ano, a alta acumulada já é de 4,9%, confirmando a valorização dos imóveis.
b
A valorização é considerada óbvia para quem conhece Marechal Hermes. Tanto os que vivem no bairro quanto quem está só de passagem confirmam: a região pulsa mais forte, com obras, vida noturna e transporte para diversos pontos da cidade - como trem e linhas de ônibus.
Quando Rhuan Cavalcanti, técnico em topografia, de 26 anos, veio de Manaus, ele buscava um lugar próximo ao trabalho. Em Marechal Hermes, bastam cinco minutos a pé para chegar até lá. \"É um ótimo lugar e que está ganhando atenção por conta de obras de saneamento e o autódromo, que será aqui pertinho\", avalia.
A valorização reflete nas ruas do bairro. Em meio a bares e restaurantes, Ademar de Barros Fonseca, 56, faz sucesso com suas duas barraquinhas de petiscos. Morador da região há 33 anos, para ele a valorização não é novidade: \"É um ótimo lugar\".
Moradora de Bangu, Silvana Oliveira, 35, diz que se pudesse, moraria no bairro. \"Está ficando cada vez mais atraente para os moradores. Além daqui, eu gostaria bastante de morar no Méier ou na Tijuca\", afirma ao lado da amiga Stefany Souza, 19.
A valorização é considerada óbvia para quem conhece Marechal Hermes. Tanto os que vivem no bairro quanto quem está só de passagem confirmam: a região pulsa mais forte, com obras, vida noturna e transporte para diversos pontos da cidade - como trem e linhas de ônibus.
Quando Rhuan Cavalcanti, técnico em topografia, de 26 anos, veio de Manaus, ele buscava um lugar próximo ao trabalho. Em Marechal Hermes, bastam cinco minutos a pé para chegar até lá. \"É um ótimo lugar e que está ganhando atenção por conta de obras de saneamento e o autódromo, que será aqui pertinho\", avalia.
A valorização reflete nas ruas do bairro. Em meio a bares e restaurantes, Ademar de Barros Fonseca, 56, faz sucesso com suas duas barraquinhas de petiscos. Morador da região há 33 anos, para ele a valorização não é novidade: \"É um ótimo lugar\".
Moradora de Bangu, Silvana Oliveira, 35, diz que se pudesse, moraria no bairro. \"Está ficando cada vez mais atraente para os moradores. Além daqui, eu gostaria bastante de morar no Méier ou na Tijuca\", afirma ao lado da amiga Stefany Souza, 19. Publicado por: O Dia - Aurélio Gimenez e Paulo Vallejos
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05/06/2013
Preço do metro quadrado no Brasil sobe 1% em maio
O Índice FipeZap Ampliado, que acompanha os preços dos imóveis à venda na internet em 16 cidades brasileiras, registrou alta de 1% em maio de 2013, variação ligeiramente menor do que a registrada em abril, quando os preços subiram 1,1%.
A variação de janeiro a maio de 2013 ficou em 4,9%. Considerando a variação do IPCA no mesmo período, de 2,9% - segundo estimativas do mercado apresentadas pelo Boletim Focus -, o aumento real (acima da inflação) dos preços dos imóveis neste ano no país é de 2%.
Considerando o período dos últimos 12 meses, o Índice FipeZap Composto (que inclui apenas as sete cidades cuja série histórica é maior) registrou aumento de 11,9%, mesma taxa observada em abril, mas quase a metade do que havia sido medido em maio de 2012, quando o aumento era de 19,9%.
Dentre as 16 cidades monitoradas pelo índice, Belo Horizonte e Florianópolis registraram as maiores desvalorizações nos preços em maio, de -0,1% e -0,2%, respectivamente. Curitiba apresentou a maior alta no mês, de 3,3%. Em São Paulo, a alta foi de 1% e no Rio de Janeiro, de 1,2%.
O FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010. Já entre as novas cidades, incluídas no Índice FipeZap Ampliado, as cidades do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm as séries históricas mais recentes, iniciadas em julho de 2012. O FipeZap Ampliado foi lançado em janeiro deste ano.
O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290.000 unidades todos os meses. Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice neutraliza os efeitos da repetição de anúncios, bem como as grandes disparidades de preços. De acordo com Eduardo Zylberstajn, coordenador do projeto na Fipe, de fato há diferença entre os preços anunciados e os preços transacionados (que costumam ser menores), mas, segundo ele, no longo prazo, ambos os valores seguem a mesma tendência. Publicado por: Exame online -
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05/06/2013
Preço de imóveis sobe quase 5% no acumulado de 2013, mostra FipeZap
O preço médio do metro quadrado dos apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros subiu para R$ 6.748 em maio, o que representa alta de 1% na comparação com abril, conforme indica o Índice FipeZap Ampliado, divulgado nesta quarta-feira (5). Com isso, o preço anunciado acumula alta de 4,9% nos cinco primeiros meses de 2013.
A variação do último mês é ligeiramente menor que a registrada em abril, quando a alta foi de 1,1%.
As maiores altas foram registradas em Curitiba (3,3%) e no Recife (2,9%). No Rio de Janeiro, que já tem o metro quadrado mais caro do país (R$ 9.160), a variação de preços chegou a 1,2% em maio. Em São Paulo, a alta foi de 1%.
Das 16 cidades cujos preços são monitorados, apenas duas registraram queda nos preços no período: Florianópolis (-0,2%) e Belo Horizonte (-0,1%).
As mais caras
Depois do Rio, Brasília desponta com o segundo metro quadrado mais caro do país, ao custo médio de R$ 8.346. São Paulo ocupa o terceiro lugar, com o metro quadrado anunciado valendo, em média, R$ 7.192. Entre as cidades pesquisadas, o preço mais barato foi encontrado em Vila Velha (R$ 3.542).
Segundo o levantamento, no bairro do Leblon, no Rio, o preço do metro quadrado no mês de maio chegou a R$ 21.767. Na mesma cidade, a Pavuna tem o metro quadrado mais barato (R$ 1.967). Em São Paulo, o preço mais caro segue sendo o do bairro Vila Nova Conceição (R$ 12.703 o m²), com Guaianazes na \"lanterna\" de custos (R$ 3.163 o m²).
Índice composto
O Índice FipeZap Composto - que acompanha a evolução média do preço nas sete cidades que originalmente faziam parte do indicador e que tem série histórica maior - subiu 0,9% em maio, ante abril.
Ao longo de 2013, o indicador composto tem alta acumulada de 4,7%. No período de 12 meses, o FipeZap Composto registrou aumento de 11,9%, mesma taxa observada em abril, mas quase a metade do que havia sido medido em maio de 2012, quando o aumento foi de 19,9%.
Segundo o estudo, os últimos dados do Índice FipeZap Composto \"parecem apontar para uma interrupção, ao menos momentânea, na desaceleração da alta dos preços\".
O Índice FipeZap foi desenvolvido e é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o portal ZAP Imóveis. O indicador acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros com base em anúncios da internet. Os municípios abrangidos são: Rio de Janeiro, São Paulo, Niterói, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, São Caetano do Sul, Florianópolis, Porto Alegre, Santo André, Salvador, São Bernardo do Campo, Vitória, Curitiba e Vila Velha. Publicado por: G1 -
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05/06/2013
Preços de imóveis sobem
O Índice FipeZap Ampliado apontou para alta de 1% no preço do metro quadrado anunciado de imóveis em maio, para R$ R$ 6,748 mil. A variação ficou abaixo do aumento de 1,1% de abril. O Índice FipeZap é calculado pela Fipe em parceria com o portal Zap Imóveis. Das 16 cidades cujos preços são monitorados, Curitiba teve, novamente, a maior alta, de 3,3%. Houve queda de preços em Belo Horizonte e Florianópolis, em maio, de 0,1% e 0,2%, respectivamente. Publicado por: Valor Econômico -
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05/06/2013
No meio do caminho
Fica pronta em setembro a ponte estaiada sobre a Lagoa de Jacarepaguá, parte do corredor Transcarioca. As quatro torres, de 48 metros de altura, já estão prontas. Falta agora um pequeno vão para que as duas partes da estrutura se unam. Do andaime, é possível ver o novo acesso à Península, que vai substituir o retorno da Avenida Ayrton Senna, na altura do Via Parque. Publicado por: O Globo - Gente Boa
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05/06/2013
Próximo boom
O crédito habitacional é o próximo boom financeiro no Brasil. Quem afirma é Roberto Setúbal, do Itaú Unibanco. Ele disse à CNN Internacional que as hipotecas podem chegar a 30% do PIB, hoje não são 10%. O especial \"On the road Brazil\" vai ao ar hoje. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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04/06/2013
Consumo em alta atrai investidores
A indústria cimenteira do Brasil dobrou de tamanho nos últimos sete anos, puxada pelo boom imobiliário, obras de infraestrutura, industriais e comerciais e por oferta de crédito e aumento da renda da população. Com o consumo aquecido, em alguns momentos cresceu a ritmo de dois A indústria cimenteira do Brasil dobrou de tamanho nos últimos sete anos, puxada pelo boom imobiliário, obras de infraestrutura, industriais e comerciais e por oferta de crédito e aumento da renda da população. Com o consumo aquecido, em alguns momentos cresceu a ritmo de dois dígitos, como em 2010, e o mercado teve de recorrer a importação para se suprir. Para atender a nova demanda, a partir de 2007 iniciou-se uma onda de investimentos em expansão, novas fábricas e até fornos parados foram modernizados e religados.
O país saltou de uma posição que variava de décimo a oitavo maior consumidor de cimento mundial para o quarto maior mercado global, atrás apenas de China e Índia e colado nos Estados Unidos. O consumo do país neste ano vai superar a marca de 70 milhões de toneladas, o que significa 350 quilos por habitante/ano, e poderá beirar 80 milhões de toneladas até 2016.
De janeiro a abril, o mercado brasileiro mostrou-se arrefecido, com aumento de apenas 1,4% nas vendas. No ano passado, o crescimento foi de 7,5% e a previsão para 2013, do SNIC, entidade dos fabricantes nacionais, está na faixa de 5% a 6%.
\"A grande alavanca do consumo é a oferta de crédito e o aumento da renda das pessoas\", diz José Otávio de Carvalho, presidente-executivo do SNIC. A expectativa para os próximos anos é de que cresça pelo menos uma a duas vezes o índice do PIB do país. Espera-se que o peso da infraestrutura aumente de 25% no consumo. Nos países desenvolvidos é de 40% a 50%. No Brasil, metade ainda vai para edificações habitacionais.
Esse novo cenário, além de estimular os tradicionais grupos a reforçarem e ampliarem seus parques fabris, atraiu uma leva de novos investidores. E ainda neste mês, a líder brasileira do setor, a Votorantim Cimentos tem data definida para fazer sua estreia na bolsa, em uma megaoperação que poderá render até R$ 10 bilhões. Será a primeira cimenteira no mercado de capitais.
Há dois anos, a Cimentos Liz, de Vespasiano (MG), tentou uma oferta primária de ações para captar R$ 800 milhões, mas não teve êxito naquele momento, pois o mercado de capitais não estava com apetite. Agora, a expectativa é diferente, de sucesso, e novos grupos poderão também buscar o mesmo caminho.
A Votorantim vai encontrar pela frente um mercado mais competitivo, com mais gente brigando por fatias de vendas. Seus concorrentes não serão só os tradicionais grupos João Santos, Camargo Corrêa (InterCement e controlador da Cimpor), Atalla, (Ciplan), Soeicom (Liz), Tupi e as duas multinacionais europeias: a francesa Lafarge e a suiça Holcim.
Além da siderúrgica CSN, que entrou no setor em 2009, nomes desconhecidos como Apodi, Mizu, Supremo, CPX, Petribu, BRC, Cementos La Unión, Sanave e Cimento Bufalo surgiram do nada. Alguns até existiam, mas sem expressão. De repente ganharam visibilidade. Caso da Mizu, do grupo Polimix, que já tem operação de cinco fábricas.
Estão espalhados do Sul ao Norte do país e apareceram na esteira do aumento da demanda e da interiorização da economia a partir de 2006. Nordeste, Centro-Oeste e Norte foram as regiões que tiveram maior aumento de consumo nos últimos anos, embora o Sudeste ainda domine quase metade (46%) de todo o cimento vendido.
Foi na direção dessas novas fronteiras, com avanço do agronegócios, novas indústrias e obras de infraestrutura, que se dirigiu a maioria dos novos investimentos. Tanto para atender a demanda que surgiu - do puxadinho da casa a uma hidrelétrica -, como para substituir importações de outros países e até de origens internas, principalmente do Sudeste.
Essa expansão atraiu gente de outros setores. A CSN é um bom exemplo disso, mas contou com uma vantagem que poucos detinham: matéria-prima. É dona de jazidas de calcário e um subproduto importante na mistura do produto, a escória oriunda da produção de aço. Outros enxergaram uma oportunidade de investimento nova, como a Cerâmica Elizabeth, a gigante da construção pesada Queiroz Galvão e acionistas do grupo cearense M. Dias Branco, forte na indústria de alimentos.
Com a expansão do consumo, também retornou ao setor, com apetite aguçado, os Brennand, tradicional família pernambucana que se desfez de várias fábricas de cimento nos anos 90, durante a grande crise da indústria no país, a qual forçou a venda de ativos por parte de diversas famílias.
Entre os novos players sobressai a Mizu, sediada em Mogi das Cruzes (SP), do grupo concreteiro Polimix. São cinco fábricas: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe e uma no Rio Grande do Norte em sociedade com a Votorantim.
A Cimento Apodi é um investimento de Ivens Dias Branco, com sócios do setor da construção, no Ceará, onde já tem duas instalações de produção, uma delas ao lado do porto de Pecém.
A Supremo Cimento, de Pomerode (SC), saiu de uma pequena moagem na sua cidade partiu há dois anos para uma grande fábrica no Paraná, em Adianópolis. Em 2011, para garantir esse plano, de mais de R$ 300 milhões, vendeu metade do capital para o grupo português Secil / Semapa, tradicional fabricante de cimento.
A CPX Brasil Mineração e Particpações, liderada por um ex-executivo de bancos de investimentos e da Votorantim, firmou protocolos de intenções de dois projetos, cada um de 800 mil toneladas e investimento na casa de R$ 500 milhões, com os governos da Bahia e de Goiás. O início de produção está previsto para 2015.
Rodrigo Lara, fundador e presidente da CPX, criada em 2006, disse ao Valor disse que é bom para o Brasil ter novos players de cimento e que há espaço ainda nesse negócio para novos investidores, pois a indústria opera no limite e com muitas fábricas obsoletas.
Segundo Lara, a CPX, que vai em breve lançar sua marca de cimento, tem como suporte um grupo de investidores do país e nasceu pronta, com modelo de governança, para ir à bolsa. \"Temos ativos minerais em todas as regiões do país\".
Ricardo Brennand, um dos ramos da família do mesmo nome, voltou em 2011 e já tem duas fábricas: uma já em operação em Sete Lagoas (MG), partindo para uma expansão, e outra em construção na Paraíba. Outro ramo, o de Cornélio Brennand, se associou à Queiroz Galvão para montar projetos na Bahia e no Maranhão.
Há um amplo leque de projetos de novas fábricas e de expansão e número similar de planos de intenções anunciado. Boa parte já está em andamento para sair do papel entre este ano e 2015. Se tudo for concretizado, o país vai ultrapassar a capacidade de 120 milhões de toneladas ao ano em 2016 - aumento de 50% sobre as atuais 82 milhões de toneladas.
Segundo executivos e dirigentes do setor, a indústria tem de operar com excedente de capacidade de pelo menos 20% sobre o consumo, pois há picos de demanda em certas épocas do ano. Hoje, essa marca está no limite, menos de 15%. Por isso, e com base em investimentos em andamento de diversos grupos, eles avaliam que o país terá um parque instalado com mais de cem fábricas em 2015 e uma capacidade instalada anual entre 100 milhões e 110 milhões de toneladas.
De 2006 até o início deste ano, segundo apurou o Valor, foram construídas 20 novas unidades industriais e atualmente cerca de dez fábricas encontram-se em instalação no país, sem contar retomadas de unidades paralisadas nos anos de crise (que durou até 2004) e modernização e expansão de instalações existentes.
O Brasil conta hoje com 16 grupos em atuação, com a gestão de 30 empresas. Nas Américas, só perde em número de fabricantes para os EUA, com 27. Em outras partes do mundo, fica atrás apenas da Itália, Índia e obviamente da China, porque faz 1,8 bilhão de toneladas de cimento por ano. Publicado por: Valor Econômico - Ivo Ribeiro
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03/06/2013
Quem dá mais?
Os cariocas têm apostado em consórcio como opção para compra da casa própria. No Feirão da Caixa, realizado por aqui há 15 dias, foram vendidos mais de R$ 3 milhões em crédito do consórcio imobiliário, volume duas vezes superior ao contratado em 2012.
Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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03/06/2013
Cidade Nova Maravilha
O casario amigo do Estácio e da Cidade Nova, naquelas \"quadras podres\" próximas ao Sambódromo, pode ser parcialmente demolido para a construção de prédios residenciais de até cinco andares.
Continua a história
A proposta está sendo discutida dentro da Operação Cidade Nova, que começa a sair do papel. As demolições se limitariam aos fundos das casas, mantendo as fachadas protegidas pela Apac da área. \"Queremos trazer gente para morar nessas áreas\" diz Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Publicado por: O Globo - Gente Boa
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02/06/2013
Feirão em Niterói movimentou mais de R$ 304 milhões
A nona edição do minifeirão da Casa Própria da Caixa em Niterói, na semana passada, movimentou mais de R$ 304 milhões em negócios assinados ou encaminhados. Isso corresponde a 1.945 contratos. Publicado por: Extra -
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02/06/2013
História preservada
Pano de fundo para as novelas \"Avenida Brasil\" e \"Pecado Capital\", além do filme \"Billi Pig\", o local ganhou a distinção no aniversário de seu centenário, em 30 de abril, quando o prefeito Eduardo Paes publicou o decreto que criou a Apac, no Diário Oficial do Município. A área inclui a Estação Ferroviária Marechal Hermes, os prédios do Curso de Mecânica e Eletrotécnica da Escola Técnica Estadual Visconde de Mauá e da Escola Estadual de Ensino Fundamental Visconde de Mauá, e ruas próximas à Praça Montese.
A ideia de preservar parte da história do bairro, segundo Washington Fajardo, presi$do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) - órgão da prefeitura responsável pelo patrimônio cultural e histórico -, é ter um bairro que, com o tempo, ganhe qualidade:
- É uma área histórica, que remonta à formação da República (o nome é uma homenagem ao marechal Hermes da Fonseca, que foi presidente). Agora, terá um acompanhamento da prefeitura.
Os moradores comemoram o novo status do bairro.
- Acho que Marechal merece. Vai valorizar o bairro - acredita Ana Cláudia Santos, dona de casa de 38 anos, que há 30 mora na região.
A dona de casa Menilda de Almeida Carvalho, de 68 anos, lamenta que o reconhecimento não tenha chegado mais cedo.
- Gostaria que recuperassem logo os prédios abandonados - diz. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
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02/06/2013
O primeiro residencial do Porto
Unidades mais baratas custarão R$ 420 mil. Projeto é diferente do proposto inicialmente
É esperado ainda para esta quinzena o lançamento oficial de um dos mais aguardados empreendimentos imobiliários da cidade: o Porto Vida, primeiro residencial da região portuária, concebido para funcionar, inicialmente, como a Vila de Árbitros e Mídia das Olimpíadas de 2016.
Neste primeiro momento, a prioridade de compra é dos servidores municipais, que desde o dia 20 de maio já podem fazer um pré-cadastro no site www.portovidaservidor.com.br. Apesar de, inicialmente, o empreendimento ter sido planejado para os funcionários da prefeitura, haverá lançamento para o público em geral em outubro.
Até agora, o número de servidores cadastrados chega a 2.900, mas, do total de 1.333 unidades residenciais do empreendimento, só há mil unidades reservadas para eles. As outras 333 serão destinadas ao consumidor em geral.
Segundo os incorporadores, os funcionários públicos - que terão preços reduzidos e condições especiais de financiamento, ainda em negociação junto aos bancos - terão seu cadastro analisado, como qualquer outro comprador. Assim, o número de 333 imóveis que chegará ao mercado em outubro pode crescer, diz Marcelo Furquim, presidente do Porto 2016, grupo formado pelas empresas que tocam o projeto (Odebrecht, OAS, Rex e Carioca):
- Para garantir que tanto servidores como o público tenham acesso a todos os tipos de unidades, fizemos um mix entre as oferecidas agora e em outubro.
E há mesmo muita diferença de um imóvel para outro. São 40 metragens, segundo a disposição nos prédios, em apartamentos de dois e três quartos. O menor terá 65 metros quadrados. E o maior, 89. A maioria é de dois quartos: são 971, contra outros 362, de três.
- Percebemos que há uma demanda crescente por dois quartos. É um produto que atende a jovens, recém-casados e pessoas de fora da cidade, que ainda não têm uma renda muito alta e querem estar próximas à Zona Sul - avalia Furquim.
Para os servidores, que terão descontadas algumas taxas, o preço inicial do menor imóvel ficará em R$ 420 mil, ou, R$ 6,5 mil o metro quadrado, valor equivalente ao que é cobrado hoje na Tijuca. Para os imóveis vendidos a partir de outubro, o preço não está definido, mas a expectativa do mercado é de que gire em torno dos R$ 7,5 mil, o metro quadrado, já que um lançamento recente da Living, em São Cristóvão - área próxima ao Porto - teve todas as 280 unidades vendidas em uma semana, por valores bem próximos a isso.
Com entrega prevista para janeiro de 2017, o empreendimento que a cidade vai receber será bem diferente do inicialmente projetado. Foi mantido o conceito urbanístico que privilegia a circulação de pedestres e faz um mix de usos entre comércio e residência, já que os sete blocos terão 30 lojas térreas onde serão instalados pequenos comércios, como restaurante e salão de beleza.
Mas os espaços internos entre os prédios, que teriam praças abertas para a rua e muito verde, foram substituídos por áreas de lazer como as de condomínios fechados, com piscina, quadra poliesportiva e espaço gourmet.
- Esse mix de usos é uma tendência mundial exigida por uma nova geração mais sustentável. Mas no Rio essas áreas de lazer são algo consolidado pelo mercado. Talvez, esse seja um projeto ainda em transição - arrisca Vicente Giffoni, presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
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02/06/2013
Faça tudo sem sair de casa
Construtoras que atuam no município apostam cada vez mais em empreendimentos com opções de lazer, conforto e comodidade para os moradores
Parque aquático, quadra de jogos, lan house, churrasqueira, academia, salão de festas e muitas outras opções de lazer ajudam os moradores a fazerem tudo sem precisar sair do condomínio. Essa é a proposta de novos empreendimentos de Niterói, São Gonçalo e Maricá. O que antes era privilégio só de alguns, hoje se torna tendência nas construções, tudo para que a diversão e o conforto sejam pontos garantidos para quem adquirir um imóvel.
O The Place, empreendimento da Pinto de Almeida Engenharia, é um dos exemplos na cidade de Niterói. O residencial, localizado na Rua Lemos Cunha, em Icaraí, terá ampla e sofisticada estrutura de lazer com piscina aquecida com raia semiolímpica e deck, espaço pizza e churrasqueira, espaço gourmet, salão de jogos, relax com sauna úmida e sala de repouso, playground coberto, brinquedoteca e bicicletário. A promessa é de conforto completo, aliado a um ambiente com infraestrutura de segurança que contará com portões automáticos e circuito fechado de TV.
\"Os terrenos no bairro de Icaraí são cada vez mais escassos e a Pinto de Almeida vem buscando adquirir os raros espaços disponíveis para atender à grande demanda por imóveis residenciais, construindo empreendimentos de alto padrão de opções de lazer à altura do requinte e da elegância de Icaraí\", afirma Naum Ryfer, diretor da Pinto de Almeida.
Localizado em um dos bairros mais nobres e desejados de Niterói, o residencial terá 136 unidades de 2 ou 3 quartos (sendo uma suíte) de até 112 metros quadrados, todos com varanda, lavabo, coberturas lineares e dúplex de até 200 metros quadrados, com lavabo, terraço, deck, churrasqueira, piscina e dependências completas. O valor das unidades varia entre R$ 480 mil e R$ 680 mil.
A opção em São Gonçalo, na qual se pode fazer tudo sem sair de casa, fica por conta do Parque Residencial das Águas, da Construtora Dominus. Com uma localização privilegiada para a região, Estrada dos Menezes, em Alcântara, a ideia é que o cliente esteja perto de tudo o que precisa. Bancos, escolas, os melhores supermercados, comércio, restaurantes. Além disso, o Parque das Águas reserva opções de serviço para que haja um ambiente familiar dentro do próprio condomínio.
O residencial conta com opções para todas as idades: parque aquático com piscina infantil, duas piscinas para adulto com espreguiçadeiras e área molhada, ciclovia, pérgola, baixo bebê, churrasqueiras, quadras poliesportivas, play infantil, bar da piscina, salão de jogos adulto e infantil, lan house, salão de festas adulto, SPA , fitness center, car wash.
A construção, com 100 mil metros quadrados, tem áreas com muito verde, tranquilidade e segurança. Tudo isso com um complexo de piscinas com mais de 1,1 mil metros quadrados de espelho d\'água. Serão seis edifícios com 14 e 20 pavimentos. Apartamentos com 1, 2, 3 e 4 quartos com varanda, suíte e todo o conforto de um grande empreendimento. Os apartamentos possuem a partir de 40 metros quadrados e todos com uma vaga de garagem.
Em Maricá, a novidade fica por conta do condomínio Terras Alpha Maricá. O empreendimento terá um clube completo, com quadra poliesportiva, duas quadras de tênis, campo de futebol society, piscinas adulto e infantil, duas churrasqueiras, fitness, salão de festas, salão de jogos, sauna, playground, três praças temáticas e estacionamento para visitantes. Uma das praças possui uma trilha para caminhada. A área verde do local é de mais de 55 mil metros quadrados.
O condomínio vai ocupar uma área de cerca de 398 mil metros quadrados, num total de 612 lotes residenciais com área mínima de 360 metros quadrados. A procura por lotes no local é grande, segundo Francisco Gerótica, Gerente Comercial Regional da AlphaVille Urbanismo S.A, as vendas superaram as expectativas.
\"A Alphaville vendeu, em apenas cinco horas, todos os 399 lotes residenciais da primeira fase, o que confirma o potencial da região\", explica.
O primeiro residencial será entregue até junho de 2013. E o segundo, que foi lançado em abril deste ano, será entregue 18 meses. O valor médio do metro quadrado dos lotes na região de Maricá é R$ 385, valor referente a maio/2013, lotes a partir de 360 metros quadrados. E, apenas 30% dos lotes, referente ao lançamento deste ano, ainda estão à venda. Publicado por: O Fluminense - Dara Bandeira
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02/06/2013
Campanha incentiva o uso de madeira certificada
Dos quase 33 milhões de metros cúbicos de madeira certificada produzida no Brasil, cerca de 63% são absorvidos pelo setor de papel e celulose. Os outros 12 milhões de metros cúbicos poderiam ser usados pela construção civil, mas o setor absorve apenas uma pequena parte dessa produção (não se sabe exatamente quanto). Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita ao longo do ano passado pelo FSC Brasil, ONG que promove o manejo florestal e é uma das entidades responsáveis pela certificação no país.
- É uma questão de conscientização, principalmente dos profissionais-chave do setor - diz Marco Lentini, presidente da instituição, que, com o resultado da pesquisa nas mãos, resolveu criar uma campanha para incentivar o aumento do uso de madeira certificada pela construção civil.
A intenção é fornecer dados sobre os produtores de madeira certificada através da atualização periódica dessa pesquisa.
Até para provocar maior demanda. O estudo mostrou, por exemplo, que a madeira produzida em florestas plantadas vai, em grande parte, para o papel e celulose ou para a exportação.
Isso acontece porque o eucalipto, muito usado por esse setor, tanto no Brasil como no exterior, representa nada menos que 76% de toda a madeira de florestas plantadas produzida no Brasil.
São quase 19 milhões de metros cúbicos com essa destinação, ou 77% dos quase 25 milhões que o país produz. Por conta dessa demanda, há hoje cerca de sete milhões de hectares de florestas com a certificação FSC no Brasil, 50% a mais que há seis anos.
- O setor de papel e celulose vê a certificação como regra.
Esse é o desafio na construção civil, transformar o uso da madeira certificada em padrão de consumo - afirma Lentini. Publicado por: O Globo - Jogando Verde
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02/06/2013
Construtoras investem em projetos diferenciados
Cenário favorece a compra de imóveis para morar ou de veraneio
O mercado imobiliário continua aquecido e o cenário está favorável para quem planeja comprar imóvel para investir, morar ou até mesmo para ter a tão sonhada casa de praia. Os juros do financiamento estão mais acessíveis e o prazo de pagamento alongado, além da vantagem de se comprar uma residência na planta e ir pagando prestações que cabem no bolso durante a obra e após a entrega das chaves.
Atualmente, os bancos oferecem condições especiais para compra da segunda casa. De olho neste mercado, construtoras como a João Fortes Engenharia e a Efer investem em empreendimentos na Região dos Lagos e na Costa Verde.
A João Fortes Engenharia lança este mês em Cabo Frio um empreendimento residencial inspirado em Miami, nos Estados Unidos: o Beach Side Residences. O novo condomínio será construído em um terreno de mais de 3 mil metros quadrados na Rua do Céu, a 100 metros da Praia do Forte. O empreendimento terá uma área de lazer completa, com mais de 10 itens como piscina com raia e deck molhado, sauna, Spa e repouso, fitness, playground, churrasqueira e surf lounge (espaço para pranchas), entre outros.
Já a Efer está com obras em ritmo acelerado para entregar o condomínio Porto Real Suítes, em Mangaratiba. São apartamentos e coberturas com lazer completo e segurança. O empreendimento está sendo construído dentro de um dos condomínios mais famosos e valorizados da Costa Verde. As unidades contam com financiamento da Caixa Econômica Federal, com juros abaixo de 12% ao ano e prazo de até 35 anos para pagar. De acordo com a construtora, há apenas algumas coberturas disponíveis, com preços a partir de R$ 660 mil.
Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
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02/06/2013
Esforço contínuo
A atividade na construção civil brasileira segue crescendo, como demonstram os últimos dados do seu nível de emprego. Com o ingresso de 38,1 mil novos trabalhadores em abril, o setor gerou mais 114,3 mil postos de trabalho formais no primeiro quadrimestre. Ao final do mês passado, o segmento respondia por quase 3,5 milhões de empregos no país.
Embora esses números mostrem claramente que a construção não está estagnada, eles também sinalizam um ritmo de crescimento menor que o do mesmo período de 2012, quando se geraram 46,4 mil novos empregos em abril e 168,7 mil no quadrimestre.
A diminuição nesse ritmo já havia sido prevista pelo SindusCon-SP, em função da diminuição do volume de investimentos na economia. Mesmo assim, o PIB (Produto Interno Bruto) do setor deverá manter uma elevação de 3% neste ano, portanto ainda acima do PIB nacional, cujas projeções oscilam entre 1% e 2%.
Para tanto, deverão contribuir todos os segmentos: obras imobiliárias; de habitação popular dentro e fora do Programa Minha Casa, Minha Vida; de infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e de outras procedências; e dos grandes eventos esportivos.
Analisando o desempenho do nível de emprego nestes diferentes setores, percebe-se que o imobiliário terminou de realizar o ajuste no ritmo de sua atividade. O número de trabalhadores empregados no primeiro quadrimestre deste ano neste segmento está 0,95% menor que no mesmo período do ano passado.
Por enquanto, as perspectivas são de estabilidade na atividade do segmento imobiliário, já que na área de preparação de terrenos, o número de empregados está 0,3% maior, na mesma base de comparação.
Já a atividade da construção no segmento de infraestrutura evolui em ritmo bem mais lento do que o esperado. Os maiores desembolsos do PAC acabaram contrabalançados pelas dificuldades em viabilizar novos projetos, resultando em reduzido crescimento das obras. O número de empregados nessa área está apenas 2,32% maior no primeiro quadrimestre, em relação ao mesmo período de 2012.
Neste cenário, iniciativas governamentais como a desoneração da folha de pagamentos das novas obras poderão ter reflexos positivos, mas somente para uma parcela do setor no médio prazo. Já boa parte da construção, que subcontrata um grande volume de serviços especializados para a execução de suas obras, sofrerá um acréscimo na mudança de sua contribuição previdenciária patronal.
Numa época em que o fluxo de capital externo se retrai e as economias nacionais dependem cada vez mais da eficiência de suas políticas econômicas, a construção assume um papel relevante para a expansão contínua do emprego e da renda. Impulsioná-la e destravar os gargalos que dificultam seu crescimento são tarefas que requerem zelo diário. Publicado por: Folha de São Paulo - Janela
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01/06/2013
Pavão e Cantagalo ganham condomínios
Dois conjuntos habitacionais vão alojar famílias que tiveram suas casas demolidas
O Complexo do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, entre Copacabana e Ipanema, ganhará dois novos conjuntos habitacionais, com três blocos cada, na Rua Saint Roman. Os condomínios AR-5 e AR-3 vão alojar as famílias que tiveram as casas demolidas na Avenida Pavão e na Rua Custódio de Mesquita. As construções fazem parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento de R$ 46 milhões.
Com 28 apartamentos, o AR-5 já tem dois blocos prontos e o terceiro está em fase final de construção. Já o AR- 3, de 48 apartamentos, está no início das obras. Morador da Rua Custódio de Mesquita, o músico Evanilton Tomasio, de 54 anos, não está contente com as desapropriações. Sua casa, no número 14, deve ser a próxima a ser demolida.
- Eu gosto de morar em casa, com uma laje. Aquilo lá é um \"apertamento\", uma verdadeira prisão. E o pior é que é o governo que estipula o preço da minha casa, não eu. Eu tenho que vender pelo valor que eles querem - reclama o músico. Publicado por: Extra - Marina Navarro Lins
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31/05/2013
Prefeitura começa a discutir obra de píer em Y em nova localização
Após apoio do governo federal, Paes vai se reunir com Companhia Docas para buscar melhor solução
Com a manifestação de apoio da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, à mudança do local de construção do píer em Y, no Porto do Rio, a prefeitura começa na próxima segunda-feira a discutir a instalação do atracadouro em nova posição. A proposta original da Companhia Docas, de erguer o píer entre os armazéns 2 e 3, próximo à Praça Mauá - onde prejudicaria a revitalização da área -, é uma questão superada, segundo o prefeito Eduardo Paes. Ele discutirá alternativas para viabilizar o atracadouro longe da Praça Mauá, a partir do Armazém 5, numa reunião com a Docas, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp) e as empreiteiras que venceram a licitação para erguê-lo.
- O problema de evitar o píer naquela posição está resolvido. Mas a solução para um píer de qualidade, que receba bem os visitantes, ainda não está dada. Depois do posicionamento da ministra, eu me reuni com o Jorge (Mello, presidente de Docas) e já estamos trabalhando para buscar alternativas. O que considero adequado é colocar o píer a partir do Armazém 5. O problema de afastá-lo da Praça Mauá é a questão da dragagem (o novo ponto tem profundidade menor do que o local pretendido por Docas). Então, quanto antes tivermos solução para a dragagem, melhor - afirmou.
O prefeito defende, ainda, que, para acelerar o processo, não se façam alterações no píer em si, ou seja, que ele continue com o formato de Y, apenas mudando de posição. Paes argumentou que o projeto já foi licitado e seu aproveitamento aceleraria o processo:
- Temos que trabalhar para não perder essa verba federal. São quase R$ 300 milhões destinados só para o píer. E há outra verba para dragagem.
Sobre o temor de a obra não estar pronta antes dos Jogos de 2016, o prefeito lembra que o compromisso com o Comitê Olímpico Internacional (COI) não é ter um píer novo, mas poder oferecer vagas de hospedagem em navios durante o evento. Paes diz que o atual atracadouro é muito ruim, mas não impede a chegada dos cruzeiros.
Entre especialistas, a mudança de rumo do projeto foi comemorada. O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), Sérgio Magalhães, destaca que a atitude do governo federal atende ao desejo (de afastar o píer) manifestado por muitas pessoas na cidade:
- Com o píer em lugar mais adequado, temos a chance de liberar a frente marítima para a população. Também é preciso melhorar o próprio desenho do píer para dar mais conforto aos passageiros. Tem que haver, por exemplo, proteção para chuva.
Já o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, admite que a mudança no projeto pode elevar os custos, mas acha que o ônus compensa:
- Vamos pagar o preço de não carregar esse monstrengo para o resto da vida. Ainda dá para evitá-lo. Por isso, fico muito satisfeito com a manifestação da ministra. Mostra uma capacidade de autocrítica do governo que não temos visto em outros grandes projetos. Publicado por: O Globo - Fabíola Gerbase
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30/05/2013
Transcarioca
A Secretaria de Obras do Rio vai produzir 57 vigas para a Transcarioca no canteiro da Ilha do Fundão. Serão usadas 328 toneladas de aço, fornecidas pela Usiminas.
Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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30/05/2013
Feirão da Caixa continua
Nas agências da instituição, é possível conferir ofertas por a partir de R$ 85 mil
Quem não participou do 9o Feirão Caixa da Casa Própria no Rio pode procurar uma das agências da instituição para conferir as ofertas, com preços a partir de R$ 85 mil. Os juros são a partir de 4,5% ao ano, mais TR (Taxa Referencial). O prazo de pagamento pode chegar a 35 anos.
Entre as ofertas está o empreendimento Completo Zona Norte, em Thomás Coelho, da construtora Cury. O condomínio tem área de lazer com churrasqueira, piscina, playground, salões de festas e de jogos. O Completo São Gonçalo, também da Cury, é outro empreendimento com unidades disponíveis. Os imóveis custam, em média, R$ 120 mil e os descontos obtidos no feirão ainda estão sendo aplicados.
Presidente da Caixa, Jorge Hereda afirma que, do início do ano até agora, já foram liberados R$ 43 bilhões para financiamento habitacional. \"São 5.500 contratos por dia. A nossa previsão é que suba para R$ 126 bilhões liberados para casa própria até dezembro\", diz Hereda. Publicado por: Meia Hora -
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29/05/2013
Tijuca dá a volta por cima
Quando se viu com o travesseiro nas mãos, no meio da madrugada, procurando um lugar seguro para dormir no corredor de sua própria casa, a arquiteta Sonia Fragozo tomou uma decisão até então impensável: se mudar da Tijuca, bairro onde nasceu, para a Zona Sul. Era o ano 2000, quando, da janela de seu apartamento na esquina da Rua Barão de Itapagipe com Professor Gabizo, acompanhava com apreensão as rajadas de metralhadoras nas comunidades vizinhas. Em 2010, quando as favelas da região começaram a ser pacificadas, Sonia resolveu voltar.
Ao trocar a Tijuca por Laranjeiras, a arquiteta sentiu logo a diferença. Seu novo apartamento ficava longe do metrô, não havia oferta de transporte público e, como a família e amigos ainda moravam na Tijuca, ela continuou frequentando o bairro:
- Sou tijucana de carteirinha, estudei no Colégio Santa Teresa, frequentei os cinemas da Praça Saens Peña. Hoje eu encontro as pessoas na rua e ainda paro para tomar um expresso no Café Palheta.
De volta ao passado
Sonia retrata um movimento que o mercado imobiliário e o comércio já perceberam: às vésperas de completar 254 anos, a Tijuca está voltando aos bons e velhos tempos, com a entrada de novos lançamentos imobiliários, lojas de grifes estrangeiras e até seu primeiro hotel internacional - o que fez subir o valor do metro quadrado de R$ 5.022, em 2010, para R$ 8.642, em 2012, o equivalente a 72%
Para João Paulo Matos, presidente da Ademi, o bairro passou 20 anos \"adormecido\", devido ao processo de favelização, que acabou sendo maior que no restante da cidade por questões geográficas.
- Após a entrada das UPPs, seus ex-moradores estão voltando. São pessoas conservadoras, que saíram com medo da violência e querem voltar para perto da família - analisa ele, que contabilizou o lançamento de 1.077 unidades residenciais e comerciais na região em 2012, contra 523 em 2010.
De olho nesse mercado, Rogério Zylbersztajn, vice-presidente da RJZ Cyrela, voltou a investir na região após 11 anos. Ele aposta que o bairro vive o resultado de um \"mercado reprimido pela violência\":
- Nós começamos na Tijuca, mas os imóveis deixaram de ter liquidez. Agora vivemos o movimento oposto. Vendemos 200 escritórios num prédio comercial em apenas uma tarde. Hoje o metro quadrado vale um pouco menos que o de Botafogo, que custa R$ 10 mil.
Barra, só para o fim de semana
A engenheira Julieta Santos, por exemplo, comprou uma cobertura na Tijuca por mais de R$ 1 milhão. Ela diz que poderia morar na Zona Sul ou na Barra, mas gosta da Tijuca porque tem tudo \"pertinho\".
Já a professora aposentada Lúcia Viola, de 66 anos, está no bairro há quatro décadas. Mesmo depois de ter comprado um apartamento na Barra, apenas para passar o fim de semana e emprestar aos amigos, ela não se mudou da Tijuca, onde vive numa espaçosa cobertura. O farto comércio, a facilidade de transporte, hospitais, restaurantes e igrejas são alguns dos motivos apontados para permanecer no lugar.
- Faço tudo na Tijuca. Costumo brincar dizendo que, se sair daqui, vou precisar de passaporte. O tijucano é muito bairrista. Eu me orgulho de morar aqui - diz Lúcia, que também é síndica do prédio onde mora.
Esse tijucano com poder aquisitivo, e que não está disposto a cruzar o túnel toda vez que quiser fazer compras em lojas de marcas, é um dos focos do Shopping Tijuca, que acaba de passar por uma \"remodelação\". Calvin Klein, Lacoste e Adidas e o café Starbucks são algumas de suas aquisições estrangeiras, além das grifes nacionais Le Lis Blanc e Reserva.
A mudança também já pode ser sentida nas ruas do bairro, que ganhará seu primeiro hotel de bandeira internacional. O Best Western, voltado para negócios, está presente em 83 países. Ficará na Rua Ibituruna, em frente à Universidade Veiga de Almeida. E, em 2014, abrirá na Rua Uruguai uma nova estação do metrô, por onde passarão 30 mil pessoas por dia.
A Granado, um dos ícones dos áureos tempos, reabriu mês passado, após dez anos de exílio, no mesmo prédio histórico onde funcionou a primeira filial da Granado, a partir de 1917.
A história da Tijuca começa com a venda de chácaras em leilão para descendentes de nobres portugueses e grandes comerciantes. Não à toa, algumas das instituições mais emblemáticas do Rio foram construídas ali, como o Instituto de Educação e o Colégio Militar.
- Seu auge foi nos anos 50 e 60, quando foi consagrada como região que oferecia qualidade de vida e vizinhança nobre. Daí o \'orgulho tijucano\' - explica o historiador Nireu Cavalcanti.
O colecionador Fernando França, que trabalha num antiquário na Praça Saens Peña, conta que vendeu sua casa na Tijuca por causa da violência. Hoje, reconhece que o bairro melhorou.
- Infelizmente, vendi minha casa antes da UPP e acabei perdendo dinheiro. Hoje não sei se teria dinheiro para comprá-la de volta.
Era na Praça Saens Peña, coração da Tijuca, que ficava o maior número de cinemas da cidade (11), incluindo a maior sala de todas, a do Olinda. Com o passar dos anos, muitos cinemas foram transformados em igrejas evangélicas. Mas o lugar continua sendo um ponto de referência.
Padaria de bambas
Os idosos aproveitam a tranquilidade da praça para fazer ginástica nos aparelhos ou para jogar cartas. O clima, porém, nem sempre foi assim.
- Antes da UPP, já tive que sair correndo num domingo por causa de um tiroteio no morro. Hoje, meus amigos de outros bairros ficam aqui conversando sem medo - conta o aposentado Alcides da Costa, de 83 anos.
Se no asfalto a vida melhorou, quem mora na favela sentiu ainda mais a diferença. Marcelo da Paz, nascido e criado no Salgueiro, transformou a antiga birosca do pai em bar, mercearia e padaria. O lugar, inaugurado em janeiro, virou também um ponto de encontro entre o morro e o asfalto. Turistas da China, do Japão e dos Estados Unidos já estiveram ali. De lá, partem para trilhas em comunidades pacificadas.
- Nada disso seria possível se não fosse a pacificação. Não temos mais a ostentação de armas - explica Marcelo, que faz uma constatação: - Hoje o Salgueiro é um pré-sal inexplorado. Publicado por: O Globo - Fernanda Pontes
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29/05/2013
Títulos privados financiam projetos habitacionais
Instrumentos criados pelas leis 9.514/97 e 10.931/2001 para financiar o sistema financeiro habitacional, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e as Cédulas de Crédito Imobiliário (CCI) somavam em abril deste ano um estoque de R$ 158,4 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Os três são lastreados em títulos de crédito imobiliário, mas nem todos estão disponíveis nos bancos públicos e privados do país.
O estoque de Certificados de Recebíveis Imobiliários em abril era de R$ 33,6 bilhões. O CRI é um título de crédito emitido exclusivamente por companhias securitizadoras de créditos imobiliários. Promete alta rentabilidade, com ganhos acima da inflação e isenção do imposto de renda para pessoas físicas. A remuneração pode ser prefixada ou pós-fixada.
As desvantagens, de acordo com alguns especialistas, são a baixa liquidez e o valor mínimo para iniciar as aplicações: cerca de R$ 300 mil. Já o CCI é um documento representativo do crédito originado pela existência de direitos de crédito imobiliário com pagamento parcelado. Emitido pelo credor, com o objetivo de facilitar e simplificar a cessão do crédito, pode ser cedido a uma companhia securitizadora imobiliária para lastrear uma emissão de certificados de recebíveis imobiliários. O estoque no mês passado era de R$ 54,7 bilhões.
O estoque de Letras de Crédito Imobiliário em abril era de R$ 70,1 bilhões. É com elas que os bancos trabalham com maior frequência e volume. A LCI é um investimento de renda fixa assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) - formado por bancos privados com o objetivo de atuar como uma seguradora no caso de uma instituição ir à falência - até o montante de R$ 70 mil.
A remuneração, geralmente, é atrelada ao Certificado de Depósito Bancário e costuma remunerar entre 83% e 96% do CDI. A LCI possui isenção do imposto de renda pessoa física, vencimento normalmente a partir de 60 dias, rentabilidade superior à poupança e, em geral, maior que a do Certificado de Depósito Bancário (CDB). A principal vantagem da LCI está baseada na isenção do imposto e na sua relativa liquidez. Quando o investidor aplica em instituições de boa reputação, a LCI pode ser entendida como um investimento conservador e com uma rentabilidade interessante.
No Banco do Brasil a aplicação em LCI a partir de R$ 1.000,00 está disponível para os correntistas. A contratação pode ser feita na agência de relacionamento, nos caixas eletrônicos e na internet. O resgate antecipado somente é permitido pelo valor total do título (capital + rendimentos) e depois de cumprida a carência regulamentar de 60 dias.
O papel também está disponível aos correntistas do Bradesco. O valor mínimo de aplicação é de R$ 10 mil. Os contratos são de um ano e o prazo de carência é de 60 dias. \"Quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, melhor a remuneração. Quem quer maior disponibilidade para movimentar os recursos procura CDB ou poupança\", diz Octavio de Lazari Junior, do Bradesco. A remuneração está em torno de 90% da Selic.
O HSBC opera com a LCI no varejo e para investidores private. Temporariamente, o banco está sem o produto. O valor mínimo depende da disponibilidade, mas em geral é de R$ 50 mil. O prazo mínimo de resgate é de seis meses. A taxa de retorno está entre 88% e 92% do CDI. \"O investidor que aplicar R$ 50 mil, por exemplo, terá rendimento de 112% do CDI, ou 7% em um ano, o que corresponderia a algo em torno de R$ 4.200,00 considerando-se a isenção de imposto de renda\", afirma Antonio Barbosa, do HSBC.
No Santander, a LCI está à venda no varejo e no private bank. As pessoas físicas respondem por 97% e os fundos imobiliários pelos 3% restantes da carteira de LCI do banco que é de R$ 11,3 bilhões. A remuneração varia de 82% a 92% do CDI, dependendo do valor e prazo da aplicação. O prazo de carência no varejo é de 180 dias. O valor mínimo da aplicação é R$ 30 mil. \"Esse é um mercado em que o banco cresce 28% ao ano\", diz José Roberto Machado, do Santander.
A Caixa Econômica Federal não está negociando CCI. Em janeiro de 2011, o banco fez uma emissão de varejo de 232.766 certificados de recebíveis imobiliários da classe sênior, todos nominativos e escriturais, com valor nominal unitário de R$ 1.000,00, totalizando R$ 232.766.000,00. Os CRIs foram objeto de oferta pública de distribuição primária. O prazo de amortização previsto é de 94 meses, com vencimento em 10 de novembro de 2018. A rentabilidade do CRI já emitido pela CEF, em 2011, foi de TR + 10% ao ano.
Publicado por: Valor Econômico - Paulo Vasconcellos
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29/05/2013
Fundos se popularizam e atraem novos investidores
A popularização dos fundos imobiliários para os investidores do varejo tem contribuído para a queda do custo de captação de recursos para construção de novos empreendimentos. A popularização dos fundos também está em linha com a estratégia de capitalização das empresas para investir no foco de seus negócios.
\"Os fundos proporcionaram a captação de recursos de uma forma mais barata por parte dos empreendedores, que por meio do fundo conseguem sócios para o empreendimento ao invés de tomar empréstimo nos bancos ou no BNDES\", diz Alberto Saadia, analista da Real Assets, para quem o boom imobiliário no Brasil aconteceria mesmo sem a popularização dos fundos imobiliários, mas com custo muito maior para os empreendedores.
Sérgio Belleza, consultor especialista na área, avalia que os fundos imobiliários tiveram uma pequena contribuição nesse processo de crescimento do mercado imobiliário, que deve se acelerar a partir de agora. Isso porque, desde que foram criados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 1993, só fundos de pensão e investidores institucionais investiam nesse segmento. O primeiro fundo imobiliário foi lançado no ano seguinte, lembra Belleza, que participou do processo que era destinado para a captação de recursos para a construção do Memorial Office Building, na Barra Funda (SP), uma região que hoje concentra investimentos de vários fundos imobiliários. Este fundo conseguiu só em 1996 recursos de 11 fundos de pensão para colocar o projeto em andamento. O prédio foi inaugurado em 1999 e os investidores recebem até hoje a remuneração dos aluguéis.
Por falta de liquidez, diz Saadia, esses fundos eram listados na bolsa apenas para isenção de imposto de renda, mas sem negociação. A partir de 2010, os fundos começaram a atrair a atenção dos investidores de varejo em decorrência da crise de 2008, que abalou os negócios na Bovespa. Além disso, os juros em queda reduziram os ganhos da renda fixa, até então bastante rentável. O IFIX, índice da Bovespa composto pelas cotas dos fundos mais negociados, teve valorização de 35% em 2012, acima dos 7,4% do Ibovespa e do 8,4% do CDI. De 31 de dezembro de 2010 até 30 de abril de 2013, o IFIX subiu 54,9% enquanto o Ibovespa caiu 19,3%.
A maioria dos fundos, explica Belleza, investe em empreendimentos prontos, já gerando renda para os cotistas, como os shoppings West Plaza e Pátio Higienópolis, o Hospital da Criança, prédios comerciais, hotéis e galpões. Mas com a popularização dos fundos, o consultor avalia que haverá um crescimento do lançamento de produtos prevendo o planejamento, construção, geração de renda e venda.
De acordo com dados divulgados pela BMFBovespa, o número de investidores pessoas físicas desses fundos tem crescido muito. Passou de 19.732 CPFs em janeiro de 2011 para 103.664 até abril de 2013. O volume financeiro negociado também disparou (veja tabela). O número de fundos listados em bolsa passou de 48 em 2010 para 102 até abril de 2013. \"Sem dúvida vai continuar crescendo. Estamos vivendo um momento com juros em nível estrutural mais baixo, independentemente de o Copom subir o juro na próxima reunião. Os investidores fazem mais análise de risco/retorno. Antes os investimentos tinham retorno alto. Agora, o mercado está se educando para olhar diferentes ativos com diferentes níveis de risco e prazo\", diz o diretor de Produtos Financeiros e de Commodities da BMFBovespa, Fabio Dutra.
O crescimento do número de pessoas físicas se deu em novembro do ano passado, no lançamento do fundo imobiliário BB Progressivo II, do Banco do Brasil, que teve captação de R$ 1,5 bilhão ao ofertar o aluguel de 64 agências do banco, incluindo a sua sede em Brasília, deixando de ser dono desses imóveis para se transformar em inquilino. \"Como a atividade do banco é vender serviços financeiros, não faz sentido hoje ter imóveis, porque isso é uma atividade imobiliária. É melhor se desfazer desses ativos e, com isso, captar bastante dinheiro\", explica Saadia.
Além da rentabilidade dessas aplicações, que chega a 0,7% ao mês, os investidores pessoa física foram atraídos também pela isenção do imposto de renda sobre os rendimentos desde que não tenham mais de 10% do fundo, o qual deverá ter no mínimo 50 cotistas e as cotas negociadas em bolsa ou balcão organizado. O imposto, de 20%, só é pago pela pessoa física quando vender suas cotas. Já a pessoa jurídica paga 20% de IR sobre os rendimentos. Para os investidores estrangeiros, a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na compra de cotas caiu a zero no início do ano.
E a previsão é que continuem atraindo investidores. Em palestra no 7º Congresso da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) no início de maio, Ricardo Lacerda, presidente do Comitê de Produtos Financeiros Imobiliários da Anbima e superintendente de Wealth Management e Produtos do Banco Votorantim, apresentou a seguinte comparação para mostrar o quanto esse investimento se tornou atrativo: a evolução do índice de rentabilidade do mercado brasileiro de imóveis comerciais (IGMI-C), criado pela Fundação Getúlio Vargas, em 2000 cresceu 810% até 2012, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) aumentou 120% no período e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 181%. \"Houve um ganho extraordinário dos fundos sobre a inflação e a valorização dos imóveis\", diz. \"Teremos um bom ano para a indústria de fundos imobiliários\", acredita ele. Publicado por: Valor Econômico - Roger Marzochi
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29/05/2013
Falta terreno para construir nas capitais
A dificuldade por parte das construtoras em encontrar terrenos e os altos preços praticados para aqueles disponíveis estão empurrando as obras do programa Minha Casa, Minha Vida para regiões cada vez mais distantes dos grandes centros. Mesmo a recente elevação em cerca de 15,6% na faixa I, destinada a quem tem renda de até R$ 1.600, aumentando seu valor máximo para R$ 76 mil, não conseguiu desatar o nó da construção de moradias nas principais capitais. O fato - dizem os especialistas - é que os valores são inviáveis justamente nas áreas mais carentes de habitação.
Esse leque de dificuldades, no entanto, não vem impedindo o avanço do Minha Casa, Minha Vida. Em sua segunda etapa, o programa já contratou um milhão de unidades, quase um terço delas voltado à primeira faixa de renda. Desde a criação do programa, as entregas das unidades já superaram a casa de um milhão e as propostas para a construção de mais 300 mil novos imóveis estão em fase de análise pela Caixa Econômica Federal. Até 2014, a previsão do governo é a de fechar contratos para a construção de mais 1,4 milhão de novas moradias, envolvendo recursos diretos de R$ 85 bilhões.
Pesquisa elaborada pelo Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), demonstra que a escassez de terrenos é considerada a principal dificuldade das empresas que atuam no programa, de acordo com 66 construtoras ouvidas. \"As regiões de Guaianazes, Itaquera e Cidade Tiradentes são bairros onde ainda há produção para venda dentro de São Paulo. Fora esses locais, já se tornou impossível encontrar imóveis desta linha para comercializar\", afirma Leandro Carame, superintendente de Atendimento da Habitcasa, da Lopes Consultoria . \"O que se percebe é que as construtoras estão migrando para cidades menores, como Mogi das Cruzes, Sorocaba e Votorantim. Só no interior do estado ainda se consegue fabricar produtos dentro do programa\", diz Carame.
De acordo com Sergio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP, os grandes centros urbanos não têm conseguido viabilizar unidades na faixa I. \"Essa faixa vem sendo viabilizada nas pequenas cidades e regiões periféricas. Porém, o maior problema de déficit habitacional está nas grandes cidades\", diz.
A Direcional Engenharia, que em 2012 lançou cerca de 26 mil unidades, das quais 75% endereçadas ao programa Minha Casa, Minha Vida, também reclama da escassez de terrenos em São Paulo e dos altos preços praticados, obrigando a construtora a se distanciar cada vez mais do centro. \"Nossas obras estão sendo feitas em São Bernardo do Campo, no bairro do Jaçanã (zona norte da capital) e Campinas. Estamos pesquisando outras localidades para construirmos dentro do estado\", afirma Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo, diretor superintendente.
A Cury, empresa da qual a Cyrela Brazil Realty tem 50% de participação, estima que o valor geral das vendas de seus lançamentos chegará a R$ 1,4 bilhão em 2013. Se a meta for atingida, significa que os lançamentos da incorporadora focados na baixa renda crescerão 11% ante o volume geral de venda de R$ 1,264 bilhão realizado no ano anterior. \"A maior expansão ocorrerá nos lançamentos de produtos destinados à faixa I do Minha Casa, Minha Vida\", afirma Fábio Cury, presidente da companhia. \"No ano passado, foram ofertadas 11.360 unidades e vendidas 9.849. São mais de R$ 560 milhões de contratações na faixa I, equivalentes a 7.416 unidades\", diz.
Os números são expressivos. No acumulado de 2009 a 2012, a companhia contratou mais de 25 mil unidades no programa \"Minha Casa, Minha Vida\", consolidando-se como uma das maiores construtoras do mercado de baixa renda. E deve crescer ainda mais: a Cyrela já sinalizou tendência de aumento, neste ano, dos seus lançamentos da faixa I do programa habitacional, através da Cury. No primeiro trimestre, do total de R$ 955,2 milhões lançado pela Cyrela, R$ 203 milhões foram de projetos nessa faixa, pela Cury.
A João Fortes Engenharia, que constrói no Rio, já está na segunda fase de lançamentos de moradias endereçadas ao programa. Em maio de 2012 o Residencial Brisa do Vale ofertou 496 unidades de dois quartos. \"A primeira fase do empreendimento, lançada em 2010, já está 100% vendida e com a entrega das chaves programada para este ano. O residencial completo terá quase duas mil unidades\", afirma Luiz Henrique Rimes, diretor nacional de negócios.
O executivo enfatiza que o empreendimento está situado no polo de expansão de macaé, bem próximo à nova zona industrial. \"A cidade é considerada a capital nacional do petróleo e apresenta perspectivas promissoras de negócios em diferentes áreas econômicas. O empreendimento será uma nova área para receber a crescente mão de obra da região. Mesmo fazendo parte do projeto Minha Casa, Minha Vida, é muito diferente dos outros empreendimentos, que possuem um perfil mais sofisticado\", comenta. Das 1.800 unidades do conjunto habitacional, cerca de 50% já estão para ser entregues e a outra metade dentro de um ano e meio.
Watanabe defende que o governo federal implemente uma política habitacional permanente no Brasil. A intenção, explica, é transformar o Programa Minha Casa, Minha Vida em um programa definitivo, aumentando a visibilidade de empresários sobre o nível de demanda no setor e a perspectiva de investimentos.
De acordo com Watanabe, o governo poderia perenizar o Minha Casa Minha Vida. O presidente acrescenta que uma política habitacional permanente é importante para que \"empresários, cidadãos e setores da sociedade tenham previsão de investimentos, mas também expectativas de quando o déficit habitacional será zerado\". Pelos seus cálculos, o país tem um déficit de 5,2 milhões de moradias. Publicado por: Valor Econômico - Rosangela Capozoli
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29/05/2013
Leblon, no Rio, tem o metro quadrado mais caro do Brasil, R$ 21 mil
Principal cartão-postal do Brasil e sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro ganhou, em abril, outro título: a da primeira cidade brasileira a ultrapassar a marca de R$ 9 mil no preço médio do metro quadrado. O índice FipeZap, feito em parceria pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e a Zap Imóveis mostra que a capital fluminense teve preço médio de R$ 9.052 no período, um crescimento de 1,2% em relação ao mês anterior. É no Rio, também, que se encontra o bairro com o metro quadrado mais caro do país, o Leblon, com preço médio de R$ 21,41 mil. Ipanema, com R$ 18,05 mil, e os bairros da Gávea e Lagoa, com R$ 15 mil aparecem em seguida.
O índice revela o preço médio de apartamentos prontos anunciados na Internet. \"A explicação para o preço médio do metro quadrado no Leblon está relacionada com o tamanho reduzido de sua área. De qualquer forma, não é indicativo da cidade. Seria como pegar a 5ª Avenida em Nova York como termômetro para o mercado imobiliário dos Estados Unidos\", compara o coordenador da pesquisa, Eduardo Zylberstajn.
A pesquisa, que abrange um total de 16 cidades, coloca Brasília como o segundo mercado mais caro para se adquirir um imóvel. Na média, era preciso desembolsar, em março, R$ 8.332 por metro quadrado. A mais populosa das metrópoles, São Paulo, é a terceira da lista, com um preço médio de metro quadrado de R$ 7.118. Em alguns bairros da capital paulistana, entretanto, os valores estão bem acima da média, caso da Vila Nova Conceição, com R$ 12.546 o m2 e do Jardim Paulistano, R$ 6.682 o m2.
\"Esses bairros são pontos fora da curva. Se compararmos São Paulo com as 10 maiores cidades do mundo, veremos que o preço médio da capital paulista está abaixo de muitas localidades. Os preços de São Paulo e Lisboa, por exemplo, são semelhantes. Mas Portugal passa por uma crise imobiliária muito grande e, dentro dessa lógica, a tendência é que os preços fossem muito inferiores a São Paulo. Não são e isso é uma maneira de mostrar que os preços em São Paulo não estão fora do contexto mundial\", compara o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Prando.
Na média nacional, o preço do metro quadrado ficou em R$ 6.682, de acordo com o índice FipeZap. Em termos de preços médios os imóveis brasileiros ainda estão atrás de muitos países, como França, Japão e Alemanha. Quando o assunto é a valorização de preços, nos últimos anos o Brasil conquista espaço entre os líderes mundiais. Um levantamento de 2012 da consultoria britânica Knight Frank mostra que o país registrou, na comparação do último quadrimestre de 2012 até o mesmo período do ano passado, uma valorização de 13,7%, abaixo apenas de Hong Kong, que teve alta de 23,6%, e dos Emirados Árabes Unidos, com crescimento de 19%, puxado, sobretudo por Dubai.
Em termos de valorização, o Brasil ficou à frente de todas as outras 52 nações da pesquisa \"Global House Price Index\", que abrange do Reino Unido à Indonésia. Por regiões, a América do Sul é que a verificou a maior alta no preço dos imóveis em 2012, ante o ano anterior: 15%, quase o dobro dos 7,5% do Oriente Médio e os 7,4% do continente africano. Além do Brasil, contribuíram para essa escalada os preços mais altos em casas e apartamentos da Colômbia, a décima no ranking, com valorização de 8,3%. Globalmente, os preços cresceram 4,3% no período, segundo a consultoria.
Publicado por: Valor Econômico -
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29/05/2013
Investidores estrangeiros ampliam apostas no Brasil
O interesse do investidor estrangeiro no setor imobiliário brasileiro vem crescendo desde 2001, quando entraram no país US$ 187 milhões com essa finalidade. No ano passado, a injeção de dinheiro externo somou US$ 3,6 bilhões. A grande novidade dos últimos dois anos é que os investidores mais conservadores passaram a engrossar a fileira de interessados. \"E isso só aconteceu depois que eles se convenceram do amadurecimento da economia brasileira\", diz Marcelo da Costa Santos, vice-presidente para América do Sul da Cushman & Wakefield, empresa que intermedeia a compra, venda e locação de imóveis.
Os investidores de perfil mais conservador estão de olho no rendimento seguro que o setor imobiliário brasileiro pode oferecer. \"Eles não querem correr risco que os anteriores tiveram. Muitos já vêm bem informados sabendo exatamente o que querem, as vezes até com o endereço certo da propriedade\", diz Santos.
O Brasil é considerado, pelo segundo ano consecutivo, o melhor mercado para investimento em imóveis entre os países emergentes e o segundo a oferecer melhor oportunidade de ganho de capital, atrás somente dos Estados Unidos, de acordo com a Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Afire).
\"Os investidores mais conservadores que gostam de imóveis escolhem aqueles com contratos de aluguéis mais seguros e os conjuntos comerciais da categoria triplo A. Atendemos muitos fundos estrangeiros, bancos, gestores e family office, que buscam esse tipo de investimento\", diz Ana Cecília Manente, especialista em societário e mercado de capitais da Levy & Salomão Advogados.
Os investidores priorizam os prédios comerciais de alto padrão, shopping centers, galpões indústrias e de logística. Segundo o índice de preços globais de imóveis da consultoria internacional Knight Frank, apartamentos e casas usadas no Brasil representaram, em 2012, a maior alta entre os países pesquisados, de 15,2%. Até março deste ano, entretanto, a alta era de 12,2%, menor do que o verificado no mesmo período do ano passado, de 13,7%.
\"Embora o Brasil continue a superar a maioria dos mercados imobiliários tradicionais em todo o mundo, a taxa de crescimento dos preços está mais lenta este ano\", diz Kate Everett Allen, pesquisadora de residências da Knight Frank. \"Mas a manutenção do crescimento econômico positivo do país deve atrair o interesse de investimentos nessa área\", afirma.
As portas de entrada do investidor estrangeiro continua sendo as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, por serem as mais conhecidas e por terem liquidez no tipo de investimento escolhido. \"Se o investidor decidir vender o prédio de alto padrão, ele sabe que não vai ter problema nessas duas cidades\", diz Santos. Esse quadro, no entanto, começa a mudar. No Nordeste, Recife é apontada como um exemplo de cidade em que a liquidez começa a aumentar e despertar interesse nos condomínios industriais e de logística. \"A próxima onda será de escritórios de alto padrão em Recife, que só tem uma torre corporativa desse tipo e a demanda não para de crescer \", diz Santos.
Investidor que anda a procura de novas oportunidades de negócios em outras regiões do país é a Equity International, um fundo de investimento americano que colocou cerca de IS$ 1 bilhão no Brasil, desde 2006, em companhias como as construtoras Gafisa e Tenda, de São Paulo, o Grupo Thá, de Curitiba, a rede de shopping centers BR Malls, do Rio, e a financiadora de imóveis Brazilian Finance & Real Estate (BFRE). \"Quando começamos a investir no Brasil, São Paulo era o ponto de partida, e um bom lugar para construirmos uma estratégia de investimento nacional\", conta Tom Heneghan, CEO da Equity International. \"Acreditamos que ainda há muito a se fazer no Brasil. Tanto que estamos agora em meio a discussões avançadas com uma série de potenciais parceiros\", revela Heneghan.
Outro grande investidor que intensificou sua presença no país é o fundo americano Paladin, que já aplicou mais de US$ 2 bilhões, é sócio das incorporadoras You Inc e Viver, em São Paulo, tem 60 projetos em execução pelo país e conta em seu portfólio com mais de 25 mil unidades residenciais entregues, desde imóveis de alto padrão ao popular do programa Minha Casa, Minha Vida.
Depois de investir em prédios de escritórios e no setor hoteleiro, o fundo prepara uma carteira de US$ 800 milhões para explorar a construção de logística. \"Devemos começar no próximo ano pelo estado de São Paulo, onde estamos negociando a construção de um condomínio de 200 mil m2 \", diz o CEO Ricardo Raoul.
Especializado na estruturação de investimentos para estes fundos no Brasil, o escritório Levy & Salomão Advogados recebeu seis consultas este ano, já fechou três contratos e mantém um outro em negociação. \"O ano começou bom. Os investidores estão interessados em salas comerciais de alto padrão via fundo imobiliário ou por meio de um fundo imobiliário de participação (Fip)\", diz Ana Cecília.
Se o interesse externo não para de crescer, é preciso que se constitue um time de corretores preparados para ajudar nessa negociação. É aí que entra o IRM Brasil, um grupo de mil corretores de imóveis formado em janeiro do ano passado. O grupo é administrado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (IBDES).
Nos últimos 12 meses, a procura por esses corretores cresceu pelo menos 200%. \"Todos os dias aparecem interessados em comprar e vender imóvel no Brasil\", diz Heitor Kuzer, presidente do IBDES. Os países que mais acessam o site da organização para o primeiro contato são os Estados Unidos, Espanha, Portugal e Reino Unido. Publicado por: Valor Econômico - Luiz De França e Roseli Loturco
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28/05/2013
Construção reduz índice de contratação novamente
A desaceleração do setor de construção civil reduziu a estimativa de criação de postos de trabalho para 2013. É a segunda vez que isso ocorre neste ano.
A previsão inicial de alta de 4% no número de empregos caiu para 3,5% em março. Agora, passou para 3%, segundo o SindusCon-SP (sindicato do setor).
\"A economia brasileira ainda está incerta e isso faz com que o volume de investimentos seja conservador\", diz o presidente da entidade, Sergio Watanabe.
Os empregos na construção civil brasileira cresceram 1,11% em abril na comparação com março, quando 38,2 mil vagas foram criadas. Em abril de 2012, foram 46,4 mil novos postos.
\"O desempenho do segmento no segundo semestre deste ano vai depender diretamente de como se sairá o governo em sua tentativa de reanimar o PIB. E isso não tem sido nada fácil\", afirma Watanabe.
O Sudeste foi a região que mais contratou em 2013, com 18.568 novas vagas. O Centro-Oeste ficou em segundo lugar, com 8.195 postos.
\"Estamos desacelerando, mas continuamos em crescimento. O índice deverá ficar no atual patamar até dezembro\", acrescenta. Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
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28/05/2013
Construtoras: multa de 2%
Entrou ontem em vigor a lei estadual que determina multa de 2% no valor do imóvel para construtoras que não respeitarem o prazo de entrega para imóveis novos. Publicado por: O Dia -
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28/05/2013
Manguinhos terá parque de lazer até o fim do ano
Orçadas em R$ 35 milhões, obras fazem parte da complementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1) no conjunto de comunidades
Até o fim do ano o Complexo de Manguinhos, na Zona Norte, terá novas áreas de lazer e esportivas. Serão investidos cerca de R$ 35 milhões nas obras, informou a Empresa de Obras Públicas (Emop), que já demoliu 70% dos 1 mil imóveis das comunidades Uranos, João Goulart e Vila União para fazer a construção. O projeto faz parte da complementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1) no conjunto de comunidades.
Segundo o governo fluminense, 472 apartamentos serão construídos no Parque João Goulart, dos quais 367 já foram desocupados. Na Uranos, dos 307 imóveis previstos, 293 já estão vazios e sendo demolidos. Na Vila União, serão criadas 166 moradias, sendo que 37 estão em processo de demolição e 25 desocupadas e prontas para serem demolidas.
De acordo com a Emop, as famílias que estão sendo desalojadas podem optar por indenização ou compra assistida de outro imóvel. O presidente da Emop, Ícaro Moreno Júnior, explicou que as obras de terraplenagem começaram em uma área já liberada de Uranos. \"Será construído um parque com duas quadras poliesportivas, um campo de futebol e uma área de recreação\", explicou.
Em uma área das comunidades João Goulart e Vila União, que fica próxima à linha férrea, a Emop fará uma pista de rolamento com três faixas, em uma extensão de dois quilômetros, que dará seguimento à Rua Uranos. Após a conclusão, a via terá mão no sentido Benfica, enquanto a Avenida Leopoldo Bulhões, hoje em mão dupla, seguirá apenas no sentido Bonsu- cesso. O sistema de drenagem da pista e duas pontes, uma sobre o Rio Jacaré e outra sobre o Rio Faria Timbó, já foram feitos.
Também está sendo preparado um terreno, dentro da área conhecida como Dsup, na Avenida Dom Hélder Câmara, para a construção de um centro comercial com 20 quiosques destinados aos comerciantes já cadastrados pelo Trabalho Social, além de quadra poliesportiva, ciclovia, pista de patins, área de recreação, sanitários e estacionamento com 80 vagas.
O processo de readequação de espaços no complexo, iniciado com a elevação da via férrea, a construção de uma moderna estação e a criação do parque linear, será completado em uma outra etapa com a construção de mais um centro esportivo e de lazer, dotado de quadras de areia para futebol e vôlei, pista de atletismo, campo de futebol, ginásio poliesportivo coberto, quadras de múltiplo uso, parque infantil, quiosques e churrasqueiras, numa área de 21,6 mil metros que no lugar conhecido por Conab.
\"Antes muito degradada e violenta, essa área de Manguinhos está se transformando num verdadeiro complexo es¬portivo e de lazer para a população. São praças de esportes, ciclovias, pistas para caminhada, quiosques, brinquedos, área de passeio e convivência\", completou a coordenadora do PAC Social 2 da Emop, Ruth Jurberg.
Cerca de R$ 567,7 milhões já foram investidos na primeira fase do PAC Manguinhos. Já foram entregues, entre outras obras, o Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, um complexo esportivo, um parque aquático, uma UPA 24h, uma biblioteca-parque, um Centro Vocacional Tecnológico (CVT) e 1.048 unidades habitacionais. Publicado por: Jornal do Commercio -
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28/05/2013
A hora e a vez da Zona Norte
Com altos investimentos da prefeitura o subúrbio está ganhando cara nova
Durante muito tempo era comum ouvir moradores da Zona Norte reclamarem que os investimentos públicos não chegavam até eles. A realidade mudou. E os benefícios são mais que visíveis, pois alteraram a rotina da população. A revitalização da Zona Norte criou condições para a redescoberta dos encantos suburbanos, evidenciada pela efervescência cultural da região. Grandes espaços antes abando¬nados estão se transformando em áreas verdes. Construções tradicionais foram reformadas e abriram as portas para cultura, lazer, entretenimento.
Em 2012, a Zona Norte recebeu cerca de R$ 586 milhões destinados a obras gerenciadas pela Secretaria Municipal de Obras (SMO), em parceria com Rio Aguas e RioUrbe. Intervenções em pontos estratégicos desafogaram o trânsito em pontos considerados críticos e pretendem livrar os bairros dos transtornos causados pelas chuvas.
A entrega do Mergulhão Clara Nunes, em Campinho, e a duplicação do Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, desataram o nó do trânsito na região. Construído em 14 meses, o Mergulhão tem 400 metros de extensão e quase 40 metros de largura na parte maior, onde futuramente haverá uma estação do BRT Transcarioca. O Viaduto Negrão de Lima, com seus 650 metros de extensão, foi duplicado, ganhan¬do faixa exclusiva para o BRT. O viaduto João XXIII, na Penha, recebeu novo traçado e foi rebatiza- do de Luis Carlos da Vila, sambista e antigo morador da região. O investimento foi de R$ 19,7 milhões. Segundo dados da CET-Rio, cerca de 20 mil veículos circulam por dia em cada sentido do mergulhão e 10 mil no viaduto de Madureira. Na via da Penha o fluxo é de 2.650 veículos por hora, em cada sentido.
O programa Bairro Maravilha levou serviços de reurbanização a 17 bairros do subúrbio. O investimento foi de R$ 243 milhões e beneficiou moradores de Barros Filho, Costa Barros, Pavuna, Cascadura, Cavalcanti, Engenheiro Leal, Oswaldo Cruz, Turiaçu, Quintino, Parada de Lucas, Vila dos Ferroviários, Marechal Hermes, Engenho Novo, Jardim América, Anchieta, Jacaré e Mariópolis. O Bairro Carioca de Triagem custou R$ 82 milhões e foi erguido numa área de 125 mil m2 que recebeu escolas, Clínica da Família, quadra poliesportiva e mercado. As unidades foram destinadas às famílias que moravam em áreas de risco ou a desabrigados.
A Fundação Rio-Águas investiu R$ 87,7 milhões em obras de combate a enchentes no Rio Acari. A intervenção abrange os bairros de Honório Gurgel, Marechal Hermes e Guadalupe, beneficiando mais de um milhão de moradores. Na Praça da Bandeira serão implantados cinco reservatórios e o Rio Joana será desviado, livrando a região das históricas inundações. Os investimentos são de R$ 292 milhões, compartilhados entre governo federal e município.
O local da casa de shows Imperator foi reformado e deu lugar ao Centro Cultural João Nogueira, homenagem ao sambista nascido e criado no Méier. A obra custou R$ 28 milhões. Irajá e Penha ganharam Naves do Conhecimento, locais destinados ao ensino de informática e lazer. Na Pavuna a prefeitura inaugurou a Arena Carioca Jovelina Pérola. Publicado por: O Globo - Projetos de Marketing
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28/05/2013
Estado certifica mais 16 reservas particulares
No Dia da Mata Atlântica, o Estado do Rio ganhou ontem mais 16 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) estaduais, que totalizam mais 4,5 mil hectares de proteção integral em áreas particulares.
Com 3.844 hectares, a Reserva Ambiental Fazenda Caruara, da LLX (empresa do grupo RBX, de Eike Batista), em São João da Barra, é a maior do estado e a maior do Brasil em área de restinga. Outra unidade certificada é a Rildo de Oliveira Gomes II, com 23,82 hectares, localizada em Teresópolis, numa propriedade do ator Marcos Palmeira. Publicado por: O Globo -
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28/05/2013
Refinanciamento de imóvel avança e atrai novos bancos
As experiências recentes da Caixa Econômica Federal e do Bradesco na modalidade de crédito conhecido como \"home equity\", que consiste em refinanciar a casa própria, mostram que o produto, embora ainda longe de alcançar a expressividade do crédito consignado, aquele com desconto das parcelas no contracheque, já está se firmando no portfólio de grandes instituições financeiras.
Tanto assim que é crescente o número de bancos que buscam uma atuação mais forte no \"home equity\", nome da modalidade em inglês, em que o cliente toma um empréstimo bancário dando seu imóvel como garantia. O Santander, por exemplo, fez estudos sobre o tema no ano passado, e agora reposicionou o produto dentro do banco. O Banco do Brasil, que entrou no filão imobiliário no ano passado, também mira expansão da modalidade. Por fim, a Credipronto, joint venture entre Itaú Unibanco e a imobiliária Lopes, vai relançá-lo neste ano.
Os grandes bancos juntam-se aos de médio porte, que veem no refinanciamento imobiliário uma forma de entrar no bom momento do crédito de imóveis, mesmo sem acesso às fontes tradicionais de recurso para esse tipo de empréstimos. Além do Pan (atual PanAmericano) e do Intermedium, já tradicionais na modalidade, engrossam a lista de médios no \"home equity\", o BMG e o Paraná Banco.
No caso da Caixa, o \"home equity\" representava, em janeiro de 2013, 8% da carteira de crédito comercial à pessoa física do banco (exclui habitação). Em março, a carteira de crédito comercial pessoa física do banco era de R$ 62,29 bilhões. Em janeiro de 2012, a modalidade era 5,5% da mesma carteira e, em 2011, apenas 1,2%.
A Caixa também informa outros dados que sustentam a tendência consolidação da modalidade em seu balanço. Em 2012, o banco contratou algo próximo de R$ 3,4 bilhões, o que representou um incremento de 120% no estoque da operação ante 2011. A projeção da Caixa é que o saldo da modalidade cresça pelo menos 60% em 2013, e o banco promete que, em breve, vai voltar a investir na propaganda do produto. Até abril, o banco já havia contratado R$ 1,11 bilhão na modalidade neste ano.
No Bradesco, a modalidade está hoje entre 8% e 9% da carteira de crédito imobiliário do banco, que somava R$ 10,64 bilhões na pessoa física no primeiro trimestre. O estoque de operações de \" home equity\" avançou cerca de 20% em doze meses encerrados em dezembro de 2012, acima da taxa de expansão do crédito para pessoa física como um todo, mas abaixo do desempenho do crédito imobiliário, afirma José Ramos Rocha Neto, diretor de empréstimos e financiamentos do banco. \"É uma linha que tem perspectiva positiva, mas que não vai acompanhar o imobiliário ou o consignado\", diz.
Na comparação com o consignado, que tem desconto em folha de pagamento, por exemplo, a vantagem do crédito hipotecário é limitada, avalia. Os prazos do hipotecário vão até 10 anos. No consignado, a média é de 72 meses, podendo ir até 96 meses (oito anos). Já em termos de taxa, embora a garantia forte do crédito hipotecário reduza drasticamente os juros cobrados, custos cartorários podem desequilibrar a comparação a favor do consignado.
Operações como as da Caixa e do Bradesco ainda não são a regra no mercado de refinanciamento brasileiro. No país, o \"home equity\" mal chega a 1% do saldo da carteira de crédito imobiliário da pessoa física (R$ 273,93 bilhões em março), segundo estimativas do mercado. Só para fins de comparação, a modalidade chegou a representar pouco mais da metade do estoque total de crédito nos Estados Unidos, antes de a bolha imobiliária explodir, em 2008.
O Santander é uma das instituições que tem trabalhado para encontrar uma forma de emplacar as hipotecas no Brasil. O banco conduziu, no ano passado, uma série de testes e pesquisas entre clientes para entender o perfil do tomador. A conclusão foi que não é só falta de conhecimento da modalidade que trava seu avanço no Brasil.
\"É um produto de nicho, para quem tem perfil empreendedor ou busca uma reorganização financeira. Quem conhece, mas não tem o perfil, não coloca de jeito nenhum em risco a casa própria\", afirma José Roberto Machado, responsável pela área de crédito imobiliário na instituição. \"O produto carece de uma divulgação maior, vai começar a crescer com mais velocidade, mas não é para todo mundo.\" O banco não abriu dados da evolução de sua carteira de \"home equity\".
O HSBC, por outro lado, defende que pode, sim, haver uma massificação do produto. No banco, o estoque de crédito hipotecário soma R$ 30 milhões, ante uma carteira de R$ 4 bilhões de financiamento imobiliário. \"No médio prazo, a modalidade pode ganhar mais representatividade. É uma das únicas formas restantes de usar o crédito como alavanca do consumo, ao permitir um alongamento de prazos\", diz Antonio Barbosa, diretor de crédito imobiliário do banco.
A Credipronto, joint venture entre Itaú e a imobiliária Lopes, fez um piloto com o \"home equity\" há cerca de dois anos, mas a iniciativa não vingou. \"Vamos relançá-lo até o fim de 2013. Fizemos uma revisão de prazos e taxas do produto. A ideia é vendê-lo para quem tiver necessidade de fluxo de caixa\", afirma Bruno Gama, diretor geral da empresa.
\"Dentro de até três anos, a modalidade já estará em uma trajetória consolidada de desenvolvimento, embora o estoque ainda seja pequeno\", afirma Hamilton Rodrigues da Silva, gerente geral de crédito imobiliário do Banco do Brasil. \"Há uma onda de tomadores de crédito imobiliário que vai quitar os imóveis e passar a ser elegível ao refinanciamento\". O BB lançou a modalidade no ano passado, quando começou a reforçar o crédito imobiliário como um todo. Na instituição, os prazos vão de três a 180 meses, com taxas variando entre 1,2% e 1,75%. Publicado por: Valor Econômico - Felipe Marques
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28/05/2013
Livro analisa a história e arquitetura de 300 teatros do Rio
\"O primeiro teatro do Rio pegou fogo, e dizem que foi o cara que construiu o segundo, o Manuel Luiz, quem provocou o incêndio. Mas o dele também acabou sendo destruído por um incêndio. Nossos teatros, aliás, sempre pegaram fogo, rapaz\", conta o cenógrafo e diretor de arte José Dias, enquanto folheia algumas das 744 páginas do livro \"Teatros do Rio - Do século XVIII ao século XX\" (Funarte), com lançamento previsto para esta terça-feira no Teatro Dulcina, às 18h.
Dias refere-se à Casa de Ópera do Padre Ventura, construída em 1767, num endereço \"estratégico\" da cidade: entre a Rua da Vala e a Rua do Fogo, nomeada assim por atravessar a Chácara do Fogo, uma fábrica de fogos de artifícios. A relação entre a cidade e seus teatros - muitos já consumidos pelo tempo, e não só por conta de incêndios - é lembrada no livro, que dá vida nova ao que o passado transformou em cinzas.
- Eram teatros de madeira, com muitos tecidos, iluminados por lamparinas, pegavam fogo facilmente - afirma Dias.
A Casa de Ópera do Padre Ventura foi desativada em 1769. Mas nem todos os teatros que arderam em labaredas sumiram do mapa. É o caso do São João, inaugurado em 1813, logo após a chegada da corte portuguesa ao país.
- Ele foi construído na Avenida Passos, para servir aos anseios culturais da corte. Logo depois (1816) recebemos a missão artística francesa, que tinha o objetivo de transformar a cidade. O São João pegou fogo três vezes! Mas continua aí até hoje. É o Teatro João Caetano.
Enquanto desfia histórias, Dias caminha pelos corredores do Teatro Municipal e comenta a reforma que supervisionou há menos de dois anos na casa, detalhando características da caixa cênica, do urdimento, das coxias, dos camarins, das medidas e dos materiais.
- Esse teatro está sobre mil toras de madeira, porque tudo aqui embaixo é pântano, é um charco, na reforma a gente pôde ver - conta Dias.
A publicação passeia por 300 endereços, da cidade e do estado do Rio, dissecados em termos históricos e arquitetônicos. Mas o Municipal, construído entre 1904 e 1909, mereceu atenção especial: \"Ele possui o que os outros não possuem, guarda a proporção de luxo e graça entre a parte externa e a parte interna (...).
Muitos edifícios teatrais marcam a que se destinam. Do Theatro Municipal, se tem a visão de um templo, a imediata certeza do fim a que se destina\", diz o livro.
Foi justamente a forma, ou a volumetria, como prefere o autor, que o levou a iniciar a pesquisa. Foram cinco anos de trabalho, resultando na tese de doutorado que Dias defendeu em 1999, na Escola de Comunicação e Artes da USP. O texto serviu de base para o livro, que traz uma linguagem mais coloquial.
Entre as salas que desapareceram, ele cita a importância do Teatro República (onde hoje está a TV Brasil, na Rua Gomes Freire), que recebeu a estreia do musical \"Hair\" (1969) e peças dirigidas por Gianni Ratto (1916-2005). Lembra também o Teatro Apollo (na esquina das ruas do Lavradio e do Senado), que foi transformado em colégio. E os luxuosos cinematógrafos Rio Branco, convertido em centro comercial, e Odeon, construído em 1909 e que segue funcionando como cinema, na Cinelândia.
- Precisamos de mais teatros que sejam referência arquitetônica - diz o professor da UFRJ e da UniRio. - Após a chegada dos portugueses, em 1808, e com a missão francesa, começaram a ser construídos teatros com volumetria, que além de servirem a espetáculos se tornaram pontos de encontro, como nós fizemos hoje: \"Te encontro no Municipal às 16h, o.k.?\" O.k. Publicado por: O Globo - Luiz Felipe Reis
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27/05/2013
Custo da construção registra ligeira alta em maio, segundo FGV
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou taxa de variação de 1,24% em maio, acima do resultado do mês anterior, de 0,84%. Desde o início do ano, o índice acumulou variação de 3,59% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada foi de 7,19%. Os dados foram divulgados hoje (27) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O grupo de materiais, equipamentos e serviços teve variação de 0,56%, ante variação de 0,50% no mês anterior. Dentro desse grupo, os materiais e equipamentos tiveram variação de 0,65%, ante 0,46% no mês anterior. Tiveram alta os materiais para estrutura (0,51% para 0,98%) e materiais para instalação (0,13% para 0,15%). Já o item serviços passaram de uma taxa de 0,67% em abril para 0,19% em maio. Nesse subgrupo, os serviços técnicos apresentaram baixa, de 1,37% para 0,3%.
O índice referente à mão de obra apresentou variação de 1,88%. No mês anterior, a taxa foi de 1,15%. Publicado por: Jornal do Commercio Online -
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26/05/2013
Cidade vive momento de valorização
Expectativa de crescimento da população atrai empreendimentos
Os empreendimentos imobiliários e, em con¬sequência, toda a cidade de Maricá, ganharam valorização graças aos grandes investimentos na região na área de petróleo e gás. O último senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) consta que a população atual é de 127.461 habitantes, mas especialistas em mercado imo¬biliário estimam um crescimento de 390% na população até 2016, podendo chegar a 500 mil. O destaque fica para as construções e lotes que conciliam o respeito ao meio ambiente e o com¬prometimento com a sociedade.
O crescimento e a valorização da cidade se dever principalmente à proximidade com Itaboraí, onde será instalado o Comperj - o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. A estimativa dos especialistas é que a valorização dos empreendimentos será algo natural. Quem investiu na compra de lotes do Terras AlphaVille - da AlphaVille Urbanismo S.A -, por exemplo, obteve valorização de 27% em um ano e meio.
A empresa de urbanismo traz como conceito a preservação ambiental, planejamento e total infraestruturapara Maricá. O condomínio Terras Alpha Maricá, por exemplo, vai ocupar uma área de cerca de 398 mil m², num total de 612 lotes residenciais com área mínima de 360m².
O empreendimento terá um clube completo, com quadra poliesportiva, duas quadras de tênis, campo de futebol society, piscinas adulto e infantil, duas churrasqueiras, fitness, salão de festas, salão de jogos, sauna, playground, três praças temáticas e estacionamento para visitantes. Uma das praças possui até uma trilha para caminhada. A área verde do local é de mais de 55 mil m². Isso tudo para garantir qualidade de vida e tranquilidade aos moradores.
A procura por lotes no local é grande, segundo Francisco Gerótica, gerente comercial regional da AlphaVille Urbanismo, as vendas superaram as expectativas.
\"A Alphaville vendeu, em apenas cinco horas, todos os 399 lotes residenciais da primeira fase, o que confirma o potencial da região. O primeiro residencial será entregue até junho de 2013. E o segundo, que foi lançado em abril deste ano, será entregue em 18 meses\", explica.
Francisco conta ainda que o valor médio do metro quadrado dos lotes na região de Maricá é R$ 385, valor referente a maio/2013, lotes a partir de 360m². E, apenas 30% dos lotes, referente ao lançamento deste ano, ainda estão à venda.
A companhia possui empreendimentos que aliam qualidade de vida e infraestrutura em todas as regiões brasileiras. A AlphaVille alcançou cerca de 60 milhões de m² urbanizados, com dezenas de projetos espalhados em 20 estados do país. Publicado por: O Fluminense - Especial 199 anos
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26/05/2013
Agora, atrasar a entrega de moradias no Rio dá multa
A Alerj derrubou, na terça-feira, o veto do governador Sérgio Cabral ao projeto que prevê multa de 2% sobre o valor do imóvel para construtoras que atrasarem a entrega. A lei entrará em vigor a partir da publicação. Publicado por: Extra -
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26/05/2013
PGM publica lista de imóveis que a leilão por dívida
A Procuradoria Geral do Município do Rio (PGM) publicou, no Diário Oficial da última terça-feira, 2.735 imóveis - residenciais e comerciais - que serão leiloados. Os proprietários têm dívidas de IPTU. Publicado por: Extra -
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26/05/2013
Alerj cria CPI para fiscalizar melhor as construtoras
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), instaurou, na quarta-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Construtoras, com o objetivo de criar leis para o setor e fiscalizar melhor a entrega de imóveis. Publicado por: Extra -
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26/05/2013
Com selo de qualidade
Normal elaborada pela ABNT, com setor da construção civil, estabelece padrões de conforto e segurança para imóveis
A partir do dia 19 de julho, os projetos de empreendimentos residenciais que forem submetidos à aprovação do poder público, em todo o país, deverão seguir regras mais rígidas, com o objetivo de oferecer mais conforto e segurança aos moradores e mais qualidade aos imóveis. Paredes que isolam o calor e pisos que não permitem que o ruído do apartamento do andar de cima chegue ao de baixo são alguns dos requisitos das novas moradias. Tudo para cumprir a Norma 15.575/2013, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), também conhecida como Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais.
Entre as novidades da norma, está a determinação dos níveis de ruído máximo que podem passar entre imóveis.
- A pessoa receberá um manual e, caso queira ter direito às garantias (do imóvel, por parte da construtora), deverá segui-lo e fazer as manutenções necessárias. É como num carro, em que você tem que trocar o óleo. Se não o trocar, o motor vai fundir, e você não vai ter a garantia - explica Fabio Villas Bôas, coordenador da revisão da norma.
A coordenadora técnica Geórgia Grace Bernardes comemora a publicação da regulamentação das regras. Ela própria participou do estudo, que reuniu representantes de bancos, governo federal, arquitetos, engenheiros, construtoras, incorporadoras e indústria de materiais da construção.
- É um grande avanço, um marco regulamentário do setor - afirma Geórgia.
-Conversas
Entre as paredes de apartamentos vizinhos, o isolamento deve ser de 45 decibéis. Ou seja, a pessoa não pode entender o que o morador ao lado fala.
-Saltos
Os moradores de um apartamento inferior não poderão ouvir os ruídos de sapatos do andar superior.
-Descarga
Os vizinhos não podem escutar quando outro morador acionar a descarga do banheiro.
-Corredores
Em paredes-cegas (sem portas) de salas e cozinhas entre uma unidade habitacional e áreas comuns de trânsito eventual, tais como corredores e escadaria dos pavimentos, o som não pode ultrapassar 39 decibéis.
-Áreas de lazer
Em paredes-cegas entre uma unidade habitacional e áreas comuns de permanência de pessoas, atividades de lazer e atividades esportivas, além de cozinhas e lavanderias coletivas, o som não poderá ultrapassar 54 decibéis. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
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26/05/2013
Feirão da Caixa continua nas agências da instituição
Quem não participou do 9º Feirão Caixa da Casa Própria no Rio pode procurar uma das agências da instituição para conferir as ofertas com preços a partir de R$ 85 mil. Os juros são a partir de 4,5% ao ano mais TR ( Taxa Referencial) e o prazo de pagamento pode chegar a 35 anos.
Presidente da Caixa, Jorge Hereda diz que do início do ano até agora já foram liberados R$ 43 bilhões para financiamento habitacional. \"São 5.500 contratos por dia. A nossa previsão é que suba para R$ 126 bilhões liberados para casa própria até dezembro\", diz Hereda. Publicado por: O Dia -
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25/05/2013
Ocupação em queda na construção civil
Na pesquisa do IBGE, total de trabalhadores do setor encolheu 3,2% de janeiro a abril de 2013, após dois anos em alta
Num mercado de trabalho marcado pelo desemprego baixo, o corte maciço de vagas na construção civil chama atenção nos resultados da Pesquisa Mensal de Emprego, no 1º quadrimestre de 2013.
Depois de crescer 4,5% de janeiro a abril de 2011, e 6,5% no mesmo período de 2012, a ocupação no setor caiu 3,2% em 2013. Na média geral da pesquisa, caiu 2,7% nos quatro primeiros meses deste ano. Cimar Azeredo, gerente da PME-IBGE, diz que o total de ocupados foi reduzido em 60 mil desde dezembro: \"A perda forte na construção civil foi o dado mais sensível e inesperado da pesquisa\" O setor encerrou abril de 2013 com 104 mil vagas a menos que um ano antes. Foi queda de 5,5%. Os cortes alcançam quatro das seis áreas metropolitanas investigadas pelo IBGE: São Paulo (-8,5%), Belo Horizonte (-8%), Porto Alegre (-6,1%) e Rio (-1,4%). No Grande Rio, o total de ocupados foi reduzido em seis mil, um décimo dos cortes de São Paulo, de 63 mil no total. Em um ano, a participação da construção no mercado de trabalho caiu meio ponto percentual. O setor somava 8,2% da mão de obra ocupada em abril de 2012. A proporção passou a 7,7% no mesmo mês deste ano. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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25/05/2013
Minc diz que não há empecilho para mudanças no píer em Y
Secretário do Ambiente assegura análise de licença em 2 meses O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse ontem que a Companhia Docas não teria dificuldades para conseguir rapidamente um complemento da licença ambiental, que permitiria o remanejamento do píer em Y para um outro trecho da Zona Portuária, reduzindo os impactos na paisagem da região. Em entrevista ao GLOBO, na quarta-feira, o presidente de Docas, Jorge Mello, admitiu que o projeto poderia sofrer modificações, mas argumentou que havia o risco de atrasos na conclusão da obra prevista para as Olimpíadas. Segundo ele, a área para a ancoragem de navios precisa ser remodelada a fim de receber cinco transatlânticos com capacidade para 10 mil leitos. Ele alegou que um dos principais entraves era a questão ambiental. Anteontem, o prefeito Eduardo Paes decidiu negociar a localização do píer diretamente com a União. Depois de conversar por telefone com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, Paes enviou ontem a Brasília uma proposta de deslocamento da estrutura para os armazéns 6 e 7. Ele afirmou que o município está disposto a ajudar Docas com recursos, caso as despesas com a dragagem do canal de entrada no Porto sejam maiores do que as do projeto original, situado entre os armazéns 2 e 3 Na versão de Docas, um novo estudo de impacto ambiental (EIA/Rima) também seria necessário. Minc negou: - O meio ambiente não é problema e não pode servir de desculpa nesse caso. Se a discussão é a demora para o licenciamento ambiental, não há empecilho. Em dois meses, o estado aprova um complemento dos estudos ambientais feitos para o Píer em Y. No relatório, Paes incluiu imagens de como ficaria o píer no local proposto pela prefeitura e apelou para a necessidade de um projeto à altura dos investimentos na Zona Portuária. Publicado por: O Globo - Luiz Ernesto Magalhães
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24/05/2013
Paes negocia nova localização para píer em Y
O prefeito Eduardo Paes decidiu negociar diretamente com a União a mudança da localização do futuro píer em Y, que será construído na Zona Portuária, pela Companhia Docas, para receber transatlânticos. Após conversar na quarta-feira por telefone com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, Paes encaminhou a Brasília, ontem, uma proposta para que a estrutura seja remanejada e fique entre os armazéns 6 e 7. Paes afirmou que o município está disposto a ajudar Docas com recursos caso as despesas com a dragagem do canal de entrada do Porto sejam maiores do que o calculado no projeto original, que prevê a construção do píer entre os armazéns 2 e 3.
Três anos de polêmica
A iniciativa do prefeito ocorre após quase três anos de negociações sobre a localização do terminal de atracação. Paes disse que passou todo esse tempo tentando convencer Docas de alterar o projeto. No caderno de encargos dos Jogos de 2016, o Rio se comprometeu a ter 10 mil vagas de hospedagem em cinco transatlânticos no Porto.
O prefeito afirmou na quinta-feira desconhecer se as mudanças no projeto do píer poderiam comprometer ou não o prazo de entrega das obras até os Jogos. No entanto, ele diz acreditar que ainda há tempo:
- Eu estou preocupado com que a cidade tenha um equipamento de qualidade. A alternativa da prefeitura também cria a possibilidade de desalfandegar (liberar para circulação do público) os armazéns 1 e 2, integrando melhor a Zona Portuária ao Porto Maravilha. A nossa proposta permite uma melhor integração do novo terminal de passageiros com o projeto de reurbanização do Porto. Além disso, vai evitar que os turistas tenham que fazer longas caminhadas até ter acesso a táxis ou outros transportes.
Docas admitia alterações
Em entrevista ao GLOBO na quarta-feira, o presidente de Docas, Jorge Mello, admitiu que o projeto poderia sofrer modificações. Mas argumentou que a obra corria o risco de não ser concluída até as Olimpíadas.
Segundo o prefeito, a discussão com a União não se limita a atender aos interesses para megaeventos como a Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos. E sim garantir que o que sair do papel ajudará a melhorar a infraestrutura turística.
- O menos importante nesse caso é se o projeto é de um píer em Y ou em E. Ou qualquer outra letra do alfabeto. Estamos dialogando diretamente com o governo federal porque a área pertence à Companhia Docas. Se fosse partir para uma medida administrativa, ela não teria qualquer efeito legal. E Docas conseguiria derrubar na Justiça - acrescentou o prefeito.
Imagens simulam mudança
Para convencer o governo federal, Paes encaminhou um relatório com imagens que simulam a localização do píer proposto pela prefeitura. Como justificativa, ele descreve os investimentos que a União está fazendo direta e indiretamente para modernizar a Zona Portuária.
O projeto para implantar linhas de VLTs no Centro, por exemplo, recebeu recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade.
- Antes da ministra Gleisi, já havia comentado com a própria presidente Dilma Rousseff sobre a questão da localização do píer. O diálogo é possível e já trouxe avanços para o Porto. O Museu de Arte do Rio (MAR)funciona num palacete que pertencia ao Fundo de Previdência de Docas, cedido para a prefeitura. E o Museu do Amanhã está sendo construído no Píer Mauá depois de anos de negociações com a União.
O prefeito também fez críticas à proposta alternativa apresentada por um grupo de arquitetos de construir um píer no formato em E. Ele argumentou que se reuniu com os autores da ideia, que entregaram croquis e uma maquete. Paes ressaltou que a alternativa é conceitual, sem estudos detalhados dos custos. Ele disse que ficou surpreso ao constatar que a proposta previa uma torre comercial nas imediações do píer em E, que, possivelmente, teria que ser autorizada pela prefeitura. Publicado por: O Globo - Luiz Ernesto Magalhães
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24/05/2013
Compare o custo total do financiamento
Em busca de clientes, instituições cortam juros, mas é preciso avaliar outras taxas, como seguro e tarifa bancária
Crédito imobiliário cresceu 16% no 1º trimestre de 2013 na comparação anual, para R$ 20,4 bilhões
Os principais bancos do país reduziram as taxas de juros e aumentaram os prazos de pagamento do financiamento imobiliário em busca de mais clientes.
Antes de contratar um empréstimo, porém, é preciso avaliar outros custos além dos juros, como com seguros e tarifas, que compõem o chamado CET (Custo Efetivo Total), afirmam especialistas.
\"Só assim o comprador pode saber se está pagando mais caro ou mais barato\", alerta o consultor financeiro Rafael Paschoarelli.
\"A instituição pode oferecer os menores juros do mercado, mas compensar isso com uma tarifa mais alta de documentação ou um seguro mais caro. Essa diferença vai aparecer no CET\", diz.
RELACIONAMENTO
A maioria das instituições oferece juros menores a quem estreita o relacionamento no momento da aquisição, abrindo uma conta para receber o salário, por exemplo.
A oferta de outros produtos atrelados ao financiamento, entretanto, é considerada venda casada e deve ser denunciada ao Banco Central.
\"É legal oferecer uma taxa mais atraente a quem tem conta no banco, mas oferecer uma taxa menor em troca da compra de um título de capitalização ou de um seguro é crime\", diz Paschoarelli.
Outro custo que é possível negociar é o relacionado aos seguros por morte e invalidez e por danos físicos ao imóvel.
Eles são obrigatórios no financiamento, mas não precisam ser adquiridos na mesma instituição.
PRESSA
Quem tem pressa na contratação de um financiamento pode pesquisar, também, nas chamadas companhias hipotecárias, de menor porte que os bancos de varejo e focadas nesse nicho de crédito.
A especialização é o diferencial dessas empresas, afirma Fábio Nogueira, diretor da Brazilian Mortgages, adquirida no ano passado pelo banco PanAmericano, controlado pela Caixa Econômica Federal.
Os recursos podem ser liberados em até cinco dias úteis. Os juros cobrados, no entanto, podem ser mais altos que nas instituições maiores, e os prazos para pagar são menores.
A Brazilian Mortgages pratica uma taxa efetiva de 9,4% ao ano acrescida da TR (Taxa Referencial, atualmente zero). O prazo de pagamento chega a 30 anos.
Outra companhia hipotecária, a Barigüi, tem taxas a partir de 12,84% ao ano mais IPCA (índice oficial de inflação). O prazo é de dez anos.
O Intermedium, que se tornou um banco em 2008, pratica 12% ao ano mais IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). O prazo de pagamento é de 15 anos.
A HORA É AGORA
O administrador Douglas Barbosa, 35, financiou um novo apartamento por meio da Brazilian Mortgages. Para ele, realmente os custos estão em baixa e a hora de comprar é agora.
\"No meu primeiro financiamento, há oito anos, paguei 10,16% de juros. Agora, para um imóvel de maior valor [acima de R$ 500 mil], encontrei juros em torno de 9,7% ao ano\", diz.
Ele fechou negócio com a companhia por uma taxa de 9,1% ao ano.
\"Não acredito que os preços dos imóveis vão cair. Acho que esse é o momento de aproveitar essas taxas menores\", afirma. Publicado por: Folha de São Paulo -
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24/05/2013
Trabalhadores da construção ganham reajuste
Os trabalhadores da construção civil do de mais de 35 cidades do paulista terão aumento salarial de 8,99%, com data base em 1º de maio, informou ontem (23) o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), presidido por Sérgio Watanabe, e pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo (Feticom-SP).
A perspectiva agora é que as empresas busquem alternativas para garantir os salários aos trabalhadores. Para Reginaldo Lemos, diretor de recursos humanos da Construtora Azul, de Americana, explica que o reajuste foi alto, mas eles não encontrarão dificuldades em seguir as novas regras. \"O negócio está indo bem, e nós precisamos desse tipo de incentivo dentro dos canteiros\".
O executivo, no entanto, prevê que algum orçamentos precisarão ser revistos dentro da empresa. \"Uma alta dessa ficou a cima do crescimento no faturamento da empresa, que girou em torno de 6% no primeiro trimestre, então teremos que rever alguns valores em cargos mais altos dentro do canteiro de obras\", detalhou.
Da mesma opinião partilha Emanuel Reis, sócio diretor da empresa de Mogi das Cruzes, Avipa. \"Acredito que teremos que rever algumas folhas de pagamento e adequar algumas questões, mas nada que prejudique o grupo\".
O reajuste de 8,99% em 2013 ficou acima dos 7,47% de 2012 e é o segundo maior para operários da área nos últimos cinco anos, quando o setor de construção entrou em ciclo de crescimento acelerado devido ao grande número de lançamentos imobiliários e obras em execução.
O aumento das despesas com mão de obra continuará pressionando os orçamentos e os resultados financeiros das construtoras, avaliou Haruo Ishikawa, vice-presidente de relações de capital e trabalho do Sinduscon-SP.
Ele lembrou que houve retração no volume de lançamentos de imóveis em 2012, mas as empresas ainda estão concluindo projetos lançados em anos anteriores, o que tem sustentado parte da demanda por mão de obra. \"Nós continuamos contratando, tem muitas obras em execução.\"
No primeiro trimestre, foram criadas 76,1 mil vagas de trabalho no setor (saldo de contratações menos demissões), segundo dados apurados pelo Sinduscon-SP em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O número, porém, ficou abaixo das 123 mil vagas geradas em 2012.
Ishikawa ponderou também que, apesar do aumento nominal dos salários ter sido maior em 2013, o aumento real, já descontando a inflação setorial no período, foi menor.
\"No ano passado, o aumento real foi de 2,53%. Neste ano, foi de 1,83%\", disse. Segundo ele, o maior reajuste ocorreu nos benefícios ligados à alimentação.
O valor do tíquete-refeição subiu de R$ 15,00 para R$ 17,00 (alta de 13,3%), e o vale-supermercado mensal passou de R$ 150,00 para R$ 200,00 (alta de 25%). \"Nós percebemos que a inflação na alimentação foi o que mais pesou entre 2012 e 2013. Por isso, era justo que houvesse um aumento maior nesses benefícios\", disse.
Com o reajuste no interior de São Paulo, o piso dos trabalhadores considerados não qualificados - servente, contínuo, vigia, auxiliares de trabalhadores qualificados e demais trabalhadores cujas funções não demandem formação profissional - passa a ser de R$ 1.067,00 mensais, ou R$ 4,85 por hora, para 220 horas mensais. Para os qualificados - pedreiro, armador, carpinteiro, pintor, gesseiro e demais profissionais qualificados não relacionados - será de R$ 1.298,00 mensais, ou R$ 5,90, para 220 horas mensais. Para os demais trabalhadores qualificados em obras de montagem de instalações industriais, o piso passa a ser de R$ 1.555,40 mensais, ou R$ 7,07 por hora, para 220 horas mensais. Publicado por: DCI -
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24/05/2013
O déficit habitacional e a expansão imobiliária
A Região Metropolitana da Baixada Santista vem se desenvolvendo a passos largos, no embalo da expansão do porto e da instalação de um polo de petróleo e gás iniciado após o pré-sal. Mas a região ainda necessita de investimentos em infraestrutura, transportes, saúde pública, habitação, entre outros.
Em relação ao déficit habitacional, o recente incêndio que destruiu parte de uma favela em São Vicente e os alagamentos causados por fortes chuvas em fevereiro em Cubatão, deixando milhares de desabrigados, trouxe o grande problema da falta de moradias nos municípios.
E a notícia de que serão investidos ao menos R$ 87 milhões para projetos habitacionais em Santos, foi bem recebida. Foi divulgada durante encontro regional da Secretaria de Estado da Habitação, na Prefeitura de Santos, pelo próprio secretário da pasta, Silvio Torres. A meta é apresentar políticas habitacionais a serem operadas em parceria com municípios paulistas.
Dos valores destinados pelo estado, R$ 54 milhões irão complementar os recursos de 680 unidades habitacionais dos conjuntos Caneleira IV, cujas obras estão em andamento, e de outras 1.120 do Tancredo Neves 3 - na divisa de Santos com S. Vicente -, a ser iniciado em até 60 dias. O restante (R$ 33 milhões) será destinado para quase 1100 unidades: 133 na Vila Santa Casa, 432 divididas em três áreas da União cedidas ao município, 320 no conjunto Ouro Preto e 200 na Vila Pantanal.
O déficit habitacional soa curioso em cidade que atravessa por um boom imobiliário sem precedentes, no qual o valor do metro quadrado, em alguns bairros de Santos, por exemplo, já chega a R$ 8 mil. Ou seja, da mesma forma em que existe uma grande oferta de imóveis em construção, ainda faltam moradias dignas à população.
Esse choque de realidades no cenário habitacional acarreta mudanças significativas na geografia regional, com uma onda de verticalização que atinge bairros como o Morro da Nova Cintra, além de gerar um forte êxodo para outros municípios, como S. Vicente e Praia Grande, em razão do aumento no valor dos imóveis e dos aluguéis. Políticas públicas habitacionais e um adequado planejamento urbano nos municípios da Baixada são imprescindíveis para que a região se desenvolva de forma eficiente, viabilizando o direito à moradia digna para a toda a população. Publicado por: DCI -
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23/05/2013
A queridinha da vez
Construtoras investem na Zona Norte, lançando novos empreendimentos na região
A Zona Norte do Rio receberá vários lançamentos imobiliários residenciais até o mês que vem. Entre os diferenciais estão o preço do metro quadrado, que é acessível se comparado ao de outras regiões, e a área de lazer, que parece um clube.
O Grupo Avanço Aliados, por exemplo, lança o Elo Clube Residencial, coladinho ao estádio do Engenhão. Quem comprar um imóvel durante o lançamento ganhará fogão, geladeira, microondas e depurador.
Já a Calçada e a PDG terão mais um projeto imobiliário na Penha. Trata-se do Nova Penha Clube Condomínio. Quem comprar um imóvel do empreendimento ganhará armários para todos os ambientes.
\"A Calçada acredita no potencial da Zona Norte. O reflexo disso foi o sucesso de vendas do Viva Penha\", diz João Paulo Matos, presidente da empresa Para o diretor executivo da PDG Rio, Marcos Saceanu, o Nova Penha confirma a aposta no crescimento sustentado que se vê na Zona Norte. \"O projeto comprova que o conceito de clube-condomínio conquistou os moradores\", afirma
Segundo o diretor da Fernandez Mera, Jefferson Paiva os moradores da Zona Norte querem projetos imobiliários melhores. \"Os incorporadores estão investindo em condomínio-clube.\"
A Leduca é outra construtora que está apostando na Zona Norte. A empresa prepara o lançamento do UP Méier Residencial Clube para ajudar a suprir a demanda por empreendimentos residenciais modernos e com mais infraestrutura no Grande Méier. \"O Grande Méier sempre foi valorizado, por ter uma tradição residencial e muitas Opções de serviço. Agora, com a facilidade de deslocamento para a Barra, prevista após a construção da linha 4 do metrô, e a implantação de UPPs, a região ganha força total no mercado imobiliário\", avalia Paulo Marques, diretor da Leduca
Líderes de lançamentos
Pesquisa da Lopes revela que o Grande Méier e Tijuca representam mais de 60% dos lançamentos da Zona Norte. Em 2011, as duas regiões ganharam 11 empreendimentos. Em 2012, foram 21, quase o dobro. \"Isso demonstra o crescimento das principais regiões da Zona Norte\" diz Luigi Gaino, diretor geral da Lopes Rio. \"A região vive importante momento com a ampliação das UPPs e a criação dos BRTs, o que faz com que os moradores não queiram sair dos bairros\", explica Mário Amorim, diretor da Brasil Brokers.
Segundo Jefferson Paiva o metro quadrado na Tijuca varia entre R$ 8.500 e R$ 9 mil. Méier e Grande Méier seguem o padrão da região da Penha e Vila da Penha, de R$4.800 a R$6 mil
Feirão da Caixa em Niterói este fim de semana
Sábado e domingo tem 9º Feirão Caixa da Casa Própria em Niterói. O evento vai rolar no Clube Canto do Rio, no Centro do município, e terá uma oferta de mais de 16 mil imóveis, localizados em Niterói, São Gonçalo, Rio, Itaboraí, Cabo Frio, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia,
Araruama, Maricá, Cachoeiras de Macacu, Saquarema, Itaguaí, Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo. Os preços das unidades variam entre R$ 75 mil e R$ 4,5 milhões. Participarão do feirão 10 imobiliárias e 23 construtoras, como a Cury, que levará, entre outros empreendimentos, o Completo São Gonçalo.
Quem contratar o financiamento durante o evento vai pagar a primeira prestação em janeiro de 2014. A condição é válida para financiamentos com recursos do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Publicado por: Meia Hora -
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23/05/2013
Cedae inicia obras no eixo olímpico da Barra
Orçadas em 60 milhões, intervenções se somam a outros projetos atualmente em execução na região, que permitirão ao bairro chegar à marca de 100% de esgoto tratado
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) inicia hoje as obras de esgotamento do eixo olímpico na Barra da Tijuca. Orçadas em R$ 60 milhões, intervenções serão realizadas na Avenida Abelardo Bueno, no trecho que vai do Hospital Sara Kubitschek ao Shopping Metropolitan-Barra. Em conjunto com outras iniciativas atualmente em execução pela Cedae na região, o projeto busca atingir a marca de 100% de esgoto tratado no bairro. Atualmente, essa cobertura é de 85%.
Com recursos do governo do estado, provenientes do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), o projeto de esgotamento sanitário no eixo olímpico beneficia diretamente as regiões da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá ainda não conectadas ao sistema formal da companhia. As obras têm previsão de término até o final de 2015.
Segundo o presidente da Cedae, Wagner Victer, o projeto atende aos compromissos do governo fluminense com o Comitê Olímpico Intenacional (COI) e inclui a construção de um tronco coletor na Avenida Abelardo Bueno e das novas elevatórias Ollof Palme, com capacidade para bombear 450 litros de esgoto por segundo, e da Elevatória Olímpica, que bombeia 1,1 mil litros por segundo. \"Com isso, além de superarmos os compromissos com o COI, estamos atendendo ao compromisso do governador Sérgio Cabral de aumentar a coleta e tratamento de esgotos em todo o estado\", afirmou Victer.
FABIO COSTA/JCOM/D.A PRESS
As intervenções atendem a todo o esgotamento da futura Vila Olímpica, Vila dos Atletas, Parque dos Atletas, Riocentro, Parque Aquático Maria Lenk, Hospital Sarah, além de grandes empreendimentos imobiliários localizados na Avenida Aberlardo Bueno e redondezas.
De acordo com a Cedae, o Programa de Saneamento da Barra da Tijuca e Jacarepaguá resgata uma dívida de mais de 30 anos com a população da capital fluminense. Em 2007, a companhia colocou em operação o Emissário Submarino. Dois anos depois, foi a vez da Estação de Tratamento de Esgotos da Barra da Tijuca. Nos últimos cinco anos, foram inauguradas 20 Estações Elevatórias de Esgoto na região.
Entre outras intervenções, a companhia realizou a interligação com o sistema formal de esgotamento sanitário de quase todos imóveis da orla da Barra da Tijuca (85%), de grande parte do Recreio dos Bandeirantes (70%) e da baixada de Jacarepaguá (60%), tratando seus resíduos e dando destino adequado através do Emissário Submarino da Barra da Tijuca. Publicado por: Jornal do Commercio -
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23/05/2013
Em meio a críticas, píer em Y pode mudar
Presidente de Docas diz que maior empecilho hoje é garantir hospedagem para Rio 2016
Diante das críticas que apontam os impactos negativos da construção do píer em Y para a paisagem e os bens tombados da Zona Portuária, o presidente da Companhia Docas, Jorge Mello, já não se mostra tão irredutível. Ele garante que, se for encontrada uma solução para hospedar 20 mil pessoas que ficarão acomodadas em 10 mil quartos de transatlânticos durante as Olimpíadas de 2016, é possível discutir propostas alternativas. Mello alega que precisa cumprir um acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e que qualquer mudança no projeto poderia pôr em risco esse compromisso. Segundo ele, seria necessário detalhar o projeto, aprovar licenças, especialmente ambientais, e realizar nova licitação. Cita ainda razões econômicas para fazer o píer em Y, argumentando que mudá-lo de lugar, ou optar pelo modelo em E, significaria um gasto de R$ 400 milhões, só de dragagens adicionais. Mas assegura que a questão número um é cumprir o acordo com o COI:
- Nada é insuperável, à exceção do relógio.
O compromisso da cidade com o COI é disponibilizar 44.500 quartos de três estrelas ou mais para a família olímpica (o número não inclui os atletas, que ficarão na vila olímpica da Barra). A Empresa Olímpica Municipal informa que, até agora, há 44.700 quartos garantidos. Nesse número, estão incluídos 70% das acomodações em hotéis existentes, 90% dos quartos que ficarão prontos até dezembro de 2015, as vilas de Deodoro e do Porto Olímpico, prédios residenciais na Barra da Tijuca e apart-hotéis, além de dez mil cabines em transatlânticos.
Mesmo que não seja construído um novo píer, no terminal de cruzeiros já existente (entre os armazéns 1 e 4 do Porto) podem ancorar até três transatlânticos de grande porte ao longo do cais. Somados, eles têm capacidade para acomodar 11.400 passageiros em cerca de 5.700 quartos.
Olimpíadas à parte, Mello cita dificuldades técnicas para mudar a posição do Y (atualmente projetado para ficar entre os armazéns 2 e 3) ou construir o píer em E. Segundo ele, para empurrar o Y seria necessário escavar em volta de uma ilha da Receita Federal (em frente ao armazém 4), para criar um canal de navegação.
- Teríamos que fazer um EIA-Rima - afirma o presidente de Docas.
No caso de a opção ser pelo E (que se estenderia do meio do armazém 3 até o 6, sendo o desembarque dos passageiros feito por uma plataforma suspensa, na altura do 8), o presidente de Docas argumenta que causaria problemas para a área onde é escoada a produção de trigo:
- Nesse trecho, temos inclusive construções subterrâneas, usadas para a movimentação do trigo.
As obras do píer em Y estão previstas para começar em junho. O prazo de execução é de 28 meses. Com o píer em Y foram gastos, até agora, R$ 555.134 em serviços de sondagens. A obra propriamente dita foi licitada por R$ 223,25 milhões, em 2010, mas o valor sobe para cerca de R$ 250 milhões, segundo o presidente de Docas, se for levada em conta a correção monetária do período. Para a construção do píer, o PAC da Copa do Mundo destinou R$ 314 milhões. Desse valor fica fora a dragagem que, de acordo com Mello, custará cerca de R$ 100 milhões e será custeada com verbas da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP).
- Quanto ao aumento de custo, se for considerado que um outro modelo é tão necessário para a cidade, poderíamos procurar parceiros. A prefeitura poderia arcar com a diferença - sugere Mello.
O anúncio de Mello admitindo a possibilidade de rediscutir o modelo de píer foi bem recebido pelo defensor público da União André Ordacgy. Ontem, ele encaminhou ofício ao presidente de Docas pedindo que mude o píer de lugar.
- Vejo que há chance de diálogo. Com certeza, o Rio não precisa de acomodações em embarcações durante as Olimpíadas. Além disso, não se pode prejudicar a paisagem por causa de um problema pontual dos Jogos Olímpicos - afirma Ordacgy, que vai hoje oficiar o COI para saber se parte das acomodações da família olímpica não poderia ser em cidades próximas, como Niterói.
Crea questiona estimativas
O susposto aumento de preço, acrescenta Ordacgy, também não pode servir de justificativa para realizar uma obra prejudicial à cidade:
- Custar mais caro não pode ser como uma defesa. O patrimônio cultural é de valor inestimável. Não pode ser depreciado por conta de dinheiro.
Ao analisar o valor adicional para o serviço de dragagem, no caso de ser executado um projeto de píer alternativo, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Agostinho Guerreiro, questiona a estimativa feita por Mello:
- O custo de dragagem depende do local, do volume a ser dragado e das dificuldades. Essa é uma questão controversa. Trabalhei no serviço público. Não é raro termos surpresas ao analisar os projetos. Há casos que, ao fazermos cortes, chegamos a reduzir custos em até 30%. De qualquer modo, obras em porto são para ficar ali por muitos e muitos anos. E mais: não há economia que se faça no Y que pague o estrago que ele vai causar à cidade. Complicadores sempre existem, mas os debates podem tornar os projetos menos complicados e mais simples.
Já Pedro da Luz Moreira, vice-presidente regional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), pondera que é preciso analisar o custo-benefício:
- O importante é que o píer em E preserva a frente marítima. A frente do mar fica preservada como espaço público, o que não acontece com o píer em Y. No caso do E, o passageiro desce num pavimento acima da rua.
Secretário de Turismo critica píer em Y
Outra voz a se manifestar ontem contra o píer em Y foi o secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello. Ele avalia que a solução de Docas não é a melhor - nem para os turistas - e também não se integra urbanisticamente ao projeto do Porto Maravilha, que está revitalizando a área numa parceria público-privada:
- A questão não envolve apenas o formato do píer, mas a própria localização. Por mim, o terminal deveria ser implantado mais próximo da Rodoviária Novo Rio. Os urbanistas mostraram preocupação com a interferência com o Museu do Amanha e o Museu de Arte do Rio devido à proximidade das instalações - disse Antonio Pedro.
O secretário lembra que a proximidade com a Rodoviária Novo Rio permitiria melhor organização não apenas dos táxis, mas do acesso ao transporte coletivo usado por muitos turistas. Nas imediações da rodoviária, por exemplo, estão previstos pontos do novo sistema de VLT para o Centro.
Numa nova tentativa de impedir a construção do píer em Y, a presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa, deputada Aspásia Camargo (PV), ingressou anteontem com representação no Ministério Público estadual, pedindo que o órgão se manifeste sobre o assunto. A previsão é que até amanhã seja designado o promotor para analisar a solicitação. No fim do ano passado, a deputada impetrou ação popular, obtendo liminar do juízo da 15ª Vara de Fazenda Pública do Rio, que acabou cassada. Em abril último, a Justiça do estado transferiu o julgamento da ação para o âmbito da Justiça Federal.
- Nosso objetivo é obter do Ministério Público o apoio necessário à ação popular, que está esperando pela distribuição na Justiça Federal. Existem fatos novos que devem ser considerados pelo MP, como o relatório do Iphan, de que o píer em Y vai prejudicar a paisagem e a visibilidade de bens tombados, e a apresentação de projeto alternativo (píer em E). Há ainda o temor de que a lentidão da Justiça possa gerar o fato consumado, tornando difícil a reversão ou o impedimento da obra, por ter recursos financeiros aplicados.
Uma audiência pública sobre o píer em Y, marcada por Aspásia e a vereadora Laura Carneiro (PTB), acontecerá no próximo dia 29 na Câmara. O presidente de Docas confirmou presença. Publicado por: O Globo - Selma Schmidt
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22/05/2013
Mais de 200 mil empregos no estado até fim deste ano
Número é recorde para os últimos anos. No país, 4 milhões de vagas desde 2011
Até o final do ano, serão gerados mais de 200 mil empregos com carteira assinada, conforme estimativa da Secretaria estadual de Trabalho e Renda (Setrab). A marca deverá ser recorde para a média de postos de trabalho no Estado do Rio, nos últimos cinco anos. Ontem, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que, de janeiro de 2011 até abril de 2013, foram criados 4,1 milhões de empregos em todo o país. No estado, no mesmo período, foram 506 mil oportunidades.
Setor de serviços é o que mais absorve mão de obra no Estado do Rio
Os dados da Setrab também indicam que o total de postos gerados no estado para 2013 representa um crescimento de 20% em relação ao ano passado. Secretária estadual de Trabalho e Renda, Claise Maria disse que, desde 2011, os setores de maior destaque no que diz respeito ao quantitativo de vagas geradas e de mão de obra absorvida são serviços, construção civil e comércio.
SETORES DESLANCHAM
Somente na construção civil, a estimativa é de aproximadamente 40 mil novos postos de trabalho. A secretária destacou: \"O Estado do Rio tem várias obras em andamento como Complexo Petroquímico de Itaboraí e os projetos de infraestrutura para preparação da Copa do Mundo e Olimpíadas\".
Claise assegurou que o mercado de trabalho no Rio tem se mantido aquecido nos últimos anos. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o estado gerou quase um milhão de novos postos de trabalho em cinco anos. Só em 2012, o setor de serviços teve 73 mil novos postos. Já construção civil, 37 mil, e comércio, 27.706 mil.
Como garantir uma chance
O profissional fluminense pode aproveitar a boa maré de geração de empregos formais. Porém, é preciso ter em mente algumas palavras: qualificação, empenho e confiança.
Para Diogo Hudson, especialista em carreiras, o trabalho tem que fazer um sentido. \"Busque uma chance que vá somar a sua vida como um todo e não só procure um salário para pagar suas contas\", orienta.
Hudson também recomenda que o profissional estude sempre para potencializar os talentos e ficar atualizado. Além disso, sugere: \"Não fique ansioso para ocupar só a vaga disponível. Tente sempre mirar ainda mais alto!\" Publicado por: O Dia Online -
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22/05/2013
Feirão da Casa Própria contabiliza até agora R$ 9,7 bilhões em negócios
O 9º Feirão Caixa da Casa Própria contabiliza R$ 9,7 bilhões em negócios até o segundo fim de semana do evento. No último fim de semana, o feirão foi realizado em Curitiba, no Rio de Janeiro, em Brasília, Salvador e Uberlândia.
A capital fluminense movimentou quase R$ 1,5 bilhão em negócios e recebeu mais de 70 mil visitantes. Na capital paranaense, foram contabilizados quase R$ 1,6 bilhão em contratos e visitas de mais de 27 mil pessoas. Em Brasília, foram mais de R$ 1,1 bilhão em negócios e mais de 34 mil visitantes. Salvador registrou R$ 456 milhões em contratos e mais de 30 mil visitantes. Uberlândia totalizou R$ 344 milhões em negócios e recebeu cerca de 14 mil pessoas.
Entre os dias 3 e 5 de maio, as cidades de São Paulo e Fortaleza receberam o evento. A capital paulista contabilizou R$ 3,2 bilhões em negócios e recebeu mais de 52 mil visitantes. A capital cearense registrou R$ 1,48 bilhão em negócios e mais de 26 mil visitantes.
O feirão será realizado em Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis entre os dias 24 e 26 de maio. Em Belém, Campinas e no Recife, a feira ocorre de 14 a 16 de junho.
O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) tem uma série de dicas para as pessoas que vão à feira em busca do sonho da casa própria. Uma delas é pesquisar o preço de um imóvelno mesmo prédio. Outra dica é verificar o valor de imóveis com as mesmas características e as taxas de outros bancos. Publicado por: Jornal do Commercio Online -
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22/05/2013
Preço de imóvel se estabiliza
Valorização desacelerou e há mais possibilidade de negócios no Rio, mostra bolsa do setor
A valorização dos imóveis no Rio de Janeiro desacelerou e vem se mantendo, desaquecida principalmente em bairros como Copacabana e Botafogo, aponta levantamento feito pela Bolsa de Imóveis do Rio (Birj). Segundo a instituição, os proprietários também estão mais dispostos a negociar o valor do imóvel, o que pode representar queda de até 15%.
A pesquisa foi fechada após estudos para avaliações específicas de imóveis à venda em diferentes regiões da cidade, nas quais se usou o método comparativo para analisar o padrão de valores pedidos pelos proprietários. De acordo com Eduardo Pompéia, engenheiro responsável da bolsa, houve freada, a partir de 2012, na alta dos valores dos imóveis e no número de negociações.
\"De forma geral, o mercado imobiliário tem se apresentado bem menos agressivo nos valores efetivos de venda, principalmente nos bairros de Copacabana e Botafogo, na Zona Sul\", explica.
Como a procura por imóveis diminuiu, a capacidade de negociação aumentou. \"Antes, a busca era tão grande que poucas pessoas davam margem para negociação. Hoje, o valor com negociação efetiva pode baixar em até 15%\", afirma.
Segundo dados do Índice da Fipe, a variação no preço em março deste ano foi de 1,2%. A maior alta foi de 3%, em maio de 2011, levando em conta o período de janeiro de 2008 a abril de 2013. De janeiro de 2012 a abril deste ano, a variação ficou estável. A tendência, para Eduardo Pompéia, é que os preços dos imóveis se estabilizem e passem a acompanhar a inflação.
Atraso na entrega
Construtoras e incorporadoras que entregarem imóveis fora do prazo serão obrigadas a indenizar o comprador em 2% do total do imóvel. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou o veto do governador Sérgio Cabral à proposta do deputado Wagner Montes (PSD) e garantiu que a norma entre em vigor. A lei prevê também multa de mora de 0,5% sobre o valor do imóvel ao mês e torna obrigatório o aviso, com antecedência de seis meses, da possibilidade de atraso. Publicado por: O Dia -
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21/05/2013
Financiamento
O BB elevou em R$ 1,5 bilhão a carteira de crédito imobiliário no 1º tri. Bateu Itaú, Bradesco e Santander. Só perdeu da Caixa. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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21/05/2013
Caixa e Pan
Três anos e meio depois de comprar parte do banco Pan (antigo PanAmericano), a Caixa começa a distribuir seu principal produto por meio da instituição adquirida. Ontem, o Pan estreou parceria com a Caixa na venda de crédito para imóveis acima de R$ 500 mil (fora do Sistema Financeiro de Habitação). Depois que originar a operação, o Pan cederá a carteira para a Caixa. A clientela de mais alta renda poderá ser atendida a partir das redes da Caixa e do Pan. Além disso, consultores atenderão interessados com horário marcado, no local de preferência deles.
Publicado por: Valor Econômico -
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21/05/2013
Minha mansão, minha vida
Caixa entra em novo ramo de negócios e lança financiamento imobiliário voltado para clientes de alta renda
Nem mesmo a Caixa Econômica Federal resistiu ao discreto charme da burguesia. O banco estatal está alterando sua estratégia para os financiamentos imobiliários e agora vai passar a emprestar dinheiro para clientes de alta renda, que buscam imóveis de alto padrão. O novo produto, chamado CrediCasa Exclusive, será oferecido em parceria com o Banco Pan, nova denominação do Banco PanAmericano, presidido por José Acar, segundo a DINHEIRO apurou. O produto, disponível a partir de 20 de maio, vai ser destinado a imóveis com valor superior a R$ 500 mil. Os empréstimos terão o valor mínimo de R$ 300 mil e permitem financiar até 90% do valor do imóvel, por um prazo máximo de 35 anos.
As taxas de juros oscilam entre 8,4% e 9,4% ao ano, abaixo da média cobrada pelos grandes bancos. Os empréstimos serão oferecidos nas cerca de 300 lojas da Pan Hipotecária, uma empresa do grupo. A princípio, não há um limite superior para a concessão de empréstimos, o que abre espaço para o financiamento de mansões milionárias a juros mais baixos, fato inédito no País. Tradicionalmente, o segmento de alto padrão não é o maior tomador de empréstimos imobiliários, mas a queda das taxas vem alterando essa situação. \"Mais e mais clientes estão preferindo tomar um empréstimo e manter recursos aplicados a se descapitalizar totalmente\", diz Victor Bidetti, CEO da InterServices, empresa especializada no processamento de financiamentos imobiliários.
A decisão da Caixa deverá agitar esse mercado. Segundo Bidetti, a expansão do crédito vai fazer com que construtoras e incorporadoras revejam seus projetos de alta renda, que vinham sendo executados em marcha lenta, e também deverá dar mais fôlego ao segmento de comercialização. A iniciativa da Caixa, presidida por Jorge Hereda, não é a única a mirar nesse mercado. Em janeiro, o banco HSBC lançou um consórcio de imóveis que oferece créditos de até R$ 1 milhão. A justificativa foi o aquecimento do mercado imobiliário e a valorização dos imóveis, principalmente nos grandes centros.
Segundo Sami Foguel, executivo sênior de produtos e segmentos do HSBC, o banco percebeu que vários clientes adquiriam mais de uma carta de crédito, para poder compor um valor maior de financiamento. \"Criamos esse novo produto para facilitar a compra do imóvel\", diz Foguel. No caso da Caixa, a expectativa é de que o banco aproveite o acesso a uma rede de lojas voltada para o segmento de alta renda e com tecnologia e sistemas específicos para oferecer esses empréstimos, obtida com a aquisição da Brazilian Finance and Real Estate (BFRE), no fim de 2011. Procurados, Banco Pan e Caixa não concederam entrevista.
A nova linha da Caixa indica que o bancão estatal está querendo disputar, em pé de igualdade, um segmento do mercado até agora dominado pelos grandes bancos privados e companhias hipotecárias. O prêmio compensa. Depois de décadas de estagnação devido às elevadas taxas de inflação, os financiamentos para a compra de imóveis ganharam forte ênfase. Sua participação no total de empréstimos mais do que dobrou nos últimos sete anos (veja gráfico abaixo) e as perspectivas do mercado são de que o estoque desses créditos ainda poderá duplicar nos próximos dez anos. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Cláudio Gradilone
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21/05/2013
Luxo em Jacarepaguá
Bairro que apresentou o maior número de lançamentos no Rio de Janeiro, nos dois últimos anos, com 11.236 novas unidades, Jacarepaguá representa o equivalente a mais de 25% de todo o movimento imobiliário no município, com predominância dos empreendimentos comerciais. De olho nesse mercado, as construtoras Fmac e Sinco estão lançando o comercial de alto padrão Upside. Com VGV de aproximadamente R$ 100 milhões, o empreendimento contará, com 264 salas e 22 lojas.
Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Clayton Netz
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20/05/2013
Porto: sete prédios residenciais são lançados
Complexo, que inclui até torre de 35 andares, será usado nas Olimpíadas
Um conjunto de sete torres, sendo uma com 35 andares, será lançado nesta segunda-feira como primeiro empreendimento residencial do Porto Maravilha. O complexo, onde inicialmente ficará a Vila de Árbitros e Mídias nos Jogos de 2016, é a grande aposta da prefeitura para que a região ganhe um perfil diferente daquele do Centro. Dos 121 projetos analisados até agora pela Secretaria de Urbanismo, 61 são residenciais.
- Nossa ideia é oferecer um mix de prédios comerciais, residenciais e de serviços - diz Alberto Silva, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp).
O empreendimento ficará na Rua General Luis Mendes de Morais, bem em frente a Trump Towers, as cinco torres comerciais com 50 andares do empresário americano Donald Trump. Perto dali, também será erguido o Porto Atlântico, outro empreendimento com arranha-céus comerciais.
A pouca oferta de unidades habitacionais é vista com desconfiança por arquitetos e urbanistas, preocupados com o modelo de ocupação da área.
- Nós sempre defendemos a ocupação habitacional do Porto, que garante o uso diferenciado do espaço público. Numa área residencial conseguimos reunir criança, idoso, adolescente e adulto, que têm interesses diferentes, o que não há numa área exclusivamente comercial - diz o arquiteto Pedro da Luz, diretor do IAB-RJ.
O Porto Vida terá 1.333 apartamentos de dois e três quartos e vai ocupar uma área de 179 mil metros quadrados. No térreo, haverá espaço para lojas comerciais, que podem ser ocupadas por estabelecimentos como padarias, farmácias e salões de beleza. Publicado por: O Globo - Fernanda Pontes
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20/05/2013
Governo estuda baixar para 5,5% ao ano juro para mobília do \"Minha Casa\"
O governo estuda cortar pela metade os juros que serão cobrados dos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida que comprarem eletrodomésticos e móveis dentro do programa em preparação pelo governo. Atualmente, a Caixa Econômica Federal opera uma linha de crédito com juros de 12% ao ano. Uma das propostas em estudo é reduzir esse percentual para cerca de 5,5% ao ano.
A presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição no ano que vem, tem tratado pessoalmente do programa e quer que ele se transforme em uma espécie de segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida.
Se a decisão do governo for pela taxa de 5,5% ao ano, os financiamentos terão juros nulos ou levemente negativos. Com a inflação projetada para este ano em 5,8%, a linha para a compra dos móveis e eletrodomésticos ficaria, portanto, abaixo da inflação. Como o prazo de pagamento deve ser superior a 12 meses, se a inflação cair, a taxa passa a ser positiva.
A expectativa do governo é concluir as discussões técnicas até a semana que vem, mas o anúncio deve ficar para junho por causa da agenda de viagens da presidente e o feriado de Corpus Christi no fim do mês.
A Caixa, que é a operadora do Mina Casa, também será responsável pela concessão do financiamento aos eletrodomésticos e móveis. A diferença entre os juros de mercado e o que for cobrado dos beneficiários do programa será coberta pelo Tesouro Nacional, na forma de equalização de taxa de juros.
O gasto dependerá do valor que o governo dará em financiamentos e também da lista do que poderá ser adquirido.
As operações de equalização de juros costumam ter impacto primário sobre as contas do governo. Mas no caso da equalização do PSI, programa que financia investimentos, o governo adiou os pagamentos ao BNDES por dois anos contados depois de concluído o período de apuração do subsídio.
Os detalhes do programa ainda estão sendo finalizados, mas uma das maiores preocupações do governo é como garantir que os preços não subam com o aumento de demanda que será gerado pelo financiamento.
Várias propostas estão na mesa e variam desde a exigência de um desconto para os beneficiários do financiamento, até a descrição técnica do que pode ser comprado.
O risco de o governo detalhar os bens financiáveis é criar um monstro burocrático, já que os preços variam de região para região dependendo de fatores como tributação e frete.
Uma alternativa que ganha força é fixar um teto máximo de financiamento que os beneficiários de cada faixa de renda poderão pegar com juros subsidiados e permitir que eles busquem o menor preço nas lojas de cada região. Nesse caso, a dúvida é como fazer para que o varejo se comprometa com a manutenção de preços ou mesmo reduza os valores cobrados no Minha Casa, Minha Vida.
Além do fogão, geladeira, máquina de lavar roupas e micro-ondas, o governo também estuda incluir no programa com juros subsidiados itens como TV, computadores e móveis.
A Medida Provisória 600, que ainda precisa passar pelos plenários da Câmara dos Deputados e Senado, ampliou a possibilidade de a Caixa conceder financiamento à compra de eletrodomésticos pelos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida.
O banco pode oferecer esse tipo de crédito aos mutuários enquadrados na faixa das famílias mais pobres que participam do programa. O Minha Casa, Minha Vida tem três faixas de renda e o subsídio que o governo dá à compra da casa própria varia de acordo com a renda.
O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) incluiu em seu parecer uma modificação que permite ampliar essas operações para todo o público do programa habitacional. Do crédito repassado pela União à Caixa, até R$ 3 bilhões podem ser utilizados para esse tipo de financiamento. Publicado por: Valor Econômico - Leandra Peres
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20/05/2013
Bairro-síntese
Um bairro fundamental
O Estácio sempre foi um ponto de referência para as transformações urbanísticas do Rio\", diz Bernardo Vilhena, autor, junto com Maurício Barros de Castro, do belíssimo livro acima sobre a história do bairro e seus arredores, Cidade Nova e São Carlos.
Onde nasceu o samba
Da doação de terras alagadas feita por Estácio de Sá aos jesuítas até os prédios verdes de hoje, Bernardo e Maurício dão uma geral na área, sem esquecer Ismael Silva, Bidê e Marçal inventaram o samba.\"O carioca nasceu aqui\", diz Bernardo Vilhena. O Operador Nacional de Sistema Elétrico, de mudança para o bairro, patrocina o livro.
Corredor Verde
As golas de 350 árvores do bairro do Estácio serão recuperadas pela Secretaria de Conservação, no projeto batizado de \'Corredor Verde\' na região.As calçadas danificadas serão recuperadas, assim como o asfalto das ruas Ulisses Guimarães, Joaquim Palhares e Maia de Lacerda.
Nas franjas do Estácio
Os painéis de Romero Britto que adornam o prédio da Cedae, na Cidade Nova, vão ganhar iluminação artística até o final do ano. O presidente Wagner Victer negocia ainda com a prefeitura a colocação de uma fonte Wallace, de origem francesa, no calçadão em frente à sede da companhia. A fonte já está sendo restaurada.
Samba de dezembro
Ismael Silva e Zé Keti, conjuntos habitacionais que o estado ergue no terreno do presídio Frei Caneca, ficam prontos em dezembro. Lembram a estética dos antigos prédios da prisão. Serão ocupados por moradores de áreas de risco, de reassentamentos e cadastrados no Minha Casa Minha Vida.
A praça do samba
Estagiário de arquitetura, Carlos Augusto Graciano apresentou a Eduardo Paes o projeto de uma praça em homenagem ao samba, no Estácio. \"Ele disse que gostou da ideia\", conta Carlos. A praça ocuparia um quarteirão de 21 mil m² na Rua Sr. de Matosinho, ao lado do Sambódromo,onde hoje há uma comunidade.
Meu prédio, meu filho
Conhecido na obra do Centro de Comando e Controle como \"Seu Izídio\", o gerente José Izidio Mello trata a moderna instalação como um filho. Tirou mais de 14 mil fotos, das fundações até a conclusão,daquela que ele considera a \"obra mais importante da sua carreira\". Aos 67 anos, Izídio tem 41 de engenharia.\"É um orgulho na minha vida, a obra realmente ficou muito bonita.\"
Publicado por: O Globo - Gente Boa
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20/05/2013
Compactos dominam o mercado de lançamentos
Imóveis de até 69 metros quadrados são maioria nos estados do Rio e de São Paulo
Lançamentos de dois quartos com até 69 metros quadrados para a classe média dominaram os mercados imobiliários fluminense e paulista no ano passado. Enquanto no Estado do Rio, 61% dos imóveis lançados eram de dois quartos, na região metropolitana de São Paulo a tipologia correspondeu a 54% dos lançamentos. Já no quesito segmento, os imóveis de valor considerado médio, entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, representaram 43% dos lançados no Rio, e 51%, em São Paulo. Os dados constam do Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro 2012, lançado este mês pela Lopes Imobiliária.
- É exatamente nessa faixa que se concentra a grande fatia do mercado. São famílias pequenas e jovens com renda a partir dos R$ 5 mil que estão realizando o sonho da casa própria - analisa Luigi Gaino, diretor geral da Lopes, no Rio.
Compactação é maior em São Paulo
Mas se os imóveis compactos dominam o mercado de novos, os dados coletados pela Lopes mostram também que eles estão diminuindo ainda mais de tamanho. E em São Paulo, esse fenômeno da compactação é ainda mais forte que no Rio. Por lá, os imóveis com até 49 metros quadrados responderam por nada menos que 29% dos 66.204 lançados em 2012. E entre 50 e 69 metros quadrados, por 42%. Aqui, os percentuais são um pouco menores: 24% têm até 49 m², e 38%, entre 50 e 69 m². Já entre 70 e 89 m², a concentração é maior no Rio: 23%, contra 14% de São Paulo. Uma das explicações para isso é a legislação carioca. Como em grande parte da cidade só se pode construir imóveis a partir de 55 metros quadrados, os lançamentos de um quarto mais compactos praticamente não acontecem. E acabam ficando concentrados no segmento popular (até R$ 100 mil), em especial do programa Minha Casa Minha Vida, fora da cidade do Rio.
Em São Paulo, a situação é bem diferente. Por lá, a compactação é uma realidade do mercado e, levando-se em consideração a velocidade de vendas, aprovada pelos consumidores. Não é para menos. O imóvel de um quarto compacto é um produto considerado versátil pelos agentes do mercado, já que atende tanto o solteiro que acaba de sair da casa dos pais, como o executivo de fora da cidade que vem para trabalhar em uma grande empresa, ou o jovem casal. Além, é claro, do investidor.
- Em São Paulo, esse produto oferece uma rentabilidade na locação superior à das demais tipologias. Empreendimentos assim têm praticamente todas as unidades vendidas no dia do lançamento - diz o diretor da Lopes.
Não à toa, as construtoras investem cada vez mais nesses produtos. Só a BKO Incorporadora, por exemplo, lançou três empreendimentos com apartamentos entre 30 e 45 metros quadrados - um em Santos e dois em São Paulo, nos bairros de Alphaville e Vila Olímpia. Com preços de venda entre R$ 6,5 mil e R$ 12 mil, restam poucas unidades disponíveis e apenas em Santos e Alphaville.
- São produtos pensados para um público com perfil sofisticado, que quer um imóvel que tenha a sua \"cara\" - explica Mario Miozzo, diretor da BKO Vendas, acrescentando que os imóveis podem ser personalizados pelos clientes e recebem um grande investimento também em tecnologia.
Duas regiões metropolitanas têm 50% do mercado nacional
O anuário da Lopes reúne informações levantadas em 110 cidades brasileiras, que correspondem a 86% do mercado nacional. No Rio, foram pesquisadas a capital e as cidades de Niterói, Petrópolis, Mangaratiba, Nova Iguaçu, Macaé, Itaboraí, Campos, São Gonçalo, Itaguaí e Magé. Em São Paulo, além da capital, o levantamento foi realizado em Barueri, São Caetano do Sul, Diadema, São Bernardo, Santo André, Mogi das Cruzes, Guarulhos, Osasco, Cotia, Santana do Parnaíba e Taboão da Serra. Somadas, as duas regiões respondem por 50% do mercado nacional com um valor de vendas que chega a R$ 39 bilhões. Publicado por: O Globo -
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20/05/2013
Um futuro melhor com as cidades inteligentes
Em menos de 40 anos, 70% da população mundial residirá em cidades. Essa rápida migração levará os atuais e futuros centros urbanos ao limite. Embora representem apenas 2% da superfície do nosso planeta, as cidades detêm metade da população global, consomem 75% dos nossos recursos energéticos e emitem 80% do carbono que impacta o meio ambiente. Para acomodar o atual ritmo de crescimento, será preciso, nos próximos 40 anos, construir o mesmo volume de capacidade urbana que os nossos antepassados levaram 4 mil anos para criar.
Os gastos com essas mudanças devem totalizar US$ 108 bilhões até 2020, de acordo com a Pike Research, e continuarão com uma tendência ascendente, colocando enorme pressão sobre os orçamentos governamentais.
No Brasil, o fenômeno da urbanização está mais avançado, atingindo 85% do total. Resolver os problemas das cidades, portanto, significa resolver grande parte dos problemas do país. Por isso, é indiscutível a necessidade de transformação dos nossos centros urbanos.
A definição mais eficaz de uma cidade inteligente é uma comunidade que é eficiente, habitável e sustentável. Tradicionalmente, os sistemas de água, gás, eletricidade, transporte, resposta a emergências, edifícios, hospitais e de serviços públicos de uma cidade são separados e operam de forma independente um do outro.
Uma cidade verdadeiramente eficiente necessita não só que o desempenho de cada sistema seja otimizado, mas também que eles sejam gerenciados de maneira integrada, garantindo diagnósticos mais completos e decisões mais eficientes e rápidas em todas as instâncias.
Cidades que começam a implementar sistemas e processos que as tornam mais \"inteligentes\" alcançam ganhos de eficiência mensuráveis, como até 30% de economia de energia, diminuição de cerca de 20% da perda de água e, ainda, até 30% de redução nos crimes de rua a partir da instalação de câmeras de segurança de circuito fechado. O tempo de viagem e os atrasos causados pelo trânsito também podem ser reduzidos em até 20%. Como consequência, percebe-se a melhoria na qualidade de vida e na geração de empregos, além, é claro, do aumento da atividade econômica.
Os benefícios podem ser observados, ainda, no atendimento a emergências médicas. Um estudo recente no Reino Unido mostrou que o tempo de resposta das ambulâncias a vítimas de ataque cardíaco é um fator crítico para a sobrevivência do paciente. A redução do tempo médio de 14 para cinco minutos dobra as chances de recuperação. Na maioria dos ambientes urbanos, os congestionamentos não permitem uma resposta tão ágil. As cidades inteligentes, porém, têm potencial para tornar essa meta possível, salvando dezenas de milhares de vidas todos os anos.
Algumas metrópoles brasileiras já iniciaram essa transição - o Rio de Janeiro, com controle de tráfego urbano, e Belo Horizonte, com o saneamento básico, são alguns exemplos de municípios a serem seguidos. Dada a disponibilidade das tecnologias para cidades inteligentes, não há motivo para postergar as ações que melhoram a vida dos cidadãos. O investimento em soluções para aumentar a eficiência dos grandes centros pode ser considerada a maneira mais econômica, fácil, rápida e eficiente para que governos, empresas e cidadãos enfrentem os atuais dilemas das grandes metrópoles, tornando-as mais eficientes e sustentáveis. O mundo está mudando. A migração para cidades inteligentes garantirá que essa mudança seja para melhor.
*Rogério Zampronha é presidente da Schneider Electric Brasil, especialista global em gestão de energia Publicado por: Brasil Econômico - Opinião
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19/05/2013
Em 2012, moradias custaram, em média, R$420 mil
Segundo o Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro de 2012, da administradora Lopes, o preço médio dos imóveis em edifícios foi de R$ 420 mil. Os comerciais custaram, em média, R$ 187 mil. Publicado por: Extra -
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19/05/2013
Imóveis de um quarto perderam 8,9% na metragem
Segundo o Panorama do Mercado Imobiliário do Rio, publicado pelo Secovi Rio, a metragem dos imóveis de um quarto, lançados em 2012, perderam em média 8,9%. Antes, mediam 45,69m². Agora, 41,61m².
Publicado por: Extra -
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19/05/2013
Governo confirma cartão especial para o \"Minha casa\'
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou na quinta-feira ao site \"G1\" que os beneficiados pelo programa \"Minha casa, minha vida\" terão direito a um cartão para a compra de eletrodomésticos. Publicado por: Extra -
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19/05/2013
Casas populares
O Feirão Caixa Casa Própria, no Rio, oferece 10.800 unidades do programa do governo federal \'Minha Casa, Minha Vida\'. São imóveis de R$ 85 mil a R$ 190 mil, com subsídios (descontos) que podem chegar a R$ 25 mil. O modelo é para famílias com renda de até R$ 5 mil. O pagamento para janeiro de 2014 também está valendo.
Publicado por: O Dia -
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19/05/2013
Insustentabilidade: cidades eficientes, o cenário possível
Entre as sugestões para o Rio, ruas como espaço de convivência e o Centro ocupado por moradias
Sustentabilidade. O termo que surgiu e foi difundido como necessidade urgente de futuro já não assusta mais, mesmo ainda sendo um palavrão. A economia? Deve ser sustentável. A arquitetura? Só vale se for sustentável. As cidades? Têm de ser sustentáveis! O termo foi tão usado que sua banalização pode cobrar um preço alto: de desejo de futuro, a sustentabilidade corre o risco de logo se tornar um conceito ultrapassado. Até porque, cidades sustentáveis podem existir? Ou esse é um conceito meramente utópico?
Pois já há quem o considere até pouco ambicioso. É o caso do decano da Universidade de Columbia, em Nova York, Mark Wigley, um dos pensadores do futuro das cidades. Em entrevista por telefone ao GLOBO, ele sentencia:
- Odeio o termo cidade sustentável, que seria o lugar onde não vai haver problemas. Acho que um conceito muito melhor é o da cidade que se volta para maximizar o que tem de bom, gerando mais e mais oportunidades e conexões entre seus habitantes.
Além de Wigley, o Morar Bem ouviu outros estudiosos do tema. Pedro Rivera, do Studio-X, braço brasileiro da Columbia, acredita numa cidade eficiente. Para os cariocas Flávio Ferreira e Ernani Freire, o conceito de sustentabilidade se perdeu em meio a ações pontuais que embora válidas são insuficientes, até por deixarem de lado questões como o adensamento de regiões centrais. Já os professores Liza Andrade, da Universidade de Brasília, e Henri Acselrad, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur) da UFRJ, seguem esperançosos em relação ao futuro, apesar de considerarem que a complexidade do conceito perdeu espaço para a mercantilização do termo.
- A sustentabilidade acabou se tornando um produto de mercado e sua essência se perdeu. Prefiro pensar numa cidade eficiente - diz Rivera.
Eficiência, continua ele, que está tanto no uso de energia, água, comida, como na gestão da informação.
- As tecnologias já existem. Hoje, com um smartphone, qualquer um sabe onde pegar uma bicicleta para usar. A capacidade de processamento de informações é enorme e vai crescer exponencialmente nos próximos anos. Precisamos aprender a gerir essas informações, hoje fragmentadas, para tornar a operação das cidades eficiente.
Quando isso ocorrer, imagina Rivera, projetos em escala macro, como grandes hidrelétricas, serão desnecessários pois as soluções serão menores, mais simples e localizadas nos bairros, com um mix que atenda a todas as necessidades dos moradores: comércio, trabalho, moradia, estudo, saúde.
- É preciso evitar que a cidade se espraie ainda mais. Não faz sentido criar núcleos distantes onde não há infraestrutura porque isso vai trazer dificuldades de mobilidade. A cidade deve ser densa e pequena. Assim será possível ter um sistema de transporte coletivo bem resolvido - diz Flávio Ferreira.
Bons exemplos seriam cidades como Estocolmo, na Suécia, ou Copenhagen, na Dinamarca, que Liza Andrade chama de cidades humanas, aquelas pensadas para o convívio das pessoas e não para os automóveis. Ou, como imagina Wigley, um lugar de encontros:
- A cidade é a primeira grande mídia social.
E os arquitetos pensam o futuro do Rio
Apesar de considerar cidades como Estocolmo ou Copenhagen bons exemplos de locais que fazem um bom caminho para o sustentável, a professora Liza Andrade, da UnB, lembra que não se deve simplesmente tentar copiar o que é feito em outros países. Defensora da sustentabilidade, ela acredita que a prática só é possível se partir antes da sociedade civil do que dos governos, e que é preciso avaliar as questões de cada local.
- Para mim, a palavra chave é contexto: cultural, social, político e econômico. Os princípios da sustentabilidade são universais mas as estratégias e técnicas devem ser contextualizadas e locais. É preciso ser específico para cada região.
No caso do Rio, por exemplo, embora ainda muito longe da realidade de cidades de países desenvolvidos, os estudiosos ouvidos pelo Morar Bem acreditam em seu potencial para ser essa cidade do futuro, mais humana e compacta. Mas é preciso pensar em novas soluções. Uma delas poderia ser o adensamento da região central, que receberia mais moradias:
- Não faz o menor sentido o centro histórico do Rio, que tem ótima qualidade arquitetônica e toda aquela infraestrutura, ser usado apenas 40 horas por semana. E por que não transformar os casarões e castelos de Santa Teresa em unidades multifamiliares? - sugere Ernani Freire.
Já Flavio Ferreira vai ainda mais longe. Para ele, além do Centro, a Zona Norte também deveria ser mais adensada, e até a ideia do que seria a região central da cidade deveria ser revista.
- O centro de uma cidade é o lugar que tem o maior fluxo de pessoas de manhã, chegando, e no fim da tarde, saindo. No Rio de Janeiro, isso vai além dos limites geográficos entre Lapa e Presidente Vargas. Começa na Tijuca e vai até o Leblon - avalia o arquiteto, que foi secretário de urbanismo do Rio na década de 1980.
O arquiteto Mark Wigley, um dos grandes pensadores das transformações urbanas, vê no Rio uma das grandes chances de se ter a cidade do futuro como ele imagina, cheia de conexões para seus habitantes, com ruas que ora são a estrada para o carro, ora são o espaço do pedestre ou para abrigar restaurantes, festas.
- No Rio de Janeiro, as ruas já têm um pouco essas qualidades. E a cidade é um laboratório fantástico para novas ideias, para se descobrir como os habitantes podem conviver. Está agora vivendo uma grande transformação, mas ainda assim não é e não será uma cidade terminada. Uma cidade é sempre um projeto. Publicado por: O Globo - 0
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19/05/2013
Avanço trabalhista
Diferentemente de outros setores da economia em que somente a mão de obra própria agrega valor à atividade, a construção civil moderna requer a subcontratação de empresas especializadas formais. A empresa de projetos tem sua especialização, a de execução de estruturas tem outro foco, que difere daquele das empresas de instalações elétricas, e assim por diante.
Contratada pela construtora, cada uma dessas empresas entra e sai da obra em fases distintas. Isto tem contribuído para evitar a rotatividade da mão de obra. Se a construtora tiver que executar essas atividades com pessoal próprio e não contar com grande volume de obras próximas entre si, ela acabará demitindo os trabalhadores à medida que cada etapa for concluída. O trabalhador especializado em fundações trabalharia algumas semanas e seria dispensado; o armador de estruturas, alguns meses e idem; e assim por diante.
Desta realidade surge outro fator que estimula a subcontratação de empresas especializadas na construção: diferentemente da linha de montagem de uma fábrica, onde os trabalhadores sempre ficam no mesmo local, as construtoras vão migrando seus canteiros de obras.
Já as empresas especializadas, ao prestarem serviços para diversas construtoras de forma continuada, mantêm o seu contingente empregado. Com isso, asseguram qualidade aos serviços e elevam a produtividade nas obras.
Longe de constituir qualquer precarização do trabalho, essa prática requer trabalhadores cada vez mais qualificados. Cada uma dessas empresas tem seus funcionários registrados. Esta é uma exigência contida na convenção coletiva de trabalho do SindusCon-SP com os sindicatos de trabalhadores.
As construtoras têm redobrado os cuidados para que suas subcontratadas estejam legalizadas e com todas as suas obrigações trabalhistas e de segurança e saúde do trabalho em dia. É responsabilidade de quem contrata avaliar previamente a documentação e a idoneidade da contratada.
Com esta formalização, a subcontratação de empresas especializadas já é indispensável para as construtoras. Torna-se assim necessário alterar o entendimento ainda prevalente em certos meios, de que todas as empresas poderiam subcontratar apenas serviços distintos de sua atividade-fim.
O Ministério do Trabalho e Emprego já entende que a subcontratação tornou-se inerente à atividade da construção. Isto também se infere do artigo 455 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que dispõe sobre a responsabilidade do empreiteiro em relação aos seus contratados.
Tais considerações se fazem oportunas neste momento em que o Congresso Nacional debate o assunto. É preciso atentar para a realidade de cada setor e evitar que generalizações e eventual ideologização na tramitação da matéria inviabilizem a subcontratação de empresas especializadas na construção. Publicado por: Folha de São Paulo - Janela
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17/05/2013
Vendas de material de construção aumentam 14,2% em abril, aponta Abramat
As vendas de materiais de construção tiveram alta de 14,2% em abril na comparação com igual mês do ano passado, segundo informou nesta sexta-feira (17) a Abramat. Em relação ao mês anterior, houve leve alta nas vendas, de 0,3%, enquanto no acumulado do ano até abril o setor tem alta de 4,7%.
O nível de emprego na indústria de materiais de construção apresentou queda de 1,1% em abril contra março. Na comparação com igual mês de 2012, houve queda de 2,5%.
Publicado por: Jornal do Commercio Online -
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17/05/2013
Barra terá 100% do esgoto tratado até 2015
Atualmente, bairro tem 85% de cobertura de tratamento sanitário. Com aportes de R$ 23 milhões, oriundos do Fecam, obras devem durar 18 meses
Barra da Tijuca terá 100% de cobertura de tratamento de esgoto tratado até 2015. Cerca de R$ 23 milhões serão investidos pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), em parceria com a Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), para completar o sistema de esgotamento sanitário na Lagoa da Tijuca. De acordo com a Cedae, os recursos são oriu¬dos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). A previsão é de que as obras durem 18 meses.
O presidente da Cedae, Wagner Victer, destacou que as intervenções estão inseridas no compromisso da candidatura olímpica do Rio de Janeiro com o Comitê Olímpico Internacional (COI). \"No início do governo Sérgio Cabral, em 2007, nenhuma gota sequer de esgoto era tratado na Barra. Hoje, a cobertura é de 85%\", afirmou Victer.
Segundo o presidente da Cedae, o esgoto coletado na sub-bacia da Lagoa da Tijuca será levado para a Estação Elevatória da Tijuca, já em operação, e será tratado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Barra antes de ser destinada ao emissário submarino da região.
Além das redes coletoras complementares, será colocado o tronco coletor principal em concreto armado com 3 quilômetros de extensão, dividido em trechos de 1 mil milímetros (mm), 900 mm e 400 mm de diâmetro. Também será feita a transferência de ligações de esgoto do sistema de águas pluviais para a rede formal de esgotamento sanitário.
Área de influência
De acordo com a Cedae, serão beneficiadas com as intervenções imóveis situados no lado par da Avenida das Américas, assim como os que estão nas avenidas Jornalista Tim Lopes e Professor Mário Veiga, bem como a própria Lagoa da Tijuca. Alguns empreendimentos comerciais conhecidos na região, como os shoppings Cittá América e Bay Side, estão entre os favorecidos.
Na próxima semana, a Cedae inicia as obras de esgotamento sanitário que atendem às regiões da Barra e Jacarepaguá que ainda não estão conectadas ao sistema forma da companhia, bem como aos futuros sistemas que, somado à obra da Lagoa da Barra, possibilitará a cobertura total na Barra. Publicado por: Jornal do Commercio -
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17/05/2013
Crédito para mobiliar \'Minha Casa\' pode sair semana que vem
O governo federal tenta fechar os últimos detalhes de mais uma linha de crédito com juros subsidiados, agora para a compra de eletrodomésticos e móveis pelos beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida. \"Estamos finalizando. Vamos ver se a gente fecha até semana que vem\", afirmou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
Ontem, governo e iniciativa privada tiveram uma reunião para discutir o assunto no Ministério da Fazenda. Ainda restam muitas dúvidas: como será o repasse do crédito ao mutuário, prazo de pagamento, quais os produtos que terão o benefício e de quanto será o subsídio do Tesouro Nacional. O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, disse que \"com juro subsidiado, tem que ter alguém para cobrir a conta\".
Apesar de não ter sido conclusivo, o encontro de ontem serviu para que o ministro Mantega questionasse os setores sobre a capacidade de atender a demanda que será gerada pelos mutuários do principal programa habitacional do governo federal, e sobre a possibilidade de redução de preços. Como era esperado, os representantes dos segmentos moveleiro e de eletrodomésticos foram rápidos em responder que estão preparados.
Um dos estudos da área econômica prevê a liberação do empréstimo para os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida por meio de um cartão. Pela interpretação da iniciativa privada seria algo semelhante ao cartão Moveiscard, que opera desde outubro do ano passado para financiamento de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, como geladeiras, fogões e TVs e que têm como público principal os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida. Porém, as taxas da nova linha seriam subsidiadas pelo Tesouro Nacional.
Além de Miriam e do anfitrião Guido Mantega, da Fazenda, estiveram presentes os ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, o presidente da Caixa, a empresária Luiza Trajano, dona da rede Magazine Luiza, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, o vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), José Luiz Fernandez, e os representantes do Pão de Açúcar, Paulo Pompilho e da Via Varejo / Casas Bahia, Jorge Herzog.
Desde 2009, quando foi criado, o Minha Casa, Minha Vida passa por aprimoramentos. A Caixa anunciou disposição de o governo pagar por pisos cerâmicos e agora acena com móveis e eletrodomésticos. O programa atende famílias com renda mensal entre R$ 1,6 mil e R$ 5 mil. Publicado por: Valor Econômico - Edna Simão e Eduardo Campos
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17/05/2013
Casa modelo reúne várias tecnologias de alto desempenho
Blocos de poliestireno expandido e espumas nas paredes para isolamento térmico, além de tintas, vernizes e adesivos com pigmentos especiais para controlar a temperatura são algumas das soluções construtivas utilizadas na primeira casa de eficiência energética montada pela Basf no Brasil. A construção modelo, que será aberta ao público a partir de 28 de maio, dá uma ideia das técnicas e produtos
desenvolvidos nos últimos anos por empresas ligadas à indústria da construção para tornar os empreendimentos mais sustentáveis e eficientes.
\"O projeto traz muitas novidades e apresenta as tecnologias em materiais de alto desempenho e eficiência energética disponíveis no mercado interno e externo\", diz Antônio Carlos Lacerda, vice-presidente sênior da Basf. Em uma residência de 400 m², localizada na zona Sul de São Paulo, a companhia investiu R$ 3 milhões em soluções capazes de reduzir até 70% o gasto de energia de uma casa.
A iniciativa conta com a participação de 20 empresas, entre as quais Bosch, Deca, Atlas Schindler, Philips, Tigre, entre outras indústrias e também companhias do comércio, como Leroy Merlin. Com a colaboração desses parceiros, o projeto apresenta desde soluções simples como lâmpadas de LED até elevadores e aparelhos de ar condicionados mais eficientes do mercado. Inclui também alternativas para reduzir o consumo de água e a emissão de CO2.
Na parte externa da casa, destaca Lacerda, já pode ser observado o uso de tecnologias de eficiência, como as calçadas e passeio 100% impermeáveis. Compostos usados na fabricação de pisos drenantes contribuem para evitar o acúmulo de água na superfície. Na construção foram utilizados produtos químicos que permitem economia de cimento e no acabamento tintas especiais que controlam a temperatura e reduzem o uso do ar condicionado.
A construção modelo apresenta ainda soluções relacionadas à rapidez dos processos, durabilidade dos materiais, reaproveitamento, além do conforto dos moradores. O interior do imóvel recebeu, por exemplo, tinta antibactéria para reduzir em 99% as bactérias nas paredes. Na parte externa, as tintas contra mofo e acrílicas contribuem para maior rendimento e durabilidade.
A casa de eficiência energética, no entanto, ainda tem mais a ver com o futuro do que com a realidade do setor de construção. \"A acessibilidade a tecnologias sustentáveis encontra barreiras econômicas\", diz Carlos Borges, vice-presidente do SecoviSecovi-SP, Sindicato da Habitação.
Empreendimentos antigos carecem de investimentos em retrofit para se adequar às novas tecnologias. Entre os novos empreendimentos as soluções sustentáveis são mais frequentes, segundo ele, em edifícios de alto padrão, equivalentes a 20% do mercado.
Boa parte dos lançamentos voltados para essa faixa de consumidores, assim como os comerciais de alto padrão, já é equipada com automação de bombas, ar condicionados de última geração, além de medidores de água individuais e torneiras com temporizadores. Mas para isso os investimentos podem superar até 10% o valor da obra, calcula.
A obrigatoriedade da utilização de sistemas de reaproveitamento de água em alguns municípios, entre os quais o reúso de água pluvial em Curitiba, ele destaca, tem contribuído para disseminar a prática. Por esse sistema, a água pode ser captada, por exemplo, na cobertura e utilizada em vários serviços de limpeza e manutenção.
Outra solução é de reúso de água cinza, que prevê a reaproveitamento de águas utilizadas nos chuveiros, banheiras, tanques e máquinas para uso não nobres, como descarga sanitária e lavagem de pisos e garagem.
Para o vice-presidente de meio ambiente do Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon), Francisco Vasconcellos, o foco mais importante dos empreendimentos é a eficiência energética. Ele lembra que os selos, como o Programa Nacional de Conservação e Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica) e o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido pela U.S. Green
Building Council (USGBC), estimulam os investimentos em medidas de eficiência.
\"O impacto é mais expressivo no mercado ligado aos corporativos, que buscam certificações em que a eficiência energética tem peso significativo\", salienta. Empresas especialistas em gestão de energia também têm contribuído para tornar os empreendimentos mais eficientes.
Com sistemas de gestão voltados para projetos de saneamento, a Schneider Eletric, especialista em gestão de energia, que oferece soluções para cidades e empresas, tem alcançado economia de 30% de energia e até 15% de redução de perda de águas por meio de gestão do consumo, detecção de vazamento, gestão de águas pluviais urbanas e soluções contra inundações.
No setor residencial, os avanços, segundo Vasconcellos, não são tão significativos, mas as construtoras já recorrem a sistemas de economia de energia, água e gás para atrair clientes, como a Pernambuco Construtora, que acaba de lançar seu primeiro edifício inteligente, localizado em um dos trechos mais cobiçados da praia de Boa Viagem.
O novo empreendimento contará com uma central de monitoramento com sensor de vazamento de gás e de água. \"O morador poderá ser acionado onde estiver caso ocorra algum vazamento de água ou gás em seu apartamento\", explica Oldano Schuller, supervisor de engenharia da construtora.
O empreendimento terá também, como serviço opcional, um sistema para que cada cliente adote soluções personalizadas de automação para eletrodomésticos ou equipamentos eletrônicos. O morador poderá, por exemplo, ligar o ar condicionado pelo celular enquanto estiver no caminho de casa ou automatizar a abertura das cortinas em horários pré-determinados.
\"Esse serviço permite economia de energia e é uma forma que a construtora encontrou para começar a despertar nos clientes o interesse por soluções de eficiência energética\", afirma. Essa também é a expectativa da Basf ao criar a casa de eficiência energética que deverá receber cerca de cinco mil visitantes em um ano. A empresa vai manter o projeto por pelo menos dez anos, durante os quais planeja
incorporar as novas tecnologias que serão desenvolvidas no mercado ao longo da próxima década. Publicado por: Valor Econômico - Salete Silva
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17/05/2013
Casas populares devem superar padrão antigo
Em pleno século XXI, o Brasil ainda é prisioneiro dos paradigmas da habitação popular dos anos 70. Está construindo as mesmas casas que o antigo BNH (Banco Nacional da Habitação) e, num futuro próximo, elas não serão mais aceitas pela população a que se destinam, pois não incorporaram novos conceitos, materiais e parâmetros, nem se adequaram às atuais exigências da sociedade.
A constatação, feita pelo professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e membro da coordenação das Engenharias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Wanderley John, encontra eco na reforma preconizada pela Agência Brasileira da Inovação (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que em 2010 fez uma chamada pública para formar uma rede de pesquisadores de universidades públicas interessados em lançar um novo olhar sobre a forma de planejar habitação de interesse social (HIS) no Brasil.
Estudar novas políticas, tipos arquitetônicos e métodos construtivos, incorporando tecnologia social no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida, era o principal objetivo da convocação, atendida por sete das principais universidades do país mais a Fiocruz, em torno da chamada Rede Finep. A um dos grupos selecionados - o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ippur/UFRJ) - coube a tarefa de elaborar 13 projetos de arquitetura alternativos ao modelo tradicional de conceituar, projetar e construir HIS.
Resultado: a inovação incorporada na planta dos conjuntos habitacionais doravante construídos pelo governo federal já pode ir muito além de tijolos e cimento, e empregar como matéria-prima noções de sustentabilidade e integração de espaços, sem deixar de acolher conceitos arraigados nas comunidades, como a construção de \"puxadinhos\" e o traçado de vielas para locomoção.
Usando como cenário a favela da Rocinha - com seus desafios em forma de elevada taxa de ocupação do solo, desníveis das encostas, péssimas condições de acessibilidade e mobilidade; travessas, escadarias e becos onde vicejam doenças provocadas pela falta de ventilação e insolação -, a equipe chefiada pelo arquiteto Luiz Carlos Toledo projetou unidades que variam desde um pequeno estúdio (conjugado) com cerca de 22 m 2 a apartamentos de quatro dormitórios, com 85 m 2, \"concebidos para atender à diversidade das famílias contemporâneas em termos de tamanho e composição familiar\". Ainda segundo Toledo, \"os tipos foram projetados de modo a dar às unidades habitacionais a maior flexibilidade possível, admitindo diversos arranjos dos cômodos de uma mesma edificação e, no caso das HIS evolutivas, o aumento da área da unidade\".
De fato, segundo o arquiteto Alberto Barbour, sócio da Urdi Arquitetura, esta é a primeira diretriz da moderna construção civil: \"À lógica dos \'puxadinhos\' desorganizados de antigamente se sobrepõe, hoje, uma estruturação modelada, que permite o crescimento da casa de dentro para fora, impulsionada por novas tecnologias que facilitam o processo de construção\".
Ao lado da opção por um processo de montagem baseado em sistemas estruturais pré-fabricados e componentes arquitetônicos industrializados - painéis de concreto pré-fabricados, estruturas metálicas (pilares, vigas e lajes), esquadrias e painéis de fechamento de fachadas em PVC ou chapa dobrada e paredes de gesso cartonado, entre diversos materiais modernos -, a equipe do arquiteto Toledo também procurou dotar os projetos modulares de espaços próprios para atividades comerciais e de prestação de serviços, que possam complementar a renda das famílias. Pensando nisso, foram criados pilotis nos prédios para agregar espaços de comércio e lazer às construções.
Este é um outro olhar inovador sobre as HIS lançado pelo Ippu/UFRJ, explica a arquiteta Verônica Natividade, integrante da equipe: \"Procuramos responder ao desafio de um melhor aproveitamento da infraestrutura urbana, atribuindo às unidades um papel ampliado, que vá além do fornecimento do abrigo\", explica, lembrando que \"se adotou como premissa que as HIS podem e devem ter um papel relevante na organização espacial de aglomerações que surgiram, cresceram e se consolidaram sem nenhum tipo de planejamento\". Publicado por: Valor Econômico - Marleine Cohen
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16/05/2013
Trânsito na Região Portuária é outro entrave
Píer em Y não propõe solução viária, enquanto projeto alternativo cria área de manobra para ônibus
Além do impacto visual e urbanístico, o píer em Y, que a Companhia Docas pretende construir no Porto do Rio, deverá provocar reflexos no trânsito da futura Via Expressa, que será criada pela prefeitura em substituição ao Elevado da Perimetral. A avaliação é do arquiteto João Pedro Backheuser. Ele é o responsável pela proposta alternativa, o píer em E, que teria uma plataforma para desembarque dos passageiros dos navios na altura dos armazéns 8 e 9. Com isso, segundo especialistas, o fluxo de veículos que atenderiam aos turistas seria deslocado, estimulando os visitantes a utilizarem a Avenida Francisco Bicalho e os túneis Rebouças e Santa Bárbara para chegar à Zona Sul.
Pela proposta, a plataforma de desembarque seria interligada a um boulevard, com áreas verdes, restaurantes e outros serviços. Nessa região, próxima aos armazéns 8 e 9, seria criada ainda uma área de manobra para os veículos, reduzindo o impacto no trânsito local. Segundo Backheuser, passam em média de 700 a 800 mil pessoas por ano pelo Píer Mauá. Em 2016, esse número deverá chegar a dois milhões por causa das Olimpíadas.
- Na altura dos armazéns 8 e 9, teríamos espaço para organizar o trânsito com pátio de manobra para ônibus e táxis. Com o píer em Y, não há espaço suficiente para tantos veículos e pessoas - disse Backheuser.
O arquiteto acrescentou que uma das vantagens do píer em E é que os passageiros desembarcam dos navios e seguem por uma passagem elevada, deixando a orla livre. Os armazéns históricos, que pelo projeto do píer em Y serão usados como alfândega, também poderão ser utilizados para a realização de eventos.
IAB apela a governantes
O anúncio feito por Docas de que as obras do píer em Y começam no mês que vem fizeram o IAB divulgar na quarta-feira uma nota de repúdio. O governador Sérgio Cabral manteve o silêncio, alegando que o assunto é municipal. Já o prefeito Eduardo Paes - que disse nada poder fazer sobre a decisão de Docas, embora prefira o píer em E - falou ontem, mais uma vez.
- O problema não é se o píer é em E ou Y. O problema não é a letra e o formato do píer. O problema é a localização dele (píer em Y), que é muito ruim. Sou favorável que o píer seja feito mais à frente, próximo ao galpão 5 ou 6, afastando do museu (do Amanhã). Onde ele está programado é uma tragédia para o pobre do turista. Ele terá que descer do navio e caminhar até a Via Expressa para pegar um veículo -
disse. - Falei hoje com o governo federal. Há três anos, estou lutando para evitar que o píer seja erguido nessa área.
Em nota, o IAB voltou a protestar contra \"a prática do fato consumado, ora recorrente, típica de regimes discricionários\". De acordo com o IAB, o cronograma das obras e as questões comerciais \"não devem se sobrepor aos interesses da cidade\". O instituto apelou \"aos governantes e órgãos públicos relacionados ao tema para que intercedam de modo a reverter esse quadro e evitar que essa proposta, certamente danosa para a cidade, se materialize\".
- O prefeito é o representante dos cidadãos e, mesmo a área do píer não sendo de sua responsabilidade, precisa haver entendimento entre o governo federal e o municipal. Não podem prevalecer os interesses de Docas. Docas não tem esse direito de dizer o que é melhor para o Rio de Janeiro. As intervenções urbanas não podem ser impostas goela abaixo do carioca, precisam ser discutidas antes - disse o presidente do IAB-RJ, Sérgio Magalhães.
Para o presidente do IAB-RJ, o píer em E ofereceria mais conforto aos passageiros que desembarcam na cidade. Já, no desenho em Y, o turista terá que caminhar 600 metros até a chegada aos armazéns que estão fechados. A arquiteta Cêça Guimaraens, professora da UFRJ, cobrou uma posição do Iphan já que, na sua avaliação, o píer vai afetar uma área de preservação do Centro da cidade.
- A proximidade do desembarque do píer em E com a Francisco Bicalho é muito boa. Você teria uma articulação com restante da cidade, aliviando o excesso de tráfego nas proximidades do Porto. Acho que está faltando o Iphan se posicionar.
Iphan continua a não mostrar parecer
Em nota, o Iphan informou que foi procurado pela Companhia Docas, em novembro de 2012, para uma consulta prévia sobre o píer, que teria 500 metros de distância do atual atracadouro da Praça Mauá e uma plataforma com acesso pelo cais, entre os armazéns 2 e 3. \"Naquele momento, concluímos que ao Iphan não cabia aprovar ou desaprovar tal projeto, uma vez que o empreendimento encontra-se fora de qualquer poligonal de tombamento ou de entorno dos bens protegidos, como o Mosteiro de São Bento, o Prédio das Antigas Docas Dom Pedro II ou o Morro da Conceição\". Na mesma nota, o Iphan informou que projetos dessa natureza sempre causam algum tipo de impacto e, como se trata de uma área histórica que está sendo revitalizada, um bom projeto deve considerar as questões técnicas inerentes aos navios de turismo e ir além do cais em si, \"contribuindo efetivamente para a requalificação da cidade e para a melhoria da qualidade de vida do carioca\". Mas o Iphan, mais uma vez, não forneceu o parecer de seus técnicos sobre a obra do píer em E, feito a pedido de Docas. Publicado por: O Globo - Fábio Vasconcellos e Fernanda Pontes
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16/05/2013
Crédito imobiliário do BB fica em R$ 14 bi no trimestre
A carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil encerrou o mês de março com saldo de R$ 14,3 bilhões, cifra 11,6% superior à registrada em dezembro. Na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, a expansão foi ainda mais elevada, de 66,3%.
De janeiro a março, o volume contratado totalizou R$ 3,6 bilhões, aumento de 167,9% na comparação com o mesmo período de 2012. Para pessoas físicas, foi emprestado R$ 1,9 bilhão enquanto para pessoas jurídicas o volume de recursos chegou a R$ 1,7 bilhão.
\"A carteira PF se destaca mais uma vez, com crescimento de 66,4% em um ano, finalizando março de 2013 com saldo de R$ 11,4 bilhões. Ao todo, foram contratadas 13.629 operações PF no último trimestre\", enfatiza o BB.
O Banco do Brasil ultrapassou a meta estabelecida do Programa Minha Casa Minha Vida, passando a marca de 134 mil unidades habitacionais contratadas nas faixas 1, 2 e 3. Os primeiros projetos da faixa 1 (renda familiar mensal até R$ 1.600,00) já contam com 64.740 unidades habitacionais contratadas, em empreendimentos localizados em 21 Estados brasileiros, segundo a instituição. Publicado por: O Estado de São Paulo -
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15/05/2013
FGTS renegocia dívida de R$ 8 bi
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou ontem uma nova renegociação de dívida com cooperativas habitacionais que contrataram recursos do FGTS até 1º de junho de 2001, conforme antecipou ontem o Valor Pro, serviço em tempo real do Valor.
Segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o FGTS abrirá mão de R$ 200 milhões com redução de juros e alongamento de prazo para tentar receber dívida de R$ 8 bilhões com 26 cooperativas habitacionais como, por exemplo, Companhias de Habitação Popular (Cohabs). Esse valor inclui dívidas vencidas e vincendas.
Para facilitar o recebimento do dinheiro, o secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS, Quênio Cerqueira de França, explicou que a nova renegociação prevê uma taxa de juro nominal de 3% ao ano mais Taxa Referencial (TR) e prazo de pagamento de até 240 meses. Antes, a taxa de juros era de 6% ao ano mais TR e o prazo de pagamento era de, no máximo, 120 meses.
O refinanciamento com taxa mais baixa pode ser feita até o fim de 2026. Em janeiro de 2027, volta a ser aplicado o juro de 6% mais TR. Além disso, França destacou que, além dos créditos homologados do Fundo de Variação de Compensações Salariais (FCVS), a Caixa Econômica Federal poderá receber outros papéis como garantia, o que antes não poderia ser feito.
Com a renegociação, segundo o secretário-executivo do conselho curador, as cooperativas de crédito habitacionais poderão ter acesso a mais recursos do FGTS. Ele ressaltou, no entanto, que nessas operações não há prejuízo para o mutuário.
Segundo França, os empréstimos feitos com recursos do FGTS até 1º de junho de 2001 terão que ser bancados pela União. Já a partir de 2001, o risco é da Caixa. Essa é a terceira vez que o FGTS tenta renegociar o pagamento dessa dívida. Publicado por: Valor Econômico -
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15/05/2013
\'O projeto ignora a cidade\', diz especialista sobre píer em E
Urbanista disse que o Rio ficou a reboque de interesses privados
Em meio à polêmica sobre a construção do píer em E, no Porto, o urbanista Luiz Fernando Janot, membro do Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), disse que o Rio ficou a reboque de interesses privados. Na terça-feira, a Companhia Docas anunciou que a obra terá início no mês que vem, sem considerar as críticas de especialistas e de entidades de classe, ações nos ministérios públicos estadual e federal e o próprio interesse de uma área histórica da cidade que passa por revitalização inédita.
O que acha do píer em Y?
É um equívoco que promove barreira visual entre a linha do mar e a baía. Com ele, todo o acesso de pessoas ao cais fica restrito. O que se verá é uma ilha de navios no meio do mar. Esse píer estava sendo concebido na surdina. Quando veio a público e todos puderam opinar, disseram que já era tarde demais. Os interesses da cidade acabaram indo para o brejo.
Por que o píer em E é melhor?
O píer em E concentra a área de embarque e desembarque após o Armazém 6, oferece marina esportiva e possibilita o uso da área do cais para o lazer da população. O projeto em Y desconsidera as obras do Porto Maravilha, restringe o uso do cais e impede o acesso da população à beira-mar. O projeto ignora a cidade e visa unicamente aos interesses de Docas. É inadmissível que as autoridades, especialmente a
prefeitura, tenham aprovado esse absurdo. Publicado por: O Globo -
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15/05/2013
Madureira botânico
O Parque de Madureira vai ganhar um Jardim Botânico para pesquisa científica e contemplação. Fará parte da ampliação do parque, que custará R$ 200 milhões, o dobro da primeira etapa. Ele chegará agora aos bairros de Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro, Marechal Hermes, Deodoro e Guadalupe.
Publicado por: O Globo - Gente Boa
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15/05/2013
Ficou mais fácil comprar
Uma pesquisa inédita com imóveis novos e usados em 63 cidades do país mostra que os preços continuam subindo, mas de forma mais moderada do que nos últimos anos. Isso, aliado à queda dos juros, melhorou o cenário para quem quer comprar uma casa - para morar ou investir
Poucos países tiveram uma valorização imobiliária comparável à do Brasil nos últimos anos. Até 2011, os preços subiram num ritmo anual de 20% a 30%, em média, bem mais do que a renda nacional, a inflação e o rendimento de diversas aplicações financeiras. A demanda parecia não ter limite. Nunca houve tantos lançamentos de casas e, principalmente, apartamentos nesse período - e eles nunca foram vendidos tão rapidamente. Prédios inteiros chegaram a ser comercializados em horas, pouco depois de ser anunciados e bem antes de as obras começarem. Para alguns, esse era um sinal claro de que o mercado vivia um desequilíbrio perigoso - uma bolha estaria se formando, fatalmente ela estouraria e os valores voltariam ao \"normal\". A nova edição da pesquisa feita em parceria por EXAME e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que traz os preços dos imóveis em 63 cidades do país, mostra um cenário diferente. De acordo com o levantamento, os preços continuam aumentando, mas de forma bem mais comportada - a valorização dos imóveis usados em 2012 foi de 12%, e a dos novos, de 14%. Essa, claro, é a média. Em algumas regiões, os preços caíram - é a primeira vez que isso ocorre desde 2010, quando EXAME publicou sua primeira pesquisa imobiliária. Foi o caso de Belo Horizonte e Florianópolis. Em outras, subiram bem mais do que a média. No Rio de Janeiro, a cidade que tem os imóveis mais caros do país, a valorização foi de 25%. Em Vitória, chegou a 35%.
Assim como outras atividades econômicas, o mercado imobiliário funciona em ciclos. Quando a demanda fica muito maior do que a oferta em determinado lugar - ou as pessoas parecem enlouquecidas para comprar certo tipo de imóvel para morar ou investir -, dezenas de incorporadoras correm para aproveitar. Como um prédio pode levar até cinco anos para ficar pronto, desde o momento em que seu projeto é lançado até a entrega das chaves, é comum que as empresas construam mais do que a população consegue comprar, e aí começam a sobrar imóveis. A euforia vira problema e pode demorar alguns anos até que esse estoque (como as incorporadoras chamam as casas e os apartamentos encalhados) seja vendido. Aí, outro ciclo começa. Estudos mostram que, nos países desenvolvidos, esses ciclos duram, em geral, seis anos - depois disso, ou a valorização perde força ou há uma queda brusca de preços, como ocorreu a partir de 2007 na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, o ciclo de alta desvairada parece, finalmente, estar chegando ao fim. A boa notícia é que o pouso tem sido suave. \"Vivemos quase seis anos de alta ininterrupta dos imóveis em quase todos os lugares\", diz Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fipe e responsável pelo levantamento. \"Agora, esse movimento está perdendo força e devemos ver as cidades funcionando de acordo com suas características. O preço dos imóveis deixa de ser um fenômeno coletivo.\"
Está, portanto, ficando mais fácil comprar. Como os juros do crédito imobiliário estão no nível mais baixo das duas últimas décadas, o pêndulo passou, finalmente, a oscilar para o lado do comprador. Um estudo do banco J.P. Morgan mostra que, hoje, as famílias brasileiras gastam, em média, 36% da renda para pagar um financiamento imobiliário. No fim de 2011, o percentual estava em 43%, o mais alto da série do banco, que começa em 2004. Não é que os imóveis tenham ficado mais baratos nesse intervalo: os preços estão subindo menos, mas a valorização segue, na média, superior à inflação. Mas a queda dos juros está fechando a conta. Para alguns clientes, a taxa de financiamento imobiliário pode chegar a 8,5% ao ano, pouco acima da taxa básica de juros da economia, a Selic, hoje em 7,5%. Em geral, os bancos cobram menos de quem é cliente há muitos anos, tem investimentos e recebe seu salário na ins-tituição, uma segurança a mais para quem empresta. Os prazos dos financiamentos já chegam a 35 anos, o que dil
ui o valor das parcelas mensais.
Além disso, como os preços dos imóveis estão variando de forma desigual pelo país, é possível negociar descontos em certos locais e fechar bons negócios. \"O consumidor descobriu que pode negociar. No passado, ele tinha medo de não comprar e ver o preço subir na semana seguinte, o que ocorria em alguns casos\", diz José Florêncio Rodrigues Neto, vice-presidente financeiro da incorporadora Cyrela. \"Hoje, é preciso acertar o projeto para conseguir vender\", diz Vasco Barcellos, diretor da incorporadora Tecnisa, que está apostando alto: lançou, em março deste ano em São Paulo, em parceria com a PDG, um dos maiores empreendimentos do país, o Jardim das Perdizes, que terá 25 prédios residenciais, dois edifícios comerciais, um hotel e um shopping.
OS ESTRANGEIROS ESTÃO OTIMISTAS
Está mais fácil comprar, mas é hora de fazer isso para morar ou investir? \"Sim\", diz Tom Heneghan, presidente da Equity International, empresa de investimentos do bilionário americano Sam Zell, que já aplicou 1 bilhão de dólares em companhias brasileiras ligadas ao setor imobiliário e está colocando dinheiro aqui. Para ele e outros grandes investidores que aplicam no Brasil, a tendência é que os preços continuem subindo, mesmo que de forma mais tímida do que no passado recente. A medida que a renda aumenta e o crédito fica acessível e relativamente mais barato, os jovens podem sair mais cedo da casa dos pais - e comprar a sua própria. A métrica usada pelos especialistas é o número de \"unidades familiares\" - ca¬sais recém-formados, por exemplo. A cada ano, 1,5 milhão de unidades familiares são formadas no país, e estima-se que esse número chegue a 2 milhões até 2020. A demografia brasileira também ajuda - temos 45% da população economicamente ativa entre 30 e 49 anos, quando se costuma tomar a decisão de adquirir uma casa ou um apartamento. \"E verdade que os brasileiro estão mais endividados e o crescimento da economia não está tão bom corra no passado. Mas o nível de emprego permanece elevado, a renda está aumentando e a demografia é extrema mente favorável\", diz Michael Lenard diretor da Paladin Realty, gestora americana de fundos imobiliários que controla a incorporadora brasileira Viver é sócia da concorrente You. \"É um ótimo momento para investir.\"
Mas, como a experiência dos últimos anos mostrou, apesar de o futuro parecer brilhante, nem tudo que se compra aqui valoriza - e menos ainda no curtíssimo prazo. Como as empresas construíram num ritmo frenético nos últimos anos, em muitas regiões não há compradores para tantas casas e apartamentos. De acordo com um levantamento inédito feito pela consul-toria Geoimóvel nas dez principais capitais do país, se o ritmo atual de vendas for mantido, os imóveis vagos em algumas dessas cidades levarão mais de dois anos para ser vendidos. E muito tempo - um prazo tido como normal é inferior a um ano. A situação é mais crítica em Curitiba, Manaus(onde três empreendimentos foram cancelados no ano passado por falta de demanda) e Salvador (lá, o número de lançamentos triplicou entre 2006 e 2011). Para quem gosta de arriscar, pode ser uma baita oportunidade para comprar - embora a chance de novas desvalorizações não seja desprezível.
INVESTIDORES ENCURRALADOS
A vida dos investidores não está fácil no Brasil. Com os juros tão baixos, quem aplica em renda fixa corre o risco de perder da inflação. A bolsa está na mesma pasmaceira dos últimos anos - na média, as ações brasileiras estão no mesmo patamar de meados de 2009. E natural, portanto, que cada vez mais investidores estejam buscando os imóveis como alternativa para aplicar o dinheiro que sobra. A maior evidencia é a febre em torno dos fundos imobiliários: o número de investidores com algum dinheiro nessas car¬teiras aumentou cinco vezes em dois anos. Em sua maioria, esses fundos são lastreados no aluguel pago em imóveis comerciais. Está aumentando, também, o número de brasileiros que compram imóveis para alugar. O rendimento médio é de 6% ao ano mais a inflação. Mais, portanto, do que os fundos de renda fixa. De olho nisso, algumas empresas do setor estão se especializando em vender para esse público. A consultoria Cushman & Wakefield, que até um ano atrás só atuava no segmento de prédios comerciais, assessorando compradores e vendedores, criou uma nova área especializada em prédios residenciais. Ela presta consultoria a investidores que querem comprar e alugar apartamentos em edifícios que funcionam quase como flats: oferecem serviços aos moradores, desde os mais comuns, como equipes de limpeza, até massagistas e concierges. Os aparta-mentos, em geral, são minúsculos - têm em torno de 40 metros quadrados -, ficam em bairros centrais, próximos dos escritórios de grandes empresas, e são alugados por gente que mora sozinha: jovens recém-formados, expatriados de multinacionais ou divorciados. A expectativa de rentabilidade mensal, via aluguel, varia de 0,7% a 1% do valor do imóvel, segundo a Cushman.
Há alguns anos, os imóveis brasileiros eram uma pechincha quando comparados internacionalmente. Num ranking de preços de apartamentos usados em 94 países feito pela consultoria britânica Global Property Guide, estávamos, em 2010, entre os locais mais baratos do mundo, na 64ª colocação. Subimos 24 posições desde então - e agora a valorização não é mais uma das três maiores do planeta, como ocorreu entre 2009 e 2011 (Hong Kong, na China, foi onde os preços mais subiram no ano passado). Há locais em que os imóveis valem bem mais do que no Brasil. Em Mumbai, na índia, o valor do metro quadrado é três vezes maior do que em São Paulo. Em Moscou, cinco vezes maior. E impossível prever quando - e se - vamos chegar a esse patamar. Mas, passados anos de euforia desenfreada, parece claro que vai levar mais um tempinho. Veja, nas páginas a seguir, um panorama do mercado imobiliário brasileiro com os valores nos principais bairros de 63 cidades e a variação de preços em 12 meses. Publicado por: Exame -
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14/05/2013
Crédito imobiliário cresce 16% no 1º trimestre, para R$ 20,4 bilhões
Os financiamentos imobiliários somaram R$ 20,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, valor 15,9% maior que o do mesmo período do ano passado.
A expansão foi maior que a verificada de janeiro a março de 2012 ante 2011 (10%).
O valor inclui tanto empréstimos a pessoas físicas quanto a construtoras. Os dados são da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
No mês de março, os empréstimos somaram R$ 7,89 bilhões, volume 35,8% maior que o de fevereiro. Em relação a março de 2012, houve crescimento de 15,9%. No primeiro trimestre, foram financiados 103 mil imóveis, 2,2% menos que nos três primeiros meses de 2012.
Os depósitos da poupança habitacional, cujos recursos são direcionados ao financiamento imobiliário, superaram os saques, de janeiro a março, em R$ 7,26 bilhões, valor quase três vezes maior que o do mesmo período do ano passado (R$ 1,9 bilhão).
Calcule se imóvel desejado é compatível com sua renda folha.com/no1277013 Publicado por: Folha de São Paulo -
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14/05/2013
Projeto do Porto do Rio é premiado por inovação
Modelo de captação de recursos é reconhecido pelo International Finance Corporation
A engenharia financeira que ajudou a levantar recursos de R$ 3,5 bilhões para as obras de infraestrutura da Operação Urbana Porto Maravilha, projeto de revitalização da região na área portuária do Rio, foi apontada como uma das dez melhores parcerias públicoprivadas da América Latina e Caribe pelo International Finance Corporation ( IFC). A instituição é membro do Banco Mundial, voltada para o setor privado nos países em desenvolvimento. O prêmio foi entregue no último dia 28 de abril, emWashington (EUA) e selecionou as melhores soluções em inovações econômicas e tecnológicas. Segundo Rafael Daltro, gestor de Contrato e Relações Institucionais da Concessionária Porto Maravilha, o IFC fez um estudo das iniciativas de PPPs em países emergentes.
\"O projeto ficou entre os que receberam mais destaque pelo desenvolvimento social, pela facilidade de ser replicado e por sua inovação em um modelo de financiamento especifico, no caso, a captação dos recursos por meio de títulos mobiliários (Cepacs). A engenharia financeira foi bem montada e já está sendo copiada por outros municípios. A combinação do investimento em infraestrutura urbana com desenvolvimento imobiliário e serviços urbanos mais eficientes e inovadores na região gera um circulo virtuoso que beneficia toda a população\", explica Rafael Daltro.
Os Cepacs são títulos imobiliários que foram 100% comprados pelo FI FGTS e resultaram na captação de R$ 3,5 bilhões pela Prefeitura do Rio, que utiliza os recursos nas obras de infraestrutura. Os títulos podem ser comprados por empresas que queiram adquirir ativos para construção de empreendimentos acima dos limites básicos de áreas e de gabaritos.
Empresas como a Odebrecht Realizações e o Porto Rio 2016, empreendimento residencial que vai abrigar a Vila de Mídia não oficial dos Jogos Rio 2016, estão entre os que já compraram títulos junto à Caixa, banco responsável pela operação com os Cepac.
\"Os Cepacs financiam parte dos R$ 7,5 bilhões destinados às obras na região e à prestação de serviços da Concessionária Porto Novo por um período de 15 anos. Ogrande diferencial desse projeto foi a criação de um título pela prefeitura, comprado pelo mercado\", diz Daltro.
Este é o segundo prêmio de reconhecimento de abrangência internacional recebido pela Operação Urbana Porto Maravilha. Oprimeiro foi concedido pela KPMG e foi apresentado na segunda edição do relatório \"Infrastructure 100: World Cities Edition\", durante a Cúpula das Cidades do Mundo, em Cingapura, em junho do ano passado.
A requalificação da Região Portuária integrou a lista dos 10 projetos brasileiros que constam entre as cem iniciativas de infraestrutura urbana mais inovadoras e inspiradoras do mundo. Publicado por: Brasil Econômico -
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10/05/2013
Rio já tem mais de 33 mil quartos de hotéis
Previsão de órgãos municipais para rede hoteleira em 2016 passou número pactuado com Comitê Olímpico
A um ano da Copa 2014 e a três dos Jogos 2016, o Rio já conta com 33.431 quartos de hotel, segundo levantamento da Rio Negócios e do Comitê de Acomodações, formado por Secretaria municipal de Urbanismo, Riotur e Empresa Olímpica Municipal. Cerca de 1.200 unidades foram construídas após o pacote de incentivos do município, de 2010. As projeções da prefeitura para a oferta hoteleira na capital no ano das Olimpíadas também subiu. E já ultrapassou o número pactuado com COI (41 mil). Em fevereiro, a previsão era de que o Rio chegaria a 2016 com 47.788 quartos. Em março, último dado disponível, a estimativa passou a 48.048. Até 2016, segundo a Rio Negócios, agência de atração de
investimentos, o setor hoteleiro investirá RS 3 bilhões na cidade. O total de empregos diretos deve passar de 11 mil. Um quarto dos novos hotéis cariocas terá cinco estrelas. Dos 3.011 novos quartos de alto padrão, 1.181 estarão prontos até o Mundial de futebol. Outros 1.830 serão concluídos até os Jogos. Redes do porte de Hyatt, Hilton, Ramada, Emiliano, Bristol e TownHouses já anunciaram projetos na cidade. O levantamento leva em conta hotéis em análise, licenças e obras em andamento. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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09/05/2013
Obras em São Conrado começam em até 30 dias
Orla da praia do bairro ganhará novos coletores para levar os resíduos até a Estação Elevatória do Leblon. Investimentos no projeto totalizam R$ 15,5 milhões
As obras de modernização do sistema de esgotamento sanitário da Bacia da Praia de São Conrado, na Zona Sul, devem começar em até 30 dias, segundo informou o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Wagner Victer. O executivo assinou ontem o contrato para o início das intervenções, que se inserem no projeto Sena Limpa, parceria da companhia com a Secretaria
Estadual do Ambiente (SEA) e com a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Os investimentos, de R$ 15,5 milhões, são provenientes do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), informou Victer. Segundo ele, as obras devem ser finalizadas em 12 meses. \"São Conrado tem uma série de problemas de lançamento de esgoto. Vamos refazer o coletor que passa pela costa da Avenida Niemeyer e levaremos os resíduos para a Estação Elevatória do Leblon, tendo como destino final o emissário submarino de Ipanema.\"
A obra consiste na colocação de 615 metros de coletores auxiliares com 250 milímetros (mm) de diâmetro, levando à ampliação do sistema de esgotamento sanitário da comunidade do Vidigal. As duas linhas do costão da Avenida Niemeyer, citadas por Victer, passarão a ter tubulações com 2,1 quilômetros de extensão.
Victer destacou ainda que assinará outro contrato do projeto Sena Limpa, destinado à Praia Vemelha, na Urca, em cerca de 15 dias. Segundo ele, a companhia trabalha com a obtenção da licença da Secretaria Municipal de Obras (SMO). \"A previsão é começar os trabalhos o quanto antes. Nossa meta é que todas as obras do projeto terminem em até dois anos\", disse. Publicado por: Jornal do Commercio - Matheus Gagliano
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08/05/2013
Programa - Conta Corrente - Globo News
Vídeo exibido pela Globo News com a participação da Sra. Leila Bogoricin.
Clique aqui Publicado por: Globo News - Globo News
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08/05/2013
Custo da construção civil tem aumento de 0,69% em abril
O custo do metro quadrado da construção, medido pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), aumentou 0,69% em abril deste ano, chegando a R$ 870,97. Em março, a inflação da construção civil havia sido 0,18%.
O custo da mão de obra foi o que mais subiu em abril (1,37%) e chegou a R$ 413 por metro quadrado em abril. Já os materiais de construção subiram 0,08% e passaram a custar R$ 457,97 por metro quadrado.
Os estados do Rio de Janeiro e da Bahia tiveram as maiores altas do custo da construção, com inflações de 3,95% e 3,48%, respectivamente. Três estados tiveram queda do custo: Pará (-0,2%), Maranhão (-0,06%) e Minas Gerais (-0,02%). Publicado por: Jornal do Commercio - Online
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08/05/2013
Favelas em detalhes
As favelas do Rio irão integrar o novo mapeamento da cidade. O processo cartográfico inédito deverá ser finalizado até 2016 e será executado pelo Instituto Pereira Passos. A ideia é oferecer monitoramento do crescimento das favelas para as secretarias municipais de Urbanismo, de Habitação, da Fazenda e Saúde. A tecnologia usada será a do perfilamento a laser, que permite medir a altitude do terreno e de edificações com precisão. O último mapeamento de comunidades foi feito no ano de 2000. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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08/05/2013
Conjunto no terreno da CCPL fica pronto este ano
Os primeiros sete blocos do conjunto habitacional na antiga propriedade da Cooperativa Central dos Produtores de Leite (CCPL), em Benfica, deve ficar prontos em junho. A estimativa do governo do estado é que todo o condomínio residencial fique pronto até o fim do ano. No total, serão erguidos 32 blocos, beneficiando diretamente mais de 700 famílias. O investimento no projeto é de R$ 54 milhões.
As obras são executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Obras (Seobras), e já atingiram 39% de execução. As intervenções empregam cerca de 500 operários, que trabalham para dar forma às 728 unidades habitacionais.
O conjunto ocupa uma área de 51 mil metros quadrados, nas proximidades do Viaduto da Avenida Dom Hélder Câmara. O terreno terá áreas de lazer, com praça arborizada, ciclovia, espaço para recreação infantil e quadra poliesportiva, além de estacionamento com 74 vagas em volta de uma pista central de mão dupla para circulação interna.
Das 1,3 mil famílias realocadas dos antigos galpões que ficavam no terreno da antiga CCPL, cerca de 1 mil recebem o aluguem social. Do total, 728 ficarão nos novos prédios e o restante aguardará pela construção de outras unidades habitacionais, em locais que ainda serão definidos. Publicado por: Jornal do Commercio -
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08/05/2013
Foguete imobiliário
Em quatro anos, o registro de fundos na Comissão de Valores Mobiliários pulou de R$ 3,4 bilhões para R$ 14 bilhões. Agora o interesse pelo investimento se estabiliza, em movimento semelhante ao do mercado de imóveis.
O mercado imobiliário não para de se oferecer como uma opção de investimento mais seguro e rentável, lastreado na firmeza do cimento e do tijolo. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registra altas expressivas de ofertas de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) de mais de 300%. Em 2009, o volume ofertado em 34 operações somou R$ 3,4 bilhões e no ano passado chegou a R$ 14 bilhões, com 49 ofertas.
Somente neste ano, a CVM já contabilizou 17 ofertas, no valor total de R$ 4,6 bilhões e analisa outras 20 operações de R$ 3,3 bilhões.Mas apesar de o volume de aplicações crescer tão fortemente, a liquidez ainda se mostra tímida e o volume de negócios em banho maria no mercado de índices da Bolsa de Valores. Além disso, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) da BM&F Bovespa, criado ano passado com uma
carteira de carteira composta por cotas de fundos imobiliários negociados na Bolsa, que em 2012 valorizou 35%, agora está patinando. Desde o início do ano até o último dia de abril o IFIX já caiu 1,5% e somente em abril caiu 1,9%.Segundo analistas do mercado, os principais fatores que fizeram o mercado imobiliário disparar nos últimos anos foram a redução da taxa básica de juros, a melhoria das taxas de
emprego, o aumento real da renda e a maior oferta de crédito imobiliário.Segunda o gestor da assessoria financeira Taler, Paulo Colaferro, o mercado imobiliário se mostrou como uma opção confortável e mais segura de investimento. Ele observa, no entanto, que os indicadores negativos de negociação dos fundos mostram um ajuste do mercado, que se verifica principalmente nos imóveis residenciais.A animação com o mercado, no entanto, não ,é verificada apenas no mercado de fundos. Segundo a ISEC Securitizadora, o aumento dos estoques de Certificados de Recebíveis Imobiliários , assim como o de demais produtos financeiros lastreados em imóveis, registram alta média de 25% nos últimos doze meses, segundo dados da CETIP. Neste segmento, as Letras de Crédito Imobiliário apresentaram crescimento de 28% no período, seguidas pelos Certificados de Recebíveis Imobiliários (25%) e pelas Cédulas de Crédito Imobiliário (22,2%).Esses três produtos costumam formar a carteira de Fundos de Investimento Imobiliário que vêm chamando a atenção, principalmente, de pessoas físicas avessas aos riscos da aplicação em Bolsa de Valores ou decepcionadas com o retorno de aplicações tradicionais como os Certificados de Depósito Bancário , que sofreram queda de 12,5%, informa a Cetip.Na avaliação de Nelson Campos, diretor da ISEC Securitizadora - que estrutura produtos financeiros lastreados em crédito imobiliário - o maior interesse por essa classe de ativos ocorre pela necessidade de diversificação dos investimentos. \"Além disso, a rentabilidade de alguns títulos com lastro em recebíveis imobiliários é isenta do Imposto de Renda, na fonte e na declaração, para as pessoas físicas\", acrescenta.Para pessoas físicas interessadas nesse produto, é importante checar algumas informações antes de aportar seu capital. Recomenda-se, por exemplo, verificar se a instituição financeira que oferece os ativos lastreados em imóveis é registrada na CVM e se tem como rotina alertar, de forma clara e didática, quais são as características do produto e os riscos envolvidos na operação.Todas as operações de securitização devem contar ainda com uma boa estrutura de garantias e instrumentos transparentes de transferência de ativos, para aumentar a segurança aos investidores. Para controlar o fluxo dos ativos negociados, as securitizadoras precisam manter excelente estrutura de controle de carteiras e de fluxo financeiro. Publicado por: Brasil Econômico - Eliane Velloso
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07/05/2013
Curso vai orientar construtoras
O WWF-Brasil, em conjunto com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, o SindusCon-SP e a Rede Amigos da Amazônia, pro-move, em São Paulo, o curso Aquisição Sustentável de Madeira na Construção Civil. O evento ocorre dia 24, na sede do SindusCon-SP, em Santa Cecília, no centro da capital paulista. Esta é a segunda turma da capacitação, que tem como objetivo orientar
construtoras, in- corporadoras, projetistas e pro-fissionais liberais no cumprimento da legislação ambiental em relação à compra de madeira. Outro objetivo do curso é criar mecanismos que evitem a compra de madeira de origem ilegal e gradativamente substituir a madeira ilegal pela madei¬ra certificada.
O curso é desenvolvido em módulos. No primeiro momento serão mostrados aos participantes o conceito do que é madeira legal, como identificá-la, quais categorias ambientais de madeira existem hoje, como fazer um processo de certificação, e qual é a situação deste mercado no Brasil. Também serão dadas orientações de como elaborar um plano de ação para que a empresa seja capaz de fazer, corretamente, a aquisição de madeira.
Os próximos módulos estão marcados para os meses de junho, agosto e outubro e vão abordar, entre outros assuntos, o papel do governo na cadeia produtiva da madeira; o Documento de Origem Florestal (DOF), que atesta a origem do recurso; e as diretrizes ambientais do estado de São Paulo, que buscam coibir a entrada de madeira ilegal naquele mercado. A capacitação é aberta ao público, que pode obter mais informações sobre o assunto na Central de Relacionamento do SindusCon-SP, por meio do telefone (11) 3334-5600 ou pelo e-mail sindusconspsindusconsp. com.br.
Apoio e suporte
De acordo com o analista ambiental do WWF-Brasil Ricardo Russo, a ideia é iniciar o trabalho pelas empresas compradoras de madeira, de modo que elas possam, posteriormente, \"pressionar\" seus fornecedores a adotar o recurso com origem legal. \"De modo geral, hoje o setor da construção civil compra madeira ilegal ou de origem duvidosa. Nosso intuito é fazer com que as empresas substituam essa madeira por um recurso de origem legal e certificada. Por isso, vamos montar juntos com as empresas um plano de ação para cinco anos e nós, do WWF-Brasil, vamos dar todo o apoio e suporte para que essa substituição ocorra\", disse o especialista.
A coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente do SindusCon-SP, Lilian Sarrouf, diz que o estado de São Paulo, hoje, é tido como o maior consumidor de madeira do País. Por isso a importância de discutir o tema neste mercado. Além disso, contou a especialista, existe um movimento muito forte, na Secretaria de Estado de Meio Ambiente de fiscalização e combate à madeira ilegal. \"Como o SindusCon-SP tem como princípio o combate à informalidade e à ilegalidade, entendemos que ações nesse sentido, de buscar a madeira legalizada, devam ser incentivadas\", explicou.
Lilian disse também que o curso é o desdobramento de ações que tiveram início no Sinduscon-SP em 2003, e que, em 2010 e 2011, deram origem à primeira turma do Aquisição Sustentável de Madeira na Construção Civil. \"Queremos abrir caminhos para que as empresas construtoras possam ter acesso à informação e metodologias adequadas, que lhes permitam comprar madeira certificada\", declarou. Publicado por: Jornal do Commercio -
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07/05/2013
BR Properties estima elevar sua receita
A receita da BR Properties crescerá \"substancialmente\" neste ano em relação a 2012, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Pedro Daltro, e o aumento das margens terá continuidade. \"Ao longo do ano, teremos mais propriedades gerando renda, para a mesma base de despesa e de dívida\", afirmou o executivo.
No primeiro trimestre, a receita líquida da empresa aumentou 123%, para R$ 225,9 milhões. A expansão resultou, principalmente, das receitas de locação das novas propriedades adicionadas ao portfólio.
Os reajustes de aluguéis acima da inflação, os chamados \"leasing spreads\", também contribuem para a melhora da receita e da rentabilidade. Conforme o diretor de relações com investidores, a BR Properties espera continuar a ter reajustes acima da inflação, mas a variação deixará de ser de dois dígitos e passará ao patamar de um dígito. O executivo preferiu não especificar em que trimestre isso ocorrerá. No
primeiro trimestre, o \"leasing spread\" da empresa no segmento de escritórios foi de 17,3%.
Daltro afirmou estar \"cautelosamente otimista\" com o mercado, apesar de o crescimento da economia estar menor que o de 2010 e 2011 e de os prazos para a locação de escritórios comerciais estarem mais longos em São Paulo. Ele ressaltou que o crescimento econômico de 2013 será superior ao do ano passado, e que parte do que está em desenvolvimento foi pré-locada. \"Há muita dificuldade para novas incorporações de escritórios em São Paulo. Mais para frente, vamos ver o mercado apertado\", afirmou.
Segundo Daltro, o ciclo dos projetos aumentou de três anos, em 2007, para seis anos, em função dos prazos necessários para as licenças, dos atrasos de obras e das maiores dificuldades para a obtenção do \"habite-se\". De acordo com o diretor de relações com investidores, aquisições são prioridade em relação ao desenvolvimento de projetos e continuam no radar da empresa.
A BR Properties atua nos segmentos de escritórios comerciais, galpões e varejo em São Paulo e no Rio de Janeiro.
No primeiro trimestre, o lucro líquido da BR Properties caiu 80%, para R$ 90,9 milhões. No primeiro trimestre do ano passado, o lucro líquido teve impacto positivo de ganho não caixa de R$ 729,9 milhões na reavaliação das propriedades em carteira, em grande parte, devido à incorporação da One Properties.
A BR Properties se consolidou como a maior empresa de propriedades comerciais do país ao incorporar a WTorre Properties em setembro de 2011. Durante o processo de integração, a empresa adquirida passou a se chamar One Properties. Os ativos da One Properties passaram a compor o portfólio da BR Properties em 2012.
No primeiro trimestre, a BR Properties alugou mais de 28 mil m2 de área bruta locável (ABL). A taxa de vacância financeira do portfólio foi de 8,9%. Sem o Complexo JK-Torre D&E, entregue recentemente na zona sul da cidade de São Paulo, a vacância financeira seria de 3,1%. A empresa está negociando a locação do empreendimento. Ainda não foi definido se o prédio será alugado para um ou vários usuários, segundo o executivo.
A companhia investiu R$ 19,1 milhões, no trimestre, nos projetos que possui em desenvolvimento. Até o fim do ano, serão investidos mais R$ 122,7 milhões. Publicado por: Valor Econômico - Chiara Quintão
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05/05/2013
Oportunidade para sair do aluguel no Riocentro
Evento da Caixa vai reunir milhares de ofertas de imóveis em um mesmo local, com descontos de até 20% e brindes. Mimos valem para quem comprar durante o feirão
Quem planeja comprar a casa própria no Feirão Caixa deve percorrer os estandes das construtoras para verificar a que oferece a melhor condição para seu orçamento familiar. A dica é não comprar por impulso, já que será uma dívida alta e de longo prazo. Mas a grande vantagem é que as empresas sempre preparam descontos especiais e brindes para quem adquirir uma unidade durante o evento.
\"O feirão é o grande momento para quem busca realizar o sonho da casa própria, porque pode conhecer todos os imóveis da sua região concentrados em um só lugar. Além disso, são oferecidas promoções e condições únicas de pagamento. Os possíveis compradores podem negociar direto com as imobiliárias e construtoras, realizando, assim, uma excelente aquisição\", diz Rodrigo Miozzo, diretor geral de vendas da Fernandez Mera.
A MDL Realty, por exemplo, levará 476 oportunidades como salas comerciais a partir de R$ 99 mil e unidades residenciais com preços iniciais de R$ 145 mil. O desconto chega a 3% durante o evento. Já a House Vendas, imobiliária da João Fortes Engenharia, vai conceder abatimento de até 20% nos imóveis oferecidos no feirão. A Brookfield estará presente com 450 unidades, de cinco empreendimentos, com valores a partir de R$102 mil. Os imóveis estão na cidade do Rio, na Baixada Fluminense e na Costa Verde. Também há opções nos estandes das construtoras Celta, Mega 18, Rossi e PDG, entre outras.
Descontos de até R$ 25 mil na casa própria
A Cury vai oferecer descontos que podem chegar a R$ 10 mil nos feirões da Caixa Econômica Federal no Rio e em Niterói. A construtora levará cinco empreendimentos com unidades disponíveis e um para cadastro de interessados. No total, serão 1 mil imóveis dentro do programa habitacional \'Minha Casa, Minha Vida\' na Zona Norte do Rio e nos municípios de São Gonçalo e de Nova Iguaçu. Outra vantagem são os subsídios (descontos) de até R$ 25 mil para famílias que ganham até R$ 1.600. \"É uma oportunidade de bons negócios para a população local\", afirma Leonardo Mesquita, diretor regional da Cury Construtora.
Oferta de 5 mil unidades a partir de R$ 200 mil
As ofertas de imóveis não param por aí. A Brasil Brokers promove pela segunda vez evento que reúne 5 mil unidades prontas, em 15 estados, com preços a partir de R$ 200 mil. As taxas de financiamento têm condições especiais para as ofertas, fruto da parceria entre o grupo de intermediação de imóveis com o banco HSBC.
Conforme o diretor de Imóveis Prontos do grupo Brasil Brokers, Josué Madeira, as unidades que participam da ação tiveram preços negociados diretamente com os proprietários. \"É uma grande oportunidade para quem procura fechar negócio. Seja para quem quer comprar ou para quem quer colocar à venda\", destaca o diretor.
Publicado por: O Dia -
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05/05/2013
Baixada ficará sem o feirão da casa própria este ano
Pela primeira vez, a Baixada Fluminense ficará sem o Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal. Os motivos para que o evento não seja realizado este ano seriam as faltas de demanda e oferta. Publicado por: Extra -
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05/05/2013
Creci-RJ promove sessão de filmes para corretores
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis inicia o projeto Quintas Culturais - sessão de vídeos, no próximo dia 16, na Av. Presidente Vargas 417, no Centro. Inscrições gratuitas em www.creci-rj.gov.br. Publicado por: Extra -
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05/05/2013
Oficinas para corretores
Com a profissão dos corretores de imóveis em alta, o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-RJ) intensifica o Programa de Aprimoramento Profissional, com oficinas de corretagem de imobiliária. O objetivo é oferecer aos profissionais conteúdos relevantes e de fácil aplicação para atuação no mercado. Os encontros são importantes por conta das constantes alterações que o setor passa como mudanças
nas taxas de j uros e prazos alongados para pagamento.
As palestras ocorrem no auditório do Conselho (Avenida Presidente Vargas 417, 19º andar, Centro). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do portal www. creci-rj.gov.br. Cada oficina terá três dias e para obter certificado é necessário assistir, no mínimo, duas aulas. Publicado por: O Dia -
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05/05/2013
Casa própria com até 20% de desconto no feirão da Caixa
Evento será entre os dias 17 e 19 de maio no Riocentro
Descontos de até 20%, pagamento a partir de janeiro de 2014, juros mais baixos, prazo alongado de pagamento e até crédito para compra de móveis estão entre os benefícios ao comprar um imóvel na 9ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria, no Riocentro. O evento ocorre entre os dias 17 e 19 deste mês e vai reunir num mesmo local milhares de ofertas de unidades novas, na planta e em construção. Também será possível ter acesso a financiamento para compra de materiais de construção e cota de consórcio imobiliário, por meio da Caixa Consórcios.
Conforme a Caixa Econômica Federal, o financiamento para compra da casa própria será aprovado na hora. Vale lembrar que os juros oferecidos pela instituição são a partir de 4,5% ao ano mais Taxa Referencial (TR) e o prazo de pagamento pode chegar a 35 anos.
A nova condição de pagamento, com a primeira parcela para janeiro de 2014, inclui os empréstimos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A modalidade será oferecida no feirão e depois estará disponível nas agências da Caixa.
Documentos
1 - Os interessados no financiamento durante o evento devem levar identidade, CPF e comprovantes de renda e residência. Quem quiser já pode fazer as contas de quanto vai financiar e qual o valor das parcelas sem sair de casa por meio do Simulador Habitacional,no site www.caixa.gov.br.
2 - O feirão será no Pavilhão 4 do Riocentro (Avenida Salvador Allende 6.555), entre os dias 17 e 19. Na sexta-feira e no sábado, o horário será das 10h às 20h, e no domingo, das 10h às 18h.
3 - Informações complementares: nas agências da Caixa, além do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) pelo 0800-726-0101, durante as 24 horas do dia. Publicado por: O Dia -
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03/05/2013
Preços de imóveis
O Índice FipeZap Ampliado apontou para alta de 1,1% no preço do metro quadrado anunciado de imóveis em abril de 2013, para R$ 6,682 mil. Em março, a variação havia sido de 0,9%. O aumento acumulado até abril é de 3,9%, abaixo dos 5,3% do mesmo período de 2012. Das 16 cidades cujos preços são monitorados, Curitiba apresentou a maior alta no mês passado, de 3,2%. Apenas Fortaleza registou queda, de 0,2%. O Índice FipeZap é calculado pela Fipe em parceria com o portal Zap Imóveis. Publicado por: Valor Econômico -
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03/05/2013
Média do metro quadrado do Rio supera R$ 9 mil
A cidade do Rio segue com o metro quadrado mais caro do Brasil. Segundo levantamento do Índice FipeZap, o preço médio da capital atingiu R$ 9.052 em abril. A variação em relação a março, quando chegou a R$ 8,941, foi de 1,2%. Em Niterói, a média foi de R$ 6.617, ficando pouco abaixo da média nacional (R$ 6.682).
Considerando todas as cidades pesquisadas, o índice teve um aumento de 1,1% no preço anunciado do metro quadrado em abril, superando a taxa registrada em março, quando atingiu 0,9%. Porém, ao observar o acumulado dos 12 meses, o indicador continua desacelerando. Em abril de 2012, o acumulado era de 21,8%, enquanto, agora, registrou apenas 11,9%.
No Rio, o Leblon é o bairro mais valorizado, com o preço médio do metro quadrado estimado em R$ 21.410. O ponto menos valorizado da cidade, por outro lado, é a Pavuna, com R$ 1.958. O Índice FipeZap calcula o valor médio do metro quadrado de imóveis em 16 municípios brasileiros.
Publicado por: Extra -
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03/05/2013
Caixa sorteará carta de crédito de R$ 100 mil para quem adquirir um consórcio imobiliário
Quem adquirir um Consórcio Imobiliário da Caixa Econômica Federal entre esta quinta-feira, 2 e 7 de junho, participará do sorteio de uma carta de crédito de R$ 100 mil. A ação, chamada \"Quem Planeja Tem Mais\", se estenderá aos clientes que participarem do Consórcio Imobiliário durante o Feirão da Casa Própria da Caixa.
Segundo o diretor da Caixa Consórcios, Maurício Maciel da Rocha, unir o consórcio ao evento \"é a oportunidade de mostrarmos a eles (consumidores) que o consórcio também é uma modalidade interessante para adquirir a casa própria\".
É possível comprar cartas de crédito de até R$ 700 mil, com prazo de até 200 meses. Mensalmente haverá sorteios, e a retirada do imóvel pode ser antecipada com lances. Publicado por: Extra -
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03/05/2013
Kit-cozinha com juros baixos a moradores do \'Minha casa\'
Beneficiários do programa podem receber até R$ 5 mil para equipar suas moradias
O governo federal estaria estudando a criação de uma linha de financiamento para que os beneficiários do programa de habitação popular \"Minha casa, minha vida\" possam comprar um kit-cozinha para equipar suas moradias. A informação teria sido confirmada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, ao \"Agora\". Segundo informações do jornal paulista, o conjunto seria composto por produtos como fogão, geladeira, micro-ondas e máquina de lavar e teria juros baixos. O limite para o crédito seria de R$ 5 mil.
De acordo com a publicação, o ministro não deu prazo para o início do projeto, mas a ideia do governo seria anunciar a medida em breve. Ainda de acordo com o \"Agora\", o objetivo era ter o pacote pronto para ser anunciado no feriado do Dia do Trabalho, o que não ocorreu. O Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e a Secretaria-Geral da Presidência, porém, não confirmaram as informações.
No início de abril, a presidente Dilma Rousseff solicitou que os imóveis da faixa 1 do programa, destinados a famílias com renda mensal de até R$ 1.600, fossem entregues com pisos em todos os cômodos. A especificação já estava prevista nos imóveis da fase 2, por meio de uma portaria sancionada em junho de 2011. Agora, a melhoria será estendida aos lares da fase 1 que foram entregues antes da alteração pedida pela presidente. Antes, somente as áreas molhadas - banheiro e cozinha - vinham com revestimento cerâmico. Os donos dos imóveis, que receberão visitas da Caixa, vão escolher entre três tipos de pisos: cerâmico, laminado de madeira ou manta vinílica. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
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03/05/2013
Variação do metro quadrado
Em um ano, alta do preço do imóvel anunciado chegou a 11,9% ante crescimento de 21,8% registrado no mesmo período encerrado em 2012
O Índice FipeZap, que acompanha o preço do metro quadrado anunciado, teve em abril alta de 1,1%, 0,2 pontos percentuais maior do que a variação registrada no mês passado. Apesar da tendência de acomodação no ritmo de alta dos preços, o estudo mostra uma queda acentuada ao comparar a alta nos últimos 12 meses, de 11,9%, ante crescimento de 21,8% no mesmo período encerrado em abril de 2012.
No Rio, a alta no mês foi de 1,2%, um ponto percentual a menos do que a de março. Já em 12 meses, o crescimento ficou em 14,4%, quase a metade da taxa que fora registrada na capital no mesmo período encerrado em 2012, quando ficou em 26,5%. No entanto, a variação permanece acima da alta nacional.
O preço médio do metro quadrado dos apartamentos prontos nas 16 regiões pesquisadas foi de R$ 6.682 em abril. Os imóveis localizados no Rio de Janeiro lideraram o ranking das cotações, com R$ 9.052. Em seguida, está o Distrito Federal, com cotação média de R$ 8.332. Em terceiro lugar, São Paulo, com R$ 7.118. A última posição no ranking de preços foi ocupada por Vila Velha, com R$ 3.508 por metro quadrado.
O Índice FipeZap é desenvolvido e calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos com base em anúncios de imóveis da internet. Publicado por: O Globo Online -
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02/05/2013
“A CONSTRUÇÃO CIVIL PISA NO FREIO. A JULIO BOGORICIN ACELERA VENDAS EM ABRIL.”
O mês de abril frustrou as expectativas do setor da construção civil ao refletir uma queda de vendas em função da desaceleração da economia.
Mas a Julio Bogoricin, na contramão do mercado, manteve seu crescimento sustentável, atingindo um recorde de vendas do mês de abril tanto a nível de unidades vendidas quanto de valor geral de vendas (VGV), e faturamento, caixa
As vendas de abril ultrapassaram em 15% a meta prevista para o mês e mostrou uma evolução de 30% em relação ao mês de abril de 2012.
Este resultado é explicado por alguns fatores que foram fundamentais para atingirmos estes números:
1. Investimentos em novas ferramentas tecnológicas: programas de gestão e controles ( CRM) e aplicativos web para área comercial
2. Continuidade dos nossos investimentos em propaganda e marketing
3. Ênfase nos treinamentos das equipes de vendas.
4. Foco das equipes de vendas no atendimento aos clientes.
5. Maior valoração do ticket médio de vendas.
6. Aumento na captação de imóveis.
A nossa expectativa de crescimento para este 1º. Semestre de 2013 é de aproximadamente 40% acima do 1º. Semestre de 2012.
Publicado por: Julio Bogoricin Imóveis -
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02/05/2013
Oferta de apês de dois e três quartos cresce este ano no Rio, respondendo agora por 73,7%
Mais procurados para locação do Rio, os apartamentos de dois e três quartos voltaram a ganhar mercado no primeiro trimestre deste ano. Entre os imóveis disponíveis para aluguel, 73,7% das ofertas correspondiam a esta tipologia, contra 70,8% dos três primeiros meses do ano passado, informa o Sindicato da Habitação, Secovi-Rio. Os de dois dormitórios correspondem a 39,8%, e os de três, a 33,9%.
Para o vice-presidente da entidade, Antonio Paulo Monnerat, o inquilino está mais preocupado com o tamanho do imóvel que com sua divisão. O que explicaria números tão parecidos entre imóveis das duas tipologias.
- No Rio, há muitos prédios antigos em que os apartamentos de dois quartos são mais amplos que muitos dos imóveis de três quartos disponíveis hoje. Em especial, em bairros como Copacabana, Flamengo e Tijuca, que têm ocupações mais antigas - diz Monnerat. - Então, às vezes, pode ser mais interessante alugar um dois quartos amplo que um três quartos compacto.
E os números comprovam isso. A média do tamanho dos imóveis de dois quartos ofertados em Copacabana, segundo o Secovi-Rio, é de 89 metros quadrados. Bem superior, ao tamanho médio dos lançamentos de mesmo tipo feitos em 2012: 58,52 m² e até dos imóveis de três quartos, 86,24 m² (dados da Ademi-RJ).
Claro que fatores como o preço e o tamanho das famílias também entram nessa equação. Para Edison Parente, vice-presidente comercial da Renascença Imobiliária, os imóveis de dois quartos são mais versáteis e, por isso, acabam sendo mais procurados até mesmo que os de três quartos:
- Eles acomodam tanto pessoas que moram sozinhas como famílias de até dois e três filhos.
Enquanto isso, aqueles que procuram por imóveis de apenas um quarto continuam com dificuldades. Nesse primeiro trimestre de 2013, eles respondiam por apenas 12,8% das ofertas. Ainda menor que no mesmo período do ano passado, quando eram 13,1% dos imóveis anunciados.
- Esses imóveis praticamente não existem no mercado carioca. Então, a demanda é sempre muito alta - ressalta Monnerat.
Já os imóveis de quatro quartos correspondem a 13,3% dos ofertados nesse primeiro trimestre. Publicado por: O Globo Online - Morar Bem
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02/05/2013
Píer em E: \'Se é para fazer, vamos fazer bem feito\'
Sócio da Blac, arquiteto conta que tem batido de porta em porta com o projeto de um Píer em E para substituir o desenho em Y proposto pela Companhia Docas. Os estudos para mudar a cara do Porto foram feitos com a Alonso Balaguer, filial de um grande escritório catalão.
O GLOBO - Apesar das críticas, o projeto do Píer em Y não foi rejeitado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Quais são suas objeções à proposta?
Alonso Balaguer - Nós estivemos no Iphan há cerca de 15, 20 dias, e o que nos falaram é que eles tinham sido chamados a emitir um parecer, e a participar de um debate público sobre o Píer em Y. Colocaram que, por conta da área de abrangência do bem tombado, não estaria na esfera deles dar uma posição positiva ou negativa. Emitiram um relatório com vários pontos negativos sobre o Píer em Y, que era muito próximo do museu (do Amanhã), do mosteiro (de São Bento), que não promovia a vida naquele local, que não somava nada. Eu vi (o parecer) em Brasília. O que o Iphan disse é que ele (o píer) está fora da área de influência do bem tombado e, por isso, não poderia ter um parecer oficial dizendo que não pode ser feito. Mas gerava impactos negativos, de congestionamento, de
complicação de cruzamento, de uso não nobre dos galpões em frente à orla.
O GLOBO - Como o projeto do Píer em Y prejudica a paisagem?
O braço perpendicular do Y está afastado 500 metros do Museu do Amanhã, mas o Y chega a ficar a 280 metros. De alguns pontos, o navio encobre o museu na chegada à cidade ou se a pessoa está olhando de alguns pontos da orla. O nosso fica a 600 metros. O nosso projeto afasta, cria uma marina e, de qualquer local, você tem uma boa visibilidade.
O GLOBO - Por que vocês resolveram desenhar um projeto como alternativa?
A Blac e a Balaguer estavam envolvidas num projeto grande na região portuária. Não estamos construindo 2015, 2016, estamos pensando na cidade de 2030, 2040, 2050. Uma infraestrutura desse porte e com esse impacto não é assim: \"ah, a gente faz e, se não der certo, tira de lá\". Os estudos que fizemos mostravam que existiam outras localizações, e a gente percebeu que valia a pena. É óbvio que algum impacto tem. Mas como minimizar este impacto, como qualificar a chegada desses cruzeiristas na cidade? Hoje é um caos.
O GLOBO - Quais as vantagens do Píer em E?
Principalmente, a localização. A chegada dos cruzeiristas fica bem na quina do Porto, numa praça, e um terminal novo de passageiros elevado deixa toda a passagem de público na orla livre. É uma estação com pilotis, escadas rolantes, etc. Toda a parte de ônibus, VLT, também é organizada. Procuramos organizar a bagunça.
O GLOBO - O pier em E tem a mesma capacidade de atracação do píer em Y?
Igual. Seis navios e com uma condição de atracação muito mais fácil.
O GLOBO - Se o Píer em E é melhor, por que não foi adotado por Docas?
É uma pergunta que a gente também se faz. Pela colocação deles, as dragagens para o Píer em Y são mais baratas. Esse é o único argumento. Mas é uma infraestrutura essencial para o futuro. Queremos uma cidade contemporânea, que atraia investimentos, que seja bem vista no exterior. Estamos falando de uma Zona Portuária que vai passar de 22 mil moradores para 100 mil, que tem um investimento em infraestrutura de 4 bilhões de reais, um potencial imobiliário de R$40 bilhões a R$ 50 bilhões, se não for de R$ 60 bilhões. Se é para fazer, vamos fazer bem feito.
Publicado por: O Globo - Carla Rocha
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01/05/2013
Mutuários do \'Minha Casa\' terão juro menor para móveis e eletrodomésticos
Os beneficiários do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida vão ganhar em breve uma nova linha de crédito com juros mais baixos para financiar a compra de móveis e eletrodomésticos. Hoje, esses mutuários já contam com uma linha da Caixa Econômica Federal com taxas entre 0,9% e 1,5% ao mês, que variam de acordo com a renda da família. A ideia agora é reduzir os juros para 0,4% ao mês.
Nos dois casos, o prazo de pagamento é de 60 meses. O limite de financiamento, que é de R$ 10.000 na modalidade já existente, deve ficar em R$ 5.000 na linha que será parcialmente subsidiada pelo Tesouro Nacional, segundo fontes do governo que participam das discussões.
Ainda é necessário definir se o benefício será aplicado da mesma maneira a todas as faixas do programa, dividido em famílias com renda de até R$ 1.600, até R$ 3.275 e até R$ 5.000. A linha deve ser oferecida ainda pelo Banco do Brasil, que também participa do Minha Casa, Minha Vida.
No mês passado, o governo havia ampliado o programa habitacional, ao anunciar que os imóveis construídos na primeira fase do programa terão a instalação de três tipos de piso, de acordo com a escolha do beneficiário, bancada pelo governo federal. Nesses imóveis, apenas banheiro e cozinha vinham com piso cerâmico instalado. O revestimento será colocado agora nas áreas internas das unidades e nas áreas comuns dos edifícios. Imóveis da fase dois do programa já possuem piso em todos os cômodos, inclusive nas áreas comuns.
A Caixa começou a visitar os 325.458 imóveis já entregues para elaborar a lista das famílias interessadas em colocar o piso. Nos 78.670 imóveis em processo de construção, os contratos estão sendo aditados para trocar as especificações para piso cerâmico em todos os cômodos. O custo estimado é de R$ 1.000 a R$ 2.000 por unidade e será bancado pelo Tesouro.
A presidente Dilma Rousseff afirmou no mês passado que o programa habitacional é \"como se fosse o centro da política social do governo\", em torno do qual estão, por exemplo, o Bolsa Família e a política de creches.
Além de ampliar o programa, o governo federal também fez recentemente um acordo com as construtoras para monitorar problemas nos imóveis já entregues, após uma série de reclamações do mutuários sobre a qualidade dos empreendimentos. Publicado por: O Estado de São Paulo -
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01/05/2013
Telhados na onda verde
Conhecida por suas iniciativas pioneiras em mobilidade urbana e qualidade de vida, Curitiba pretende se tornar uma cidade ainda mais sustentável. Para isso, a Câmara dos Vereadores da capital paranaense pretende obrigar a instalação de telhados verdes como condição para concessão do Habite-se para novos edifícios. Hoje, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo também estudam medidas semelhantes. O telhado verde possui diversas vantagens: ajuda a reduzir a temperatura média das cidades e funciona como retentor de água da chuva, minimizando os riscos de alagamentos.
Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
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30/04/2013
Caixa prevê R$ 126 bi em crédito imobiliário neste ano
A Caixa espera atingir em torno de R$ 126 bilhões em crédito imobiliário neste ano. \"Projetamos R$ 126 bilhões. Pode ser maior, mas nossa projeção é conservadora\", afirmou a jornalistas nesta segunda-feira, 29, José Urbano Duarte, vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa. Segundo ele, o volume representa uma alta de 20% a 25% em relação a 2012.
Até o último dia 20, a Caixa assinou 409 mil contratos neste ano, o equivalente a R$ 36,1 bilhões em financiamentos, avanço de 39% sobre o mesmo período do ano passado, quando havia contratado R$ 25,9 bilhões. Os imóveis novos responderam por 66% dos financiamentos.
A Caixa anunciou também que o Feirão de Imóveis, que acontece a partir da sexta-feira, 3, e segue até 16 de junho, deve ter aumento de 20% a 25% nos negócios em relação a 2012, quando o evento movimentou R$ 12,2 bilhões.
A nona edição do Feirão da Casa Própria passará por 13 cidades, começando por São Paulo e Fortaleza entre a próxima sexta-feira, 3, e domingo, 5. Em seguida virão Brasília, Uberlândia (MG), Curitiba, Salvador e Rio de Janeiro, entre 17 e 19 de maio; Florianópolis, Porto Alegre e Belo Horizonte, de 24 a 26 de maio; e Belém, Recife e Campinas, de 14 a 16 de junho.
No feirão, o comprador pode pagar a primeira parcela do financiamento só em janeiro de 2014. A condição é válida para crédito com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), concedido em negócios fechados no evento ou em uma das agências do banco.
\"Pode optar por pagar em junho, julho, agosto, quando quiser, até janeiro. Isso ajuda o comprador, que tem gastos de mudança e outras despesas nessa hora\", afirmou o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa.
Participam desta edição do feirão mais de 1.400 construtoras. Segundo a Caixa, mais de 400 mil imóveis devem ser oferecidos nos quatro finais de semana. De acordo com o executivo, o número de visitantes neste ano deve ser semelhante ao de 2012, quando foram registradas 400 mil pessoas.
As taxas de juros para aquisição de imóveis variam de 4,5% a 7,1% ao ano para imóveis de até R$ 190 mil dentro FGTS; de 7,7% a 8,8%, até 500 mil dentro do SBPE; e de 8,3% a 9,4% acima de R$ 500 mil. Publicado por: Exame online -
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30/04/2013
Boas ideias
Botafogo é a região da cidade onde a criatividade detém o maior peso no mercado de trabalho: 5,2% de todos os postos formais do bairro, percentual bastante superior à média da capital, de 2,8%. São 8,4 mil profissionais distribuídos, principalmente, nos segmentos de Arquitetura & Engenharia (31%) e Publicidade (23%). Além disso, por concentrar grande parte das produtoras culturais, a região responde por 14% de todo o segmento de Artes carioca, atrás apenas do Centro (18%). Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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30/04/2013
Feirão da Caixa vai oferecer crédito para começar a pagar em janeiro de 2014
A Caixa Econômica Federal anunciou, ontem, que só cobrará a primeira prestação dos financiamentos imobiliários contratados durante o 9 Feirão da Casa Própria em janeiro de 2014. A condição valerá apenas para empréstimos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O evento no Rio será entre os dias 17 e 19 de maio, no Pavilhão 4 do Riocentro.
Segundo a Caixa, o feirão contará com mais de 8.400 parceiros em todo o país. Serão mais de 1.400 construtoras e mais de 1.840 correspondentes do banco e imobiliárias. A edição deste ano acontecerá em 13 capitais e começará por São Paulo e Fortaleza, nos dias 3, 4 e 5 de maio. Em Niterói, o Feirão da Casa Própria ocorrerá em 25 e 26 de maio, no Clube Canto do Rio. Estima-se que o número de imóveis oferecidos neste ano superará 400 mil em todo o Brasil.
Documentos necessários
Os interessados em solicitar o crédito durante o evento devem levar um documento de identidade, CPF e comprovante de renda. É possível obter informações nas agências da Caixa e pelo Serviço de Atendimento ao Cliente, pelo 0800-726-0101. O contato está disponível 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana. Quem quiser pode fazer simulações do crédito imobiliário no site www.caixa.gov.br.
O prazo do financiamento é de até 35 anos. As taxas de juros variam conforme as condições de renda e valor do imóvel, mas começam em 4,5% ao ano. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
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30/04/2013
Marechal preservado
Sai hoje no DO: Eduardo Paes cria uma Área de Proteção ao Ambiente Cultural (Apac) em Marechal Hermes, bairro da zona norte que festeja cem anos amanhã. Serão 48 hectares.
É o primeiro bairro operário do país e o terceiro planejado. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
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30/04/2013
Prestação da casa só em 2014
Quem comprar um imóvel na 9ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria no Rio só vai começar a pagar as prestações do financiamento a partir de janeiro de 2014. Esta é uma das principais novidades do evento deste ano, que acontece entre os dias 17 a 19 de maio, no Riocentro. Os interessados em sair do aluguel ou investir em imóveis vão contar ainda com descontos de até 20% concedidos por algumas construtoras, juros a partir de 4,5% ao ano, mais Taxa Referencial (TR) e prazo que chega a 35 anos para o pagamento. O crédito será aprovado na hora pela Caixa durante os três dias do feirão.
O 9º Feirão da Caixa Econômica será no Riocentro de 17 a 19 de maio | Foto: Divulgação
O calendário dos eventos foi divulgado ontem. Eles vão ocorrer de 3 de maio a 16 de junho, em 13 grandes capitais do país. São Paulo e Fortaleza serão os primeiros estados a receber o feirão, com milhares de ofertas de imóveis novos, na planta e usados para todas as faixas de renda familiar.
FOLGA NO ORÇAMENTO
Segundo o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, além da tradicional oferta de imóveis, a possibilidade de começar a pagar o empréstimo habitacional em janeiro do ano que vem dará aos clientes a oportunidade de eles terem uma folga no orçamento. De acordo com a Caixa, a nova condição de pagamento vale para financiamentos com recursos do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) concedidos no feirão ou em uma das agências do banco.
No Rio, construtoras como Brookfield, Celta, Cury, João Fortes Engenharia, MDL Realty, Mega 18, PDG e Rossi, entre outras vão participar do feirão. A imobiliária Fernandez Mera também estará presente. A João Fortes vai conceder até 20% de desconto nos 600 imóveis que estarão disponíveis por meio da House Vendas, empresa de intermediação de imóveis da própria construtora. Há oportunidades em bairros como Bangu, Campo Grande, Taquara e Vila Valqueire.
Aluguel sobe 7,3% em abril
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) - principal indicador para corrigir contratos de locação de imóveis - recuou em abril e acumulou alta de 7,3% nos últimos 12 meses, informou ontem a Fundação Getulio Vargas.
Neste mês, o índice teve variação de 0,15%, contra 0,21% em março. Em abril de 2012, teve alta de 0,85%. De janeiro a abril deste ano, a variação foi de 0,98%.Quem paga R$1 mil de aluguel passará a pagar R$ 1.073, após o vencimento do contrato atual de 12 meses. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
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30/04/2013
Sai licença ambiental de campo de golfe olímpico
O campo de golfe olímpico, na Barra da Tijuca, recebeu sinal verde da Secretaria municipal de Meio Ambiente. Foi publicada na segunda-feira, no Diário Oficial, a concessão da licença de instalação (LI) à Fiori Empreendimentos Imobiliários Ltda. A validade da licença vai até 19 de abril de 2017. As mudanças dos parâmetros urbanísticos do trecho - que integrava uma Zona de Preservação da Vida Silvestre (ZPVS) da Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi - causaram polêmica. A possibilidade de construção foi aprovada na Câmara dos Vereadores.
Com investimento estimado em R$ 60 milhões, o campo de golfe será erguido com recursos privados numa área de 1,2 milhão de metros quadrados entre a Avenida das Américas e a Lagoa de Marapendi. O terreno, particular, é alvo de disputa judicial. De acordo com a licença, o projeto deve avaliar a possibilidade de adoção de telhados verdes, tecnologias de redução do consumo energético, além de fontes de energia alternativa. O canteiro de obras deverá ser construído em área sem vegetação e dotado de infraestrutura de esgoto, água e coleta de lixo.
Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016, disse que todas as licenças já foram concedidas e acrescentou que não haverá atrasos de cronograma.
O vereador Eliomar Coelho, líder do PSOL na Câmara, criticou a concessão da licença:
- É mais um dos sucessivos absurdos que envolvem esse projeto. A prefeitura recebeu o terreno em doação nos anos 1970 com a condição expressa de manter uma área de preservação ambiental. Uma restinga com manguezal e um gramado estéril são a mesma coisa Publicado por: O Globo - Emanuel Alencar
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30/04/2013
Píer em E integra mar a mudanças urbanísticas no Rio
Uma grande área marítima integrada à Zona Portuária, que passa por uma revitalização, e sirva de ponto de convivência para os novos moradores que o bairro deverá atrair nos próximos anos. A proposta é a alma do projeto do píer em E apresentado como alternativa ao píer em Y da Companhia Docas, muito criticado pelos impactos à paisagem. O projeto do píer em E prevê a construção de três atracadouros perpendiculares para seis navios e um terminal de passageiros elevado, que liberaria espaço do entorno para a criação de um longo e contínuo boulevard, da Praça Quinze à Avenida Francisco Bicalho. Outro atrativo charmoso seria a criação de uma marina com capacidade para até 250 barcos de cerca de 30 pés.
odas as novidades do projeto, levado há cerca de 20 dias ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Brasília, foram detalhadas na segunda-feira, em debate no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). A apresentação do píer em E, acompanhada por imagens, foi feita pelo arquiteto João Pedro Backheuser, do escritório brasileiro Blac, que trabalhou em parceria com o espanhol Alonso-Riera-Balaguer. Backheuser garantiu que a obra não demandaria um prazo maior e ainda representaria uma solução mais coerente com as intervenções urbanísticas em curso na região do Porto.
- Um novo bairro está surgindo numa região histórica que tem um potencial construtivo de seis milhões de metros quadrados, com uma expectativa de negócios da ordem de até R$ 50 bilhões. A população, hoje de 22 mil pessoas, deve chegar a 100 mil. Não estamos falando de uma solução para 2016 apenas, mas para o resto da vida da cidade - observou Backheuser.
Ganhos urbanísticos
O arquiteto disse que o projeto proposto por Docas não atende a todas as necessidades da região e ainda cria um impacto desnecessário na paisagem. O píer em Y, segundo ele, não se harmoniza com a orla e fica extremamente próximo de equipamentos tombados, como o Mosteiro de São Bento e o casario da Praça Mauá.
Uma das pontas do Y fica a menos de 300 metros do futuro Museu do Amanhã, que está sendo construído. Um navio atracado no local encobriria parte da paisagem. Além disso, o terminal de passageiros corta o boulevard, criando uma descontinuidade no passeio.
Já o píer em E, em vez de ficar entre os armazéns 2 e 3, se localizaria entre a metade do 3 e o 6. Também deixaria livre uma faixa de 120 metros entre a linha d\'água e os píeres. É nesse espaço que, além de dar um visual mais limpo à paisagem, poderia funcionar uma marina, mais um ponto de atração para o local. Com o terminal de passageiros elevado, o boulevard ficaria totalmente liberado. Uma área específica também foi pensada para embarque e desembarque do VLT, que passará por ali, e dos ônibus.
- Hoje, os turistas chegam e, normalmente, saem logo dali para Copacabana. Não queremos isso. Queremos que eles passeiem pelo boulevard, que se sentem para comer num restaurante, que apreciem a vista - afirmou o arquiteto.
O presidente do IAB-RJ, Sérgio Magalhães, considerou que a proposta preserva a paisagem.
- Depois, libera a linha da beira d\'água para o público. É uma resposta funcional muito inteligente - disse, acrescentando que, quanto a um possível aumento dos custos, devem-se considerar os ganhos urbanísticos. - A ponderação deve ser contraposta com as perdas que o píer em Y gera para a paisagem e para toda aquela frente marítima.
Também presente no debate, a presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia do Rio, deputada Aspásia Camargo, entrou com uma ação popular contra o píer em Y, que, segundo ela, afronta o Plano Diretor da cidade.
- Queremos frear esse desacato contra a paisagem da cidade.
A Companhia Docas não enviou representantes para o debate no IAB-RJ
Publicado por: O Globo - Carla Rocha
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30/04/2013
Falta de terreno é um entrave
A oferta de terrenos para a construção de empreendimentos é considerada a principal dificuldade das empresas que atuam no programa Minha Casa, Minha Vida, de acordo com pesquisa com 66 construtoras. O levantamento divulgado on¬tem foi feito pelo Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A pesquisa usa uma escala de zero a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 indicam mais dificuldade e abaixo de 50 pouca dificuldade. Dos 14 fatores abordados, 13 somaram mais de 50 pontos. A falta de terrenos atingiu 78,8 pontos. Entre as maiores dificuldades apontadas pelas construtoras estão os processos de aprovação junto a órgãos do governo do Estado (77,3 pontos), a contratação de mão de obra qualificada (75,3 pontos), legalização para entrega dos empreendimentos (73,5 pontos) e serviços de cartórios (73 pontos). O único item apontado como de pouca dificuldade foi a fiscalização das obras (42,7 pontos).
Segundo a sondagem, 38% dos empresários afirmam ter muita dificuldade de investir em processos produtivos. Outros 52% dizem ter um pouco de dificuldade, enquanto 11% descartam problemas. O principal gargalo para realizar os investimentos está na baixa oferta de trabalhadores especializados. Esse item atingiu 77,7 pontos. Em seguida, aparecem os custos de novos equipamentos e processos (74 pontos), burocracia de instituições financeiras (70,6 pontos), falta de escala para investimentos (66,4 pontos), incidência tributária na adoção de processos industrializados (66,4 pontos) e oferta de bens e serviços necessários (60,5 pontos).
Apesar da existência de gargalos para atuação no Minha Casa, Minha Vida, a maior parte das construtoras (53%) considerou as dificuldades similares às da construção de empreendimentos fora do programa. Já 42% dos empresários disseram que as dificuldades de atuar no Minha Casa são maiores que o usual, enquanto 5% acreditam que o programa oferece menos
empecilhos do que o usual.
O presidente do Sinduscon- SP, Sergio Watanabe, cobrou do governo a implementação de uma política habitacional permanente. O objetivo, diz, é transformar o Minha Casa em um programa definitivo, aumentando a visibilidade de empresários sobre o nível de demanda no setor e a perspectiva de investimentos.
O Sinduscon-SP defendeu a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 285, de 2008, a PEC da Habitação. A proposta determina a vinculação de recursos orçamentários da União, estados, Distrito Federal e municípios aos respectivos fundos de habitação de interesse social, garantindo um fluxo constante de recursos para os programas de moradia. Publicado por: Jornal do Commercio -
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29/04/2013
Condomínio-bairro oferece lazer e áreas verdes no Rio
Projetos de empreendimentos com lazer completo e muita área verde, além de segurança, têm se destacado na cidade do Rio. O modelo vem beneficiando todas as faixas de renda. Em alguns casos, é possível verificar o conceito de condomínio bairro.
Neste perfil, está o Rio Parque, da PDG, em Del Castilho, que terá apartamentos de dois e três quartos a partir de R$ 241 mil. A construtora oferece financiamento pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que permite jur os a baixo de 12% a o ano mais a Taxa Referencial (TR). Há ainda 60 unidades disponíveis no empreendimento.
ARMÁRIOS DE BRINDE
Outra opção é o empreendimento Evidence Quality Life, na Taquara. O condomínio será construído no Largo da Taquara e terá 224 apartamentos, com preços a partir de R$ 279 mil. A área de l azer abrangerá mais de 1 mil metros quadrados. Os 50 primeiros compradores serão contemplados com armários planejados para todo o
apartamento: quartos, cozinha e banheiros.
O complexo será dividido por três edifícios - Elegance, Prime e Supreme - t odos com unidades de dois e três quartos com suíte. O condomínio contará com segurança 24h e itens de lazer como piscinas adulto e infantil, deck molhado, churrasqueira, espaço zen, fitness, playground, brinquedoteca e lounges.
\"O Evidence é um condomínio exclusivo, com área de lazer completa, preço acessível e localização privilegiada, além do melhor custo benefício da região\", afirma Marcos Saceanu, diretor-executivo da PDG no Rio. Publicado por: O Dia -
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29/04/2013
Carteiras imobiliárias vão a 7,1% do PIB
O crédito imobiliário já teve seus dias de patinho feio entre os bancos. Com spreads mais apertados, a linha estava longe de ser prioridade para as grandes instituições financeiras. Mas, como na fábula, acabou por se transfigurar em cisne e hoje passou ao topo da agenda dos maiores bancos.
Prova disso foi a significativa evolução do saldo de crédito imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desde o ano passado. Em março de 2012, os empréstimos imobiliários representavam 5,7% do PIB. Um ano depois, essa fatia era de 7,1%. No mesmo período, o crédito como um todo passou de 49,3% para 53,9% do PIB.
Os financiamentos imobiliários, considerando as operações de pessoas físicas e jurídicas, cresceram 2,6% em março deste ano, na comparação com mês anterior, e 32,9% no acumulado em 12 meses, alcançando saldo de R$ 318 bilhões. Na mesma comparação, o estoque total de operações de crédito avançou 1,8% em março, na comparação mensal, e 16,7% no acumulado 12 meses.
De um ano para cá, o crédito imobiliário virou peça-chave na estratégia dos grandes bancos. A Caixa Econômica Federal, tradicional líder do segmento, passou a enfrentar competição mais acirrada de outra instituição estatal, o Banco do Brasil, novato na modalidade. Os privados também entraram firmes na briga, acompanhando integralmente as reduções de taxas de juros para esses empréstimos feitas pelos bancos públicos.
Tanto que, diferentemente do crédito como um todo, os bancos privados conseguiram reconquistar uma parte do mercado perdida para os bancos públicos no ano passado. Dados levantados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), obtidos com exclusividade pelo Valor, mostram que em fevereiro Caixa e BB foram responsáveis por 66% do financiamento imobiliário originados com recursos da poupança. É muito, mas já foi mais. Em meados do ano passado, a fatia dos públicos chegou a marcar 71%.
Na divulgação de seu resultado do primeiro trimestre, na última segunda, o Bradesco reforçou que o crédito imobiliário deve manter \"bom crescimento\" no ano. No acumulado de 12 meses, o financiamento imobiliário foi a carteira pessoa física que mais cresceu no banco, com avanço de 33,1%, para R$ 10,6 bilhões. Na carteira de crédito imobiliário à pessoa jurídica do Bradesco, que somou R$ 13,3 bilhões em março, o avanço foi de 32,1% em 12 meses.
No Santander, que apresentou seus números na quinta-feira, o financiamento imobiliário também representou o principal avanço na pessoa física no primeiro trimestre. A carteira de empréstimos para compra de imóveis do banco somou R$ 12,5 bilhões em março, avanço de 31,2%. O estoque de financiamento imobiliário à pessoa jurídica subiu 19,9%, para R$ 7,8 bilhões
Publicado por: Valor Econômico -
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28/04/2013
Feirão da Casa Própria
A Caixa promoverá o Feirão da Casa Própria no Rio entre os dias 17 e 19 de maio. O evento reunirá construtoras e imobiliárias no Pavilhão 4 do Riocentro, maior do que o Pavilhão 2, usado em 2012. Publicado por: Extra -
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28/04/2013
Ampliando os espaços da casa
Um dos mais comentados ambientes d o último Casa Cor, o Loft + Rio, do arquiteto Nando Gra bowsky ganhou o Concurso \"Casa Premium leva você a Milão\" Realizada anualmente pelo CasaShopping, a premiação elege os cinco melhores projetos enviados pelos 20 profissionais de decoração com maior pontuação no seu programa de relacionamento.
Além do loft de Grabowsky, que chamou atenção pelo aproveitamento do espaço, foram premiados ainda os arquitetos Cristina Côrtes, pelo uso de cores vibrantes em um espaço corporativo; Paola Ribeiro, pela renovação da área de lazer de uma casa; Leonardo Pascual, pela amplitude dada a uma sala; e Margareth Villela pela atualização do anexo de uma casa.
DOIS AMBIENTES, UMA S0LUÇÃ0
Em comum, os projetos apresentam soluções diferentes para seus espaços. Grabowsky conseguiu mostrar que é possível morar bem num apartamento pequeno. Afinal, bastaram 65 metros quadrados para integrar salas de estar, TV e jantar, além de cozinha, quarto e área de estudo. Tirando proveito da ar¬quitetura original do casarão dos anos 1920, o arquiteto deixou aparentes as paredes de tijolos e o teto de madeira, que dão ar mais descolado ao ambiente, mas escolheu peças que garantiram a sofisticação da decoração além de criar marcenaria com armários generosos e uma estante que tanto serve à cozinha, como às salas.
Já Leonardo Pascual precisava dar amplitude a um apartamento com pé-direito de apenas 2,30 metros. A solução foi botar abaixo todas as paredes e integrar estar, jantar e TV. Um forro simulando uma claraboia foi criado para arejar o espaço. E o revestimento de madeira instalado na horizontal ajudou a alongar o ambiente. Publicado por: O Globo -
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28/04/2013
Imóveis do \"Minha casa\' serão entregues hoje
O Residencial Vivendas Recanto da Natureza, do programa \"Minha casa, minha vida\", em Campo Grande, será entregue pela Caixa hoje. Os imóveis são destinados a famílias com renda de até R$ 1.600. Publicado por: Extra -
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28/04/2013
Niterói receberá minifeirão nos dias 25 e 26 de maio
Em Niterói, o minifeirão da Casa Própria ocorrerá nos dias 25 e 26 de maio, no Clube Canto do Rio. A realização do evento na Baixada ainda não está certa, mas haverá oferta de imóveis no feirão do Rio. Publicado por: Extra -
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28/04/2013
Plano Lucio Costa: os descaminhos da ocupação da Barra
\"Durante muito tempo ainda, deixe-se a várzea tal como está, com o gado solto pastando. E só quando a urbanização da parte restante, da Barra à Sernambetiba, se adensar; quando a infraestrutura, organizada nas bases civilizadas e generosas que se impõem, existir, e a força viva da expansão o impuser, aí então, sim, terá chegado o momento de implantar o novo centro que, parceladamente embora, já deverá nascer na sua escala definitiva\".
O momento vislumbrado pelo arquiteto e urbanista Lucio Costa em 1969, época da criação do Plano Piloto para a Baixada de Jacarepaguá, começa a tomar forma. A área de quase cinco quilômetros quadrados - cerca de 10% da Barra -, destinada pelo autor para receber o Centro Metropolitano da Guanabara, virou um enorme canteiro de obras, onde sobem atualmente um shopping, um hotel e prédios comerciais. Passados 44 anos da aprovação da proposta do modernista para urbanizar a região, o lugar que ele queria ver como o novo Centro da cidade começa a entrar no mapa carioca com uma concepção diferente da que saiu da prancheta do urbanista, assim como ocorreu em grande parte da ocupação da Barra e arredores. E agora, embalado pela multiplicação de obras para os Jogos Olímpicos de 2016, esse Centro Metropolitano (res)suscita uma reflexão sobre o que foi desvirtuado do Plano Piloto.
Centro geográfico da Região Metropolitana do Rio, o terreno do Centro Metropolitano está nas mãos de grupos privados, que realizam projetos isolados. Mas, na cabeça de Lucio Costa, a área seria inteiramente desapropriada pela prefeitura e ocupada com edificações feitas num modelo similar ao de parcerias público-privadas.
- Ali, segundo Lucio Costa, seria o centro da cidade capaz de complementar o centro atual, que está, na verdade, numa ponta do Rio. Ele achava que a prefeitura colocaria ali sua sede ou um complemento de sua sede. Se você tivesse um novo downtown ali, não precisaria ir até o Centro trabalhar. Essa era uma base do plano - relembra o arquiteto e urbanista Hugo Hamann, que integrou o grupo de trabalho da Baixada de Jacarepaguá, responsável pela aplicação do plano, posteriormente transformado na Superintendência de Desenvolvimento da Barra da Tijuca (Sudebar).
Abrangendo uma área de 120 quilômetros quadrados - seis vezes maior que a Zona Sul -, o Plano Piloto partiu da existência de um grande eixo que cruzava a região e não poderia ser alterado: a rodovia BR-101, que virou a Avenida das Américas. A concepção de Lucio é que ela se mantivesse como uma via expressa, sem sinais de trânsito e cruzamentos. Para viabilizar os retornos de carros e a travessia de pedestres, ele previu passagens de nível, dispostas a cada quilômetro, que nunca saíram do papel. O intervalo seria o mesmo entre os conjuntos de torres residenciais, criando uma alternância de volumes arquitetônicos com as áreas ocupadas por casas.
Esse balanço se manteve razoavelmente ao longo do desenvolvimento da região, já que os gabaritos foram com frequência esticados pela pressão imobiliária. Um dos exemplos claros é a orla, que deveria ter apenas prédios de cinco andares para não bloquear a visão do mar - a exceção seriam hotéis nas extremidades da praia -, mas, com o tempo, ganhou vários edifícios altos.
Para Hamann, um dos maiores ataques ao plano veio com a instalação da Cidade da Música (hoje Cidade das Artes), no cruzamento entre a Avenida das Américas e a Avenida Ayrton Senna, onde Lucio Costa previa um trevo rodoviário para conectar e distribuir o fluxo que viria da Linha Amarela quando ela ficasse pronta. Medidas como a construção de um mergulhão (já pronto) no local são vistas por ele como paliativas.
Não há dúvida de que tanto o conceito quanto parte do desenho originalmente traçados por Lucio Costa para a região foram se perdendo ao longo dessas quatro décadas. Uma mudança de rumos que levou o próprio autor do projeto a abandonar a Sudebar em 1981 e a declarar em entrevistas frases como: \"Nem tenho lembrança de ter sido criador desse projeto\". Seguiu-se uma polêmica que levou a Câmara Municipal do Rio a constituir, em 1984, uma comissão especial de inquérito que concluiu ter havido deformações no plano.
- O conceito do Centro Metropolitano da Guanabara, que era para ser sede do governo, já se perdeu. E as terras são privadas (parte da Carvalho Hosken, parte da Teruskin e parte da CEF, em litígio). A Barra vem sendo ocupada em camadas, a partir da praia. Essa região foi ficando para depois porque é baixada, tem solo mais complicado. Mas chegou o momento dela, que pode ter aproveitamento misto - diz o arquiteto Edmundo Musa, que participou com o irmão, Edson, da equipe que projetou o Nova Ipanema e o Novo Leblon, entre os primeiros condomínios do bairro, e hoje trabalha em projetos como o do Hotel Hyatt, também na Barra.
Para Musa, no entanto, muito do plano foi respeitado:
- A Barra era um pouco idealizada por Lucio Costa. Mas noto que muita coisa deu certo. O plano inicial era muito sem detalhamento. Em uma folha de papel estava projetado todo o sistema viário do bairro. Depois, o professor Lucio Costa passou a publicar resoluções em folhas de mimeógrafo. O primeiro compêndio delas é o decreto 324. Só que o tempo solicitou, por exemplo, as ligações transversais. A Barra é carente delas. O progresso trouxe as estações de BRT na Avenida das Américas. Quem ia imaginar isso?
Ironicamente, de tempos em tempos, empreendimento imobiliários são lançados com o apelo de marketing do purismo evocado pelo Plano Lucio Costa.
- O que se observa é que empreendimentos retomam a bandeira do Plano Piloto, pelo que ele vende como valor. Como uma chancela de qualidade. Eu creio que não é mais possível falar em Plano Piloto, porque tamanhas foram as alterações, e elas acontecem há tanto tempo, que na realidade é muito difícil dizer que algo hoje corresponde rigorosamente às diretrizes do plano - opina o arquiteto Gerônimo Leitão, autor do livro \"A construção do eldorado urbano: o Plano Piloto da Barra da Tijuca e da Baixada de Jacarepaguá, 1970/1988\".
O crescimento do bairro, segundo a prefeitura, levou a administração municipal a fazer o que considerava serem adequações. Entre os novos projetos, a Secretaria municipal de Obras cita a implantação do sistema BRT. Ainda segundo o órgão, um outro mergulhão será construído pela iniciativa privada em frente ao BarraShopping. Já na altura da Avenida Salvador Allende, foi construído um viaduto para melhorar a circulação. A prefeitura lembra, ainda, que algumas passagens de pedestres foram construídas na Avenida das Américas.
A Barra, que hoje é considerada a Miami do Rio, chegou a ser chamada de \"Sertão carioca\" pelo Correio da Manhã, em 1932. Lá, em 1959, avistou-se pela última vez uma onça-pintada em liberdade na cidade. Dezenove anos antes, a então fazenda de restinga de uma estrada de ferro inglesa não tinha mais do que cem moradores, além de jacarés e cobras. Só a partir dos anos 70, a região se tornou alternativa de moradia. O boom do bairro veio na década de 80. Segundo dados preliminares do Censo de 1980, entre 1970 e 1980, quando a população da cidade do Rio cresceu 21%, a da Barra aumentou 65% (de 31.057 para 51.299). Em 2000, de acordo com os mais recentes dados do IBGE disponíveis, o número de habitantes da Região Administrativa da Barra (que abrange, além da Barra da Tijuca, Camorim, Grumari, Itanhangá, Joá, Recreio dos Bandeirantes,Vargem Grande e Vargem Pequena) chegava a 174.353. Com isso, enquanto em meados dos anos 70 o número de carros que cruzavam diariamente a Avenida das Américas era de cerca de 19 mil (40 mil aos domingos), hoje passa de 135 mil.
- A expectativa da Copa do Mundo, das Olimpíadas, as obras viárias... Tudo isso fez a Barra voltar ao palco da expansão e da atração imobiliária, muito ligadas ao progresso. O bairro é grande, ainda tem muita coisa para acontecer lá. Até pouco tempo atrás, a Barra ia até o Carrefour. O resto era Recreio. A Benvindo de Novaes era Recreio. O autódromo, que era na Baixada de Jacarepaguá, agora é na Barra da Tijuca - avalia Rubem Vasconcellos, presidente da Patrimóvel. - É um bairro de coração grande. Ainda vai morar muita gente lá. Você compra um apartamento de cem metros quadrados na Zona Sul pelo preço que compraria um de 350 metros quadrados na Barra.
Centro Metropolitano
A área de quase 5 km² foi delimitada por Lucio Costa na forma de um octógono, cortado por dois grandes eixos viários e vias menores de circulação. Tanto esse desenho quanto os gabaritos estabelecidos por ele estão sendo respeitados, mas outros pontos devem se perder, como a criação de \"plataformas interligadas por passarelas, para uso exclusivo dos pedestres, com terraços de estar e cafés\". Ele também vislumbrou que o Centro estaria integrado ao metrô e teria uma ligação por monotrilho com a Cidade Universitária e o Aeroporto Internacional.
Vias secundárias
De pelo menos 11 vias previstas, quatro não saíram do papel e duas foram parcialmente feitas (as vias 2 e 4, chamadas pelo arquiteto, de vias parque). Elas seriam contínuas e permitiriam o acesso aos conjuntos residenciais evitando a Avenida das Américas. A parte existente da via 2 é a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, que deveria seguir até a Avenida Salvador Allende. O projeto do novo campo de golfe, no entanto, fica bem no caminho.
Plano paralelo
Para a área entre a Estrada dos Bandeirantes e o Canal do Urubu foram idealizadas residências para famílias com rendimento de três a sete salários mínimos. Segundo o arquiteto Gerônimo Leitão, dizia-se que o modelo criado para a Barra era excludente, e a ideia era que os empreendimentos populares fossem construídos com linhas de crédito do Banco Nacional de Habitação (BNH). O projeto do próprio Lucio Costa, que nunca foi adiante, era uma versão simplificada das superquadras de Brasília.
Gabarito
No plano piloto, o gabarito na Praia da Barra era de cinco andares. Apenas as extremidades da orla poderiam ser ocupadas por hoteis de gabarito maior. Os prédios em geral se tornariam mais altos em direção ao interior da região para não bloquear a visão do mar. Já fora da praia, foi idealizado e, em grande parte, concretizado o intervalo de um quilômetro entre núcleos de torres, alternados com áreas de casas, no eixo da Avenida das Américas. Algumas áreas, como a praia, no entanto, tiveram seus gabaritos deturpados com o tempo. Um dos fatores foi a pressão das construtoras. Em 1981, um decreto municipal alterou o gabarito e criou novas regras de parcelamento.
Avenida Ayrton Senna
Na Via 11, a atual Ayrton Senna, o plano previa uma arborização especial, a ser criada por Burle Marx. Entre a Avenida das Américas e o futuro Centro Metropolitano, seriam plantadas fileiras de palmeiras imperiais. Hoje, não há palmeiras e, no cruzamento com a Américas, foi erguida a polêmica Cidade da Artes. A construção inviabilizou o trevo rodoviário que Lucio Costa pretendia ter ali para conectar e distribuir o fluxo vindo da Linha Amarela, quando ela ficasse pronta.
Golfe
O plano previa reservar lugar para a \"localização futura de um novo estádio, de novo prado, de nova hípica, de novos campos de golfe, e para instalação dos clubes que fatalmente surgirão\". O ponto escolhido para o campo de golfe fica num terreno da empresa Carvalho Hosken, até hoje desocupado, mas destinado a um empreendimento imobiliário já aprovado pela prefeitura, segundo a construtora. Se o campo de golfe tivesse sido criado ali, provavelmente o Rio não estaria às voltas com a polêmica em torno do campo para os Jogos Olímpicos. Pela proposta da prefeitura, o empresário Pasquale Mauro cederá lotes para a construção do campo na Avenida das Américas, próximo à clínica Riomar, e, em troca, o município autorizará parâmetros urbanísticos mais liberais para outros terrenos do empresário na região.
Feira permanente dos estados
Também nunca foi adiante a criação de uma Feira Permanente dos Estados, que Lúcio Costa previa que ficasse na parte então desocupada da península do Autódromo de Jacarepaguá, onde agora será construído o Parque Olímpico dos Jogos de 2016. Segundo o plano, a região seria composta por uma \"sequência de hemiciclos murados de diâmetro e altura variáveis, caiados de branco e dispostos de acordo com a posição relativa que os estados ocupam no país\".
Península
A Península e a área de cerca de 1km2 que se estende dos fundos do shopping Via Parque em direção à Lagoa da Tijuca ganhariam projetos específicos orientados pela Sudebar. A primeira proposta para a Península, segundo o arquiteto Hugo Hamann, foi de autoria do arquiteto Sergio Bernardes: seriam 14 prédios circulares, com seis ou oito andares. O dono dos dois terrenos, Carlos Carvalho, conta que buscou na Justiça o direito de elevar o gabarito da Península invocando o princípio da isonomia, já que áreas próximas teriam direito a prédios mais altos. Depois de quase duas décadas de briga judicial, Carvalho conseguiu alterar os gabaritos: a Península tem hoje 109 prédios, de até 15 andares. Já o outro terreno, onde, segundo Carvalho, Lucio Costa previu o gabarito de cinco andares, começa a ser preparado para receber 80 edifícios de 12 pavimentos.
Ondas
O desenho de vias onduladas, cortadas por ruas oblíquas, deveria seguir até o Recreio, mas parou na Avenida Salvador Allende. Publicado por: O Globo - Design Rio
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28/04/2013
Lançamento em Icaraí
Julio Bogoricin Imóveis lançou o empreendimento residencial The Flower, da Fernandes Maciel, localizado na Avenida Roberto Silveira, 463, no Jardim Icaraí, Zona Sul da cidade. O prédio fica a três quarteirões do Campo de São Bento e vai contar com 14 andares de apartamentos e dois andares de cobertura, além das áreas de uso comum, que contarão com uma plataforma de elevação para deficientes físicos.
Os moradores poderão optar por imóveis de dois quartos, com área de 64,30 metros quadrados a 77,70 metros quadrados, sendo uma suíte, banheiro de empregada e uma vaga de garagem; apartamento de três quartos, com área de 89,30 metros quadrados a 94,30 metros quadrados, sendo uma suíte, banheiro de empregada e uma vaga de garagem; e coberturas lineares com dois quartos (uma suíte), com área que vai de 128 metros quadrados a 139,23 metros quadrados, com amplo terraço e duas vagas de garagem.
A área de lazer do empreendimento vai contar com espaço fitness e sauna, churrasqueira, spa e área de repouso, brinquedoteca, piscina para adulto e piscina infantil, espaço gourmet, salão de festas, playground e terraço coberto.
Aposta na proximidade de polo gastronômico- De acordo com a construtora Fernandes Maciel, responsável pelo empreendimento, entre os destaques do The Flower estão a proximidade ao polo gastronômico da Rua Nóbrega, que conta com restaurantes e bares variados; uma boa estrutura de serviços, grande oferta de comércio, escolas, bancos e academias; e o conforto de ir a pé para áreas de entretenimento e lazer, como o Campo de São Bento, a Praia de Icaraí e os teatros; além do polo de moda das ruas Moreira César e Tavares de Macedo. Publicado por: O Fluminense -
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26/04/2013
Portabilidade que não anda
Mesmo com a publicação da Lei 12.703, em agosto do ano passado, que facilitou a portabilidade da dívida do imóvel para novo banco ao reduzir custos cartoriais, mutuários enfrentam dificuldades para fazer a operação, prevista por lei. À espera de regulamentação, bancos \"travam\" o processo ou nem iniciam a operação.
Foi o que aconteceu com o analista de sistemas Vinicius Bragança, 36 anos. Ao encontrar taxas mais atrativas em ouro banco, que reduziria sua dívida total em R$ 40 mil e as prestações mensais do imóvel de R$ 1,5 mil para R$ 1,2 mil, recebeu como resposta que o banco não faz a portabilidade \"por enquanto\" para o banco gerador do crédito porque \"não consegue finalizar os processos\".
\"Estou no terceiro ano de financiamento e já consegui adiantar mais três anos no período. Acho que tenho o direito de portar a dívida\", afirma.
A regra, anunciada em conjunto com a nova lei da poupança, permite que averbação seja suficiente para mudar a garantia hipotecária ou alienação fiduciária do imóvel, o que barateia a operação ao dispensar novo registro do imóvel e outros custos cartoriais.
Segundo o especialista em crédito imobiliário, Marcelo Prata, a lei é complementada pelo Projeto de Lei de Conversão 4/2013, aprovado no Senado em 18 de abril e encaminhado à sanção. O objetivo é evitar práticas anticoncorrenciais.
O projeto obriga o credor a emitir documento atestando a validade da transferência. O novo credor da dívida deve enviar ao credor original a oferta apresentada ao mutuário, como taxa de juros, custo efetivo total, prazo, valor das prestações e sistema de pagamento usado. Em cinco dias úteis, o mutuário pode desistir da transferência ao aceitar oferta do credor original.
Problemas são reconhecidos
As instituições financeiras, por meio da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), admitem que há entraves nas operações. Em nota, a associação declara que \"as características próprias das operações de crédito imobiliário tornam a portabilidade mais complexa que nas demais modalidades de crédito\".
Enquanto as novas regras não são aprovadas, a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, ressalta que o mutuário pode ter que arcar com todos os custos cartoriais da portabilidade. A saída é que os mutuários tentem renegociar os juros do financiamento com o banco gerador do crédito, antes de optar pela portabilidade.
Para Renata Reis, supervisora da área de assuntos financeiros e habitação do Procon-SP, mesmo sem a regulamentação da lei, a negativa pode se enquadrar como prática abusiva. Publicado por: O Dia - Marília Almeida
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25/04/2013
Bairro planejado atrai com promessa de valorização
O mercado costuma enxergar valor diferenciado em produtos sob medida, como roupas e móveis. E por que não um bairro inteiro? Embora a ideia não seja exatamente nova, projetos do gênero têm agradado incorporadoras e investidores - pelo menos por enquanto.
Uma nova onda de bairros planejados chega às metrópoles em um momento no qual o mercado imobiliário como um todo desacelera. Empreendimentos que reúnem infraestrutura projetada, como parques, vias de acesso e centros de lazer, além de condomínios residenciais, prédios comerciais, serviços, shoppings e até hotéis têm chamado a atenção de investidores em busca de renda ou ganhos com valorização.
Os mais recentes projetos vêm sendo comercializados com muita rapidez. A primeira fase do Jardim das Perdizes, empreendimento na capital paulista da incorporadora Tecnisa em parceria com a PDG, lançado em março com apartamentos de 159 m2 a 283 m2, teve 86% das unidades vendidas no primeiro fim de semana. \"Um dos maiores, o de 283 m2, foi o primeiro a ser vendido. Um cliente assinou o contrato no mesmo dia da visita\", afirma Mirella Parpinelle, diretora de atendimento da Lopes, única imobiliária que comercializa o empreendimento junto com as áreas de vendas das incorporadoras. \"E são unidades com \'ticket\' médio de R$ 1,5 milhão.\"
O Parque da Cidade, projetado pela Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), gerou também alto grau de interesse. Em menos de uma semana, todas as 615 unidades comerciais da primeira fase foram vendidas. O empreendimento lançado em setembro do ano passado no Brooklin, em São Paulo, reunirá torres comerciais, residenciais, shopping, hotel e um parque aberto ao público que integra todo o complexo.
Além do Parque da Cidade, a OR lançou mais quatro empreendimentos do gênero em Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia. O maior é a Reserva do Paiva, no Recife, implantado em uma área de 5,2 milhões de m2 e com 18 etapas a serem lançadas, uma a cada ano.
Na primeira fase, em 2009, foram vendidas 66 casas por valores entre R$ 1,5 milhão a R$ 4 milhões. O projeto prevê ainda a instalação de torres empresariais, shopping, um hotel e um resort, além de campo de golfe, marina, academia de tênis e de futebol. \"Cada etapa vai agregar um valor novo. Então o potencial de ganho é expressivo. Quanto antes se entra no projeto, maior o \'upside\', ou seja, a margem de valorização\", afirma Paulo Aridan Mingione, diretor regional da Odebrecht Realizações.
A mesma estratégia é empregada no Jardim das Perdizes. Segundo Fabio Villas Bôas, diretor executivo técnico da Tecnisa, na primeira fase, o m2 chegou a ser inferior ao de bairros adjacentes. Mas, a cada etapa, o preço pode subir de acordo com a demanda e o desenvolvimento do projeto e \"a tendência é a de superar a valorização média das áreas imediatamente vizinhas\".
Embora o potencial de valorização seja alto, os riscos de empreendimentos do gênero são justamente o de não haver demanda e de os preços caírem. \"Quanto antes o comprador entra, mais exposto à possibilidade de algo dar errado ele fica\", afirma Luiz Paulo Pompéia, da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).
Para o especialista, se houver alta excessiva dos preços, uma \"bolha\" localizada, por exemplo, há risco de prejuízo. \"Há projetos com mais de uma dezena de edifícios. Será que a incorporadora consegue ocupar todos os apartamentos com valores acima de um milhão de reais?\".
Na visão de Pompéia, outro risco é de a percepção de valor não se confirmar. \"No projeto, uma área de lazer pode parecer ótima, mas, dependendo do adensamento, pode estar subdimensionada. Além disso, a localização muitas vezes é vendida como diferencial e, na prática, acaba se revelando mais complicada.\"
Apesar dos riscos, os bairros sob medida lançados nos últimos anos alcançam até 94% de ganho sobre regiões próximas, de acordo com levantamento da Fipe/Zap (ver quadro). Mesmo o Jardim das Perdizes, em apenas dois meses, acumula uma diferença positiva de 14%, comparado ao m2 da vizinha Perdizes.
De olho no potencial dos projetos planejados, investidores têm marcado presença entre os primeiros compradores dos empreendimentos paulistanos. De acordo com a Lopes, 10% dos clientes adquiriram mais de uma unidade na primeira etapa do Jardim das Perdizes.
Já no Parque da Cidade, 45% dos compradores dos espaços comerciais declararam ter adquirido o imóvel para locação, segundo a Odebrecht. E outros 25% revelaram que o principal motivo para fechar o negócio foi a perspectiva de valorização.
Na avaliação do presidente da Zap Imóveis, Eduardo Schaeffer, o surgimento desses complexos, que juntam comércio, moradia e serviços, deve ganhar força nos próximos anos. \"É uma tendência. São propriedades naturalmente mais valorizadas. O consumidor enxerga vantagens na organização, na segurança e na conveniência de resolver a vida lá mesmo\", afirma.
Vicente Giffoni, presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea-RJ), acredita que bairros planejados podem se valorizar até 40% acima de empreendimentos convencionais. \"Esses \'lifestyles centers\', como são chamados no exterior, estão mais resguardados da deterioração urbana, porque os administradores têm domínio da qualidade da infraestrutura.\"
Um casal - um advogado e uma engenheira - que comprou um apartamento no Jardim das Perdizes, mas pediu para não ser identificado, conta que o parque de 50 mil m2 previsto para ser instalado no centro do novo bairro foi \"o principal motivo da escolha\". O advogado espera uma valorização de 20% quando a obra for entregue.
Um fator que reforça a demanda pelos bairros planejados é a escassez de terrenos nas metrópoles, pondera Pompéia, da Embraesp. \"Em São Paulo, esses projetos são muito difíceis de acontecer. Jardim das Perdizes e Parque da Cidade são áreas raras dentro da capital\", afirma.
Segundo Pompéia, empreendimentos do gênero exibem como atrativo \"uma urbanidade mais sensata\", como sistema viário planejado para atenuar o fluxo de carros e uma infraestrutura que traga mais conforto aos moradores. \"No bairro planejado, as pessoas sabem como a área vai ser no futuro. A previsibilidade se torna um fator importante para o cidadão decidir ir morar lá.\"
Projetos mais antigos são chamarizes
Projetos mais antigos de bairros planejados podem revelar indícios importantes sobre a evolução desses empreendimentos. Um dos argumentos usados por incorporadoras e corretores é a valorização acima da inflação. Dados da Lopes Inteligência de Mercado mostram, por exemplo, que, em São Paulo, projetos já amadurecidos superaram em até 32% o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) desde o lançamento.
Segundo o levantamento, o preço dos imóveis no Panamby, projetado pela Gafisa, subiu 20% além do INCC no período compreendido entre 1998, ano de lançamento, e 2013. Já o Colinas de São Francisco, da mesma incorporadora, teve ganho real de 19%, desde 1997. E o Praça Villa Lobos, do Grupo Espírito Santo, valorizou-se 32% acima do índice em nove anos.
Na visão de Fabio Villas Bôas, diretor da Tecnisa, a proposta de um bairro planejado é justamente a de criar o próprio valor. \"No caso do Jardim das Perdizes, compramos uma área bruta e criamos do zero uma atratividade que não existia.\"
Pioneira no desenvolvimento de bairros planejados, a companhia de urbanização Alphaville, criada em 1973, hoje tem um portfólio de mais de 40 empreendimentos espalhados pelo país. Marcelo Willer, diretor executivo do grupo, vê um momento de franca expansão do modelo. \"Vejo, pelo menos, as 70 maiores cidade do país com potencial para absorver projetos baseados no conceito de se resolver todas as necessidades dentro do empreendimento\", afirma.
Para Claudio Hermolin, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), os bairros planejados têm atratividade dupla para o mercado. \"Esses empreendimentos viraram uma opção para se revitalizar ou ocupar áreas urbanas que estavam paradas ou de alguma forma subaproveitadas\", afirma.
Hermolin cita como exemplo desse efeito benéfico o bairro Península, lançado pela companhia RJZ Cyrela em parceria com a Carvalho Hosken no Rio de Janeiro, há dez anos. \"O desenvolvimento da região gerou demanda por despoluição das lagoas no entorno\", diz. Para Rogério Zylberstajn, vice-presidente da RJZ Cyrela, \"bairros planejados, como o Península, não dependem do poder público para serem administrados. Por isso, as soluções são sempre rápidas e com foco na qualidade de vida\". Publicado por: Valor Econômico - Sérgio Tauhata
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25/04/2013
Recreio vai abrigar o complexo Vila da Mídia
O Recreio, bairro da Zona Oeste do Rio, continua atraindo construtoras e pessoas interessadas em morar ou investir na região. Este cenário positivo se deve às belas praias e às obras de melhorias em infraestrutura, como Transoeste, a ampliação da Avenida das Américas e o Túnel da Grota Funda. A região também já pode comemorar sua \"medalha olímpica\", pois também vai abrigar a Vila da Mídia, um complexo imobiliário para hospedar jornalistas internacionais durante a Olimpíada de 2016.
E este empreendimento, com tudo o que há de mais moderno em hospedagem, vai estar disponível para venda para o público em geral. O condomínio, batizado de Frames Vila da Mídia, será construído pela Calper e terá condições especiais de pagamento, com juros mais acessíveis pelo Banco do Brasil e prazo alongado de pagamento para os interessados.
Mas os benefícios para o compradores do Frames Vila da Mídia - que contará com 774 apartamentos e lazer completo - não param por aí. O empreendimento vai trazer uma série de vantagens aos seus compradores, como a possibilidade de aquisição do apartamento já mobiliado, com ar-condicionado split em todos os cômodos e tecnologia de ponta (fibra ótica). O lazer do projeto também promete contar com vários diferenciais.
Pronto em dezembro de 2015
O Frames tem previsão de ficar pronto em dezembro de 2015.0 empreendimento vai contar com apartamentos de dois e três quartos, divididos em um total de nove blocos.
O lazer terá mais de 20 opções de diversão como playground, sala de repouso e spa, espaço gourmet, piscina aquecida e complexo fit-ness, administrado pela Companhia Athletica.
O condomínio vai contar também com diversos itens sustentáveis como tomadas para recarga de carros e bicicletas elétricas, sensores de presença nas áreas comuns, lâmpadas de baixo consumo de energia, além de medidores individuais de água e gás. Publicado por: Meia Hora -
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25/04/2013
Moradias no Alemão
O Complexo do Alemão vai ganhar 900 imóveis do programa habitacional \'Minha Casa, Minha Vida\'. As moradias serão construídas a partir do segundo semestre. As unidades vão ser entregues a famílias removidas de áreas de risco ou de prédios invadidos, que hoje vivem com o aluguel social pago pelo Governo do Estado.
Publicado por: Meia Hora -
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25/04/2013
Tributação municipal sobre imóveis
O boom imobiliário vivenciado nos últimos anos, provocado pelo fomento governamental a esse importante setor da economia, tem ganhado a atenção dos municípios que encontraram no ITBI uma significativa fonte de receita.
A competência para instituição do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso Inter Vivos (ITBI), antes atribuída aos Estados e ao Distrito Federal, após a Constituição de 1988 foi outorgada aos municípios (art. 156, II). Em termos gerais, o aspecto material da hipótese tributária é a transmissão onerosa da propriedade de bens imóveis e dos direitos reais sobre eles.
O Código Tributário Nacional, recepcionado pela CR/88 com status de Lei Complementar de normas gerais em matéria tributária (art. 146, III), estabeleceu, quanto ao ITBI, que \"a base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos\" (art. 38). De outro lado, o CTN conferiu idêntica base de cálculo ao IPTU (art. 33), tributo também de competência municipal.
Dessa forma, a compreensão do critério quantitativo das hipóteses de incidência do ITBI e do IPTU passa pela definição de \"valor venal\" que, na lição de Aliomar Baleeiro, \"é aquele que o imóvel alcançará para compra e venda à vista, segundo as condições usuais do mercado de imóveis\".
Apesar da identidade entre as bases de cálculo do ITBI e do IPTU, prevista no CTN, os municípios, em expediente não raro, tem exigido esses impostos sobre bases de cálculo distintas.
Para fins de mensuração da base de cálculo do IPTU, os municípios têm estabelecido pautas, tabelas, listas ou mapas de valores, vinculados aos requisitos legais de avaliação, considerando, em especial, o valor da área do imóvel construída e não construída, de acordo com a sua localização.
Por sua vez, quanto ao ITBI, os municípios se valem da declaração do contribuinte sobre o valor de transferência do imóvel, ou, até mesmo, o arbitramento pela autoridade administrativa, o que for maior. Em todos os casos, o valor venal não será inferior àquele previsto para o IPTU.
A divergência entre as bases de cálculo desses impostos incorre em flagrante ilegalidade ao violar as diretrizes do CTN que limitam a competência tributária dos municípios.
A identificação do valor venal dos imóveis, para fins de incidência do IPTU e do ITBI, é de livre fixação pelos municípios - dentro dos parâmetros legais que absorvam as oscilações do mercado - mas, uma vez definido, em regra quando do lançamento do IPTU, deve servir de incidência para ambos os impostos, conforme já decidido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (Apelação nº 2007.057503-4).
Nas palavras do professor Ayres F. Barreto, \"tendo os dois impostos por base de cálculo o valor venal, não é possível considerar valores venais distintos para cada um deles. O conceito de valor venal é uno, não podendo ser cindido em valor venal para fins de IPTU e valor venal para fins de ITBI\".
O CTN conferiu idêntica base de cálculo ao IPTU, tributo municipal
Não é demais lembrar que, em face do princípio constitucional da moralidade (art.37), a administração pública não pode, em violação à boa-fé exigida em todas as relações - especialmente nas quais o Poder Público se faz presente - desconsiderar a declaração por ela proferida quando do lançamento do IPTU, para majorar a base de cálculo do ITBI (venire contra factum proprium).
Noutro ângulo, o art. 146 do CTN prevê que a modificação introduzida de ofício nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. Trata-se de dispositivo que resguarda a segurança jurídica e impede a surpresa do contribuinte.
Dessa forma, uma vez lançado o IPTU, o valor venal apurado deve ser observado para fins de incidência do ITBI, e não o preço de sua alienação, tampouco o valor, ainda maior, apurado na avaliação dos agentes municipais.
A avaliação individual do imóvel, ante o seu inevitável subjetivismo, pode provocar a majoração do imposto, sem a observância do princípio da legalidade tributária (art. 150, I, CR/88) a que está vinculada a atividade municipal (art. 3º e 142, CTN). Em passagem reproduzida na maciça jurisprudência do Tribunal de São Paulo, constante do seu mais recente julgamento sobre a matéria (Acórdão nº 2013.0000167102, DJ: 27/03/13), \"não pode um mesmo município, num mesmo exercício, estabelecer valores venais distintos: um, para apuração do ITBI; outro, para o IPTU. Além de atentado à segurança jurídica, tal solução desafia a lógica do razoável\".
No mesmo sentido, considerar o valor da operação imobiliária como base de cálculo do ITBI significa permitir ao contribuinte alterar um dos aspectos legais da hipótese de incidência tributária por ato particular. Ademais, o preço de alienação do bem, por ser livremente pactuado pelas partes, não pode representar o seu valor venal, este, sim, eleito pelo legislador como base de cálculo do IPTU e do ITBI.
Em síntese: a base de cálculo do IPTU deve ser a mesma do ITBI. Portanto, os contribuintes que se sentirem lesados devem buscar no Poder Judiciário o respeito aos seus direitos para afastar cobranças indevidas como a apresentada.
Thomas Marcos Franco Alves Rocha e Marcelo Hugo de Oliveira Campos são, respectivamente, advogado do Grupo Tangara Foods, pós-graduando em direito tributário pelo (Ibet); advogado do Henriques, Veríssimo & Moreira Advogados, diretor e membro fundador do Instituto Mineiro de Direito Tributário (IMDT) e pós-graduando em direito tributário pelo Ibet
Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações
Publicado por: Valor Econômico - Opinião Jurídica
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25/04/2013
O design invade a sala de banho
Cantar no chuveiro pode ser um hábito com os dias contados. Sobretudo nos lares mais abastados do planeta, onde o banheiro ganhou status de sala de estar. Móveis sofisticados, revestimentos finos, acessórios desenhados por figurões da arquitetura mundial e alta tecnologia passam a definir o novo rosto do ambiente. Então, raciocine: por que soltar a voz debaixo da ducha se ela contiver um sistema de som de alta-fidelidade que vai transformar seu boxe numa sala de ópera? Empresas como a alemã Grohe não estão nem aí se os desafinados também têm um coração: seu sistema F Digital Deluxe - com duas caixas de som dentro do boxe, seis pontos laterais de jato d\'água, luzes coloridas para relaxar e painel de controle - toca as músicas em estéreo digital enquanto você lava o cabelo.
Para tanto, basta baixar um aplicativo no celular ou conectar seu iPod e descarregar o playlist. Depois dessa, quem vai ter coragem de cantar? Claro, a \"brincadeira\" tem seu preço. O sistema, premiado em fevereiro com o iF Design Award, uma espécie de Oscar do desenho industrial, na Alemanha, sai completo por R$ 71.320. Ainda no âmbito da trilha sonora, a sauna Inipi, da Metalbagno Spazi, propõe uma experiência sensorial a quem a usa. O equipamento, que custa R$ 22.131, tem níveis de aquecimento distintos, batizados com nomes como \"selva\", \"mediterrâneo\"e \"deserto\". Eles não só variam de temperatura como oferecem ruídos diferentes para cada região (será que no modo \"selva\" dá para ouvir o grito do Tarzan?). A mesma Metalbagno Spazi comercializa no País o vaso sanitário SensoWatch, vendido por R$ 9.445 que, entre outros recursos, tem um secador a ar quente embutido.
Para um \"trono\" desses, quem não quer ir? \"Hoje em dia, dá para programar tudo no seu banheiro pelo smartphone ou tablet\", afirma o arquiteto Fábio Morozini. \"Você sai da reunião no trabalho, chega em casa e encontra a banheira cheia, água na temperatura certa, toalhas aquecidas e luz no modo relax\", diz. Os viciados em tevê até na hora de escovar os dentes, por exemplo, também podem instalar em casa uma tela de HD embutida no espelho. O sistema todo chega a valer R$ 25 mil pela Ornare, de São Paulo. \"Já há algum tempo temos percebido essa mudança de conceito de banheiro com os nossos clientes\", diz Adriana Helu, do trio de arquitetas do escritório Triplex, ao lado de Marina Lobo Torre e Carolina Oliveira. \"E essa evolução se reflete nos acessórios tecnológicos, como pisos aquecidos, espelhos que não embaçam com o calor e chuveiro com sensor de presença.\"
ASSINATURA Na linha mais elegante, a marca-design Axor, do grupo alemão Hansgrohe, prefere seguir a filosofia minimalista do \"menos é mais\" na decoração do banheiro. Sua recém-lançada coleção Axor Starck Organic de torneiras tem linhas fluidas e oferece uma estética mais sutil a partir de R$ 2 mil a peça. \"Em um mundo cada vez mais acelerado, móvel e virtual, o banheiro está se transformando em um ambiente vivo, onde nós estamos ficando mais próximos da natureza e experimentando a água de forma mais sensual\", explica Philippe Grohe, diretor da Axor.
Quem assina a série é ninguém menos que o francês Philippe Starck, designer famoso por criar de itens de decoração a hotéis de luxo pelo mundo afora. Para acompanhar componentes tão refinados, o mobiliário mudou também. Há chaise-longue para ficar batendo papo com o marido enquanto ele faz a barba, cadeiras-design e uma sorte de outros apetrechos (ao lado) que conferem ao espaço um clima de sala de estar mesmo. \"O banheiro virou quase um living\", afirma a arquiteta Raquel Silveira, idealizadora da Mostra Black de decoração. Segundo ela, as novas comodidades servem para que as pessoas permaneçam mais tempo nele. \"É um refúgio no qual se pode recarregar as energias, inclusive com práticas como cromoterapia. Além do chuveiro ser o único lugar onde a gente pode cantar alto, né?\", diz. Podia, Raquel, podia... Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Fabiano Mazzei
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25/04/2013
Prédio vivo
O escritório de arquitetura alemão Splitterwerck Architects e a Colt International, empresa de pesquisas de biotecnologia, se uniram para criar o primeiro \"edifício vivo\" do planeta. O BIQ House foi encravado no centro da cidade de Hamburgo, na Alemanha, e possui em sua fachada uma série de grelhas contendo algas. Além de ajudar no isolamento acústico, as algas produzem uma biomassa, a partir da fotossíntese, de onde é extraído o gás metano usado no sistema de calefação do prédio. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
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24/04/2013
Acelerada
Passaram da metade (55%) as obras do conjunto habitacional no terreno do antigo Complexo Penitenciário da Frei Caneca, no Estácio, demolido em 2010. A Emccamp Residencial ergueu 19 dos 50 blocos. A entrega está prevista oficialmente para o primeiro semestre de 2014, mas a Secretaria estadual de Habitação espera que os 998 apartamentos fiquem prontos até o fim deste ano. A área de 43.500 metros quadrados abrigará dois condomínios, batizados de Zé Keti e Ismael Silva, mestres do samba. Os imóveis vão para famílias do cadastro da Cehab. Integram o programa Minha Casa, Minha Vida.
Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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24/04/2013
Desafios
Amanhã, os arquitetos Ernani Freire e Isabel Ballesté, responsáveis pela revitalização e restauro da antiga sede do colégio Anglo-Americano, em Botafogo, atualmente batizada de Casa Daros, apresentarão os desafios do projeto durante palestra no Studio-X, no Centro, ligado à Escola de Arquitetura da Columbia University de Nova York. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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24/04/2013
Minha Casa em debate
Os diversos obstáculos ao alcance das metas do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) já foram parcialmente diagnosticados. Os principais desafios do governo e da iniciativa privada -atores que viabilizam esse programa habitacional- são destravar os gargalos, superar essas dificuldades e avançar.
Sempre se fala na importância do MCMV para o combate ao déficit habitacional, mas nunca se dimensiona qual vem sendo sua real contribuição para esse objetivo.
Registra-se a relevância da iniciativa privada para o alcance das metas do programa, mas raramente se fazem análises mais aprofundadas a partir dos testemunhos das construtoras que nele operam.
Muito se alardeia mas pouco se concretiza em relação à desejada articulação entre União, Estados e Municípios para proporcionar habitação pela via do MCMV.
Por exemplo, na capital paulista, segue muito baixo o volume de contratações para a construção de moradias dignas destinadas às famílias mais necessitadas. Está em curso parceria da União com o Estado, que deverá ganhar a contribuição do Município, para aumentar as contratações. Mesmo assim, ainda faltarão novas ações para mitigar o persistente déficit habitacional.
Para melhorar a operação do programa, o SindusCon-SP e a CBIC, com apoio da Apeop e do Secovi-SP, promoverão em 29 de abril, das 9h às 12h, na sede do sindicato, o workshop \"Minha Casa, Minha Vida e Parcerias: Gargalos e Propostas\".
O evento reunirá representantes dos governos federal, estadual, da capital paulista e de diversos municípios, da Caixa e do Banco do Brasil, além de entidades da construção, dos trabalhadores do setor e de representantes dos movimentos pela moradia.
Entre as autoridades que já confirmaram presença estão a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães; o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, e o secretário municipal de Habitação, José Floriano de Azevedo Marques.
No workshop, a coordenadora de estudos da construção da FGV, Ana Maria Castelo, apresentará dados econômicos sobre a importância do MCMV para o combate ao déficit habitacional e o desenvolvimento socioeconômico do país.
A seguir, o vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, João Claudio Robusti, anunciará os resultados de pesquisa nacional realizada por SindusCon-SP, CBIC e FGV junto às construtoras envolvidas no MCMV, sobre as atuais dificuldades na operação do programa.
Na sequência, o vice-presidente da CBIC José Carlos Martins vai expor o que já está sendo feito para impulsionar o programa. E um amplo debate será aberto com propostas para garantir a continuidade do MCMV, buscando transformar esse programa de governo em uma política perene de Estado. Informações e inscrições: www.sindusconsp.com.br. Publicado por: Folha de São Paulo - Janela
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24/04/2013
Sem inflação para materiais de construção
Recentemente estive avaliando alguns números e acredito que uma análise criteriosa aponta diversos resultados positivos para o comércio de materiais de construção, especialmente no que diz respeito à dicotomia crescimento versus inflação.
O setor de varejo de materiais de construção, mesmo com os benefícios do governo, como a redução do IPI, não gerou inflação, pois soube repassar a redução dos preços e, com isso, aumentamos as vendas de material de construção.
Conseguimos contribuir para o combate à subida dos preços, em vez de gerá-la, como diversos outros setores da economia.
Para a inflação anual do setor de 2,5%, segundo o IBGE (metade da inflação geral), nosso segmento teve um crescimento de 7,4%.
Ainda de acordo com o instituto, no mesmo período, as vendas gerais no varejo, considerando os diversos setores da economia, caíram 0,4% e receita nominal subiu 0,6%.
Para o volume de vendas, tal resultado representa a primeira variação negativa do ano. Já para a receita nominal, trata-se do nono mês consecutivo de crescimento.
Em termos de variação da média móvel, para o volume de vendas a variação foi de -0,12%, enquanto a receita apresentou taxa de 0,73%.
Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, variação de -0,2% sobre fevereiro do ano anterior, 2,9% no acumulado do bimestre e 7,4% no acumulado dos últimos 12 meses.
Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 7,6%, 10,1% e de 11,8%, respectivamente.
A atividade de material de construção foi justamente uma das que colaboraram para que o desempenho do varejo não fosse tão ruim, pois apresentou variação positiva de 0,7% para o volume de vendas em relação a janeiro, sendo uma das quatro - entre as dez atividades pesquisadas - que apresentou crescimento.
Quando comparado com fevereiro de 2012, o volume de vendas variou 4,4%. No ano, a variação foi de 7,8%.
Outros dados importantes são os do Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil), calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa, revelaram uma variação de 0,18% no mês de março, ficando 0,55% abaixo da taxa de fevereiro (0,73%).
Este ano, considerando os meses de janeiro a março, a alta está em 1,10%, contra 1,21% no mesmo período de 2012. Em março do ano passado, o índice ficou em 0,31%.
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em fevereiro fechou em R$ 863,46, passou para R$ 865,03 no mês de março. Deste valor, R$ 457,60 são relativos aos materiais e R$ 407,43 à mão de obra.
Avaliando este cenário de números como um todo, constatamos que, mais uma vez, o setor de material de construção está conseguindo se organizar de maneira positiva para ajudar o país a crescer.
Estamos crescendo e nossos preços estão aumentando abaixo da inflação. Trata-se de uma oportunidade para nosso setor e para o Brasil.
Como membro do CDES, esta é uma questão que pretendemos estudar para que outros segmentos também consigam atingir nosso desempenho.
Cláudio Conz é presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)
Publicado por: Brasil Econômico - Opinião, Claudio Conz
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23/04/2013
Eco endereço
Para dar um charme extra à fachada de casas e prédios, a paisagista Gigi Botelho criou um número que é preenchido de plantas. O número verde, feito de aço galvanizado e cobre, tem até 60cm de altura e suporte para que seja aparafusado. O ideal mesmo, recomenda a paisagista, é que a peça fique em áreas externas para que as plantas possam ser regadas. Custa R$ 1.620 cada algarismo e já vem com as plantas. Publicado por: Valor Econômico - Blue chip
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22/04/2013
Explosão vertical na periferia
A verticalização da moradia já não é restrita às grandes cidades. Com a valorização dos terrenos nas capitais, surgem cada vez mais prédios nos municípios do entorno. Levantamento da Lopes Consultoria de Imóveis mostra que, em 2012, na Região Metropolitana de São Paulo, surgiram 336 prédios em municípios vizinhos à capital, que teve 347 lançamentos. Em Betim, colado a Belo Horizonte, foram erguidos 141 prédios. Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, receberam 57 torres ano passado. Na Região
Metropolitana do Rio, os edifícios também se espalham pelo entorno: foram 32 novos prédios em Niterói e 58 em Macaé em 2012.
Nos municípios vizinhos às capitais das regiões Norte e Nordeste surgem projetos gigantes, alguns com mais de oito prédios. O problema é que as capitais concentram negócios e empregos, e as novas áreas se tornam bairros-dormitórios. Como a falta de transporte coletivo é generalizada, formam-se enormes congestionamentos diários para chegar às capitais e sair delas.
Mais prédios novos em Icaraí que na Barra
Nem a Barra da Tijuca viu crescer tantos prédios quanto Niterói em 2012: foram 17 só no eixo Icaraí e Jardim Icaraí. Um a mais do que o registrado no bairro carioca, que mantém a tradição de receber investimentos do setor. Essa região de Niterói vive problemas que se agravam com novos prédios.
Fazem parte do cotidiano dos moradores engarrafamentos constantes, enchentes cada vez mais frequentes, espaços públicos desordenados em determinados horários e a valorização dos preços. Em janeiro deste ano, o metro quadrado em Icaraí chegou a R$ 11 mil. Niterói alcançou o quarto lugar na lista das metragens mais caras do país: R$ 6.542 em média, só atrás de Rio, Brasília e São Paulo.
A valorização é parte de uma matemática simples, diz Jean Pierre Biot, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) de Niterói. Nos últimos dez anos, a renda média do niteroiense cresceu 60%; o PIB, 35%; e a população, só 6%.
- Niterói atrai moradores de cidades vizinhas. Como a renda cresceu, todo mundo quis morar em Icaraí. Não é o mercado que escolhe o local, são as pessoas que criam o mercado naquele lugar. Agora, o município, como um todo, não cresceu muito. Charitas, sim, mas Centro, Região Oceânica e Pendotiba são locais que não registraram quase aumento algum - diz ele.
Em dez anos, o número de veículos nas ruas cresceu 200%. O resultado é uma grande dificuldade para transitar pela cidade nos horários de pico. Numa tentativa de solução, a Avenida Roberto Silveira, principal via de Icaraí, teve seu fluxo redefinido para evitar engarrafamentos no sentido Ponte Rio-Niterói. Nas vias internas, o tráfego divide espaço com carros estacionados. Ainda este ano, o serviço de estacionamento Niterói Rotativo será expandido na região.
- De uma forma geral, o que ocorreu nas grandes cidades foi que elas não investiram em transportes públicos. O que cresceu no sistema viário de Niterói nos últimos 20 anos, além do acesso à Região Oceânica? - questiona o professor Gilberto Gonçalves, do Departamento de Engenharia Civil da UFF. - Não existiu planejamento. Fizeram o corredor na Alameda São Boaventura e mais nada. A Região Oceânica poderia ter um BRT.
Para frear a verticalização, a 4ª Vara Cível proibiu, em março de 2010, a concessão de licenças de construção em Jardim Icaraí. A determinação vale até que o Plano Urbanístico Regional (PUR) da região seja revisto, o que deveria ter acontecido em 2007. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, a prefeitura estuda a ideia de revisar os PURs, mas ainda não há prazo definido.
Em Nova Iguaçu, 2.228 unidades em dois anos
Em apenas três anos, quatro prédios residenciais e um apart-hotel foram construídos em Nova Iguaçu. Outro edifício comercial está pronto para funcionar. E um empreendimento de 21 andares, com piscina, academia e outras opções de lazer, sairá do papel nos próximos meses - tudo na Rua Doutor Mário Guimarães, no Centro da cidade, na Baixada Fluminense. Essa via é um dos exemplos da verticalização na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Entre 2010 e 2012, Nova Iguaçu ganhou 2.228 novas unidades residenciais e comerciais. Segundo a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi), a média é de dois lançamentos por dia. Sem considerar a capital, o município perde apenas para Itaguaí, que registrou 2.830 novas unidades. Sete cidades da Baixada (Nova Iguaçu, Itaguaí, Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, Mesquita e Nilópolis) ganharam 9.042 empreendimentos.
O rápido crescimento imobiliário tem causado transtornos frequentes aos moradores. Virou rotina a falta de água. Reflexos no trânsito (engarrafamentos, principalmente na Rodovia Presidente Dutra) e problemas na rede de drenagem de esgoto e de escoamento da chuva, que causam alagamentos, estão na lista de reclamações da população.
- O empresário que mora na Barra da Tijuca e tem um comércio na Baixada não quer enfrentar o trânsito todos os dias. Com isso, prefere passar a semana na região.
Assim, o mercado imobiliário cresce. Além disso, há a questão bairrista: os próprios moradores da Baixada procuram novos prédios, aquecendo o setor - diz o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos.
Segundo ele, no Rio, é de responsabilidade das construtoras oferecer toda a infraestrutura, como instalação de redes de água e esgoto, asfalto, iluminação e calçamento.
- O poder público diz não ter recursos - ressalta Matos.
A valorização dos imóveis é outro ponto importante. Na Rua Doutor Mário Guimarães, em Nova Iguaçu, uma cobertura de 213 metros quadrados, na planta, pode chegar a R$ 1,1 milhão. Já um andar inteiro de 1.100 metros quadrados, onde cabem 31 salas comerciais, está à venda por R$ 6,5 milhões.
O secretário municipal de Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente de Nova Iguaçu, Giovanni Guidone, explica que a prefeitura está analisando os problemas causados pelas recentes construções no Centro. Diz que haverá mais rigor na cobrança de estudos de impacto de vizinhança por parte das construtoras.
A Cedae informou que vai inaugurar obras este ano para melhorar o abastecimento. Prevê duplicar uma adutora e implantar o sistema operacional do Reservatório da Posse.
Macaé: só em março, mil pedidos de novas construções
Com a expansão do mercado imobiliário em Macaé, a prefeitura enviou à Câmara Municipal projeto de lei de mudança de gabarito, proibindo a construção de prédios com mais de três andares na orla. Uma meta é diminuir o impacto ambiental. Pela legislação atual, as construtoras podem erguer até sete pavimentos.
Só em março, a prefeitura recebeu mil pedidos para aprovar projetos de novos empreendimentos, incluindo edifícios e condomínios residenciais. No chamado Eixo Sul, onde ficam bairros como Glória e Imboassica, há uma acentuada verticalização, com empreendimentos voltados para as classes A e B. No Norte, como em São José do Barreto e Lagomar, os prédios destinam-se à classe C. Na região central, predominam condomínios fechados.
Macaé tem 220 mil habitantes, 40 mil sem acesso a água potável, diz a prefeitura. A cidade é a principal base de operações da Petrobras no país. Com a nova legislação dos royalties, Macaé pode ficar sem 30% do R$ 1,8 bilhão previstos no Orçamento este ano.
- Nosso crescimento populacional é de 5% ao ano. O desafio é fazer um novo planejamento urbano. O tráfego de carretas, ônibus e carros deixa o trânsito um caos - diz o prefeito Aluízio dos Santos Júnior.
Publicado por: O Globo -
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22/04/2013
Arquitetura de design
O inglês John Hitchcox, chamado pelo jornal britânico The Independent de \"a Miuccia Prada do mercado imobiliário\" e dono de uma fortuna estimada em US$ 137 milhões desembarca no mercado nacional em maio. Seu Studio Yoo, empresa que mantém desde 1999 com Philippe Starck, irá abrir um escritório em São Paulo, na E-Tower, na Vila Olímpia. Os outros escritórios da Yoo, fora da Inglaterra, ficam em Hong Kong e na China.
Rei do loft
O primeiro projeto da empresa será um hotel na capital paulista. Segundo relatórios de incorporadoras asiáticas e europeias, os imóveis com a grife Yoo obtém um índice de venda 50% superior à concorrência, levando em conta o mesmo período pós-lançamento. Hitchcox, que reformulou grandes espaços urbanos em Londres, foi o responsável por internacionalizar o loft como estilo de vida
Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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22/04/2013
De olho nas expectativas
Não há modelo matemático capaz de simular, com precisão, a taxa de juros real (ou até mesmo nominal, sem descontar o efeito da inflação) para uma economia como a do Brasil, ainda com muitas deformações. É um exercício que só pode ser testado na prática, com erros e acertos, avanços e recuos. Uma economia normal não pode funcionar sem crédito, e o Brasil tinha antes uma situação completamente anômala, pela qual, por exemplo, mais de 90% das transações imobiliárias não tinham respaldo de financiamentos imobiliários concedidos por situações financeiras. Agora esse tipo de empréstimo representa, no conjunto, a maior operação de crédito com pessoas físicas, ultrapassando o montante de empréstimos para compra de automóveis, igual ao resto do mundo. O crédito está então quase se transformando em atividade rotineira na economia e não é preciso mais taxas de juros básicas extravagantes para moderá-lo. Agora a dosagem na taxa de juros tende a mirar mais nas expectativas, que hoje se constituem em um acelerador dos preços. Nesse sentido, o Banco Central ainda terá de subir mais um pouco os juros básicos.
Diária abusiva em grandes eventos
Não é só por aqui que as diárias dos hotéis vão à estratosfera na época de grandes eventos. No ano que vem, o congresso mundial do petróleo será realizado em Moscou. Para as datas do evento os hotéis de lá só aceitam reservar cobrando diárias de no mínimo mil euros. Participarão do congresso altos executivos das poderosas companhias petrolíferas, mas haverá também muitas reuniões técnicas com pessoas que não aceitam pagar tão caro para se hospedar. A entidade que organiza o congresso (World Petroleum Council) é hoje presidida por um brasileiro, Renato Bertani, que já pensa até em pedir ajuda do Kremlin para resolver tal questão. Pelo lado russo, quem preside o comitê é um ex-comandante de submarino. Que só fala russo.
E aproveitando que o tema é petróleo, uma boa notícia para o Rio: a FMC Technology comprou o galpão de uma fábrica vizinha (área de 40 mil metros quadrados) e vai construir lá a sua quarta unidade industrial na Pavuna. Precisa de espaço para produzir a um ritmo de três \"árvores de natal\" (equipamento que conecta os poços de petróleo a plataformas, no caso da produção no mar, ou também em terra) por semana.
Os novos apartamentos no Porto
O primeiro grande empreendimento imobiliário na zona portuária do Rio que contempla também apartamentos residenciais será lançado em junho. Na verdade já está em construção. É um conjunto de prédios comerciais e residenciais que será usado inicialmente nos Jogos Olímpicos de 2016, como vila para os árbitros e a chamada mídia não credenciada (muitos jornalistas do exterior e de outras partes do Brasil acompanharão o que acontece na cidade e os bastidores dos jogos, sem estar diretamente presente nas áreas reservadas à imprensa nos locais das competições). Serão quatro prédios residenciais com um total de mil unidades nesse empreendimento. A venda dos apartamentos será feita primeiro para funcionários públicos municipais. Se houver sobra, os imóveis restantes serão vendidos a quem estiver interessado.
Os futuros moradores poderão ocupar os apartamentos logo depois de concluídos os Jogos Paralímpicos, programados para agosto de 2016. No planejamento da prefeitura, a zona portuária deverá receber cem mil novos habitantes, atraídos pela revitalização da região e pela proximidade com o centro da cidade. Um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) fará a ligação da zona portuária com o centro. Se tudo sair conforme o previsto, será um tipo de transporte público rápido e confortável.
Chineses ignoram inflação
O jornalista Chico Lélis, especializado em automóveis, que foi nosso colega aqui no GLOBO anos atrás, conta uma história interessante: morador de São Paulo, ele lembra exatamente que precisou comprar um guarda-chuva grande (Chico tem 1 metro e 90) num dia de chuva forte no mês de outubro de 2004; pagou R$ 10 pelo dito cujo ao camelô, pois a opção de um pequeno e automático, embora custasse R$ 5, não era a que mais lhe convinha. Passados quase dez anos, os camelôs de São Paulo (e no Rio também ) continuam vendendo os mesmos guarda-chuvas por R$ 5,00 e R$ 10, sendo que o grande foi promovido a automático. Os chineses ignoraram a inflação no Brasil e com isso hoje detêm quase a totalidade do mercado de guarda-chuvas. Haja competitividade para enfrentá-los. Publicado por: O Globo - George Vidor
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21/04/2013
Novos, sustentáveis e certificados
Em até três meses, o Museu de Arte do Rio (MAR) pode receber uma certificação que apenas 54 museus no mundo têm: o selo Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) de sustentabilidade. No Rio, o Museu do Amanhã (MDA) e o Museu da Imagem e do Som (MIS), ambos em construção, também pleiteiam a certificação, que só é concedida alguns meses após o início do funcionamento dos prédios. Em todo o mundo, há 170 museus à espera do Leed.
- Quando nos vimos diante desses três grandes projetos, concluímos que já era o momento de difundirmos a cultura da intervenção e construção de baixo impacto - diz Lúcia Basto, gerente-geral de Patrimônio e Cultura da Fundação Roberto Marinho, responsável pela concepção dos três projetos e pelo acompanhamento das obras.
MAR pode ter LEED prata
Primeiro dos três a ser inaugurado, o MAR será o primeiro também a ter confirmada a certificação, o que pode acontecer de três a quatro meses após o início do funcionamento do prédio. A expectativa é de que seja concedido o Leed na categoria prata, a segunda numa escala de quatro. Nada mal para um museu que funciona em duas edificações antigas, o Palacete Dom João VI e um antigo terminal rodoviário.
- Para a Fundação, o importante é estabelecer internamente a cultura da construção verde, independentemente da categoria do Leed - diz Lúcia.
Nessa busca pela sustentabilidade, os novos museus precisaram adotar uma série de medidas relacionadas a consumo racional de água e energia, gestão de resíduos na obra, utilização de materiais sustentáveis e qualidade ambiental interna. No caso do MAR, a cobertura branca em formato de onda, que tanto sucesso faz entre os cariocas, foi justamente um dos pontos pensados para que o prédio fosse mais sustentável, já que além do efeito estético, ela ajuda a reduzir a temperatura interna do prédio, por absorver menos calor. O complexo conta ainda com reutilização de águas pluviais, o que reduz em até 40% o consumo de água, sensores de luminosidade e lâmpadas econômicas.
Já o MIS tem até uma ferramenta interativa, o site www.missustentavel.org.br, que aponta tudo o que está sendo feito no prédio: desde a reciclagem de 99,8% do entulho resultante da demolição da boate Help, que ocupava o terreno onde está sendo erguida a nova construção, até a ausência de estacionamento - uma maneira de incentivar visitantes e funcionários a utilizarem a vasta rede de transporte público que serve Copacabana.
No Museu do Amanhã, que está sendo erguido numa área de cerca de 30 mil metros quadrados no Píer Mauá, a novidade será a utilização de recursos naturais do local. A água da Baía de Guanabara logo ao lado do prédio, por exemplo, será usada na climatização do interior do museu e depois reutilizada nos espelhos-d\'água que fazem parte do paisagismo. O prédio ainda terá grandes estruturas de aço que servirão de base para placas de energia solar. Publicado por: O Globo -
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21/04/2013
Imóveis da fase 1 do Minha casa, minha vida\' terão pisos
A Caixa Econômica Federal anunciou, semana passada, que o governo vai instalar pisos em todos os cô-modos dos imóveis da fase 1 do \"Minha casa, minha vida\". Nos da segunda etapa, a mudança já era prevista.
Publicado por: Extra -
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21/04/2013
Empreendimento olímpico no Recreio
O Recreio continua atraindo construtoras e pessoas interessadas em morar ou investir no bairro. Este cenário positivo se deve às belas praias e às obras de melhorias em infraestrutura, como a Transoeste, a ampliação da Avenida das Américas e o Túnel da Grota Funda.
A região também já pode comemorar sua \"medalha olímpica\", pois também vai abrigar a Vila da Mídia, complexo imobiliário para hospedar jornalistas internacionais nas Olimpíadas de 2016.
E este empreendimento, com tudo do que há de mais moderno em hospedagem, vai estar disponível para venda para o público em geral. O condomínio, batizado de Frames Vila da Mídia, será construído pela Calper, e terá condições especiais de pagamento, com juros mais acessíveis pelo Banco do Brasil e prazo alongado de pagamento.
Mas os benefícios para os compradores do Frames Vila da Mídia, que contará com 7 74 apar t amentos e l azer completo, não param por aí. O empreendimento t rará uma série de vantagens aos seus compradores, como a possibilidade de aquisição do apartamento já mobiliado, com ar-condicionado split em todos os cômodos e tecnologia de ponta (fibra ótica). Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
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21/04/2013
Para deixar a casa mais fresca
Se as altas temperaturas tornaram a casa abafada durante o verão, é chegada a hora de preparar o ambiente para enfrentar a próxima onda de calor. Para amenizar o desconforto dentro de casa provocado pelos dias quentes, há muito mais a fazer do que simplesmente ligar ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. Reformas e ajustes na decoração são capazes de deixar os ambientes mais arejados e agradáveis, seja ainda no projeto ou quando já está habitada.
A cobertura, por estar exposta diretamente à radiação solar, é a maior responsável pelo aquecimento de uma construção. Para controlar esse efeito, são boas opções as telhas cerâmicas ou os telhados com isolamentos térmicos, como os que empregam mantas que filtram o calor dos raios solares, além de pintar as telhas de cores claras. A arquiteta Silmara Salvetti destaca que materiais naturais também ajudam a controlar a temperatura do ambiente, além de contribuírem para a decoração do espaço.
\"O bambu é muito usado embaixo de coberturas que retém calor. Os materiais naturais, além de lindos e sustentáveis, acabam dando um resultado fantástico. O bambu consegue absorver de 60% a 70% do calor solar, deixando o ambiente agradável\", indica.
Outra opção são os telhados verdes, uma cobertura de grama que pode diminuir em até 13ºC a temperatura dentro do imóvel, além de contribuir para diminuição do efeito estufa.
\"Mas é importantíssimo contratar profissionais especializados, já que, quando chove, a terra fica mais pesada, então é preciso calcular para ver se a laje pode aguentar o peso extra. Outros grandes cuidados são com a drenagem de água, porque devem ser instaladas com a impermeabilização\", aponta Silmara.
Vaner da Silva, diretor presidente da Ecojardim, empresa que faz manutenção nesse tipo de cobertura, destaca que o telhado verde pode ser feito tanto em casas quanto em apartamentos, com custo acessível e destaca que o benefício não é apenas para o verão.
\"No inverno, os tetos verdes esquentam na medida em que armazenam o calor nos ambientes internos\", explica.
Ventilação - O arquiteto Gustavo Calazans esclarece que ter uma casa fresca tem a ver com aspectos estruturais da construção, embora alguns itens de decoração e acabamentos possam ajudar nesta relação. Ele frisa que a posição das janelas pode contribuir muito para manter o ambiente arejado.
\"A respiração da casa se dá através das aberturas que possibilitam que o ar se renove. A maneira mais eficaz de se fazer isto acontecer é através do que chamamos de ventilação cruzada: quando temos aberturas em lados opostos de uma construção e conseguimos que estas sirvam como a inspiração e a expiração do ar que circula pela casa. Da mesma forma, se o espaço interno da construção for muito segmentado e não permitir que as correntes de ar circulem por dentro da casa, mesmo tendo aberturas nas extremidades opostas, esta respiração não vai acontecer\", justifica.
Ele recomenda a integração total entre os cômodos, mas admite que a instalação de pequenas aberturas ou venezianas ventiladas nas portas já possibilita a ventilação cruzada.
\"Instalar venezianas nas portas dos banheiros também colabora para que o ar passe pelo ambiente. Janelas altas em alguns lugares também ajudam a retirar o ar quente que sempre sobe. Em locais muito quentes também vale a ideia de ter ventilação constante com elementos vazados ou brises que permitam que determinados ambientes fiquem constantemente em contato com a área exterior. As telas solares também ajudam, já que conseguem reter aproximadamente 75% dos raios mais agressivos\", aconselha.
Outra opção, apresentada pelo arquiteto Phillipe Nunes, que pode ser feita desde a concepção de projeto, é a abertura de claraboias.
\"Hoje existem recursos de tecnologia que regulam o fechamento dessas claraboias em função da quantidade de radiação que a cobertura recebe\", destaca. Publicado por: O Fluminense - Prisca Fontes
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21/04/2013
O melhor de Milão, por brasileiros
Todo mês de abril os olhos do mundo do design se voltam para Milão, onde acontece a principal feira internacional do setor. E entre os milhares de visitantes há sempre uma caravana de profissionais brasileiros antenados que vão conferir os lançamentos de móveis e objetos, saber o que é tendência, conhecer os novos talentos. Este ano o Morar Bem pediu a alguns desses arquitetos, designers e empresários de decoração que elegessem seus ambientes e peças favoritos.
Localizado na Via Tortona, onde acontece boa parte dos eventos paralelos ao Salão do Móvel, o estande da marca holandesa Moooi com as criações de seu fundador Marcel Wanders foi um dos que mais agradou aos brasileiros. A luminária \"Construction\", com uma base que lembra um andaime, conquistou a dupla de arquitetas Gabriela Eloy e Carolina Travaglini, além de ter chamado a atenção do empresário Bruno Crosman, sócio da loja Novo Ambiente, onde a peça deve chegar até o fim do ano.
No entanto, foi o ambiente reunindo o sofá \"Cloud\" e as luminárias de piso \"Farooo\", em especial, que conquistou fãs como os arquitetos Jairo de Sender e Duda Porto e a empresária Lígia Schuback, que organiza todos os anos a mostra Morar Mais por Menos.
- A cenografia teatral, as cores inusitadas, a irreverência e a desproporção me chamaram atenção por fugir do lugar comum, sem comprometer a estética e a função do produto. Essa originalidade me seduz - analisa Lígia.
Para Jairo de Sender, além do impacto da cenografia, a Moooi acertou no uso de tons fortes que apareceram também em estandes de marcas presentes no Salão do Móvel:
- Eles estão nos vidros pintados de armários e estantes e também nas lacas de alto brilho. Mas os tons predominantes são o berinjela, o verde e o dourado, que volta a aparecer até nos metais para banheiros.
A marca italiana Missoni, famosa por seus estampados geométricos, investiu em um estande também colorido, mas, desta vez, abusando do floral. A aposta encantou a arquiteta Letícia Baêta, para quem a grife tem o espírito carioca. Já na Minoti, a mistura de materiais naturais, como madeira, com o high tech atraiu o arquiteto Ricardo Melo:
- Eu gostei bastante dessa proposta, que, aliás, se mostrou uma das predominâncias na feira deste ano.
Em relação aos tecidos para estofados, o feltro é uma das novidades e aparece até em peças como a poltrona \"Mafalda\", de Patrícia Urquiola para a Moroso. A peça agradou a Giordano Cacciola, sócio da Lacca, e pode entrar para o portfólio da marca. Além disso, a empresária Claudia Casali, da loja Área Útil, destaca o uso do linho e o mix de texturas:
- Há uma tendência enorme de mesclar tecidos de texturas diferentes brincando tanto com o tom sobre tom, quanto combinando tonalidades inusitadas. Os linhos, por exemplo, vêm em várias gramaturas, mais macios e lavados.
A assimetria também está em alta e aparece nos trios de mesas de tamanhos e formatos diferentes, sendo usadas no centro da sala e nos lustres fora do eixo central da mesa de jantar. A iluminação, aliás, é um capítulo tão à parte, que merece até um espaço exclusivo dentro do salão: a Euroluce. Ali, predominaram as luminárias gigantes e a iluminação em led, que aparece em quase todos os modelos.
- Gostei das formas inusitadas e do uso do branco, que transmite leveza - conta o arquiteto Leonardo Pascual.
Publicado por: O Globo - Karine Tavares
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21/04/2013
Caixa reforça imóveis e quer crédito rural
A Caixa Econômica Federal anunciará nos próximos dias uma reestruturação em sua cúpula que envolverá, dentre outras mudanças, a criação de uma nova vice-presidência para cuidar exclusivamente de habitação.
A área é a especialidade do banco, que tem mais de 70% do mercado. Atualmente, está sob a responsabilidade do vice-presidente de Governo, José Urbano Duarte.
O executivo assumirá as novas funções, e o presidente do banco, o petista Jorge Hereda, negocia com a presidente Dilma a indicação de um nome para o cargo de Duarte. O Palácio do Planalto interfere diretamente nas mudanças, já que o banco é uma fonte de disputa de poder entre o PT e o PMDB.
Ainda não está claro qual dos partidos se beneficiará com a reforma. Mas uma das mudanças deve afetar a vice-presidência de Pessoa Jurídica, comandada pelo peemedebista Geddel Vieira Lima.
A proposta prevê a criação de uma vice-presidência de Varejo no lugar da vice de Rede e Distribuição. A área deve assumir micro e pequena empresas, retirando as atribuições que estão hoje com Geddel Vieira Lima.
A reestruturação envolverá a mudanças em outras vice-presidências, para verticalizar a administração.
Segundo pessoas ligadas ao banco, a reestruturação tem como meta levar a Caixa ao posto de terceiro maior banco do país nos próximos nove anos.
Hoje, dependendo do critério, a instituição financeira está, no máximo, em quarto lugar no país. Em ativos totais, um dos critérios mais usados, perde para Banco do Brasil, Itaú e Bradesco, de acordo com ranking do BC.
A avaliação do governo é que a estratégia oficial de usar os bancos públicos para sustentar a concessão de empréstimos e reduzir os juros, adotada após a crise financeira de 2008, fez com que essas instituições ganhassem novos clientes que precisam de \"mais atenção\" --ou irão procurar outros bancos.
Acredita-se que, no cenário de juros baixos no Brasil, a competição se acirrará ainda mais entre os bancos. A Caixa encerrou 2012 com 65 milhões de clientes, 11% a mais do que 2011.
Historicamente o banco é visto como um grande agente imobiliário e gerenciador de programas do governo federal, como Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família.
As críticas são as de que a atividade comercial fica em segundo plano. A reestruturação quer reforçar a atuação nos segmentos em que o banco é líder e abrir espaço em novas áreas, como crédito rural, destacado como o de maior volume de crédito depois de habitação.
Publicado por: Folha de São Paulo - Sheila D\'Amorim
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20/04/2013
Um Rio de novos traços
Eles assinam alguns dos principais projetos que serão erguidos no Rio nos próximos anos. Definir seu estilo, porém, é algo difícil. Plural, sem dogmas ou características definidas, a nova arquitetura carioca precisa ser mapeada - e a tarefa foi assumida pela Universidade de Columbia. Desde o mês passado, o braço da escola no país, o Studio-X, instalado na Praça Tiradentes, vem organizando encontros para entender o que define essa nova geração que desenha o Rio.
Até 2014, cerca de 30 arquitetos vão passar pelos debates, que, no fim, serão reunidos sob a forma de uma exposição e de uma publicação. Anteontem, por exemplo, Nanda Eskes (que trabalhou durante oito anos como assistente de Christian de Portzamparc no projeto da Cidade das Artes e idealizou a praça que serviu de sede para a Homeless World Cup, em Santa Cruz, em 2010) e Thorsten Nolte (que projeta agora a Casa Firjan, no palacete Lineu de Paula Machado, em Botafogo) apresentaram portfólios e os conceitos que os regem.
Antes, Bernardo Jacobsen, um dos autores da cobertura fluida do Museu de Arte do Rio (MAR), e Carla Juaçaba, que assinou o Pavilhão Humanidades para a Rio+20, participaram do encontro. A lista de nomes é longa e inclui Daniel Gusmão (autor do projeto do Parque Olímpico, com o escritório inglês Aecom), o escritório DDG (que fez o Circo Voador e prepara o Estádio Itaquerão, em São Paulo) e o Rua (que fará o Campo de Golfe das Olimpíadas).
Se a conhecida escola paulista de arquitetura seguiu à risca os passos de Paulo Mendes da Rocha, a nova arquitetura carioca, embora herdeira de Oscar Niemeyer, busca soluções mais plurais para as questões da cidade. Combinada com uma forte relação com o contexto - é impossível negar a beleza natural da cidade, afinal -, a pluralidade se firma como uma das principais características da \"escola carioca\".
- No Rio, não há nada que diga como a arquitetura deve ser pensada, se é uma questão cultural, estética, se é minimalista ou de formas complexas - diz Pedro Rivera, diretor do Studio-X e um dos sócios do escritório Rua. - Nos anos 1950, foi mais fácil entender a arquitetura do Rio. Porque o que se produziu no Brasil naquele momento veio daqui: os modernos, como Niemeyer e Lúcio Costa, estavam concentrados no Rio. Mas é engraçado que isso não fez escola. Não sei se, quando foram para Brasília, levaram com eles a arquitetura (risos). Hoje, talvez a única questão da nova arquitetura carioca seja a forte relação com o contexto. Fora isso, as soluções de desenhos são muitos diversas.
Tome-se o exemplo do Circo Voador, com projeto do DDG (de 2001). A obra é influenciada pelo movimento desconstrutivista, com formas não lineares. Já a cobertura do MAR, de Jacobsen, expressa influência do modernismo. Para Nanda Eskes, \"a arquitetura carioca é uma profissão de guerreiros\"
- O Rio passou por uma decadência grande ligada à mudança da capital. Quem está se firmando hoje passou por essa fase e achou meios próprios de fazer arquitetura na cidade - diz Nanda.
Para o alemão Thorsten Nolte, que vive no Rio desde 1998, a falta de uma linha estética definida é também reflexo do que ocorre mundo afora:
- Existe um pluralismo de estilos que deixa até críticos com dificuldade de verbalizar nossa época. Fato é que, no Rio, há vontade de fazer, até porque tudo deve ficar pronto antes de 2016.
Até lá, eles dizem esperar por concursos que privilegiem não os custos, mas a qualidade dos desenhos - os editais dão vitória a projetos de menor preço.
- O mercado pode se pautar pelo lucro, mas o poder público deve estabelecer parâmetros de qualidade. Um exemplo claro do descaso é o fato de o programa Minha Casa, Minha Vida passar ao largo da arquitetura - lamenta Pedro Évora, sócio de Rivera no Rua. - O sonho da nossa geração é construir hospital, escola, é ter sua obra usada pela sociedade, é ver, enfim, a arquitetura valorizada como cultura. Publicado por: O Globo - Audrey Furlaneto
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19/04/2013
Construtoras dos EUA adaptam imóveis ao comprador global
No Marquis Residences, um edifício de luxo no centro de Miami, nos Estados Unidos, a decoração de um apartamento em exibição tinha detalhes em madeira e móveis criados por um designer de alto nível da Califórnia. Ainda assim, as vendas das unidades de dois quartos estavam lentas. \"Achei maravilhoso\", disse Lori Ordover, uma consultora de imóveis de Nova York. \"Mas ele não dizia nada ao comprador.\"
No ano passado, o designer brasileiro Paulo Bacchi, da Artefacto, foi contratado para desenvolver um novo visual. Agora, o apartamento tem sofás de couro branco, piso de cerâmica de arenito e outros mobiliários contemporâneos. Bacchi também colocou o projeto no site da sua empresa. Quinze apartamentos foram vendidos no primeiro mês após a mudança. Hoje, apenas uma das 306 unidades ainda está disponível para venda - cerca de 30% dos compradores são brasileiros.
As construtoras americanas estão cada vez mais desenvolvendo projetos para um público global. Novas casas e edifícios agora têm cozinhas com fogões próprios para os \"woks\", panela típica da Ásia, para atrair compradores da região. Alguns imóveis têm banheiras em estilo europeu e bidês para atender à preferência dos ocidentais. Têm ainda amplas varandas inspiradas em residências da América Latina, que podem acomodar famílias para jantar ou jogar.
\"Posso olhar para um apartamento ou casa e praticamente descobrir a nacionalidade dos compradores\", diz Mark Zilbert, diretor-presidente da Zilbert International Realty, de Miami. \"Se isso é deliberado ou não, [os construtores] estão colocando inúmeras características para agradar a todos os gostos.\"
Em 2012, os estrangeiros gastaram US$ 82,5 bilhões no mercado imobiliário americano - acima dos US$ 53,4 bilhões em 2010, de acordo com a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis. Em média, eles gastam US$ 400.000 por imóvel, duas vezes mais que um comprador americano típico.
Na Flórida, 26% de todas as vendas de 2012 foram para compradores do exterior. Foi o Estado com o maior número de compradores estrangeiros, segundo a associação. Em Miami, cerca de 60% dos compradores do ano passado foram de fora dos EUA, segundo a Associação de Corretores de Imóveis do Estado. Em Nova York, o avaliador de imóveis Jonathan Miller estima que um terço das vendas de condomínios e casas em 2012 foram para estrangeiros. Nos prédios novos, esse número chega a 50%.
Para vender o Baccarat Residences, um edifício de vidro de 50 andares que está sendo construído no centro de Manhattan, um apartamento do showroom tem materiais surpreendentes, como paredes com ziricote, um tipo nobre de madeira usado em instrumentos musicais, e paredes esculpidas em bronze craquelado com detalhes em vidro. Cada apartamento terá, por exemplo, uma peça de cristal Baccarat personalizada. E os armários da cozinha serão mais altos do que se costuma usar nos EUA, para seguir o estilo europeu. O edifício, que deve ser concluído no próximo ano, terá 61 apartamentos, com preços variando entre US$ 3,5 milhões e US$ 60 milhões.
\"Os americanos são muito mais conservadores\", diz Tony Ingrao, designer responsável pelo interior do empreendimento. \"Há quase um gosto global emergente.\"
Em Miami, os vendedores do condomínio Vizcayne, na Baía Biscayne, criaram apartamentos para exposição decorados por designers de diferentes países - Venezuela, Brasil, Espanha, Colômbia e EUA. \"Os colombianos podem gostar de um estilo contemporâneo moderno, enquanto os brasileiros podem preferir um contemporâneo mais conservador\", diz Philip J. Spiegelman, responsável pelo marketing do empreendimento.
Antes da criação dos modelos internacionais, dos 849 apartamentos à venda, 653 estavam disponíveis. Hoje, restam 150, com preços entre US$ 300.000 e US$ 2,2 milhões. A maioria dos compradores é do Brasil, da Argentina e da Venezuela.
A brasileira Natalie Brabner, uma personal trainer de 38 anos, pagou recentemente US$ 1,8 milhão por um apartamento de três quartos do condomínio Echo Aventura, próximo a Miami, que conta com ampla varanda e cozinha externa. \"Os brasileiros amam passar a tarde com amigos em um churrasco\", diz. O quarto de empregada no apartamento também foi um atrativo.\"
Em Irvien, na Califórnia, o condomínio Lambert Ranc foi construído pensando nos asiáticos. Uma cerimônia seguindo os princípios do feng shui foi realizada no local antes das obras começarem. O planejamento dos andares também seguiu o feng shui: as escadas, por exemplo, não ficam na direção da porta de entrada, para permitir uma melhor circulação da energia. Até agora, cerca de 65% dos compradores são de descendência asiática, muitos da China. Os preços variam entre US$ 900.000 e US$ 1,5 milhão.
O tamanho também importa. Em Nova York, alguns compradores russos muito ricos se associam a construtores antes de as obras começarem para garantir grandes apartamentos em locais de primeira linha, diz Edward Mermelstein, advogado que trabalha principalmente com compradores da Rússia e do leste europeu. \"O capital estrangeiro permite que esses projetos avancem muito mais rápido que o normal.\" Publicado por: O Globo - Candance Jackson
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19/04/2013
A construção do sensível
São Paulo era uma cidade agravável na década de 1950. Ou, para usar um termo da época, um lugar aprazível. Em pleno centro, na confluência das ruas Marconi, Barão de Itapetininga e 7 de Abril, jovens arquitetos trabalhavam e, terminado o expediente, encontravam-se para discutir as últimas notícias da arquitetura no mundo, o que andavam fazendo os grandes mestres como Mies van der Rohe e Le Corbusier. As conversas, sempre animadas, ocorriam no Museu de Arte Moderna, então sediado na rua 7 de Abril, ou, mais frequentemente, na elegante Confeitaria Fasano, na Barão de Itapetininga. Foi ali, numa dessas tardes, que Gian Carlo Gasperini viu Plínio Croce entrar, jornal enrolado debaixo do braço e ares de satisfação no rosto. Ele acabava de ler sobre o concurso que escolheria os autores da sede da Peugeot em Buenos Aires, destinado a ser o edifício comercial mais alto da América Latina, com 55 andares. \"Vamos lá, é o último dia de inscrição\", incitava.
Um telegrama enviado às pressas para a capital argentina levava os nomes de Gian Carlo Gasperini, Plínio Croce e Roberto Aflalo, sócio de Croce, como autores de um projeto a ser inscrito. Para surpresa dos próprios arquitetos, eles levaram o primeiro lugar. Surpresa maior foi a dos argentinos, que não haviam se dado conta de que os vencedores eram brasileiros.
Na época, Plínio Croce e Roberto Aflalo trabalhavam em um escritório da Barão da Itapetininga e, no número 107 da Marconi, Gasperini era o braço direito de Jacques Pilon. O primeiro prêmio do edifício Peugeot garantiu um bom dinheiro para os três e definiu o início da sociedade Croce, Aflalo e Gasperini, hoje Aflalo & Gasperini, que acaba de completar 50 anos. Mas 2013 traz ainda outro marco: a aposentadoria de Gian Carlo Gasperini, aos 86 anos, assinada no fim do mês.
Só a avenida Paulista exibe três de seus projetos (um deles em fase de construção): os edifícios Pauliceia e São Carlos do Pinhal, de 1956, em parceria com Pilon, tombados em 2010 pelo Patrimônio Histórico do Estado, e o Citicorp, de 1987, já na Aflalo & Gasperini. Esse era o edifício que teria dado à avenida uma feição mais humanizada, com o térreo franqueado ao público, ligando a Paulista à alameda Santos, caso o projeto original tivesse sido levado a cabo. Mas, autorizado pela sede americana, acabou não sendo aprovada em São Paulo. Não sem os protestos do arquiteto, que arrumou as malas e rumou para Nova York, certo de conseguir reverter a restrição ao seu traçado. Foi voto vencido. \"Ser arquiteto é conviver com o espaço. É impossível não assumir esse compromisso, da mínima intervenção, quase imperceptível, à macroconcepção urbanística\", ensina.
Leva a assinatura do escritório Aflalo & Gasperini também a futura Torre Matarazzo, que está sendo erguida no quarteirão vizinho ao do Pauliceia e teve seus primeiros esboços delineados pelo escritório em 1991. Ao longo de todos esses anos, vários projetos foram pensados à medida que a demanda da família, da incorporadora ou da prefeitura mudavam. Finalmente, o prédio comercial de luxo já cresce no canteiro de obras. Previsto para ser entregue em 2015, é um das mais altos da avenida: são 120 metros de altura (do lado da rua São Carlos do Pinhal, foi previsto um centro de compras de cinco andares). Tem, como tudo que leva a assinatura de Gasperini, um toque de futuro, assim como outro ícone paulistano, a Galeria Metrópole. Nascida de uma parceria com o arquiteto Salvador Candia, um dos amigos que integravam o círculo do Fasano, a Metrópole apresentava uma receita inovadora: integrava escritórios, lojas, restaurantes e cinema.
Italiano de nascimento, quando veio para o Brasil, aos 19 anos (os avós maternos eram brasileiros de Icaraí, em Niterói), Gian Carlo Gasperini havia tido uma infância \"bastante movimentada\", como define. Viveu em Florença e em vários países então colonizados pela Itália: Grécia (em Rodes), Eritreia (em Asmara) e no Egito, em Suez, cidade onde permaneceu por cinco anos. \"A vizinhança com o Cairo me permitiu conhecer de perto a civilização do Antigo Egito\", conta. \"Frequentei museus, visitei as pirâmides e os sítios arqueológicos. Isso me deu a dimensão da história da humanidade.\"
A família acabou separada pela Segunda Guerra, quando o pai caiu prisioneiro das Forças Aliadas. O garoto, que conheceu em seus primeiros anos tudo de mais impressionante que o homem pode construir, amargou os tempos em que a destruição grassava. Alguns anos depois de terminada a guerra, ele e os pais finalmente voltaram a se reunir. \"A partir daí, minha vida mudou muito. E o fato marcante se chamava arquitetura - ela me seduziu pela sua missão construtiva.\"
Com dois anos da faculdade de arquitetura já completados em Roma, Gasperini desembarcou no Rio para concluir, em mais três anos, a Faculdade Nacional de Arquitetura, a primeira (e então única) do país. No Rio, assistiu ao florescer do modernismo, conviveu com Oscar Niemeyer e Lucio Costa, estagiou com Sergio Bernardes, casou-se com uma moça carioca e se encontrou diante de um dilema: acabaria ele se transformando em um discípulo de Niemeyer?
Os jovens arquitetos da época, no começo dos anos 1950, teriam empenhado alguns dedos para seguir de perto os passos do arquiteto mais famoso do Brasil. Não era o caso de Gasperini. \"Não queria\", diz, sem nenhuma hesitação. \"Optei pelo Brasil por circunstâncias familiares, mas também pela atração que exercia sobre mim um país novo, onde a arquitetura acontecia como um fato espontâneo, sem restrições formais impostas academicamente.\"
Gasperini era alguém que trazia uma formação sólida da Europa - especialmente de Roma, que ainda visitava - e procurava a liberdade de expressão. Discutia arquitetura barroca com Lucio Costa, mas, apesar de gostar do Rio e considerar a cidade o seu verdadeiro berço, tudo lhe soava um tanto informal. \"Íamos à praia e o grupo do Niemeyer falava dos projetos tomando caipirinha, traçando croquis na areia. Francamente, eu achava aquilo pouco sério.\"
Sorte de Jacques Pilon. Gasperini trabalhava em um projeto do arquiteto francês radicado em São Paulo - o Instituto dos Engenheiros do Brasil. Para ele, Gasperini devia brilhar como uma pequena joia: o início da formação feita em Roma, uma vasta cultura, fluência em italiano, inglês e francês e ainda ousando algum árabe. Para Pilon, que estava prestes a encampar o projeto da Maison de France no Rio, aquele jovem promissor era certamente tudo com que ele podia sonhar. \"Nós só conversávamos em francês\", relata Gasperini, que acabou aceitando a oferta de Pilon para trabalhar na capital paulista.
Um dos projetos que apareceram no escritório foi o edifício do banco Moreira Salles, na praça do Patriarca. \"Fiz um desenho do meu jeito carioca: uma pele de vidro na frente, núcleo e colunas recuados\", lembra-se. \"As colunas não apareciam na fachada.\" Mas Walter Moreira Salles, então embaixador do Brasil em Washington, queria \"alguma coisa mais americana\". Gasperini, antenadíssimo bem antes do advento da internet, sugeriu a Pilon o escritório Skidmore, Owings and Merryl, o SOM, fundado em Chicago em 1936 e até hoje uma referência nas áreas de arquitetura e engenharia. Com eles Pilon formou uma parceria. Tudo o que vinha dos Estados Unidos passava pelas mãos de Gasperini, o que serviu como mais uma boa escola. Seu preparo não passou despercebido dos colegas de drinques e bate-papo. Foi por essa época que Plínio Croce chegou ao Fasano para encontrar o amigo com um sorriso no rosto, um jornal enrolado debaixo do braço e uma ideia na cabeça.
Passados 50 anos de firmada a sociedade, hoje com Roberto Aflalo Filho e Felipe Aflalo, Gasperini acumula projetos comerciais e institucionais de grande porte, muitos no eixo da avenida Luiz Carlos Berrini e da Vila Olímpia. É do escritório, ainda, a Biblioteca São Paulo, no Parque da Juventude, espaço que abrigava o complexo prisional do Carandiru.
O arquiteto se tornou um ferrenho crítico da cidade, que, de acordo com ele, poderia ter crescido sem perder sua graça, preservando o centro, os bairros residenciais, como o Pacaembu e Higienópolis, \"zonas de caráter residencial com gabaritos, estrutura fixa e pessoas habitando, consolidando a área; e os intermediários, como os Jardins. Em Paris isso foi feito, a cidade conservou os bairros, cresceu de forma ordenada\". Ele classifica como um horror, \"com todas as letras maiúsculas\", o planejamento de São Paulo.
\"Meus colegas são bem-intencionados, mas receberam uma herança muito ruim: a dos \'transporteiros\', os técnicos que veem uma cidade em função do sistema de transporte. O Tietê e o Pinheiros são tidos, pelos últimos planos diretores, como um canal de transporte público. Que falta de sensibilidade!\"
Se a marginal do rio Tietê se tornou, a seus olhos, a maior aberração da capital paulista, as avenidas que surgem nos bairros mais distantes e \"vão daqui até ali\" também não beneficiam ninguém, assim como o excesso de shopping centers, que lhe parecem outro grande desastre urbano. \"A cidade perdeu a sua unidade\", lamenta.
Em seus projetos, criar zonas de convívio é uma das primeiras preocupações, com térreos interligados \"levando um prédio a outro prédio e a outro prédio\". \"Não se pode subordinar o convívio humano à tecnologia, é preciso beneficiar a população, o que não é possível nessa escala maluca que a prefeitura tenta implantar em São Paulo\", diz, já mais exaltado.
A família de Gasperini é pequena. Filho único, tem também um só filho, que lhe deu três netos - o único que pretendia enveredar pela profissão do avô morreu durante um transplante de coração, quando cursava a faculdade de arquitetura. Nos próximos anos, mesmo aposentado, ele ainda prestará consultoria ao escritório, mas pretende se dedicar com mais afinco aos livros: uma autobiografia e, antes de tudo, a compilação de desenhos e aquarelas feitos durante uma viagem ao Iêmen, em 1985.
E por que o Iêmen? \"Porque sou curioso\", diz, o sorrizinho maroto substituindo a irritação de minutos atrás, quando o Tietê era o assunto da conversa. Um intelectual de Roma, amigo e promotor de viagens culturais, havia programado uma viagem chamada Arabia Felix - ou Arábia Feliz. Foi o nome dado à região na Antiguidade, durante a ocupação romana, por sua riqueza de recursos naturais, da água à mirra. O livro é o que anda arquitetando agora o homem que sempre desejou uma São Paulo igualmente feliz. Publicado por: Valor Econômico - Cristina Dantas
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19/04/2013
Venda de material de construção tem ligeira alta em março, diz Abramat
No trimestre, desempenho ficou abaixo da previsão da entidade. Projeção anual do setor de construção pode ser revista
As vendas de materiais de construção tiveram ligeira alta de 0,2% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta sexta-feira a associação que representa a indústria no país, Abramat.
Em relação a fevereiro, houve aumento de 13,8% nas vendas, enquanto no trimestre o setor acumulou alta de 1,7%. O nível de emprego do setor em março cresceu 1% sobre fevereiro, mas caiu 1,1% sobre um ano antes. O desempenho nos três primeiros meses do ano está abaixo da previsão da Abramat, de crescimento de 4,5% nas vendas de materiais em 2013.
A entidade informou que, se não houver uma reação positiva nos próximos dois meses, a projeção anual será revisada. Apesar disso, o presidente da entidade, Walter Cover, afirmou em comunicado à imprensa que \"o resultado de março pode representar o início de um ciclo mais forte de vendas, em função de um incremento nos segmentos do varejo e da infraestrutura\", afirmou o presidente da Abramat, Walter Cover, em nota.
- O atingimento das expectativas neste ano dependerá da manutenção da política de estímulo ao consumo pelas famílias, e da manutenção dos níveis de emprego e renda - afirmou Cover.
Ele acrescentou que a previsão também depende de medidas de estímulo como a desoneração de ICMS e aumento dos investimentos em infraestrutura \"que resultarão das concessões de rodovias, portos e aeroportos esperados para este ano\". No primeiro trimestre, as vendas de materiais básicos registraram alta de 0,9%. Já as vendas de itens de acabamento cresceram 3,2% ano a ano. Publicado por: O Globo Online -
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19/04/2013
Governo estende pisos a imóveis do programa federal \'Minha casa, minha vida\' fase 1
A Caixa Econômica Federal anunciou, ontem, que o governo definiu como será feita a instalação de pisos nos lares da fase 1 do programa \"Minha casa, minha vida\", entregues antes da alteração pedida pela presidente Dilma Rousseff. Na semana passada, Dilma solicitou que fossem colocados pisos de cerâmica nos imóveis que fazem parte do programa federal de habitação.
Com a iniciativa, todos os imóveis do programa federal passarão a ter piso em todos os cômodos. Os que integram a segunda fase já tinham essa mudança prevista, de acordo com uma portaria sancionada por Dilma, em junho de 2011.
Atualmente, apenas banheiro e cozinha têm piso cerâmico. A ideia é que o novo piso seja instalado em todas as áreas internas dos imóveis e nas áreas comuns dos condomínios.
Os 78.670 imóveis que ainda estão sendo construídos terão seus contratos alterados, para que a nova especificação seja incluída. Neles, a instalação será feita de acordo com um cronograma elaborado a partir de cada região e empreendimento. As famílias dos 325.458 imóveis que já foram entregues receberão uma visita da Caixa, que quer saber se o morador quer ou não colocar o novo piso.
Três opções de piso
Os moradores poderão escolher entre três tipos de pisos oferecidos pelo governo: cerâmico, laminado de madeira ou manta vinílica. Publicado por: Extra -
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19/04/2013
A arquitetura brasileira é tema de série de televisão
Debater a relação entre arquitetura, espaço público e cidadania. Esta é a proposta da série Arquiteturas que será exibida em 13 episódios no canal SescTV a partir do próximo dia 27. Dirigido pelo cineasta Sérgio Roizenblit e pelo jornalista Paulo Markun, os programas discutem o projeto arquitetônico de edificações como Palácio Gustavo Capanema, Igreja São Francisco de Assis, estádio Serra Dourada, entre outras.
\"Foi uma oportunidade para percorrer o território brasileiro e filmar as principais obras arquitetônicas que marcaram a paisagem do país\", afirma Roizenblit. O mercado Ver o Peso, em Belém (PA), tem um episódio dedicado só para ele. O mercado existe desde 1640, mas seu edifício atual começou a ser construído em 1899.
O prédio é um exemplo da chamada \"arquitetura do ferro\". As peças eram importadas pré-montadas de Londres e Nova York. Assim como o mercado, outras edificações de Belém foram feitas em ferro, mas muitas acabaram sendo desmontadas na época da ditadura militar. Suas partes foram vendidas a preço de ferro simples, uma grande perda para a arquitetura da cidade. O interessante do documentário é que ele não se limita apenas à arquitetura. Neste capítulo do mercado paraense, por exemplo, os diretores fazem um verdadeiro panorama histórico sobre o local.
Os episódios são enriquecidos com depoimentos de grandes nomes da arquitetura como Paulo Mendes da Rocha, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e João Batista Vilanova Artigas. Há também comentários de professores, dirigentes das instiuições em destaque e até mesmo de poetas. Outro destaque é o capítulo sobre o museu a céu aberto Inhotim, localizado em Brumadinho, Minas Gerais. O complexo reúne diversas galerias de arte. Tratase também de um valioso acervo de espécies botânicas.
A escolha dos projetos teve como critérios o uso coletivo dos espaços e o longo período entre a construção mais antiga e mais nova. Omercado Ver o Peso é do século XVII, enquanto que o Espaço Natura, outro edifício que faz parte da série, foi erguido neste século. Também ganham espaço na série as Superquadras de Brasília, a Biblioteca Mario de Andrade, os teatros municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo, o Copromo, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Sesc Pompeia. Publicado por: Brasil Econômico - Cintia Esteves
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18/04/2013
Menos erros na construção civil
Construir um prédio de uma nova usina de mineração não é das tarefas mais fáceis. É preciso pensar em como peças de metal de grandes dimensões, pesando toneladas, serão retiradas do local para a manutenção ou a troca. A fim de dimensionar obras como essa e evitar gastos errôneos, surgem os protótipos em impressão 3D. Por meio de maquetes inteligentes, com perfeição de detalhes e escala, técnicos avaliam o projeto antes de colocá-lo em prática.
A empresa EPR03D, focada nesse segmento, tem uma mineradora de grande porte como cliente. O diretor de Desenvolvimento, Arley Costa, 29 anos, conta que o empreendimento surgiu simultaneamente à popularização das máquinas de impressão em três dimensões, em 2011. \"A tecnologia é nova. Apesar da divulgação, só começou a ser utilizada nos últimos dois anos\", ressalva Costa.
A EPR03D tem, atualmente, três máquinas de médio porte que utilizam ABS plástico (o mesmo dos painéis de carro), material de alta resistência, para a produção das peças.
A empresa oferece ainda simulação 4D, que inclui a linha do tempo do projeto a ser implantado. O responsável pela obra poderá visualizar em que etapa será feita a fundação do prédio, por exemplo.
Apesar da evolução das impressoras 3D, simular um distribuidor de polpa de minério, com 5cm de altura (o real chega a ter 5m), pode levar até seis horas de impressão. O dono da empresa garante, no entanto, que vale a pena, porque a máquina é fundamental para os projetos. \"É aí que entramos em cena\", afirma Costa.
Por meio da impressão 3D, é possível prototipar uma infinidade de objetos. Partindo disso, e pensando em canalizar as ideias que surgem de mentes inventivas por aí, surgiu o site Estilo Vivo (estilovivo.com.br), comunidade criativa de produtos. Um deles, por exemplo, é uma caneca com USB, que mantém o café quentinho ao ser plugada no computador. O projeto está em fase de design.
O Estilo Vivo entrou no ar em outubro do ano passado e está em fase beta. Atualmente, são mais de 600 usuários, 10 mil visitas diárias e 210 projetos cadastrados. Walter Rodrigues Júnior, 38, cofundador do portal, conta que o projeto foi baseado no site norte-americano Quirky (www.quirky.com), feito para criar produtos para a comunidade.
Walter explica que a indústria gasta bastante dinheiro com máquinas para produzir modelos de novas peças e de produtos. Com as impressoras 3D, é possível fazer protótipos e verificar o que realmente é válido ou não para a produção em larga escala. \"A tecnologia está sendo usada, de fato, não por hobby, mas para criar produtos diferenciados\", destaca. (SP) Publicado por: Jornal do Commercio -
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18/04/2013
Rio Metrópole
O balanço das relações técnicas e financeiras entre o Governo do Estado e o Banco Mundial, em torno de programas de gestão metropolitana e desenvolvimento urbano sustentável, assinalou na última sexta-feira oportunidade significativa de debate e avaliação dos referidos programas, em seminário que contou com a participação de representantes do banco, do Governo do Estado e do Comitê Executivo de Estratégias Metropolitanas, o Rio Metrópole, além de prefeitos e secretários de políticas urbanas dos municípios da região.
Nesse sentido, vale registrar que o organizador do encontro, o subsecretário estadual de Projetos de Urbanismo, Vicente Loureiro, informou que o Estado firmou compromisso com o Banco Mundial de realizar investimentos na Região Metropolitana, com o objetivo de criar e desenvolver programas e ações, em conjunto com os municípios, para equacionar problemas comuns e implementar o desenvolvimento harmônico das cidades.
\"O compromisso - disse ele - é o de melhorar o desempenho e a governança do Estado\" em relação a problemas específicos da região, anunciando ainda, como o fez, que será contratada consultoria especializada para a preparação de um plano diretor metropolitano.
O seminário contou ainda com a participação de expositores do Banco Mundial e convidados de outras entidades, tendo na ocasião a diretora do Banco Mundial para o Brasil, Deborah Wetzel, destacado que a governança metropolitana é uma das preocupações da instituição em todo o mundo, tratando-se por isso mesmo, e a seu ver, de um fenômeno global que desafia administradores em muitos países, onde um grande número de pessoas troca as áreas rurais por centro urbano de maior atividade econômica, configurando um êxodo que gera, por sua vez, problemas de moradia, transporte, saúde e educação, entre tantos outros.
\"Os países e cidades - afirmou - estão voltando suas atenções para as regiões metropolitanas, em busca de respostas para essas questões e como poder impulsionar o crescimento econômico a nível nacional e também como parte do sistema global, como poder se tornar centro de inovação e cultura, como poder entregar serviços de qualidade e infraestrutura à população de maneira efetiva, como poder responder aos desafios globais de mudanças climáticas e, por fim, o que é mais importante, como poder financiar tudo isso\".
É nesse contexto, decerto, que os problemas urbanos e metropolitanos avultam por sua essencialida-de, demandando visões de conjunto e parcerias que logrem, de um lado, alicerçadas em adequados critérios de planejamento e racionalização dos investimentos públicos, atender às demandas sociais tais como atual e potencialmente se apresentam, e de outro ordenar o crescimento urbano em função do melhor aproveitamento de potencialidades econômicas e consequente melhoria da qualidade de vida da população. Tudo isso levando igualmente em conta, em se tratando do Estado do Rio de Janeiro, termos 75% da população, ou seja, quase 11 milhões de pessoas, vivendo em 20% do território fluminense, o que torna irrecusável a necessidade de articulação das ações a níveis federal, estadual e municipal, em prol de resultados compatíveis, de fato, com as verdadeiras exigências da política de desenvolvimento regional. Publicado por: Jornal do Commercio - Editorial
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18/04/2013
Bolha imobiliária estourando? Onde?
Desde 2008, quando surgiram os primeiros comentários de bolha imobiliária em vias de estourar no Brasil, tenho analisado evidências históricas e internacionais, refutando até aqui tais alegações e concluindo que, provavelmente, os preços continuariam a subir.
De acordo com a consultoria britânica Knight Frank, entre os 53 países com os maiores mercados imobiliários globais, o Brasil teve em 2012 a maior alta de preços de imóveis residenciais: 13,7% em média. Resolvi atualizar e expandir meus estudos.
Há um ano, usei o consumo anual per capita de cimento como estimativa do grau de aquecimento da atividade no setor imobiliário em momentos de estouro de bolhas em vários países. Hoje, pelas minhas contas, este indicador chegou a 361Kg no Brasil. No ritmo médio de crescimento dos últimos 10 anos, que foi de 5% a.a., em apenas dois anos atingiríamos o nível mais baixo de estouro de bolhas, que é de 400Kg, o que sugeriria cautela. Por outro lado, o nível máximo de consumo de cimento antes bolhas estourarem, em alguns casos passou de 1.600Kg anuais per capita. Para chegar a este patamar, o Brasil levaria mais 80 anos. Por este parâmetro, poderíamos estar entre 2 e 80 anos do estouro de uma bolha. Pouco se conclui.
O segundo indicador importante é o total de crédito imobiliário disponível. Crédito permite que mais gente compre imóveis, aumentando a procura por eles e elevando seus preços. No Brasil, apesar do crescimento dos últimos anos, ele ainda é de apenas 7% do PIB, muito distante dos 50% do PIB que costuma ser o mínimo quando bolhas imobiliárias estouram. Mesmo considerando-se uma expansão ao ritmo dos dois últimos anos, que foi de 1,4% do PIB ao ano, o mais rápido da nossa história, levaríamos mais de 30 anos para chegar a 50% do PIB. Sinal de tranquilidade.
Por fim, como anda a capacidade de pagamento dos brasileiros? Levando em conta preços dos imóveis em relação à renda no mundo, chama a atenção a grande dispersão entre as maiores cidades brasileiras, com algumas entre as mais caras e outras entre as mais baratas.
Das 50 cidades mais caras do planeta, 49 estão em países emergentes, incluindo quatro no Brasil: Brasília (10ª), Rio de Janeiro (25ª), Belo Horizonte (43ª) e Porto Alegre (45ª). Por outro lado, Salvador não está mais entre as 100 mais caras do mundo, Fortaleza é uma das únicas 10 cidades entre as 50 mais baratas do mundo que não estão nos EUA, e Campinas também está entre as 100 mais baratas. Entre os 385 maiores mercados imobiliários globais, a classificação média das 11 cidades brasileiras incluídas foi 124ª, sugerindo que o mercado brasileiro como um todo está um pouco mais caro do que a média, mas distante dos mais caros do planeta. Entre os mercados emergentes, o Brasil está mais barato do que a média.
Outro aspecto favorável é que um menor percentual da renda necessário para pagamento mensal de hipotecas sugere que no Brasil temos melhor capacidade de honrar dívidas. Além disso, comparando o preço de compra de imóveis com o custo de alugá-lo, constata-se que no Brasil aluguéis elevados estimulam compras mais do que no resto do mundo. Por fim, a desvalorização do real barateou os imóveis no Brasil para compradores estrangeiros.
Em resumo, ainda que algumas cidades sugiram mais cautela, para o país como um todo, continuam valendo as conclusões do ano passado. Altas modestas ou manutenção de preços são prováveis na maioria dos casos e o risco de estouro imediato de uma bolha imobiliária nacional ainda é baixo. Se você está na esperança dos preços despencarem para comprar, espere sentado. Segundo Platão, coragem é saber o que não temer.
Ricardo Amorim
*Economista, consultor, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews, colunista da
revista IstoÉ e presidente da Ricam Consultoria. Realiza palestras em todo mundo sobre perspectivas
econômicas e oportunidades em diversos setores, é o único brasileiro incluído na lista dos melhores e mais
importantes palestrantes mundiais do site inglês Speakers Corne e é o economista mais influente do Brasil e
um dos dez mais influentes do mundo de acordo com o site americano Klout.com
Publicado por: IstoÉ - Opinião, Ricardo Amorim
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18/04/2013
Novo prédio do BNDES terá quatro andares aparentes
O anexo que será construído pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Centro do Rio terá, segundo a instituição, apenas quatro andares e 32 metros de altura em relação ao nível da Avenida República do Paraguai. O banco afirmou nesta quarta-feira que não tem planos de construir um anexo com até 42 metros (ou 14 andares) na avenida. De acordo com o BNDES, novos padrões urbanísticos, definidos por uma lei sancionada pelo prefeito Eduardo Paes na última segunda-feira, autorizam a construção de um edifício com 42 metros contados a partir do nível do mar. Pelas regras anteriores, o máximo permitido para a área era de apenas 12,5 metros.
Em nota, o banco confirmou que ainda não escolheu os projetos de arquitetura e engenharia para a futura construção. Para isso, realizará um concurso que escolherá o melhor projeto arquitetônico, respeitando integralmente as regras do Corredor Cultural do Centro. O edital está sendo elaborado.
\"O BNDES jamais fará intervenções que venham a prejudicar o patrimônio arquitetônico e urbanístico da cidade. Ao contrário: o BNDES é a instituição brasileira que mais apoia o patrimônio histórico do país. O banco já destinou R$ 336 milhões em recursos não reembolsáveis à preservação do patrimônio histórico brasileiro, tendo apoiado mais de 186 projetos, entre eles a restauração do Convento de Santo Antônio, que integra o Corredor Cultural do Centro\", informou a instituição em nota.
Embora o banco ainda vá fazer o concurso, a prefeitura divulgou nesta quarta-feira imagens fornecidas pela instituição. Desenvolvidas a partir de um estudo, elas simulam a República do Paraguai com o anexo. Segundo as imagens enviadas, o projeto prevê ainda a construção de um museu sacro. Um trecho do documento informa que está prevista também a criação de uma nova área de lazer e do Caminho Franciscano - via que ligará a República do Paraguai ao Largo da Carioca. Publicado por: O Globo -
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17/04/2013
Méier vive momento de aquecimento
Morador do Méier há 53 anos, o aposentado Wilson Moreno dos Santos, de 76 anos, nos últimos meses vem se surpreendendo com as ligações de amigos - alguns da Zona Sul - pedindo ajuda para encontrar uma boa casa de vila na sua vizinhança. O advogado Sylvio Mattos, de 74 anos, passa pela mesma situação: lojistas o procuram para perguntar sobre imóveis comerciais disponíveis na Rua Dias da Cruz, principal artéria do bairro. Veteranos do tradicional endereço da Zona Norte, os dois têm sido uma espécie de termômetro do recente movimento de revitalização do bairro. Às vésperas de completar 124 anos, o Méier vive uma fase de valorização imobiliária, efervescência cultural e redescoberta de seus encantos suburbanos.
- Adoro viver aqui. Minha filha e meus netos também se sentem bem no bairro. É um local seguro, onde nunca fui assaltado, onde ando pelas ruas e conheço todo mundo. Não saio daqui por nada - comenta Wilson, com orgulho.
Quatro quartos em alta
Os amigos de Wilson não pagarão pouco se quiserem comprar um imóvel na região. De acordo com o Sindicato da Habitação (Secovi-RJ), o bairro é o segundo da Zona Norte que registrou maior crescimento no preço do metro quadrado, só perdendo para Vila Isabel. Entre março de 2012 e o mesmo mês deste ano, houve um aumento de 16,77% nos preços por ali, enquanto na Tijuca, por exemplo, a variação foi de 14,79%.
A valorização é maior nos imóveis mais amplos e mais caros. O metro quadrado dos apartamentos de quatro quartos teve valorização de 48,1%, o índice mais elevado de 2012. Unidades de um e três quartos valorizaram 16,9% e 20,6%, respectivamente, no ano passado. Só para se ter uma ideia, um apartamento usado, tipo cobertura, de dois quartos, comprado há cinco anos por R$ 215 mil, hoje está avaliado em R$ 620 mil.
O Méier e os bairros do Grande Méier (Del Castilho, Cachambi e adjacências) também estão entre os endereços preferidos para lançamentos imobiliários. Mas, segundo João Paulo Rio Tinto de Matos, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), apesar de o bairro ser muito cobiçado, não há por ali muito espaço para receber novos empreendimentos. Resultado: quando há um prédio novo à venda, os apartamentos vendem como água. Em 2010, foram 124 unidades lançadas. No ano passado, 321, um aumento de 159% em dois anos.
- Costumo dizer que o Méier é a Zona Sul do subúrbio. Os moradores de outros bairros mais distantes, como Piedade, Cascadura e Madureira, sonham em se mudar para lá - diz o presidente da Ademi.
Para o empresário Rogério Jonas Zylbersztajn, vice-presidente da construtora RJZ Cyrela, um dos grandes atrativos do bairro é a proximidade com dois shoppings (NorteShopping e Nova América).
- Temos ali um perfil de moradores muitos fiéis. Quem mora no Méier gosta de morar no Méier. Além disso, temos também os moradores de bairros mais distantes que sonham em viver por lá - conta Zylbersztajn.
Com uma população de 49.828 habitantes (número de 2010, que representa uma queda de 3% em relação a 2000), o Méier é dividido em dois lados pela linha férrea. No trecho próximo à Dias da Cruz, fica o pedaço mais \"bem-sucedido\": estão ali o Centro Comercial (considerado o primeiro shopping do Brasil), o Imperator Centro Cultural João Nogueira e as principais lojas do comércio de rua do bairro.
- Há três anos, tínhamos um quadro ruim, com várias lojas da Dias da Cruz e adjacências fechadas. Agora, estão todas funcionando e há até procura de comerciantes por esses espaços - festeja o presidente da Associação Comercial e Industrial do Méier (Aciméier), Sylvio Mattos.
Terraço do imperator faz sucesso
Como há poucas áreas verdes e de lazer - a principal é o Jardim do Méier -, desde a inauguração do Imperator Centro Cultural João Nogueira, há nove meses, quem vive na região vem adotando o espaço como ponto de encontro. De junho até fevereiro, as salas de teatro e exposições do Imperator receberam mais de 530 mil visitantes. O terraço de 1.200 metros quadrados da casa, por exemplo, virou uma espécie de praça suspensa, atraindo estudantes, crianças e casais de namorados:
- Quando a gente quer conversar, jogar Imagem & Ação ou discutir a pauta do jornalzinho da escola, reúne a turma e vem para cá. É grátis, seguro e agradável. Antes, tínhamos que nos encontrar em shoppings - comenta a estudante Maria Eduarda Lessa, de 15 anos, moradora do bairro, que na noite da última quarta-feira convidou as amigas Aruana Soares e Nathalia Barbosa, ambas de 17, para um bate-papo no terraço.
O cinema do bairro, uma das últimas salas fora de shopping inauguradas pela rede Kinoplex no Rio, também tem números que mostram que o Méier é o bairro da vez. Desde a abertura, em novembro do ano passado, o Cine Carioca tem mantido uma taxa média de ocupação de 36,84%, contra 27,84% do restante dos cinemas do grupo.
Para quem prefere a noite boêmia, o Baixo Méier, situado na Rua Tenente Cerqueira Leite e arredores, é o endereço. Pela contas do Polo Méier, somente às sextas-feiras, cerca de cinco mil pessoas circulam pelas calçadas do ponto de encontro. A prefeitura até estuda fechar o acesso de carros à Tenente Cerqueira Leite de quarta-feira a domingo, das 20h às 3h, o que permitiria aos bares colocar mais mesas e cadeiras sobre as calçadas.
O presidente da Associação de Moradores do Méier, Jorge Barata, acredita que nos últimos tempos os empresários e comerciante estão descobrindo uma realidade já conhecida há tempos por quem vive na região: o morador do bairro quer diversão, serviço e bons imóveis:
- E está disposto a pagar por isso. Mas o bairro, segundo moradores, ainda enfrenta problemas, como a grande quantidade de pessoas vivendo nas ruas. E falta educação no trânsito. Segundo a Secretaria de Ordem Pública, de junho de 2012 a fevereiro deste ano, foram emitidas 22.065 multas. Publicado por: O Globo - Simone Candida
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17/04/2013
Nova associação fará estudo profundo do setor
Uma das dificuldades do mercado imobiliário é ter dados atualizados em âmbito nacional sobre o segmento. Mas isto deve mudar. Pelo menos é o que prometem os dirigentes da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) criada esta semana. A instituição, que conta com 19 empresas associadas, entre elas, MRV, Brookfield e Cyrela, pretende fazer um estudo profundo sobre o mercado imobiliário brasileiro, levantando número de lançamentos, vendas, entregas, entre outros.
Atualmente já existem instituições que fazem este tipo de levantamento, mas a maioria atua regionalmente. O Sindicato da Habitação (Secovi) é um exemplo. \"Pretendemos fazer um grande estudo sobre o setor, algo que jamais foi feito\", afirma Rubens Menin, presidente da Abrainc. O executivo é acionista majoritário da incorporadora MRV, especializada em imóveis para classe média e baixa. \"O que propomos é transparência, simplificação dos processos e maturidade nas discussões \", diz. Publicado por: Brasil Econômico -
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17/04/2013
Petrópolis terá R$ 650 mi para reaquecer economia
Empresários da região já contam com linhas de crédito para financiar seus negócios. Recursos são oriundos de um programa emergencial do BNDES
Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, terá linhas de crédito que totalizam aproximadamente R$ 650 milhões para reaquecer a economia, afetada pelas enchentes do mês passado. Os recursos foram liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e fazem parte do Programa Emergencial de Reconstrução de Municípios Afetados por Desastres Naturais (PER). O anúncio foi feito, ontem, pelo vice-governador do estado, Luiz Fernando Pezão.
\"São R$ 650 milhões em linhas especiais de crédito. Esses valores poderão ser acessados pelos empresários através da Caixa Econômica, Banco do Brasil e AgeRio (Agência Estadual de Fomento)\", disse Pezão, durante reunião com empresários da cidade.
De acordo com o governo fluminense, as condições oferecidas aos empresários da cidade são atrativas. A taxa de juros é de 5,5% ao ano, com carência de 24 meses e prazo de 10 anos para pagamento. Na reunião, Pezão ressaltou que esses recursos são importantes para as cidades que sofrem com desastres naturais e traçou um paralelo com os financiamentos concedidos a Nova Friburgo e Teresópolis anteriormente.
\"Há um dado da enchente passada em Friburgo e Teresópolis por meio do qual foi pos¬sível liberar R$ 400 milhões com o BNDES. É muito importante ter esse apoio tanto para reconstrução, mas também para colocar a indústria em lugar seguro e gerar mais emprego e renda\", disse.
O primeiro empresário a assinar um empréstimo com a AgeRio foi José Luiz Costa de Azevedo, de 52 anos. O valor de R$ 50 mil será empregado em obras na loja Rate Rações, que fica em Nogueira. \"Tenho muito problema com enchentes na loja. Agora, com a facilidade do empréstimo, vou tentar modificar a estrutura para ver se não somos mais atingidos\", disse o comerciante.
Além da liberação dos recursos, Pezão adiantou ainda que o governo fluminense estuda a criação de um distrito industrial em Nova Friburgo. Segundo o vice-governador, o local abrigará cerca de 42 empresas. \"Estamos desenhando um modelo para levar as empresas para um distrito indus-trial seguro na cidade por meio da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado (Codin)\", comentou. Publicado por: Jornal do Commercio -
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17/04/2013
Valor histórico
O prédio da Cruz Vermelha acaba de ser tombado pela Apac do Centro. A preservação inclui fachadas, portas, janelas e toda a parte interna. Só pequenas obras estão autorizadas. Até o segundo semestre haverá a troca das telhas de amianto por telhas de barro do tipo francesa, para não absorver o calor. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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17/04/2013
Suba nesse bonde
Apaixonado por tênis e Fórmula 1, o empresário e banqueiro brasileiro Antonio Carlos de Almeida Braga escolheu Portugal para desfrutar de sua aposentadoria. Braguinha, como é conhecido, é dono do Banco Icatu, hoje administrado pelos seus filhos Kati e Luis Antônio, e foi um dos maiores investidores das bolsas brasileiras dos anos 1980. Para ficar mais perto dos circuitos esportivos e receber amigos como o ex-piloto Emerson Fittipaldi e o ex-tenista Gustavo Kuerten, Braguinha passa boa parte de seu tempo em sua cinematográfica Quinta Penalva, em Sintra, vila portuguesa no Distrito de Lisboa. Privilégio de uma minoria abonada, até recentemente, desfrutar dessa vizinhança se tornou mais factível nos últimos tempos.
Graças ao cataclismo econômico que varre a Europa em geral e Portugal, em particular, para se ter uma casa portuguesa com certeza não é preciso ser dono de uma grande fortuna, como o velho Braga. \"Com a crise, o valor dos imóveis caiu e se tornou um bom investimento, principalmente para quem busca renda com aluguel\", afirma o corretor português Eduardo Evangelista Luis. \"Quem comprava deixou de comprar, os bancos emprestam menos e as pessoas, antes proprietárias, se tornam inquilinas, o que eleva a demanda por locação.\" A verdade é que, após cinco anos com o bonde da economia ladeira abaixo, os preços dos imóveis portugueses estão despencando.
Em média, o metro quadrado de um imóvel de alto padrão além-mar custa um terço do correspondente deste lado do Atlântico. \"Comprar uma boa casa portuguesa sai mais em conta do que investir em um imóvel mediano no Brasil\", afirma Paulo Elísio de Souza, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro. Segundo ele, o metro quadrado de um prédio novo, de alto luxo, na região mais nobre de Lisboa, sai por cerca de € 4 mil (R$ 10 mil), contra até R$ 35 mil cobrados nas avenidas Vieira Souto ou Delfim Moreira, no Rio de Janeiro, por exemplo. \"Pelo preço que se paga em um apartamento de 300 metros quadrados nessas avenidas cariocas, é possível ser dono de um castelo em Sintra\", diz Souza.
De olho nessa demanda, e com o objetivo de alavancar a economia do país, o governo português aprovou, em setembro do ano passado, uma lei que transforma o comprador de um imóvel com valor superior a € 500 mil em residente português, um grande passo para a obtenção da cidadania lusitana. Essa iniciativa já elevou o número de investidores brasileiros no país. De acordo com números do Banco Central do Brasil, o investimento brasileiro direto em Portugal atingiu US$ 128 milhões em 2012, um aumento de 32% em relação ao ano anterior. Portugal, no entanto, não está entre os principais destinos de investimentos brasileiros, ocupando a 20ª posição no ranking liderado pelos Estados Unidos e Espanha.
\"O brasileiro está descobrindo o país agora\", afirma Souza. O setor imobiliário é o alvo mais recente desse interesse por Portugal. \"A facilidade da língua e as semelhanças culturais vão fazer com que o brasileiro olhe para Portugal como uma opção de investimento\", diz Ligia Mello, especialista da Hibou, empresa paulista de pesquisas para o mercado imobiliário. Segundo ela, um apartamento de dois quartos em Lisboa pode ser alugado por cerca de € 625 mensais. Na região da cidade turística de Cascais, o aluguel de um apartamento novo, de dois quartos, sai por cerca de € 700. \"Isso significa um retorno mensal de 0,5% ao mês, já que imóveis com essas características podem ser encontrados por cerca de € 140 mil em ambas as cidades\", diz Ligia.
Entre os brasileiros, a maior procura é por imóveis residenciais. No entanto, também há oportunidades nos comerciais. \"A alternativa, nesse caso, é mais usada por fundos de investimentos, que enxergam uma oportunidade pontual de mercado\", diz Ligia. Um exemplo é o Olissipo, fundo imobiliário que terá em sua carteira hotéis, terrenos, escritórios e residências localizados na região metropolitana de Lisboa. A meta do fundo é captar € 200 milhões, com um retorno que pode ultrapassar 9% ao ano. \"Acreditamos que 2013 é o ano ideal para o investimento, antes do início da recuperação econômica, prevista para o fim de 2014\", afirma Miguel Aguiar, gestor do fundo. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Patrícia Alves
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17/04/2013
Inflação
O custo da construção civil no Rio disparou em março. Houve alta de 5,67%, diz o Sinduscon Rio. Foi efeito do acordo coletivo, que corrigiu os salários do setor em 9%. E dos 25 insumos pesquisados, 16 subiram de preço. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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16/04/2013
Mercado de imóveis aquecido
O primeiro trimestre de 2013 foi de expansão no mercado imobiliário carioca. O total de unidades lançadas cresceu 7% sobre o período janeiro-março de 2012. Foram 3.144 contra 2.938 um ano antes, informa a Ademi. Já o valor geral de vendas (VGV) bateu R$ 1.526 bilhão, alta de 26,7% na comparação com os três primeiros meses de 2012. Os lançamentos comerciais puxaram o saldo. Pouco menos de mil unidades somaram R$ 772,5 milhões, mais de cinco vezes o resultado anterior de R$ 140 milhões.
Já as 1.755 unidades residenciais somaram R$ 575,3 milhões. O setor hoteleiro ganhou 450 novos quartos, VGV de R$ 178,5 milhões. \"O ano começou mais cedo, como carnaval no início de fevereiro. Pesou no resultado dos comerciais o lançamento do Porto Atlântico\", diz João Paulo Rio Tinto de Matos, presidente da Ademi. Até o fim do ano, o desempenho de comerciais e residenciais deve se inverter, prevê. O mercado deve crescer 5% a 7% em 2013. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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16/04/2013
Prefeitura de Praia Grande quer reduzir déficit habitacional
A Secretaria de Habitação (Sehab) fez um diagnóstico da situação habitacional de Praia Grande, constatando que o déficit de moradias na cidade é de pelo menos 5 mil unidades.
Os dados se baseiam no cadastro de famílias inscritas no setor e vão orientar projetos para obtenção de verbas estaduais e federais para construção de conjuntos habitacionais no município.
A retomada das obras do conjunto residencial Imperador, de 248 unidades, foi uma das prioridades da pasta e a previsão de conclusão é para o início de 2014.
O investimento no conjunto do bairro Imperador é de aproximadamente R$ 7 milhões, sendo que uma parte proveniente de recursos municipais e outra do governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e BNDES.
De acordo com o secretário de Habitação, Alexsander Ramos, neste trimestre foram identificadas áreas para a construção de novos conjuntos habitacionais, que vão levar em conta a localização das famílias a serem beneficiadas.
\"O objetivo é evitar que as famílias deixem o bairro ou o entorno onde moram, evitando problemas de adaptação\", disse. Conforme o secretário, o próximo passo é atualizar informações socioeconômicas dos cadastrados para que sejam inseridas em programas habitacionais dos governos federal e estadual, contemplando famílias carentes de moradia no município.
Recém-criada, a Sehab teve outra incumbência do novo governo municipal: a aceleração da regularização fundiária de 44 núcleos da cidade.
O prefeito Alberto Mourão se disse satisfeito com o desempenho do atual secretário, destacando que as realizações vão cumprir o máximo possível do plano de governo visando reduzir o déficit habitacional e dar tranquilidade a quem ainda não tem o título de sua propriedade. \"Temos diversas decisões a tomar. Já encerramos de vez a insegurança dos que não têm o título de seus imóveis, ou seja, ninguém vai ser obrigado a deixar suas moradias. Agora, vamos nos empenhar para buscar recursos e parcerias com órgãos federais, estaduais e particulares para viabilizar a construção de moradias populares e inserir o máximo possível de famílias em planos habitacionais como o Minha Casa Minha Vida\". Publicado por: DCI -
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16/04/2013
Casa de aço
O grupo Saint-Gobain obteve autorização do Ministério das Cidades para que o \"drywall\" (chapas de gesso) seja usado no programa Minha Casa Minha Vida.
\"Esse sistema utiliza o concreto apenas em sua fundação. No restante da construção, são usadas estruturas de aço galvanizado\", diz Paulo Perez, da Saint-Gobain.
\"Uma casa de 40 metros quadrados leva cerca de 40 dias para ficar pronta com a construção em alvenaria. Com \"drywall\", a mesma casa fica pronta em oito ou nove dias e com uma economia de cerca de 10%.\"
A companhia fechou contratos para a construção de dois empreendimentos, com cerca de 330 casas. Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
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16/04/2013
Hora de financiar?
Quem tiver necessidade real de tomar crédito deveria pensar em fazê-lo já, é o que recomendam os especialistas. Isso porque, se houver o esperado aumento dos juros básicos da economia pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que pode ocorrer nesta semana ou no próximo mês - as apostas do mercado estão divididas -, o custo do empréstimo vai ficar mais alto. \"Se a pessoa realmente precisa, é melhor fazer [o financiamento] agora. Um possível aumento da Selic coloca o crédito em situação comparável, por exemplo, à dos veículos com redução do IPI\", diz o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Por isso, talvez seja melhor aproveitar antes que as condições atuais acabem.
Um olhar mais atento, porém, revela que a simples expectativa de alta da taxa Selic, que paira no ar desde meados de janeiro, já influencia os juros praticados no mercado. As novas dívidas têm ficado mais caras desde o início do ano. Em janeiro, a taxa média de juros das operações de crédito com recursos livres para pessoa física, calculada pelo BC, subiu 0,74 ponto percentual em relação a dezembro. Em fevereiro, registrou novo acréscimo, de 0,52 ponto percentual sobre o mês anterior.
Esse movimento acontece porque, assim como a expectativa de que vai haver um aumento da Selic mexeu com os juros negociados no mercado futuro, que tem impacto sobre os investimentos, o mesmo ocorre no mundo dos empréstimos. \"O mercado futuro vai precificando essas expectativas e, como a captação de recursos está sujeita às taxas futuras, torna o \'funding\' mais caro\", afirma Félix Cardamone, vice-presidente executivo do Santander para produtos, varejo, financeira e seguros.
Se ocorrer um aumento da Selic, entretanto, a decisão do Copom aparentemente passaria longe de ser uma comporta aberta para a volta de juros tão altos quanto os que existiam antes da mínima histórica. O boletim Focus do Banco Central, que reúne projeções de instituições para indicadores macroeconômicos, publicado em 12 de abril, mostra que o mercado estima uma elevação total de 1,25 ponto percentual da Selic até o fim do ano, em doses de 0,25 a 0,50 ponto percentual.
Por conta dessa perspectiva de aumento contido, especialistas divergem sobre o impacto desse esperado aperto monetário sobre as taxas cobradas nos financiamentos. Na visão do consultor Mauro Calil, a alta da Selic tem efeito limitado por conta dos \"spreads\" - a diferença entre custo de captação e a taxa cobrada ao se emprestar os recursos - ainda muito elevados mesmo após as quedas recentes. \"As linhas são caras no Brasil e, para taxas de dois e até três dígitos ao ano, um ponto percentual a mais, na prática, é pouco sentido pelo consumidor\", afirma.
Na mesma linha de argumentação, o professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Samy Dana, vê o impacto de uma subida da Selic diluído no custo das dívidas mais tomadas pelos brasileiros, como cheque especial e cartão de crédito. \"Mesmo com as reduções [de taxas] do ano passado, ainda temos o segundo maior \'spread\' do mundo\", afirma o pesquisador.
A consequência de uma elevação da Selic sobre o crédito depende, no entanto, da duração e extensão do ciclo de aperto monetário. Embora a estimativa do mercado para o acréscimo na taxa básica se restrinja a 1,25 ponto percentual até o fim do ano, para o consumidor esse aumento pode ser maior.
Em artigo publicado no Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, em 20 de março, uma fonte de mercado confirmou ao colunista Cristiano Romero a possibilidade de aumentos nas taxas de crédito proporcionalmente maiores que a alta da Selic. Segundo essa fonte, mesmo que o Copom comece o ciclo de aperto monetário com uma subida de 0,25 ponto percentual, o juro bancário poderia ter um salto bem maior, de um a dois pontos percentuais. Esse aumento viria por conta de uma recomposição de margens comprimidas desde a cruzada do governo pela queda do spread.
De qualquer modo, ainda que não ocorra uma alta desproporcional na ponta do consumo, mesmo pequenas elevações da Selic tendem a afetar esse mercado de modo considerável, como mostram várias pesquisas. O próprio BC tem documentos que indicam transmissão completa de elevações da taxa básica pelo canal de crédito.
Outros estudos sugerem um peso ainda maior do aperto monetário sobre as linhas bancárias. Um levantamento do Grupo de Economia Aplicada da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), a partir de séries históricas de 2000 a 2011, estabelece uma relação mais expressiva entre Selic e taxas de empréstimos: cada 1 ponto percentual de alta do juro básico equivaleria, em média, a mais 1,7 ponto percentual no custo do financiamento para a pessoa física. O aperto monetário nessa relação poderia equivaler, no fim do ano, a um aumento de, pelo menos, 2,12 pontos percentuais no custo do crédito bancário, caso o cenário previsto no boletim Focus prevaleça.
Parece pouco, mas um aumento de dois pontos em uma dívida de longo prazo tem impacto significativo. Em um financiamento de veículo de R$ 20 mil em 60 meses, por exemplo, só os juros extras equivalem a mais de R$ 2 mil. Ou seja, o tomador pagaria 10% a mais sobre o valor total emprestado.
Como consequência do ciclo de afrouxamento monetário, de agosto de 2011 a outubro de 2012, que cortou 5,25 pontos percentuais da Selic, e da pressão do governo, o custo do crédito caiu. Desde julho de 2011 até fevereiro deste ano, a taxa média de operações para pessoa física com recursos livres medida pelo BC teve um decréscimo de 7,56 pontos percentuais, que equivale a queda de 17,71%. O cheque especial teve uma diminuição de 32 pontos percentuais no período, ou seja, um barateamento de 18,8%.
O corte de taxas, entretanto, passou longe de ser linear dentro dos bancos e das financeiras. O que aumentou mesmo foi a distância entre as taxas cobradas pelas instituições, particularmente entre as públicas e as privadas, para as linhas mais usadas pelos brasileiros, como cheque especial, cartão de crédito e crédito direto ao consumidor (CDC). As diferenças chegam a ser de 163% entre as mais baratas e as mais caras praticadas pelos maiores bancos de varejo, segundo dados disponíveis no BC.
Devido a essas disparidades, os usuários das linhas mais caras devem considerar a mudança de instituição. \"Não faz sentido continuar pagando mais de 6% de juros ao mês no cheque especial se existem opções mais baratas no mercado\", afirma Letícia Camargo, planejadora financeira certificada pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).
Para a especialista, se o consumidor pesquisa o menor preço antes de comprar um produto, deveria fazê-lo também com as taxas de juros. Mesmo no caso de dívidas já contratadas, a comparação ajuda a diminuir custos porque empréstimos antigos podem ser portados para instituições com melhores condições.
O momento ainda é propício para o consumidor trocar uma dívida cara por outra mais barata, mesmo sem mudar de banco. \"Para o endividado, provavelmente a melhor opção é um consignado, que é a linha com a melhor taxa do mercado, fora o financiamento imobiliário\", diz a planejadora. O consumidor de crédito pode, por exemplo, cobrir o cheque especial para não ficar continuamente tomado a taxas de até 9% ao mês.
Embora o momento seja favorável ao crédito, os especialistas são unânimes em alertar para o perigo de se contrair dívidas sem necessidade real. \"Consumir pagando juros é uma barbeiragem financeira\", afirma Mauro Calil. Publicado por: Valor Econômico - Sérgio Tauhata
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15/04/2013
Spas em hotéis e condomínios são novo filão
Marcus Ginjas, proprietário da rede Spa Collection, uma das maiores operadoras do segmento no país - responsável pela montagem de spas em hotéis e também em condomínios em vários estados - , deixou a atividade de engenheiro à frente de uma grande construtora para investir em um filão ainda novo no mercado brasileiro e até pouco tempo atrás atrelado a dietas e sacrifícios. O jeito de vivenciar a ida a um spa mudou no Brasil, seguindo a tendência internacional. E foi nessa onda que a empresa de Ginjas se encaixou e hoje cresce em média 30% ao ano. Sua empresa tem spas instalados em hotéis nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste. Boa parte do público que utiliza os serviços é do mercado corporativo.
A expansão do setor hoteleiro no país beneficiou sua empresa, que já estuda projetos para empreendimentos em construção no país.Ele não revela números de faturamento, mas adianta que a montagem de um spa custa aproximadamente R$ 3 mil o metro quadrado. E a metragem varia de 300 metros quadrados a espaços de cinco mil metros quadrados. A Spa Collection t rabalha com desenvolvimento e consultoria de spas, operados pel os próprios hoteleiros ou condomínios. O outro caminho é a montagem e administração do spa sob responsabilidade integral de sua empresa. O mais recente empreendimento desenvolvido pela empresa de Ginjas é o Windson Spa & Fitness do hotel Windsor Atlântica, no Rio. Este é o primeiro da rede Windsor no país. A i nvestida de Ginjas nesse segmento começou em 1999.
\"Os hotéis no Brasil já identificavam o spa como um produto hoteleiro. Mas ainda com foco no emagrecimento. Somente o mercado americano de spas movimenta R$ 13 bilhões ao ano e passa a bilhet eria de ci nema. O spa em mercados maduros é um produto de relaxamento. Aqui, é um mercado em desenvolvimento com grande caminho para crescer\", explica Ginjas. Publicado por: Brasil Econômico - Rio de Negócios
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15/04/2013
Mais conforto e charme para a Melhor Idade
Construtoras projetam unidades que têm itens que ajudam no dia a dia de pessoas com mais de 60 anos
A Terceira Idade está na mira das construtoras. Este público, segundo o IBGE passou de 5,9% em 2000 para 7,4% em 2010. Com isso, há uma atenção maior das empresas em elaborar e lançar projetos que contemplem os idosos do país. Uma das empresas a sair na frente foi aTecnisa.Como programa \"Projetando com Consciência Gerontológica\", fisioterapeutas, arquitetos e geriatras são responsáveis por
levantar as necessidades e desejos dos clientes com mais de 60 anos.
A partir dos resultados, a empresa elaborou conjunto de práticas para implantar em projetos. Entre as iniciativas apontadas estão piscina com escada de alvenaria e corrimão e pisos antiderrapantes e sem brilho para não ofuscar a visão.
Facilidades
Já nos apartamentos, a preocupação está na instalação de bacia especial nos banheiros, barras de apoio e banco basculante dentro do box. As tomadas ficam em altura maior para que os idosos não precisem se abaixar para ligar ou desligar eletrodomésticos.
\"Não fazemos empreendimentos exclusivos para idosos e sim incluindo os idosos. E os benefícios conseguidos atingirão a todos que morarem no condomínio: crianças baterão menos a cabeça em vidros, gestantes acessarão mais facilmente as piscinas, mães com carrinhos de bebês passarão pelas portas, pessoas com lesões temporárias terão rampas nas áreas comuns. Ou seja, focamos na Terceira Idade, mas terminamos com projetos melhores para todos\", explica Patricia Valladares, diretora de Projetos da Tecnisa.
Condomínio com acessibilidade
No edifício Augusto Cesar Cantinho, em Botafogo, foram adotadas várias iniciativas para garantir a qualidade de vida dos idosos e das pessoas com necessidades especiais, que representam 18% dos moradores. Síndica desde 2005, Henriette Krutman afirma que, entre as medidas, estão instalação de corrimões e de rampas, colocação de fitas antiderrapantes, sinalização em Braille nos elevadores, além de compra de cadeira de rodas.
\"O desafio de enfrentar o envelhecimento com saúde, conforto e dignidade deve ter foco privilegiado e merece a atenção dos gestores de condomínios\", esclarece Henriette.
Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
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15/04/2013
\'Imóveis nas zonas oeste e norte ficarão valorizados\'
Quem pensa em comprar imóveis nas zonas Norte e Oeste deve correr. A valorização que levou às alturas os preços na Zona Sul deverá chegar às outras áreas da cidade. A previsão é do vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio), Leonardo Schneider. Ele ressalta que muitos, principalmente os mais jovens , terão que abrir mão de seus bairros favoritos na hora de comprar um apartamento. -Os preços dos imóveis continuarão a subir ? -Provavelmente não. Mas também não irão diminuir. O que deve acontecer é uma acomodação dos preços, como já estamos percebendo há algum tempo. E isso é parte do fenômeno que vai fazer com que imóveis em bairros da Zona Norte e também da Zona Oeste passem a ser cada vez mais valorizados. -Por que? -Os preços na Zona Sul não vão cair porque há uma demanda muito grande naquela região e, ao mesmo tempo, pouco espaço para novas construções. Isso vai fazer com que as pessoas considerem cada vez mais a opção de viver em bairros com preços mais baixos. -O cenário é mais grave para os jovens, não? - Sem dúvida. Quem está começando a vida profissional vai encarar essa situação. Isso fará com que a Zona Sul envelheça e jovens busquem bairros como a Barra, Jacarepaguá e São Cristóvão. De um modo geral, os preços no Rio triplicaram nos últimos quatro anos, e a renda não subiu tanto. Mas surgiram facilidades como opções de financiamentos e expansão do crédito imobiliário. Publicado por: O Dia - Informe do dia
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14/04/2013
Imóveis estão cada vez menores
No Rio, redução no tamanho das unidades chega a 29% em dez anos
O mercado imobiliário continua em alta, já o tamanho dos imóveis novos... está cada vez menor. Levantamento inédito da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ) mostra que, nos últimos dez anos, a redução da metragem chega a 29% nos apartamentos de um e de quatro quartos. Nos outros tipos, as reduções são menores, vão de 17,9%, no caso de dois dormitórios, a 8,5%, para os de três quartos. Em todos, a consequência é a criação de plantas mais enxutas recheadas de truques para dar a sensação de maior amplitude. Como instalação de portas mais largas, retirada dos corredores e integração de sala e cozinha.
No caso dos imóveis de quatro quartos, voltados para uma classe mais abastada, por exemplo, o que se vê é a compactação dos quartos e a integração de ambientes. Com isso, em média, os imóveis que em 2002 chegavam a quase 200 metros quadrados têm hoje cerca de 123,30 metros quadrados. Espaço que até pouco tempo era destinado a imóveis de três dormitórios. Na outra ponta, os imóveis de apenas um quarto também sofreram reduções expressivas: de 55,77 metros quadrados há dez anos para 39,38.
Tudo em nome da viabilidade econômica dos empreendimentos, como argumentam os atores do mercado.
- Com a valorização do metro quadrado, se as construtoras não diminuíssem o tamanho dos imóveis, eles não caberiam no bolso dos compradores - sustenta Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel.
Novas Plantas, novos hábitos
Internamente, essas novas plantas acabam por facilitar mudanças nos hábitos de seus moradores. Nos imóveis de dois, três e quatro quartos, a cozinha - que na casa brasileira sempre foi central - passa agora a integrar a área social acoplada à sala de estar, o que é justificado pela vontade de receber amigos em casa. Já os corredores, que em imóveis antigos eram enormes e marcavam claramente a divisão entre áreas social e íntima, desaparecem, e sua função acaba sendo, muitas vezes, assumida pelas varandas.
- É comum ver plantas em que a varanda vai da área ao quarto. É ela que faz essa ligação, já que os quartos se abrem quase dentro da sala - diz a professora da UFRJ, Helena Lacé.
Já os imóveis menores têm seu aliado no avanço da tecnologia: surgem móveis multifuncionais e aparelhagens menores (como as TVs sem tubo), que passam o ocupar menos espaço.
Serviços de residencial e áreas comuns ampliadas são usados para compensar redução
A valorização do metro quadrado não é a única justificativa para a redução das áreas internas dos apartamentos. A escassez de terrenos em áreas nobres e a mudança na dinâmica das famílias também ajudam a aumentar a oferta de imóveis mais compactos. No Rio, eles não são ainda menores porque a legislação só permite a construção de unidades com menos de 55 metros quadrados em áreas do
Recreio, Zona Norte e na área do Porto. Considerando-se que a média de tamanho dos novos apartamentos de um quarto é de 39,38 metros quadrados, observa-se que as unidades nessa tipologia estão concentrados nessas regiões. O Minha Casa Minha Vida também contribui para a redução do tamanho.
O novo presidente da Ademi/RJ, João Paulo de Matos, tem outra justificativa: há uma fatia do mercado, diz, que procura mesmo imóveis menores.
- As pessoas casam mais tarde, têm menos filhos: a demanda por imóvel menor está crescendo. Há enorme carência de sala-quarto, por exemplo, no Rio. Mas a legislação não viabiliza sua construção.
Já o vice-presidente do Secovi-Rio, Antônio Paulo Monnerat, lembra que a escassez de terrenos, principalmente na Zona Sul, é fundamental para entender a questão na cidade:
- Quando aparece um terreno na Zona Sul, é preciso aproveitar cada milímetro.
Para compensar as unidades menores, as construtoras investem cada vez mais nas áreas comuns dos condomínios, que acabam por se tornar extensões dos apartamentos. Crescem o número de facilidades que vão de brinquedoteca a varandas gourmet, passando por estúdio, adega e spa.
O número de serviços agregados também aumenta. Há condomínios que oferecem serviços como os dos apart-hotéis. E em alguns casos, apenas sob demanda, ou seja, só paga pelo serviço quem usá-lo, evitando aumento excessivo da taxa. É o caso do Bourgogne Résidences, que a MDL Realty constrói em Jacarepaguá. O prédio vai oferecer serviços como lavagem de carros, babá, arrumação e limpeza,
passeador de cachorros e entrega de supermercados. Todos feitos por funcionários terceirizados.
- Essa é uma evolução natural do mercado imobiliário. Os condomínios estão se transformando em centros de serviços - acredita Fábio Lopes, presidente da MDL. - Com a vida mais agitada e a redução de empregados domésticos, que já vem acontecendo, as pessoas precisam de mais infraestrutura nos condomínios. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
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14/04/2013
Estudantes devem fazer projetos em aço
Estão abertas até 30 de junho as inscrições para o Concurso de Projeto em Aço para estudantes de arquitetura. Promovido pelo Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), a premiação propõe a criação de uma biblioteca pública. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.cbca-acobrasil.org.br.
Publicado por: O Globo -
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14/04/2013
Duas novas linhas no Banco do Brasil
O Banco do Brasil lançou duas novas linhas de crédito imobiliário com recursos do FGTS: o Pró-Cotista e o BB Crédito Imobiliário Aquisição PF FGTS. A primeira, para imóveis de até RS 450 mil, é voltada a quem possui conta ativa no FGTS e um mínimo de 36 contribuições. A segunda possibilita a contratação de imóveis novos e usados de até R$ 190 mil, sem necessidade de conta vinculada ao FGTS. Publicado por: O Globo -
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14/04/2013
Caixa bate recorde
As operações de crédito imobiliário da Caixa Econômica fecharam o primeiro trimestre com o recorde de R$ 28,91 bilhões em concessões de financiamento. \"Crescemos 31,7% a mais que o registrado no mesmo período de 2012, quando as contratações atingiram R$ 21,9 bilhões\", disse José Urbano Duarte, vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa. Publicado por: O Dia -
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12/04/2013
Saiba como declarar ganho de capital com a venda de imóveis
Desde 1º de março é preciso entregar a declaração do imposto de renda. Confira algumas explicações de especialistas sobre as principais dúvidas dos leitores
A Receita Federal espera receber 26 milhões de declarações em 2013. Todos os contribuintes que receberam no ano passado rendimentos tributáveis superiores a 24.556,65 reais precisam prestar contas ao Fisco. Quem deixar de entregar o IR 2013 pode ser multado em 165,74 reais ou ser obrigado a pagar 20% do valor do imposto devido. A pergunta abaixo pode ajudá-lo a preencher sua declaração de renda.
Tenho um terreno declarado ao valor de 150.000 reais. No final de 2012, iniciei a construção de um pequeno condomínio de quatro casas com o objetivo de vendê-las. A construção terminou em fevereiro de 2013. Como devo declarar essas unidades e como farei a apuração de ganho de capital, uma vez que a venda dos imóveis devem ocorrer em datas diferentes?
Primeiramente, e já na declaração de ajuste anual deste ano, você deverá incluir as construções e benfeitorias realizadas no terreno até dezembro de 2012. Depois que obtiver o \"Habite-se\" da prefeitura para as unidasdes, você deverá fazer o RGI (Registro Geral de Imóvel), indicando a proporcionalidade do terreno para cada casa.
Quando isso ocorrer, deverá constar na declaração do respectivo ano. Então, indique no histórico do bem que a aquisição das novas unidades se deu por construção própria, e coloque o valor proporcional do terreno e das benfeitorias para cada unidade. O valor total das unidades não deve ser superior ao valor do terreno e da construção.
O Ganho de Capital será feito no momento da venda de cada unidade e deve ser apurado pela diferença entre o custo da cada unidade (terreno e benfeitorias) que constar da última declaração e o preço de venda. Há um programa específico da Receita Federal para apuração de ganho de capital (RFB/GCAP). Publicado por: Veja Online -
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12/04/2013
Obras do \'Minha Casa\' vão ter de incluir escola e posto de saúde
A partir de agosto, os projetos de conjuntos habitacionais destinados a famílias de baixa renda no programa Minha Casa Minha Vida deverão incluir, além dos imóveis, a construção de escolas e postos de saúde.
A ideia do governo é acelerar a instalação desses benefícios e evitar que os imóveis fiquem prontos antes de as prefeituras concluírem as áreas para educação e saúde.
O financiamento do empreendimento incluirá a escola e o posto de saúde. Tudo será feito pela construtora ao mesmo tempo.
A regra se aplicará apenas aos imóveis para famílias com renda de até R$ 1.600. O Ministério das Cidades deverá editar nos próximos dias uma portaria sobre o tema. Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
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12/04/2013
Cedae amplia a oferta de água em Campo Grande
Inauguração de dois troncos assegura 84 milhões de litros a mais por dia para a população na região. Companhia também reformou o Reservatório Victor Konder
Cerca de 300 mil pessoas serão beneficiadas com a inauguração de dois novos sistemas de abastecimento de água realizada, na quinta-feira, pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) em Campo Grande, na Zona Oeste. No total, de acordo com a companhia, a população da região terá uma oferta adicional de 84 milhões de litros por dia. Na cerimônia, o governador Sérgio Cabral adiantou que adotará metas para que a Cedae seja cada vez mais eficiente.
\"A Cedae está no caminho certo. Já realizou a reestruturação financeira e administrativa e, agora, começa a investir pesado no aumento da oferta de água e na expansão da,rede de esgoto. Começaremos a cobrar metas para que seja uma companhia que atenda melhor ao povo\", destacou.
A expectativa da Cedae é que o novo sistema possa garantir a qualidade no abastecimento da Estrada do Monteiro, Estrada do Magarça e da Avenida Cesário de Melo, na região central de Campo Grande.
\"A Cedae pôde captar investimentos de R$ 25 milhões dos governos federal e fluminense para os dois projetos, que garantirão o fornecimento de água para 100 sub-bairros da região\", disse o presidente da Cedae, Wagner Victer, destacando que o bairro vêm passando por um processo constante de crescimento populacional nos últimos anos. \"As obras já contemplam seu crescimento futuro. A ampliação da oferta na região será importante também para a Jornada Mundial da Juventude\", completou.
O vice-governador Luiz Fernando Pezão ressaltou que o trabalho da Cedae está ainda apenas no começo. Para ele, no entanto, a companhia está no caminho certo. \"A empresa era deficitária, com prejuízo mensal de R$ 30 milhões. A atual gestão saneou a companhia, que pagou suas dívidas com o governo federal e conquistou novamente o direito de captar investimento\", comentou.
Sistema
O novo tronco Santíssimo - Guaratiba tem capacidade para transportar até 52 milhões de litros de água por dia, suficiente para atender até 200 mil habitantes. O sistema, que começa na Rua Uirapuru, na Nova Elevatória do Lameirão, e é interligado a outro tronco, na Estrada do Mato Alto, na altura do Largo do Correa, tem 12 quilômetros de tubulações.
Já a segunda obra consistiu no assentamento de um tronco com 2 quilômetros de tubulações, que transportará água até a elevatória construída perto do Reservatório Victor Konder, permitindo a distribuição de 32 milhões de litros por dia. O volume é suficiente para abastecer mais 130 mil pessoas.
Além dos dois troncos, a Cedae revitalizou o reservatório, que ganhou iluminação artística. A construção, inaugurada em 1928, é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). Ela tem capacidade de armazenar até 16 milhões de litros de água.
Além do governador, do vice-governador e do presidente da Cedae, também participaram da cerimônia o secretário estadual do Ambiente, Carlos Mine, e o presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB). Publicado por: Jornal do Commercio -
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12/04/2013
Tomba, Paes
O Cine Santa, em Santa Teresa, no Rio, foi tombado pela Câmara dos Vereadores.
A medida garante que o imóvel só poderá ser usado como cinema. Mas ainda falta a assinatura de Eduardo Paes. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
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11/04/2013
Custos das obras desaceleram em março, diz IBGE
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) apresentou variação de 0,18% em março, indicando queda de 0,55% ante ao resultado registrado em fevereiro (0,73%). Considerando o período de janeiro a março de 2013, a alta está em 1,10%, contra 1,21% em igual período de 2012. Nos últimos doze meses, o índice acumulou variação de 5,55%, abaixo dos 5,69% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em março de 2012 o índice foi de 0,31%.
O custo nacional da construção por metro quadrado no último mês fechou em R$ 865,03, sendo R$ 457,60 relativos aos materiais e R$ 407,63 à mão de obra. Em fevereiro, o custo foi de R$ 863,46.
O índice de materiais apresentou variação de 0,22%, taxa menor que a registrada no mês anterior (0,33%). Também houve variação menor do índice de mão de obra, que foi de 0,14% em março e de 1,18% em fevereiro.
A Região Sul foi a que apresentou maior variação no último mês, com 0,68%. O Rio Grande do Sul apresentou a maior taxa dentro desse grupo (1,05%). Em seguida, vêm a Região Norte (0,22%), Nordeste (0,22%), Sudeste (0,04%) e Centro-Oeste (-0,06%).
O sudeste apresentou o maior custo por metro quadrado (R$ 901,20), seguida do Norte (R$ 881,27), do sul (R$ 878,63), do centro-oeste (867,67), e, por final, do nordeste (R$ 810,51).
Devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, Piauí e Rondônia registraram as maiores taxas mensais: 3,82% e 3,46%, respectivamente. Publicado por: DCI -
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11/04/2013
BB lança duas novas linhas com FGTS
O Banco do Brasil lançou duas novas opções para aquisição da casa própria com recursos do FGTS: O BB Crédito Imobiliário Aquisição PF FGTS e o Pró-Cotista. A primeira linha possibilita a contratação de imóveis novos e usados, no valor de até R$ 190 mil, sem necessidade de ter a conta vinculada do FGTS. Já o Pró-Cotista é voltado a clientes que possuem conta ativa no FGTS e um mínimo de 36 contribuições. A primeira tem taxas a partir de 5% ao ano e a segunda, 8,9% a.a. + TR.
Publicado por: Brasil Econômico -
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11/04/2013
Proposta de píer em E será debatida em evento no IAB
Objetivo é discutir o projeto alternativo para a Zona Portuária
Muito já se escreveu sobre os encantos da vista do Rio, que impactam os visitantes desde o século XVI. Mas, no momento, apenas duas letras podem mudar a imagem da cidade para quem chega pelo porto, como os turistas que desembarcam de transatlânticos. \"Y\" é o formato de píer que consta na proposta que vem sendo trabalhada pela Companhia Docas. Projetado para ser construído entre os armazéns 2 e 3, passou a chamar a atenção após simulações mostrarem seu impacto na paisagem com os grandes navios ancorados, que encobririam, inclusive, o Museu do Amanhã, do arquiteto Santiago Calatrava, um dos marcos do processo de revitalização da Zona Portuária. Já o \"E\" dá forma a uma proposta alternativa, elaborada pela filial carioca do escritório de arquitetura espanhol Alonso-Riera-Balaguer, e pelo brasileiro Blac, em parceria com a agência pública de planejamento estratégico Barcelona Regional (BR), que promete menos interferências na paisagem da orla do porto.
O projeto do píer em E, que foi apresentado no último dia 4 à direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília, e a proposta em Y, já aprovada, serão discutidos no auditório do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) no próximo dia 29 (A CONFIRMAR!!!!). Segundo o presidente da entidade, Sérgio Magalhães, a intenção é debater uma questão maior para a cidade.
- Não é um problema alfabético. Queremos debater muito mais do que o pier, mas a frente marítima da cidade, que envolve a Praça Mauá e toda a Zona Portuária. Por isto abriremos espaço para a apresentação pública dos dois projetos. Depois disto, vamos nos posicionar - disse Magalhães, acrescentando que o fato de um deles já ter sido escolhido não significa que o destino da região esteja selado.
A proposta em E já é de conhecimento da prefeitura e vem sendo apresentada por seus idealizadores a várias autoridades e instituições. Segundo eles, a recepção tem sido muito boa. O Iphan, por exemplo, teria achado bastante positiva a ideia de valorizar a região histórica e repleta de prédios tombados. Os arquitetos preveem que o pier pode ficar pronto em dois ou três anos. Já a revitalização da Zona Portuária e a implantação do parque com museus e lojas podem levar décadas.
- Nossa proposta gera vistas transversais da cidade, porque com o pier em forma de E os transatlânticos ancorariam perpendicularmente à margem da Baía de Guanabara. Sem elementos que sirvam como barreiras visuais para quem chega pelo mar, o impacto visual é menor. Também afastamos o pier 600 metros do Museu do Amanhã, para não interferir volumetricamente na paisagem - explica o arquiteto catalão Ignasi Riera, um dos responsáveis pelo projeto, lembrando que a primeira \"barreira\" da vista, o Viaduto da Perimetral, está para ir abaixo. - Além de discutir se o pier será em Y, E, M, ou qualquer que seja a letra, a questão é como podemos integrar a operação do porto com o entorno urbano. É preciso melhorar a cidade, e não piorar. É uma nova rotina que repercute no novo bairro.
A ideia do projeto é fazer com que o turista que chega ao Rio pelo mar, em cruzeiros, já se sinta na cidade assim que desembarca. Neste sentido, seria construída uma alfândega numa \"praça dos cruzeiristas\" afastada dos antigos armazéns, a fim de que estes ficassem livres para ceder espaço a restaurantes e lojas do grande boulevard previsto para ocupar o espaço onde hoje é a Avenida Rodrigues Alves, que estaria integrado ao Porto Maravilha desde a Praça Quinze. Segundo os idealizadores da proposta do Pier em E, o formato em Y não contempla isso, pois seria construído no meio do caminho, cortando sua continuidade e bloqueando o trânsito de pedestres.
- Isso não contribui para a ambiência da cidade, coisa que uma infraestrutura do porte da que imaginamos pode contribuir - diz João Pedro Backheuser, da Blac, que com os catalãs da Alonso-Riera-Balaguer já ganhou o concurso do IAB para desenvolver a futura vila olímpica da Rio 2016.
- Estamos fazendo um projeto de cidade em que cariocas e turistas podem caminhar e chegar à beira do mar, uma área que se pode recuperar como espaço público. Cruzeiristas podem passar pelo boulevard até a Praça dos Museus. Afinal, eles já estão na cidade quando desembarcam. O objetivo é trazer a atividade do seafront para o interior do novo bairro, sua parte histórica. Algo que hoje não se faz - completa Riera, fazendo referências ao Puerto Madero, em Buenos Aires.
Ainda de acordo com ele, o planejamento do pier precisa ser feito como se fosse um aeroporto, uma vez que esta futura entrada da cidade ganhará cada vez mais importância. E passageiros. Portanto, sua estrutura precisa ser dimencionada para absorver o fluxo de pessoas chegando nos cruzeiros e para que elas peguem ônibus para seus destinos, assim como para a movimentação de carga e descarga.
Na avaliação dos idealizadores do Pier em E, caso implementado, o Y geraria ainda mais afogamento naquela zona da cidade, já bastante conturbada, para o qual o projeto aprovado não prevê soluções.
Procurada, a Companhia Docas não confirmou se participará do debate. Publicado por: O Globo - Paula Autran
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11/04/2013
Bambas batizam condomínios na Frei Caneca
A construção dos edifícios do Minha Casa, Minha Vida transforma em bairro o terreno da Rua Frei Caneca onde havia um conjunto de penitenciárias. Segundo a Secretaria Estadual de Habitação, haverá por lá 998 apartamentos divididos em dois condomínios que serão batizados com nomes de bambas nascidos no vizinho Estácio - Zé Keti e Ismael Silva. Publicado por: O Dia -
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10/04/2013
Custo da construção civil cai para 0,18% em março
O Índice Nacional da Construção (Sinapi) teve inflação de 0,18% em março deste ano, taxa inferior ao 0,73% observado no mês anterior. O dado foi divulgado hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O metro quadrado da construção passou a custar R$ 865,03 em março. O custo dos materiais subiu 0,22% e chegou ao valor de R$ 457,60 por metro quadrado. Já o custo da mão de obra aumentou 0,14% e passou a custar R$ 407,43.
O Piauí, com inflação de 3,82%, e Rondônia, com 3,46%, foram os estados que registraram maiores aumentos no custo da construção em março. Oito estados tiveram deflação (queda do custo), com destaque para o Amazonas (-0,47%) e o Amapá (-0,26%). Publicado por: Jornal do Commercio -
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10/04/2013
Velódromo
Lembra até um capacete de ciclista. Certo? Mas este bonito projeto coordenado pela Empresa Olímpica Municipal é o do novo velódromo. O equipamento começa a ser construído no segundo semestre e vai substituir o atual, erguido para o Pan e que está fora dos padrões olímpicos. O templo esportivo, na entrada do Parque Olímpico, em frente à Avenida Abelardo Bueno, na Barra, receberá as competições de ciclismo nos Jogos de 2016. Com cinco mil lugares fixos e a possibilidade de mais mil assentos temporários, o projeto do novo velódrimo foi desenvolvido pelo consórcio Rio Equipamentos Olímpicos. Prevê acessibilidade total, eficiência energética e uso racional de água. Maravilha!
Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
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10/04/2013
Projeto Shakespeare
O Centro velho do Rio deve ganhar uma espécie de filial do famoso Shakespeare\'s Globe, de Londres. O teatro inglês foi construído em 1599 e teve entre seus sócios o próprio William Shakespeare. O prédio atual foi reinaugurado em 1997.
Já...
O projeto carioca, que conta com o apoio entusiasmado do prefeito Eduardo Paes, é liderado pelo economista Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central. A ideia é erguer o espaço com recursos privados e a consultoria dos ingleses. Tomara.
Na verdade...
Quem primeiro pensou, há quatro anos, em construir uma réplica do Shakespeare\'s Globe no Brasil foi o produtor mineiro Mauro Maya. Seu sonho é fazer o teatro na cidade Rio Acima, Minas Gerais. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
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10/04/2013
Crescimento de 31,7% primeiro trimestre
As operações de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal fecharam o primeiro trimestre de 2013 com o recorde de R$ 28,91 bilhões em contratações. \"Crescemos 31,7% a mais que o registrado no mesmo período de 2012, quando as contratações atingiram R$ 21,9 bilhões\", disse o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte.
De acordo com o banco, o desempenho do período levou à revisão da estimativa inicial de R$ 120 bilhões em contratações para R$ 126,5 bilhões neste ano. Em 2012, o volume de contratações em habitação na Caixa foi R$ 106,74 bilhões.
Segundo a Caixa, impulsionaram o crédito imobiliário a estabilidade econômica, o aumento da renda da população, a elevação do nível de emprego, a confiança do setor produtivo e a redução do risco bancário. Além disso, houve redução das taxas de juros e ampliação de 20 para 35 anos do prazo dos financiamentos habitacionais.
\"A Caixa tem atuado sempre com a melhor taxa, melhor prazo e melhor cota de financiamento, com melhores condições para o cliente. Este ano, estamos investindo forte na melhoria do processo para facilitar ainda mais o acesso e o atendimento ao cliente\", afirmou.
Do total contratado no período, R$ 17,04 bilhões foram referentes à aquisição ou à construção de imóveis individuais, enquanto que R$ 11,87 bilhões (41% do total) corresponderam a financiamentos para a produção de imóveis (financiamento às construtoras para execução de empreendimentos). O diretor de Habitação ainda destacou que o crescimento dos contratos para a produção, que em 2007 correspondiam a apenas 14% do total dos financiamentos, foi impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).
\"O Minha Casa, Minha Vida passou a dar um subsídio que pode chegar a mais de 90% do valor do imóvel e trouxe para o mercado um segmento social que também representa mais de 90% do déficit habitacional\", afirmou Duarte. Publicado por: Monitor Mercantil -
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09/04/2013
Copacabana terá mais 12 hotéis até as Olimpíadas
Associação de moradores está preocupada com queda na qualidade de vida por causa de empreendimentos
Até as Olimpíadas de 2016, Copacabana ganhará nada menos que 12 novos hotéis. Seis estão em construção e quatro já foram licenciados pela prefeitura. Mais dois projetos estão sendo analisados pela Secretaria municipal de Urbanismo. Em número de quartos, são mais 1.914. A Rio Negócios, agência responsável por atrair e facilitar novos investimentos, não revelou a localização dos empreendimentos. Como noticiou a coluna Gente Boa, do GLOBO, o presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, está preocupado com o boom hoteleiro:
- É preciso deixar claro que não temos nada contra a realização das Olimpíadas, mas nunca tivemos tantos licenciamentos. Até hoje pagamos um preço muito alto pelos hotéis que já existem. São negócios que atraem táxis, vans e enormes ônibus de turismo, gerando muito tráfego. As duas últimas casas da Avenida Atlântica vão virar hotéis. Um sobrado de dois andares, com apenas seis metros de frente, na Rua Tonelero, também foi demolido para dar lugar a um hotel. Nesse local, a prefeitura autorizou um prédio com 18 pavimentos. Assim, Copacabana passará a ser um bairro hoteleiro.
Magalhães diz que os moradores estão procurando estabelecer um diálogo com a prefeitura, pensando nos impactos viário e ambiental no bairro. Caso isso não ocorra, ele não descarta a possibilidade de entrar com uma representação no Ministério Público:
- Em nome das Olimpíadas, não podemos passar por cima da qualidade de vida dos moradores da cidade e do seu direito de ir e vir. Essa quantidade de hotéis vai gerar muitos problemas.
Além das 12 construções novas, há três retrofits em andamento e mais um licenciado. Há ainda um projeto de ampliação em análise. O investimento total nos 17 empreendimentos soma R$ 500 milhões e 1.800 empregos. Ibis, Best Western, Emiliano, Golden Tulip e Windsor estão entre as bandeiras. Hoje, Copacabana já conta com 63 hotéis e 7.366 quartos.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, não vê motivos para preocupação.
- Não conheço nenhum lugar do mundo em que um hotel não enobreça o entorno. Os imóveis residenciais promovem uma circulação de carros muito maior. Além disso, empreendimentos hoteleiros melhoram a segurança, já que trazem mais iluminação e mais pessoas circulando. Ninguém vai sair perdendo em Copacabana - diz Lopes.
Segundo o Comitê de Acomodações da prefeitura para os Jogos de 2016, se os 101 projetos de construção de hotéis, pousadas e albergues já aprovados ou em análise na Secretaria de Urbanismo saírem do papel, a cidade ganhará pelo menos 14.671 quartos nos próximos anos. Publicado por: O Globo - Jacqueline Costa
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09/04/2013
Semeando o belo
Mais de 50 mil trabalhadores e seus familiares estarão reunidos no próximo sábado, no maior evento de responsabilidade social da construção paulista: o 6º ConstruSer - Encontro Estadual da Construção Civil em Família, que acontecerá nos Centros de Atividade do Sesi-SP em São Paulo, Bauru, Campinas, Santo André, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Santos, Sorocaba e Ribeirão Preto.
Realização conjunta de SindusCon-SP, Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP com a parceria do Seconci-SP, o ConstruSer objetiva incluir socialmente os trabalhadores da construção por meio de atividades lúdicas e socioeducativas que fortaleçam o vínculo familiar e promovam a autoestima.
O tema do evento neste ano, \"A Construção Semeia o Belo do Ser Humano\", pretende inspirar os participantes a olharem o seu ambiente de uma forma diferenciada, vivenciando o belo e contribuindo para a promoção do bem-estar em suas moradias.
A temática faz parte do empenho do Sindus¬Con-SP em trabalhar pela melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores do setor, assumindo o compromisso com os \"8 Objetivos do Milênio\" (ODMs), oficializados pela Cúpula da ONU em 2000. O foco deste ano será o 8º ODM - Todo Mundo Trabalhando pelo Desenvolvimento.
A novidade na programação será o \"Circuito Viva Melhor - Qualidade de Vida\". Haverá uma exposição monitorada e oficinas de orientação sobre estética de ambientes, com pinturas decorativas e o reaproveitamento de materiais na fabricação de objetos domésticos; organização de guarda-roupa, com demonstração de como fazer um acessório de moda a partir de uma peça descartada do vestuário; organização e uso de geladeira, para a correta preservação dos alimentos; consumo consciente de água e coleta seletiva.
A programação ainda incluirá o Show de Talentos, concurso no qual os participantes mostram seus dotes artísticos, e atividades como educação alimentar, oficinas de leitura, orientações às mães e gestantes, exames médicos e odontológicos, esportes, oficinas de artesanato para geração de renda complementar, oficinas de educação ambiental e outras práticas relacionadas a saúde, educação, cultura, lazer e entretenimento.
Organizado pelas Vice-Presidências de Responsabilidade Social e de Capital-Trabalho do SindusCon-SP, o ConstruSer contará com o patrocínio estadual de Bioleve, Central de Seguros, Compass, Gerdau, Gafisa/Tenda/Alphaville Urbanismo, Knij¬nik, Menegotti, MRV e Pormade.
O evento é apoiado estadualmente por ABCP, Abigraf/Sindigraf, ABPA, ABTO, Ace Engenharia, ADJ, CAT, CBIC, Colgate, CompraCon-SP, Famesp, Feticom, Força Sindical, Nova.E, Secovi-SP, Secretarias Estaduais de Desenvolvimento Social e do Emprego, Secretarias Municipais de Trabalho e de Mobilidade Reduzida de São Paulo, Sintesp, Sintracon-SP e Sucen-SP. Publicado por: Folha de São Paulo - Janela
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09/04/2013
Sinal de alerta
A Essor Seguros apresenta hoje, em evento do Sinduscon/DF, os novos produtos desenvolvidos a pedido da indústria da construção civil brasileira. Fábio Pinho explicará o Seguro de Garantia de Entrega da Obra, em parceira com a CBIC, e o Seguro Decenal, que garante a qualidade técnica de edificações de qualquer natureza. Obrigatório em alguns países europeus, esta última apólice cobre danos como as rachaduras estruturais ocorridas recentemente em projetos brasileiros. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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07/04/2013
Icaraí é o campeão de lançamentos imobiliários
Nos últimos cinco anos, bairro da Zona Sul ganhou 53 empreendimentos
Em seguida aparecem Santa Rosa, com 22 empreendimentos e Jardim Icaraí, com 2.092 unidades
Banhado pelo mar, próximo ao Centro e de colégios tradicionais, com um grande parque arborizado e com um polo gastronômico que reúne alguns dos melhores restaurantes de Niterói: todos esses atrativos transformaram Icaraí no bairro campeão de lançamentos imobiliários nos últimos cinco anos, na cidade.
Desde 2008, foram lançados 53 empreendimentos imobiliários na região, entre residenciais e comerciais, totalizando 4.990 unidades, segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi). Em seguida aparecem Santa Rosa, com 22 empreendimentos e 2.181 unidades, Jardim Icaraí, com 20 lançamentos e 2.092 unidades, Charitas, com 19 empreendimentos e 1.499
unidades e o Centro, com 14 lançamentos e 2.883 unidades.
A entidade lista, em sexto lugar, o Ingá com nove empreendimentos e um total de 515 unidades e na sequência figuram Piratininga, com oito e 616 unidades e São Francisco, com seis lançamentos e 155 unidades. A nona posição da lista é divida entre os bairros do Fonseca (cinco empreendimentos e 1.009 unidades), Itacoatiara (cinco empreendimentos e 248 unidades), Itaipu (cinco empreendimentos
e 240 unidades) e Boa Viagem (cinco empreendimentos e 231 unidades). Fechando o ranking, aparece Pendotiba, com quatro empreendimentos e 420 unidades.
Uma das construtoras que apostou em Icaraí e Jardim Icaraí, a LRM Construções lançou cinco empreendimentos residenciais e um comercial entre 2008 e 2012, na região.
\"Todos os nossos empreendimentos nesse período têm em comum a excelente localização, por estarem no coração dos bairros onde existem as maiores ofertas de comércio, colégios, creches, lazer, redes médicas, igrejas\", enumera o diretor da construtora, Luis Antonio Rezende Maciel.
Segundo ele, os empreendimentos residenciais possuem características similares, com apartamentos de bom padrão, situados em ruas valorizadas, são prédios totalmente revestidos em pastilhas, equipados de área de lazer com piscina, salão de festas, sala gourmet, fitness, piscina infantil, brinquedoteca, cozinha comum, churrasqueira, forno de pizza, sauna e banheiros comuns. Ele destaca que todos os prédios têm a preocupação de sustentabilidade: as unidades possuem hidrômetro individual, existe sistema de reuso de água, caixa de retardo para água de chuva, lâmpadas eletrônicas e sensores de presença nas partes comuns.
\"O valor médio dos empreendimentos varia conforme a localização e de acordo com o preço de aquisição dos terrenos. Nos bairros onde fizemos os lançamentos, Icaraí e Jardim Icaraí, o preço do metro quadrado varia entre R$ 6 mil e R$ 8 mil\", explica Luis Antonio.
Só no ano passado, foram lançados em Icaraí 12 empreendimentos, somando 1.064 unidades - o valor é quase duas vezes o total de unidades em 2011.
Vicente Maciel, diretor da construtora Fernandes Maciel, explica que nos últimos quatro anos, novas construtoras entraram no mercado niteroiense investindo pesado em lançamentos.
\"Esse número de lançamentos tende a arrefecer um pouco, devido ao aumento dos custos da construção. Claro que os investimentos vão continuar, mas não tão forte\", prevê Vicente.
A Fernandes Maciel lançou um empreendimento por ano, em Niterói, nos últimos cinco anos, distribuídos pelos bairros de Icaraí, Santa Rosa e Ingá. Vicente revela que o perfil de quem procura imóveis nesses bairros é composto de casais jovens, com um ou dois filhos e com 3 a 6 anos de estabilidade profissional, além de investidores e pais comprando para filhos.
\"O maior atrativo é estar perto da Ponte, do Centro e das barcas, já que o principal problema de Niterói é a mobilidade urbana. Também favorece o fato de toda a urbanização estar pronta nesse entorno. Mas todos esses benefícios tornam esses empreendimentos mais caros, já que a delimitação do espaço e a demanda por terrenos são grandes\", justifica.
Vicente Maciel afirma que nos próximos anos a tendência é investir no bairro de Santa Rosa, já que Icaraí já não tem terrenos disponíveis e a localidade de Jardim Icaraí está sob um decreto que estabelece limites à construção.
\"Nosso plano é prosseguir lançando, no mínimo, um empreendimento por ano nos próximos cinco anos. Para isso, contamos com a revisão do plano urbanístico regional de Niterói, para conhecermos as regras do jogo\", comenta. Publicado por: O Fluminense - Prisca Fontes
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07/04/2013
Preços de imóveis sobem em ritmo cada vez mais lento
Apesar dos preços de imóveis continuarem a subir, o índice FipeZap voltou a registrar redução do ritmo de alta. No primeiro trimestre do ano, a variação média nacional do metro quadrado anunciado ficou em 2,8%, a menor desde 2010. No Rio, com a variação de 0,9% em março, o trimestre fechou em alta de 1,3%. Publicado por: O Globo -
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07/04/2013
Minha decoração é feita de papel
Material considerado barato ganha destaque em objetos de design e obras de arte
Quem disse que só de materiais nobres se faz uma bela decoração de interiores? Considerado barato e sustentável, o papel vem ganhando cada vez mais espaço nas criações de designers, artistas plásticos e, claro, roubando a cena na decoração. Nas mais diversas formas e funções.
Tem papel de presente que vira quadro, pedaços de papel que dão origem a luminárias e papel reciclado transformado em obra de arte, além é claro de papel machê. Um dos mestres no assunto é o designer Domingos Tótora, que cria esculturas e móveis a partir de papel kraft reciclado.
- Suas peças são leves, orgânicas e imponentes - conta a arquiteta Cláudia Pimenta, que, nos projetos com a sócia Patrícia Franco, costuma usar objetos de Tótora, em especial nas casas com crianças pequenas. - Além de lindas, as peças não têm o risco de quebrar - completa Cláudia.
Era exatamente esse o caso de uma casa na Barra que ganhou duas esculturas complementares do designer em sua escada. Mas a residência tem obras ainda no quarto de casal e na sala de jantar, já que a ideia era usá-las também para dar leveza aos ambientes em estilo contemporâneo e todos em tons de branco e bege.
No quesito móvel, normalmente, o papelão é o mais usado. Muito resistente - há peças que suportam mais de 200 quilos - é perfeito para criar pequenos móveis, como o banco \"Paçoca\", que também serve como apoio e baú, e a banqueta Wiggle, do designer Frank Gehry. Feita em papelão ondulado, a banqueta foi escolhida pela dupla Gabriela Eloy e Carolina Travaglini para compor o canto de leitura do
apartamento de uma jovem solteira.
- O ambiente fica na sala, onde há móveis de madeira de demolição e até um caixote de feira. A banqueta mantém esse ar mais rústico - diz Gabriela, para quem o papel tem a grande vantagem de levar sustentabilidade aos projetos. - É diferente, sustentável e ousado - define a arquiteta.
Mas o papel pode servir também para dar colorido ao espaço. Num apartamento no Jardim Botânico onde mora uma designer, por exemplo, a arquiteta Dalia Tamler emoldurou e pendurou um papel de presente na parede sobre o aparador, dando um pouco de cor ao espaço, composto basicamente por peças brancas e de madeira.
Já o arquiteto Maurício Nóbrega optou pelo uso de uma luminária para alegrar um ambiente de jantar. A pendente Zettel\'s, do alemão Ingo Maurer, é formada por pequenos pedacinhos de papel e traz mensagens nas mais diversas línguas: tem até russo e sueco, além de provérbios chineses. É ou não é diversão garantida? Publicado por: O Globo - Karine Tavares
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07/04/2013
BNDES está transformando sua sede em prédio sustentável
Banco busca os selos Breeam e Procel
Não são só os prédios novos que podem ser sustentáveis. Edificações antigas também podem realizar uma série de adaptações, sem nem mesmo precisar fazer reformas completas para isso. E alguns, como o prédio do BNDES, no Centro do Rio, já estão trabalhando nessas mudanças. No caso do banco, o prédio vai tentar até conseguir duas certificações de sustentabilidade: a internacional Breeam e a nacional Procel. O processo não é simples. É preciso verificar as práticas atuais do prédio em diferentes categorias que podem ter o seu impacto no ambiente reduzidas: água, energia, transporte, gestão de resíduos, Poluição, saúde e bem-estar dos funcionários. No caso do BNDES, essa verificação deve levar mais três meses e, só então, o banco decidirá quais medidas serão adotadas. Depois, deverão ser mais seis meses para a implantação de todas as medidas.
UM DESEJO ANTIGO
Mas o desejo de ser sustentável não é novo no banco. Várias ações já foram feitas ao longo dos anos, entre elas a criação de um bicicletário, a ampliação dos vestiários para que mais funcionários pudessem adotar a prática, a reforma de todos os andares para aumentar a incidência da luz e diminuir o uso de energia elétrica, melhorias no sistema de refrigeração e a adoção de tecnologia inteligente de irrigação nos jardins, que considera o índice pluviométrico para determinar a quantidade de água. - Esgotamos as ações que conhecíamos. Por isso, contratamos as consultorias para saber até onde podemos chegar em termos de sustentabilidade - conta André Luís Mendes, síndico do prédio. - O edifício foi construído nos anos 1980 e, para os padrões de hoje, essa fachada preta já é um erro. Entre as sugestões feitas até agora: mudanças como a implantação da coleta de água da chuva, o tratamento das águas cinzas para que sejam reaproveitadas no terreno e a instalação de mictórios secos e arejadores nos chuveiros.
A certificação questiona cerca de 200 itens - explica a arquiteta Viviane Cunha, consultora da certificação Breeam. - Nossa proposta é, também, estimular políticas que levam a resultados econômicos e ambientais expressivos. Adotar a compra de materiais sustentáveis é um exemplo. Mudanças de hábito dos funcionários também. Até porque essas pessoas tendem a levar para casa essas práticas. No que
diz respeito ao prédio, Viviane destaca que as mudanças não serão de uma só vez. - Uma parede pintada com tintas que contenham metais pesados é muito antissustentável. O certo seria utilizar tinta sem esses metais. Mas, para evitar a geração de resíduos, o ideal é só refazer a pintura quando for imprescindível. Esse tipo de adaptação, aliás, pode ser adotado em qualquer prédio ou residência total ou parcialmente. É possível, por exemplo, fazer a certificação de apenas um andar de um edifício. Apesar de não ser o ideal, já que as áreas comuns vão continuar tendo despesas maiores. Mas se uma empresa ocupa um andar inteiro, ela pode se beneficiar reduzindo ao menos os seus gastos. - Toda ação na direção da sustentabilidade tem efeito positivo, os ganhos são visíveis e influenciam os vizinhos.
Publicado por: O Globo - Jogando Verde
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07/04/2013
Programa \'Morar Melhor\' é lançado em Niterói
O programa Morar Melhor foi lançado, na quinta-feira, pela Prefeitura de Niterói. A ação faz parte do \"Minha casa, minha vida\". Até 2016, cinco mil novos imóveis serão construídos no município. Publicado por: Extra -
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07/04/2013
Parceria
O Sesi e o Sinduscon firmaram uma parceria para aumentar a segurança de trabalhadores na construção civil. As entidades terão vídeos para estimular o uso de equipamentos de proteção e melhores relações de trabalho. Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
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05/04/2013
PPP de habitação propõe reocupação mista do centro de SP
Ipiranga com São João. Marco da cidade de São Paulo, o entorno do cruzamento das avenidas que se tornaram o símbolo da pujança da cidade nas décadas de 60 e 70 - e inspiraram \"Sampa\", uma das mais famosas canções sobre a capital paulista -, deu lugar hoje a um cenário de degradação e imóveis considerados subaproveitados.
A área é um dos alvos de uma Parceria Público-Privada (PPP) para a construção de 20,2 mil unidades habitacionais. O projeto do governo do Estado de São Paulo, em parceria com a prefeitura paulistana, é uma tentativa de trazer novos moradores para o centro da cidade, que perdeu quase 100 mil habitantes nos últimos 30 anos.
Além da migração, a região abriga galpões, antigas fábricas abandonadas, terrenos baldios e prédios sem ocupação que, agora, devem se transformar em condomínios que abrigarão, no mesmo espaço, comércio e residências para pessoas de baixa e média renda. A reocupação do centro está baseada em um modelo de \"ocupação mista\". Além de misturar comércio e residências no mesmo prédio, famílias com renda até três salários mínimos, e outras com até 16 mínimos de renda familiar, partilharão o mesmo condomínio.
A ação é pioneira e terá o desafio de viabilizar a primeira PPP habitacional do país, em uma região que recebeu, nos últimos dez anos, apenas 7 mil moradias construídas pelo poder público. Coordenado pela Casa Paulista, agência de fomento de habitação social do Estado, o projeto custará R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 2,6 bilhões da iniciativa privada, R$ 1,6 bilhão do governo do Estado e R$ 404 milhões da prefeitura de São Paulo.
A intenção, segundo o secretário estadual de Habitação, Silvio Torres, é induzir a ocupação do centro e fazer com que outras empresas invistam no entorno dos imóveis que serão construídos ou reformados. \"Em breve o centro terá novos moradores. Estamos incentivando a construção para a baixa renda, já que outras faixas conseguem ter acesso à região\", diz o secretário.
A subprefeitura da Sé concentra 17% dos empregos de São Paulo e apenas 3% dos moradores da cidade, o que justifica a \"necessidade de ocupação\" da região, diz Torres. A maior parte das intervenções será feita ao longo de linhas de trem existentes na região e de grandes avenidas centrais, que, no passado abrigaram fábricas. Desativadas, deixaram espaços vazios ou subutilizados.
A administração municipal pegou \"carona\" na PPP habitacional após o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), abandonar o projeto Nova Luz, elaborado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), que previa intervenção na região de Santa Ifigênia por meio de concessão de espaços para empresas.
O quadrilátero que seria atendido pelo Nova Luz não fazia parte dos estudos pedidos pelo governo do Estado para a PPP da habitação, já que seriam atendidos pelo projeto da prefeitura. A alteração deve vir no período de consulta pública, quando a nova administração municipal pedirá a inclusão da área, segundo o subsecretário da Casa Paulista, Reinaldo Iapequino.
A partir da publicação do edital do projeto, previsto para as próximas semanas, o processo de desapropriação dos imóveis já deve ser adiantado pelo governo do Estado para tentar acelerar a construção das novas moradias.
Dessa forma, em outubro, quando está prevista a assinatura do contrato com a empresa vencedora, algumas obras já poderão ser iniciadas. Segundo o projeto, os imóveis devem ser finalizados entre dois e seis anos. Cerca de 95% dos empreendimentos serão construídos em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), definidas no Plano Diretor de São Paulo elaborado em 2002.
Hoje, a PPP habitacional será discutida no Arq.Futuro, fórum sobre arquitetura e urbanismo, com a presença do prefeito de São Paulo e do governador Geraldo Alckmin (PSDB). \"Esse projeto será um marco no desenvolvimento da capital paulista, um grande passo na construção de uma cidade múltipla, democrática e inclusiva, e um modelo a ser adaptado e replicado no país\", afirma Marisa Moreira Salles, proprietária da editora BEI, que organiza o evento.
Das 20,2 mil unidades previstas, 12,5 mil serão destinadas para quem tem renda familiar bruta mensal de até seis salários mínimos (R$ 4.068), Desse total, 2 mil unidades serão direcionadas para pessoas atendidas por entidades com atuação no centro e já cadastradas. O valor da prestação nesse caso deve variar de R$ 151 a R$ 302. As demais unidades serão para famílias com renda até 16 salários mínimos (R$ 10,8 mil).
\"A prioridade será dada a pessoas que trabalham no centro e moram em outras regiões. Estamos seguindo a política do plano diretor, de investir em moradias onde já há equipamentos urbanos\", afirma Torres. Mesmo com o terreno mais caro, o investimento em habitação no centro sai três vezes mais barato que em regiões periféricas, já que o desembolso para construir novos equipamentos públicos são bem menores.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, o principal motor de desenvolvimento do centro passa por um programa de \"repovoamento\" da região, uma vez que a tentativa de fazê-lo pela criação de \"âncoras culturais\", como a Sala São Paulo, Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa, não foram eficientes para mudar o entorno. \"O principal elemento de segurança, não é a câmera, nem a polícia, é o ambiente urbano. Para isso, queremos incentivar o repovoamento do centro\", disse o secretário. \"A PPP é pouco para a metrópole, mas muito para a história de habitação de interesse social. O modelo será testado, e se der certo há possibilidade de ampliá-lo.\"
O estudo de PPP escolhido foi o do Instituto Urbem. \"É uma equação nova, com mix de renda no residencial, além do uso comercial, característico do centro\", explica o arquiteto José Armênio Brito Cruz, que participou da equipe que elaborou o projeto. Segundo ele, o modelo atende à demanda de pessoas querendo morar no centro, e à necessidade de ocupação de terrenos subaproveitados. \"Traz de volta pessoas para o centro. Essa nova população vai provocar mudanças, melhorias nos equipamentos públicos e reativação do comércio\", afirma Cruz.
Para João Sette Whitaker, professor de arquitetura da USP e do Mackenzie, a PPP é \"mais bem-intencionada \" do que o Nova Luz, mas está sujeita à valorização das áreas. \"O projeto mexe com questão fundiária, está sujeito à dinâmica de altas no mercado\", diz, citando um dos possíveis empecilhos para a execução da proposta.
Sette diz que a recuperação da área central se dá por uma equação que garanta uso comercial e residencial para faixa de renda média. \"Isso nunca foi feito de maneira prioritária pelo poder público\", afirma. Segundo o professor, a proposta ainda atende número limitado de pessoas de baixa renda. \"A política tem que ser a mais democratizante possível e deve incluir população de mais baixa renda\", diz. Dos 20 mil imóveis, cerca de 3,2 mil serão destinados a pessoas que ganham até três mínimos, além das 2 mil ligadas a entidades assistenciais. \"É muito pouco, já que 40% da população de São Paulo está nessa faixa\", diz.
O conceito de comércio no térreo e uso residencial nos andares superiores também é considerado ideal para a região por Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP. \"Minha preocupação é usar o centro para resolver moradia de baixa renda. A revitalização da região deve ocorrer com espectro amplo, com diversas características, rendas e inclusão do lazer\", diz o executivo.
O presidente do Secovi afirma ainda que as diferentes faixas de renda têm nível de aproximação pequena. \"É difícil misturar faixa salarial de até três salários mínimos com o de mais alto padrão no mesmo condomínio. As pessoas com renda mais baixa não conseguem pagar por aquilo que os de renda mais alta querem.\"
Franco, o secretário de Desenvolvimento Urbano, cita o Copan, prédio construído na década de 50, localizado no centro e projetado por Oscar Niemeyer, que conta com 5 mil moradores e 1.160 apartamentos, com dimensões que vão de 26 metros quadrados até 219 metros quadrados. \"Promover esse mix social é positivo\", diz. (Colaborou Robinson Borges)
Retorno virá da venda e administração dos imóveis
O vencedor da licitação da Parceria Público-Privada (PPP) para a oferta de 20,2 mil unidades habitacionais no centro de São Paulo será a empresa que apresentar o menor volume de contraprestação para o investimento do Estado no projeto. A PPP prevê a divisão das unidades em seis áreas (cujos endereços ainda não foram revelados) do centro paulistano, e custará R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 2,6 bilhões do setor privado, R$ 1,6 bilhão do governo do Estado e R$ 404 milhões da prefeitura.
O investidor privado que assumir a PPP habitacional será remunerado pela comercialização e administração dos empreendimentos, o que deverá ser feito ao longo dos 20 anos da parceria, para evitar a degradação dos imóveis. A taxa de condomínio paga pelos imóveis comerciais será usada para subsidiar, em parte, o pagamento do condomínio dos moradores de baixa renda, que não poderá passar de R$ 100, segundo o subsecretário da Casa Paulista, Reinaldo Iapequino.
O vencedor da licitação também será responsável pelo financiamento aos compradores. Pelo modelo proposto, as empresas poderão buscar R$ 184 milhões de financiamentos do governo federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Além de moradias e do comércio, as unidades deverão contar com espaços públicos, como creches e escolas. O edital vai dividir o projeto em três lotes e as empresas ou consórcios poderão apresentar propostas para cada um deles, ou para os três. \"Se houver falta de demanda, reavaliamos os critérios do projeto\", diz Reinaldo Iapequino, da Casa Paulista.
O custo de construção de um apartamento de dois dormitórios chega a R$ 127 mil, mas o valor da venda será definido pela empresa vencedora. O Estado assumirá os maiores riscos do projeto, como decisões judiciais ou manifestações populares que impeçam a utilização de algumas áreas. \"Nesses casos, faremos a mudança do local a ser construído\", diz Iapequino. A concessionária assume o risco de demanda e engenharia da proposta.
Apesar de ousada, a iniciativa deve devolver no máximo 80 mil habitantes ao centro. O estudo inicial apontava a possibilidade de construir 40 mil unidades, mas o governo paulista optou por fazer 20,2 mil e apostar que os novos moradores vão atrair outros investimentos privados.
Para Luiz Paulo Pompeia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), as construtoras de médio e grande porte dificilmente participarão do projeto, já que não costumam atuar no mercado de baixa renda. \"Os custos são muitos altos. Quem trabalha com esse público são pequenas empresas, com estrutura enxuta\", diz.
Pompeia lembra também que os bairros do centro possuem características diferentes. \"A Bela Vista tem recebido número expressivo de lançamentos, que revelaram uma demanda que não tinha sido descoberta pelas empresas. A Barra Funda possui antigos imóveis industriais, que podem se transformar em imóveis. Os preços baixos do Brás são oportunidade para o setor imobiliário\", diz Pompeia.
Para o diretor da Embraesp, os entraves estão na Luz, que tem grande número de imóveis tombados, com limitação de ocupação, e foi alvo do projeto frustrado da prefeitura. Já Liberdade e Bom Retiro têm perfil majoritariamente comercial, mas têm espaço para imóveis residenciais.
Alessandro Vedrossi, diretor-executivo da Brookfield Incorporações em São Paulo, afirma que a empresa \"vê com bons olhos\" o incentivo a moradias populares na região. \"Terrenos do centro já estão caros para empresas fazerem habitação popular e o Estado não consegue fazer isso sozinho. Se houver essa parceria, a conta consegue fechar\", diz.
A empresa, no entanto, ainda avalia como os incentivos e contrapartidas do poder público serão colocados. Vedrossi afirma que a Taxa Interna de Retorno (TIR) do projeto, que deve ficar próxima dos 9,5%, é considerada baixa pelo setor imobiliário. \"Os empreendimentos costumam ter TIR de 15% a 20%. O governo pode dar viabilidade ainda, devido às possibilidades de financiamento\", afirma.
Uma região agitada, \"com tudo\" e agora cara
Oferta de emprego e serviços, vida noturna agitada, rede de transporte público eficiente e movimento constante são algumas das características da região central de São Paulo que atraíram e depois expulsaram o sociólogo Guilherme Nafalski, 31 anos. \"Tudo que parecia legal foi cansando. O centro é muito, é muita coisa ao mesmo tempo\", diz.
O sociólogo foi morar na Santa Cecília em 2006, logo depois de terminar a faculdade e se casar, mas o que era atração começou a virar incômodo. \"Passei a perceber o movimento como barulho\", diz Nafalski, que mudou em 2011 para o bairro da Pompeia, na região oeste. \"Minha esposa e eu queríamos ter um filho. Aqui tem tranquilidade. Hoje tenho hábito de passear com meu filho, enquanto na Santa Cecília a rua não era atrativa para crianças\", compara.
Nos últimos dez anos, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), os imóveis de dois dormitórios da região central se valorizaram 105%, alta superior à média da cidade, de 80% no período. O preço dos imóveis na região também fez com que moradores tradicionais deixassem o centro.
O radialista Marcos Lauro, 32 anos, sempre morou em Santa Cecília, mas está trocando a quitinete de 39 metros quadrados por um apartamento de 50 metros quadrados e dois quartos na Vila Carrão, zona leste. \"Passei dois meses procurando na região central, mas não tinha nada que eu pudesse pagar. Os apartamentos baratos eram muito mal conservados e precisavam de uma boa reforma\", diz ele, que conseguiu comprar o apartamento por R$ 20 mil a mais do que o valor pelo qual vendeu o imóvel no centro. \"Queria mais espaço e quartos separados. Vou continuar morando perto do metrô e vou gastar apenas 20 minutos a mais para chegar no trabalho.\"
Para o cenógrafo André Cañada, 52 anos, que mudou há um ano da Vila Mariana, na região sul, para o Campos Elíseos, no centro, ainda falta que o poder público cumpra obrigações básicas na região, como garantir limpeza das ruas, iluminação pública e segurança. \"É isso que valoriza o bairro. Há regiões em que é impossível andar\", diz ele, que comprou seu primeiro imóvel em um prédio antigo e realizou uma reforma total no apartamento. \"Morava de aluguel. Só foi possível comprar porque o apartamento estava muito acabado e reformei tudo. Mesmo com os problemas, há uma supervalorização da região\", afirma. Publicado por: Valor Econômico - Guilherme Soares Dias
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05/04/2013
Município de Niterói terá cinco mil casas populares até o ano de 2016
Reafirmando o compromisso do seu governo de virar a página triste da tragédia das chuvas de 2010, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lançou na última quinta-feira o programa \"Morar Melhor\" que será responsável pela construção de 5 mil novas unidades habitacionais no município até 2016. Segundo o prefeito, o programa é mais uma parceria firmada entre a Prefeitura de Niterói e o governo federal. Terão prioridade para morar nas novas unidades, famílias vítimas das chuvas em 2010 e que recebem aluguel social, além das pessoas que vivem em áreas de risco na cidade. Os investimentos serão de R$ 370 milhões, sendo R$ 350 milhões do governo federal e R$ 20 milhões da administração municipal.
\"O Morar Melhor é integrado ao programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. É uma prioridade do meu governo e da cidade. Com o Morar Melhor, Niterói sai de uma postura ausente, passiva da sua Prefeitura, para uma atitude pró-ativa\", disse o prefeito.
O prefeito afirmou que foi arquivado um projeto da administração passada que previa a construção de cinco mil unidades habitacionais no Sapê, na região de Pendotiba. Segundo ele, esse projeto contraria a política urbana e habitacional e que o objetivo é construir pequenos condomínios em diversas regiões da cidade.
No programa \"Morar Melhor\" estão previstos também cursos de capacitação profissional para as famílias beneficiadas e também a construção de moradias exclusivas para idosos e deficientes físicos.
O lançamento do programa \"Morar Melhor\" foi feito na presença do superintendente regional do Centro Leste Fluminense da Caixa Econômica Federal, José Domingos Correa Martins, que assinou com o prefeito o protocolo de intenções para a construção do primeiro dos empreendimentos do programa no bairro do Caramujo, na Zona Norte. Serão três prédios (dois com 232 unidades e o outro com 156).
Segundo o secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcos Linhares, a meta para este ano é começar a construir 2.000 unidades e entregá-las no ano que vem. De acordo com Linhares, bairros de todas as regiões de planejamento da cidade (Leste, Pendotiba, Oceânica, Norte e Praias da Baía) vão receber empreendimentos do \"Morar Melhor\". Entre as localidades beneficiadas, além do Caramujo, estão o Fonseca, Bairro de Fátima e Engenho do Mato.
PAC das encostas
Rodrigo Neves falou ainda sobre a inclusão de Niterói no PAC das encostas que vai garantir o aporte de R$ 25 milhões do governo federal, dinheiro que será investido em obras de contenção de encostas no morro do Bonfim, no Fonseca, além do Caramujo e do Holofote. Citou também o início das obras de contenção também na rua do Machado, no Caramujo, e da licitação para o início das intervenções do morro do Palácio, no Ingá.
O superintendente da Caixa, José Domingos Correa Martins, elogiou a iniciativa do prefeito Rodrigo Neves de lançar o \"Morar Melhor\". \"Esse programa é mais que um número, é mais que tirar as pessoas de condições de vida desumanas, e sim de plantar a semente para o futuro\", afirmou.
O vice-prefeito Axel Grael disse esperar que, com as parcerias da Prefeitura com a Caixa, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o governo federal, Niterói consiga reverter a estatística de ter 2,2% das moradias onde não existe urbanização. Segundo ele, 10 mil moradias na cidade não possuem sequer banheiro.
Publicado por: O Fluminense -
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05/04/2013
Árvore big brother
Graças a um biodigestor australiano, o hotel que Hélio Pellegrino inaugura em julho no topo do Vidigal não vai precisar utilizar o esgoto da comunidade. Entre os benefícios da engenhoca para o meio ambiente está a reciclagem dos resíduos orgânicos, que viram pó de café e água para regar plantas.
Aliás e a propósito
O hotel vai se chamar Mirante do Arvrão, inspirado na grande árvore que funcionava como observatório pelos traficantes antes da pacificação.
Publicado por: O Globo - Gente Boa
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05/04/2013
Concreto ecológico
Qual a relação entre os biocombustíveis e a produção de concreto? Para o afegão Feraidon Ataie, pesquisador da universidade de Kansas, nos EUA, trata-se de elementos complementares. Tanto que ele desenvolveu uma técnica que permite substituir até 20% do cimento por restos da fabricação de etanol e outros combustíveis feitos de plantas. A produção de concreto responde por cerca de 8% das emissões globais de CO2. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
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05/04/2013
Edifício verde. De fato
Taipei, a capital de Taiwan, está prestes a ganhar um dos mais intrigantes edifícios verdes em construção do mundo. Projetado no formato helicoidal do DNA, o Agora Garden terá uma fachada totalmente funcional. As hortaliças e as ervas aromáticas do jardim, irrigado com água da chuva, poderão ser consumidas pelos moradores. Uma torre no centro captará a luz solar, transformando-a em energia elétrica para uso dos moradores. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
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04/04/2013
Edifício A Noite é tombado
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou nesta quarta-feira (3) o tombamento do Edifício A Noite, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. A maioria absoluta dos conselheiros votou pela inclusão do prédio tanto no livro de tombo histórico quanto no livro de belas artes. Isso significa que o Edifício A Noite está protegido pelo seu valor histórico. A medida impede também que sejam realizadas modificações na estrutura física do edifício. A formalização do tombamento será feita nas próximas semanas.
O edifício é considerado marco da modernidade do Rio de Janeiro, então capital brasileira. Foi o primeiro arranha-céu da América Latina, atração turística da cidade e um mirante que competia, em termos de atração, com o Pão de Açúcar e o Corcovado. Foi construído por um grande jornal da época, A Noite, e também sediou desde a fundação a mais importante emissora do país, a Rádio Nacional.
O prédio é um dos mais destacados exemplares da art déco, estilo arquitetônico característico de grande parte das edificações das décadas de 1920 a 1940 nas grandes cidades do mundo. Tem 22 andares e 102 metros de altura - o que corresponde a 30 andares de um edifício atual - está desocupado desde o final do ano passado, com a mudança, para outras instalações, da Rádio Nacional e da Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O edifício já é tombado pela prefeitura do Rio de Janeiro.
Empenhada há anos no processo de tombamento, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) tem planos de implantar no prédio um museu vinculado à história da Rádio Nacional. O diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Eduardo Castro, disse que o prédio deverá ser reformado para que a Rádio Nacional volte a funcionar no local e possa ser visitada pelo público: \"Teremos agora o trabalho junto a órgãos estaduais, prefeitura, para que o edifício ganhe a valorização do estado físico para que tenha uma utitlização ainda mais nobre para a sociedade. A recuperação dete patrimônio é também recuperação da história do país\".
A presidenta do Iphan, Jurema Machado, explica que, com o tombamento, o órgão será um parceiro mais constante na busca de financiamento para a reforma e manutenção do prédio. Durante a reunião, os conselheiros destacaram a fachada do edifício e a associação entre a arte e a técnica utilizadas na arquitetura do prédio como aspectos que devem ser mantidos na construção. A construção é um marco da utilização do concreto armado no país.
De acordo com Jurema Machado, a orientação para a reforma do edifício e de qualquer outro tombamento \"nunca é falsificar uma solução como se ela fosse original, é buscar elementos contemporâneos que remetam aos elementos originais que foram perdidos. Não se deve tentar substituir ou falsificar o que não existe mais\". Ela afirma também que as novas exigências não devem aumentar os custos para a manutenção do local. Publicado por: Jornal do Commercio -
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04/04/2013
Projeto que previa tombamento do QG da PM é rejeitado por vereadores
A Câmara dos Vereadores do Rio rejeitou na tarde desta quarta-feira, por 26 votos contra 13, o projeto de lei que previa o tombamento do conjunto arquitetônico que abriga hoje o QG da Polícia Militar do Rio, na Rua Evaristo da Veiga, no Centro do Rio. A decisão abre espaço para o governo se desfazer do imóvel e transferir para outro endereço o comando da corporação. O projeto tramitava na câmara há dois anos.
A votação do projeto de lei 1877/2008, de autoria do vereador Carlo Caiado (DEM), chegou a ser adiada na terça-feira por falta de quórum. O projeto tinha como principal justificativa a importância histórica do prédio (cuja construção original data de 1740) e, entre 1832 e 1839 sediou o Corpo de Guardas Permanentes, comandado por Duque de Caxias. A previsão é de que o quartel seja implodido até 16 de abril.
De acordo com historiadores, o terreno de 13,5 mil metros quadrados da Rua Evaristo da Veiga, no Centro, abrigou o primeiro plantio de café da cidade, foi palco da última obra pública inaugurada pelo Império e morada de duas ordens religiosas. Desde 1831 o local abriga os responsáveis pelo patrulhamento de terras cariocas.
Para o ex-diretor do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Alexei Bueno, a destruição do edifício será uma perda irreparável.
- Sua demolição seria um atentado à história militar do Brasil e do Rio de Janeiro, cidade que já perdeu, aliás, o solar do Duque de Caxias, na Tijuca, estupidamente demolido em 1979, em pleno regime militar. Isso sem nem lembrar a existência de grandes terrenos vagos entre a Rua dos Arcos e a do Lavradio - critica.
Já a prefeitura do Rio não concorda. Na sessão extraordinária de 19 de julho de 2012, o Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural (CMPC) definiu que o endereço não é de interesse para tombamento, ressaltando que apenas a Capela Nossa Senhora das Dores deve ser tombada pelo município. O documento dá um parecer favorável à demolição do quartel.
Em resposta a um pedido de informações da Coordenadoria Especial de Assuntos Legislativos, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade atesta, em documento assinado em agosto de 2012, que \"o quartel, sob o ponto de vista do patrimônio cultural, não é de interesse para proteção\".
Desde que o governo do estado anunciou que venderia o QG da PM, em 2012, teve início uma polêmica por conta da importância histórica do prédio e do entorno da região. No local estão bens públicos tombados como os Arcos da Lapa e os bondinhos de Santa Teresa. Inicialmente, a Petrobras chegou a anunciar a compra por R$ 336 milhões e exigiu que o conjunto arquitetônico do centenário quartel fosse demolido antes da concretização do negócio. A empresa, no entanto, já divulgou que não vai mais efetuar a compra.
Ano passado, a Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio (AME-RJ), apoiada por entidades representativas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, afixaram outdoors em diferentes pontos da Região Metropolitana contra a venda. O objetivo era sensibilizar o governador Sérgio Cabral. Nos cartazes, constavam os seguintes dizeres: \"Dois séculos de história. Sr. governador, esta casa é nossa. Não a destrua!\". Publicado por: O Globo - Antônio Werneck
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04/04/2013
Reagiu
A construção civil abriu 3.507 vagas em fevereiro no Estado do Rio. Em janeiro, foram 301. A capital sozinha gerou 1.769, segundo Sinduscon Rio.
Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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04/04/2013
A queridinha da vez
A Baixada Fluminense vem atraindo cada mais construtoras interessadas em levar condomínios parecidos com os da Barra da Tijuca para a região. Os projetos incluem área de lazer completa e segurança. Tudo para garantir diversão sem sair de casa para os moradores e não pesar no bolso.
Um empreendimento desse tipo que está chegando à Baixada é o Alto Nilópolis Residências, que a Mega 18 Construtora lançou em Nilópolis. Com mais de 10 opções de lazer, o condomínio terá 120 apartamentos e oito coberturas dúplex, distribuídos em um único bloco de 17 andares. Todas as unidades terão três quartos com uma suíte, varanda gourmet com churrasqueira e uma vaga de garagem.
O Alto Nilópolis Residências será construído no Centro do município. O condomínio vai oferecer diversas atrações para seus futuros moradores. Destaque para piscinas adulto e infantil, bar da piscina, churrasqueira, espaço jovem, salões de festas, terraço zen, academia, salão gourmet, play, praça dos namorados, quadra esportiva, spa e brinquedoteca, entre outras opções de lazer.
No segundo trimestre deste ano, a Cury Construtora e Incorporadora vai lançar o Completo Nova Iguaçu. O empreendimento terá ampla área de lazer, com chute a gol, fitness descoberto, piscina com deck molhado, salão de festa e playground. Serão cerca de 900 unidades, com preço médio de R$ 115 mil, que poderão ser adquiridas pelo Minha Casa, Minha Vida. \"Áreas como Nova Iguaçu, Caxias e Queimados têm apresentado grande crescimento\", diz Leonardo Mesquisa, diretor de negócios no Rio. Publicado por: Meia Hora -
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03/04/2013
Cidades com os imóveis mais caros do país
Bem longe do supervalorizado m² do apartamento mais caro do mundo, as cidades brasileiras continuam com grande diferença no valor dos imóveis. Segundo dados do mês de fevereiro, o Rio de Janeiro tem a média mais alta do valor do m². O bairro carioca mais caro é o Leblon, que registra média de R$ 20.762 o preço do m². Ipanema fica em segundo com o valor de R$ 17.871. Segunda colocada, a cidade de São Paulo tem no bairro Vila Nova Conceição, na Zona Sul, o bairro mais valorizado da capital. O m² na região nobre custa R$ 12.247. Os preços mais acessíveis são em Guaianazes, R$ 2.859. Publicado por: Brasil Econômico -
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03/04/2013
Construção civil: mais de 53,7 mil empregos
Cerca de 53,7 mil vagas foram criadas em todo o País nos dois primeiros meses do ano. O nível de emprego na construção civil brasileira apresentou alta de 1,59% no período. Os dados são do Sindicato da Indústria da \"Construção Civil do Estado e São Paulo (SindusCon). O lês de fevereiro registrou alta e 0,51% na comparação com janeiro, tendo sido criadas 17,5 mil vagas no País.
O balanço mostrou também que, no acumulado dos últimos 12 meses, o número de trabalhadores cresceu -1,97%, com a criação de 66,3 mil vagas. Com o resultado, a construção brasileira empregava, no final de fevereiro, 3,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Desses, cerca de 1,7 milhão estava no Sudeste, 730,6 mil no Nordeste, 477,6 mil no Sul, 275,3 mil no Centro-Oeste e 212,7 mil no Norte.
Em São Paulo, o número de contratações cresceu 0,51% em fevereiro em relação a janeiro, com a abertura de 4,5 mil vagas. Nos dois primeiros meses de 2013, a quantidade de contratações no estado totalizou 16,4 mil. Publicado por: O Fluminense -
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03/04/2013
Fundos imobiliários já têm mais de 100 mil investidores
Enquanto o número de pessoas físicas que investem em ações permanece na casa dos 580 mil há pelo menos dois anos, a quantidade de investidores em fundos imobiliários só faz crescer. Segundo dados da BM&FBovespa obtidos pelo Valor e que serão divulgados hoje, já há mais de 100 mil pessoas físicas que possuem cotas de fundos imobiliários listados na bolsa.
De janeiro de 2012 a janeiro de 2013, o número de investidores em fundos saltou 160%, de 36.514 para 95.224. No primeiro trimestre, houve acréscimo de mais de 7 mil. Ao todo, no fim de março havia 102.691 investidores (99% pessoas físicas) registrados na bolsa com, pelo menos, uma cota de fundo imobiliário. \"A maioria desses 100 mil já aplicava também em ações. Mas parte relevante é de novos \'CPFs\', gente que entrou na bolsa só para investir em fundos imobiliários\", disse ao Valor Fabio Dutra, diretor de renda fixa, câmbio e derivativos da BM&FBovespa.
Segundo Dutra, a bolsa não trabalha com metas ou projeções para o número de investidores em fundos até o fim do ano. A perspectiva, porém, é que haja uma desaceleração do ritmo daqui para frente. \"Como a base [de pessoas físicas]
era pequena, houve um avanço quase \'chinês\'. É natural que desacelere um pouco, mas o crescimento continuará num ritmo muito forte\", diz.
A bolsa já vislumbrava desde meados do ano passado, afirma Dutra, a possibilidade de alcançar a marca de 100 mil investidores. O primeiro sinal era o próprio crescimento do número de fundos listados, que saltou de 66 em 2011 para 93 em 2012. Este ano, até 28 de março, estrearam mais sete fundos. O avanço desse número veio acompanhado de um salto de quase 300% do volume negociado, de R$ 912,46 milhões em 2011 para R$ 3,599 bilhões em 2012. No primeiro trimestre deste ano, o volume financeiro somou R$ 2,289 bilhões - mais de 80% do movimentado no ano passado.
Grande parte do avanço tanto do número de investidores quanto no volume negociado se deve ao lançamento do fundo imobiliário BB Progressivo II, do Banco do Brasil. Participaram da oferta 46.373 pessoas físicas, com investimento total de R$ 1,3 bilhão. O impacto da distribuição do BB Progressivo sobre a evolução do número de pessoas físicas em fundos imobiliários é visível nas estatísticas da bolsa. O número de investidores subiu de 58.460 em outubro do ano passado para 96.231 em novembro, mês da oferta do BB.
Ao todo, o fundo do BB captou R$ 1,592 bilhão, valor muito superior à média do patrimônio dos fundos hoje listados em bolsa, que gira entre e R$ 250 milhões e R$ 300 milhões, segundo Dutra. \"Mais do que o tamanho do fundo, o que importa é a distribuição. A oferta do BB, que teve uma rede de distribuição grande mostrou que há muita gente interessada em fundos imobiliários\", afirma.
Além do interesse crescente das pessoas físicas por fundos imobiliários, Dutra aposta na vinda dos estrangeiros, hoje ausentes das ofertas primárias e das negociações na bolsa. No fim de janeiro, o governo federal zerou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para estrangeiros na aquisição de cotas de fundos imobiliários.
A participação de estrangeiros em ofertas primárias de cotas de fundos pode variar entre 20% e 25%, estima Dutra. A vinda do capital externo tende a tornar os fundos cada vez maiores, o que estimula a liquidez. Afinal, o estrangeiro que comprar na oferta vai negociar também na bolsa. \"Não temos previsão de volume, mas estamos otimistas com a vinda do estrangeiro.\"
Na onda do avanço dos fundos, a BM&FBovespa estuda o lançamento de um ETF (fundos com cotas negociadas em bolsa) que siga o comportamento do Índice de Fundos de Investimento Imobiliários (IFIX). Também estão na pauta a criação de contratos derivativos do IFIX (como futuros e opções) e a possibilidade de aluguel das cotas dos fundos, como acontece hoje com ações. \"Estamos trabalhando nisso. O lançamento vai depender da demanda dos investidores. Mas acredito que não lançaremos esses produtos ainda neste ano\", diz Dutra.
Publicado por: Valor Econômico - Antonio Perez
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03/04/2013
Restauro no Lage
O escritório Francisco Hue Arquitetura, que assinará a restauração do Parque Lage, vai levar seis meses para conceber o projeto, que inclui recuperação do jardim original, conservação do prédio tombado e dos monumentos do parque - como cavernas e aquários. As obras começam em 2014 e devem durar entre dois e três anos.
Publicado por: O Globo - Gente Boa
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03/04/2013
Inspiração para deixar legado olímpico ao Rio
Quando centenas de crianças entrarem em um estádio de handebol, após as Olimpíadas, não pense que são atletas mirins antes de uma partida. É que, pela primeira vez, de olho nos Jogos Olímpicos de 2016, uma arena terá uma arquitetura nômade, permitindo que instalações esportivas temporárias sejam reaproveitadas e transformadas em quatro escolas municipais.
A grande diferença desse tipo de investimento é que os projetos já saem do papel programados para serem reutilizados. Isso diminui a chance de instalações esportivas se transformarem em elefantes brancos na cidade após os Jogos.
- Nossa expectativa é construir uma arena de handebol como um lego, que depois das Olimpíadas possamos reorganizar, fazer a desmontagem e remontagem das estruturas. E o estádio de handebol é o primeiro projeto nesse gênero - explicou ao GLOBO a presidente da Empresa Olímpica Municipal, a economista Maria Silvia Bastos.
De acordo com a economista, o projeto ficará pronto no início do segundo semestre. Logo em seguida começam as obras, que devem ser concluídas em 2015. A arena de handebol será construída em uma área de 35 mil metros quadrados e terá capacidade para 12 mil espectadores, mas, segundo Maria Silvia, o orçamento para a obra ainda não está fechado.
A transformação da arena em escolas municipais deve acontecer no início de 2017. O prefeito Eduardo Paes, junto com a Secretaria municipal de Educação, está definindo o local das futuras instituições. Segundo a Empresa Olímpica, as estruturas das escolas poderão ser montadas em diferentes regiões do Rio. O projeto conceitual foi elaborado pelo escritório de arquitetura inglês Aecom, mas Maria Silvia ressaltou que esse sistema não foi usado durante os Jogos de Londres, em 2012.
em busca da transformação
Entre os exemplos de reaproveitamento para as escolas estão as rampas e escadas pré-moldadas da arena, a serem usadas nos acessos e áreas de circulação, e a estrutura do telhado do estádio, composta por vigas metálicas e telhas com tamanho padronizado. A intenção é que outras construções provisórias também tenham um destino definido para depois dos Jogos.
- Depois de tantas Olimpíadas, chegou-se à conclusão de que é melhor transformar do que deixar sem uso. Barcelona, por exemplo, deixou um legado maravilhoso. Atenas, nem tanto. No mundo contemporâneo, tudo muda, tudo se transforma - comentou a arquiteta e professora da UFRJ Flávia de Faria, ressaltando, porém, o desafio de manter um projeto ousado para o futuro da cidade. Publicado por: O Globo - Thamine Leta
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03/04/2013
Revitalização
A exemplo do Rio, que criou novas áreas de moradia na Zona Portuária, São Paulo pretende abrir espaço para 20 mil unidades habitacionais, das quais 12 mil moradias, com a revitalização de seu velho Centro. Evento, nesta sexta-feira, reunirá o governador tucano Geraldo Alckmim e o prefeito petista Fernando Haddad. Publicado por: Monitor Mercantil - Primeira Linha
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02/04/2013
Energia à moda da casa
Usina doméstica já é possível no Brasil. Geração caseira pode reduzir conta de luz, mas falta eliminar burocracia para agilizar instalações
No terraço da casa da jornalista Sônia Bridi, no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, dez conjuntos de tubos pretos reluzem em meio ao verde que cerca o local. Virado para o sol, o equipamento é responsável por transformar os raios que incidem no local durante todo o dia em calor, aquecendo a água usada em banhos, na cozinha e na piscina. O sistema chama atenção na paisagem de lajes cinzas das outras residências da vizinhança. E, em breve, ganhará um reforço de peso. A partir de maio, ele dividirá espaço com mais 50 painéis fotovoltaicos, cada um pesando cerca de 20 quilos, com potencial de gerar 12,5KWs. As placas solares mudaram o status da casa da jornalista, que passará a ser uma das primeiras parceiras da concessionária de energia elétrica do Rio de Janeiro, a Light.
No meio do ano, quando o novo sistema estiver funcionando, a residência se tornará uma geradora de energia. Sim, isto é possível, embora a maior parte dos brasileiros sequer saiba. Há pouco mais de três meses, entrou em vigor resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que regula a geração descentralizada de energia no país. Com a medida, famílias já podem ter um sistema para produzir qualquer tipo de energia renovável em casa e obter descontos na conta de luz, que devem variar em torno de 15%. A novidade abriu a porta para um mercado tímido, mas promissor: o de instalação de pequenos sistemas de energia solar caseiro. As microusinas estão sendo consideradas uma forma de investimento, mas de retorno a longo prazo. No caso de Sônia, o investimento inicial foi de R$ 67 mil, que serão recuperados em cerca de nove anos.
- Se eu comprasse um carro pelo mesmo preço, daqui a dez anos ele custaria menos da metade desse valor. Já, no caso das placas solares, após o mesmo período, o investimento inicial terá sido recompensado e minha conta de luz será baixíssima. É uma boa forma de assegurar mais tranquilidade quando eu e meu marido estivermos aposentados - contou a jornalista, casada com um cinegrafista.
Os painéis fotovoltaicos são caros, mas têm garantias de cerca de 25 anos, sendo que especialistas acreditam que podem durar até mais de 30 anos. Segundo avaliação da PSR Consultoria, o investimento é interessante e rentável para 32% do território nacional. A análise leva em conta o custo de R$ 8 por watt instalado e uma taxa de juros de 7% ao ano, além dos gastos com manutenção. A cogeração já está valendo para consumidores do Maranhão, Minas Gerais, Rio, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraíba e Bahia.
Mas Sônia ainda é uma de poucos. Três meses após a regulação, são raros os pedidos nas distribuidoras para conectar microusinas à rede. A Light, no Rio, por exemplo, tem apenas três clientes interessados, mas nenhum operando. Não há mistério na aventura. O primeiro passo é encontrar uma empresa especializada que instale os equipamentos. Lá, será feito um projeto, que mede a irradiação solar em seu telhado - isso pode demorar cerca de três meses, dependendo da complexidade da casa ou do apartamento. Depois de o sistema solar ser aprovado pelo cliente, o projeto é encaminhado para a operadora, que demora outros três meses para acertar todas as questões técnicas e ligar a microusina à rede. A partir de então, toda energia que o cliente deixar de consumir se converte em créditos, ou descontos nas contas de luz dos próximos três anos. Esse é o sistema adotado pelo Brasil, chamado net metering.
Segundo a Aneel, há apenas um microgerador solar desse tipo operando no Brasil: a empresa de Vitor Arantes Moura, a PMN, em Uberlândia, Minas Gerais. O empresário se interessou em energia solar bem antes de a resolução da agência sair do papel. Ele entrou em contato com a Aneel para que sua empreitada fosse autorizada como teste. Hoje Vitor paga apenas 20% do que desembolsava anteriormente na conta de luz. Segundo ele, o investimento de R$ 80 mil deve voltar em oito ou nove anos. Mas esse não é o aspecto mais importante para Vitor:
- O objetivo principal era da responsabilidade ambiental. A instalação de placas solares melhora a imagem da empresa. Veio gente do Brasil inteiro conhecer.
Hoje, microempresas como as de Vítor são os clientes mais comuns das empresas de instalação de sistemas de energia solar. Isso é consequência de um obstáculo importante para o desenvolvimento do setor no país: não há linhas de crédito específicas para financiar o sistema. O que não significa que achá-las é impossível. Depois de peregrinar por alguns bancos, o empresário aposentado Fernando Antônio Guimarães, que comprou um sistema para sua casa em Campinas, São Paulo, conseguiu convencer uma gerente do Santander a financiá-lo com o mesmo juro embutido nos empréstimos dados para a compra de carros: 1,29% ao mês, parcelado em 24 meses. Apesar de ter lhe custado um preço alto, o dinheiro deve retornar mais rápido para seu bolso.
Segundo as contas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), feitas em meados do ano passado (portanto não atualizados em relação aos novos preços da energia elétrica que tiveram reduções de até 20% em janeiro), caso houvesse uma política de financiamento a juros baixos, como em programas do BNDES, o número de domicílios brasileiros para os quais os equipamentos de energia solar seriam rentáveis subiria de 15% para 42%.
- O financiamento é um gap muito importante na indústria. Sendo otimista, acho que em um prazo de seis meses essa questão estará resolvida. Sendo pessimista, talvez um ano e meio - arrisca José Renato Quaggio Colaferro, sócio-diretor da Blue Sol, há cinco anos no mercado.
O problema é comum para países que estão começando a conhecer o modelo net metering. Danny Kennedy cofundador da Sungevity, uma das maiores empresas de energia solar dos Estados Unidos, conta que sua empresa enfrentou esse desafio quando começou, em 2007. Três anos depois, com muito esforço de negociação, a empresa pôde implantar o sistema de leasing de placas solares. A partir dele, muitos americanos já podem contratar a energia solar sem nenhum investimento e por preços, às vezes, mais baixos do que o pago às distribuidoras comuns. O sistema fotovoltaico é propriedade da Sungevity, que o monta e faz manutenção por uma quantia mensal.
- Nós simplesmente tornamos isso uma operação simples e agradável de comércio - resume Danny.
A Sungevity e outras empresas californianas, como a Solar City, se tornaram um modelo para outros grupos, como o carioca Metasolar, responsável pelo projeto da Biblioteca Pública do Estado do Rio, que fica na Presidente Vargas, no centro do Rio. Da rua, já é possível ver as 156 placas solares dispostas em forma de piano, que custaram ao Estado R$ 520 mil, cujo retorno deve vir em oito anos. Na Rio+20, Kennedy, da Sungevity, veio ao Brasil e começou a negociar uma parceria com a Metasolar. Apesar dos obstáculos burocráticos, o estrangeiro vê o país como uma bela oportunidade de expansão, não só pela abundância de raios solares, mas pelo alto preço que pagamos por nossa energia elétrica. Falta só conseguir o desejado acordo com os bancos.
- A energia solar é muito previsível, então acreditamos que o crédito vai ser bem seguro - explica Guilherme Syrkis, um dos sócios da Metasolar.
Se depender do governo, isso não acontece tão cedo. Consultados, Caixa Econômica e Banco do Brasil (BB) informaram que ainda não possuem linhas de crédito específicas para o sistema, apenas os chamados \"produtos de prateleira\", com juros mais altos. Já o BNDES, grande esperança do setor, afirmou que não tem nenhum programa específico, mas que \"acredita no grande potencial dessa fonte
alternativa de energia\". O Ministério de Minas Energia (MME) não informou se tem planos para incentivos do tipo, mas disse que \"os bancos alegam que (uma linha de crédito especial) é desnecessária\".
Por essas e outras, apesar de elogiada, a iniciativa da Aneel chega desguarnecida. Em outros países, além da criação de linhas de crédito, foram instituídos descontos no imposto de renda - o que, segundo a EPE, tornaria a iniciativa rentável para 70% dos domicílios brasileiros. O modelo escolhido pelo Brasil também torna o ambiente menos favorável para empreendimentos de energia solar. Aqui, quem gerar excedentes, ganhará créditos com a distribuidora. Em outros países, como a Alemanha, adota-se o modelo feed-in tariff, em que o gerador recebe dinheiro pela energia produzida. À parte políticas públicas complexas, a resolução da Aneel também precisa do básico: publicidade.
- Isso não foi alardeado. Nós achávamos que ia ter propaganda em cima - disse Márcio Eli Moreira de Souza, engenheiro de tecnologia e normalização da distribuidora de Minas, a Cemig, e responsável por coordenar a regulamentação da geração distribuída na empresa.
Questionado, o ministério justificou, em nota, que, após a redução nas tarifas de energia, \"pode ser que não seja economicamente viável para todos os consumidores proceder a instalação de painéis solares\". O órgão citou programas de incentivo à instalação de aquecedores solares (tecnologia de aquecimento de água por meio da energia do sol, que já existe e é rentável no país há muitos anos), como nas casas do Minha Casa, Minha Vida. Quanto à energia solar, o governo considera que o custo de incentivos sairia alto para o contribuinte e isso não valeria à pena. O ministério prefere aguardar que, com o avanço da tecnologia, os preços baixem.
De fato, o avanço da tecnologia tornou veloz a queda dos preços dos painéis solares pelo mundo. O excesso de oferta de módulos fotovoltaicos, com a crise econômica, estimulou a redução de preços no mercado de vendas no atacado. Entre janeiro e novembro de 2011, os produtos chineses sofreram redução de 42% nos seus preços na venda, enquanto na Alemanha a queda foi de 31%. A sobre oferta
foi tanta que, na semana passada, uma das principais fabricantes da China, a Suntech, declarou um calote de US$ 541 milhões, assustando o setor. Em resposta, os Estados Unidos adotaram políticas antidumping, chegando a taxar em até 200% os equipamentos chineses. O futuro da Suntech é incerto, e, para alguns analistas, o ritmo de queda dos preços agora deve arrefecer.
O mercado, contudo, está confiante. Empresários brasileiros relatam uma explosão no número de empreendimentos de instalação de sistemas fotovoltaicos no país. Segundo o Relatório Global da Rede de Políticas de Energia Renovável para o século XXI, capitaneada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a geração de energia a partir do sol foi a que apresentou maior crescimento entre todas as tecnologias renováveis no período de 2006 até 2011. O aumento da capacidade gerada mundialmente foi, em média, de 58% ao ano. Embora a União Europeia tenha voltado a dominar o mercado global, a China emergiu rapidamente, aumentando o peso da Ásia no mercado. No Brasil, a energia solar responde por apenas da 0,01% da matriz energética.
Para Enio Bueno Pereira, coordenador geral do Atlas Brasileiro de Energia Solar e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o motivo pelo qual o governo investe tão pouco no setor é um \"enorme mistério\":
- Já ouvi de um técnico da EPE que a energia solar não é uma prioridade para o governo. Por algum motivo, eles não gostam de energia solar. Acho que é um erro que vai ser reconhecido brevemente, já que temos um potencial tão grande de energia solar.
De acordo com o pesquisador, o governo vê o setor pelo prisma da importação de equipamentos. Não quer que o país seja invadido por painéis solares estrangeiros enquanto a indústria nacional quase inexiste. Por causa de impostos, de acordo com o relatório da EPE, os módulos fotovoltaicos chegam ao Brasil cerca de 30% mais caros que no mercado internacional. Há apenas uma empresa no Brasil que
produz os equipamentos, a Tecnometal, com sede em Campinas. O grupo absorveu muitos funcionários da falecida Dinâmica Energia Solar, que fechou as portas alegando falta de encomendas e incentivos. Mesmo a Tecnometal reclama que o preço das células solares (o material para montagem dos painéis) têm imposto de importação alto demais para algo que sequer é produzido no país. Segundo o diretor de Energias Renováveis da empresa, Renato Mangussi, há vontade de investir na produção do material no país para estimular o setor.
- O retorno, hoje, pela tecnologia mais usual de enriquecimento ainda é muito baixo. Seria necessário um investimento de US$ 700 milhões a US$ 1 bilhão. Tão logo a gente entenda que seja viável, pretendemos investir nisso. Temos participado de dois projetos de pesquisa. Um com a Unicamp e outro com a Universidade de São Paulo (USP) - diz Mangussi. - O que precisa acontecer é a redução dos
impostos em cima dos insumos, para que a indústria brasileira de inversores, por exemplo, possa investir. Assim como a Tecnometal, outros investidores podem produzir painéis. Mas se não temos proteção, como vamos investir na fabricação de células?
Para Bueno, o investimento na energia solar seria estratégico para o Brasil. Segundo ele, o potencial brasileiro é tal que, se toda a área alagada da usina de Balbina, no Pará - cerca de 2.350 quilômetros quadrados - fosse ocupada por painéis solares com 10% de potência (considerado baixo), o Brasil produziria energia suficiente para abastecer todo o país por um ano inteiro e ainda gerar um excedente de 10% a 15%. A conta não inclui os custos da empreitada e foi feita apenas com intuito de mostrar o potencial de irradiação do Brasil - a maior usina solar do mundo, na Arábia Saudita, ocupa um total de 2,5 quilômetros quadrados.
Aumenta a pressão pela realização de leilões de solar, que, apesar de ser até quatro vezes mais cara que outros investimentos de geração centralizada, ajudaria a aquecer o mercado. A geração por parte de residências e pequenas empresas é a maior aposta de avanço, já que é mais competitiva. Se apenas 2% da área urbanizada fosse aproveitada para gerar eletricidade, toda a demanda brasileira poderia ser atendida. Para especialistas, a iniciativa faz ainda mais sentido em um país que, com a seca histórica registrada neste ano, sofrerá com o acionamento das termelétricas. Essas usinas, além de sujas, podem provocar um aumento na conta de luz recém reduzida. A cogeração de solar, por sua vez, receberá um crédito que poderá ser abatido na conta em um prazo de 36 meses.
Publicado por: O Globo - Camila Nobrega e Manuela Andreoni
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02/04/2013
Bairro verde em Londres
Revitalização de área industrial na cidade vai seguir arquitetura e infraestrutura sustentáveis. Reuso de água, geração de energia solar e transporte alternativo estão no projeto
Quando se achava que Londres já não tinha mais espaço para crescer, a cidade se prepara para inaugurar até o final da década um novo bairro às margens do Tâmisa. O megaempreendimento de cerca de 10 bilhões de libras (ou pouco mais de R$ 30 bilhões) prevê a revitalização da antiga região industrial de Nine Elms e promete uma cara mais moderna e sustentável a uma parte da capital que havia sido deixada de lado desde que as fábricas se foram.
- É a maior área em desenvolvimento hoje na Grã-Bretanha. Essa remodelagem mostra que os britânicos estão abertos para mudanças. Londres está, pouco a pouco, se transformando diante dos nossos olhos - disse o ministro para Comércio e Investimentos, Stephen Keith Green.
A região de 193 hectares ostenta pelo menos 27 projetos de complexos imobiliários ambiciosos que preveem dois milhões de metros quadrados construídos que serão inaugurados até 2022 e a geração de 25 mil empregos. Fala-se em um bairro do século XXI, marcado pelo traçado dos maiores nomes da arquitetura do mundo, técnicas sustentáveis de construção e aproveitamento de energia, além do desenvolvimento de um sistema de transportes mais verde.
- A circulação de veículos é hoje um dos dos principais responsáveis pela Poluição da cidade. Facilitar o acesso das pessoas e reduzir a necessidade dos carros é um fator importante para garantir menos Emissões - disse Eybind Ryans, um dos porta-vozes do projeto Nine Elms.
Além de três novos parques, a área será vascularizada por uma imensa ciclovia e ruas destinadas à circulação de pedestres, que terão acesso à outra margem do rio por meio de pontes. O desenvolvimento do novo distrito conta com forte apoio do governo, que está investindo um bilhão de libras (cerca de R$ 3 bilhões) somente em infraestrutura. Duas novas estações de metrô serão inauguradas até 2019, como prolongamento da linha norte, para atender o enorme contingente de pessoas que ocupará as milhares de residências, lojas e escritórios que brotarão ali nos próximos anos.
Ícone local
Do passado, restam as linhas de trem, os armazéns e a velha usina termelétrica de Battersea, um dos marcos arquitetônicos da cidade, em franca deterioração desde que deixou de produzir energia há exatos 50 anos. Esta estrutura gigantesca, tombada pelo Patrimônio Cultural britânico, também será renovada para compor o projeto do novo bairro e, segundo o designer responsável pela mudança do prédio, Sir Giles Scott, retomar a sua antiga vocação de produzir energia, tendo em vista que se tornará um dos maiores prédios do mundo carbono neutro.
A conversão da planta gerou muita polêmica nos últimos anos e, por isso, custou a sair do papel, depois de várias tentativas frustradas, inclusive de ser transformada no novo estádio do clube de futebol Chelsea. A estrutura de metal e tijolinhos art déco da década de 1930 com suas quatro chaminés brancas gigantescas - reconhecidas no vídeo Help!, dos Beatles, na capa do álbum Animals, do Pink Floyd, ou no fechamento das Olimpíadas de Londres de 2012 - vai abrigar um shopping center, dezenas de escritórios, apartamentos de luxo na cobertura do prédio e salas de cinema.
Placas de energia fotovoltaica, equipamentos mais econômicos e materiais ecológicos estão na lista das empresas que estão de mudanças para Nine Elms. Será instalado ainda um sistema para gerenciar as águas das chuvas para evitar alagamentos ou enchentes nas épocas de maior risco.
Para atingir a meta de zero carbono da antiga usina termelétrica, a Companhia de Desenvolvimento da Usina Termelétrica de Battersea deve instalar um centro de Trigeração (CCHP, na sigla em inglês), onde se utiliza um motor de calor ou de uma estação de energia para, simultaneamente, gerar eletricidade e também calor útil.
A empresa garante que o projeto será a comprovação das ambições de sustentabilidade do novo distrito e servirá de vitrine das melhores tecnologias de produção de Energia Limpa, gerenciamento de patrimônio e inovação de design. Também serão instalados equipamentos para reduzir o gasto de água e promover o reaproveitamento do recurso para fins não potáveis.
Responsável pela área do empreendimento de Riverlight, o presidente do grupo St James, Sean Ellis, garante que os edifícios que a empresa já começou a construir no local ocuparão apenas 25% do território enquanto os outros 75% serão preservados como espaços abertos arborizados na beira do rio Tâmisa. O projeto vai gerar 25 mil empregos.
Publicado por: O Globo - Vivian Oswald
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02/04/2013
Setores de educação e construção ganham força
A Carteira Valor de abril reforça a aposta das corretoras em dois setores que vivem momentos bem distintos: educação e construção civil. Enquanto o primeiro é uma das estrelas emergentes na bolsa, com papéis que subiram mais de 100% no ano passado, o segundo sofre com a desconfiança dos investidores, após resultados fracos no quarto trimestre. Do lado de educação, a novidade é a Anhanguera, que passa a fazer dobradinha com a Kroton, já presente na carteira de março. Entre as empresas do setor imobiliário, a PDG Realty, indicada por uma corretora, junta-se ao papel Even.
No caso do setor de educação, a aposta é na continuidade. Depois de brilhar em 2012, o segmento, dizem os analistas, deve seguir em ascensão neste ano. O motor do crescimento é o número crescente de estudantes universitários, graças, sobretudo, à expansão das concessões de crédito pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), do governo federal. \"A visão é positiva para o setor, com a perspectiva de aumento de alunos que utilizam o Fies\", diz Roberto Indech, da Octo Investimentos. Ele recomenda os papéis da Kroton, principalmente pela forte exposição ao Fies (mais de 45% da base dos alunos do ensino presencial).
O grande trunfo da companhia neste ano, segundo o analista, é o número expressivo de matrículas no primeiro trimestre (500 mil alunos). \"Isso é um sinal antecedente muito positivo para a receita\", afirma Indech. \"O número de matrículas superou em 20% nossa expectativa\", diz Cristiane Fensterseifer, analista da Geração Futuro, que estima preço-alvo de R$ 26,50 para o papel.
A especialista da Geração destaca que, após a divulgação das matrículas, a Kroton anunciou projeções muito positivas para os resultados deste ano. A estimativa é de receita líquida de R$ 1,75 bilhão (alta de 25%) e de um lucro líquido ajustado de R$ 362 milhões (avanço de 35%).
O otimismo com a Kroton se mantém apesar de o papel ter subido 151,5% em 2012 e 12,98% no primeiro trimestre. Na Carteira Valor de abril, a ação da Kroton figura com três indicações, empatada em segundo lugar com a BM&FBovespa. Ambas perdem apenas para o Itaú Unibanco, sugerido por cinco corretoras.
Única representante do setor de educação na carteira de março, este mês a Kroton ganhou a companhia da Anhanguera - esta com duas indicações. Depois de uma alta de 72% no ano passado, a ação da Anhanguera fechou o primeiro trimestre em queda de 5,7%, muito por conta do tombo de março (-20,49%). \"A ação sofreu por conta de questões pontuais, mas os fundamentos são bons. Faz sentido esperar
uma recuperação\", diz Pedro Galdi, estrategista da SLW Corretora, que estima preço-alvo de R$ 40. \"O mercado não gostou do resultado do 4º trimestre e do guidance para 2013\", diz o analista Marcos Almeida, da Ativa Corretora.
Outro ponto negativo foi que cerca de cinco mil estudantes foram impedidos (por liminar judicial de agosto) de utilizar o Fies no segundo semestre de 2012, pelo fato de estarem com cadastro negativo em serviços de proteção ao crédito. A restrição ao acesso ao Fies só caiu no fim do ano. Como a companhia decidiu não cobrar os estudantes pelo semestre, houve um cancelamento de R$ 13 milhões em receita. Para Almeida, apesar dos problemas, a desvalorização do papel foi exagerada, já que o cancelamento de receita foi evento pontual. \"Como a Kroton, a Anhanguera vai se beneficiar da expansão do Fies. Além disso, deve ter autorização do governo para abertura de novos cursos de ensino a distância\", diz Almeida.
Mesmo castigado em 2012 por conta de resultados abaixo de esperado, o setor imobiliário ainda apresenta boas oportunidades, na visão dos analistas. Permanece na Carteira Valor para este mês, por exemplo, o papel da construtora Even, com duas indicações. Fernando Siqueira, economista-chefe da Citi Corretora, é um dos que recomendam a ação. \"O histórico de resultados é melhor que a média do
setor\", diz.
O economista do Citi lembra que a Even não realizou grandes capitalizações nem acumulou um número muito grande de lançamentos simultâneos. O resultado da estratégia foi um controle de custos mais equilibrado que o de outras companhias. O Citi projeta preço-alvo de R$ 11,50 para o papel.
Ao lado da Even, passa a figurar na Carteira Valor em abril o papel da PDG Realty, recomendado por uma corretora. Depois de cair 41,89% em 2012 e 6,4% no primeiro trimestre, a PDG deve experimentar uma recuperação, diz William Castro Alves, analista da XP Investimentos. \"A PDG está ajustando a estratégia e deve se recuperar. A companhia tem mais valor do que o mercado atribui no momento\", afirma.
Completa o portfólio deste mês a empresa de autopeças Randon, com uma indicação. Segundo Galdi, SLW Corretora, a carteira de pedidos da companhia \"aumentou substancialmente neste ano\", com a liberação de uma linha do BNDES para aquisição de caminhões. \"O desempenho da ação não está acompanhando essa perspectiva de aumento das vendas\", diz Galdi, que tem preço-alvo de R$ 14 para os papéis da
Randon. Publicado por: Valor Econômico - Antonio Perez e Karla Spotorno
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02/04/2013
Arqueologia na esquina
Foi encontrado um sítio arqueológico na obra que a Globo faz na Rua Jardim Botânico, esquina com Saturnino de Brito. \"São as fundações de uma residência do século XIX\", diz o professor Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira. O Iphan prorrogou o prazo para que se aprofunde as pesquisas no local. Publicado por: O Globo - Gente Boa
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01/04/2013
2013 sinaliza o início de recuperação do setor
Depois de todo o ano passado dedicado à arrumação da situação operacional e financeira das incorporadoras de capital aberto, começa a haver indicações de que 2013 será um pouco melhor para o setor. Na divulgação dos balanços, boa parte das empresas disse esperar expansão dos lançamentos ante o ano passado ou pelo menos o mesmo Valor Geral de Vendas (VGV). No mercado, não se espera novos anúncios de ajustes de orçamentos nas proporções já divulgadas. Algumas incorporadoras estimam iniciar a geração de caixa operacional neste ano.
No ano passado, as empresas reduziram lançamentos em consequência da necessidade de desovar estoques e preservar caixa. Os prazos maiores para liberação de licenças pelos órgãos reguladores, principalmente na cidade de São Paulo, contribuíram para a postergação do momento de apresentar novos projetos ao mercado. Juntas, as incorporadoras de capital aberto lançaram R$ 25 bilhões no ano passado, 37% inferior aos R$ 40 bilhões de 2011. As vendas caíram 24%, para R$ 27,5 bilhões. Esses números consolidados não incluem dados da Viver Incorporadora, que ainda não divulgou seu balanço.
Ainda que a maioria das empresas não espere patamares elevados de expansão de lançamentos, como aqueles dos primeiros anos após a onda de abertura de capital do setor, e que a base de comparação de 2012 seja pequena, a sinalização de boa parte das incorporadoras é diferente da apresentada ao longo do ano passado. Para 2013, há expectativa de que o ritmo de lançamentos na capital paulista volte a crescer.
Não está claro ainda, porém, se, no conjunto, as incorporadoras abertas vão lançar mais do que no ano passado. Parte delas não fez comentários em relação ao VGV a ser lançado, caso de PDG Realty, Brookfield Incorporações e Rossi Residencial. A projeção de lançamentos da PDG é para 2015. A Brookfield informou apenas guidance de vendas, de R$ 3 bilhões a R$ 3,5 bilhões, e a Rossi não tem metas de lançamentos ou vendas. O ritmo de lançamentos dependerá tanto da situação de caixa das empresas quanto da necessidade de ajustar oferta e demanda, num cenário em que os estoques ainda pesam.
A Cyrela Brazil Realty espera crescimento relevante neste ano, ante 2012, quando lançou R$ 5,6 bilhões, mas não chegar aos R$ 7,9 bilhões de 2011. A MRV Engenharia estima crescimento marginal no segmento residencial em 2013. A Gafisa projeta lançar de R$ 2,7 bilhões a R$ 3,3 bilhões no ano, ante R$ 2,95 bilhões em 2012 e diz ser mais provável expansão de 10%.
A Even Construtora e Incorporadora terá VGV de lançamentos, em 2013, similar ou \"levemente superior\" ao de 2012. A EZtec anunciou meta de lançamentos de R$ 1,2 bilhão a R$ 1,4 bilhão em 2013, o que aponta que crescimento de até 18%. Ainda que não forneça guidance, a Tecnisa espera que o VGV lançado em 2013 supere o de 2012. A Trisul voltará a crescer em lançamentos, após a redução de patamar nos dois últimos anos.
A Even Construtora e Incorporadora terá VGV de lançamentos, em 2013, similar ou \"levemente superior\" ao de 2012. A EZtec anunciou meta de lançamentos de R$ 1,2 bilhão a R$ 1,4 bilhão em 2013, o que aponta que crescimento de até 18%. Ainda que não forneça guidance, a Tecnisa espera que o VGV lançado em 2013 supere o de 2012. A Trisul voltará a crescer em lançamentos, após a redução de patamar nos dois últimos anos.
Para este ano, é esperado grande volume de entregas. A Brookfield, por exemplo, projeta entregar de 30 mil a 35 mil unidades, ante 8,8 mil unidades em 2012. As entregas estimadas, os repasses e a estabilização do tamanho da Brookfield resultarão no início da geração de caixa, previsto para o quarto trimestre, conforme seu presidente, Nicholas Reade.
À medida que os empreendimentos antigos, menos rentáveis, forem concluídos e novos projetos começarem a ser contabilizados, as margens do setor tendem a apresentar melhora gradual. Por outro lado, atrasos de obras ainda exercem pressão negativa nas margens, assim como os ajustes de orçamento anunciados.
Na divulgação dos balanços do quarto trimestre, a PDG anunciou a revisão de custos a incorrer de R$ 1,43 bilhão. A Tecnisa informou revisão de orçamentos de R$ 97 milhões. Brookfield fez revisão orçamentária de R$ 35,7 milhões no período. No resultado líquido da Brookfield, houve efeito negativo de outros ajustes de R$ 41,5 milhões, com impacto total no resultado de R$ 77,2 milhões. \"O processo de revisão de orçamentos é constante\", diz Reade. Segundo o executivo, à medida que a empresa evolui na checagem das obras, o risco de ajustes diminui.
\"Os resultados de 2013 não serão tão ruins quanto os de 2012, mas poderão ser fracos ainda. No geral, haverá menos problemas\", diz o analista da BES Securities, Eduardo Silveira. É menos provável, segundo ele, que ocorram estouros de orçamento de grandes proporções como os de 2012. Mas Silveira não descarta a possibilidade de ajustes, devido ao grande volume de entregas esperado.
Na avaliação de Silveira, a execução - entrega de obras e repasses - ainda é um desafio para parte das empresas. O período entre o término da obra e a conclusão do repasse do cliente para o banco pode levar até nove meses, segundo ele. Parte dos recursos dos empreendimentos concluídos em 2013 só entrarão no caixa das empresas em 2014, que será o grande ano de geração de caixa para o setor, conforme o analista. Houve quem tenha gerado caixa em 2012, como Cyrela e Even.
O desempenho esperado para as incorporadoras em 2013 não é homogêneo. Para o analista da Gradual Investimentos Flávio Conde, um grupo de empresas formado por Cyrela, Even, EZTec e Helbor terá \"números bons, até melhores que os de 2012\". \"Já PDG, Rossi e Tecnisa ainda apresentarão resultados ruins no primeiro semestre. Essas empresas têm projetos com margens muito baixas em proporção maior que as demais. No caso de PDG, há muitas obras atrasadas\", diz Conde. O analista diz esperar melhora gradual para Brookfield, assim como vem ocorrendo com a Gafisa. Ele coloca a MRV, que no ano passado teve queda de margem e elevação do endividamento, dentro de um grupo intermediário.
Publicado por: Valor Econômico -
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01/04/2013
Caixa Econômica prevê alta de 30% no crédito este ano
Hereda diz que expansão recente foi rápida, mas com segurança
Após ampliar em mais de 40% suas operações de crédito em 2012, a Caixa Econômica Federal espera manter ritmo forte e encerrar 2013 com um volume de financiamentos 30% superior ao do ano passado. O momento favorável leva a pretensões ainda maiores. A meta é que a Caixa chegue a 2022 como um dos três maiores bancos do país em volume de ativos. Hoje, ocupa a quarta posição de um ranking liderado
por Banco do Brasil, Itaú e Bradesco.
O salto nos últimos meses foi influenciado pela política do governo que reduziu os juros dos empréstimos da Caixa e do Banco do Brasil como parte dos estímulos para a economia. O presidente do banco, Jorge Hereda, afirma que a expansão ocorreu com rapidez, mas com segurança. Por isso, defende, não há motivos para o rebaixamento da nota de crédito do banco pela agência de classificação de risco Moody\'s, ocorrido em 20 de março.
- O governo falou para os bancos públicos darem crédito. Nós enxergamos uma oportunidade (de crescer). E nossa estratégia deu certo. Já temos hoje a segunda maior carteira de crédito do país - afirma Hereda.
Na sua avaliação, o rebaixamento da nota de crédito não teria ocorrido \"se olhassem o balanço\". A taxa de inadimplência, por exemplo, foi de 2,08% no quarto trimestre de 2012, mesmo nível dos 2% do fim de 2011.
- Temos espaço grande para crescer com segurança. Nossa expectativa é de aumento de 30% dos empréstimos. Temos crescido com cuidado, não temos feito maluquice.
Em 2012, a expansão foi de 41,8% frente a 2011 e o volume de empréstimos chegou a R$ 353,7 bilhões em empréstimos. Foram abertas 559 agências e 1.112 lotéricas. O número de clientes pessoas físicas saltou de 57.280 em 2011 para 63.580 em 2012. Já no segmento de pessoas jurídicas, o aumento foi de 1.260 para 1.658, na mesma base de comparação.
O desempenho tem ajudado a Caixa a ampliar sua fatia no mercado de crédito nacional. Em 2008, a participação era de 6% e passou a 15% no ano passado. A meta é chegar a 17,5% no fim deste ano. Entre as áreas que vão ajudar nessa expansão, segundo Hereda, estão infraestrutura, veículos e agrícola.
0800 para o Minha Casa Minha Vida
A expansão, no entanto, tem exigido um esforço extra para garantir a qualidade do serviço aos clientes. O banco contratou há seis meses a consultoria McKinsey, que está fazendo uma reestruturação ampla, com mudanças em diretorias e superintendências que permitam um melhor índice de eficiência.
- Ganhamos mais clientes, fomos o banco que mais cresceu, com o maior lucro. E temos que dar sustentabilidade a isso com um melhor atendimento. Foram onze mil novos funcionários em 2012 - diz o executivo, que está à frente do banco desde 2011.
A atenção para ampliar a qualidade é parte ainda da estratégia para se diferenciar dos concorrentes, para além das taxas de juros menores.
A preocupação com o atendimento também se estende ao programa Minha Casa Minha Vida. Na semana passada, Hereda anunciou em entrevista ao GLOBO uma ofensiva às construtoras do programa depois que dois edifícios construídos no Fonseca, em Niterói, tiveram que ser demolidos por causa de problemas em sua estrutura.
Nos próximos dias, o banco lança oficialmente a campanha \"Caixa de Olho na Qualidade do Minha Casa Minha Vida\". Os moradores dos empreendimentos poderão reclamar por um telefone exclusivo (08007216268) ou pela internet (mcmv.caixa.gov.br). A campanha ficou a cargo da agência de publicidade nova s/b.
- Estamos virando o jogo. As pessoas vão poder reclamar e as empresas terão que responder, sob o risco de entrarem no cadastro negativo da Caixa - explica Jorge Hereda.
Publicado por: O Globo - Lucianne Carneiro
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01/04/2013
Número de brasileiros que participam de consórcios cresce em fevereiro
O número de brasileiros que optaram por consórcio para comprar veículos, imóveis, eletroeletrônicos ou serviços cresceu em fevereiro, informou a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). O total de participantes do sistema de consórcios chegou a 5,3 milhões em fevereiro, o que representou, segundo a Abac, um novo recorde histórico. O número é 10,4% superior ao do mesmo mês do ano passado (4,8 milhões de participantes).
\"O crescimento do sistema nos últimos anos é uma prova de que o consórcio tem sido escolhido por parte expressiva de consumidores que planejam o seu futuro, da sua família e até mesmo da sua empresa. Os mais de 5 milhões de consorciados atestam o mecanismo como forma de realização dos sonhos de consumo ou de formação patrimonial\", destacou em nota o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi.
Segundo a associação, também cresceram as vendas de novas cotas: em janeiro e fevereiro deste ano foram acumuladas 407 mil, valor 5,2% superior às 387 mil do mesmo período de 2012. Já as contemplações (consorciados que tiveram a oportunidade de comprar bens) alcançaram 192 mil no primeiro bimestre, o que representou queda de 3,4% em comparação ao mesmo período anterior.
\"O volume de negócios começou o ano superando R$ 12,5 bilhões, [montante] cerca de 19% maior do que os R$ 10,5 bilhões do mesmo bimestre de 2012. Esse total sinaliza dois aspectos importantes para 2013: o primeiro confirma a consolidação do sistema como alternativa importante para quem planeja e considera o consórcio como bem de futuro. Já o segundo aponta aquisições de bens e serviços de valores maiores\", completou o presidente da associação. Publicado por: Jornal do Commercio Online -
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31/03/2013
Empreendimento com área de lazer completa em Nilópolis
Condomínio, com 128 unidades, terá mais de 10 opções de diversão
A Baixada Fluminense atrai mais construtoras interessadas em levar os famosos condomínios da Barra da Tijuca para a região. Os projetos incluem área de lazer completa e segurança. Tudo para garantir a diversão sem sair de casa e não pesar no bolso. Com este foco, a Mega 18 Construtora lançou um empreendimento com mais de dez opções de lazer em Nilópolis, considerado o município que tem o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região.
O Alto Nilópolis Residências terá 120 apartamentos e oito coberturas dúplex, distribuídos em um único bloco de 17 andares. Todas as unidades terão três quartos (com uma suíte), varanda gourmet com churrasqueira e uma vaga de garagem.
Terraço zen, quadra e piscina
O condomínio, que será construído a menos de um quilômetro da rodoviária, da estação de trem, do calçadão e do Shopping Nilópolis Square, terá diversas atrações para moradores.
Destacam-se piscinas adulto e infantil, bar da piscina, churrasqueira, espaço jovem, salões de festas, terraço zen, academia, salão gourmet, play, praça dos namorados, quadra esportiva, spa e brinquedoteca, entre outras opções. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
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31/03/2013
Barra da Tijuca tem mais imóveis para a venda no Rio
O Panorama do Mercado Imobiliário do Rio, divulgado na última terça pelo Secovi Rio, mostra que a Barra é o bairro com mais imóveis para a venda (9.870), seguida por Jacarepaguá (5.555) e Recreio (4.622). Publicado por: Extra -
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31/03/2013
Custo com a construção ficou mais alto em março
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou mais caro construir em março. O índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M) teve alta de 0,28% este mês, na comparação com fevereiro. Publicado por: Extra -
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31/03/2013
Crédito imobiliário atinge R$ 12,5 bilhões em 2013
Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) indicam que os financiamentos imobiliários atingiram a marca de R$ 12,5 bilhões, em janeiro e fevereiro. Publicado por: Extra -
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31/03/2013
Zonas Norte e Oeste na frente
Bairros das regiões estão entre os que mais se valorizam
A Zona Sul continua tendo os bairros mais caros do país. Mas com preços de metro quadrado já nas alturas, sobrou para as regiões Norte e Oeste a maior valorização. A conclusão está no Panorama do Mercado Imobiliário 2012, publicação lançada na semana passada pelo Secovi-Rio que faz um retrato do mercado carioca.
- A construção de espaços como o Parque de Madureira, os investimentos em mobilidade urbana e a instalação de UPPs fizeram renascer o orgulho dos moradores - diz Maria Teresa Mendonça, vice-
presidente Financeira e de Desenvolvimento do sindicato.
RENTABILIDADE TAMBÉM EM ALTA
O Méier registrou o maior índice de valorização do ano passado: 48,1% no metro quadrado dos imóveis de quatro quartos. Para Maria Teresa, reflexo do aumento no policiamento.
Já quando o assunto é rentabilidade, o destaque fica com Vila Isabel, que teve a maior taxa de rentabilidade no ano passado: 0,47%. O bairro foi seguido por Jacarepaguá (0,45%), Tijuca (0,44%) e Méier (0,43%): todos com índices superiores à poupança (0,42%). Publicado por: O Globo -
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31/03/2013
O design do Rio em Milão, mais uma vez
Evento reúne lançamentos e comemorações
Virou tradição. Todo ano, uma mostra paralela leva à Milão, na semana do Salão Internacional de Design, as criações de alguns dos principais nomes do design carioca. É a Rio+Design Milão que acontecerá de 9 a 14 de abril e apresentará peças inéditas e lançadas da EM2 Design, Fernando Jaeger, Lattoog e Zanini de Zanine.
Promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do governo do Estado, em parceria com o Sebrae, a mostra vai reunir cerca de 30 objetos em um espaço de 250 metros quadrados na Zona Tortona.
- A versão italiana da Rio+Design é uma vitrine para os grandes nomes do mercado de design, além de uma oportunidade para estimularmos novos negócios neste setor - afirma a subsecretária Estadual de Comércio e Serviços, Dulce Angela Procópio.
EM MILÃO, MORAR MAIS COMEMORA
Além da mostra de peças, este ano acontecerá ainda um evento comemorativo dos 10 anos da Morar Mais por Menos. A mostra de decoração, que começou no Rio em 2004 com foco na sustentabilidade e no baixo custo, chega a dez cidades em 2013.
- Tivemos a coragem de quebrar paradigmas, como desmistificar a figura do arquiteto, que pode, sim, reduzir custos - diz Lígía Schuback, organizadora do evento. - Hoje, as pessoas querem ser sustentáveis. Há mais procura e múltiplas ofertas nesse mercado. Mas ainda não é exatamente fácil ser sustentável no Brasil.
Durante o evento, no dia 10 de abril, serão premiados os 40 dos 560 ambientes da Morar Mais do ano passado que mais seguiram os preceitos de sustentabilidade e baixo custo. Publicado por: O Globo - Pelos 4 cantos
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31/03/2013
Vento modernizador na região do Maracanã
Um furacão chamado Copa do Mundo e Olimpíadas hoje varre a região do Maracanã. Caminhar por lá é escutar o barulho de britadeiras, cruzar com operários uniformizados, deparar-se com montanhas de escombros, seguir por corredores sem fim de tapumes e olhar para o céu e ver, entre nuvens, guindastes de obra. O protagonismo do velho estádio nos grandes eventos esportivos parece engolir tudo a sua volta: parte da Favela do Metrô, que margeia a Radial Oeste, já foi demolida, assim como instalações de uma área de 83 mil metros quadrados de um antigo complexo do Exército, em São Cristóvão. O bota-abaixo ainda atingirá a Escola Municipal Friedenreich, o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio Célio de Barros.
As demolições abrirão espaço para a organização dos Jogos e permitirão a reurbanização de áreas degradadas. Da Favela do Metrô, 550 famílias já foram reassentadas pela prefeitura, e as 46 que continuam lá se mudam para o Bairro Carioca, em Triagem, em abril. A favela, que ainda inspira medo e cujos espaços vazios viraram um lixão e atraem usuários de drogas, deve ser cercada em maio. As demolições vão até o fim do ano, informa a subprefeitura da Zona Norte. Para o lugar dos barracos, uma das propostas é a construção de um parque, com quadras.
Do outro lado da linha férrea, montes de entulho são o que restam dos prédios que serviam a um grupamento de artilharia do Exército. Em nome do progresso, um antigo quartel de cavalaria, erguido após a Proclamação da República, também foi quase todo destruído. Dele, sobrou parte da fachada, cujo destaque é o grande brasão com a inscrição Estados Unidos do Brasil.
- As pessoas vêm e perguntam se têm como comprar o brasão, mas ele vai continuar aí - conta uma funcionária do canteiro de obras.
Seguindo mais à frente pelo terreno vazio, encontra-se o Centro Hípico do Exército, que se salvou por ter sido tombado pela Câmara de Vereadores antes de a Secretaria municipal de Obras começar a esvaziar o terreno. Lá, ficam as chamadas cocheiras imperais. O prédio da antiga escola de veterinária do Exército, a primeira do Brasil, também será preservado com a suas palmeiras imperiais e vai receber a Escola Friedenreich, que este ano ainda funciona no Maracanã.
Sobre a área que foi do Exército, a Secretaria de Obras diz apenas que \"será um grande pátio, para uso da organização dos eventos esportivos\". O espaço servirá à Copa das Confederações, em junho, mas a passarela ligando o estádio à Quinta da Boa Vista ficou para dezembro.
- Com a passarela, você poderá ir de bicicleta da Tijuca à Quinta, passando pelo Maracanã. O caminho até a Quinta é hoje horrível e inseguro - comenta, com entusiasmo, Jaime Miranda, da Associação Comercial e Industrial da Tijuca.
Mas esse furacão modernizador não é ponto pacífico. Sob protestos, o governo do estado desistiu de pôr abaixo o antigo Museu do Índio, que será transformado em Museu Olímpico. No entanto, caberá à empresa que vencer a licitação para o Complexo do Maracanã derrubar a escola, o Júlio Delamare e o Célio de Barros. Para as áreas vagas, estão previstas quadras de aquecimento, bares, restaurante, estacionamentos e heliponto.
Muitos atletas do parque aquático já fizeram suas malas, mas não sabem ainda para onde ir. Amanhã, o Júlio Delamare fecha, definitivamente, seus portões. Mônica Lages, de 19 anos, treinava saltos ornamentais no local desde os 6:
- Perdemos uma ferramenta preciosa. É a melhor instalação do Rio. E, mais do que isso, é a minha casa - lamenta a atleta, da seleção brasileira, agora sem local para treinar. Publicado por: O Globo - Ludmilla de Lima
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31/03/2013
Nova aposta para coberturas
Empreendimentos residenciais e comerciais transformam espaço panorâmico em área de lazer comum, como salão de festas, churrasqueira, piscina e sala de ginástica
Com vista panorâmica, as construtoras têm apostado na oferta de lazer nas coberturas dos novos lançamentos imobiliários. Antes um espaço reservado para quem buscava um local de destaque, os usuários desses empreendimentos, que podem ser residenciais ou comerciais, contam com um espaço sofisticado para o entretenimento.
O diretor operacional da Julio Bogoricin Imóveis, Helio Brito, diz que as pessoas procuram prédios com essa característica porque eles oferecem uma vista mais bonita para aproveitar os momentos de lazer e festas, além de serem menos devassados e proporcionarem maior liberdade aos frequentadores.
\"Em função das condições atuais de violência e trânsito caótico, torna-se mais seguro e mais prático usufruir o lazer no próprio local onde residem. Não incomoda tanto os vizinhos com o barulho e tem uma vista privilegiada. A área de lazer na cobertura atrai, principalmente, os moradores que gostam de apreciar belas paisagens e ter maior sensação de liberdade\", aponta.
Ele explica que todos os moradores e convidados podem utilizar o espaço, desde que os eventos sejam autorizados pela administração do prédio.
Os prédios com área de lazer na cobertura geralmente oferecem playground com área de lazer, salão de festas, churrasqueira, piscina e sala de ginástica, entre outros.
\"É uma opção que se torna conveniente em alguns empreendimentos, mas é importante destacar que o preço dos apartamentos não aumenta por causa desse espaço. Praticamente todos os novos empreendimentos oferecem áreas de lazer, seja na cobertura ou em pavimento inferior\", explica Helio.
A construtora Efer apostou em um empreendimento comercial no Centro de Niterói que inova justamente por ter uma área de lazer comum na cobertura do edifício. O The Point Offices fica na Rua da Conceição e irá oferecer, além de suas 110 salas comerciais, um terraço para uso comum, com espaço café, churrasqueira, sala de palestras e duas salas de reuniões.
Carlos Eduardo Penna, diretor da construtora, conta que a empresa investiu na área de lazer na cobertura para que os usuários do empreendimento possam ter mais liberdade em relação a eventos de suas empresas e para que eles possam fazer suas reuniões e confraternizações com privacidade no próprio empreendimento.
\"A área comum no terraço foi o grande diferencial do The Point Offices em relação aos outros empreendimentos na região do central de Niterói. A maioria dos prédios no Centro de cidade não tem sequer sala de reunião comum\", argumenta.
A cobertura terá um espaço café, churrasqueira, sala de palestras e duas salas de reuniões.
Devido ao sucesso de vendas, Carlos Eduardo revela que a Efer está planejando investir em outro empreendimento comercial com área de lazer comum na cobertura.
\"Esse espaço valoriza o empreendimento\", justifica.
Tendência no mercado
Localizado na Avenida 22 de Maio, no bairro de São José, o Rossi Business Itaboraí é o primeiro empreendimento comercial da construtora no município. Com 248 unidades em uma única torre, sendo 243 salas e cinco lojas, o empreendimento oferece o lazer na cobertura.
\"Há uma tendência forte, tanto no Brasil quanto em outros países, em investir em áreas de lazer em edifícios comerciais. A área de lazer na cobertura é uma forma de otimizar o espaço e aproveitar essas áreas de forma mais útil\", explica o diretor regional da Rossi, Rafael Cardoso.
O espaço conta com piscina, fitness, sauna, massagem, spa, serviços pay-per-use, descanso, deck, vestiário, vestiários feminino e masculino, sala de yoga, bar lounge e terraço descoberto.
\"Todos os funcionários que trabalham no condomínio poderão usar a cobertura. Segurança e comodidade são as principais características. As pessoas não terão que ir a outro lugar para ter acesso a piscina, sauna, SPA e outros serviços. É uma grande economia de tempo\", destaca.
Ele acrescenta que em um empreendimento desse modelo as pessoas têm acesso a serviços diversos em um mesmo lugar. Rafael destaca que os funcionários do prédio poderão cuidar do corpo, fazer exercícios e confraternizar com os colegas sem precisar usar o carro.
\"Os empreendimentos com área de lazer e ampla infraestrutura têm uma valorização maior em comparação com outros sem essas características. O Rossi Business Itaboraí é o primeiro edifício da cidade com lazer na cobertura\", diz. Publicado por: O Fluminense - Prisca Fontes
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29/03/2013
Um incentivo oficial para salvar imóveis da ruína
Prefeitura publicará dois editais no próximo mês: um voltado para bens tombados e preservados; e outro para construções municipais
Município financiará obras e cederá prédios para uso criativo
Erguida em 1893, uma vila protegida pelo patrimônio municipal, na Rua do Lavradio 122, no Centro - que já serviu para locações de novela e editoriais de moda -, está entregue à própria sorte. Além dos danos visíveis nas 21 edificações, alguns dos imóveis foram invadidos. Não muito longe dali, na Rua Regente Feijó 62, um sobrado da própria prefeitura sequer tem telhado. Largado há anos, está coberto por densa vegetação. Para essa região da cidade, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, da prefeitura, publicará dois editais no próximo mês: um voltado para bens tombados e preservados; e outro para construções municipais.
As zonas que serão alvo dos novos programas são quatro Áreas de Proteção do Ambiente Cultural (Apacs): Corredor Cultural; Cruz Vermelha; Catumbi e Cidade Nova; Catete e Glória. Pesaram na seleção dessas Apacs a presença de muitos imóveis públicos, a baixa densidade populacional, o perfil socioeconômico dos moradores (que têm menor capacidade de investimento) e a complexidade fundiária.
Para o programa Pró-Apac, a prefeitura destinará R$ 4 milhões, divididos em cotas de até R$ 300 mil. A ideia é o setor público bancar projetos de restauração de imóveis particulares preservados ou tombados pelo município. A vila da Rua do Lavradio e o sobrado onde residiu o cantor Francisco Alves, no número 354 da Rua do Riachuelo, são exemplos de bens que poderiam ser revitalizados. Mas a disputa pela captação desses recursos públicos tende a ser grande. Afinal, nas Apacs escolhidas, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade contabiliza 3.724 imóveis protegidos. E a estimativa de Washington Fajardo, presidente do instituto, é que o projeto piloto contemple 20 imóveis.
Dono poderá ter isenção de IPTU
Fajardo deixa claro, no entanto, que a tarefa de pleitear recursos não caberá aos proprietários de imóveis históricos. A partir da publicação do edital, produtoras culturais, ONGs, organizações sociais, escritórios de arquitetura, empresas de engenharia com especialização em restauração e cooperativas de artesãos e restauradores terão 30 dias para inscrever o imóvel escolhido. Será necessário o aval dos donos, que têm de estar com a documentação da construção em ordem. Uma comissão terá 60 dias para selecionar os vencedores, que deverão executar as obras em um ano.
- Daremos oportunidade para os interessados restaurarem não só as fachadas, como as estruturas básicas prediais, como as partes elétrica e hidrossanitária - diz Fajardo, acrescentando que, com o imóvel restaurado, o dono poderá pleitear a isenção de IPTU.
Segundo o representante no Rio da Associação de Empresas e Entidades de Restauração, Ubirajara Melo, atualmente há um número muito pequeno de obras de restauração sendo executadas na cidade, embora seja grande o universo de imóveis que precisam de um bom trato. O motivo, diz ele, é a dificuldade para a obtenção de recursos, através das leis de incentivo existentes:
- A legislação em vigor tem alguma eficiência, mas não consegue atender às necessidades.
Ex-superintendente regional do Iphan, Carlos Fernando Andrade não vê com muito bons olhos o programa. Para ele, o valor dos recursos é irrelevante:
- Em um universo de 20 mil imóveis protegidos por Apacs em toda a cidade, beneficiar 20 é muito pouco. Inventários ou questões fundiárias são as principais causas da ruína desses imóveis.
Uma opinião com a qual o presidente do Polo Novo Rio Antigo (que engloba Rua do Lavradio, Cinelândia, Lapa e Praça Tiradentes), Isnard Manso, não concorda. Ele está convencido de que, se o projeto piloto for bem-sucedido, será replicado em outras áreas:
- A ideia de procurar um escritório de arquitetura ou engenharia credenciado também é importante, para evitar a informalidade nas construções.
Já o programa Ocupação Criativa de Vazios Urbanos quer dar novo destino a imóveis da prefeitura sem uso e caindo aos pedaços. A lista dos cerca de 20 bens está sendo finalizada, mas Fajardo antecipou três deles. Além do sobrado da Rua Regente Feijó, há um terreno no número 30 da Rua Pedro I, que ainda guarda escombros de uma construção demolida, e um imóvel na Praça da República 139.
- Vamos ceder imóveis municipais para que sejam ocupados por soluções criativas - diz Fajardo.
Os projetos serão avaliados por uma comissão do instituto. Os vencedores terão que ocupar o imóvel imediatamente e entregá-lo totalmente reformado após a concessão, que será de dez anos, prorrogáveis pelo mesmo período. A prioridade será para o segmento da indústria criativa, como empresas de filmes, vídeos, arquitetura e moda. Publicado por: O Globo - Jacqueline Costa e Selma Schmidt
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28/03/2013
Revolução tecnológia inova revestimentos cerâmicos
Novos equipamentos e novas possibilidades em materiais estão permitindo uma revolução tecnológica e estética no segmento de revestimentos cerâmicos. Com uma capacidade instalada de 1 bilhão de metros quadrados e produção estimada para 2012 de 894 milhões de m², o setor no Brasil já ocupa a segunda posição no ranking mundial, atrás apenas da China, e tem avançado na área de design, equiparando-se aos grandes centros da Europa, como Espanha e Itália. Este desempenho é resultado dos investimentos em inovação nos últimos dez anos, que começaram no início da década passada com a revisão da matriz energética de variadas fontes não sustentáveis para o gás natural.
\"A migração foi um movimento generalizado e autônomo do setor, que permitiu uma revolução tecnológica com a adoção de novas tecnologias como fornos de última geração. Estes recursos viabilizaram a produção em larga escala do porcelanato, que exige altas temperaturas e consome menos materiais\", diz Antônio Carlos Kieling, superintendente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer). Há dois anos, uma nova revolução está em curso com a adoção de equipamentos de impressão digital a jato de tinta, que têm permitido reproduzir uma gama variada de texturas, cores e imagens. Tudo com maior fidelidade aos desenhos e fotografias gerados nas plataformas de design, segundo as principais tendências internacionais.
\"Outra frente de inovação é o uso da nanotecnologia, que permite incorporar as propriedades mais remotas da matéria\", acrescenta Kieling. Há empresas, por exemplo, que utilizam nanopartículas de prata como ação antibactericida e outras que estudam usar o recurso para preenchimento de cavidades em peças polidas.
Para Ana Cristina Rodrigues, chefe do departamento de bens de consumo, comércio e serviços do Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as maiores inovações da cadeia têm surgido no elo dos fornecedores, especialmente os de bens de capital ou de insumos como coloríficos e esmaltes.
\"As impressoras jato de tinta importadas da Itália e da Espanha permitem acabamentos jamais vistos no setor. Mas o volume ainda é pequeno: 57 unidades em um universo de 94 empresas. A inovação ocorre também no elo da produção do revestimento com design, para tirar o máximo proveito desta tecnologia\", observa.
Os desembolsos do BNDES para o setor passaram de R$ 72,5 milhões em 2005 para R$ 85,3 milhões em 2012, totalizando R$ 730 milhões em operações diretas e indiretas. O destaque é a linha Finame, voltada para a aquisição de máquinas e equipamentos, cujos desembolsos saltaram de R$ 38,5 milhões em 2009 para R$ 115,3 milhões em 2011, refletindo a entrada em vigor, em meados de 2009, do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), com taxas competitivas para bens de capital e realização de investimentos.
A Cerâmica Eliane destina 3% do faturamento - que em 2012 deve atingir R$ 720 milhões - a inovação e marketing. Em 2010, adotou a impressora digital e, segundo Edson Gaidzinski, presidente da empresa, tem conseguido recuperar mercado que havia perdido para substitutos do porcelanato, como a madeira e as pedras. \"Outra inovação é a produção de peças maiores como o porcelanato de 3 metros por 1 metro e 3,5 milímetros de espessura pesando apenas seis quilos, o que facilita a logística. É voltado para fachadas ventiladas, modernização (retrofit) de prédios antigos e móveis, e uma inovação exclusiva da Eliane. \"É possível adicionar tecnologia fotovoltáica para gerar energia quando a política energética tornar viável a transferência de energia para a rede por parte do usuário\", diz Gaidzinski.
Na Portobello, os últimos lançamentos incluem a linha Concretíssyma, que traz a reprodução do concreto em suas variações e tonalidades reproduzindo, inclusive, a reação do cimento, da cal e do oxigênio da água durante a cura do concreto. No mármore, as linhas Marmi Clássico, Travertino Navona e Universal Collection reproduzem pedras de origem grega, italiana e turca, respectivamente.
Já a Ecodiversa 2012 traz a madeira natural rara, seja pela espécie, seja por efeitos causados pelo tempo: desgaste natural, pinturas, pátinas. \"Nossa área de design conta com mais de 36 espécies de árvores brasileiras, como a araucária clara que é rara\", afirma Christiane Ferreira, coordenadora de marketing da Portobello. \"Adquirimos a impressora digital há dois anos, que revolucionou o design.\"
A Cecrisa investiu R$ 10 milhões em pesquisa e desenvolvimento em 2012, o que resultou em uma nova categoria de revestimento, a tecnologia Crossover. Segundo Gelcy Pizzolo Torquato, gerente de marketing e produto da empresa, a característica principal da Crossover é que a peça de revestimento mantém as mesmas características da base à superfície a resistência e a durabilidade de um porcelanato tradicional, com variedade estética e riqueza de design. Essa nova tecnologia recebeu R$ 3,5 milhões em pesquisa e desenvolvimento. Publicado por: Valor Econômico - Carmem Nery
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28/03/2013
Caixa volta a concentrar linha do FGTS
Uma mudança nas regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) assegurou à Caixa Econômica Federal uma fatia de mais de 70% de uma linha de R$ 2,5 bilhões destinada à compra de certificados de recebíveis imobiliários (CRI), títulos que possuem lastro em financiamentos para a compra da casa própria.
Pelas novas regras, os bancos serão atendidos conforme a participação de mercado que detêm no financiamento habitacional caso a demanda pela linha supere o orçamento. Para determinar a fatia de mercado de cada banco, o FGTS estipulou como regra o balanço encaminhado pelas instituições ao Banco Central. O prazo para a entrega de ofertas ao FGTS termina nesta semana. Procurada, a Caixa, que também atua como agente operador do fundo, informou que não comentaria o assunto.
Os critérios do FGTS para a compra de CRI dos bancos já renderam polêmica no ano passado, quando a Caixa levou quase 90% dos recursos. Antes da mudança nas regras, as propostas dos bancos eram atendidas proporcionalmente conforme o pedido de cada um, com prioridade para os CRI da chamada \"faixa 1\", com lastro em financiamentos de imóveis até R$ 200 mil.
Com o regulamento debaixo do braço, os bancos fizeram propostas maiores já na expectativa de rateio. A Caixa, sozinha, ofereceu mais de R$ 30 bilhões, o equivalente a quase 40% de toda a carteira da instituição com funding da poupança na época. Na divisão do bolo, que rendeu aos bancos menos de 7% do que pediram, a Caixa ficou com quase R$ 2,2 bilhões da linha.
A antecipação de recursos com a venda de carteiras de crédito imobiliário a investidores no mercado de capitais é apontada como uma das alternativas para viabilizar os financiamentos quando os recursos da poupança não forem mais suficientes para atender à demanda. Com a chamada securitização, os bancos conseguem \"reciclar\" a carteira e abrir espaço no balanço para conceder novos empréstimos.
A linha do FGTS, em particular, atrai os bancos principalmente pelo custo, equivalente a 6,38% ao ano mais TR, bem inferior à taxa média dos empréstimos concedidos pelas instituições.
As regras atuais devem pelo menos evitar surpresas. Apenas como exemplo, se todos os bancos que operam com crédito imobiliário decidirem vender CRI para o fundo, a Caixa terá cerca de R$ 1,8 bilhão garantidos, levando em conta a participação de 71,3% declarada pela própria instituição nesse segmento.
Embora mais previsível, o novo critério recebeu críticas de um banqueiro concorrente. Para ele, o conceito de participação de mercado adotado acaba \"inflando\" a participação da Caixa, já que o dado total de financiamentos imobiliários inclui operações do programa \"Minha Casa Minha Vida\" do governo federal, no qual o banco público atua praticamente sozinho.
A Caixa é líder absoluta em crédito imobiliário sob qualquer critério, mas considerando apenas os recursos com funding da poupança a participação da instituição cai para menos de 60%, segundo a fonte.
Para um analista do mercado imobiliário, que também pediu para não ser identificado, diante da disputa pelos recursos, o FGTS deveria usar como critério de seleção os bancos que oferecessem a maior taxa, mantendo a prioridade para os créditos que financiaram imóveis de menor valor. \"Seria uma forma de manter a finalidade social e, ao mesmo tempo, rentabilizar melhor o fundo, formado pela poupança dos trabalhadores\", diz.
Para estimular a securitização, o governo autorizou os bancos a contabilizar em seus balanços por um período de 36 meses os créditos imobiliários cedidos ao CRI, com redução gradual durante esse prazo. Antes da medida, a retirada precisava ser feita de uma vez, o que dificultava o cumprimento da norma que obriga as instituições a direcionar 65% dos recursos da poupança para o financiamento da compra da casa própria.
Publicado por: Valor Econômico - Vinícius Pinheiro
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28/03/2013
Financiamento imobiliário no país cresce 15% no 1º bimestre
No Rio de Janeiro, que atualmente tem o metro quadrado mais caro do país, o lançamento de um prédio residencial com 480 unidades no bairro da Penha, Zona Norte da cidade, na semana passada, teve todos os apartamentos vendidos em apenas três dias.
Exemplos como esse explicam o fato de, nos dois primeiros meses deste ano, o crédito imobiliário somar R$ 12,5 bilhões, valor 15,7% acima do volume contratado no mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Entre março de 2011 e fevereiro deste ano, os empréstimos para a aquisição e construção de imóveis, utilizando recursos da poupança, somaram R$ 84,5 bilhões, 4,4% superior aos 12 meses anteriores. O volume de empréstimos em fevereiro atingiu R$ 5,8 bilhões, 13% menor que o valor anotado em janeiro. Porém, na comparação com fevereiro de 2012 houve crescimento de 13,8% no crédito imobiliário.
De acordo com a Abecip, 29,3 mil unidades foram financiadas com o crédito imobiliário em fevereiro, o que significou redução de 17% em comparação a janeiro. Entre janeiro e fevereiro, 64,9 mil imóveis foram financiados, número pouco maior que o primeiro bimestre de 2012, quando foram financiadas aquisições e construções de 64,6 mil unidades. Publicado por: Monitor Mercantil -
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28/03/2013
A mesma praça, não mais
Construtora que fará hotel cinco estrelas no Jardim Oceânico planeja reformar a Praça do Ó
No momento em que a cidade se prepara para receber turistas de todas as partes, a região do Jardim Oceânico começa a ganhar novo cenário. Os primeiros sinais de mudança poderão ser percebidos pelos moradores a partir de julho, quando já terá sido derrubado um imóvel na Rua Professor Coutinho Fróis que abrigou uma boate badalada nos anos 90 e está abandonado há quase 20 anos. No espaço surgirá um hotel cinco estrelas, com 175 unidades e 90% das varandas voltadas para o mar. Mas o projeto, ao qual O GLOBO-Barra teve acesso com exclusividade, não se restringe ao empreendimento: a Polaris, construtora responsável, pretende viabilizar também a revitalização da Praça do Ó, um investimento de R$ 15 milhões. A reforma, que estaria completa a tempo das Olimpíadas de 2016, ficaria a cargo do paisagista Witkin Hults, premiado por projetos para resorts do Caribe como o Ritz-Carlton.
- Já conversei com o prefeito e o chefe da Casa Civil e ambos se mostraram animados com o projeto. Não se trata de contrapartida. Nosso objetivo é oferecer um entorno condizente com o hotel para os nossos hóspedes e devolver ao morador da Barra um espaço condizente com o nível socioeconômico do bairro - explica Paulo Figueiredo Filho, CEO da Polaris. - Não faz sentido ter um hotel maravilhoso e o entorno não estar à altura. A ideia de revitalização da praça surgiu junto com a do hotel.
Apesar de ainda não conhecer a proposta, o subprefeito da Barra, Tiago Mohamed, diz que a ideia da revitalização lhe agrada:
- Antes da execução certamente olharemos e discutiremos o projeto com a comunidade. Se um empresa quer fazer um investimento para melhorar uma área pública, nós achamos positivo.
Um dos objetivos da reforma é afastar os usuários de drogas e a prostituição da área da praça, alvos frequentes de reclamação dos moradores. Motivo pelo qual o diretor-administrativo da Associação dos Moradores e Amigos do Tijucamar e Jardim Oceânico, Leonardo Augusto Bezerra, também se mostrou simpático à ideia quando soube do projeto pelo GLOBO-Barra:
- Uma revitalização é sempre bem-vinda; o que nos preocupa é o tamanho do hotel. Se eles respeitarem o gabarito, nada temos a opor.
A revitalização interferiria na rotina da feira de artesanato que acontece aos domingos. Segundo Figueiredo, o objetivo é ordená-la e melhorar suas instalações:
- Os feirantes estarão entre os principais beneficiados. Vamos construir uma estrutura fixa para melhorar as condições de trabalho deles e possibilitar que a feira ocorra com mais frequência. Além disso, uma praça revitalizada e com um grande hotel ao lado pode trazer ainda mais movimento.
Procurado pelo GLOBO-Barra, Alcebíades Braga, coordenador da feira, também se mostrou otimista:
- Até agora não fomos informados do projeto. Contanto que possamos permanecer no local, acho que será ótimo.
Na maquete que mostra a proposta para a Praça do Ó, as pedras portuguesas são mantidas, mas o campo de futebol dá espaço a um jardim com espelho-d\'água. A reforma prevê ainda mais uma pista de skate, em formato de U, para a prática de half-pipe.
Demolição em três meses
Sofisticado e com design contemporâneo, o novo hotel é focado no segmento life style - mesmo conceito, por exemplo, do requintado Fasano. Será erguido na Avenida Lucio Costa 1.996, na esquina com a Rua Professor Coutinho Fróis, ocupando a área do imóvel abandonado nesta via e de outro terreno, sem construções, que faz divisa com o tradicional restaurante Vice-Rey.
Apesar de estar em área nobre, onde há residências avaliadas em mais de R$ 1 milhão, o local é estigmatizado pelas atividades marginais que acontecem ali, especialmente à noite, sendo vítima do que Paulo Figueiredo Filho define como contaminação negativa. Daí a decisão de contribuir para a mudança do painel.
- As primeiras coisas que faremos, nos próximos dois meses, serão a demolição do prédio existente e a melhoria da iluminação. Isso porque aquele imóvel representa a teoria da janela quebrada, que conheci na faculdade de Economia. Ela diz que uma janela quebrada por um longo tempo desencadeia a sensação de abandono. Isso passa uma sinalização para a sociedade de que a área não tem mais dono, atraindo pichadores, prostituição e usuários de drogas. É exatamente o que acontece ali - explica o empresário, nascido e criado na região que garante não trocar por qualquer outra.
Com inauguração prevista para novembro de 2014, o hotel ainda não tem bandeira definida. No páreo para assumi-lo estão as redes internacionais W Hotels, Trump, Conrad (grupo Hilton) e Wyndham. Já se sabe, porém, que haverá oito suítes com piscinas privativas e a maior suíte presidencial do Rio, com 300 metros quadrados. A construção será dotada ainda de uma boate - cujo piso revelará o fundo da piscina - e de um centro de convenções de 1.500 metros quadrados.
- Nós seremos uma referência mundial no segmento hoteleiro - entusiasma-se Figueiredo Filho.
Publicado por: O Globo - Mariana Müller
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28/03/2013
Deu trabalho, mas valeu
A Morar Mais por Menos festeja seus dez anos, dia 10 agora, em Milão, onde premiará os 40 ambientes fiéis à sua proposta. Para chegar ao resultado foram analisados 540 projetos das sete capitais brasileiras onde a mostra está presente. Publicado por: O Globo - Abalo
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28/03/2013
Tesouro escondido
Uma das pracinhas mais valorizadas pelos tijucanos será revitalizada. Nos próximos dois meses, agentes da Secretaria de Conservação farão reparos e pinturas nas 30 esculturas de animais instaladas na praça Hans Klussmann, na Rua Saboia Lima. Entre as peças estão jacaré, girafa, leão, canguru e dinossauro, além de personagens da literatura infantil, como o Saci-Pererê e a Emília. As obras foram doadas por um artista plástico, que morava na região, nos anos 70. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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27/03/2013
Ajuste
Em 2012, os preços médios do metro quadrado no Rio subiram menos que em 2011 e 2010. Embora a tendência seja de estabilização, os números ainda apontam avanço, segundo a publicação Panorama do mercado imobiliário, que o Secovi/RJ lançou ontem. O destaque é o bairro de Bangu que, beneficiado pelas melhorias na Zona Oeste, teve o m² valorizado em 36,2% no ano passado. Na Zona Portuária, a tendência, de acordo com o anuário, é se construírem mais unidades de três e quatro quartos, visando atender à demanda das famílias que migrarão para a região. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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27/03/2013
Vizinhança dourada
Um apartamento de 400 metros quadrados na Avenida Vieira Souto, esquina com Rua Vinicius de Moraes, em Ipanema, está à venda por R$ 16 milhões. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
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27/03/2013
Os hotéis da HSI
Máximo Lima, fundador da empresa de investimentos imobiliários paulista Hemisfério Sul Investimentos, conhecida como HSI, sabe bem o valor de uma noite de sono. Em meados dos anos 1990, ele trabalhava em Nova York para o Wasserstein Perella, um dos mais agressivos bancos de investimentos americanos. \"Em 1995, trabalhei 363 dias no ano\", diz ele. \"Era comum receber uma mensagem ou uma ligação às três da manhã, me convocando para estar no escritório em 20 minutos.\" Agora, atuando na área mais calma dos investimentos imobiliários, Lima não poderá se queixar da falta de lugares para dormir. Ele anunciou na sexta-feira 15 uma associação com a construtora W Torre para construir 20 hotéis até 2015, de olho nas cidades mais promissoras.
\"Vamos investir R$ 350 milhões\", diz Lima. O foco da nova bandeira hoteleira, denominada Zii, serão cidades médias com público de jovens executivos e mercado em expansão acelerada. Os hotéis ficarão distantes dos grandes centros. O primeiro a ser construído vai ficar em Parauapebas, município paraense de 167 mil habitantes, localizado a 700 quilômetros de Belém. A cidade, com o segundo maior Produto Interno Bruto do Pará, é conhecida por estar localizada no sopé da Serra de Carajás, a maior jazida de minério de ferro do mundo. \"Nossa ideia é oferecer hospedagem de qualidade em regiões que, apesar de seu desenvolvimento, ainda não possuem hotéis adequados ao público executivo\", diz Lima.
Os próximos lançamentos, ainda em fase de negociação, vão ficar preferencialmente em cidades das regiões Norte e Centro-Oeste. A joint venture fará a aquisição do terreno, o desenvolvimento do empreendimento e a administração do hotel. O projeto hoteleiro é a segunda grande transação da HSI em poucos meses. No fim de 2012, ela realizou o maior negócio imobiliário entre uma empresa brasileira e um investidor internacional, vendendo 37 ativos logísticos, como armazéns e entrepostos, localizados em 11 Estados, por R$ 2,9 bilhões. O comprador foi a empresa Global Logistic Properties, de Cingapura, com participação de fundos de pensão do Canadá e dos Estados Unidos. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Fernando Teixeira
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27/03/2013
Garagem de magnata
Já se foi o tempo em que ter uma ou mais vagas na garagem resumia o interesse em relação a esse espaço na hora de comprar um imóvel. No mercado imobiliário de alto padrão desta década, o espaço ganhou relevância, novas funções e pode ser o fiel da balança na decisão do futuro comprador. Por exemplo: que tal guardar o seu barco em uma marina bem debaixo da janela do seu quarto? Ou ainda levar o seu carro superesportivo italiano até o 50º andar e deixá-lo lá, em exposição, na sala de estar? Empreendimentos assim têm ganhado terreno no mercado. Da Ásia às Américas, passando pelo Brasil, a garagem se tornou a cereja do bolo.
Em agosto de 2012, foi lançado o Hamilton Scotts, em Cingapura, que impressionou os bilionários do mundo inteiro com sua arquitetura arrojada e um elevador panorâmico exclusivo para os carros. Aqui a ideia não foi apenas levar os carros às alturas, mas o orgulho de seus donos também. O prédio tem 30 andares e 54 apartamentos de 300 m2, além das penthouses, com o dobro do tamanho, de duas ou quatro vagas no que foi rebatizado de \"Ensuite sky garage\". Em Miami, há outro do gênero: o Porsche Design Tower, que, não à toa, foi batizado com o nome da montadora alemã. O edifício, em Sunny Isles, foi criado em parceria com o escritório de design da Porsche e com o incorporador americano Gil Dezer, que já construiu imóveis suntuosos para o bilionário Donald Trump.
Trata-se de uma torre única e circular que tem no vão central um sistema de elevadores e plataformas para distribuir os carros pelas 132 residências em 57 andares. As coberturas duplex, a partir do 40º piso, têm direito a abrigar quatro veículos, que podem ficar tanto na sala de estar quanto no piso inferior, com um elevador privativo. Já o sexto andar do prédio - que ficará pronto em 2016 e tem 60% das unidades já comercializadas (a metade para brasileiros) - foi designado para ser uma área comum de exposição de carros especiais, onde os donos podem deixá-los para que os vizinhos morram de inveja.
\"É um prédio focado para os amantes do automobilismo e, para estes, nada melhor do que ter seu próprio carro como item de decoração\", afirma o mineiro Cristiano Piquet, dono da Piquet Realty, agência que representa o empreendimento no Brasil. Mas não seria só a paixão pelas quatro rodas que justificaria o modismo das garagens elevadas. E o próprio Piquet sugere a outra razão. \"Os ultrarricos preferem privacidade\", diz. \"Normalmente não gostam de ter que passar pelo lobby ou dividir elevadores com outras pessoas.\" Com o acesso direto do carro para a casa, esse \"incômodo\" deixaria de existir.
AGA MOLHADA Mas nem só de elevadores e carros a 50 metros de altura vive a nova estrela da arquitetura de luxo. Ainda em Miami, o condomínio Marina Palms YatchClub&Residences, no norte da cidade, inova ao oferecer aos seus futuros compradores uma garagem com vagas \"molhadas\": uma marina para os donos de iates, com capacidade para 112 barcos de até 90 pés. Esse formato permite ao comprador observar o seu barco ancorado logo abaixo da janela do quarto. \"É o primeiro condomínio na cidade em 20 anos a unir essas duas coisas\", diz Neil Firman, presidente do The Plaza Group, que desenvolve o empreendimento estimado em US$ 400 milhões. \"É para quem busca um estilo de vida sofisticado, como ter o seu barco na porta de casa.\"
Cada apartamento, de dois a quatro dormitórios, conta com serviço de mordomo, mobiliário italiano e paredes de vidro para apreciar a vista panorâmica da cidade. A ser entregue em 2015, o prédio tem apartamentos entre US$ 600 mil e US$ 1,6 milhão. E 25% das reservas, segundo o diretor de vendas do Marina Palms, Michael Intermoscia, foram feitas por brasileiros. \"A maioria é para uso próprio, gente que passa as férias aqui\", afirma. No Brasil, quem também tem valorizado a garagem são os curitibanos. A capital paranaense, segundo pesquisa de 2010 do IBGE, é a que mais tem veículos de luxo por habitante. Pensando nisso, o empreiteiro João Carlos Perussolo, da construtora San Remo, entrega até o final do ano o Palazzo Lumini, um condomínio de alto padrão que traz no layout dos apartamentos piscina na varanda e adega particular para 500 garrafas.
Mas o charme está no térreo e no subsolo. Além das vagas tradicionais (seis por apartamento, com sala para motorista, wi-fi e tomada para carros elétricos), há outros dois modelos de garagem, o Club e o Off Road. O primeiro atende os colecionadores de carros, com espaços climatizados que mais parecem galerias de arte: tem decoração assinada pelo designer Jayme Bernardo, iluminação focada no veículo e um lounge com sofás. No Off Road, há vagas individuais com paredes fechadas por telas e um lava-rápido para dar um trato nos jipões depois da trilha. \"Sempre estive atento às novidades que podem tornar mais prática a vida do morador\", diz Perussolo. Por fim, fica a discussão. As garagens ganharam novas funções ou servem para escancarar o status de seus proprietários?
Para o arquiteto Leonardo Junqueira, levar o carro para dentro de casa é um diferencial para os muito ricos, mas que não necessariamente tem sua funcionalidade garantida. \"Haveria elevadores suficientes para evitar um congestionamento de carros para subir ou descer? E se eles quebrarem?\", questiona. Segundo Junqueira, esta nova moda tem um certo toque exibicionista. Todavia, seu escritório tem recebido mais pedidos para revitalizar a garagem. \"Recentemente, fiz uma para 20 carros, em uma casa de campo, com sofás e um bar. O dono queria receber os amigos que também são colecionadores como ele\", conta. \"Um tipo de clube masculino, para falar de carro. Não só para mostrá-lo.\"
Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Fabiano Mazzei
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27/03/2013
Andaime leve
A construção civil é o setor da economia que mais consome recursos naturais. Por conta disso, o grupo gaúcho Baram, que fabrica equipamentos para canteiros de obras, criou um balancim, feito de plástico. O produto pode durar 15 anos e suporta 500 quilos, de acordo com a Baram. Ele aguenta o tranco, apesar de ser mais leve que os similares feitos de aço. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
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27/03/2013
Demanda por imóvel na Turquia cresce, mas Brasil segue como principal emergente
Apesar de a Turquia ser a nova queridinha dos investidores internacionais do setor imobiliário, o Brasil continua como o país mais interessante entre os emergentes para a aquisição de imóveis.
Pesquisa da Afire (associação de investidores estrangeiros de imóveis) mostra que a demanda pela Turquia passou de menos de 5% em 2012 para mais de 10% neste ano.
No Brasil, houve uma queda de cerca de dois pontos percentuais que não foi suficiente para tirar o país do primeiro lugar do ranking.
\"Alguns investidores tentaram vir para o país, mas encontraram dificuldades com a legislação muito complexa\", diz Carolina Haro, sócia da consultoria Mapie.
Marcelo da Costa Santos, vice-presidente para América do Sul da Cushman & Wakefield, diz que o país deveria facilitar a entrada de estrangeiros, mas frisa que o interesse pelo mercado brasileiro vem crescendo exponencialmente.
O fluxo de capital estrangeiro investido apenas no setor corporativo brasileiro cresceu 44% no ano passado e chegou a US$ 7,7 bilhões, segundo levantamento da Jones Lang LaSalle.
\"O Brasil ainda tem uma taxa de juros alta, se comparada com a do resto do mundo, o que atrai investidores. O crescimento do mercado aqui está limitado pela falta de imóveis. O que tiver disponível vende\", diz o CEO da Jones Lang no Brasil, Fábio Maceira.
Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
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26/03/2013
Preço das mansões torna-se mais atraente que o das coberturas
O mercado de imóveis de alto luxo já esteve mais aquecido no Brasil. Depois de um forte boom, com alta de cerca de 200% no número de operações nos últimos dois anos, segundo especialistas, os preços diminuíram um pouco o apetite dos compradores. \"O preço subiu muito e as pessoas estão mais cautelosas para comprar\", diz Marcelo Gurgel do Amaral, diretor da Gurgel do Amaral Consultoria de Imóveis, especializado no segmento AAA.
Com isso, as vendas no segmento de alto luxo têm caído na capital paulista. \"Depois de um 2011 espetacular, em 2012 foram fechados apenas 10 vendas de imóveis entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões em São Paulo\", diz Amaral. Segundo ele, as melhores oportunidades nesse segmento na cidade estão mais na compra de casas do que de apartamentos. \"Há um temor em relação à segurança das casas em São Paulo, que não corresponde ao tamanho real do problema. Por isso o preço do metro quadrado está mais atraente hoje nas mansões do que nos apartamentos e coberturas.\"
Amaral observa, no entanto, que o preço na cidade atingiu o teto. Segundo ele, o metro quadrado de um apartamento AAA pode chegar a R$ 25 mil em São Paulo. \"Por esse preço, você pode comprar um bom apartamento no bairro de Saint Germain, em Paris, e se precisar, pode vendê-lo muito mais facilmente do que conseguiria em São Paulo.\"
Para quem deseja se aventurar no exterior, há boas oportunidades em países como Portugal e Espanha, ou em mercados tradicionais, como Nova York, diz Amaral.
Já Luís Carlos Bulhões Carvalho da Fonseca, sócio da corretora Coelho da Fonseca e diretor da BCF Imóveis, observa que é preciso cautela ao optar pela compra de imóveis no exterior. \"Com a crise na Europa, o investidor está mais exposto ao risco de alta nos impostos\", diz. \"Além disso, o ideal é comprar o imóvel em nome de pessoa jurídica, para reduzir os tributos.\"
De todo modo, o desaquecimento registrado no mercado de alto luxo de São Paulo não se repete no Rio de Janeiro, onde a pacificação das favelas, as obras de infraestrutura, a Copa, a Olimpíada e os investimentos da indústria de petróleo mantém o mercado em alta. \"Antigamente vendíamos um imóvel de luxo a cada mês e um imóvel de alto luxo a cada três meses\", afirma Carlos Tristão, diretor da Alto Padrão Rio. \"Hoje vendemos três imóveis de luxo por mês e imóveis de alto luxo são vendidos mensalmente. E as construtoras continuam realizando projetos de luxo já que o processo de vendas está muito acelerado - terrenos na zona sul são tão disputados que quando entram no mercado causam verdadeiros leilões.\"
Esse movimento é engrossado pelos milionários paulistas, que redescobriram a cidade. \"Tem muitos lançamentos. Muita gente garimpando bons imóveis nas transversais da Delfim Moreira (Leblon) e da Vieira Souto (Ipanema)\", confirma Amaral. \"Quando não é para ocupar, alugam para os amigos.\" A tática de garimpagem nos endereços mais exclusivos do Rio pode incluir gorjetas para os porteiros, para identificar as boas oportunidades de negócios.
Outro fator que impulsiona o mercado de alto luxo no Rio é a escassez de oferta. \"Há pouco espaço para expansão dos endereços AAA\", diz Bulhões.
Mesmo assim, os corretores do segmento AAA continuam preparados para atender um público que exige um tratamento especial. \"O cliente de alto luxo quer ser atendido por um profissional que possa conversar com ele de igual para igual\", lembra Bulhões. \"Tem de saber comentar sobre os restaurantes em Paris ou sobre os destinos turísticos mais exclusivos. É difícil encontrar profissionais assim. Temos de selecionar um por um.\"
Também se trata de um mercado em que o sigilo é fundamental. \"Fazemos toda a negociação por meio de procuradores, e assinamos um termo de confidencialidade com nossos clientes, seja para a compra ou para a venda\", conta Tristão. Muitas vezes, os imóveis sequer chegam a constar nos anúncios do site da corretora.
Para Amaral, o mantra dos corretores que trabalham no segmento é localização, localização, localização. \"A construção do Shopping Cidade Jardim derrubou em 50% o preço dos imóveis em uma parte do bairro, porque as casas vizinhas perderam a privacidade\", diz.
Publicado por: Valor Econômico - Carlos Vasconcellos
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26/03/2013
Aumenta participação do crédito bancário no setor
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26/03/2013
Minha Casa Minha Vida gera impacto de 0,8% no PIB
O sonho da casa própria está se tornando realidade para milhões de brasileiros. Até dia 4 de fevereiro, foram entregues pouco mais de um milhão de unidades habitacionais no programa Minha Casa, Minha Vida. O crescimento não deve parar por aí. Ano passado, foram contratadas mais de 817 mil unidades habitacionais, número que engloba todas as modalidades do programa. A meta é contratar ainda 700 mil unidades em 2013, segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades.
A iniciativa tem estimulado uma longa cadeia, de construtoras a fabricantes de materiais de construção. Segundo o governo, mais de 2.000 construtoras já contrataram pelo programa. Em 2012, de acordo com dados do Ministério das Cidades, a iniciativa gerou um impacto estimado em cerca de 0,8% do PIB e garantiu a geração de aproximadamente 1,4 milhão de postos de trabalhos formais.
O programa do governo federal representou um impulso para o negócio das construtoras que atuam na área. Na MRV, mais de 80% do Valor Geral de Vendas (VGV) está ligado à iniciativa. No início da década passada, a média anual de apartamentos que a empresa trabalhava girava em cerca de duas mil unidades. Nos últimos dois anos, com o programa, esse número saltou 20 vezes e chegou a 40 mil unidades por ano.
\"O financiamento imobiliário se tornou mais acessível e o Minha Casa Minha Vida trouxe um grande impulso ao mercado\", diz o diretor de relações de investidores e finanças da MRV, Leonardo Côrrea. O número de colaboradores da empresa também cresceu: passou de 12 mil nos canteiros de obras em 2010 para 36 mil em 2012. São Paulo e Minas Gerais são os dois maiores mercados em volume de lançamentos da MRV.
\"O interior de São Paulo tem uma penetração muito grande de volume de lançamentos\", diz Corrêa. Atuar no programa envolve uma cuidadosa gestão diária de custos para que o orçamento não tenha estouros. \"O processo se tornou mais industrial nos canteiros e também reforçamos a preocupação com a execução, para que os prazos sejam cumpridos, porque atrasos são muito ruins para nossos clientes\", destaca.
Na prática isso significa que, enquanto a construtora espera o financiamento com os bancos públicos, ela já começa a preparar o terreno em que será erguido o conjunto habitacional. Assim, quando o contrato é assinado, a obra pode sair mais rápida. \"Isso significa que precisamos ter um caixa mais alto para esse início de obra para preparar o terreno e adiantar as coisas, para que a obra saia no tempo previsto\", frisa Corrêa.
O público que adquire a moradia popular é exigente. Há um cuidado especial nas construtoras. \"Esse público não pode errar e quer concretizar o sonho de vida. Por exemplo, aqui damos atenção especial às áreas externas dos conjuntos, valorizando jardins\", diz o executivo da MRV. A internet é uma ferramenta importante para atingir o público. A MRV criou um canal de chat com atendentes disponíveis todos os dias em qualquer horário. Assim o cliente pode sanar dúvidas e os interessados ainda têm à disposição uma calculadora para saber se podem financiar seu imóvel pelo programa.
O programa Minha Casa Minha Vida e a ascensão social têm feito crescer os negócios da UBV, que fabrica vidros planos para o setor de habitação popular. Dois segmentos têm sido impulsionados: o de box para banheiros e o de móveis com vidro. \"Como se trabalha com cômodos menores, o vidro dá sensação de maior espaço e leveza\", diz o presidente da empresa, Sergio Minerbo, que frisa que o box de vidro é um objeto de desejo nas classes mais populares, por representar uma evolução. Antes os clientes usavam uma cortina de plástico ou um box de plástico.
\"O setor de construção popular está muito ativo\", afirma. A UBV produz cerca de 250 toneladas por dia de vidro plano e importa cerca de 5% da China para atender aos pedidos. Está em estudo a ligação de um segundo forno. Minerbo diz que a empresa tem notado um aumento das vendas de esquadrias já montadas para distribuidoras que as revendem diretamente para as construtoras e uma queda da parcela comercializada com as vidraçarias. \"Isso indica a industrialização dos canteiros de obras das construtoras que atuam na área, como são moradias de custo mais baixo, ter o orçamento na mão é essencial e ter um canteiro industrializado facilita\", afirma.
O superintendente da Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, diz que é difícil mensurar os impactos do programa sobre a atividade da indústria. \"Tem havido um aumento do consumo por parte da construção civil e uma mudança no perfil do uso, com as classes mais baixas usando mais vidro, mas não dá para saber quanto disso é do programa Minha Casa Minha Vida no fornecimento de vidro plano para a indústria de construção\", diz Belmonte.
Um desafio do programa é avançar nas maiores regiões metropolitanas, onde a valorização imobiliária tem dificultado que projetos sejam enquadrados dentro do Minha Casa Minha Vida. A cidade de São Paulo - que detém o maior déficit habitacional do país com estimativas de falta de cerca de um milhão de moradias e um crescimento vegetativo que impõe a necessidade de construção de 30 mil moradias por ano - é um exemplo. \"O projeto Minha Casa Minha Vida tem muitas dificuldades aqui. Talvez, para acelerá-lo, fosse preciso a discussão de mais subsídios, seja do governo do Estado, seja da prefeitura, porque não se consegue acesso a terrenos nas áreas metropolitanas mais centrais\", diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe. O maior problema está nos imóveis da faixa 1, voltados aos que ganham até R$ 1600 por mês.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, o ritmo de contratação da faixa 1 é satisfatório no Brasil. \"As contratações para famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00, nas modalidades onde o governo subsidia em pelo menos 90% do valor da unidade habitacional, correspondem a aproximadamente a 45% do total contratado. No geral, não há atrasos de projetos\", informa. Publicado por: Valor Econômico - Roberto Rockmann
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26/03/2013
Certificação para sustentabilidade atrai as empresas
O mercado de certificação para sustentabilidade na construção civil cresce a uma taxa de mais de 50% ao ano no Brasil. A indicação de que isso ocorre está na expansão geográfica de prédios certificados, que tiveram início no Estado de São de Paulo e agora se espalham para outras regiões. A certificação, cuja demanda inicial veio de construções de alto padrão, agora é procurada por inúmeros segmentos da população e por integrantes do setor de serviços, como hospitais e hotéis. Essa maior procura traz novas certificadoras ao país. As líderes deste mercado, as certificações LEED e Aqua, devem enfrentar a concorrência da inglesa BREEAM e da alemã DGNB, recém-chegadas ao país.
Com 81 empreendimentos certificados no Brasil, a Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), da organização não governamental Green Building Council Brasil (GBC Brasil), foi a primeira a chegar ao Brasil em 2007. Segundo Felipe Faria, diretor da GBC Brasil, 662 edifícios estão registrados e em processo para obter a certificação neste momento. \"Em 2012, 40 novos prédios foram certificados. Até o fim de 2013, outros 50 edifícios devem obter a certificação.\"
Essa certificação é baseada em critérios que geram pontuação. Superando o mínimo de pontos necessários, o edifício recebe, de acordo com o desempenho, uma certificação básica, prata, ouro ou platinum. Entre os critérios avaliados pela LEED estão eficiência energética, uso racional de água, aproveitamento de materiais, espaço sustentável e tecnologia.
Segundo Faria, os prédios certificados apresentam uma redução de energia de até 30% e um menor uso de água de cerca de 50%, patamar atingido pelo prédio do Banco Santander localizado na Granja Viana, em São Paulo. O custo adicional para adequar a construção às normas da LEED varia de 3% a 7%, o que, segundo ele, é rapidamente amortizado com a redução de custos operacionais que o edifício terá ao longo de sua vida útil.
O Processo Aqua, da Fundação Vanzolini, terminou 2012 com 90 projetos certificados. Criado em 2008 por um grupo de engenheiros da Universidade de São Paulo (USP), o processo tem como diferencial, de acordo com o responsável pelo desenvolvimento de negócios da diretoria de certificação, Bruno Casagrande, o fato de estar adaptada ao cenário brasileiro e ao seu clima. Segundo ele, a certificação é obtida quando a construção obedece a critérios de desempenho estabelecidos. \"O foco está no desempenho obtido e não na forma que ele é obtido.\" Segundo Casagrande, os prédios certificados pela Aqua vêm registrando uma média de redução de até 40% no consumo de água e de 30% de energia.
Anderson Benite, diretor da Unidade de Sustentabilidade do Centro de Tecnologia de Edificações, responsável pela consultoria no processo LEED do complexo do Eldorado Tower Business, um dos dois a conseguirem a certificação platinum no país, afirma que o sucesso neste empreendimento se repetiu em outros prédios. \"O Eldorado foi um campo de testes.\" Tecnologias como sistema de ar condicionado individualizado e não mais utilizando uma operação centralizada, e persianas automáticas que vedam o sol acabaram por reduzir o consumo de energia em até 17% e o de água em 30%. Publicado por: Valor Econômico - Eduardo Magossi
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26/03/2013
Carteira de crédito tem alta de 43%
A Caixa Econômica Federal acelerou ainda mais o crescimento de sua carteira de crédito no começo de 2013 e a expansão deve ser liderada por maiores concessões para infraestrutura, disse o vice-presidente de Finanças do banco, Márcio Percival.
No final de fevereiro, o estoque de financiamentos do banco estatal havia crescido 43% em 12 meses, nível superior aos 41,8% de crescimento registrado em todo o ano de 2012.
\"Vamos fechar o primeiro trimestre com números muito positivos, especialmente em crédito\", disse o executivo. Diferentemente do que tem acontecido nos últimos anos, quando o carro-chefe das concessões foram empréstimos habitacionais - a principal linha do banco - e para financiamento ao consumo, desta vez o plano é que a infraestrutura lidere.
Liderança
No ano passado, Caixa e Banco do Brasil foram os líderes na concessão de empréstimos, especialmente para financiamento ao consumo, atendendo orientação do controlador, o governo federal, de ampliar os empréstimos para tentar acelerar a economia.
Segundo Percival, o crédito da Caixa para infraestrutura representa 10% de sua carteira comercial e a intenção é de que esse percentual cresça, embora ele não tenha mencionado quanto.
Dos R$ 70 bilhões que a Caixa pretende emprestar para este segmento em 2013, cerca de R$ 45 bilhões já estão em fase avançada de negociação. Em 2012, a Caixa emprestou R$ 36 bilhões neste segmento.
Publicado por: Jornal do Commercio -
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24/03/2013
Mais imóveis
Pesquisa da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário revela que, em 2012, foram lançadas 19.481 unidades no Rio. O número representa queda de 22% sobre 2011, quando se passou de 25 mil imóveis. A expectativa é que o cenário mude com os projetos na região do Porto Maravilha. Publicado por: O Dia -
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24/03/2013
Lançamentos revelam os novos eixos de crescimento da cidade
Impulsionado pelos investimentos em infraestrutura e segurança, mercado de imóveis continua aquecido
Expansão do emprego e da renda, ampliação do crédito, redução dos juros dos financiamentos, melhoria na segurança e na infraestrutura da cidade foram fatores determinantes para o recente boom imobiliário no Rio de janeiro. Há ofertas em todos os segmentos: imóveis novos e usados, comerciais e residenciais, para uso próprio ou investimento. O aquecimento do mercado, impulsionado também pela agenda dos grandes eventos programados para a cidade até 2016 e, particularmente, pelas obras de melhoria nos sistemas viário e de transporte público, consolida a posição da Barra como polo da expansão urbana e revela, ainda, um novo eixo de crescimento: a Zona Portuária. Essas duas regiões concentram a grande maioria dos lançamentos, seguidas de perto pela Zona Norte, que começa a atrair empreendimentos de características similares, que in-tegram moradia, trabalho e lazer. Niterói também vive os efeitos positivos do aumento de investimentos em infraestrutura e passa a dispor de alternativas atraentes em imóveis residenciais e comerciais, caso também de cidades como Macaé, que amplia a oferta de unidades de todos os tipos, incluindo hoteleiras, para fazer frente à crescente demanda por imóveis. De acordo com informações da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), o Rio deve fechar o ano com dez mil unidades comerciais e 15 mil residenciais comercializadas.
Publicado por: O Globo - Rio Imóveis 2013
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24/03/2013
Rio cresce em direção ao Porto
Zona Portuária ganha empreendimentos de alto padrão e já se caracteriza como um espaço nobre do centro da cidade
Aos poucos, a Zona Portuária define seus contornos de um bairro nobre em pleno Centro da cidade. Com a inauguração do Museu de Arte do Rio (MAR), os cariocas começam a frequentar novamente a Praça Mauá ou até mesmo o Morro da Conceição, antes dois lugares pouco conhecidos pelos mais jovens. A Prefeitura, que iniciou a derrubada do viaduto da Perimetral, garante que até junho inaugura algumas avenidas do Binário e o Túnel da Saúde, o que certamente contribuirá para acabar com a imagem sombria e desabitada do Porto.
O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Alberto Silva, assegura, ainda, a conclusão das obras do Reservatório do Morro do Pinto, que terá capacidade de 15 milhões de litros de água e abastecerá toda a região. Com isso, a Zona Portuária se apronta para o uso intensivo do seu espaço. \"No segundo semestre, começamos as obras de restauração dos morros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, da Igreja Nossa Senhora da Conceição da Prainha e iniciaremos as de construção das alças de acesso ao Binário, no entorno da rodoviária,\" informa.
Nesta semana, com o lançamento do Porto Atlântico, o primeiro complexo multiuso na região portuária do Rio de Janeiro, a Odebrecht Realizações deu o pontapé inicial para consolidar a área como novo polo de crescimento da cidade. O empreendimento reunirá, em um único espaço, prédios corporativos, comerciais, hoteleiros e lojas, ocupando dois terrenos de aproximadamente 16 mil e 12 mil m², onde serão construídos o Porto Atlântico Leste e o Porto Atlântico Oeste.
\"O projeto é um marco da Odebrecht Realizações na trajetória de revitalização da região portuária. Apostamos em solu¬ções modernas que contribuem para a transformação da região no futuro centro comercial do Rio de Janeiro\", diz Rogério Oliveira, diretor de incorporação da Odebrecht Realizações no Rio de Janeiro.
Outro lançamento, em abril deste ano, é o da Torre Carioca, da Concal Construtora. Terá duas torres de 120 metros de altura e 40 andares cada, para abrigar salas comerciais e lajes corporativas. \"Está havendo um lançamento atrás do outro na Zona Portuária, o que comprova a expansão do mercado imobiliário da cidade naquela direção\", destaca José Conde Caldas, presidente da Concal Construtora e da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi). Para Rubem Vasconcelos, da Patrimóvel, se todas as estimativas se concretizarem, os empreendimentos no Porto Maravilha deverão ser comercializados com valores semelhantes ao da Barra da Tijuca, onde o metro quadrado comercial varia de R$ 9.500 a R$ 12 mil.
A João Fortes Engenharia também se prepara para as vendas do Porto 1 Rio Corporate, empreendimento que visa a atender as empresas de médio e grande porte na região. O novo empreendimento comercial da empresa terá oito pavimentos com espaços corporativos de 525 m² a 643m². Serão quatro unidades por pavimento, com possibilidade de interligação dos 32 espaços corporativos. Haverá ainda duas lojas, uma de 99 m² e outra de 481 m², no pavimento de acesso. \"Para os executivos atletas haverá um bicicletário e um vestiário com chuveiro,\" adianta Luiz Henrique Rimes, da João Fortes.
A Even, por sua vez, vai erguer cinco torres de 150 metros de altura e 38 andares cada uma, em uma área total construída de cerca de 322 mil m²: o Trump Towers Rio. As obras das duas primeiras têm previsão de início no segundo semestre deste ano. \"A Zona Portuária é hoje uma alternativa viável, sustentável e planejada de crescimento e expansão do Centro da cidade, já saturado e com poucos espaços disponíveis para grandes empreendimentos. Neste processo de revitalização, teremos a integração de moradia, lazer e trabalho\", assinala Fabio Terepins, diretor da Even no Rio de Janeiro.
O primeiro prédio a ser ocupado será o Port Corporate Tower, da Tishman Speyer, que está em fase final de construção e deverá receber o habite-se em dezembro. Ele fica na Avenida Rio de Janeiro, em terreno de 13 mil m² de frente para o mar, que pertenceu ao antigo moinho Marilú. Serão 22 andares, dos quais 18 destinados a escritórios. \"A região Portuária é a nova fronteira de desenvolvimento do mercado imobiliário da cidade, em razão das limitações geográficas do Centro\", diz Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer. Publicado por: O Globo - Rio Imóveis 2013
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24/03/2013
Depois da Barra, Rocinha é que mais deve crescer
Novos investimentos mudam prognóstico para Zona Portuária, que terá expansão
As projeções feitas este ano pelo Instituto Pereira Passos mostram ainda que as Regiões Administrativas que mais devem crescer depois da Barra, entre 2010 e 2020, são as de Rocinha (13,8%), Jacarepaguá (13,2%) e Guaratiba (13,1%). Já as projeções para as RAs da Zona Portuária (13,1%) e de São Cristóvão (12,1%), que também aparecem entre as que mais devem crescer, surpreendem, uma vez que, no estudo feito em 2004, a previsão era que encolheriam até 2020. A mudança, segundo especialistas, reflete os investimentos que estão sendo feitos nessas áreas por causa dos grandes eventos que o Rio sediará (como a Copa e as Olimpíadas). Há quem acredite que nessas regiões o crescimento será ainda maior.
- Ocorreram muitos fatos novos no Rio após 2010, ano em que o IBGE fez o Censo. A realidade do Porto Maravilha, com grandes investimentos em habitação, fará com que o crescimento populacional nessa região seja ainda maior - diz José Conde Caldas, presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).
Lagoa deverá encolher 2,7%
Já a expectativa de encolhimento da população registrada em 2004 praticamente desapareceu. Somente as RAs da Cidade de Deus e da Lagoa indicaram uma tendência de queda maior que 1%. Segundo o estudo, a primeira perderá 3% dos seus moradores até 2020 e a segunda, 2,7%. Para Vicente Giffoni, presidente da Asbea, os números refletem o momento especial pelo qual a cidade como um todo está passando.
- Está havendo uma retomada, e o empresariado vem investindo de forma significativa. Se o Centro e a Zona Portuária, por exemplo, devem apresentar um crescimento até maior que o projetado pelo IPP, um novo centro se consolidou na Barra, atraindo uma grande quantidade de empresas.
Pensamento semelhante ao do empresário Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel. Ele lembra que mesmo a Zona Norte está atraindo investimentos públicos e privados:
- Não tínhamos ideia de que a Zona Norte poderia receber tantos lançamentos imobiliários como tem recebido. Mas o mercado vai aonde a população está. É móvel, flutuante.
Publicado por: O Globo - Natanael Damasceno
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22/03/2013
Rio, cidade do futuro
Nova York está acabada, sentencia Mark Wigley. Um dos principais pensadores do futuro das cidades, o arquiteto neozelandês e diretor da Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação da Universidade de Columbia defende que a cidade americana onde mora e que por muito tempo foi o centro do mundo é hoje como o seu avô: \"Você o ama, ele é cheio de sabedoria, mas não é o futuro\".
Para Wigley, curador da histórica exposição \"Deconstructivist architecture\", em 1988 (leia mais aqui), é na América Latina, mais precisamente no Brasil, que residem as grandes transformações urbanas.
É por isso que há pelo menos uma década Wigley vem com frequência ao Rio. Nesta semana, passou pela cidade para visitar o Studio-X, braço da escola de Columbia que ele fundou na Praça Tiradentes há dois anos. Lá, arquitetos do mundo inteiro e outros profissionais são convidados a discutir o que é a cidade do futuro. Wigley também se reuniu com o governador Sérgio Cabral e seguiria para São Paulo, onde planeja criar um laboratório do Studio-X.
A rede de arquitetos, projeto que inventou em 2008, começou em Nova York, depois foi a Pequim, Amã, Mumbai, Rio e, neste ano, inaugura sedes em Joanesburgo, Istambul e Moscou. A filial carioca, porém, é a que ele considera a mais vibrante. Em entrevista ao GLOBO, Wigley falou das diferenças entre Rio e São Paulo - comparando-as a um casal antigo, que conhece as fraquezas do companheiro -, disse que as duas serão uma só, numa das megalópoles que o mundo verá surgir até 2050, e que o grande desafio será lidar com as pessoas mais velhas.
O senhor é um dos grandes pensadores do futuro das cidades. O que já concluiu?
O futuro das cidades não está na Europa ou nos Estados Unidos, mas na América Latina, no Leste Asiático, no Oriente Médio e na África. As grandes cidades se transformaram em laboratórios de mudanças. Em 2050, teremos 7 bilhões de pessoas vivendo em cidades, 9,3 bilhões ao todo no mundo. Estamos falando de algo daqui a duas gerações, a cidade dos nossos netos. E ninguém sabe o que isso significa. É o maior experimento da história da Humanidade.
Foi por isso que Columbia veio ao Rio?
Se quero entender o que está acontecendo nas cidades, preciso estar na América Latina. Em qual país? Que país vive sonho e realidade? o Brasil. Mas Rio ou São Paulo? Não tinha certeza, mas acreditava no Rio. Não posso esquecer São Paulo, é claro. Como esquecer uma cidade de 20 milhões de pessoas (número de habitantes da região metropolitana)? De qualquer forma, Rio e São Paulo vão em breve ser uma cidade só, uma única megalópole. Estando no Rio, podemos pensar em São Paulo. Se tivesse instalado o Studio-X em São Paulo, será que poderíamos pensar no Rio? Acredito que não.
Por que não?
Geograficamente, o Rio é como Nova York, como Mumbai, uma cidade no limite do continente, que é sempre um lugar de trocas. E o Rio sempre foi experimental. As cidades são um tipo de organismo biológico que cresce incrivelmente rápido. Acredito, por exemplo, que sabemos melhor o que significa viver em Marte do que o que é viver em cidades. E a cidade do futuro está vindo na nossa direção rapidamente. Se quero entender isso, preciso olhar para a América Latina, para Rio, Mumbai, Pequim.
E as grandes cidades como Nova York?
Nova York está acabada. É uma cidade bonita, mas, se há cem anos era um modelo cosmopolita, de uma nova forma de vida, hoje, já não é. Nova York é agora como seu avô: você o ama, ele é cheio de sabedoria e experiência, mas ele não é o futuro. Provavelmente Mumbai e Rio são hoje para o mundo o que Nova York foi há cem, 200 anos. Mumbai parece impossível e, há cem anos, Nova York te fazia perguntar: como é possível ter tanta gente, tantos sonhos, tantos idiomas? Na América Latina, vive-se hoje esse tipo de transformação.
Quando optou pelo Rio para abrir o laboratório da Universidade de Columbia no país, já sabia da \"rivalidade\" entre Rio e São Paulo?
O que aprendi sobre Rio e São Paulo é que são como um casal que está junto há muito tempo. Eles podem explicar os problemas de seus parceiros muito, muito bem. Rio diz que São Paulo pensa que é o centro do universo, que tudo é dinheiro e poder. É verdade, aliás. São Paulo diz que Rio é muito praiana, tem prazer demais. É verdade também. Rio e São Paulo criticam a si mesmas, mas como um casal antigo, eles não podem imaginar a vida um sem o outro.
E o que o senhor acha sobre as duas?
Entre elas, criou-se um bom sistema. Uma (o Rio) realmente dá ênfase à criatividade, o que é típico de sua geografia. Cidades às margens da água, onde novas pessoas, novas ideias e materiais sempre chegam, são espécies de laboratórios onde novos conceitos urbanos se desenvolvem. No começo do século XX, Nova York agiu como um modelo brilhante e hiperinfluente de uma vida baseada em estruturas horizontais e verticais. Esse lugar agora é do Rio. Quando se vive no centro da Terra, como em São Paulo, você precisa criar a imagem de que você é o mundo. Acho que essa combinação de vocações de Rio e de São Paulo é ótima.
O senhor defende que as duas vão virar uma cidade só. Como isso vai ocorrer?
Sim, em 2050, provavelmente Rio e São Paulo serão uma só. Isso não é uma metáfora. Se você olhar o crescimento das duas cidades, verá que estão se aproximando. Teremos infraestrutura urbana contínua entre ambas. Esse velho casal será uma única megalópole. Nesse momento, será ainda mais incrível estar no Rio. Estaremos no centro de uma das grandes formações urbanas da Humanidade.
O que e como serão as megalópoles?
Nos últimos 50 anos, especialistas em cidades vêm discutindo o que é e quando virá essa megalópole. E ela vai se tornar uma realidade provavelmente aqui. Talvez também em partes da China, em Boston e Washington... Teremos seis ou sete espaços com 50 milhões de pessoas. Lembre-se de que hoje, na China, uma cidade de 1 milhão de pessoas em cinco anos, passa a ter 10 milhões de pessoas e, em 20, chega a 25 milhões.
Que problemas teremos nessa cidade do futuro?
Considerando que a expectativa de vida das pessoas vai em direção aos cem anos, até mesmo no Brasil, quer dizer que, em 2050, 2 bilhões de pessoas vivendo em cidades terão mais de 60 anos. Se olharmos nossas ruas, verá que não pensamos a cidade para pessoas mais velhas. Pensamos nos jovens? Também não. A cidade foi desenhada para pessoas que trabalham, para a idade de trabalho, entre 22, 25 anos até os 65 anos. Então, eu diria que questões como envelhecer e ter saúde serão mais críticas.
E como solucioná-las?
Não sabemos ainda, mas isso é estimulante. Odeio o conceito de \"cidade sustentável\". É uma contradição. Quando se diz isso, é como dizer: vamos criar cidades que não causem problemas. Mas os arquitetos são treinados para ver nesses problemas oportunidades. Uma cidade é um lugar para se reclamar.
O que o senhor achou da vitória do arquiteto japonês Toyo Ito no Pritzker Prize, no último domingo?
Acredito que Ito é uma escolha maravilhosa para o prêmio. Sempre que ele faz um prédio, joga fora ideias velhas. Ele nos faz ver através de novos olhos. Ele não abandona o Modernismo, mas o reinventa. Ele nos faz pensar, e essa é a maior responsabilidade do arquiteto.
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Os principais projetos de Wigley:
1988
O arquiteto neozelandês assinou a curadoria da exposição \"Deconstructivist architecture\". A mostra, apresentada no MoMA, em Nova York, é tida como marco histórico da arquitetura e reuniu projetos de sete grandes nomes, como Frank Gehry, Zaha Hadid, Peter Eisenman e Rem Koolhaas. Em 1993, Wigley publicou um livro sobre o tema, \"The architecture of deconstruction: Derrida\'s haunt\", título importante na bibliografia de arquitetura.
2004
Tornou-se diretor da Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
2008
Fundou, em Nova York, o primeiro Studio-X, laboratório para debates sobre questões arquitetônicas e de urbanismo, projeto encampado pela Escola de Arquitetura da Universidade de Columbia. No mesmo ano, o Studio-X também foi inaugurado em Pequim.
2011
Inaugurou o Studio-X do Rio, na Praça Tiradentes, e nomeou o arquiteto carioca Pedro Rivera diretor do espaço. No mesmo ano, abriu o laboratório em Mumbai.
2013
Neste ano, Wigley estende o projeto do Studio-X a cidades como Joanesburgo, Istambul, Moscou e Tóquio. Prepara agora a inauguração de laboratórios menores em São Paulo (com direção de Magu Bueno) e em Paris.
Publicado por: O Globo - Audrey Furlaneto
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22/03/2013
Complexo de Deodoro
Seis consórcios apresentaram ontem ao estado propostas para o projeto do Complexo Esportivo de Deodoro, onde serão realizadas, entre outras, as provas de hipismo, tiro, mountain bike, canoagem e esgrima nos Jogos de 2016.
As obras vão custar algo em torno de R$ 1 bilhão. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
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22/03/2013
Arquiteto francês ajuda a contar a história da capital
Formado pela École des Beaux-Arts de Paris, Jacques PiLon participou ativamente da metropolização da cidade, assinando centenas de projetos no século passado
Um diploma de arquiteto da renomada Ecole des Beaux-Arts, de Paris, algum \"pecúlio\" e uma agenda repleta de contatos da nata da elite paulistana da época. Com esses atributos, o arquiteto francês Jacques Pílon (1905-1962) aportou com a família no Brasil em 1932. Um ano depois, estava com escritório aberto em São Paulo, onde por quase três décadas iria atuar no mercado imobiliário - como arquiteto, construtor e investidor -, participando ativamente da construção da metrópole.
Responsável por centenas de projetos - com destaque para os edifícios verticais na região central -. Pilon não foi muito prestigiado pela historiografia da arquitetura. Mas a pesquisadora Joana Mello de Carvalho e Silva, professora de História da Arquitetura na Escola da Cidade, descobriu que a trajetória dele seria
perfeita para estudar o processo de metropolização de São Paulo no século passado, a formação do campo arquitetônico brasileiro - que só começa a se constituir de fato a partir dos anos 1940 - e a contribuição dos arquitetos estrangeiros nesses dois processos.
Em uma época em que a metrópole buscava se firmar como o principal polo industrial, terciário e financeiro do País, o centro - zona privilegiada dos negócios, da riqueza e do poder - era pensado como o núcleo de representação do progresso técnico e da modernidade metropolitana. E a imagem do arranha-céu sintetizava esse processo, explica a pesquisadora.
\"Os edifícios verticais idealizados por Pilon e tantos outros arquitetos vão construir a noção do que é a cidade moderna, nesses anos 30 até os anos 60.
Por isso, a ideia da pesquisa foi vincular urbanização, arquitetura, os tipos de edifícios construídos e como eles vão dando e criando imagens para essa cidade\", afirma Joana, que agora lança o livro com o apoio da Fapesp. \"O arquiteto e a produção da cidade: Jacques Pilon 1930-1960\" sai pela editora Annablume, em um desdobramento de sua tese de doutorado defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
Panorama
Um dos eixos que estruturam o livro é justamente a pesquisa sobre n papel dos arquitetos estrangeiros na construção da cidade. \"A trajetória do Pilon me possibilitou estudar outros estrangeiros, porque, entre outras coisas, em seu escritório ele abrigou vários deles\", afirma a pesquisadora. Entre os profissionais que foram chefes do escritório do francês em São Paulo estão o alemão Adolf Franzi Ieep (1902-1978) e o italiano Gian Cario Gasperini (1926).
De acordo com a professora, no caso do próprio Pilon, o conhecimento que ele tinha de arquitelura era de certa forma o que já se encontrava em São Paulo.\" Ele se insere em um mercado imobiliário que de certa forma já estava estruturado.\"
Com cerca de 1 milhão de habitantes, a São Paulo daquela época passava por transformações radicais - principalmente no centro velho e no centro novo, abrangendo bairros como Higienópolis, Santa Cecília e Campos Elíseos. Tanto com investimentos privados, com a construção dc prédios residenciais e comerciais, como pela abertura de novas vias e alargamento das ruas, promovidas pelo então prefeito Prestes Maia.
Havia grandes diferenças com relação ao mercado imobiliário que conhecemos hoje, uma vez que muitos dos edifícios eram construídos por investidores particulares, que tinham outras atividades econômicas. \"Além disso, os prédios feitos naquela época também apresentavam mais qualidade, entre outros fatores porque, num momento em que as pessoas não estavam acostumadas a morar cm edifícios de apartamentos - identificando-os muitas vezes com cortiços -, era preciso convencer a clientela de que morar naquela nova tipologia poderia ser bom\", explica a pesquisadora.
Entre os entrevistados pela autora estão o filho de Pilon, que mora cm São Paulo, Gasperini, que ainda atua na cidade, e o arquiteto brasileiro Jerônimo Bonilha Esteves (1933), o último chefe de seu escritório. Além das entrevistas, ela também investigou projetos de arquitetura, projetos complementares de estrutura, hidráulica e elétrica, as obras, os contratos sociais, a legislação profissional e civil da época, entre outras fontes documentais. \"Quis me aproximar da história das ideias e da cultura, e de uma determinada sociologia da cultura\", diz Joana.
\"Tentei mesclar vários tipos de conhecimento, para criar um diálogo com outros campos disciplinarei de maneira a tentar tirar o debate arquitetônico de um certo isolamento.\" Mais informações no site www. annablume.com.br. Publicado por: Jornal do Commercio - Frances Jones
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21/03/2013
Edifício A Noite pode ser tombado
Resultado do processo que corre no Iphan deve sair em 3 de abril
Primeiro arranha-céu da América Latina, o Edifício A Noite pode ganhar status de patrimônio cultural brasileiro. O processo para o tombamento federal corre no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como noticiou na segunda- feira a coluna Gente Boa, e o resultado será divulgado no dia 3 de abril. O prédio, inaugurado em 1929, tem 22 andares e 102 metros de altura. Um símbolo da arquitetura art déco, foi assinado pelos arquitetos Elisário Bahiana e Joseph Gire - este último também foi o responsável pelos projetos do Copacabana Palace e do Hotel Glória. O edifício, que passa por reformas para recuperação do hall de entrada, sediava o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e da Rádio Nacional antes de ser desocupado.
Situado na Praça Mauá, o imóvel está localizado numa região da cidade que vem passando por uma profunda transformação e que terá espaços importantes para o Rio, como o Museu de Arte do Rio (MAR), inaugurado este mês, e o Museu do Amanhã, projetado pelo espanhol Santiago Calatrava. A construção do Edifício A Noite se estendeu por dois anos e, devido ao seu tamanho, causou polêmica. Em 1934, porém, ele perdeu o posto de mais alto da América Latina com a inauguração do Edifício Martinelli, em São Paulo, que o superou em três metros. Atualmente, o prédio tem a companhia do moderno RB1, de 1990, com 30 andares.
Segundo o Iphan, a indicação de um imóvel pode ser feita devido ao seu valor histórico, artístico ou paisagístico e, em caso de aprovação, suas características precisam ser mantidas. A reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é a última etapa do processo de tombamento. De acordo com o órgão, um dos 22 membros fica responsável pelo parecer e análise do processo, fazendo sua apresentação para os demais durante a reunião. Após a aprovação, a instituição homologa a decisão no Diário Oficial. Um mesmo imóvel pode ser tombado nos níveis municipal, estadual e federal, uma vez que os processos são independentes. Publicado por: O Globo - Rafaella Javoski
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21/03/2013
Arco vai atrair 2 milhões de moradores em 20 anos
Aumento populacional está em estudo sobre que Firjan detalha hoje em Nova Iguaçu
O Arco Metropolitano, anel viário que vai atravessar a Baixada Fluminense ligando o Porto de Itaguaí ao Complexo Petroquímico em Itaboraí, causará profundos impactos no Rio de Janeiro nas próximas duas décadas e vai dobrar a população que vive no entorno da obra. Essas são algumas das conclusões que a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) vai apresentar para as autoridades, entre elas o vice-governador Luiz Fernando Pezão, no seminário \'Visões do Futuro: Potencialidades e Desafios para o Estado do Rio de Janeiro\', que acontece hoje em Nova Iguaçu.
Iniciado em 2011, o estudo que será revelado nesta manhã destaca as mudanças sócio-econômicas previstas para os municípios de Itaguaí, Japeri, Mangaratiba, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Paracambi, Seropédica e Queimados, além de apontar para os gargalos que poderão prejudicar a continuidade do desenvolvimento nas respectivas regiões.
A previsão da Firjan é que a população dessas cidades da Baixada dobre em 15 anos a partir da inauguração do Arco dos atuais 1,6 milhão de pessoas para um total entre 3 e 4 milhões. Deste modo, questões como mobilidade e manejo sustentável do solo nos entornos do Arco devem incorporar os planos diretores municipais.
Em contrapartida, os custos de transporte para a vazão de produtos e bens até o Porto de Itaguaí deve sofrer uma redução de até 20%.
Até 2018, a Firjan ainda prevê que a ponta de Itaguaí do Arco se consolide como o maior polo petroquímico e gás- químico do país com a chegada da base de apoio da Petrobrás, que terá capacidade de operação superior a de Macaé, atualmente a maior em operação no Brasil.
Publicado por: O Dia -
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21/03/2013
O peso dos investimentos
Região de Itaguaí pode ver população quase triplicar e ter inchaço maior que Macaé
O crescimento esperado com os novos investimentos da Petrobras, portos e o Arco Metropolitano vai fazer a região de Itaguaí ter um crescimento de três a quatro vezes mais que Macaé cresceu quando começou a exploração de petróleo na área. Estudo inédito da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que será divulgado hoje, indica que a população da cidade e dos municípios de Japeri, Mangaratiba, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Paracambi, Queimados e Seropédia passará dos atuais 1,6 milhão de pessoas para algo entre 3,5 milhões e 4 milhões de habitantes.
O estudo estima o impacto na região em um horizonte de cinco a 15 anos, levando em conta os novos portos que estão sendo construídos em Itaguaí (Superporto do Sudeste e a ampliação de outros terminais), a proximidade com o Comperj, que pode fazer com que a região se transforme no porto do pré-sal, a conclusão do novo Arco Metropolitano e a concentração de atividades da Petrobras e de empresas de logística na região. O documento indica que a atuação da Petrobras na região tende a ser maior que a estrutura que a estatal tem hoje em Macaé e alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura.
Riley Rodrigues, especialista em Competitividade Indústria e Investimentos da Firjan e responsável pelo estudo, explica que prevenir sai mais barato que remediar.
- O primeiro passo para a região é a criação de um plano diretor regional, que ordene este crescimento e preveja os investimentos necessários para ampliar a infraestrutura da região. Se feitos previamente, os investimentos saem a um custo 20% menores que quando feitos para atender a demanda já estabelecida. A região tem cerca de cinco anos para se preparar para o início mais forte do impacto destes novos projetos - afirmou.
Rodrigues lembra ainda que a região precisa contar com melhorias na rede de gás e energia e melhorar o ordenamento habitacional, com obras pesadas de saneamento básico e moradia, para se evitar a favelização da região. Além disso, será necessário melhorar a gestão ambiental dos municípios e aumentar a escolarização e a qualificação de mão de obra da região:
- Grande parte destes investimentos cabem aos governos estadual e federal, além de empresas privadas. Mas cabe aos municípios se organizarem e buscarem estes recursos, alguns até já disponíveis, como o Minha Casa. Minha Vida - afirmou o pesquisador.
No entorno do Porto de Itaguaí, que somente em 2012 movimentou mais de e 57 milhões de toneladas de carga, o péssimo estado das vias de acesso ao terminal, com muitos buracos, é um exemplo do tipo de desafio que a cidade enfrentará.
Itaguaí já vive uma onda de crescimento, com investimentos de empresas como MMX, Vale e Odebrecht. A população local cresceu 33% em dez anos, chegando a quase 110 mil habitantes. É uma cidade bem diferente da encontrada pelo aposentado Geraldino Santos Conceição, de 72 anos, que chegou ao município há 25 anos.
- Quando me mudei do Rio para cá, não tinha nada. Nos últimos cinco anos cresceu muito, mas também aumentou a violência - contou Geraldino.
O comércio também vive um misto de impactos positivos e negativos. Se, com mais gente na cidade, há mais movimento, a especulação imobiliária é um problema, afirma a Associação Comercial Industrial e Agro-Pastoril de Itaguaí (Aciapi).
Para o professor de economia da UFF Leonardo Muls, cuja tese de doutorado é sobre o desenvolvimento de Itaguaí, é importante que a renda gerada pelos empreendimentos seja absorvida pela economia local, por meio de estímulos ao trabalhador que chega à cidade.
- Normalmente, nem material de escritório eles (os grandes empreendimentos) compram em Itaguaí. É preciso estimular a mão de obra local.
O estudo da Firjan também aponta a necessidade de adequação logística e de mobilidade, como a extensão da Via Light e do ramal de trem de passageiros de Santa Cruz até Itaguaí:
- Algumas destas obras estão prontas para serem feitas, como a extensão da Via Light, orçada em R$ 350 milhões e já com licenciamento ambiental aprovado - afirmou Rodrigues.
Segundo a Firjan, quando concluído, o Arco Metropolitano reduzirá em até 20% os custos de transporte para o Porto de Itaguaí. Muls, da UFF, lembra que a população flutuante pode ser outro problema.
- O anúncio de grandes projetos atrai uma população de fora, e nem sempre esses empreendimentos se concretizam - explicou, destacando o inchaço dos anos 1990, quando o crescimento do município ultrapassou o do Estado do Rio. Publicado por: O Globo - Henrique Gomes Batista e Marcello Corrêa
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21/03/2013
Prefeitura do Rio quer transformar casas históricas em hotel butique
O governo municipal do Rio quer desapropriar um grupo de casas históricas do bairro do Cosme Velho, na zona sul do Rio, e cogita transferir os endereços para uma rede hoteleira.
Um decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes -publicado na terça-feira desta semana- passou a classificar como área de utilidade pública os quatro imóveis vizinhos, localizados no largo do Boticário.
Após a desapropriação, haveria uma licitação para escolher o grupo hoteleiro responsável por restaurar e transformar os imóveis em um hotel-butique-pequeno, de alto luxo, destinado a um público de elevado poder aquisitivo.
O texto destacou a \"importância histórico-cultural do largo do Boticário e a necessidade de requalificar este espaço da Cidade\".
As quatro casas construídas no fim do século 19, todas em péssimo estado de conservação, pertencem a Sybil Bittencourt, herdeira de Paulo Bittencourt, dono do jornal \"\'Correio da Manhã\", que parou de circular em 1974.
As características arquitetônicas dos imóveis são tombadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac).
O largo do Boticário também está listado como Área de Proteção ao Ambiente Cultural (Apac).
Em 2007, uma das casas de Bittencourt chegou a ser invadida por um grupo de vinte famílias que lá permaneceu por mais de seis meses.
Durante as próximas semanas, emissários da procuradoria do município irão ao largo do Boticário para vistoriar os imóveis e, posteriormente, estabelecer um valor de mercado para as desapropriações.
A Folha procurou os advogados da proprietária das quatro casas, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
Publicado por: Folha de São Paulo -
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20/03/2013
Bancos projetam aumento de 30% no crédito imobiliário
Com juros considerados já baixos, instituições prometem dar maior agilidade na liberação da operação
A crescente demanda de pessoas físicas por financiamentos imobiliários já é dada como certa pelos bancos neste ano. Para assegurar a maior fatia possível desse público, o mote agora é melhorar sistemas e canais de atendimento. Se tudo der certo, o crescimento será de ao menos 30% nessa carteira dos principais bancos do país.
Até mesmo a líder nesse segmento, a Caixa Econômica Federal, que tem cerca de 70% do estoque total dessas operações, pensa em melhorar os processos internos para não perder mercado. O objetivo da instituição é que toda a parte operacional da contratação seja feita em correspondentes ou de forma centralizada, fora das agências, que ficarão apenas com o atendimento e encaminhamento.
Segundo o diretor de habitação da Caixa, Teotonio Rezende, parte dessa mudança operacional será possível devido à parceria firmada, no ano passado, com a IBM. O objetivo é chegar ao que o banco chama internamente de \"projeto zero papel\". Ou seja, toda a entrega de documentos será feita de forma eletrônica, sem necessidade do cliente se deslocar. A aprovação do crédito sairá em no máximo duas horas e a assinatura do contrato se dará em até 48 horas.
\"No ano passado o nosso foco foi a redução das taxas, mas agora não há mais muita margem para isso. Os juros não vão mais ser um diferencial. O foco vai ser a qualidade no atendimento\", disse. O banco público espera um crescimento da carteira de 31% em 2013, chegando a R$ 270 bilhões - no ano passado, chegou a R$ 205,8 bilhões.
No Itaú Unibanco a projeção de crescimento também é de 30%. Em dezembro, o estoque total de empréstimos imobiliários era de R$ 25,8 bilhões, um aumento de 32%.
Para garantir esse crescimento, o Itaú tem oferecido facilidade aos seus clientes. Uma delas é a possibilidade de financiar as despesas cartoriais e do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) em até 5% do valor do imóvel - esse é o patamar médio para esse tipo de gasto, podendo ser menor em alguns municípios. O banco tenta também ser mais ágil que os concorrentes, aprovando o crédito em até 24 horas, embora a assinatura do contrato leve mais alguns dias.
No Bradesco as expectativas também são positivas e concentradas, principalmente, nas operações com pessoas físicas. \"Esperamos uma produção de crédito imobiliário elevada por causa da demanda de pessoas físicas. Já as construtoras aparentemente estão tendo dificuldade em aprovação de projetos e compra de terrenos\", afirmou o diretor de crédito imobiliário, Claudio Borges.
A instituição terminou 2012 com uma carteira de crédito imobiliário de R$ 22,311 bilhões, uma elevação de 39,7% em relação ao ano anterior. Para esse ano, o banco não possui projeção de crescimento do estoque, apenas da produção. A expectativa é conceder ao longo do ano R$ 15 bilhões em empréstimos para aquisição e construção de moradias, ante R$ 14,668 bilhões em 2012.
Segundo Borges, esses desembolsos garantiram uma participação de 19% de mercado ao Bradesco. Para manter ou mesmo elevar essa fatia, o banco afirma que um dos atrativos é a agilidade na liberação do crédito, que em média está demorando 15 dias. \"Ganhamos no atendimento e maior eficiência operacional\", explicou. Para conquistar clientes, o banco conta com a base de correntistas, mas também com parcerias com imobiliárias e construtoras.
O HSBC também tem usado parcerias para elevar a produção do crédito imobiliário. Além da captação de clientes nas agências, o banco tem acordos com construtoras, imobiliárias e um contrato de exclusividade com a Brasil Brokers, uma das maiores redes de imobiliárias do país. \"Esses canais trazem clientes que não são correntistas\", diz o diretor de crédito imobiliário, Antonio Barbosa.
Dos cerca de R$ 1,5 bilhão originados pelo banco em 2012, metade veio desses canais parceiros. A carteira imobiliária do banco chegou em dezembro a R$ 3,5 bilhões, um crescimento de 25%. \"Para nós 2013 vai ser melhor. Esperamos crescer mais ou menos 30% sobre 2012\", completou o executivo.
Na avaliação de Barbosa, o mercado imobiliário está passando por uma readequação. A demanda ainda é aquecida entre as pessoas físicas, mas do lado de incorporadoras e construtoras, há um certo arrefecimento. \"É uma readequação de tamanho, apetite e escolha de praças. Algumas estão saturadas\", afirma Barbosa. Para ele, esse quadro só começará a mudar no segundo semestre do ano, com a aceleração dos lançamentos.
A maioria do crédito imobiliário é feita pelo Sistema Financeiro da Habitação, com recursos da poupança e FGTS, limitado a R$ 500 mil - há uma demanda do setor para que o teto seja ampliado a R$ 750 mil. \"O crédito imobiliário é decisivo para o fortalecimento do mercado\", diz o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octavio de Lazari Junior.
Publicado por: Brasil Econômico - Ana Paula Ribeiro
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20/03/2013
Brasileiros compram mais imóveis em Nova York
Com o mercado aquecido, o retorno do investimento fica em torno de 5% a 6% ao ano, em dólar, para quem quer alugar
Brasileiro procura espaço luxuoso tanto para férias como para negócios
Depois de Miami e Orlando, os imóveis em Nova York são os alvos preferidos dos brasileiros nos Estados Unidos. Eles já ocupam a sexta posição entre os estrangeiros que mais compraram imóveis na cidade em 2012, atrás apenas dos canadenses, chineses, mexicanos, indianos e ingleses. De acordo com a consultoria em pesquisa do mercado imobiliário Hibou/Zapt, no ano passado, a alta foi de 21% em relação a 2011, enquanto na venda para os americanos foi de apenas 4%.
O diretor da Imobiliária Elite International Realty Leo Ickowicz afirma que o perfil dos brasileiros que compram em Nova York é diferente. \"São brasileiros que buscam apartamentos de preço maior com espaço luxuoso e confortável tanto para férias como para negócios\", disse Ickowicz. Para o empresário, o mercado imobiliário americano segue aquecido para brasileiros porque lá os preços e os juros estão baixos e há perspectivas de valorização, enquanto que, no Brasil, os preços dos imóveis continuam em alta.
Para Frederico Gouveia, corretor da imobiliária americana parceira da Elite, The Corcoran Group, o que mais chama atenção dos brasileiros é a valorização da região e a alta liquidez. Para quem compra com objetivo de alugar, o retorno do investimento fica em torno de 5% a 6% ao ano, e em dólar. \"Os incorporadores não param de adquirir terrenos e prédios antigos para demolir e construir novas residências de alto padrão para atender a enorme procura\".
Latinos
Cada vez mais empresários da Argentina, Brasil, México e Venezuela estão agindo para atender à demanda dos latino-americanos que buscam um lugar estável para colocar o seu dinheiro e garantir renda extra por meio de aluguéis.
Os empreendedores estão capitalizando com a visão de longo prazo dos latino-americanos de que imóveis em Miami são um refúgio seguro contra a volatilidade política e econômica em casa. Desvalorizações da moeda recentes na Argentina, Brasil e Venezuela e os temores de que as moedas desses países possam continuar a se desvalorizar estão impulsionando a compra de bens, dizem corretores.
Um grande aumento nos preços de imóveis na América Latina também tornou as propriedades de Miami mais atraentes. O aumento da presença de empresários latino- americanos mostra como o crescimento econômico da região deu lhes uma oportunidade sem precedentes de olhar para além de suas próprias fronteiras para construir.
\"Antes, nós éramos mais isolados e olhávamos para dentro. Agora nós começamos a pensar mais globalmente\", disse Eduardo Constantini, chefe da Consultatio, uma grande companhia imobiliária da Argentina.
Como muitos outros empreendedores, a Consultatio viu uma oportunidade na crise de Miami e se aproveitou de uma queda acentuada nos preços para comprar um dos dois terrenos no qual está agora construindo.
O grupo pagou US$ 80 milhões em 2009 por um terreno à beira-mar em Key Biscayne, uma das zonas mais exclusivas de Miami, onde a construção está em andamento. São 154 unidades no condomínio de torres gêmeas com preços que começam em mais de US$ 1 milhão.
Publicado por: Brasil Econômico -
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20/03/2013
Torcida
Quem anda louco pelo fim das obras do Maracanã é o setor de construção civil do Rio. É que seis mil operários do estádio estão na mira das empresas com lançamentos previstos para este ano. Em 2012, a prefeitura aprovou a construção de 6,1 milhões de metros quadrados. Parte sairá do papel cm 2013. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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20/03/2013
Largo do Boticário poderá ganhar hotéis de charme
Paes desapropria quatro casas, que serão vendidas para rede hoteleira
Um conjunto de casas em estilo neocolonial do fim do século XIX, mas em ruínas, cuja história se mistura à do bairro do Cosme Velho, pode virar um complexo de hotéis-butique aos pés do Cristo Redentor. Parte do casario do Largo do Boticário, cuja decadência ofusca a beleza dessa pequena ilha arborizada e de fachadas coloridas, foi desapropriada ontem pelo prefeito Eduardo Paes. Decreto tornou de utilidade pública os imóveis 20, 26, 28 e 30, de propriedade de Sybil Bittencourt, herdeira da família fundadora do extinto jornal \"Correio da Manhã\".
O prefeito disse que o casario será alvo de uma licitação para a escolha de uma rede hoteleira interessada em criar hotéis de charme no local. A reforma das casas caberá à empresa vencedora. A ideia é transformar o largo em referência do setor na cidade. Em processo de degradação há mais de 40 anos, os imóveis desapropriados contrastam com outros três preservados do largo. Um deles já abriga o hostel Casa 32.
Valor não foi definido
Na justificativa do decreto, Paes diz que a decisão se baseou na importância histórico-cultural do Largo do Boticário e na necessidade de requalificar o conjunto arquitetônico, que faz parte da Área de Proteção ao Ambiente Cultural (Apac) do Cosme Velho e Laranjeiras, criada em 1991. A legislação das Apacs permite mudanças de uso nos imóveis, desde que preservadas as características arquitetônicas e a ambiência do lugar. O casario também é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac).
- A ideia é licitar as casas para grupos hoteleiros especializados em hotéis de charme. Já conversei com gente do Hotel Fasano e do Vila Galé (rede internacional de hotéis de charme), e os empresários do Vila Galé ficaram bastante interessados - disse Paes.
O valor a ser pago pela prefeitura na desapropriação ainda não foi definido. Segundo o procurador do município, Fernando dos Santos Dionísio, engenheiros da procuradoria farão uma perícia no casario, nos próximos 20 dias. Depois disso, o município fará a oferta pelo bem:
- A oferta pode ser aceita ou não pelos donos. Quando não é aceita, o depósito é feito em juízo. O juiz faz então a imissão de posse dos imóveis para o município, e o valor é discutido na Justiça.
Umidade, cupins e abelhas
O GLOBO procurou a proprietária no Largo do Boticário. Na casa 30, pessoas que se apresentaram como moradoras disseram que Sybil viveria na casa 28. No imóvel, um homem que não se identificou disse que a idosa não se encontrava e que não poderia dar informações sobre as casas. Segundo o site do Tribunal de Justiça do Rio, Sybil responde a quatro processos de execução fiscal na 12ª Vara de Fazenda Pública do Rio, por causa de dívidas de tributos com a prefeitura.
Ex-procuradora geral do município do governo Cesar Maia, a ex-vereadora pelo PV Sônia Rabello comemorou a medida, mas cobrou a conclusão rápida da desapropriação e o início imediato da reforma do lugar, sob o risco de colapso do conjunto. Segundo ela, que presidiu a Comissão Especial de Patrimônio Cultural da Câmara, o casario foi inspecionado pela comissão em 2011, que destacou a degradação avançada de fachadas e coberturas.
- O Largo do Boticário chegou a ser invadido e teve problemas de depredação. As casas foram desapropriadas por Cesar Maia, mas o processo não avançou - conta Sônia.
O ex-prefeito e hoje vereador Cesar Maia disse ontem que a desapropriação não foi adiante porque moradores do Cosme Velho se opuseram às propostas de ocupação.
- Discutia-se bistrô, museu ou hotel-charme. Algumas casas estavam sob litigio. Tentamos desatar o nó. Mas não conseguimos.
Enquanto o destino do lugar não se formaliza, as fachadas do casario exibem a ação do tempo e da falta de manutenção. Janelas e portas estão quebradas ou corroídas por cupins. O reboco está se desfazendo, e das paredes e telhados brotam plantas. Na casa rosa, que nos anos 90 chegou a abrigar uma edição do Casa Cor, há marcas de umidade por todos os lados. Na casa 26, pintada de amarelo e azul, um enxame de abelhas fez uma colmeia em uma janela do terceiro andar. Publicado por: O Globo - Isabela Bastos
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20/03/2013
Oferta de cotas de fundo imobiliário cresce 45,8%
Mas, com a esperada alta da Selic, rentabilidade não deve ser tão boa quanto a de 2012
O primeiro trimestre ainda nem chegou ao fim e os registros de ofertas de cotas de fundos imobiliários já superaram o volume do mesmo período do ano passado. De janeiro a março de 2012, as emissões registradas, na Comissão de Valores Mobiliários ( CVM), somaram R$ 1,57 bilhão, enquanto, em 2013, o total já ultrapassa R$ 2,29 bilhões, um aumento de 45,8%. Estão em análise outras 17 operações que somam mais R$ 3,85 bilhões. A expectativa é que, nos próximos meses, o ritmo continue acelerado, segundo Sergio Belleza, diretor da Fundo Imobiliário Consultoria de Investimentos. \"O volume deve seguir muito alto. Mas se, por um lado, o aluguel dos empreendimentos deve impactar positivamente a evolução de preços das cotas, por outro, a possível elevação da taxa de juros deve acalmá-los\", acrescenta.
Segundo levantamento do Fundo Imobiliário Consultoria, a rentabilidade média de 62 veículos, em janeiro e fevereiro, é de 1,23%. Mas há destaque como o fundo i mobiliário do Shopping Pátio Higienópolis ( SHPH11), que se valorizou 19,47% neste ano e 639% desde o seu lançamento. Outro que chama atenção é o veículo Renda de Escritórios (RDES11) com alta de 12,02%, além do Square Faria Lima ( FLMA11), que já avança 11,76%. Na outra ponta, aparece o Floripa Shopping FI (FLRP11) com queda de 18,45%. \"O problema vai aparecer quando os fundos começarem a andar de lado e o investidor tiver que analisar caso a caso para não errar. O ano vai ser bom, mas será mais seletivo\", afirma. Para Belleza, a região de Alphaville, em São Paulo, que era vista como \"queridinha\" dos investidores. \"O número maior de ofertas tem impacto direto nos valores das cotas dos fundos, que caem\", diz.
\"No ano passado, tivemos captações muito fortes, como a do Santander, que emitiu R$ 300 milhões, e o Banco do Brasil, com R$ 1,5 bilhão. Com isso, o índice de fundos imobiliários (IFIX) teve um desempenho melhor do que de outros índices\", complementa. Desde janeiro até ontem, o IFIX subiu 0,13%, o Índice de Desenvolvimento Imobiliário (Imob) caiu 8,83% e o Ibovespa despencou 7,53%. Publicado por: Brasil Econômico - Natália Flach
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19/03/2013
Forte e fluida
\'Nobel\' da Arquitetura, Pritzker premia japonês Toyo Ito e sua obra leve, que desafiou o Modernismo
Toyo Ito, um arquiteto japonês que se afastou do modernismo e desenhou uma biblioteca que sobreviveu ao catastrófico terremoto de 2011, ganhou o maior prêmio de sua profissão, o Pritzker, neste domingo. O prêmio será entregue na Biblioteca Presidencial John F. Kennedy, em Boston, no dia 29 de maio.
\"Toyo Ito é criador de construções atemporais, que ao mesmo tempo apontam corajosamente novos caminhos\", disse o júri do Pritzker no texto oficial da premiação. \"Sua arquitetura projeta otimismo, leveza e alegria, além de inspirar tanto um senso de singularidade quanto de universalidade .\"
Numa entrevista por telefone, o arquiteto de 71 anos disse ao New York Times que se sente honrado com o prêmio, especialmente porque ele representa uma aceitação de sua posição como um iconoclasta que desafiou os últimos 100 anos de modernismo.
\"Penso que o modernismo já chegou a um limite, ou seu ponto final\", disse Ito, através de um intérprete. \"Não esperava essa notícia surpreendete e fiquei muito feliz com ela.\"
Nicolai Ouroussoff, então crítico de arquitetura do New York Times, comentou em 2009 que Ito foi desprezado repetidas vezes pelo Pritzker, \"em favor de profissionais com currículos muito mais modestos\".
Revendo sua carreira, Ito se diz especialmente orgulhoso da Sendai Mediatheque, a biblioteca feita na cidade de Sendai, no Japão, em 2001. O desenho do prédio é dominado por tubos estruturais que apoiam os pisos e garantem a circulação. Segundo o júri do Pritzker, esses tubos \"permitem novas qualidades espaciais interiores\".
Ito também se orgulha do fato de o prédio ter sido construído para suportar um terremoto. (Ele venceu o Golden Lion Award na Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2012.) Um vídeo de alguém embaixo de uma mesa dentro do prédio durante o terremoto de 2011 se tornou viral.
\"O prédio sacudiu e balançou violentamente, tudo caiu no chão, desde prateleiras até mesas\", escreveu a crítica de arquitetura Ada Louise Huxtable, no Wall Street Journal. \"Mas o Mediateque ficou de pé. Se manteve firme diante das forças sísmicas que estavam destruindo outros prédios; a estrutura básica não cedeu.\"
Ito teve papel ativo nos esforços de reconstrução. Ele recrutou três jovens arquitetos para ajudá-lo a desenvolver o conceito de \"casa-para-todos\", um espaço comunal para os sobreviventes. Em seu livro \"Toyo Ito: Forças da Natureza\", ele escreve, \"Um arquiteto é alguém que pode tornar mais humano um lugar para refeições simples, fazê-lo mais bonito, um pouco mais confortável. Publicado por: O Globo -
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19/03/2013
Vagas turísticas
Donos de pousadas e albergues de Búzios e redondezas terão uma linha de crédito exclusiva para reformar ou construir novos estabelecimentos. A AgeRio reúne, amanhã, o grupo para apresentar o programa de financiamento com juros a partir de 0,76% ao mês. Quem precisar de capital de giro poderá financiar até 100% do valor solicitado. A iniciativa tem o apoio oficial da ABIH/RJ. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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19/03/2013
Igualdade
O post do BB no Facebook sobre financiamento habitacional para casais do mesmo sexo já é o mais acessado e compartilhado do banco este ano. Duas mulheres protagonizaram o anúncio. Até ontem, 1.599 pessoas curtiram e 1.791 compartilharam Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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18/03/2013
Eventos Esportivos atraem olhares para as cidades
Com a realização de grandes eventos esportivos no Brasil, os olhos do mundo se voltarão ao país. Serão turistas de diversas nacionalidades que terão a oportunidade de conhecer grandes cidades, suas culturas e as belas paisagens de cada local. Por isso, chegou o momento de pensarmos em que Brasil queremos apresentar aos nossos visitantes.
A última edição do Garden Report - Relatório Global da Husqvarna, mostrou que espaços verdes valorizam as paisagens urbanas e podem ser determinantes na escolha de ruas, bairros e cidades para se viver ou fazer uma visita turística. Por esse motivo, destacamos a necessidade de abrir os olhos para as questões de manutenção e preservação das áreas verdes públicas e privadas, se quisermos causar uma boa impressão aos visitantes. Certamente jardins e parques receberão um volume maior de turistas nesse período de grandes eventos.
Também não podemos deixar de ressaltar que essas áreas proporcionam inúmeros benefícios para a própria população das grandes cidades, pois combatem as ilhas de calor, reduzem o escoamento das águas pluviais e auxiliam na melhora do ar, amenizando os impactos da poluição excessiva. Para se ter uma ideia, apenas em São Paulo são mais de 7 milhões de veículos, de acordo com levantamento feito pelo Detran. Já pensou como seria o ar sem espaços verdes?
Diante desse cenário, o mercado de equipamentos também se prepara para contribuir com os profissionais ligados ao segmento - engenheiros, paisagistas, arquitetos, empreiteiros e outros encarregados de cuidar da aparência de nossos cartões de visitas.
Atualmente, existem produtos que possibilitam muito mais agilidade e eficiência para tarefas como poda de árvores até limpeza e corte dos gramados. Além disso, é possível encontrar máquinas mais leves, ergonômicas e potentes, exigindo menos esforço físico na operação. Há equipamentos ainda com tecnologia capaz de proporcionar uma economia de até 20% no consumo de combustível e redução de até 60% nas emissões de poluentes.
A preservação só tende a trazer benefícios e a proposta é que, muito mais importante que atrair e encantar os turistas, os investimentos em manutenção sejam permanentes. As áreas verdes estão entre nossos maiores patrimônios e não podemos nos preocupar com isso apenas agora. Iniciativas positivas podem trazer inúmeros benefícios a curto e longo prazo.
Graziela Lourensoni é gerente de Marketing e Produto para a América Latina da Husqvarna.
Publicado por: Jornal do Commercio - Opinião
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17/03/2013
Nova coleção assinada em loja de design
A partir da próxima terça, a loja Way Design recebe os lançamentos de 2013. Entre as novidades, móveis desenhados por nomes reconhecidos do cenário nacional do design como Zanini de Zanine, Lattoog e Jader Almeida, além de peças de novos talentos. Publicado por: O Globo -
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17/03/2013
Edifícios podem ter selo de segurança
Foi aprovado, em primeira discussão na Alerj, o projeto de lei que cria o selo de cumprimento do Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (CQSCIP) no Rio. A medida determina a afixação do selo, que deverá ter validade bianual, com local de ampla visibilidade e acesso, para comprovar que o edifício está de acordo com normas de segurança. O projeto ainda deve passar por nova votação. Publicado por: O Globo -
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17/03/2013
Índice segue em alta no Rio e no país
O preço médio do metro quadrado de imóveis anunciados em 16 cidades brasileiras fechou fevereiro com alta de 0.9%, chegando a RS 6.410, segundo o FipeZap. O índice foi o mesmo registrado em janeiro. No Rio, a alta foi de 1,3% e a média do metro quadrado anunciado ficou em RS 8.824. A maior alta foi registrada em Fortaleza: 2,8%. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada é de 12,9%. Publicado por: O Globo -
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17/03/2013
Boa opção fazer um investimento
Com as baixas taxas de juros em outros tipos de investimentos financeiros, como a caderneta de poupança, comprar um imóvel usado para alugar pode representar uma boa oportunidade de ter uma renda extra. Para Renato Teixeira, presidente da RE/MAX, a nova lei do inquilinato oferece garantias jurídicas aos proprietários, o que torna esse tipo de investimento muito mais seguro.
\"Os retornos obtidos com a rentabilidade do aluguel de imóveis estão muito interessantes\", avalia Teixeira.
De acordo com Alexandre Parente, vice-presidente administrativo da Renascença Administradora, imóveis que já oferecem ao futuro locatário todas as condições de se ocupar imediatamente são os que são alugados mais rápido. Esse tipo de produto é o preferido para quem tem urgência em alugar uma residência.
\"Benfeitorias como armários, esquadrias de alumínio e box blindex nos banheiros colocam um i móvel em vantagem em relação a outros que não tenham estes itens\", alerta Parente.
Publicado por: O Dia -
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17/03/2013
Imóvel é boa opção
O mercado imobiliário brasileiro está bastante favorável aos investidores. Com juros baixos, desestimulando as aplicações de renda fixa; bolsa de valores instável e mercados mundiais em baixa, a aplicação em imóveis está atrativa. Além de seguro, o investimento em imóveis tem garantido boa rentabilidade. Publicado por: O Dia -
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17/03/2013
Unidade usada continua valorizada no mercado
Para revender ou alugar, produto representa uma boa oportunidade de renda extra
Quando pensamos no aquecimento do mercado imobiliário brasileiro, a primeira ideia que nos vem à cabeça é a do volume de lançamentos dos últimos anos. No entanto, a comercialização de imóveis usados, ou avulsos, também está muito movimentada, e apresenta boas oportunidades para quem quer investir neste tipo de produto.
Presidente da RE/MAX Brasil e corretor de imóveis há mais de 30 anos, Renato Teixeira diz que a estabilidade da economia brasileira favorece a prática de comprar um imóvel antigo, fazer uma reforma, e o revender por um valor mais alto. \"Até mesmo no mercado americano, onde há uma crise econômica, essa modalidade está indo bem\", comenta Teixeira.
De acordo com Romulo Aquino, diretor da Champions Consultoria Imobiliária, os usados também são os preferidos por quem deseja se mudar imediatamente, para não pagar mais aluguel, ou por mudanças sofridas na estrutura familiar. \"Geralmente, o imóvel ficou pequeno demais, porque a família cresceu, ou grande demais, porque os filhos se casaram\", explica Aquino.
FINANCIAMENTOS DIFERENTES
Para Sandro Santos, diretor da Sawala Imobiliária, além da vantagem de pagar o financiamento já morando, os imóveis avulsos são ideais para quem compra já pensando em alugar e, assim, gerar uma renda extra. \"Já tivemos casos em que o cliente escriturou um i móvel com outro cliente interessado em alugar o mesmo\", exemplifica o corretor.
Porém, é preciso ficar atento à diferença de financiamento entre este tipo de imóvel e de um novo. \"O processo é diferente de um imóvel na planta. Isso vai desde a parte da documentação até as taxas de juros e a modalidade de financiamento. O percentual financiado do valor do imóvel varia de banco para banco\", alerta Bruno Teodoro, diretor da Estrutura Consultoria e especialista em financiamentos habitacionais.
Cuidados ao comprar um imóvel de segunda mão
Para quem também está à procura de um i móvel usado, seja para investir ou morar, é importante estar atento a algumas dicas valiosas. Para Renato Teixeira , d a RE/MAX, u m ponto que se destaca é verificar a estrutura da unidade com bastante cautela, para evitar problemas com as partes elétrica ou hidráulica. Também é preciso analisar, no caso da necessidade de uma reforma, quanto seria gasto, em média, para verificar se o investimento vai valer a pena.
Sandro Santos, da Sawala Imobiliária, diz que outro princípio básico é verificar t o da a documentação do imóvel e do vendedor antes de fechar negócio.
\"É importante ver se o imóvel tem dívidas com o condomínio, com o IPTU, ou algo que possa comprometer a compra\", alerta.
Outra dica importante, de acordo com Santos, é ir ao imóvel em dias e horários diferentes, principalmente à noite, para ver se é seguro e tem transporte próximo, entre outros pontos.
Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
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17/03/2013
Refúgio de paz e tranquilidade
Considerada um dos metros quadrados mais valorizados de Niterói, Boa Viagem conquista com lançamentos. Procura no bairro é tanto para alugar quanto para comprar imóveis
Um dos metros quadrados mais valorizados de Niterói, o bairro da Boa Viagem, na Zona Sul, cativa moradores por sua tranquilidade, acessibilidade e, é claro, paisagem estonteante.
Nelson Azeredo Coutinho, gerente da Coluna Imobiliária, destaca que o mercado da região está bem aquecido, com novos lançamentos e procura por imóveis, e revela que a proximidade com os campi da Universidade Federal Fluminense (UFF) e com o Centro da cidade são fatores que estimulam ainda mais a procura pelo bairro.
\"Existe a procura tanto para alugar quanto para comprar e a maioria opta por apartamentos. Os clientes são de todas as idades e classes sociais\", aponta.
Enquanto as famílias com crianças pequenas ou pessoas idosas buscam a tranquilidade e o silêncio do local, os jovens valorizam a proximidade com a faculdade e com a estação das Barcas e pontos de ônibus para o Rio de Janeiro.
A vista para o mar e para as montanhas do Rio foram algumas das inspirações para Oscar Niemeyer desenhar as curvas do Museu de Arte Contemporânea. Construído em 1992 e inaugurado em 1996, hoje o museu valoriza ainda mais a região.
\"Sem dúvida nenhuma, o Museu de Arte Contemporânea é um grande atrativo, sem contar com a vista para a ilha e para a Baía de Guanabara. Quem não gostaria de morar em um local com uma vista dessas?\", questiona Nelson.
De acordo com o índice de preços de imóveis da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o metro quadrado no bairro tem valor médio de R$ 8.038, o segundo mais alto de Niterói, perdendo apenas para Charitas, onde o metro quadrado é de
R$ 8.210, em média. A valorização nos últimos 12 meses foi de 25,30%, atrás apenas de Pendotiba (32,90%), Fonseca (27,60%) e Centro (26,10%).
Segundo Nelson, quem procura por imóveis residenciais na Boa Viagem vai encontrar empreendimentos com metro quadrado entre R$ 7,8 mil a R$ 12 mil, dependendo do imóvel e de sua localização.
O aluguel de um apartamento de dois quartos custa, em média, R$ 2 mil, acrescidos de taxas. Ele revela também que a taxa de condomínio pode chegar a R$ 700.
Os valores para a venda de um imóvel com dois quartos e garagem pode chegar a R$ 550 mil.
\"Mas também existem apartamentos de três quartos e demais dependências, com uma vaga na garagem com valores que vão de R$ 750 mil até R$ 950 mil. Se o imóvel for novo e tiver vista total para o mar, com três vagas na garagem, pode chegar a R$ 3,8 milhões e com quatro quartos pode atingir R$ 5 milhões\", afirma.
A advogada e proprietária da imobiliária Abidon Nazareth, Cláudia Nazareth, já morou no local e aponta que a vocação estritamente residencial do bairro pode ser um atrativo para algumas pessoas.
\"Existem pessoas que não gostam de morar próximo ao comércio, e valorizam a Boa Viagem justamente por ser um refúgio\", conta.
Ela explica que, apesar de ter uma relação de oferta e procura equilibrada, a tendência é que aumente a procura por imóveis.
\"Com o avanço das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o natural é ter maior demanda de imóveis, especialmente na Boa Viagem, que tem potencial para atrair executivos\", prevê, acrescentando que as pessoas têm mais interesse em apartamentos em condomínios novos.
Outro fator, segundo Cláudia, que puxa o crescimento da região é o aumento do valor dos imóveis no Rio.
\"Niterói é uma opção mais em conta e aquela região oferece uma grande facilidade de acesso ao Rio\", indica.
Ela observa que ainda existem construções paradas e casas antigas que podem ser compradas e transformadas em novos condomínios se houver demanda.
Melhorias - Os dois especialistas destacam, no entanto, que o local precisa ainda de algumas melhorias para dar mais conforto para os seus moradores.
\"Creio que, melhorando a segurança e inserindo mais comércio no local, o bairro tende a crescer, aumentando a procura por imóveis na área\", aponta Nelson Azeredo.
Para Cláudia Nazareth, outro ponto importante é aumentar a iluminação pública, especialmente nas ruas internas.
Publicado por: O Fluminense - Prisca Fontes
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17/03/2013
Conjunto arquitetônico
O pedido de tombamento Federal do Edifício A Noite, sede da tradicional Rádio Nacional, na Praça Mauá, será avaliado pelo Conselho Consultivo do Iphan na próxima reunião, marcada para o dia 3 de abril, em Brasília. O prédio, o primeiro arranha-céu da cidade, fica de frente para o projeto futurista do Museu do Amanhã, de Santiago Calatrava. Publicado por: O Globo - Gente Boa
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15/03/2013
IAB quer debate sobre alternativa de píer, agora em E
Prefeito não quis se manifestar sobre o novo projeto
O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) pretende chamar os responsáveis pelo conceito de um novo píer, em E, para a Zona Portuária para apresentar a proposta na sede da entidade no Rio. O projeto foi elaborado pelo escritório de arquitetura espanhol Alonso-Riera-Balaguer e pelo brasileiro Blac, em parceria com a agência pública de planejamento estratégico Barcelona Regional (BR). Luiz Fernando Janot, conselheiro da entidade, disse que viu com bons olhos o surgimento de outra alternativa para retomar a discussão em torno do melhor modelo para o novo terminal.
- É importante continuarmos a discussão. Um bom sinal desse novo projeto é que o píer seria deslocado da altura dos armazéns 2 e 3 para começar na metade do 3 e terminar na metade do 6. A segunda boa conquista é a questão do estacionamento dos ônibus para levar os turistas, o que aparentemente estaria resolvido com essa nova proposta. Mas ainda me parece algo preliminar que ainda teria questões a serem resolvidas. Por isso, seria importante uma apresentação pública na sede do IAB - comentou Janot.
O arquiteto espanhol Ignasi Riera, um dos responsáveis pelo projeto, afirmou estar aberto a levar o projeto para um debate no IAB com outros profissionais. Ele disse ser fundamental continuar o diálogo em torno da intervenção numa área estratégica para o Rio nos próximos anos:
- Temos uma boa relação com o IAB, que conhece o trabalho que foi desenvolvido em Barcelona. Lançamos uma proposta conceitual, que pretende tirar proveito do tráfego de cruzeiros e fazer uma interligação com o seu entorno, com a área de museus, com um novo passeio público.
Necessidade urbana
Riera reforçou que o deslocamento do píer é importante para não afetar outras atrações na região:
- Existe uma justificativa de que o deslocamento do píer para onde estamos propondo necessitaria de novos trabalhos de dragagem. Esse problema pode até existir e gerar custos. Mas a necessidade técnica não pode superar a urbana.
O prefeito Eduardo Paes não quis se manifestar sobre o novo projeto em E. A Companhia Docas se limitou a informar que desconhece a iniciativa.
Uma das grandes inovações do píer em E seria um espaço de 120 metros de largura e 500 metros de comprimento, entre o passeio público e o terminal onde irão atracar os navios, que poderá ser utilizado como uma marina.
O presidente da Seção Rio da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea-RJ), Vicente Giffoni, elogiou a retomada das discussões em torno do projeto:
- É extremamente interessante que haja uma nova proposta, feita por um escritório espanhol que já fez vários projetos ligados à revitalização de Barcelona. A localização do píer ficaria numa região bem menos agressiva para a vista dos bens atuais e dos bens em construção. Numa análise preliminar, a questão do acesso para os turistas, também melhoraria. E também não ficaríamos tão sujeitos a um paredão de transatlânticos na paisagem, como é a versão em Y.
A deputada Aspásia Camargo (PV) comemorou a nova possibilidade. Ela havia conseguido uma liminar na Justiça no ano passado, que interrompeu o projeto do píer em Y, mas a decisão foi revertida este ano. Aspásia já entrou com um novo recurso:
- O projeto em Y é gravemente lesivo. Temos que pensar numa reestruturação de uso do Porto, não simplesmente na questão de infraestrutura. Publicado por: O Globo - Ruben Berta
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15/03/2013
Cadastramento da \'casa própria\'
Beneficiados vão morar no Zilda Arns
A Prefeitura de Niterói iniciou, na manhã de ontem, o cadastramento das famílias sorteadas para serem beneficiadas com unidades habitacionais nos conjuntos Zilda Arns 1 e 2, no bairro Fonseca, na Zona Norte da cidade. Os beneficiados são os desabrigados das chuvas de 2010, pertencentes aos bairros Baldeador, Fonseca, Engenhoca, Tenente Jardim e Barreto, afetados pelo episódio.
De acordo com o secretário de Habitação, Marcos Linhares, mais de 100 famílias que obtiveram o benefício ainda não procuraram a Secretaria de Habitação com a documentação que lhes garanta o direito ao imóvel. \"Nós pré-selecionamos as famílias dos bairros prejudicados. Depois, as famílias receberam o número de inscrição, e em seguida, foram sorteadas pela loteria federal\" afirmou.
Ainda segundo o secretário, o importante da separação é que existem 14 apartamentos totalmente adaptados para cadeirantes e outros 14 para idosos. Nesta semana, as famílias estão sendo chamadas para fazer entrevistas, entregar documentos e tomar posse em abril.
A dona de casa Mercedes Luz, de 37 anos, que estava na fila de espera há dois anos, contou a felicidade de ter uma moradia nova.
\"Acho que todos nós queremos ter o nosso canto, é importante. A família precisa disso, de um lar\", disse.
Publicado por: O Fluminense -
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14/03/2013
Aquecimento do mercado de imóveis comerciais chega a Santa Catarina
Das quase 5 mil obras em execução no estado, 1,4 mil são de empreendimentos comerciais
O grande crescimento do mercado imobiliário corporativo presenciado nos últimos anos, principalmente, em grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, passa a ser também uma realidade de cidades ao Sul do país, como é o caso de Blumenau e Itajaí, em Santa Catarina. Segundo dados da Go4 Consultoria de Negócios, das 4,6 mil obras ativas no estado, 1,4 mil são de empreendimentos comerciais. Isso mostra que dos 53,083 milhões de m² de área construída, 17,05% destina-se aos imóveis corporativos, sendo que do total de U$ 229,5 milhões investidos na construção civil, 23% vão para empreendimento comerciais.
A explicação para esses dados, conta Christian Majczak, sócio-diretor da consultoria, está no fato de a região concentrar umdos maiores polos industriais do país, que abriga atividades do setor metalmecânico, tecnológico, além de grandes montadoras e estaleiros, por exemplo, o que cria demanda por esse tipo de empreendimento. \"Esse cenário tem se desenhado há cerca de três anos. É um mercado praticamente novo, que começa a florescer em Santa Catarina\", aponta.
Além disso, ele lembra que há também o envelhecimento de todo o parque de prédios comerciais, que precisam ser renovados. Constatações como essa mostram que essa é uma nova oportunidade de negócios na região, que ainda concentra construtoras e incorporadoras locais, sem a presença de grandes concorrentes, que têm atuação no mercado nacional.
\"São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, ainda têm muita demanda por empreendimentos desse tipo, o que não atrai o olhar dessas construtoras, mas está aí mais um mercado a ser explorado\", completa. A Torresani Empreendimentos Imobiliários mostra estar otimista com o mercado ao lançar no final de 2012, em Blumenau, uma torre comercial com 26 andares, dos quais 50% já foram comercializados.
\"Os prédios que existiam eram antigos, simples e sem infraestrutura adequada para os tempos modernos. Viemos justamente para atender essa nova demanda\", conta Valter Torresani, diretor da empresa, revelando ainda que dentro de cinco anos tem a meta de atuar também no estado do Paraná.
Dados da Secretaria Municipal de Urbanismo e Serviços Públicos (SUSP) apontam que em Florianópolis, nos últimos 10 anos, a construção civil ocupou cerca de 9 milhões de metros quadrados, desse total, 15% dos imóveis construídos foram para o mercado imobiliário comercial. O preço médio do m2 na região em 2002 era de R$ 70; em 2007, R$ 600 e em 2.012, R$ 1,5 mil. Publicado por: Brasil Econômico - Cristina Ribeiro de Carvalho
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14/03/2013
Babilônia sustentável
Prefeitura entrega amanhã primeiras 16 unidades de prédio \'verde\' em favela do Leme
Uma tendência da arquitetura chega aos morros da Babilônia e do Chapéu Mangueira, no Leme, em forma de moradia para quem vivia em áreas de risco ou de proteção ambiental. Na sexta-feira, a Secretaria municipal de Habitação entrega os 16 primeiros apartamentos do Morar Carioca Verde, projeto executado com base no conceito de construções sustentáveis. O empreendimento é um desdobramento do programa Morar Carioca, de reurbanização de comunidades, iniciado pela prefeitura em 2010. Nas unidades habitacionais, tecnologias como reaproveitamento da água da chuva, aliadas a medidas simples, como janelas com venezianas, que permitem maior ventilação e iluminação, terão o objetivo de propiciar melhor qualidade de vida aos novos moradores. E, claro, com os \"prédios verdes\", trazer benefícios ao meio ambiente.
De acordo com o secretário municipal de Habitação, Pierre Batista, essa é a primeira intervenção do Morar Carioca com esse conceito. O projeto piloto pode ser levado a outras comunidades cariocas. Na Babilônia e no Chapéu Mangueira, serão ao todo 117 novos apartamentos, que devem ficar prontos até meados de 2014.
Na obra há, por exemplo, aquecimento solar da água dos chuveiros e sensores de presença em áreas comuns, para as lâmpadas não ficarem acesas sem necessidade. Na vedação das paredes externas, foram usadas placas de cimento, que diminuem o calor nas áreas internas dos apartamentos. Lâmpadas econômicas e medidores individuais de água e gás devem representar economia nas contas.
- As intervenções incluem a abertura de uma via de serviço, que vai facilitar a conservação e limpeza. E entregaremos obras de infraestrutura, como drenagem - diz o secretário.
O mesmo conceito de sustentabilidade foi usado em outras obras na Babilônia e no Chapéu Mangueira - com investimentos totais de R$ 52,4 milhões. Numa praça que ganhou o nome de Centro Cívico, há um deque que imita madeira, mas que, na verdade, é feito com garrafas PET recicladas. Em outra praça, o Largo do Campinho, um mirante com vista para a Praia de Copacabana foi construído com a mesma \"madeira de plástico\". Será implantada ainda a coleta seletiva de lixo, e materiais alternativos impedirão a impermeabilização do solo. Já a Ladeira Ary Barroso, que dá acesso às comunidades, está sendo pavimentada com asfalto borracha (misturado a pneus usados e triturados). AÁrea de Proteção Ambiental de onde está sendo retirada parte dos moradores será reflorestada.
O \"prédio verde\" foi a primeira construção habitacional pública do país a receber o selo azul da Caixa, o mais alto reconhecimento de qualidade dado pela instituição, entregue durante a Rio+20. No mês passado, as obras receberam a visita do ator Harrison Ford, o eterno Indiana Jones, que veio ao Brasil para uma série de compromissos como integrante da ONG Conservation International, da qual é diretor global.
- É importante que se leve esse conceito de sustentável à construção de moradias populares no Rio. Além de questões como a eficiência energética, um dos fatores fundamentais é que essas construções tragam mais conforto a seus moradores. O Rio é uma cidade quente, por exemplo, e soluções que amenizem esse calor são muito bem-vindas - ressalta a professora Cláudia Barroso Krause, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ.
Construções sustentáveis têm crescido
Com benefícios como os citados por Cláudia, as construções sustentáveis têm se espalhado pelo Brasil. O país já é o quarto no ranking mundial de edificações verdes, com 82 prédios com a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) e 600 em processo de certificação. De acordo com o Green Building Council Brasil, o país só fica atrás dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes Unidos em número de prédios com esse certificado, entregue a construções que cumprem requisitos como eficiência energética, uso racional da água e qualidade ambiental interna.
No que se refere à construção de moradias populares, no entanto, não faltam maus exemplos de projetos que passaram longe desses conceitos. Nessa lista estão construções como os apertados e escuros apartamentos da Fazenda Botafogo, na Zona Norte, ou os quentes cômodos com telha de amianto, no Cesarão, na Zona Oeste, ambos conjuntos construídos durante o período do Banco Nacional de Habitação (BNH), entre as décadas de 1960 e 1980.
Mas também aconteceram projetos bem-sucedidos. No conjunto do Pedregulho, em Benfica, do arquiteto Affonso Eduardo Reidy, o desenho ondulante dos prédios acompanha a topografia do terreno, os corredores são bem iluminados, com luz natural, e os apartamentos têm ventilação cruzada (basta abrir a porta e as janelas para o vento cruzar a casa). No Conjunto do Cafundá - de autoria dos arquitetos Sérgio Magalhães, Ana Luiza Petrik, Clóvis Barros e Silvia Pozzana -, em Jacarepaguá, há boa circulação de ar e iluminação nos apartamentos, e a ventilação nas escadas é garantida por elementos vazados nas paredes.
O programa Morar Carioca de reurbanização já chegou a 66 comunidades. Segundo o secretário de Habitação, as próximas favelas que receberão as obras serão a Barreira do Vasco e a Vila do Mexicano, recém-ocupadas para instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Nessas favelas, serão investidos R$ 100 milhões, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A previsão é que os projetos sejam licitados em junho.
Até agora, diz Pierre Batista, R$ 2,1 bilhões foram investidos na primeira etapa do projeto, beneficiando áreas com cerca de 70 mil famílias. Na próxima etapa, mais 82 mil devem ser contempladas.
Publicado por: O Globo - Rafael Galdo
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13/03/2013
Imóvel menor está mais caro
Os apartamentos de um quarto em São Paulo encolheram e ficaram mais caros, mostram estudos do ZAP Imóveis e da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). O primeiro estudo mostra que o preço do metro quadrado dos imóveis usados de um dormitório anunciados em São Paulo foi o que mais subiu entre 2008 e 2013. A alta foi de 184,7%
Publicado por: DCI -
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13/03/2013
Lar doce lar
Comunidades da Tijuca estão em festa. A prefeitura do Rio vai regularizar a situação fundiária dos moradores a partir do próximo sábado, quando começam a ser distribuídos os títulos de propriedade ou posse. Haverá, ainda, levantamento topográfico de ruas, lotes e construções, projeto que deverá durar dois anos. A primeira comunidade a ser contemplada será a do Morro do Turano. Depois virão Borel, Formiga, Tijuaçu e Mata Machado.
Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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13/03/2013
Vila Operária aguarda reforma
Inaugurada durante a gestão do prefeito Pereira Passos como parte da reforma urbana que mudou a cara do Rio, a Vila Operária da Rua Salvador de Sá, no Estácio, é considerada uma das primeiras ações do poder público no campo da habitação popular. Mais de um século após sua conclusão, em 1906, esse pedaço da história da cidade está em franca decadência, apesar de ainda guardar características originais.
Sucessivas administrações municipais fizeram projetos de restauração que nunca saíram do papel. Em 2002, a prefeitura chegou a anunciar, no Diário Oficial, a licitação das obras de restauração dos prédios, tombados pelo município desde 1985. Hoje, dos dez blocos de edifícios de dois andares, a maioria tem varandas de madeira que ameaçam despencar em cima de pedestres. Há partes destelhadas e tijolos aparentes, entre outros problemas estruturais. Infiltrações, rachaduras e pichações também estão por toda parte.
Maria Naves Gomes, de 80 anos, mora no local desde que nasceu. Ex-presidente da Associação de Moradores da Vila Operária, luta pela preservação:
- É uma reforma cara, que os moradores não têm condições de fazer. A prefeitura deveria levar adiante o projeto de restauração e, depois, cobrar a manutenção dos moradores. Sempre anunciam, mas nada fazem. Na época em que eu vivia aqui com meus pais, um fiscal da prefeitura, o seu Jaime, não deixava nem que uma vassoura ficasse do lado de fora das casas.
Medo de desabamento
O prédio aparentemente em pior estado fica na esquina das ruas Salvador de Sá e Presidente Barroso. Pedro de Carvalho, dono de um imóvel vizinho, conta que já procurou a prefeitura diversas vezes para tentar evitar o desmoronamento de uma parede:
- Não falta muito para essa parede desabar. É um risco para quem mora ao lado e para quem passa na rua. Há sete anos venho alertando para o problema.
A Vila Operária foi construída na gestão de Pereira Passos, então prefeito do Distrito Federal, para abrigar a população removida de antigos cortiços demolidos para a construção da Avenida Central, atual Rio Branco. O conjunto é formado por sobrados geminados, com moradias de um ou dois quartos.
O arquiteto Carlos Fernando Andrade, ex-superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio, explica que a vila faz parte da história da cidade:
- Antes já havia vilas operárias para os funcionários das fábricas de tecido. A do Estácio marca o período em que a administração pública começa a olhar para a habitação popular. Há um antagonismo complicado entre a preservação do bem e dos moradores. Visivelmente, eles não têm condições financeiras de fazer a reforma e a manutenção. Além disso, não têm interesse, porque não contam com a escritura dos imóveis, que são da prefeitura. A solução seria a restauração por parte do governo municipal, mediante um empréstimo ou um aluguel social que pudesse auxiliar a manutenção tanto dos moradores quanto da moradia.
Em 2000, o então prefeito Luiz Paulo Conde prometeu a restauração da Vila Operária. Em 2011, o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, chegou a dizer que ia reformar a vila. Ficariam no local os moradores que tivessem condições de manter os imóveis. Às famílias que não tivessem renda suficiente, seriam oferecidas outras habitações populares. Ontem, a Secretaria de Habitação informou que há um projeto de restauração da vila em fase de elaboração, mas não determinou prazo para que ele sejacolocado em prática. Publicado por: O Globo - Jacqueline Costa
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13/03/2013
Emprego na construção civil cresce 1,07% de dezembro para janeiro
Publicado por: 0 - 0
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12/03/2013
Construção civil abre 36,2 mil vagas no País
O número de vagas abertas pela construção civil no País cresceu 1,07% em janeiro, em relação a dezembro, com a oferta de 36,2 mil postos de trabalho, de acordo com pesquisa mensal feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No acumulado de 12 meses, na comparação com o período anterior, houve alta de 2,44%, com a contratação de 82 mil trabalhadores. Com o resultado, a construção brasileira empregava no final de janeiro 3,410 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Na passagem de dezembro para janeiro, o Norte foi a única região do País com queda nas contratações (-0,17%). No Nordeste, o índice aumentou 0,47%; no Sudeste, 1,17%; no Sul, 1,71% e no
Centro-Oeste, 1,97%.
Dos 3,410 milhões de trabalhadores com carteira assinada empregados ao final de janeiro, o Sudeste concentrava 1,723 milhão. Em seguida, apareciam o Nordeste (727,3 mil), o Sul (474,6 mil), o Centro-Oeste (273,9 mil) e o Norte (210,8 mil).
No estado de São Paulo, houve alta de 1,37%, com a criação de 11,9 mil vagas. No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, 14,3 mil trabalhadores foram contratados no estado, o que significa um aumento de 1,66%.
O presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, lembrou, por meio de comunicado, que normalmente ocorrem dispensas no final do ano por causa das atividades mais fracas, e um aumento das contratações no começo do ano, quando muitas obras são retomadas. A previsão de Watanabe é que o nível de emprego permaneça em alta. Publicado por: Jornal do Commercio -
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11/03/2013
Redondo da Barra
Após anos de impasse, o terreno da massa falida da Desenvolvimento Engenharia, com projeto assinado por Oscar Niemeyer, foi leiloado. O espaço de quase 30 mil metros quadrados atingiu o montante de R$ 88 milhões, alta de até 38%, segundo avaliação imobiliária. O grupo paulista EGB 01 Empreendimentos e Participações é o novo dono. De frente para a Avenida das Américas, o imóvel tem autorização para funcionar como centro comercial. No bairro, comenta-se que o espaço será sede de um shopping center. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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11/03/2013
Classe média alta vai impulsionar resultado das empresas de construção
Já empresas que focam no segmento de menor renda não devem ter boa performance
As empresas do setor de construção civil vão enfrentar em 2013 cenários bastantes distintos. É que se por um lado as companhias que focarem no segmento de classe média alta vão apresentar resultados atrativos durante o ano, do outro aquelas ligadas ao segmento econômico podem enfrentar problemas.
De acordo com a equipe de análise da Ágora Corretora, o segmento direcionado às famílias de classe média-alta continua como o mais atrativo do setor, mesmo sem apresentar grandes modificações em relação a 2012. É que a situação financeira desse segmento se mantém confortável, de acordo com a equipe.
Na contramão, as que atuam em projetos econômicos, como Minha Casa Minha Vida, não devem apresentar boa performance neste ano. \"Tal fato pode ser explicado pela menor acessibilidade a empreendimentos populares, fato que deve permanecer afetando o volume das vendas\", explica José Cataldo analista da Ágora Corretora.
Entre as empresas que iniciam a semana divulgando seu resultado financeira está a Gafisa. A companhia, de acordo com expectativa da Um Investimento deve apresentar lucro líquido de R$ 34,7 milhões no quarto trimestre, após a empresa ter registrado prejuízo de R$ 1 bilhão um ano antes. De acordo com Cataldo da Ágora, \"a subsidiária Alphaville deverá continuar impulsionando os resultados, enquanto a divisão Tenda, permanecerá afetando o desempenho consolidado.\" Gafisa Direcional Brookfield EzTec Helbor
Fonte: Um Investimento
Outra empresa que divulga resultado na semana é a Brookfield, que pode mostrar um desempenho inferior ao visto em 2011. A previsão é que o lucro líquido tenha atingido R$ 53,8 milhões, uma queda de 28,3% ante o mesmo período do ano anterior. \"O nível de endividamento continua elevado, mesmo após o aumento de capital. Além disso, o nível de unidades não vendidas segue preocupante\", destaca o analista.
Já a Helbor, que de acordo com a prévia divulgada apresentou Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 937,2 milhões no trimestre totalizando oito empreendimentos, deve segundo Cataldo, \"continuar com elevados níveis de rentabilidade\". A empresa deve apresentar alta de 26,11% no lucro líquido do trimestre que deve somar R$ 71 milhões.
Setor
O relatório Sondagem Indústria da Construção de 2013 da CNI mostrou que a atividade do setor continua desaquecida, ficando abaixo dos 50 pontos. \"Para as empresas, o desafio estará ligado à capacidade de execução. Só serão beneficiadas as que melhorarem gradativamente seus índices de eficiência, o que produzirá reflexo na retomada da rentabilidade\", opina Wesley Bernabé analista do BB Investimento. Publicado por: Brasil Econômico -
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10/03/2013
Fonseca conquista moradores
Preço acessível dos imóveis, facilidade de acesso à ponte e ampla rede de serviços valorizam a localidade
Bairro tradicional de Niterói, o Fonseca conserva residências, igrejas e escolas em vários estilos arquitetônicos clássicos que harmonizam com os novos e modernos empreendimentos da região. Estimulado pela crescente demanda de imóveis, o metro quadrado chega a R$ 4,6 mil para imóveis residenciais e R$ 7 mil para comerciais.
Helio Brito, diretor operacional da Julio Bogoricin Imóveis, aponta que o mercado imobiliário da Zona Norte continua aquecido, impulsionado pela demanda por imóveis e a escassez de terrenos e grande ocupação nos bairros de Icaraí e Santa Rosa. \"Acredito que a procura mais acentuada é por imóveis residenciais, especialmente por apartamentos com infraestrutura de lazer. Nossa expectativa para 2013 é de crescimento nas vendas, em função do aquecimento e das novas ofertas existentes no mercado local\", conta.
Ele destaca que, entre os principais fatores de atração pelo bairro estão os valores dos imóveis, que são mais acessíveis, o acesso à ponte e o farto comércio e escolas existentes no local.
Outro atrativo é o Horto Botânico de Niterói, que pode ser usado tanto como uma área de lazer quanto para práticas esportivas. \"O valor, em média, do aluguel de um apartamento de dois quartos é de aproximadamente R$ 850, acrescidos de taxas, como condomínio e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Já para venda, o valor dos imóveis residenciais é de R$ 280 mil a R$ 300 mil\", afirma.
Uma das empresas que investiram na região foi a Living Construtora, do grupo RJZ Cyrela. O gerente de incorporação da Living, Thiago Athayde, conta que a empresa decidiu investir no Nova Alameda Residencial, por causa da localização estratégica do bairro. \"Niterói está crescendo e o Fonseca tem uma boa localização, além das facilidades de transporte, comércio e serviço. Decidimos apostar em um empreendimento residencial que, além de boa localização, oferece lazer, com piscina, churrasqueira, playground, repouso/SPA, sauna, fitness e salão de festas\", explica.
Vista - Para aproveitar a vista para as ruas arborizadas do bairro, todos os apartamentos possuem varandas. As unidades podem ser encontradas a partir de R$ 213 mil e o Habite-se deve ser concedido em dezembro deste ano.
Bruno Serpa Pinto, diretor-superintendente da Brasil Brokers em Niterói, revela que todos os empreendimentos residenciais e comerciais lançados no Fonseca foram um sucesso de vendas. \"Algumas construtoras já se estabeleceram na região e compraram terrenos, então estamos na expectativa de novos lançamentos, tanto residenciais como comerciais\", prevê.
Ele revela que o perfil de quem deseja um imóvel na região é composto em sua maioria de pessoas jovens começando a vida, casais de até 35 anos que buscam conforto e mobilidade a preços acessíveis. O valor de venda de um imóvel é a partir de R$ 4,5 mil o metro quadrado. Sobre os empreendimentos comerciais, o público é composto de profissionais liberais e investidores, e os imóveis podem ser encontrados por R$ 7 mil o metro quadrado.
Mobilidade - Inaugurado em março de 2010, o Corredor Metropolitano da Alameda São Boaventura ajudou a organizar o trânsito e melhorar o tráfego nos horários de pico, especialmente para os ônibus. \"O corredor metropolitano teve impacto muito positivo porque melhorou a infraestrutura do bairro e promoveu o desenvolvimento de toda a região\", aponta Bruno Serpa Pinto.
Ele destaca que a facilidade da mobilidade urbana como um dos pontos fortes do bairro, por estar localizado próximo à Ponte Rio-Niterói, a Icaraí e ao Centro, o que facilita o deslocamento para a rodoviária e para as barcas. \"Um bairro com facilidade de acesso é mais valorizado porque a mobilidade é um diferencial relevante na hora de comprar um imóvel, pois encurta as distâncias e traz qualidade de vida\", aponta Thiago.
Um exemplo é a Alameda São Boaventura, que é uma das principais vias da cidade, e é também utilizada como principal ligação entre a RJ-124 (Via Lagos) e RJ-106 (Rodovia Amaral Peixoto) à capital do Estado, Rio de Janeiro, o município de São Gonçalo e Maricá.
Publicado por: O Fluminense - Prisca Fontes
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10/03/2013
Atrás de bom negócio
A maior parte dos empreendimentos residenciais construídos por grupos co-mandados por empreiteiras é voltado para consumidores de alto poder aquisitivo. No entanto, na avaliação de Rubem Vasconcelos, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), as empresas não estão interessadas somente em casas e apartamentos de alto luxo.
- Se as construtoras encontrarem um bom negócio na Zona Norte, vão construir - analisa ele.
Ainda segundo Vasconcelos, a entrada de marcas tradicionais da construção no mercado imobiliário traz segurança para o setor e para quem compra os imóveis. Ele também afirma que as em-preiteiras precisam criar empresas específicas para atuar no setor imobiliário, já que as estruturas em cada área são muito diferentes. Publicado por: Extra -
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10/03/2013
Condomínios deverão fazer autovistoria
Os condomínios deverão fazer autovistorias periódicas para prevenir acidentes. É o que prevê a Lei estadual 6.400/2013, aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em vigor desde quarta-feira. Publicado por: Extra -
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10/03/2013
Banco do Brasil anuncia reduções em linha de crédito
Banco do Brasil anunciou, na segunda-feira, a queda dos juros no Crédito Imóvel Próprio - em que o imóvel é a garantia -, de 1,45% para 1,20% ao mês. A renda mínima exigida caiu de R$ 6 mil para R$ 4 mil. Publicado por: Extra -
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10/03/2013
Natural, do telhado à piscina
Condomínio investe em soluções sustentáveis
Um condomínio que vem sendo construído em Tinguá, no município de Nova Iguaçu, tira proveito do verde do entorno e investe em iniciativas sustentáveis. Do telhado verde do restaurante do complexo à piscina ecológica de água tratada naturalmente por plantas - dispensando o cloro - tudo leva em conta práticas de construção ainda pouco presentes no mercado residencial.
As casas, por exemplo, são construídas com tijolos de solo-cimento, material mais barato que dispensa emboço e pintura. Além disso, todas têm pé-direito duplo e grandes vãos em vidro que aumentam a iluminação natural e ainda permitem maior circulação de ar, diminuindo a necessidade de refrigeração elétrica. Os proprietários que quiserem podem implantar telhados verdes e sistemas de coleta da água da chuva em suas casas.
SUSTENTABILIDADE PODE SER BARATA
- A construção é a indústria que mais polui o planeta. Mas hoje já temos muitos recursos que ajudam a diminuir esses impactos. E muitos deles são simples e baratos - diz Júlio Peixoto, sócio-diretor da Incorporadora Eco Tinguá, que faz a obra, dando como exemplo o sistema de esgoto que está sendo implantado no empreendimento.
Feito através de um biodigestor que fermenta a matéria orgânica diluída na água, o sistema de tratamento ecológico de esgoto produz um resíduo líquido que é utilizado como fertilizante para as plantas cultivadas no condomínio. Boa parte delas, aliás, fica nos muros verdes que estão espalhados por toda a área comum do empreendimento. Ali, os muros de concreto foram abolidos e deram lugar a paredes feitas com pneus velhos e muitas plantas.
- O concreto é um produto industrializado, que precisa da areia para ser fabricado. Com os pneus, estamos retirando do ambiente um material que seria descartado e ainda ajuda a absorver parte do calor - acentua Peixoto.
Mas o grande destaque do empreendimento é a piscina ecológica. Até parece um lago, mas ela foi construída artificialmente e tem em todo o seu entorno plantas que tratam naturalmente a água jogada em suas raízes por bombas, o que dispensa o uso do cloro.
Criamos um sistema artificial que acelera o que a natureza já faz normalmente - conta Peixoto.
Publicado por: O Globo - Jogando Verde
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10/03/2013
Cresce o otimismo na indústria de materiais
Pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção mostrou que 74% das indústrias pretendem investir no setor nos próximos 12 meses. Um crescimento de 3% em relação a janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, o número se manteve estável. O otimismo é reflexo das expectativas sobre novos programas de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Publicado por: O Globo -
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10/03/2013
Mil ideias na cabeça para fazer mudanças na paisagem carioca
Jovens criam coletivo para \'pensar\' o Rio e promovem concurso para escolher os melhores e mais criativos projetos urbanos
Sem hierarquias e na onda do espírito coletivo, uma nova geração de profissionais cariocas - incomodada com a ausência de debates sobre as transformações urbanas em curso - resolveu agir. No final do ano passado, os arquitetos Hugo Rapizo e André Almeida, o designer gráfico Vitor Sento Sé e o fotógrafo Marcelo Braga criaram o Simplicidades, um coletivo voltado para incentivar o pensamento urbano criativo. A proposta é conectar pessoas que lancem um novo olhar sobre o Rio, principalmente do ponto de vista da arquitetura e do urbanismo. A primeira grande iniciativa está em andamento. É uma espécie de concurso, batizado de Chamada Criativa.
O quarteto está recebendo trabalhos, já publicados ou não, até o dia 30. O importante é que abordem questões reais e atuais para o carioca. O que vale é pensar, discutir, ter ideias sobre todo o Rio. Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, Hugo Rapizo, de 28 anos, enfatiza que o foco é participar das mudanças:
- Quantas ideias sugeridas pela população poderiam ser aproveitadas e implementadas pelos gestores públicos e pelas empresas responsáveis pelas obras e intervenções urbanas? A derrubada da Perimetral, por exemplo, foi imposta, sem chance de discussão.
André Almeida diz que é a hora de pensar coletivamente, diante dos investimentos para a Copa de 2014 e para as Olimpíada de 2016.
- Queremos democratizar a transformação urbana capitaneada pelos grandes eventos.
Um trabalho enviado por Rodrigo Moura sugere a criação de um eixo de lazer, comércio e serviços ao longo da estação de metrô Engenho da Rainha, na Avenida Pastor Martin Luther King Jr. Para ele, a instalação de muros transparentes amenizaria a ruptura criada por essa barreira entre os dois lados do bairro.
- Construções modulares abrigariam um polo de comércio e serviços associados a um extenso parque linear, com grandes áreas livres e equipamentos de lazer - explica Rodrigo.
Já a proposta de Renato dos Santos, Thiago Camargo, Rodrigo Sadala e Philipe Mendes é requalificar a Zona Portuária, com a criação de um novo cais para a cidade, na Gamboa. A Cidade do Samba seria transformada num grande complexo de lazer, cultura e comércio.
As 20 ideias mais promissoras serão selecionadas para uma exposição itinerante que começará pelo Studio-X, centro avançado da Escola de Arquitetura da Universidade de Columbia sobre o futuro das cidades, que desde 2010 tem uma unidade no Rio. A mostra acontecerá de 30 de abril a 11 de maio. Ideias podem ser enviadas para www.simplicidades.net. Publicado por: O Globo - Jacqueline Costa
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10/03/2013
Prédios antigos da região ganham \'retrofit\'
Edifício art déco na Ipiranga, que ficou conhecido pelas invasões de sem-teto, é um dos que passam por reforma
Se não tem terreno para construir, o jeito é reformar. O coração da região central já entrou na onda do \'retrofit\'. Quase no cruzamento das Avenidas Ipiranga e São João, um símbolo da luta por moradia popular passa atualmente por um completo processo de repaginação. Construído no número 895 da Ipiranga, o edifício no estilo art déco que ficou conhecido pelas constantes ocupações de sem-teto, será reaberto em novembro com novas cores, divisão de espaços e moradores com idade média de 32 anos.
Comprado pela construtora HM Engenharia, do Grupo Camargo Corrêa, o prédio tem 70 apartamentos com plantas que variam de 25 m² a 105 m². As unidades foram colocadas à venda em meados do ano passado. A comercialização foi direcionada a moradores com renda mensal máxima de dez salários mínimos, conforme determina o Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
O financiamento, porém, não seguiu as taxas do programa porque a Caixa Econômica Federal não tem linha de investimento específica para retrofit. O preço à vista não foi alterado, mas quem precisou de financiamento teve de arcar com uma taxa de juros elevada, de 9% ao ano. No Minha Casa, Minha Vida, esse índice é de 5%.
\"Esse sistema precisa ser aperfeiçoado. O mercado tem interesse em investir no centro e a reforma hoje é uma opção, que sai do papel em cerca de 14 meses\", diz o sócio da HM, Henrique Bianco.
Na reforma, o valor médio do metro quadrado chegou a R$ 5 mil - cerca de 60% menos que a média cobrada nos lançamentos. Quando estiver pronto, a fachada ainda será a mesma, mas o prédio terá estilo mais moderno, com itens de lazer concentrados no térreo e no mezanino. \"Só não vai ter garagem, como a maioria dos prédios do centro. É um edifício para quem usa metrô ou bicicleta.\" Publicado por: O Estado de São Paulo -
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10/03/2013
Mobilidade atrai casais jovens e solteiros
Por trás do sucesso nas vendas estão pessoas de classe média alta cansadas do trânsito
Eles têm até 39 anos. Querem ir a pé até o metrô, sair à noite sem se preocupar com as blitze da lei seca, economizar nas compras do dia a dia e, de quebra, curtir a efervescência da cidade. É o jovem de classe média alta, sem filhos e em busca de qualidade de vida que hoje quer morar no centro de São Paulo. A demanda explica o sucesso registrado pelos estandes de venda. Na média, os lançamentos são comercializados em até 30 dias.
\"Levo 22 minutos de casa ao trabalho. A mobilidade no centro é enorme. São tantas opções que você não precisa andar de carro. Aliás, acho que não tem sentido ter carro no centro\", diz o assessor de imprensa Marcelo de Troi, de 37 anos. Há um mês, ele trocou o bairro de Pinheiros, na zona oeste, pela República. \"Aluguei um apartamento no Edifício Copan, onde sempre sonhei morar.\"
Até o fim do ano que vem, Troi deve ganhar milhares de vizinhos. Em um raio inferior a quatro quilômetros, diversos empreendimentos vão surgir na paisagem. Um deles já chama a atenção de quem passa pelo Viaduto 9 de Julho. Obra da Cyrella, a Mood terá 399 apartamentos de 46 m² a 134 m², quase no cruzamento das Ruas Álvaro de Carvalho e Major Quedinho, ao lado do Edifício Itália, outro marco da região central.
Na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 221 unidades de 40 m² a 98 m² prometem atender tanto solteiros como recém-casados - e com conforto de clube. No Downtown Brigadeiro, da Setin Empreendimentos Imobiliários, o conceito é de condomínio, com área social incrementada com academia, solarium, lavanderia, espaço para cachorros, spa e home office.
Rafael Vitorino, de 36 anos, é um dos futuros moradores do condomínio. A estrutura oferecida foi um dos atrativos para a compra. \"É muito raro encontrar um prédio moderno no centro. A maioria deles é antiga, sem garagem e com poucos serviços. Apesar de o apartamento ser pequeno, vou poder usar os espaços comuns\", diz o advogado, que tem carro, mas pretende deixá-lo estacionado a semana inteira. \"Vou trabalhar a pé ou de táxi.\"
Revitalização. Para quem acredita na prometida e esperada revitalização do centro, investir em novos empreendimentos na região é negócio com retorno garantido.
Ciente disso, o administrador José Medeiros Teixeira, de 49 anos, já adquiriu unidades em três dos mais cobiçados lançamentos, no Largo do Arouche e nas Ruas Augusta e Álvaro de Carvalho. \"A região tem muito potencial. Tenho certeza de que daqui para frente a valorização da área só vai aumentar. Vale muito a pena comprar para morar, alugar ou só investir.\"
O preço do metro quadrado varia de acordo com a localização, mas a média hoje já atinge R$ 8 mil. Isso quer dizer que, mesmo os imóveis pequenos, de 40 m², já chegam a custar R$ 320 mil. Mas ainda é possível encontrar preços menores.
Para o diretor de negócios da Brookfield Incorporações, Ricardo Laham, empreendimentos lançados no Brás, Pari e Bom Retiro, por exemplo, são boas opções. \"As pessoas estão entendendo que o centro entrou nesse movimento de recuperação. Se ao longo das décadas de 1980 e 1990 a área virou símbolo de degradação, agora ganha status de desenvolvimento.\"
Publicado por: O Estado de São Paulo -
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10/03/2013
Precisa-se de mão de obra
Construção Civil vai abrir 150 mil postos de trabalho este ano, sendo 30 mil vagas só no estado do Rio
Em ascensão, a Construção Civil precisa de mais mão de obra para atender a demanda, afirmam especialistas. A previsão do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-Rio)para 2013 é a contratação de 30 mil novos trabalhadores no estado na área e 150 mil no País.
Através de um diagnóstico realizado pela equipe pedagógica responsável pelos cursos de Formação Inicial e Continuada da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), foi identificada escassez de profissionais como pedreiro de alvenaria e encanador instalador predial. Especialistas apontam também a necessidade de mais carpinteiro de forma, armador de ferro e pedreiro de revestimentos e de alvenaria. O salário inicial (com vínculo empregatício) previsto para as profissões da área é a partir de R$ 800.
O motivo da escassez, além do aumento da procura por mão de obra, é que muitos destes profissionais já trabalham como empreendedores e/ou na informalidade, aponta a diretora de Formação Inicial e Continuada da Faetec, Márcia Pimentel. Segundo ela, o aumento da demanda se explica pelo investimento em melhorias na infraestrutura das cidades, com a revitalização de áreas urbanas estratégicas, principalmente para atender o público que o Rio de Janeiro irá receber sediando grandes eventos internacionais, já a partir deste ano.
Além das instalações de infraestrutura voltada para os Jogos Olímpicos, Márcia destaca que a cadeia da Construção Civil fluminense está sendo fomentada também pelos investimentos em empreendimentos habitacionais, como o programa \"Minha casa, minha vida\" e os programas de urbanização realizados pelas prefeituras.
Contratação - O Rio de Janeiro é o maior gerador de empregos do Brasil na área da Construção Civil, de acordo com uma pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Só no ano passado foram gerados no estado 25.303 postos de trabalho. Ainda que represente um recuo de 15% frente a 2011 (28.859), o resultado de 2012 é o terceiro melhor da série histórica e colocou o Rio de Janeiro como o maior gerador de empregos nesse setor, com 69% a mais do que o segundo colocado, Minas Gerais (14.938).
Outra pesquisa, divulgada pelo Sinduscon-Rio, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, também aponta o Estado do Rio como o campeão brasileiro na geração de empregos no setor em 2012. O saldo entre contratações e demissões foi de 32.956, contra 24.417 em São Paulo, o segundo colocado. A expectativa da Câmara Brasileira da Construção é que o PIB da Construção cresça de 3,5% a 4% em 2013, em relação ao ano passado.
De acordo com o Sinduscon-Rio, em dez anos aumentou em 135% o número de postos de trabalho na Construção Civil no estado do Rio. Em 2002 o estado tinha pouco mais de 150 mil postos de trabalho. Em 2012 esse número subiu para mais de 353 mil. O Brasil também teve o aumento de 153% no mesmo período. Em 2002 eram cerca de 1,3 milhão de postos de trabalho e em 2012 esse número subiu para aproximadamente 3,3 milhões.
Capacitação - Segundo o presidente do Sinduscon-Rio, Roberto Kauffmann, a solução para o problema de escassez de mão de obra é aumentar a oferta do número de cursos de capacitação.
\"Já existe uma falta de mão de obra em diversas profissões da área. Temos uma demanda muito grande, tanto no setor imobiliário, quanto em infraestrutura e rodovias e é uma área que vai continuar crescendo. Para que o problema de falta de profissionais seja minimizado estamos ampliando as ofertas de cursos. No ano passado formamos 4 mil alunos, em uma parceria com o Senai Rio e esse ano a previsão é que esse número dobre\", informa.
Outra medida para amenizar o problema, segundo Kauffmann, seria o investimento em processos construtivos mais modernos.
\"Paralelo a isso, o setor precisa investir em processos construtivos modernos, com produtos pré-moldados, montagens industriais, para que não seja necessário um número tão grande de profissionais em uma obra, como é hoje\", explica.
Reforço - O supervisor técnico de Construção Civil do Senai Rio, Roberto da Cunha, acredita que os esforços no aumento do número de vagas em educação profissional, progressivamente, equacionarão essa questão.
\"Fatores como uma série de intervenções importantes que o Estado hoje reúne, tais como construção da usina hidrelétrica de Paracambi, a implantação do Complexo do Açu, o Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), o Arco Metropolitano, expansão da linha do Metrô, criação de BRT e a revitalização da zona portuária do município do Rio de Janeiro, contribuem para uma demanda maior do que a oferta atual. Mas essa demanda deve ser atendida com o número maior de vagas em educação, que estão sendo disponibilizadas por entidades de educação profissional, fabricantes, construtoras e poder público\", afirma.
Para ele, o profissional que deseja aproveitar o bom momento e ingressar na área deve ter capacidade de aplicar nas atividades profissionais as questões referentes à segurança do trabalho e preservação ambiental, além de interpretar projetos, gerir, planejar e trabalhar em equipe.
O engenheiro civil Carlos Eduardo Penna, diretor da Efer Construtores Associados, conta que dinamismo e empreendedorismo são características de profissionais da área.
\"O que me fez seguir essa carreira, além do envolvimento com as disciplinas que eu mais gostava na época escolar, é o fato de ser uma profissão extremamente dinâmica, que envolve um conjunto muito diverso de profissionais e também o gosto pelo empreendedorismo\", relata.
Segundo a pesquisa divulgada pela Firjan, as maiores contratações em 2012 no Rio de Janeiro foram registradas nas atividades de geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (7.851), construção e recuperação de pontes, viadutos e elevados (5.956) e montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (5.759). Em 2012, a Construção Civil foi destaque na capital fluminense, cujo saldo de contratações em 2012 superou o de 2011: 14.213 contra 11.584.
Cursos - O Senai Rio oferece em 2013 cursos gratuitos de técnico em administração; técnico em automação industrial; técnico em edificações; técnico em logística e técnico em segurança do trabalho. As inscrições serão encerradas neste domingo e as aulas serão iniciadas a partir do dia 1º de abril. As unidades onde serão oferecidos os cursos são: Rio de Janeiro, Niterói, Centro de Formação Profissional de Niterói, Núcleo de Atividades de São Gonçalo, unidade de Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Centro de Tecnologia Senai Automação e Simulação - Benfica, Senai Jacarepaguá, Senai Tijuca, Unidade Operacional Geraldo Silveira Coutinho e Centro de Formação Profissional de Caxias. O aluno deve ter no mínimo o 2º ano do ensino médio. Mais informações através do telefone 0800-0231231 ou do site www.firjan.org.br.
A Faetec também disponibiliza este ano cursos gratuitos de encanador instalador predial, eletricista instalador predial de baixa-tensão, pedreiro de alvenaria, pintor de imóveis, nr-10 (especialização - eletricista), almoxarife de obras, aplicador de revestimento cerâmico, armador de ferragem, carpinteiro de obras, gesseiro, cadista para a construção civil (autocad 2D e 3D). As aulas terão início em abril. Para ingressar no curso é necessário que o candidato tenha como escolaridade mínima o ensino fundamental. Mais informações através do site www.faetec.rj.gov.br.
Publicado por: O Fluminense -
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08/03/2013
Mercado imobiliário pode ser a saída
O Carrefour quer extrair valor de seus ativos imobiliários, incluindo os direitos ao terreno a ao prédio de sua propriedade, ao longo do tempo, disse o diretor-financeiro Pierre-Jean Sivignon. Isso não inclui a venda de qualquer propriedade, lembrou George Plassat, CEO da companhia. A média das lojas francesas da rede é 30% maior do que suas unidades na Espanha, Itália e Bélgica, por isso, a empresa poderia diminuir a área de vendas e alugar o espaço para outras empresas, afirmou o analista do Deutsche Bank, Sally Ronald. A estratégia é a mesma que está sendo feita pela rede brasileira Pão de Açúcar, que está aproveitando o espaço ocioso de suas lojas para tansformá-las em mini-shoppings. O Carrefour reviveu e arquivou um plano para cisão de seus ativos de propriedade em 2011, em meio à oposição dos acionistas e sindicatos. O plano era para listar uma participação de 25% dos ativos imobiliários da rede na Europa. No Brasil, por outro lado, a GPA Mall & Properties do Grupo Pão de Açúcar conseguiu capturar R$ 153 milhões com projetos imobiliários, o que resultou em um lucro líquido de R$ 51 milhões no quarto trimestre e R$ 155 milhões no ano.
Publicado por: Brasil Econômico -
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08/03/2013
Água que sai de estação de esgoto será usada no Porto
Cedae vai instalar sistema de filtração para abastecer obras e equipamentos
A Cedae assinou ontem um contrato com o Consórcio Porto Rio, responsável pelas obras do Porto Maravilha, para fornecer água de reuso da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Alegria para as obras de revitalização da Região do Portuária. Pela primeira vez, a água produzida a partir dos efluentes secundários gerados na ETE Alegria será reaproveitada e usada para o abastecimento de equipamentos de perfuração de rochas e umedecer bases de pavimentos, vias e calçadas.
- A iniciativa é muito avançada do ponto de vista ambiental, pois reaproveita nas obras de infraestrutura uma água não usada para fins humanos. Independentemente do lado comercial, já que a empresa vai adquirir água mais barata, essa é uma ação sustentável. Tenho certeza que surgirão outros projetos a partir deste - afirma o presidente da Cedae, Wagner Victer.
Para produzir a água de reuso, será implantado na estação, numa área de 400 metros quadrados, um sistema de filtração, medição e desinfecção dos efluentes, com capacidade de 80 metros cúbicos de água/ hora. O sistema terá dois filtros, bomba dosadora de cloro, tanque hipoclorito de sódio e hidrômetro para medir o volume de água de reuso produzida. Após o tratamento, ela será transportada em caminhões-pipa até o canteiro de obras na região portuária. A previsão é de que sejam consumidos 5,5 mil metros cúbicos de água de reuso por mês. O material produzido na ETE Alegria começará a ser usado nas obras do Porto Maravilha em cerca de 30 dias.
- Vamos construir um sistema de desinfecção e um ponto de abastecimento dentro da estação de tratamento de esgotos, mas isso é um investimento minoritário, já que a maior parte do investimento foi feito na própria construção da ETE Alegria. Além disso, para evitar que a água produzida tenha outros fins, os caminhões receberão uma identificação específica para que as pessoas saibam que se trata de água de reúso para fins de construção - explica Victer.
Publicado por: O Globo -
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07/03/2013
Banco do Brasil reduz taxas para o crédito com hipoteca
Para tornar o Crédito Imóvel Próprio mais acessível, o Banco do Brasil anunciou, na segunda-feira, as reduções dos juros e da renda mínima exigidas para quem quer optar por esse tipo de financiamento imobiliário. Agora, a taxa é a partir de 1,20% ao mês. Antes, começava em 1,45%. O rendimento mínimo baixou de R$ 6 mil para R$ 4 mil. A linha de crédito é válida somente para quem já tem um imóvel e precisa fazer um empréstimo, usando esse bem como garantia.
O empréstimo pode ser usado para qualquer fim, inclusive a compra de outro imóvel. O valor do empréstimo varia de R$ 20 mil a R$ 5 milhões. Mas o valor máximo da operação é de até 60% do valor de avaliação do bem. A operação tem carência de até 89 dias para começar a pagar, e o prazo máximo de 180 meses (15 anos) para quitação.
Segundo a assessoria de imprensa do Banco do Brasil, a perspectiva para 2013 é de dobrar a carteira de clientes, que, hoje, tem um saldo de R$ 717,4 milhões.
O Crédito Aporte é a linha da Caixa Econômica Federal para pessoas físicas que tenham conta-corrente no banco e que utilizem um imóvel como garantia. Ela também não tem finalidade específica, podendo ser usada, por exemplo, para pagar o estudo dos filhos ou adquirir bens e imóveis.
No Aporte da Caixa, o crédito pode chegar a 70% do valor da casa ou do apartamento, e não há limite máximo de valor para o empréstimo ou de avaliação do imóvel. O prazo máximo de pagamento pode chegar a 360 meses (30 anos).
Tipo de imóvel: Como garantia, a pessoa que deseja contratar essa operação pode utilizar um imóvel residencial, urbano e quitado.
RGI: É necessário apresentar a Ficha de Matrícula do imóvel. O documento deve ter sido emitido há menos de 30 dias, com o número de cadastro do bem no Registro Geral de Imóveis (RGI).
IPTU: Uma cópia simples do carnê do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) do exercício vigente, contendo metragem, valor venal e endereço do imóvel, também deverá ser apresentada.
Exceções: Algumas situações, como imóveis foreiros e representação por procuração, exigem documentos adicionais que podem ser consultados no site do Banco do Brasil.
Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
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07/03/2013
Cedae fornecerá água de reúso para obras da Região Portuária
A Cedae e o consórcio Porto Rio, responsável pelas obras do Porto Maravilha, assinam nesta quinta-feira (7), às 11h, na sede da companhia (Av. Presidente Vargas, 2655 - Centro), contrato para o fornecimento de água de reúso para as obras de revitalização da Região do Porto do Rio de Janeiro.
A água será produzida a partir dos efluentes secundários gerados na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Alegria e será utilizada para o abastecimento de equipamentos de perfuração de rochas e para umedecer bases de pavimentos, vias e calçadas.
O projeto contribui para a utilização racional dos recursos hídricos e a promoção do desenvolvimento sustentável, evitando o emprego de água produzida para fins de abastecimento humano durante as obras.
Para produzir a água de reúso, um sistema de filtração, medição e desinfecção dos efluentes será implantado em área de cerca de 400 m² dentro da ETE Alegria, com capacidade de produção de 80 metros cúbicos de água por hora. O sistema contará com dois filtros, bomba dosadora de cloro e tanque hipoclorito de sódio, além de hidrômetro que fará a macromedição do volume de água de reúso produzida.
Após tratamento, a água será transportada em caminhões pipa até o canteiro de obras do consórcio, na Região Portuária. A previsão é de que sejam consumidos cerca de 5,5 mil metros cúbicos de água de reúso por mês. Publicado por: Jornal do Brasil -
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07/03/2013
Rio busca mais recursos do PAC 2 em Brasília
Niterói já garantiu R$ 292,3 milhões para obras de mobilidade. Verba será aplicada, entre outros projetos, para a construção da linha de BRT Transoceânica
O vice-governador do Rio de Janeiro e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, participou ontem da reunião sobre a nova seleção para projetos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC), no Palácio do Planalto, em Brasília. Governos estaduais e municipais terão uma verba de aproximadamente R$ 33 bilhões para obras de mobilidade, saneamento e pavimentação.
Entre os municípios fluminenses que receberão os recursos do PAC 2 está Niterói. A cidade terá cerca de R$ 292,3 milhões para investir em obras de mobilidade, como a criação do BRT Transoceânica, que consiste em uma via expressa de aproximadamente 10 quilômetros de extensão, que ligará o Engenho do Mato, na Região Oceânica, a Charitas, na Zona Sul do município.
Na obra aprovada está a construção do Túnel Charitas-Cafubá, com 1,3 quilômetro de extensão para cada uma de suas duas galerias. Ao longo da via serão construídos seis terminais de integração e estações de embarque e desembarque de passageiros. Haverá, também, oito quilômetros de faixas exclusivas e ciclovia.
\"Trabalhamos muito em novembro, dezembro e janeiro na elaboração da proposta técnica e nos entendimentos com os ministérios. É uma obra prometida há 40 anos e que agora conta com os recursos para ser realizada\", comentou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, que esteve na reunião, em Brasília.
Orçamento
Segundo dados do governo fluminense, as administrações estaduais já podem apresentar novos projetos à União para obter os recursos. Serão destinados R$ 16,8 bilhões para saneamento, R$ 7,9 bilhões para mobilidade urbana e R$ 8,2 bilhões para obras de pavimentação.
Na reunião, a presidente Dilma Rousseff, afirmou que o programa tem o objetivo de dar mais infraestrutura para os brasileiros e destacou que o setor de saneamento tem importância vital no PAC. \"O Brasil precisa de saneamento para atender ao brasileiro que está saindo da miséria e que precisa de serviços públicos de qualidade. Todos sabem que este é um fator que envolve duas questões fundamentais: saúde e meio ambiente\", afirmou.
Dilma também citou que os projetos de mobilidade urbana também precisam de investimentos e citou como exemplo o teleférico do Complexo do Alemão, considerado por ela como um transporte de massa estratégico. \"Além de transportar quem mora lá, o teleférico se transformou em um ponto turístico\", apontou a presidente.
Publicado por: Jornal do Commercio -
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07/03/2013
Para sair do aluguel
Dezenove milhões de brasileiros querem realizar o sonho da casa própria nos próximos dois anos
Realizar o sonho da casa própria é a prioridade para 19 milhões de pessoas em todo o Brasil, que pretendem comprar o bem nos próximos dois anos, segundo pesquisa do Instituto Data Popular. O estudo indica também que, desse total, 11 milhões são da classe C.
Segundo o diretor da Brasil Brokers, Mário Amorim, este aumento do poder de consumo da classe C já podia ser observado desde o início do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. \"E só tende a aumentar, pois hoje temos mais empregos e menos burocracia no acesso ao crédito imobiliário. É um movimento muito forte em todo o estado, com produtos cada vez mais sofisticados\", afirma Mário.
Casas dúplex na Z. Oeste
E para atender a classe C, construtoras como Brookfield, Vitale, João Fortes, Conasa, Celta, Aliança Construtora e Fernandes Araujo oferecem empreendimentos dentro ou fora do programa Minha Casa, Minha Vida, com preços a partir de R$ 152 mil. É o caso do Vivant Residencial, condomínio de casas dúplex da Vitale em Campo Grande, com financiamento pela Caixa Econômica Federal.
No mesmo bairro, a Fernandes Araujo oferece o Fiori Residências, que tem 78 casas dúplex, com área privativa e churrasqueira, e preços a partir de R$ 190 mil. Ainda em Campo Grande, a Celta Engenharia lançou o Riviera Premium Residences. São 216 unidades de dois quartos com suíte e varanda, além de lazer completo. Preços a partir de R$ 201 mil.
Empreendimentos fora da capital, como em Caxias e Magé
Os empreendimentos do segmento econômico também podem ser encontrados fora da capital. São casas ou em condomínios com infraestrutura com área de lazer e de segurança. Em Magé, por exemplo, a Brookfield lançou o Vila do Ouro , com 192 casas dúplex de dois quartos e preços a partir de R$ 115 mil. O residencial tem previsão de entrega para setembro.
Já a Aliança Construtora tem casas dúplex prontas para morar no residencial Vila Araruama, em Duque de Caxias. As unidades custam a partir de R$ 240 mil e podem ser financiadas.
No município de Macaé, a João Fortes oferece a segunda fase do Brisa do Vale, com 496 unidades de dois quartos, com e sem suíte, todas com vagas de garagem. A primeira fase, lançada em 2010, foi toda vendida e com a entrega das chaves programada para este ano. O residencial completo terá quase duas mil unidades.
Outra construtora que investe fora do Rio é a Conasa. A empresa vai fazer este ano três lançamentos na faixa dos R$ 200 mil (dois em Itaboraí e um Niterói), todos com previsão de lazer completo. No total, serão 1.118 unidades.
Publicado por: Meia Hora -
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06/03/2013
O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável do Rio de Janeiro
As cidades brasileiras vivem um momento decisivo para os seu crescimento urbano e econômico. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 84% da população residem em cidades no Brasil. É hora, portanto, de planejar o futuro dos municípios.
O objetivo de um Plano Diretor é encontrar soluções para cidades em crescimento ou que cresceram de forma desordenada e excludente. O novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável do Município do Rio de Janeiro foi aprovado pela Lei Complementar nº 111, em 1º de fevereiro de 2011, e substitui o anterior, que era de 1992.
O planejamento aborda temas como os instrumentos tributários, financeiros, jurídicos e políticos previstos no Estatuto da Cidade de 2001. Além disso, ele dedica atenção especial à questão ambiental, contemplando as diretrizes gerais de desenvolvimento urbano, com base na política de planejamento e desenvolvimento sustentável para essa e as futuras gerações, e à preservação da paisagem do Rio de Janeiro, agora declarado Patrimônio Cultural da Humanidade.
O novo Plano Diretor é um plano limpo, que trabalha em cima de conceitos gerais, deixando a definição de parâmetros urbanísticos e questões específicas de cada região para regulamentação por meio de novas leis complementares, que deverão ser encaminhadas à Câmara Municipal para aprovação. Assim, deverão ser elaborados os Regulamentos de Parcelamento do Solo Urbano, do Uso e Ocupação do Solo, do Zoneamento e Perímetro Urbano, de Obras de Construções e Edificações, de Licenciamento e Fiscalização, do Código de Posturas Municipais, do Estudo de Impacto Ambiental e do Plano Integrado de Transportes.
O município foi subdividido em cinco Macrozonas de Ocupação, definidas a partir da avaliação de fatores espaciais, culturais, econômicos, sociais, ambientais e de infraestrutura urbana em função das grandes áreas diferenciadas da cidade. Essas Macrozonas são de Ocupação Controlada, Incentivada, Condicionada e Assistida.
Entendemos que é necessária também a elaboração dos Planos Diretores de Macrodrenagem e de Saneamento Ambiental, para, em conjunto com os demais planos, possibilitarem um planejamento mais preciso para cada uma das Macrozonas, principalmente a Incentivada e a Assistida. As diretrizes para o desenvolvimento local serão estabelecidas nos Planos de Estruturação Urbana (PEUs), segundo Unidades Espaciais de Planejamento que correspondem a um ou mais bairros em continuidade geográfica.
O conjunto de normas do Plano Diretor, seus Regulamentos e os PEUs estarão habilitados a promover a ocupação urbana ordenada, a preservação ambiental e a equidade social, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento da Cidade do Rio de Janeiro. Publicado por: Fiabci Hoje - David Cardeman
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06/03/2013
Alta de 1,3% faz metro quadrado de imóvel chegar a R$ 8,8 mil
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06/03/2013
Consumo tem semana importante de balanços e construção entra na mira
Março marca a reta final para a divulgação de balanços relativos a 2012 e, nesta semana, um importante segmento está na mira dos analistas: o de varejo e consumo. A Arezzo anuncia hoje seus resultados operacionais e, amanhã, será a vez da Restoque (Le lis Blanc) e da B2W.
Para o BB Investimentos, os indicadores do setor têm mostrado certa estabilidade e, com isso, a instituição continua apostando que a demanda por produtos de supermercados, vestuário, itens de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos manterão a trajetória positiva verificada nos últimos meses. Na carteira de ações sugerida para março, o BB incluiu as preferenciais (PN, sem direito a voto) do Pão de Açúcar e as ordinárias (ONs, votantes) da Lojas Renner, \"por serem voltadas ao mercado interno\", já que persiste o horizonte de volatilidade no mercado de ações no curto prazo, por influência do cenário externo.
No ramo de construção civil, o BB avalia que o mercado aguardará a divulgação dos resultados de 2012 para traçar as principais perspectivas de desempenho individuais. \"Acreditamos, conforme expectativa das principais entidades do setor, que os fundamentos do mercado imobiliário no Brasil continuem sólidos numa visão de longo prazo\", escreveu o analista Wesley Bernabé, em relatório divulgado esta semana. \"No entanto, para as empresas, o desafio estará ligado à capacidade de execução.\"
Ele diz que, no atual contexto, só serão beneficiadas as companhias que melhorarem gradativamente seus índices de eficiência, permitindo recuperar a rentabilidade. O especialista afirma ainda que, considerando as estimativas do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) para o crescimento do mercado e os possíveis ajustes nos processos de liberação dos empreendimentos, as companhias que possuem projetos em fase de aprovação na capital paulista possam ser beneficiadas ainda no primeiro semestre, o que pode trazer mais otimismo aos empresários e novos investimentos nos próximos meses. Após uma queda de 4,8% nas vendas de imóveis residenciais novos no ano passado em relação a 2011, o Secovi-SP estima uma evolução entre 3,5% e 5% neste ano - com alta de 10% no total de lançamentos.
Entre as poucas companhias de construção que já apresentaram o balanço do quarto trimestre de 2012 está a Even. A companhia obteve lucro líquido de R$ 100,4 milhões no período (antes da participação dos minoritários), o dobro do apurado no mesmo intervalo do ano anterior. A empresa integra a carteira recomendada da Socopa para esta semana, entre outros fatores, devido à sua \"confortável posição financeira para fazer frente ao plano de crescimento e ao baixo risco de alavancagem\".
Outros papéis que figuram no portfólio semanal recomendado da Socopa são Grendene (calçados), Cosan (energia e infraestrutura), Suzano Papel e Celulose, BRF (alimentos), Vale, Petrobras, OSX (indústria naval e offshore), Lojas Americanas e Anhanguera (educação).
Outros segmentos que chamam a atenção do mercado são o de companhias de baixa capitalização (\"small caps\") e o de bens de capital. O BB Investimentos analisa em conjunto estas companhias e diz que, no caso das pequenas, o setor de educação é o que pode figurar entre os melhores desempenhos nos próximos meses. Quanto a bens de capital, este início de ano \"tende a ser morno\", afirma a instituição.
Para o BB, a produção industrial brasileira pode ser ligeiramente fraca nos primeiros meses de 2013, em razão do baixo volume de investimentos, ainda como consequência de fatores externos. No setor automotivo, diz o relatório, os dados de fevereiro podem recuar em relação ao forte resultado visto em janeiro, por conta do menor número de dias.
Na Socopa, a previsão de alta do PIB para este ano caiu de algo próximo de 4% para 3,1%, ao passo que a inflação projetada em 12 meses ultrapassou 6%. \"As dúvidas de como o governo vai equalizar essa distorção têm pesado sobre nossa bolsa.\" Publicado por: Valor Econômico - Márcio Anaya
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06/03/2013
Redes estrangeiras disputam hotéis de luxo no Rio
Redes internacionais de hotéis que sonham em encontrar um cantinho ideal para colocar seus pés no Rio competem agora por dois empreendimentos que surgirão até 2014 na cidade. A Starwood com a marca W; a Wyndham, com o Wyndham Grand; a Hilton, com o Conrad; e a Trump, participam de uma disputa para colocar sua bandeira num hotel de alto padrão que será construído na Barra de Tijuca, pela Polaris. Já a Four Seasons está finalizando as negociações com a EBX de Eike Batista para operar o Glória Palace Hotel.
A disputa é tanta que as tradicionais exigências feitas pelos grupos estão sendo deixadas de lado em troca de ainda conseguir um bom ponto na cidade, onde a ocupação hoteleira beira os 90% o ano todo e só há 435 quartos de alto padrão: 346 no Copacabana Palace e outros 89 do Fasano. As propostas entregues à Polaris oferecem taxa de administração de até 1,25%, enquanto o mercado opera normalmente entre 3% e 6%. Além disso, as luvas chegam a R$ 10 milhões. Paulo Figueiredo Filho, diretor de Planejamento da Polaris, confirma as informações obtidas pelo Valor de que vem recebendo ofertas atrativas. Mas não revela se as marcas são as informadas por fontes por questão de confidencialidade.
A Polaris investirá R$ 235 milhões no novo hotel localizado na Barra. O empreendimento de 175 quartos será construído na avenida Lúcio Costa, de frente para o mar e na esquina da Praça do Ó, a cerca de 500 metros da praia do Pepê. No local, havia um prédio abandonado há 20 anos. A praça será revitalizada pela empresa, que investirá outros R$ 1,5 milhão. \"Eu acredito em recuperação natural da região em função do investimento\", afirma.
A Polaris realiza uma concorrência entre as quatro redes. Figueiredo apresentou o empreendimento que terá uma suíte presidencial de 300 metros quadrados e todos os quartos com vista para o mar. Atualmente, a empresa analisa e renegocia condições e exigências, como o padrão dos quartos. \"Vamos investir, só em mobiliário, R$ 150 mil em cada quarto e queremos ter o nosso padrão\".
A rede Starwood confirmou ter conversado com a Polaris, mas informou que as negociações são preliminares. Já o grupo Hilton diz ter interesse em ampliar sua atuação no Rio, sem dar detalhes das negociações. As redes Wyndham e Trump não responderam aos questionamentos do Valor.
Já o grupo EBX, desde 2008 vem reformando o Hotel Glória, agora batizado de Gloria Palace Hotel. Todo o prédio interno foi destruído, só restaram as fachadas e as colunas. A reforma deve custar R$ 300 milhões e a obra está prevista para ser entregue em 2014. O grupo EBX não comenta a informação, mas a Four Seasons confirmou que vem negociando com a empresa para ser a operadora.
No Rio, nos últimos anos, a demanda hoteleira não para de crescer. No entanto, a maior parte dos empreendimentos tem perfil econômico. Só a Accor vai construir nove hotéis até 2014. \"O número de passageiros chegando nos aeroportos do Rio dobrou de 2002 para 2010. Mas o de quartos de hotéis não\", diz Figueiredo. A lei que proibiu a instalação de apart hotéis no Rio, decretada pelo prefeito Cesar Maia em 2007, fez o mercado praticamente parar. Só em 2010, com o anúncio da Olimpíada do Rio, o setor voltou a investir mais pesadamente.
\"O investimento em um hotel bem feito gera retorno entre 15% a 20% ao ano\", analisa Paulo Figueiredo. O empresário conta que o hotel da Barra está projetado para ter receita por quarto (RevPar) de US$ 400 (R$ 800), isto com uma tarifa média de US$ 500 (R$ 1.000).
Publicado por: Valor Econômico - Paola de Moura
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06/03/2013
Caixa e BB querem acessar fundo de infraestrutura
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são dois bancos muito interessados na criação de um mecanismo pelo qual o Tesouro repasse recursos diretamente para o sistema bancário público e privado financiar os projetos de infraestrutura que serão objeto de concessão.
A proposta que está em debate no governo é a de instituir um fundo para receber recursos públicos e repassá-los diretamente aos bancos, sem a intermediação que hoje ocorre pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Independentemente da criação de um fundo para financiar infraestrutura, os bancos federais já reservaram um orçamento de R$ 15 bilhões para financiar as concessões. Desses, R$ 8 bilhões são do BNDES, R$ 3,5 bilhões da Caixa e R$ 3,5 bilhões do BB.
O argumento para deixar os financiamentos de infraestrutura concentrados no BNDES é que essa instituição financeira, fundada há 60 anos, tem muita experiência em avaliar projetos de financiamento de longo prazo do país. A demora para aprovar pleitos de financiamento seria para garantir que a análise seja minuciosa o suficiente para minimizar os riscos de perdas que, ao fim das contas, recaem sobre o Tesouro. Os outros bancos que teriam acesso a recursos do fundo, segundo esse ponto de vista, não teriam os mesmos padrões de segurança na contratação. O BB, por exemplo, estaria criando apenas agora uma área com foco maior na aprovação de projetos de infraestrutura.
Os defensores do fundo afirmam que ele terá regras de governança. Sua instância máxima, segundo publicado pelo Valor, seria o conselho de administração, constituído por representantes do Tesouro, do Ministério da Fazenda e de bancos federais; abaixo do conselho de administração funcionaria um conselho consultivo, integrado por pessoas designadas por bancos privados e estatais; abaixo do comitê, atuaria uma espécie de central de risco, responsável pela classificação e análise dos projetos e pela liberação dos recursos, com uma equipe própria, recrutada no mercado.
O risco seria assumido integralmente pela instituição financeira, caso não vá adiante uma proposta de o Tesouro fornecer garantias aos empréstimos feitos pelos bancos às empresas de infraestrutura. Dirigentes de bancos públicos negam que falte experiência nessa instituições para avaliar riscos de projetos de financiamento de longo prazo.
A Caixa Econômica Federal, por exemplo, contratou US$ 30 bilhões em financiamento de infraestrutura no ano passado, além de outros US$ 4 bilhões em obras de saneamento, segundo balanço anual divulgado há duas semanas.
O Banco do Brasil já vem atuando no financiamento de obras de infraestrutura. No ano passado, por exemplo, assinou um contrato de R$ 3,6 bilhões para financiar 14 projetos do Estado Rio de Janeiro, incluindo as linhas do metrô. Os recursos foram captados no exterior, e os financiamentos têm aval da União.
Os bancos públicos têm muito interesse em financiar infraestrutura porque esperam aumentar o seu volume de negócios com a cadeia de empresas que atuam nesses empreendimentos.
Uma das ideias discutidas no governo é fomentar a criação de consórcios que incluem bancos públicos e privados para emprestar para infraestrutura. Seria uma alternativa para diluir os riscos de grandes empréstimos entre diferentes casas bancárias. Os bancos também poderiam se beneficiar das avaliações de risco de crédito feitas pelas instituições concorrentes. Esse modelo já é usado nas linhas de financiamento a grandes empresas.
Mesmo que a ideia de criar um fundo para financiar investimentos não prospere, o modelo de sindicatos entre bancos públicos e privados pode ser usado com repasses de recursos feitos pelo BNDES. Segundo uma fonte de um banco oficial, já há conversas preliminares com algumas instituições financeiras privadas para formar consórcios para financiar quem ganhar leilões de concessão de rodovias. \"Estamos falando de empresas de primeira linha, com risco baixíssimo. Os privados querem participar\", diz a fonte.
Publicado por: Valor Econômico - Alex Ribeiro e Claudia Safatle
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05/03/2013
FGTS maior para casa própria
Governo estuda elevar para R$ 750 mil limite para compra de imóvel
A pedido do setor imobiliário e dos bancos privados, o governo estuda aumentar o limite do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra da casa própria. A equipe econômica reabriu as discussões para elevar de R$500 mil para R$750 mil o valor máximo dos imóveis que podem ser comprados com recursos do FGTS.
Para José Conde Caldas, presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ), o acréscimo é muito importante para que o setor imobiliário se mantenha em alta.
\"Esse aumento será aplicado diretamente no setor. O ultimo reajuste foi em 2009 e já está defasado frente ao poder de compra de alguns trabalhadores de classe média-alta\" afirma.
O aumento do limite foi pedido por dirigentes de bancos privados ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e é aguardado pelo setor. \"Em bairros como a Tijuca, Recreio e Jacarepaguá é possível encontrar imóveis que superaram o limite de crédito para compra de imóveis com o uso do FGTS. É preciso ajustar o valor para acompanhar o movimento do mercado\" acrescenta Caldas.
Publicado por: O Dia -
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05/03/2013
Três projetos para descontaminação de Manguinhos
Empresas internacionais preparam orçamentos para governo fluminense e dizem que terreno poderá abrigar moradias
Três empresas com experiência internacional já trabalham em propostas de descontaminação do terreno e das instalações da Refinaria de Manguinhos para o governo fluminense. Arcadis, Conestoga-Rovers e ERM estão preparando projetos e orçamentos para a chamada remediação da área da refinaria, alvo de decreto de desapropriação pelo governador Sérgio Cabral. As três companhias já teriam garantido ao estado que a limpeza e o uso do terreno para construção residencial são possíveis. A Arcadis enviou informações sobre operação de descontaminação da Bayernoil Refinary, na cidade alemã de Ingolstadt. A área abrigará estádio de futebol e um complexo comercial e residencial. Cabral anunciou o plano de desapropriação e construção de projetos de habitação popular no terreno da refinaria, após a ocupação policial das comunidades de Manguinhos e do Jacarezinho, em outubro de 2012. A Fiocruz começou em 2011 o Diagnóstico Socioambiental de Manguinhos, cuja conclusão está prevista para 2014. As análises preliminares mostraram no solo da refinaria a presença de poluentes acima do limite tolerável para empreendimentos residenciais.
Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
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05/03/2013
Governo prepara programa de obras para relançar o desenvolvimento
O governo deverá anunciar formalmente em breve um programa de investimento em infra-estrutura da ordem de R$ 600 bilhões em quatro anos, na forma de PPP, ou seja, parcerias público-privadas. É o mais ambicioso projeto de inversões públicas desde o II Plano Nacional de Desenvolvimento do Governo Geisel, nos anos 70. Poderá, efetivamente, tirar a economia brasileira da letargia em que se encontra desde os anos 80 - o crescimento de 2006 e de 2010 foram meros suspiros.
É a melhor notícia que se poderia esperar para formar um ambiente favorável à retomada acelerada do desenvolvimento sustentável. A despeito, porém, das condições favoráveis - os investimentos serão integralmente financiados pelo BNDES a uma taxa de juros anual de 5,5% - temos que esperar a resposta do setor privado para verificar sua efetivação. Além disso, é necessário discutir as repercussões da taxa de retorno interna oferecida - de 9% a 15% - nos custos futuros da infra-estrutura.
Os empresários parecem eufóricos pelo que se sentiu na reunião com o diretor do Dnit há cerca de duas semanas na Confederação Nacional da Indústria. Não é para menos. Serão de longuíssimos - 30 a 35 anos - os prazos de concessão, só ao fim dos quais os investimentos realizados retornam ao Estado. O fato é que as condições gerais do programa foram substancialmente melhoradas depois que as últimas licitações de concessões, prevendo taxas de retorno de 6,5%, ficaram desertas.
O programa representa uma mudança radical no conceito de investimento público no Brasil. É uma confissão implícita da incapacidade do Estado de realizar grandes obras de infra-esstrutura. O governo tinha duas opções: ou fazer uma profunda reforma do Estado de forma a recuperar sua capacidade de execução, o que poderia demandar anos, ou contornar as objeções ao \"privatismo\" mediante algum expediente de maior eficácia de garantisse as obras já, como é o caso do PAC.
A questão da incompetência do Estado para realizar obras diretamente já foi abordada nesta coluna. Na verdade, construiu-se um sistema de suposta prevenção de corrupção que na prática inviabiliza a construção em tempo regular de obras públicas. Obras sofrem interferência, desde a licitação, pelo Tribunal da Contas da União, pela Corregedoria Geral da União, pelo Ministério Público, por agências reguladoras, pelo Judiciário, por índios, por quilombolas, por órgãos ambientais, e assim por diante.
Não estou entrando no mérito dessas intervenções, pois muitas delas são justas. Mas é injusto para a sociedade que grandes obras públicas em andamento sejam paralisadas. Os controles teriam que ser posteriores, na prestação de contas, quando, diante de irregularidades verificadas, deveriam ser impostas pesadas multas. Contudo, é uma questão de fato que, para retomar obras paralisadas, o setor público tem muito maiores dificuldades de que o setor privado. Em geral, o resultado são elefantes brancos, ou seja, investimentos desperdiçados ou perdidos.
A PPP é uma forma de contornar, pelo menos em parte, essas dificuldades. E convenhamos que é uma forma mais inteligente de construir obras públicas novas do que simplesmente privatizar empresas estatais já construídas como se deu nos governos Collor e FHC. Para se entender bem isso deve-se levar em conta duas premissas: primeiro, que, a despeito da taxa de juros baixa, o empresário assume uma obrigação de pagamento futuro; portanto, não é uma doação; segundo, que, a despeito de longo prazo de concessão, ao fim dele o ativo financiado vem para o Estado.
Esse sistema me lembra o fantástico programa de financiamento de obras públicas praticado pelo genial banqueiro de Hitler, Hjalmar Schacht, para contornar as restrições de aumento de dívida pública na Alemanha dos anos 30. Diante da falta de credibilidade do Estado de lançar títulos de dívida (não é o nosso caso), ele fez com que quatro grandes grupos empresariais alemãs, cujas iniciais formaram a sigla MEFO, lançassem títulos privados, com garantia pública, sendo o dinheiro daí obtido usado no pagamento de obras públicas. Os ministérios realizavam as obras e pagavam o financiamento no tempo compatível com a maturação das dívidas.
Portanto, no esquema Schacht o setor privado viabilizava (aparentemente, porque a garantia dos títulos MEFO era pública) o financiamento, e o setor público realizava fisicamente as obras. No esquema que está sendo posto em marcha pelo governo brasileiro, o governo financia com recursos do Tesouro, operados pelo BNDES, e o setor privado executa as obras fisicamente. Ao final, o esquema brasileiro é socialmente mais vantajoso, porque os ativos construídos retornam às mãos do Estado ao fim das concessões.
Há duas possíveis restrições. Primeiro, por que no caso brasileiro o setor público, que oferece o financiamento, não faz a obra? Afinal, o impacto na dívida pública, nos dois casos, é neutralizado pela construção dos ativos. E a resposta já foi dada acima: com a estrutura atual do Estado, é impossível fazer grandes programas de obras públicas no Brasil. Segundo, e esta é a restrição mais séria, com a taxa de retorno interna prevista no programa o custo de algumas obras de infra-estrutura no Brasil pode tornar-se proibitivo.
Entretanto, uma taxa menor pode não atrair as empresas. A única saída, a meu ver, é que o governo lance paralelamente um programa inteiramente público para construir obras de infra-estrutura, sobretudo rodovias, de menor retorno. Do contrário, seremos todos esmagados por pedágios e taxas portuárias. Caso isso exija uma mini-reforma do Estado, para remover obstáculos burocráticos, que se faça imediatamente em nome do interesse social.
J. Carlos de Assis
Economista, é professor de Economia Internacional da UEPB e autor, entre outras obras de economia política, de A Razão de Deus.
Publicado por: Monitor Mercantil - Opinião
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05/03/2013
Mercado de trabalho continua aquecido
Analistas esperam desemprego ainda menor este ano, mas alertam para pressão de salários sobre preços
Depois de um 2012 de bons resultados para o emprego e a renda, o mercado de trabalho deve voltar a fazer a alegria do brasileiro este ano. Apesar das ameaças de inflação, juros e crescimento ainda modesto, analistas preveem que a taxa média de desemprego de 2013 será ainda menor do que os 5,5% do ano passado, que já foi a mais baixa da série histórica do IBGE, iniciada em 2002.
- Este ano a indústria tende a crescer um pouco e evitar demissões. Além disso, o setor de serviços e a construção civil vão continuar se expandindo e o mercado de trabalho tem condições de manter sua força. A taxa de desemprego deve ficar um pouco menor do que no ano passado, em 5,2% na média anual - afirma Rafael Bacciotti, da consultoria Tendências.
No ano passado, o mercado de trabalho surpreendeu os especialistas por apresentar resultados tão bons, diante de um crescimento de apenas 0,9% da Produto Interno Bruto (PIB). Para a maioria deles, fenômeno foi explicado pelo setor de serviços, que emprega muita mão de obra e teve crescimento bem acima da média do país. Mas eles apontaram outras razões, como o aumento do salário mínimo, impacto de programas sociais e a resistência dos empresários em demitir, na expectativa de que a economia iria se recuperar depois.
- O PIB per capita cresceu zero e a renda per capita do trabalho cresceu 3%, uma diferença bem grande, um descompasso. O \"pibinho\" não chegou ao bolso do trabalhador - diz Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Neri vê várias possibilidades para explicar o descolamento, e destaca, por exemplo, um aumento de 8,5% no rendimento dos analfabetos durante o ano de 2012.
- Se o PIB é um bom retrato do Brasil, essas coisas do mercado do trabalho são um bom retrato do brasileiro. Então, chego à conclusão que os brasileiros vão melhor do que o Brasil.
Dieese vê pouca criação de vagas este ano
Para o economista José Márcio Camargo, da Opus Investimentos, o desemprego brasileiro já está com taxas inferiores ao que se pode chamar de pleno emprego e deve cair um pouco mais ao longo este ano, para algo em torno de 5,25%. O lado ruim, diz ele, é o risco de os salários pressionarem a inflação.
- Está começando a haver uma corrida entre salários e preços. Com o mercado aquecido, os trabalhadores buscam reajustes maiores e os empresários repassam para produção. No fim, quem sai perdendo com a inflação são os trabalhadores - avalia.
Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, diz que o consumo segue crescendo e a taxa de desemprego deve continuar baixa este ano, podendo cair um pouco em relação à média do ano passado, mas também pondera:
- Estamos chegando num limite perigoso. Essa taxa é condizente com um cenário de inflação em aceleração.
O diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, espera um recuo na taxa de desemprego, mas nada tão significativo, diante da previsão de um crescimento maior da economia, de 2% a 3%. Ou seja, é possível que este ano, o PIB do país tenha um crescimento maior e o recuo do desemprego seja mais modesto. A hipótese do Dieese é que em 2012 os empresários evitaram demitir, porque acreditaram na recuperação da economia a curto prazo.
- Se isso tudo se confirmar, as empresas têm capacidade ociosa e podem aumentar a produção sem fazer contratações pesadas neste momento. A taxa nacional da nossa pesquisa de desemprego, que é diferente da do IBGE e ficou em 10,5% ano passado, deve baixar 10,2% ou 10% neste ano. Nada tão robusto, como por exemplo, quando a gente compara com a queda registrada no desemprego desde 2004, quando a taxa de 23%.
Publicado por: O Globo - Nice de Paula
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04/03/2013
Coração do meu Brasil
Com ideias criativas e novos investimentos, o Rio de Janeiro volta a inspirar e a influenciar o país
O Rio de Janeiro voltou a ser a cidade que inspira o Brasil. Aos poucos, recupera a influência que tinha nos anos 1950 e 1960, época em que Burle Marx rasgava jardins e Oscar Niemeyer projetava os edifícios que faziam do Rio uma cidade ainda mais maravilhosa - digna de ser cantada nos versos de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. No passado, a pujança cultural do Rio se escorava num time de criadores geniais como eles. Hoje, ela se deve principalmente à recuperação econômica, que fez com que florescessem na cidade novos poios de moda, cinema, música e esporte. Em cada um desses campos, novos criadores cariocas começam a deixar sua marca. A soma entre o dinheiro e a perspectiva de exposição internacional com dois grandes eventos esportivos - Copa do Mundo e Olimpíada - também atraiu o interesse de arquitetos de renome, além de movimentar o turismo. Com tudo isso, o carioca, aos poucos, começa a recuperar a autoestima
Nas últimas décadas, os elogios ao Rio vinham sempre acompanhados de conjunções adversativas. \"Cidade linda, mas violenta.\" \"Bela, porém suja.\" \"Alto-astral, mas desorganizada.\"
O Rio, que era capital política, econômica e cultural do país desde a chegada da família real portuguesa, viveu um período de auge na época de Niemeyer, Burle Marx, Vinícius de Moraes e Tom Jobim - para depois, aos poucos, ir perdendo a magnitude. De acordo com a historiadora Marly Motta, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas, isso começou quando a cidade deixou de ser a capital do Brasil. \"Perdemos os grandes salários do funcionalismo federal, o peso nas decisões; depois, nos anos 1970, o Estado da Guanabara também foi extinto. Construímos, a partir daí, uma sensação de saudosismo, de olhar para o passado, que, somada a governos ruins e à escalada da violência, estagnou a cidade\", afirma. Vários fatores fizeram o cenário mudar nos últimos anos. Vontade política dos novos governos, união das instâncias municipal, estadual e federal e mesmo a crise mundial, que atingiu menos o Brasil. \"Hoje, o Rio olha para o futuro, não mais para o passado\", diz.
É verdade que a paz precisa ser consolidada (a taxa de homicídio ainda é o dobro da paulistana), o trânsito também está caótico, os taxistas enganam os turistas e os serviços não são tão eficientes quanto em outras capitais globais. Mas nos anos dourados também não era tudo lindo. \"De dia falta água/De noite falta luz\", dizia a marchinha de Victor Simon e Fernando Martins, lançada em 1954. Em comum entre as duas épocas, há o olhar para o futuro, como diz a historiadora Marly Motta, e a esperança de que tudo se resolverá. Naquele tempo, a expectativa era que o charme e o talento cariocas resolveriam os problemas. Agora, a aposta é mais no trabalho, na criatividade e no empreendedorismo. Para usar uma expressão bem carioca, o Rio - que em 2012 recebeu o título de Patrimônio Mundial da Humanidade na categoria Paisagem Urbana - quer mostrar que é \"mais do que um rostinho bonito\".
A seguir, os principais campos onde o Rio volta a projetar influência.
MODA
Para o carioca, luxo é conforto. É acordar, colocar uma sandália de dedo, dar um mergulho na praia, tomar água de coco e esperar o pôr do sol. É esse jeito de vestir que, inspirando as coleções de grifes locais, influencia o Brasil e o mundo. \"Precisamos patentear esses maneirismos\", diz o estilista carioca Carlos Tufvesson, hoje também chefe da Coordenadoria de Diversidade Especial da prefeitura e presidente do Conselho Municipal de Moda. \"Quanto mais colocarmos nosso DNA nas coleções, mais seremos valorizados aqui e fora do país.\" Um de seus projetos é a criação do selo Made in Rio.
A moda gera 206.800 empregos no município. De 2010 para 2011, cresceu 8%. Em dez anos, a cadeia produtiva da moda rendeu R$ 7,7 bilhões na cidade. Hoje, o Rio exporta roupa em maior quantidade e com preço mais alto. Quase 30% do total exportado são biquínis e maiôs. Só de 2010 para 2011, ficaram 16% mais caros. Há dez anos, segundo a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), 30 marcas do Brasil inteiro importavam roupas produzidas no Rio. Hoje são 56. \"Num momento em que o mundo inteiro olha para nós, o potencial dessa indústria é incalculável\", afirma Cristiane Alves, gerente de moda e design da Firjan.
O look Rio se realimenta com iniciativas como o blog RioETC, feito pelo casal de jornalistas cariocas Tiago Petrik e Renata Abranchs. Há quatro anos, eles começaram a postar fotografias de gente estilosa nas ruas do Rio. Já colocaram na internet mais de 10 mil fotos, à velocidade de quatro atualizações por dia. O blog virou referência para estilistas e gente que trabalha com figurino no cinema e na TV. No ano passado, figurou na lista de melhores sites de moda de rua do mundo, escolhido pela revista francesa Grazia. \"O carioca mistura o que viu na revista com o que já tem no armário de um jeito intuitivo e relaxado\", diz Petrik.
MÚSICA
Assim como o jeito de viver carioca inspirou a bossa nova há mais de 50 anos, a crônica e os personagens da cidade continuam nas canções. Só que o ritmo que define a cidade não é mais um só. \"Essa mistura não para nunca. Há samba, bossa nova, samba-rock, funk, rap com samba, charme. Os gringos ficam fascinados com essa capacidade\", diz o crítico e produtor musical Nelson Motta. Como nota o jornalista e escritor Arthur Dapieve no livro De cada amor tu herdarás só o cinismo, em geral os cinquentões e sessentões cariocas gostam de rock, enquanto os mais jovens preferem os ritmos brasileiros, como o samba e a bossa nova. É comum que um cantor de rock veterano se junte a uma turma de jovens que curtem gafieira para criar um \"projeto alternativo\" revivendo o maxixe do século XIX - e é essa convivência entre artistas de vários estilos que dá a cara musical do Rio, expressa nos grupos de sucesso da nova geração, como a Orquestra Imperial ou o Rancho Flor do Sereno.
Fruto dessa cultura, o grande artista carioca modelo exportação é o cantor e compositor Seu Jorge. Nascido em Belford Roxo, no Grande Rio, de família humilde, ele chegou a morar na rua, até conhecer gente da música e formar o grupo Farofa Carioca. Na carreira solo - em que toca pagode, samba-rock, funk e até pop romântico -, já vendeu meio milhão de discos, tocou em festa da Daslu e encheu casas de espetáculo na França. Por aqui, as canções de seu último CD, Música para churrasco, é onipresente nas rádios, em baladas e, claro, churrascos - das lajes das favelas às casas noturnas da Zona Sul.
Para além da música feita em casa, a cidade virou um palco cobiçado. Há dez anos, eram raros os artistas interna-cionais que se apresentavam na cidade no auge da carreira. Agora, o Rio faz parte do circuito das turnês mundiais dos maiores astros pop do momento. O Rock in Rio, que voltou com grandiosidade em 2011 e agora acontecerá a cada dois anos, trouxe Kate Perry e Rihanna. Madonna já foi ver show no Circo Voador, casa mitológica na Lapa, tomando caipirinha com o jovem namorado carioca. Paul McCartney, que também não sai do Rio, andou de bicicleta no Aterro do Flamengo no ano passado sem ser incomodado. Lady Gaga brincou com as crianças do Cantagalo.
NOVELAS
Programas de maior audiência da TV brasileira - ex¬portados para mais de 100 países -, as novelas promovem o Rio de Janeiro para quem não mora na cidade, talvez mais do que propagandas turísticas oficiais. De acordo com o estudo da socióloga Daniela Stocco, da UFRJ, cerca de 60% das novelas da TV Globo têm o Rio como cenário. Várias tramas de autores de primeiro time, como Manoel Carlos ou Gilberto Braga, foram ambientadas em terras cariocas. \"Essa escolha traz à tona uma visão de sociedade brasileira urbana e contemporânea, que não abriu mão de unir o desenvolvimento, a riqueza e o luxo à simplicidade, à alegria e à informalidade\", diz.
Recentemente, as novelas têm mostrado não apenas o Rio da Zona Sul, parte mais nobre da cidade, mas também a beleza e as atrações do subúrbio. Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro, novela de maior repercussão nos últimos 20 anos, inaugurou uma trama ambientada praticamente só na Zona Norte, no bairro fictício do Divino - uma espécie de Madureira reinventada. O carioca da Zona Norte se viu ali. O da Zona Sul curtiu - e imitou. Em Ipanema e Leblon, bairros mais abastados, popularizaram-se as cores fortes, as blusas decotadas e os shorts curtinhos do Divino, usados pela atriz Ísis Valverde, a mineira que se tornou musa carioca vivendo a \"periguete\" Suelen. O mesmo jeito de vestir vem consagrando Bruna Marquezine na novela das 9, Salve Jorge. O estilo sexy e popular é o retrato do Rio colorido e integrado - diferente do Rio aristocrático de antes - que predomina nas novelas atuais.
ARQUITETURA
\"O Rio está se tornando uma cidade global\", diz o arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Ele projetou o Museu do Amanhã, construção futurista que será erguida na zona portuária do Rio até o fim do ano que vem. O festejado arquiteto espanhol é um dos nomes da lista de craques que redesenha a cara da cidade. Ao longo dos próximos anos, escritórios locais, em parceria com estrangeiros, serão responsáveis pelas transformações urbanas do espaço carioca. Um dos focos é a região portuária. O projeto de revitalização da área, o Porto Maravilha, atraiu vários empreendimentos. Alguns dos mais monumentais são o Porto Atlântico Leste, da Odebrecht (dois hotéis, prédios comerciais e corporativos e um shopping), e o Porto Maravilha Corporate (projeto dos paulistanos Aflalo & Gasperini, com duas torres de escritórios unidas por uma passagem, formando um retângulo vazado). O magnata americano Donald Trump anunciou cinco torres espelhadas de 150 metros de altura, que devem compor o maior centro empresarial do Brasil. Na área do Porto Maravilha, um espaço de 5 milhões de metros quadrados de galpões e docas será reestruturado, com a derrubada de um viaduto, a reurbanização de avenidas e praças, a construção de ciclovias e arborização. \"Será o maior retrofit urbano do mundo\", afirma José Conde Caldas, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).
ESPORTE
O cartão-postal do esporte no Rio é o Maracanã. Depois de reformado, o estádio terá menos lugares, mais conforto e sediará a final da Copa de 2014 e parte das competições da Olimpíada de 2016. Há no Rio, além disso, todo um mundo esportivo fora do futebol. Eventos internacionais de surfe, iatismo, natação, parapente, skate, corrida ou bicicleta - e, às vezes, várias modalidades misturadas - se multiplicaram nos últimos anos. É dessa vocação para o esporte que nasceram ídolos cariocas que ganharam o mundo, como o campeão mundial de voo livre Pepê - que, depois de morrer, em 1991, virou nome de praia - ou a campeã mundial de surfe em ondas gigantes, Maya Gabeira, filha do ex-deputado Fernando Ga- beira. Carioca de 25 anos, ela é surfista profissional e coleciona troféus de competições em ondas gigantes. Começou a treinar nas praias do Arpoador, no Rio, aos 14 anos. Em 2008, foi a primeira mulher a encarar as ondas do mar do Alasca. Em 2012, venceu pela quinta vez o Billabong Global Big Wave Awards, um dos campeonatos mundiais de grandes ondas. Vive parte do tempo no Havaí e namora o ator australiano Jesse Spencer, um dos astros da série House.
Na esteira de Maya, novas variedades radicais de esportes náuticos vêm ganhando espaço. É o caso da competição Rei e Rainha do Mar, uma maratona aquática seguida de corrida na areia e stand-up paddle (o pranchão com remo), somando 35 quilômetros. Na edição de dezembro passado, foram 3 mil participantes, incluindo medalhistas olímpicos, como o tunisiano Oussama Mellouli, medalha de ouro nos Jogos de Londres 2012. \"Foi um sucesso tão grande que tivemos de recusar atletas, pois não havia vagas\", diz Pedro Monteiro, ex-nadador, diretor da Effect Sports, que organiza eventos de porte na cidade.
TURISMO
No último Travelers Choice, prêmio organizado pelo site Trip Advisor com os votos de milhões de viajantes, o Rio ficou em quinto lugar nos 25 destinos mais desejados do mundo - na frente de Nova York, Roma e Londres. Tam-bém foi eleito, nos três últimos anos, o melhor destino do mundo para os gays, pelo TripOutGayTravel. É também o lugar com as mulheres mais bonitas do mundo, de acordo com o site AskMen. Para receber os visitantes, o grande símbolo do turismo carioca, o hotel Copacabana Palace, acaba de reabrir seu prédio principal depois de uma reforma de R$ 30 milhões. A obra deu cara nova aos quartos e do¬brou o tamanho do lobby. Inaugurado em 1933 pela família Guinle, o Copa viveu seu auge nas décadas de 1940 e 1950, quando reis, rainhas e Hollywood em peso se hospedaram por lá. Em 1954, o playboy Jorginho Guinle, que morava no hotel, recebeu a atriz Ava Gardner. Ela ficou bêbada no Golden Room após o divórcio de Frank Sinatra. A reinaugu-ração do Copa rima perfeitamente com o bom momento do turismo carioca. Os grandes eventos devem trazer à cidade cerca de 4,7 milhões de turistas. Eles se somam aos cerca de 3 milhões de visitantes que habitualmente chegam ao Rio só durante os três meses de verão, número que dobrou nos últimos três anos. A quantidade de turistas que chega em cruzeiros foi multiplicada por seis nos últimos dez anos e alcançou a marca de 641 mil no ano passado. O turismo de negócios dobrou em cinco anos. Segundo Pedro De Lamare, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio, além da invasão estrangeira, os turistas brasileiros também estão redescobrindo o Rio.
A cidade hoje tem 610 estabelecimentos para hospedar o turista e mais 85 em construção. Quando os novos hotéis ficarem prontos, será a cidade com a maior concentração de cinco estrelas do país. Entre os investidores, um dos mais em-polgados é o empresário Eike Batista - mineiro, mas carioca de coração. Eike, um dos homens mais ricos do Brasil, tem sido o motor de grandes transformações na cidade. Ele doa recursos para os programas de segurança, foi um dos patrocinadores da campanha pela Olimpíada de 2016 e é grande investidor na cultura local. Entre seus projetos está a restauração do Hotel Glória - como o Copacabana Palace, também um símbolo dos anos áureos do Rio. Um dos maiores investidores no en¬tretenimento da cidade, Alexandre Accioly quer expandir a rede de restaurantes Gero e abrir novas casas em Ipanema e no Leblon. Ele também é responsável por boa parte dos corpos esculturais das cariocas - um patrimônio da cidade -, já que é dono da maior rede de academias do Rio, a BodyTech.
CINEMA
O cinema popular brasileiro começou com a chanchada - um gênero escrachado que nasceu nos anos 1930 e cresceu nos estúdios da Atlântida, na década seguinte. Na década de 1950, as chanchadas ganharam qualidade temática e técnica. Revelaram estrelas como Oscarito e Grande Otelo, direto¬res como Carlos Manga e um padrão de filmes de sátira inteligente e delirante. Hoje há uma nova onda de cinema igualmente popular, calcado no humor e ambientado no Rio, com um tom mais realista. \"Nossas comédias cariocas são um retrato divertido da classe média urbana. Não à toa levam tanta gente aos cinemas\", diz Mariza Leão, produtora da série De pernas pro ar. O primeiro filme da série teve 3 milhões de espectadores. O segundo chegou a 4 milhões. Foi o filme mais visto dos últimos dois anos. O roteirista e ator Bruno Mazzeo é o nome mais conhecido dessa nova onda. Ele participa de longas-metragens como Cilada.com, Muita calma nessa hora e E aí, comeu?, todos com cerca de 2 milhões de espectadores. Os penetras, de Andrucha Waddington, e Até que a sorte tios separe, com Leandro Hassum, são também destaques dessa leva vencedora.
Além dos filmes nacionais, o Rio também tem sido cenário de produções internacionais. Mesmo quem não é fã da saga Crepúsculo se impressionou com a escolha da Lapa carioca para a lua de mel de Bella Swan e do vampiro Edward, em Amanhecer. Sylvester Stallone também rodou seu longa-metragem Os mercenários na cidade. Continuações de Velozes e furiosos e O incrível Hulk também foram filmados no Rio. A expectativa é o próximo projeto de Woody Allen, que tem homenageado cidades importantes do mundo em suas últimas produções. As negociações duram quatro anos - e as cifras do projeto chegam a US$ 20 milhões. Recentemente, representantes de Woody Allen estiveram com autoridades do Rio e, ao que tudo indica, o filme tem boa chance de sair. \"Seria a cereja do sundae\", diz o diretor da Rio Filme, Sérgio Sá Leitão.
Setenta anos depois de Walt Disney criar o Zé Carioca, em 2011 a ararinha-azul Blu encantou o mundo com seu voo de asa-delta sobre a paisagem carioca. No longa-metragem Rio, do carioca Carlos Saldanha, a cidade é vista pelos olhos de uma ave nascida na cidade, mas criada na fria Minnesota, onde desaprendeu a voar. Trazido de volta, Blu vive uma aventura entre o mar, a montanha e as favelas, até readquirir a essência dos pássaros. O filme, deslumbrante, é fiel à paisagem e à arquitetura local. Se Tom Jobim cantou o Rio visto de cima nos versos de sua obra-prima, \"Samba do avião\", o filme de Carlos Saldanha proporciona uma sensação à altura da poesia do mestre. Blu reafirma o que Tom já sabia: voar é o melhor jeito de fruir de uma paisagem tão deslumbrante quanto o Rio de Janeiro.
Publicado por: Época - Martha Mendonça
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04/03/2013
Limite do FGTS na casa própria pode ter aumento
Governo volta a discutir a elevação do teto do fundo de garantia para compra de imóveis de R$ 500 mil para R$ 750 mil
De olho no aumento do crédito para estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica reabriu as discussões para aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que podem ser comprados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O aumento do limite foi pedido por dirigentes de bancos privados ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. O teto de R$ 500 mil ficou superado pela valorização dos imóveis nas grandes capitais, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e é visto como uma forte restrição ao aumento do crédito imobiliário nos bancos privados.
Mantega pediu à área técnica do governo para fazer uma análise da proposta e do seu impacto sobre os recursos do FGTS e dos preços dos imóveis. O ministro da Fazenda - que até há pouco tempo tinha restrições ao aumento - agora se mostra \"sensível\" aos argumentos apresentados por banqueiros e pelo setor da construção civil.
Na área técnica, há uma grande preocupação, no entanto, com o risco de a medida se transformar num fator de pressão de alta dos preços dos imóveis. No início de dezembro do ano passado, as construtoras pressionaram o governo para incluir a elevação do limite no pacote de medidas para a construção civil, mas a proposta foi vetada pelo Ministério da Fazenda. Mesmo depois do anúncio, que contou com a desoneração da folha de pagamentos da construção civil, o setor continuou pressionando o governo para fazer a mudança.
Diálogo
Desde o anúncio do pacote, o tema ficou \"congelado\", mas agora voltou a ganhar força, porque está em curso um diálogo mais intenso do governo com os bancos privados. Depois dos embates no ano passado, de ambas as partes, em torno da retomada lenta da oferta do crédito e da queda dos juros dos financiamentos bancários, o clima é mais favorável. A equipe econômica tem atendido vários pleitos dos bancos para conseguir apoio aos investimentos na área de infraestrutura.
O aumento do teto do FGTS para a compra dos imóveis também pode ajudar os novos lançamentos imobiliários nas grandes cidades. O setor, após um grande volume de lançamentos, está com carteira menor, o que pode afetar negativamente o desempenho ao longo de 2013 e em 2014, último ano do governo Dilma Rousseff. Se não há grandes lançamentos em um ano, o seguinte fica fortemente afetado. E, como o setor é importante para o investimento e o emprego, há urgência para que os projetos congelados em 2012 saiam agora da gaveta.
Publicado por: O Estado de São Paulo -
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04/03/2013
Prefeitura vai construir 5 mil casas populares até 2016
Plano Municipal de Habitação de Niterói prevê a construção até o ano das Olimpíadas. Projeto será lançado em março e receberá R$ 375 milhões do governo federal
A Prefeitura de Niterói deverá oficializar, neste mês, o primeiro plano municipal de habitação popular da cidade. De acordo com o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Marcos Linhares, o projeto será lançado na segunda quinzena de março e prevê a construção de 5 mil residências no município até o fim de 2016, contando com um investimento de cerca de R$ 375 milhões, obtidos junto ao governo federal.
\"Estamos falando do número mínimo de contratados e entregues. Neste ano, pretendemos acertar o contrato de serviço para as obras de dois mil imóveis, em 2014 serão outros dois mil e no ano de 2015 mais mil habitações\", detalhou.
\"Vamos trabalhar priorizando as famílias com renda de até R$ 1,6 mil, porém, isso não significa que deixaremos de atender às demais faixas. Nosso principal objetivo é realocar as pessoas auxiliadas por Aluguel Social, moradoras de áreas de risco e dentro dessa realidade financeira. De imediato, nossa atenção está voltada para os desabrigados das chuvas de 2010\", enfatizou Linhares. Segundo ele, dois empreendimentos com esse foco, o residencial Zilda Arns I e Zilda Arns II, localizados no Fonseca, já deverão ser entregues a partir do dia 6 de abril.
\"Esses apartamentos não estão inclusos na proposta das cinco mil unidades. Eles abrigarão 89 famílias cadastradas, atualmente no 3º Batalhão de Infantaria (BI) e outras 17 do prédio inacabado de Riodades. As demais 314 habitações serão destinadas aos inscritos no nosso banco de cadastro. Dentre essas, 14 serão de idosos e 20 de famílias compostas por pessoas portadoras de deficiência\", especificou o secretário, ressaltando que os beneficiados deverão ser moradores de área de risco na abrangência do Fonseca, Tenente Jardim, Baldeador, Barreto e Engenhoca.
Formada aleatoriamente com base nos números sorteados na loteria federal, a lista de seleção dos contemplados pelo conjunto habitacional deverá ser conhecida nesta segunda-feira.
\"Esperamos que as pessoas compreendam como viver em comunidade, da melhor forma, aqui. Este é um bem para passar aos filhos, precisa ser mantido limpo e, por isso, daremos também o suporte técnico social\", disse Marcos Linhares.
Garantia
Presidenta da Comissão de Habitação e Regularização Fundiária da Câmara Municipal, a vereadora Verônica Lima (PT) antecipou que articula a realização de uma audiência pública, para o fim deste mês, visando debater políticas voltadas para o residencial Zilda Arns I e II.
\"Queremos certificar que não haverão reclamações. Nossa intenção é termos construções sustentáveis e acessíveis. O objetivo principal é acabar com o déficit habitacional de Niterói, pois ninguém foi morar no Morro do Bumba porque quis\", sustentou a parlamentar.
\"Um levantamento feito para a construção do Plano Local de Habitação e Interesse Social (PLHIS), promovido em 2012, estima um déficit habitacional de sete mil moradias no município\", citou a vereadora que, nesta quarta-feira (6), realizará uma visita às obras do empreendimento no Fonseca acompanhada pelo secretário Marcos Linhares.
Residencial
Com dois salões de festa, duas churrasqueiras coletivas e playground, bem como apartamentos com dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, os Zilda Arns I e II estão orçados em R$ 27 milhões. Cada imóvel será vendido a uma prestação simbólica de 5% da renda mensal do proprietário e, ao fim de 10 anos, a residência será considerada quitada.
\"Há um subsídio governamental grande. Se o apartamento for repassado antes disso, o proprietário perde esse auxílio, quem entra não tem o direito de permanecer. Por lei não pode haver nenhum tipo de transferência e se quiserem liquidar o imóvel com antecipação, o valor total aumenta. A inibição de irregularidades precisa vir dos moradores, sendo conscientes e não permitindo que isso ocorra\", defendeu Linhares.
O próximo conjunto habitacional popular da cidade deverá ser erguido na Rua Arthur Pereira da Mota, no Caramujo, onde serão disponibilizados 620 imóveis. A Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária (SMHRF) comunicou que o projeto já se encontra aprovado pela Caixa Econômica Federal e as obras do empreendimento poderão ser iniciadas em dois meses.
\"O custo de habitação está em terreno e infraestrutura e, em Niterói, esse último fator é muito caro. Por isso, o Município está se comprometendo em fornecer um mínimo de R$ 500 mil para empreendimentos de interesse social como esses. Talvez não seja possível resolvermos nosso déficit habitacional agora, mas daremos um grande passo nesse sentido\", finalizou Marcos Linhares.
Publicado por: O Fluminense -
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04/03/2013
O decolar do crédito imobiliário no Brasil
Nos últimos anos, o mercado de crédito imobiliário no Brasil vem ganhando espaço de forma significativa, indo ao encontro da satisfação de uma demanda reprimida. Este crescimento foi suportado principalmente pela estabilização macroeconômica e pela melhoria do entorno legal, que criaram um ambiente de confiança para investidores, incorporadoras, bancos e compradores.
Mesmo com este salto - o aumento líquido do crédito passou de R$ 10 bilhões ao ano, na década passada, para aproximadamente R$ 60 bilhões nos últimos anos - ainda há espaço para progressão. O estoque de crédito imobiliário corresponde a cerca de 6% do PIB, bastante inferior se comparado a outros mercados mais maduros na Europa, onde este valor ultrapassa os 60%, mas são promissores 6%.
O aumento do crédito imobiliário deve ficar entre 10% a 15% do PIB em 2020. Mas, para isso, é necessário aprimorar alguns pilares deste produto em termos de financiamento do modelo, agilização dos processos de contratação, alinhamento dos modelos de negócio dos bancos e desenvolvimento de canais de prospecção de clientes. Existe ainda a necessidade de diversificar as fontes, hoje sustentadas na poupança e no FGTS, desenvolvendo instrumentos já correntes, como securitização, CRI e LCI, e outros ainda em maturação, como os covered bonds.
Os processos de contratação tiveram um progresso significativo na redução da burocracia e necessidades de formalização, mas ainda existem oportunidades para aumentar a eficiência e reduzir o prazo de concessão e formalização do crédito. Para tanto, instituições financeiras públicas e privadas estão desenvolvendo iniciativas para aproximar o Brasil dos modelos que vigoram em países onde este produto é mais maduro. No que diz respeito aos modelos de negócio, o crédito imobiliário ainda é pouco expressivo nas carteiras (menos de 5% em pessoa física) e seu crescimento é fundamental para que os bancos consigam sobreviver em um contexto de margens e spreads menores. Para tal, os bancos, hoje muito focados no produto, devem reforçar a sua visão de cliente, extraindo mais valor e oferecendo ofertas mais competitivas para o cliente.
Vale realçar a importância de desenvolver os canais de colocação dos créditos imobiliários, hoje muito centrados em parcerias com incorporadoras, agências bancárias e correspondentes imobiliários, assim como expandir o uso de outros canais. Essas iniciativas envolvem ações de treinamento especializado, reforço do apoio de ferramentas de inteligência comercial e dos modelos de incentivos, e uma maior interligação entre todos os canais, sobretudo quando se usa a internet ou canais externos.
Em resumo, o crédito imobiliário tem potencial para assumir um peso maior, contribuindo para um desígnio social importante de redução do déficit habitacional, bem como para o estímulo do desenvolvimento econômico em diferentes setores. As medidas para capturar esse potencial já estão identificadas. Agora, para dar asas e condições de voo ao crédito imobiliário, falta a capacidade de execução e uma forte priorização das diferentes entidades, públicas e privadas, para alcançar novos patamares de excelência.
Publicado por: Brasil Econômico - Ponto de Vista, Duarte Simões de Carvalho
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04/03/2013
Hipoteca pré-aprovada permite obter 60% do valor do imóvel
Desabituado com a modalidade hipotecária de crédito, o brasileiro costuma se assustar com uma das formas de financiamento mais populares do mundo. Para bons pagadores, no entanto, permite levantar quantias elevadas com juros baixos. A Brazilian Mortgages, empresa do grupo PanAmericano (sociedade do BTG Pactual com a Caixa Econômica Federal), lançou uma hipoteca com crédito pré-aprovado de até 60% do valor do imóvel, que fica alienado pelo banco.
A pessoa usa o dinheiro quando quiser e se, de fato, precisar. As taxas de juros são de 1,10% ao mês mais a correção pelo IGP-M -menor do que o crédito pessoal, que têm juros acima de 3%, e do que o consignado, com taxas entre 1,5% e 2,5%.
Nas demais hipotecas, o dinheiro é liberado após o processo de análise e alienação do imóvel. Se a pessoa precisar de mais recursos, tem de repetir todo o processo.
Especializada em financiamento imobiliário, a BM foi pioneira no país a trabalhar com hipotecas ainda em 2007. Desde então, já emprestou mais de R$ 1 bilhão.
\"Não é um cheque especial para emergências. É um dinheiro para usar em oportunidades de negócio. O cliente usa esse dinheiro com sabedoria. É para estudar, investir no próprio negócio. Ele coloca um dinheiro que estava imobilizado a serviço dele\", diz Fabio Nogueira, diretor da Brazilian.
Além da Brazilian, fazem hipoteca de imóveis o Santander, o HSBC, a Caixa e as companhias hipotecárias Barigui e Intermedium. Todas trabalham na modalidade clássica de liberação imediata.
Com exceção do Santander, que só tem taxa prefixada, os demais trabalham com juros pós-fixados, em que incidem um corretor da inflação como IGP-M, IPCA e a TR.
HSBC e Caixa não trabalham com taxas fixas.
Para Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito, site que permite comparar taxas, a hipoteca é uma boa opção para quem tem um imóvel já quitado ou com saldo devedor de menos de 30%.
\"É uma saída para quem precisa vender um imóvel rapidamente. O refinanciamento permite esperar uma proposta mais compatível com o valor de mercado. O perigo é para quem não tem disciplina financeira\", disse Prata. Publicado por: Folha de São Paulo - Toni Sciarreta
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03/03/2013
Concretizar o sonho da casa própria é prioridade
São 19 milhões de pessoas que querem ter imóvel. Classe C representa 11 milhões do total
Realizar o sonho da casa própria é a prioridade para 19 milhões de pessoas em todo o país, que pretendem comprar o bem nos próximos dois anos, segundo pesquisa do Instituto Data Popular. O estudo indica também que, deste total, 11 milhões de brasileiros são da Classe C.
E para atender a este perfil, construtoras como Brookfield, Vitale, João Fortes, Conasa, Celta, Aliança Construtora e Fernandes Araujo ofer ecem empreendimentos dentro ou fora do programa \' Minha Casa, Minha Vida\' com preços a partir de R$ 152 mil. É o caso do Vivant Residencial, condomínio de casas dúplex da Vitale, em Campo Grande, com financiamento pela Caixa Econômica. No mesmo bairro, a Fernandes Araujo oferece o Fiori Residências, com 78 casas dúplex, com área privativa e churrasqueira, e preços a partir de R$ 190 mil.
UNIDADES EM CAMPO GRANDE
No mesmo bairro, a Celta Engenharia lançou o Riviera Premium Residences. São 216 unidades de dois quartos com suíte e varanda, e lazer completo. Valores a partir de R$ 201 mil.
Segundo o diretor da Brasil Brokers, Mário Amorim, este aumento do poder de consumo da classe C já podia ser observado desde o início do \'Minha Casa, Minha Vida\'.
\"E só tende a aumentar, pois hoje temos mais empregos e menos burocracia no acesso ao crédito imobiliário. É um movimento muito forte em todo o estado, com produtos cada vez mais sofisticados\", diz Amorim.
Ofertas disponíveis em todo o estado
Os empreendimentos do segmento econômico também podem ser encontrados fora da capital. São casas ou apartamentos em condomínios com infraestrutura completa de lazer e de segurança. Em Magé, a Brookfield lançou o Vila do Ouro, com 192 casas dúplex de dois quartos e preços a partir de R$ 115 mil. O residencial tem previsão de entrega para setembro.
Já a Aliança Construtora tem casas dúplex prontas para morar no residencial Vila Araruama, em Duque de Caxias. As unidades custam a partir de R$ 240 mil e podem ser financiadas. No município de Macaé, a João Fortes oferece a segunda fase do Brisa do Vale, com 496 unidades de dois quartos, com e sem suíte, todas com vagas de garagem.
A primeira fase, lançada em 2010, foi toda vendida e com a entrega das chaves programada para este ano. O residencial completo terá quase duas mil unidades.
Outra construtora que investe fora do Rio é a Conasa. A empresa vai fazer este ano três lançamentos na faixa dos R$ 200 mil (dois em Itaboraí, e um Niterói), todos com previsão de lazer completo. No total, serão 1.118 unidades.
Cinco mil contratos assinados
Prova de que o segmento econômico está aquecido é que a Estrutura Consultoria, correspondente imobiliário da Caixa, assinou cinco mil contratos de financiamento imobiliário em 2012. Segundo o diretor Bruno Teodoro, deste total mais de 40% das pessoas são da classe C.
\"Acredito que chegaremos ao final do ano com uma presença maior des t e público, que vem conquistando mais espaço e mais poder de compra\", afirma.
Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
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03/03/2013
Itaboraí vai receber moradias do \'Minha casa, minha vida\'
A cidade de Itaboraí passará a fazer parte do programa federal de habitação \"Minha casa, minha vida\", voltado para famílias de baixa renda. O prefeito Helil Cardozo assinou a adesão no mês passado.
Publicado por: Extra -
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03/03/2013
FipeZap: o valor de bairros do país
Pesquisa mostra os mais caros de 16 cidades pesquisadas
Bairro mais caro do Rio, e do país, o Leblon fechou janeiro com o metro quadrado valendo em média RS 20.451. Preço que bate de longe os bairros mais caros em cada uma das 16 cidades, sendo 11 capitais, pesquisadas pelo FipeZap. O estudo complementa o ranking publicado pelo site do Morar Bem, na semana passada, que mostra que, dos dez bairros mais caros do país, os cinco primeiros estão na Zona Sul do Rio (os outros quatro são Ipanema, Lagoa, Gávea e Jardim Botânico). Em São Paulo, registra-se como bairro mais caro Vila Nova Conceição: em janeiro, na média, o metro quadrado na área passou a valer RS 12.100. lá em Brasília, é no Setor Noroeste que se gasta mais para morar: (RS 10.565). Em Niterói, a liderança é de Charitas (metro quadrado a RS 7,722); e, na capital mineira, do bairro de Savassi (RS 7.568).
- Da lista dos 16 bairros por cada cidade pesquisada, Vila Nova Conceição, Savassi, Cais do Porto (Recife), Campo Grande e Vitória (Salvador), são relativamente novos, com vias de acesso, excelente estrutura e, principalmente, áreas de lazer bastante próximas - avalia Eduardo Schaeffer, diretor-geral do Zap Imóveis. - Áreas centrais, eles não são. Mas eles apresentam qualidade de vida muito boa. Já o Setor Noroeste, que é área nova, provavelmente tem sua va- lorização ligada à grande concentração de lançamentos feitos nos últimos anos, muitos em fase de obra.
No Rio, para Schaeffer, a disparada de preços começou quando a cidade foi anunciada como sede das Olimpíadas de 2016. Além disso, o fato de o Rio concentrar os bairros mais caros em só uma região, a Zona Sul, onde não há mais capacidade de expansão, cria pressão maior sobre os preços.
Com isso, mesmo cidades com características semelhantes acabaram tendo valorização menos intensa. Fortaleza e Recife, por exemplo, apesar de terem praia como o Rio, tiveram lançamentos em regiões afastadas do Centro, o que acabou levando à criação de novos bairros de alto padrão. Publicado por: O Globo -
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03/03/2013
A nova cobertura: integração valoriza espaço de convivência
Plantas agora unem áreas externa e interna e incluem escadas retas
Saem de cena as escadas em caracol, os terraços isolados no último andar com salinhas apertadas, os elevadores que só chegam até o penúltimo pavimento. O padrão de coberturas dúplex, que dominou o mercado carioca, está mudando. Lançamentos recentes apostaram em coberturas com plantas completamente diferentes das usuais. Agora, os ambientes sociais estão muito mais valorizados e integrados, permitindo que os moradores recebam com conforto seus convidados e ainda preservem a área íntima de suas casas nos dias de festa.
Os modelos mais comuns entre as novidades são as chamadas dúplex invertidas, em que toda a área de convivência fica no piso superior, incluindo o terraço, muitas vezes com piscina e churrasqueira, e é ali também que chega o elevador. Enquanto isso, no primeiro pavimento, ficam apenas os quartos do imóvel. Mas o mercado também possui coberturas tríplex invertidas, que seguem a mesma lógica, mas mantêm o terraço no último andar, além de dúplex com mezanino para ligar e integrar os dois pisos e coberturas lineares. Para essas, parece não haver limites. Na Barra, por exemplo, está sendo construída uma que tem nada menos do que 1.041 metros quadrados, sendo 400 deles só de varanda.
- As lineares, que se parecem mais com casas, são o sonho de consumo de quase todo mundo que quer uma cobertura. Mas, em alguns lugares, a legislação dificulta sua construção, pois a gente acabaria perdendo um pavimento - explica João Paulo Matos, presidente da construtora Calçada.
Com isso, o jeito é adaptar as dúplex ao gosto do freguês, integrando as áreas de convivência num só andar. Foi o que Matos fez em seu Park Premium, lançado em novembro do ano passado no Recreio, com oito unidades desse tipo, todas já vendidas:
- Percebia muitos clientes que ficavam meses sem ir ao segundo andar de suas coberturas. Essa planta facilita que o morador aproveite melhor todos os ambientes do apartamento.
A Queiroz Galvão também investiu nesse tipo de imóvel no Barra Village House Life, empreendimento quase vizinho ao da Calçada, que ganhou coberturas em que sala de estar, jantar, cozinha e terraço ficam integrados no segundo andar, enquanto no primeiro ficam os quartos. Com isso, mesmo não tendo metragens tão generosas (os imóveis variam dos 120 a 214 metros quadrados), foi possível fazer uma suíte master com closet e um bom banheiro, além de outros três quartos.
- Essa é uma região em que as pessoas compram também a vista. E, claro, todo mundo gosta de receber no lugar mais bonito da casa. Por que não transformá-lo também no mais confortável? - avalia Sérgio Gattáss, arquiteto responsável pelo projeto.
Outra solução que começa a aparecer nos novos projetos de cobertura é o uso do mezanino como recurso para ligar e integrar os dois pisos. O arquiteto Sérgio Caldas lançou mão dele em dois diferentes empreendimentos, ambos em Botafogo: Vogue, da MDL Realty, com coberturas tríplex, e Parc du Conde, da Concal, em que as coberturas são dúplex.
- As coberturas tradicionais não tinham plantas versáteis. Mesmo contratando um bom arquiteto para comandar a reforma, muitas vezes só era possível fazer um puxadinho. E a cobertura acaba perdendo o terraço - analisa Caldas. - O mezanino integra toda a área social dando maior uso ao piso superior - completa, explicando ainda que manteve o pé-direito duplo em metade das salas inferiores.
No caso da cobertura da Concal, Caldas ainda usou vidro em quase todas as paredes, facilitando, mais, a comunicação entre os dois andares. Outro detalhe importante, as escadas que dão acesso ao mezanino são retas, muito mais confortáveis para subir do que as do tipo caracol.
- A não ser que se consiga fazer uma escada com um desenho bonito, o ideal é sempre usar as retas, que são mais confortáveis e fazem toda a diferença no projeto. Mesmo esses apartamentos nem sendo tão grandes assim.
No caso da cobertura linear que a Brookfield Incorporações está construindo na Barra, no Grand Hyatt Residences, espaço não vai faltar. O imóvel vai ter mais de mil metros quadrados de área. Quase 40% ocupada por varandas, onde haverá piscina com raia de 20 metros além de inúmeros espelhos d\'água e um deck molhado com espreguiçadeiras. A integração com a área interna é feita pelo piso que será igual nos dois lados e, o melhor, sem qualquer desnível.
Isso será possível porque a arquiteta Stella Lutterbach projetou a cobertura com uma laje dupla. Assim, as varandas acabam funcionando como uma grande calha. Decks - que podem ser feitos com pedras de mármore travertino ou madeira certificada e que tem pequenas frestas permitindo o escoamento da água da chuva - fazem com que a área externa fique nivelada com a interna. A mesma lógica funciona para a piscina, que fica enterrada no piso, e não sobre um deck mais alto, como é mais comum.
- A ideia é que a cobertura seja quase uma casa. Por isso, só tem paredes de vidro e brises de correr, fazendo com que tenha uma vista de 360 graus - conta Stella.
O imóvel está no mercado. Mas o precinho é salgado: R$ 47 milhões. As outras custaram entre R$ 583 mil e R$ 2,85 milhões. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
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03/03/2013
Bairros da Zona Sul do Rio são os mais valorizados do país
Valores podem ser comparados aos praticados fora do Brasil
Leblon, Ipanema, Lagoa, Gávea e Jardim Botânico são os bairros mais valorizados do país, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Leblon é o que tem os preços mais altos da cidade. Em janeiro, o valor médio do metro quadrado na região chegou a R$ 20.451.
Pela pesquisa, se for na orla, o valor pode dobrar. Em seguida vem Ipanema, com média de R$ 17.720 o metro quadrado; Lagoa com R$14.908; Gávea, R$ 14.803; e Jardim Botânico, com R$13.818.
Diretor da Brasil Brokers, Mário Amorim explica que a disparada dos preços acontece por causa de atrativos como as praias, além da proximidade com o Centro.
\"Há muita procura e pouca oferta. Na Zona Oeste, é o contrário: ainda não há aumento significativo porque temos muitas opções na Barra da Tijuca e no Recreio. Assi m, os preços ficam mais equilibrados\", diz.
Ele ressalta que os valores da Zona Sul podem ser comparados aos praticados em cidades como Miami e Nova York, nos Estados Unidos.
Fique ligado
Antes de bater o martelo na compra do imóvel, 75% os clientes visitam de dois a cinco estandes de vendas. É o que aponta um estudo feito pela imobiliária Lopes. Conforme a pesquisa, a idade média dos
compradores é de 32 anos e 72% dos interessados levam seis meses para concluir o negócio.
A Lopes ouviu 1.166 pessoas e a maioria quer pagar de R$ 200 mil a R$ 500 mil. Isso mostra a importância de ter apartamentos decorados nos estandes de vendas.
Outro indicador é o crescimento no mercado secundário, ou seja, de unidades que não são na planta. Do total, 18% também visitaram imóveis usados ou prontos novos nunca habitados.
Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
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03/03/2013
Valorização do Barreto agita mercado imobiliário
Metro quadrado teve alta de 33,40% em 12 meses, segundo a Fipe. Índice superou bairros como Icaraí, Camboinhas e Charitas que geralmente são os mais valorizados
Um dos bairros mais antigos de Niterói, onde tinha o tradicional Carnaval na década de 1960, o Barreto se tornou um local disputado por novos moradores. Uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostrou que o valor do metro quadrado no bairro aumentou 33,40% de fevereiro de 2012 a janeiro de 2013, a maior alta registrada em Niterói.
O índice superou bairros como Icaraí, Camboinhas e Charitas que geralmente são os mais valorizados da cidade. Entre os fatores que estimularam o crescimento está a maior demanda por imóveis na região, já que o Barreto se tornou estratégico para quem deseja ter facilidade de acesso ao Rio de Janeiro, seja pela ponte ou pelas barcas.
O gerente de locações da imobiliária Grupo Imóveis, Fábio Donizeti, afirma que o mercado na Zona Norte de Niterói está aquecido.
\"O Barreto é um bairro com vocação residencial, embora também possua um corredor viário predominantemente comercial com potencial de crescimento. O maior atrativo é a proximidade simultânea com dois municípios vizinhos, Rio e São Gonçalo, e com a Rodovia Niterói Manilha que é a saída/chegada de Niterói\", explica.
Ele acrescenta que o preço do metro quadrado na região está em uma faixa elástica, variando de R$ 3,5 mil a R$ 5,4 mil, já que o bairro possui construções muito antigas além de empreendimentos novos.
Para Donizeti, ainda são necessárias mudanças na organização do trânsito e do comércio, limpeza urbana, escoamento de esgoto, ampliação e recuperação das áreas de lazer e, se possível, melhorias na área de saúde, para atrair ainda mais moradores em potencial.
Ele revela que a procura é por compra e por aluguel, especialmente por apartamentos e destaca que, comparando-se ao restante da cidade, existem outros bairros com maior valorização imobiliária, portanto o Barreto se torna uma alternativa razoável.
O diretor-superintendente da Brasil Brokers em Niterói, Bruno Serpa Pinto, diz que o perfil de quem procura um imóvel no bairro é de pessoas que estão começando a vida, casais jovens sem filhos ou com apenas uma criança, que procuram uma opção mais em conta que Icaraí, mas com boa mobilidade urbana.
\"É uma boa região. Possui o Parque Monteiro Lobato e algumas praças que oferecem boas opções de lazer, além de não ter sensação de abandono e de falta de policiamento. Ao preço que se propõe, é adequado\", explica Serpa Pinto, informando ainda que o valor de um apartamento de dois quartos está, em média, em R$ 200 mil e o aluguel, em média, em R$ 1 mil.
Ele analisa que, como não houve novos lançamentos, mas as pessoas continuaram interessadas, a demanda puxou o aumento dos preços no bairro. Ele destaca ainda que o projeto da Linha 3 do Metrô do Rio de Janeiro prevê uma estação no local e que esse fator já incentiva a procura por imóveis.
\"Já temos investidores que compram imóveis no Barreto esperando a valorização que o metrô trará. Como a mobilidade urbana é um dos principais problemas da atualidade, é natural que haja esse interesse\", analisa.
Alex Nunes, corretor da Fusão Imobiliária, confirma e conta que um cliente optou por um apartamento no bairro porque poderia ver, da janela, se a ponte estava engarrafada e decidir ou não ir para o trabalho de barcas.
\"A expectativa para os próximos dois anos é grande. As construtoras procuram novos terrenos para investir em empreendimentos no bairro e as pessoas procuram tanto imóveis novos como antigos. Tanto a venda como o aluguel são bons\", esclarece.
Ele pondera que, além do preço mais acessível, as possibilidades de financiamento, como o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ajudam o público mais jovem a adquirir um imóvel no local.
Preço dos imóveis deve subir
Prefeitura de Niterói terá que exigir o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) antes de liberar a construção de novos empreendimentos residenciais ou comerciais com mais de seis pavimentos em Icaraí. O município está sujeito à multa de R$ 50 mil para cada licença, em caso de descumprimento.
O presidente da Associação de Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi-Niterói), Jean Pierre Biot, prevê um impacto no mercado mobiliário da região, que concentra grande parte de novos investimentos, e alerta para um possível aumento dos preços dos imóveis.
\"A decisão da Justiça deve ser cumprida, mas é importante destacar que não houve desobediência à legislação do município. A lei municipal 2.051 de 6 de janeiro de 2003, que regulamenta a necessidade do Estudo de Impacto Vizinhança, afirma que apenas edificações com área de 25 mil metros quadrados ou superior precisam desse estudo. Essa regra era cumprida\", explica.
Icaraí é um dos bairros niteroienses mais procurados, tanto por construtoras quanto por moradores em potencial. Para atender à demanda, somente ano passado, foram lançadas no local 768 novas unidades residenciais.
Determinação
A decisão do Juízo da 10ª Vara Cível torna obrigatório o estudo antes de qualquer construção com mais de seis pavimentos. A determinação foi baseada em uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público.
Segundo o promotor de Justiça Augusto Vianna Lopes, autor da ação, a aprovação indiscriminada de licenças, ignorando o estudo, provoca danos ao meio ambiente urbano e à qualidade de vida da população.
No texto da ação, o Ministério Público afirma que \"a aplicação unicamente da lei municipal nº 2.050/03 constitui verdadeira falha urbanística, deixando de incluir os empreendimentos efetivamente impactantes sob o ponto de vista viário e de vizinhança\". Posteriormente, o número da lei 2.050/03 foi alterado para 2.051/03, mas seu conteúdo continuou o mesmo.
Estudo
O EIV é um instrumento de proteção urbanística, previsto no estatuto da cidade, destinado a prever os impactos positivos e negativos de empreendimentos em relação à qualidade de vida da população local. Publicado por: O Fluminense -
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01/03/2013
MAR, um presente no aniversário da cidade
Museu, que será inaugurado hoje, é o primeiro prédio a ficar pronto na Zona Portuária
O Museu de Arte do Rio (MAR) abrirá as portas hoje, transformando- se no primeiro ícone da revitalização da Zona Portuária a ficar pronto. Para que tudo estivesse concluído hoje, no aniversário da cidade, o movimento de máquinas e operários nos dois edifícios que compõem o complexo, na Praça Mauá, foi incessante. Furadeiras, lixadeiras, martelos e outros instrumentos barulhentos foram ouvidos até ontem pelos cerca de 15 mil metros quadrados da instituição. Um batalhão de 200 pessoas trabalhou sem parar nos arremates. O teste de iluminação, realizado na noite de quartafeira, destacou a cobertura que une os dois prédios de arquiteturas diferentes.
COBERTURA SIMULA ONDA
Com uma área de cerca de 1.650 metros quadrados e espessura de 15 centímetros, a cobertura de concreto simula uma onda e pode ser vista de longe. Para sua construção, foram usadas 70 toneladas de aço e 40 caminhões de concreto, injetado durante um processo que levou 19 horas consecutivas. Cerca de 800 toneladas são sustentadas por 37 pilares. Desenvolvida em um isopor que resiste à compressão de mais de uma tonelada por metro quadrado, a fôrma da cobertura foi moldada sob coordenação do artista plástico e artesão Carlos Lopes - que este ano trabalhou no barracão do Salgueiro - por uma equipe de 33 profissionais especializados no material. Depois de utilizadas, as maiores peças que constituíam essa fôrma foram doadas a escolas do Grupo Especial e da Série A, que usaram o material nos desfiles.
O museu foi instalado em dois prédios - o mais moderno e que foi todo reformado abrigava um hospital da Polícia Civil (hoje Escola do Olhar); o mais novo, em estilo eclético, é o antigo Palacete Dom João VI. O público terá acesso ao palacete pelo prédio anexo, depois de atravessar uma passarela que liga os dois imóveis. Do alto da Escola do Olhar, avista-se boa parte da região, sem falar no enorme canteiro de obras do projeto Porto Maravilha e nas obras do futuro Museu do Amanhã.
A inauguração de hoje deve contar com a presença da presidente Dilma Rousseff. Amanhã, educadores e artistas percorrerão os quatro andares de exposições. No domingo, vizinhos do MAR (moradores dos bairros Saúde, Gamboa e Santo Cristo) e funcionários que trabalharam na obra serão os convidados. O museu receberá os visitantes com quatro mostras simultâneas, uma em cada andar do Palacete Dom João VI. O público em geral só poderá conhecer o museu, orçado em R$ 76 milhões, na terça-feira. O acervo vai de Aleijadinho a Tarsila do Amaral, passando por ícones da arte contemporânea.
A concessionária Porto Novo, contratada pela prefeitura para executar obras e prestar serviços públicos na Zona Portuária, colocou a postos cem funcionários de conservação, limpeza e sinalização no entorno do museu. Em frente ao MAR, foram finalizadas obras de infraestrutura, como redes de drenagem, eletricidade e telecomunicações; e urbanização, com pavimentação, paisagismo e instalação de iluminação pública e papeleiras. Nas últimas semanas, foram plantadas 63 mudas de ipês, oitis, mirindibas e equináceas na área. Hoje, será montada uma operação especial de trânsito na região.
A entrada inteira custará R$ 8. Às terças-feiras, o ingresso é gratuito. O museu funcionará de terça a domingo, das 10h às 17h. Site: http://www.museumar. com/. Publicado por: O Globo - Jacqueline Costa
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01/03/2013
Porto do Rio, sua história e futuro
Na próxima quarta-feira abre ao público a exposição Porto do Rio, sua história e futuro, de concepção, conteúdo e cenografia de Ana Borelli, dentro do Stand Porto Atlântico, da Odebrecht. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
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01/03/2013
Desafios de uma cidade que se reinventa
Missão de transformar o Rio até a Copa de 2014 e os Jogos de 2016 exigirá planejamento, recursos e zelo com a preservação
O Rio faz aniversário de 448 anos com um desafio daqueles. Dentro de um ano, sediará a Copa do Mundo, e, daqui a três anos, será o palco das Olimpíadas de 2016. Embalada pelos bons ventos do projeto de pacificação de suas favelas, a cidade, como muitas vezes em seu passado - desde as grandes batalhas que cercaram a história de sua fundação em 1565 -, se vê diante da responsabilidade de vivenciar um momento único em sua história. Em vez de desbravadores portugueses, é missão de todos os cariocas e de todos os envolvidos nesses grandes eventos mostrar que a capital está pronta para dar um grande passo para transformar-se e apoderar-se do melhor das mudanças em curso. É desafio de gente grande, que pode ser materializado em números: segundo a prefeitura, os principais investimentos anunciados em infraestrutura são da ordem de R$ 45 bilhões, e os eventos esportivos movimentarão cerca de R$ 56 bilhões.
Novas paisagens à vista
No caminho para a excelência, o Rio sabe que enfrentará desafios na área de transportes, como, por exemplo, levar o metrô à Barra e entregar os corredores expressos de ônibus (BRTs), que preveem gastos, até 2015, em torno de US$ 8,5 bilhões. Os canteiros de obras já estão espalhados pelas ruas. Ainda na área de infraestrutura urbana, há grandes transformações à vista. Uma das mais importantes deve se dar na no Porto, onde as obras de revitalização vão trazer de volta parte de um passado remoto, com a restauração de antigas construções, mas também gerar um novo estilo de ocupação da área degradada há muitos anos. Tudo isso tem muito a ver com os eventos esportivos. Num futuro próximo, quando passar pelo Porto, o carioca verá uma paisagem diferente, uma vila de acomodações para árbitros e outros profissionais que vão trabalhar durante os Jogos, além de dois hotéis e instalações operacionais como o Centro de Mídia não credenciada, o Centro Operacional de Tecnologia e o Centro de Distribuição de Uniformes. Nesse
mesmo futuro próximo, vai ver ainda o novo Museu de Arte do Rio (Mar), que inaugura hoje, e a vista da Baía, graças à arrojada decisão de demolir parte do Elevado da Perimetral.
Transformar sem abrir mão do passado
O que essas mudanças vão gerar nos anos seguintes, tanto em termos econômicos quanto de rotina urbana, é a grande questão. Estudioso das transformações vividas pela cidade, o arquiteto Helio Brasil diz que o Rio já passou por momentos de grandes intervenções, como, por exemplo, na gestão do prefeito Pereira Passos, no início do século XX.
- Há sempre perdas e ganhos. Com Pereira Passos, houve a eliminação de algumas antigas construções, mas, por outro lado, ganhamos um belo acervo do ecletismo ao longo da Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco. Para fazer o Aterro do Flamengo, que é uma beleza, demolimos o Morro de Santo Antônio. Mas, de qualquer maneira, tivemos obras que perduraram. No século XX, um dos pontos positivos foi a constituição do corredor cultural, preservando os sobrados ao longo das ruas Uruguaiana e Carioca. Isso parece que mudou um pouco a percepção dos cariocas sobre a importância de preservação de seu acervo histórico. Hoje o Rio de Janeiro tem exemplares desde o século XVIII até obras muito interessantes do chamado pós-modernismo - analisa.
Buscar o equilíbrio entre passado, presente e futuro é uma das preocupações com a expectativa de um boom imobiliário. Segundo pesquisa da Lopes Imobiliária, empresa de intermediação e consultoria, as regiões que apresentaram melhores resultados no ano passado, Barra, Recreio, Freguesia, Tijuca, Jacarepaguá, Grande Méier e Botafogo, devem repetir o feito este ano. Para o vice-presidente da construtora RJZ Cyrela, Rogério Zylbersztajn, a cidade inteira vivencia esse crescimento, e de diferentes formas:
- O Rio se tornou objeto de desejo, seja para morar, trabalhar ou investir. Considerando a expansão geográfica, sem dúvida o crescimento segue em direção à Zona Oeste, com destaque para a Barra da Tijuca, o novo eixo que se forma no entorno da Avenida Abelardo Bueno e todas as possibilidades que surgem no Recreio com a abertura do túnel da Grota Funda. Nas zonas Norte e Portuária, o crescimento se mostra na autoestima renovada de bairros que ficaram anos abandonados e hoje passam por um inédito processo de revitalização. Na Zona Sul, consolidada, o crescimento se traduz em valorização.
Em 2012, o mercado imobiliário no Rio registrou o licenciamento de mais de seis milhões de metros quadrados, recorde histórico na cidade, segundo o vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Paulo Fabbriani. A última vez que o Rio contemplou um cenário tão positivo foi em 1982, quando esta mesma marca quase foi alcançada.
Publicado por: O Globo -
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01/03/2013
A casa do Conde D\'eu
Construída no século XIX e tombada em 1990, esta belíssima casa, que pertenceu ao Conde d\'Eu, marido da princesa Isabel, vai virar um hotel-butique. O prédio fica na Rua Mundo Novo 482, nas franjas do morro de mesmo nome, em Botafogo, Zona Sul do Rio. A empresa inglesa Brazil Property contratou o escritório do querido arquiteto Paulo Casé para fazer o projeto, que prevê a preservação do imóvel e contará com a colaboração do arquiteto Jaime Morais. Terá apenas 20 suítes, construídas também em áreas vizinhas. De qualquer ambiente do hotel será possível contemplar a vista da mata. Contudo, o que mais irá impressionar os futuros hóspedes será a deslumbrante paisagem do Pão de Açúcar. De lá, o monumento natural é visto de um ângulo pouco conhecido pelos cariocas. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
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01/03/2013
Pezão anuncia pacote de R$ 95 milhões em obras
Ao lado do prefeito Rodrigo Neves, vice-governador fez o lançamento do programa Bairro Novo e confirmou a construção de um centro gastronômico na cidade
O ponto de partida do programa Bairro Novo, anunciado recentemente pelo governo fluminense, será em Niterói. Na quinta-feira, o vice-governador e coordenador de Infraestrutura do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, reuniu-se com o prefeito Rodrigo Neves para confirmar o aporte de RS 77 milhões no projeto, que prevê obras de pavimentação e drenagem 177 ruas de vários bairros da Região Oceânica até o ano que vem. Formam ainda o pacote de investimentos divulgado para o município a construção de um mercado gastronômico e um centro integrado de comando e controle, que consumirão R$ 10 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente.
De acordo com Pezão, o governador Sérgio Cabral fez questão de que Bairro Novo começasse por Niterói. O pro¬grama, que será estendido para outros 19 municípios fluminenses, vai ser iniciado pela Rua Orestes Barbosa, em Piratininga. Vias de outros bairros, como Itaipu, Engenho do Mato, Camboinhas, Cafubá, Tibau, Maravista e
Jardim Imbui também receberão a iniciativa.
Por determinação do governador, vamos começar por Niterói. E se aqui o programa vai trazer muitos be¬nefícios para a população, imagina em lugares muito carentes, como a Baixada Fluminense?\", questionou Pezão. Ele também destacou outras parcerias do governo fluminense com a prefeitura de Niterói atualmente em andamento, como o programa Asfalto na Porta, que será responsável pelo recapeamento de 25 quilômetros de ruas do município.
\"O projeto é o maior investimento da história de Niterói em infraestrutura urbana. Ele vai mudar a história da Região Oceânica. Todos os recursos sairão do governo do estado e a prefeitura dará suporte\", afirmou o prefeito. \"Somando todas as parcerias, Niterói vai receber R$ 120 milhões somente em recursos do governo do Estado. Essa união vai reconstruir Niterói.\"
Gastronomia
As outras duas obras anunciadas serão financiadas por meio do Programa de Desenvolvimento de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Prodetur-RJ). De acordo com a prefeitura de Niterói, o projeto do mercado gastronômico tem como modelo o Central de Abastecimento do Estado da Guanabara (Cadeg), no Rio. e ficará na Avenida Feliciano Sodré, no Centro. \"O mercado vai gerar muitos empregos para a cidade\", comentou Pezão.
Já o centro de comando, que será instalado na Região Oceânica, terá a função de monitorar as vias cidade por meio de um trabalho integrado das forças de segurança federais, estaduais e municipais que operam no município. \"Este sistema de controle, juntando as policiais federal, militar e civil, além da guarda municipal, vai funcionar como um grande big brother monitorando toda a cidade\", comemorou Neves. Publicado por: Jornal do Commercio -
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28/02/2013
A nova Vila Autódromo
Está pronto o projeto da área de lazer do Parque Carioca, condomínio residencial que a Prefeitura do Rio e o programa Minha Casa Minha Vida, do Governo federal, construirão em Jacarepaguá, para doar aos moradores que serão removidos da Vila Autódromo. A favela, como se sabe, fica ao lado do futuro Parque Olímpico e será extinta. Ao custo de R$ 105 milhões, serão erguidos 900 apartamentos - 45 deles adaptados para receber pessoas com necessidades especiais - de dois e três quartos, que devem ser entregues até fevereiro de 2014. O Parque Carioca terá creche, escola, clube com piscina, quadras de esporte, área verde, além de espaço gourmet igual ao dos condomínios da vizinha Barra da Tijuca. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
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28/02/2013
Aplico o dinheiro ou financio o imóvel?
A hora da casa própria é agora. Com os juros dos financiamentos imobiliários no menor patamar dos últimos dez anos, de acordo com a Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), e a taxa básica de juros (Selic) na mínima histórica, quem deseja comprar ou trocar de moradia vive um momento francamente favorável. Neste cenário, mesmo se forem consideradas as condições mais alongadas do crédito dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), com prazo de 420 meses, entrada de 10% do valor do bem e juros médios de 8,5% ao ano, se a propriedade adquirida se valorizar em média 7,28% já será suficiente para bater a rentabilidade de um fundo DI com taxa de administração de 1%. Os cálculos são do economista Marcelo d\'Agosto, autor do blog \"O Consultor Financeiro\", do portal Valor.
Pela simulação feita pelo especialista, uma variação positiva de 7,28% no preço da casa ou do apartamento seria suficiente para compensar tanto os juros pagos à instituição financeira quanto o chamado \"custo de oportunidade\" da parcela de entrada e do valor das mensalidades, ou seja, a rentabilidade que a pessoa teria se o dinheiro tivesse sido aplicado no mercado financeiro. Na mesma situação, se o mutuário conseguir a menor taxa de juros dentro do SFH, de 7,80% ao ano, bastaria a propriedade se valorizar 6,97% no ano, em média, para vencer o portfólio DI - que, descontados o Imposto de Renda (15%) e a taxa de administração, renderia 5,31% em 12 meses.
Na hipótese de uma entrada de 50% do valor do imóvel, essa relação cai ainda mais. Na taxa de 8,50% ao ano, o preço do imóvel precisaria crescer 6,83% para compensar a oportunidade do fundo. E, com financiamento a 7,80% anuais, a valorização necessária seria de 6,66%.
No caso dos imóveis adquiridos para locação, a alta estimada no preço teria de ser ainda menor. Isso porque a renda de cada mês entra na soma do retorno nominal. Desse modo, um aumento de preço de 3,08% seria suficiente para bater o DI, se considerarmos o \"yield\" médio do aluguel em São Paulo, conforme o índice Fipe/Zap, ou seja, a taxa de retorno medida pela relação entre o aluguel e o preço de mercado da propriedade, que, em janeiro de 2013, estava em 0,35% ao mês, líquido de IR. Isso no caso de um financiamento com entrada de 10% e juros de 8,50% ao ano. Se a entrada aumentasse para 50% e a taxa caísse a 7,80%, bastaria o imóvel valorizar 2,46%, em 12 meses, para ganhar da aplicação tradicional.
\"Se for para morar, então é hora de se fazer isso [financiar o imóvel]. O crédito imobiliário está muito atrativo\", afirma o professor do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), Keyler Carvalho Rocha. Segundo o especialista, quem vai comprar um imóvel deve usar já todo o dinheiro guardado para isso. \"Não é bom negócio manter dinheiro aplicado, a não ser como reserva e para assegurar liquidez.\"
O professor de finanças do Insper, Michel Viriato, explica que, quando o imóvel se valoriza mais do que a taxa de financiamento, beneficia-se do chamado efeito de alavancagem sobre o patrimônio. \"Sempre que o bem rende mais que os juros é melhor financiar do que comprar à vista. Neste caso, quem compra à vista vai deixar de ganhar dinheiro.\"
Para ilustrar o efeito de alavancagem, Viriato faz um cálculo hipotético. \"Vamos supor que o ativo renda 10% ao ano. Você tem R$ 100 e pode conseguir mais R$ 100 com o banco. O valor emprestado tem juros de 5%. No final do ano você tem de pagar ao banco R$ 105. Se você juntar seu dinheiro com o financiamento terá R$ 200 para a compra do bem. Em 12 meses, conseguirá 10% sobre os R$ 200, ou seja, R$ 220. E se subtrair os R$ 220 dos R$ 105 do banco restarão R$ 115. Então em lugar de ter R$ 110, caso tivesse usado apenas os R$ 100 originais, terá R$ 115. Você alavancou a rentabilidade.\"
O professor do Insper alerta, no entanto, que qualquer eventual vantagem de financiar a compra do imóvel depende diretamente de sua valorização. \"Esse quadro tem um grande risco. Pode acontecer o contrário, se houver queda da rentabilidade do ativo. Não é possível dizer o que vai acontecer com os preços dos imóveis no longo prazo\", diz.
Os termômetros do mercado indicam o setor de habitações ainda aquecido, mas com tendência de desaceleração da subida de preços. Em 2012, a média de sete capitais alcançou valorização de 13,70%, segundo o índice Fipe/Zap. Em janeiro, a alta foi de 0,90%, acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação, que registrou 0,86% no mês.
Pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) mostra aumento médio dos imóveis de 10% no município de São Paulo. Para 2013, \"esperamos um comportamento de preços muito parecido ao do ano passado, porque o setor está retomando os lançamentos e a demanda está aquecida e mais saudável\", afirma o presidente da entidade, Claudio Bernardes.
Na avaliação do presidente da Zap Imóveis, responsável pelo índice Fipe/Zap, Eduardo Schaeffer, o que provavelmente vai acontecer nos próximos seis meses é essa valorização ficar mais próxima da inflação. De acordo com o especialista, a porta se fechou para a especulação, o que tornou a evolução dos preços mais \"estável e equilibrada\".
Apesar do cenário de crédito ser favorável, quem quer comprar um imóvel hoje encontra obstáculos de outra natureza. O maior problema é a mudança de patamar de preços no mercado. Com o valor do metro quadrado nas alturas, os bairros nobres ficaram mais distantes de parte da população que deseja trocar aluguel por financiamento.
Um empréstimo de R$ 250 mil, por exemplo, gera uma parcela mensal de R$ 2,4 mil, com taxa de 7,80% ao ano. Em São Paulo, essa mensalidade seria suficiente, conforme pesquisa em sites especializados, para alugar um apartamento de 2 dormitórios e 65 metros quadrados (m²) em Perdizes, ou similares em Moema e Vila Mariana, bairros nobres da capital paulista. Para financiar um imóvel de 65 m²com uma entrada de 10%, os R$ 300 mil equivalem a um poder de compra de R$ 4,6 mil reais por m², valor muito abaixo da média das regiões citadas, que vão de R$ 7,7 mil a R$ 8,7 mil por m².
A oscilação média também esconde um mercado muito mais assimétrico. No índice Fipe/Zap, enquanto há capitais com valorização maior que a inflação, como São Paulo e Rio de Janeiro, que tiveram aumentos reais de 4,2% e 3,5%, respectivamente, de junho de 2012 a janeiro de 2013 (acima do IPCA), outras apresentaram quedas no período, como Curitiba, com perda de 6,1%, e Brasília, que teve recuo de 5,8% no período. \"O comprador agora tem de ser muito mais seletivo. Hoje temos de comprar uma oportunidade e não apenas um imóvel\", afirma Eduardo Schaeffer, da Zap.
Publicado por: Valor Econômico - Sérgio Tauhata
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28/02/2013
Capricho nos detalhes
Cuidados especiais que trazem benefícios para os moradores são adotados por construtoras
A maioria das construtoras está investindo em cuidados especiais na hora de planejar como será o empreendimento. As empresas vêm apostando em materiais mais eficientes e iniciativas que ajudam a preservar o meio ambiente e até na redução de custos na manutenção. Um exemplo é a correta de revestimentos para fachada, pisos e cores das áreas externas do prédio e das unidades, contribuindo para um ambiente ainda mais harmônico.
A construtora Casa Mais é uma das empresas que têm tomado esses cuidados especiais. \"Os tons amadeirados são quentes. Logo, trazem vida, dinamismo e alegria aos espaços\", diz Peterson Querino, diretor da Casa Mais, que observa que, em relação ao porcelanato, sua durabilidade é maior e os gastos com manutenção são mais baixos. Sobre as cores das paredes, Peterson explica: \"Um ambiente decorado com tons neutros transmite tranquilidade, clareia e cria a ilusão de aumento do ambiente\".
A Efer também pensa nos detalhes. No Pride, em Niterói, por exemplo, a fachada será pintada com cores claras para proporcionar conforto térmico. Outro diferencial é que a iluminação será com sensores de presença para diminuir os gastos com energia. Já os apartamentos serão entregues com piso de porcelanato, ar-condicionado modelo Split na sala e varanda gourmet com cortina de vidro.
A Celta segue a mesma tendência. A empresa vai entregar os 216 apartamentos do Riviera Premium Residences, em Campo Grande, com porcelanato na sala, na varanda e nos quartos.
Publicado por: Meia Hora -
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28/02/2013
Cais das artes
Voltado para formação de pessoas e de acervo, Museu de Arte do Rio será aberto amanhã
Um museu voltado à formação, tanto de pessoas quanto de um acervo público de obras de arte. Essa é a missão a que se propõe o Museu de Arte do Rio (MAR), que abre as portas na sexta-feira (1º), aniversário da cidade, em evento para convidados, incluindo a presidente Dilma Rousseff.
Primeiro dos quatro museus públicos que o Rio vai ganhar nos próximos anos --os demais são o do Amanhã, o da Moda e o novo Museu da Imagem e do Som--, o MAR ocupa dois prédios na zona portuária, que serão abertos ao público a partir de terça.
A integração entre arte e educação é a meta do museu: não por acaso, visitantes entram no espaço pelo prédio da Escola do Olhar --área educativa que atenderá alunos e professores da rede pública-- para chegar às exposições.
Museu de Arte do Rio
\"É um museu da cidade para sua população\", diz Paulo Herkenhoff, 63, diretor cultural do MAR. \"Se for bom para a rede pública, será bom para os cidadãos e os turistas.\"
Planejado para abrigar coleções privadas em exposições temporárias, a instituição mudou de característica com a chegada de Herkenhoff e passou a ter como meta criar um acervo próprio.
O MAR estreia com cerca de 3.000 obras, entre elas uma escultura de Aleijadinho, a primeira na coleção de um museu carioca, e um quadro de Tarsila do Amaral.
Suas quatro exposições inaugurais, no entanto, ainda são baseadas em coleções particulares, como as do casal Fadel e a de Jean Boghici --reduzida por um incêndio que atingiu a cobertura do colecionador no ano passado.
EXEMPLO DA PINACOTECA
Erguido ao custo de R$ 79,5 milhões, o MAR é uma parceria da prefeitura com a Fundação Roberto Marinho, à qual o município destinou cerca de R$ 62 milhões, por serviços nos dois prédios.
Do custo total, R$ 14 milhões vieram por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac); o museu tem a Vale e as Organizações Globo como