notícias imobiliárias

  • 17/04/2014 Paisagista americano, responsável pelo Trump Hotel, pede agilidade na adoção da Praça do Ó
    Quando conheceu a Praça do Ó, há três anos, o premiado paisagista americano Andy Witkin levou um susto com as crianças brincando em meio à sujeira. A cena colaborou para que ele aceitasse, no ano passado, o convite da LSH Barra, braço da incorporadora Polaris responsável pela construção do Trump Hotel, para revitalizar o espaço. Até agora, no entanto, só as obras do prédio avançaram. Isso porque, para reformar a praça, a empresa precisa adotá-la.

    Segundo a LSH, o pedido de adoção da área à Fundação Parques e Jardins foi feito há cerca de dez meses.

    - A demora (em responder) não está certa. Estamos falando da Barra. O interesse privado quer revitalizar a área, mas o governo tem que ser parte da solução - reclama Witkin, que esteve no Rio na semana passada e falou com exclusividade ao GLOBO-Barra.

    Em nota, a Fundação Parques e Jardins negou o recebimento de solicitação com este fim, mas disse que a adoção é de seu interesse. A LSH, porém, sustenta ter enviado ofício formalizando o pedido e feito reuniões com funcionários da fundação. Acrescenta que espera a manifestação da prefeitura para dar continuidade ao processo.

    Após a adoção, Witkin planeja consultar os frequentadores da Praça do Ó a respeito das obras. Ele diz que pretende criar um ambiente bonito, adequado à prática de esportes e convidativo para quem queira relaxar:

    - O espaço verde não pode sumir. É uma demanda ainda maior hoje. Todos hoje estão muito mais estressados.

    Se aprovado, o investimento da construtora na praça deverá ser de R$ 15 milhões. As obras, previstas para começarem até dezembro, melhorariam o acesso ao Trump Hotel, em Jardim Oceânico, no qual o paisagista é responsável, entre outros projetos, por uma piscina \"sem fim\".

    - Com a borda infinita, faremos as pessoas se sentirem parte da natureza. De qualquer lugar do deque, elas poderão ver o oceano e ouvir o seu barulho - afirma. - O visual da Barra é espetacular, e temos de tirar proveito disso.

    O hotel com assinatura de Donald Trump tem custo calculado em R$ 300 milhões. Deverá estar pronto em 2015 e será construído a partir de conceitos sustentáveis, segundo a Polaris. O modo de viver na Barra também influenciará sua arquitetura, diz Witkin.

    - A vida saudável encanta as pessoas. E, após as Olimpíadas, a Barra aparecerá no mapa mundial - prevê.
    Publicado por: O Globo -
  • 17/04/2014 Rio 2016: legado dos Jogos terá investimento de R$ 24,1 bilhões
    Menos de um mês após o Comitê Olímpico Internacional (COI) demonstrar preocupação com a falta de um orçamento detalhado dos Jogos de 2016, os três níveis de governo apresentaram na tarde desta quarta-feira, no Forte de Copacabana, os custos que cada esfera terá com o evento. Somando todos os gastos, a Olimpíada custará, segundo este último cálculo, R$ 36,7 bilhões. Desse total, R$ 24,1 bilhões (65%) serão destinados às obras de legado do evento, R$ 7 bilhões aos custos operacionais e de organização do Comitê Rio 2016 e R$ 5,6 bilhões restantes são dos 24 projetos já aprovados da Matriz de Responsabilidades, documento divulgado em janeiro pela Autoridade Pública Olímpica (APO) que relaciona as obrigações dos entes governamentais e do setor privado em projetos necessários para os jogos, como a Vila dos Atletas e os parques olímpicos. Estiveram presentes o presidente da APO, general Fernando Azevedo e Silva, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, o prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão.

    - A grande conquista é que mais de 60% de todos os recursos são de origem privada, fruto de captação e de PPPs. Londres tem sido usada como modelo de Olimpíada, mas a nossa terá muito menos recursos públicos - afirmou o prefeito.

    Valor não é definitivo

    Os R$ 36,7 bilhões, no entanto, ainda não são o valor definitivo, pois 28 dos 52 projetos que constam na Matriz de Responsabilidades da APO ainda não foram licitados. Nesta quinta-feira será publicado o edital de licitação do Complexo Esportivo de Deodoro. Estima-se que os 11 projetos do complexo acrescentem mais R$ 900 milhões ao custo total. Os outros 17 projetos que continuarão pendentes ainda não têm orçamento definido. Tudo indica que o valor final da Olimpíada só será conhecido às vésperas do evento.

    - Só será possível descobrir o custo final quando todos os projetos listados na matriz estiverem em sua maturidade. Será perto da entrega das instalações, infelizmente - admitiu, após o encontro, o general Azevedo e Silva.

    O plano do legado apresentado nesta quarta-feira lista os 27 projetos voltados para as áreas de infraestrutura, mobilidade, meio ambiente e urbanização. Integram essa lista, por exemplo, o Porto Maravilha, a Linha 4 do metrô, os BRTs e a duplicação do Elevado do Joá. A maior parte de iniciativas (14) cabe à prefeitura. O percentual de recursos privados nas obras do legado será de 43% (R$ 10, 3 bilhões), contra 57% (R$ 13,8 bilhões) de verba pública. O maior percentual de gastos públicos com o legado ficará a cargo do governo do estado, que terá como principal investimento os R$ 8,79 bilhões da ampliação do metrô, dos quais 88% sairão do erário estadual.

    Todas as obras de legado já estavam programadas ou mesmo em andamento, mas foram aceleradas pela Olimpíada. O prefeito Eduardo Paes destacou, no entanto, que foram incluídas no plano de políticas públicas apenas o que ainda não está pronto, pois o objetivo do cronograma, segundo o prefeito, é dar ao cidadão ferramentas para cobrar o poder público.

    - Agora todos podem saber quem é responsável pelo quê, quem deve ser cobrado por cada um dos investimentos anunciados. Estamos dando mais transparência aos gastos com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos - destacou Paes.

    Mais que o prometido na candidatura

    O prefeito disse ainda que está sendo feito mais do que se prometia no dossiê de candidatura. Ele citou, por exemplo, os cinco reservatórios - também chamados de piscinões - contra enchentes na Grande Tijuca. O primeiro deles, na Praça da Bandeira, foi inaugurado no fim de 2013 e está em operação.

    - Não há hipótese de o Rio alagar durante os Jogos, pois não é uma época de chuvas na cidade. Apesar disso, incluímos no pacote os outros quatro piscinões já em construção, que vão receber as vazões dos rios Trapicheiros, Maracanã, Jacó e Joana. Com isso, estamos garantindo que a Olimpíada deixará uma transformação permanente no Rio - afirmou ele.

    A Baía de Guanabara também foi citada durante a apresentação. Como, segundo as autoridades, o problema maior para as competições no local é o lixo na superfície, e não a poluição propriamente dita, foi apresentado o programa Baía Sem Lixo. Dez ecobarcos vão fazer o trabalho permanente de recolhimento do lixo flutuante - três já estão em operação desde janeiro e os outros sete serão licitados ainda este mês. Para reduzir a poluição, o governador prometeu a construção de um tronco coletor que vai captar o esgoto de bairros como Centro, Tijuca, Praça da Bandeira, Catumbi, Cidade Nova, Estácio e Rio Comprido. A promessa é que o novo sistema irá reduzir a carga poluidora lançada no Canal do Mangue - que deságua na Baía de Guanabara.

    Já o governo federal vai investir principalmente no Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD/Ladetec), que será também um centro formador de profissionais especializados. O laboratório ficará na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    - O Brasil não possui um centro como esse. Depois dos Jogos, ele continuará sendo uma referência nesse campo - afirmou o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo.

    Obras seguem em ritmo lento

    Os números apresentados nesta quarta-feira respondem em parte aos questionamentos do Comitê Olímpico Internacional (COI). No dia 21 de março, o diretor-executivo do comitê de inspeção do COI, Gilbert Felli, manifestou preocupação com o fato de que, até aquele momento, União, estado e prefeitura não haviam apresentado o orçamento detalhado dos gastos públicos de cada um para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016. O comentário foi feito ao fim da última visita do comitê à cidade, para acompanhar os preparativos para o evento.

    Três semanas depois, o COI anunciou uma série de medidas para acompanhar os preparativos dos Jogos. Entre elas, a antecipação da vinda de Felli ao Rio. Sua chegada está prevista para a semana que vem, depois dos feriados, quando ele deve se reunir com o prefeito Eduardo Paes e o comitê organizador dos Jogos. Dias depois, Felli vai apresentar ao COI sua primeira avaliação sobre o andamento dos preparativos.

    As medidas foram anunciadas pelo presidente do COI, Thomas Bach, no último dia 10, depois de uma reunião com representantes das federações esportivas, que começam a se alarmar com os atrasos nos preparativos do Rio para as competições. Embora rejeite a palavra intervenção, na prática, o COI decidiu tomar as rédeas da organização dos Jogos: vai acompanhar, passo a passo, as obras na cidade. Bach avisou que anunciará, nas próximas semanas (a data ainda não foi fixada), a criação de forças-tarefas. E que o COI também vai recrutar no Rio um administrador de projetos \"com experiência em construções para monitorar, no dia a dia, os progressos das obras de infraestrutura\".

    Sobre o anúncio, Paes disse que vê com bons olhos a antecipação da chegada de Felli. O prefeito reconheceu que o atraso nas obras do Parque Olímpico de Deodoro é preocupante, mas garantiu que cumprirá todos os prazos. Publicado por: O Globo - Caio Barreto Briso
  • 16/04/2014 Tijolos feitos a partir de... borra de café
    Uma equipe da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova Lisboa está desenvolvendo um tijolo feito a partir de borra de café, que promete mudar a construção de imóveis. O novo material é 50% mais leve que os tijolos tradicionais e aumenta o isolamento térmico entre 15% e 20%. Segundo a universidade, por ano, produzem-se no mundo seis milhões de toneladas de borra de café. Além disso, o café possui propriedades úteis à construção.

    \"A ideia não era só a do aproveitamento dos resíduos, mas usar um resíduo que pudesse beneficiar a cerâmica. Um dia, surgiu a ideia do café\", explica Carlos Galhano, engenheiro-geólogo e professor da faculdade, para o site português \"Público\".

    A novidade ainda está em estudo e os pesquisadores garantem que as paredes não terão cheiro de café e que o tijolo é resistente. Isso porque ele passa por um processo de cozimento em altas temperaturas, o que lhe garante rigidez. Entretanto, o tijolo de café não é indicado para paredes externas por não ser tão resistente quanto os tradicionais tijolos.

    \"O tijolo de café poderá ser usado em paredes de dentro dos imóveis ou então como camada interna das paredes exteriores, para aproveitar as propriedades do isolamento térmico. O material pode, ainda, substituir as paredes provisórias, feitas de gesso, dos escritórios e dos armazéns\", disse o pesquisador, acrescentando ainda que, apesar de o material ser menos resistente, o tijolo atende aos padrões das normas europeias em relação ao frio, calor, gelo e umidade.

    De acordo com os pesquisadores, há um grupo ibérico interessado no projeto, mas testar um protótipo teria um alto custo. A equipe também está neste momento estudando também a produção de tijolos com pó de cortiça. Publicado por: O Globo -
  • 16/04/2014 Tempo real ganha espaço em canteiros de obras
    O setor brasileiro de construção já foi apontado como um dos mais atrasados no campo de tecnologia da informação (TI). Mas, desde 2006, com a onda de abertura de capital de construtoras, essas empresas foram forçadas a buscar mais profissionalização e, por consequência, os investimentos em TI ascenderam.

    A primeira onda foi marcada por sistemas de gestão empresarial. Mais recentemente, com a retaguarda administrativa já organizada, foi a vez dos canteiros de obras, com os dispositivos móveis tomando o lugar das pranchetas.

    \"Hoje, o setor está cada vez mais preocupado em cumprir os prazos das obras e garantir a rentabilidade planejada. Um canteiro é praticamente uma cidade. Gerenciar toda essa dinâmica e assegurar que o planejamento está sendo executado é sempre um desafio\", diz Gustavo Bastos, diretor do segMarcos Sarge Diretor da Schahin mento de construção e projetos da Totvs. \"Com a popularização dos smartphones e tablets, essas empresas estão vendo nessas ferramentas ummeio eficiente de aprimorar o controle e a execução dos empreendimentos\", observa.

    Com cerca de 1,6 mil clientes no segmento, a Totvs tem investido em aplicativos para o sistema operacional Android, do Google, integrados ao seu sistema de gestão empresarial. Entre outros recursos, é possível antecipar a necessidade de manutenção em equipamentos e a reposição de materiais. \"Hoje, por meio de um celular, você consegue ter na palma da mão qual tarefa determinado funcionário tem que executar e em qual prazo. À medida que as tarefas vão sendo concluídas, o aplicativo registra esse progresso e envia as informações em tempo real para a equipe responsável\", explica Bastos.

    \"Nossa indústria precisa cada vez mais de velocidade da informação. Há dez anos, um prédio de 24 andares era construído em quatro anos. Hoje, esse mesmo prédio é construído em dois anos. Não é possível executar uma obra nesse prazo sem controle da produtividade e da qualidade na ponta\", diz Marcos Sarge, diretor de desenvolvimento imobiliário da Schahin.

    A Schahin começou a investir em mobilidade nos canteiros em 2013. Hoje, todas as obras da construtora já incluem funcionários munidos de tablets para fazer apontamentos diários durante a execução dos empreendimentos. \"Se há algo errado, você consegue corrigir o rumo praticamente em tempo real. Antes, esses apontamentos eram feitos por papel, caneta e prancheta e, às vezes, uma informação demorava 30 dias para chegar no escritório\", explica.

    A demanda por esse tipo de aplicação atraiu a Teclógica, de Blumenau (SC). Em2011, a companhia desenvolveu a sua primeira plataforma de aplicativos para o setor. O pacote de aplicações permite acompanhar e controlar em campo fatores como horas trabalhadas e a produtividade de cada funcionário, e o nível de segurança nas obras. Outra solução envolve a inspeção de cada etapa concluída do empreendimento.

    Imediatamente, a equipe do escritório tem acesso a essas informações e agiliza a correção desses problemas\", diz Luis Carlos Mesquita Scheide, diretor comercial da Teclógica, que tem uma base de clientes de 35 construtoras.

    A SulBrasil, de Blumenau, decidiu investir em um projeto com a Teclógica em 2011. \"Até então, todos os nossos processos eram manuais e baseados em planilhas. Nós vínhamos investindo fortemente em controle e produtividade desde 2004, mas começamos a identificar um enorme gargalo, por conta da demora para obter as informações\", diz Auriciane Fachini, engenheira da SulBrasil.

    Hoje, uma das principais aplicações é o controle da produtividade dos operários. Cada técnico munido de um tablet é responsável por acompanhar 100 homens em cada obra. Atualmente, a SulBrasil adota esse modelo em oito empreendimentos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Desde os primeiros projetos, a redução do retrabalho nas obras da construtora foi de 50%. \"Você consegue seguir o que foi orçado e planejado. Hoje, um gestor consegue tomar decisões com muito mais propriedade e agilidade, em cima de números e informações confiáveis\", afirma. Publicado por: Brasil Econômico - Moacir Draka
  • 15/04/2014 \'Barcelona fez o que o Rio tenta fazer agora\'
    \"Tenho 67 anos. Sou pediatra, casado e tenho quatro filhos. Sou da Catalunha da Espanha, e quando se iniciou a transição democrática fui ministro da Saúde da Catalunha- Depois dessa experiência, virei prefeito de Barcelona. O Rio é uma marca porque é precioso. Outras cidades não têm essas belezas\"

    Conte algo que não sei.

    Barcelona é uma cidade de grande sucesso, mas nos lugares onde há sucesso também há pobreza. O desafio é ajudar as pessoas que não vivem bem. Barcelona fez o que o Rio tenta fazer agora: aproveitar os Jogos Olímpicos para mudar a cidade. Hoje quem vai a Barcelona vê um estilo de cidade, mas não sabe que antes também havia favelas. O monte Montjuïc era um lixão. E em cima dele se construiu um estádio olímpico, com piscinas, estrutura.

    Como garantir o legado real de um evento desse porte?

    Barcelona vivia de costas para o mar. Em todo o litoral havia indústrias e favelas. A indústria foi tirada dali e a área foi transformada em praias. É preciso saber que cidade se quer para transformá-la. É essencial haver mobilidade, um bom transporte público. Barcelona montou uma circunvalação para que não ficasse congestionada. A recuperação das praias e a atenção às áreas de maior pobreza permitiram mudar a cidade. O mais importante são as estruturas que ficam, não se estarão prontas para a inauguração do evento. Antes dos jogos, Barcelona recebia um milhão de turistas, hoje, são sete milhões por ano outros dois milhões e melo em cruzeiros. É uma mudança espetacular, mas também tem seus inconvenientes, e há que saber administrá-los.

    O crescimento da cidade é prejudicial aos moradores?

    O sucesso, às vezes, faz com que os preços subam, e a população sofre. O que deve ser feito é reforçar o trabalho social e fazer com que as pessoas mais desfavorecidas recebam investimentos mais importantes. É um duplo equilíbrio difícil, mas para isso existe um prefeito. E se ele faz isso mal, cai.

    Como se concilia o turismo com o conforto da população?

    Há dois fatores básicos para a convivência: trabalho e mo¬radia digna. A moradia é uma obrigação dos governos. O trabalho é responsabilidade de todos, mas há que se criar as condições para Isso. Fazemos investimentos anuais de 500 milhões de euros e subimos o orçamento social em 30%.

    Barcelona, assim como o Rio, é uma marca forte. Como dirige a sua?

    Barcelona, além de turística, é uma cidade do esporte. Fizemos um Mundial de Natação, Fórmula-1. Mas também queremos ser uma cidade de cultura, de conhecimento, das universidades. Fomos nomeados capital mundial dos celulares até 2018. Isso não significa só ter um congresso, mas desenvolver tecnologia.

    A cidade foi registrada como marca. Qual é o critério de uso?

    Tentamos que seja a prefeitura, com uma associação que se chama Barcelona Global, ligada à Câmara de Comércio e ao mundo empresarial, que autorize o uso da marca. Se empresas corno Mango ou Desigual querem colocar a inscrição \"Fabricado em Barcelona\", ótimo. Mas, se um hotel de prostituição quer se chamar Barcelona, tento evitar.

    O que Barcelona ganharia com uma Catalunha independente?

    O que queremos não é ser independentes, mas que possamos perguntar às pessoas o que elas querem fazer. Daí a ideia do referendo. Sempre digo que o que devemos é não ser tão dependentes. Que busquemos uma Europa forte, que a Catalunha tenha o mesmo papel que podem ter a Dinamarca, a Holanda ou outros países de tamanho similar.
    Publicado por: O Globo - Conte Algo que Não Sei,
  • 15/04/2014 Tecnologia vira aliada também na construção
    Implementar inovações tecnológicas é aposta dentro das construtoras brasileiras. Entre as pequenas e médias, novas ferramentas podem diminuir custos operacionais - através de aplicativos que otimizem tempo e reduzam custos. Para as grandes a inovação aparece já para o consumidor final, com empreendimentos que abusem do uso de novas tecnologias.

    \"A tecnologia precisa pertencer a toda empresa de construção. Independentemente do porte. Entre as pequenas e médias, o uso de novas ferramentas de inovação é essencial para dar competitividade. Aplicativos simples e, muitas vezes gratuitos, como os que controlam estoque de material de construção, pode render uma economia de até 20% dentro do canteiro de obras\", diz o engenheiro civil e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sérgio Lira Menezes.

    Exemplo de uso de tecnologia com resultados positivos, a construtora mineira Sodré conseguiu reduzir em 50% o desperdício de materiais dentro da obra. \"A solução foi simples e gratuita. Com o Sebrae-MG nós começamos a empregar o uso e novas tecnologias dentro da obra e, através da compra de alguns tablets, aumentamos o controle interno\", diz o presidente da empresa, Ronaldo Sodré.

    O executivo explica que a aceitação não foi rápida por parte dos trabalhadores. \"Não é simples explicar para o trabalhador da obra que há soluções tecnológicas que são mais efetivas do que o controle manual anterior\", disse ele, lembrando que o investimento da empresa para a ação não chegou a R$ 10 mil.

    Entre os aplicativos usados pelo empresário está o Aplicações Comerciais, que pode ser baixado gratuitamente na internet. \"O aplicativo tem versões para estoque, para engenharia, para recursos humanos. Todos eles facilitam a vida do empresário, que também pode checar as informações de qualquer lugar, através do celular\", finalizou.

    Quem também encontrou um aliado na tecnologia foi a Construtora Marques. Segundo o gerente de marketing e vendas da construtora, Vítor Marques, um dos pilares da empresa é a inovação. \"Temos um grande foco em planejamento, controle e monitoramento da produção\", disse.

    Marques detalha que, pequenas inovações no canteiro podem gerar entre 2 a 3 meses de antecedência no prazo da obra. \"Isso é representativo em termos de custo.\"

    Outro tipo de aplicativo que pode melhorar a vida do empresário diz respeito a responsabilidades fiscais e contábeis. Para atender justamente essa demanda a Mega Sistemas Corporativos foca em novos clientes, entre construtores, empresas de logística, agronegócios e serviços. Ano passado, a empresa cresceu 11,8% em faturamento, e a perspectiva é crescer outros 15% este ano. \"Vamos explorar de maneira mais agressiva o potencial do Rio de Janeiro e Minas Gerais\", diz o sócio-fundador e Diretor Comercial, Walmir Scaravelli.

    A empresa que nasceu em Itu (SP) faturou R$ 65,8 milhões no ano de 2013, alta de 11,5% ante a 2012, com destaque para a grande demanda por serviços referentes à obrigações fiscais com Sped.

    Consumidor

    O uso de tecnologia também pode ser um diferencial de venda. Segundo uma pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o brasileiro está mais inclinado a escolher empreendimentos residenciais que adotem alguns pontos de inovação, estando dispostos a pagar mais por isso.

    Segundo a pesquisa, os consumidores apontaram a economia (30,2%), segurança (16,3%), conforto (4,9%) e fatores sustentáveis/ecológicos (4,1%) como as inovações tecnológicas mais lembradas em um imóvel.

    De acordo com o CBIC, no que se refere à inovação tecnológica, os itens apontados como mais importantes pelos entrevistados foram a racionalização de energia (21,4%), alarme elétrico (12,7%) e racionalização de água (12,1%).

    Considerada quatro vezes a empresa mais inovadora da construção pela AT Kearney, a Tecnisa também está de olho em inovações. Dessa vez, a aposta da empresa é o uso de drones - ou Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) - para filmar e fotografar o andamento das obras. \"A Tecnisa está alinhada com o que é tendência no mercado. É esse olhar que permite a companhia inovar e trazer o pioneirismo de outras áreas para a construção civil\", explica o diretor de Marketing e Ambientes Digitais da empresa, Romeo Busarello. Segundo o executivo, os primeiros testes foram feitos no Jardim das Perdizes, em São Paulo. \"Com a implementação do drone o cliente receberá mensalmente o registro das obras, personalizado conforme a unidade de cada comprador.\" Publicado por: DCI -
  • 15/04/2014 Caixa Econômica prevê aumento de 15% no crédito imobiliário este ano
    A Caixa Econômica Federal, que tem 68% do mercado de crédito imobiliário do país, espera fechar 2014 com mais de R$ 150 bilhões em empréstimos concedidos, um crescimento de cerca de 15% em relação ao ano passado, praticamente a metade do registrado no ano anterior. Em 2013, o banco atingiu R$ 134,9 bilhões em contratos de financiamento imobiliário, um valor 33% maior que o de 2012. A quantidade de contratos também foi superior à média dos anos anteriores. São cerca de cinco mil contratos assinados por dia nas agências de todo o país. Com isso, o banco fechou 2013 com 1,9 milhão de contratos. Em 2012, foram firmados 1,2 milhão.

    No Rio, apesar dos preços altos, o banco ainda não percebeu nenhuma retração. Ao longo de 2013, foram 73.675 imóveis financiados, correspondendo a R$ 12,6 bilhões em crédito, volume 22% maior que em 2012. Mais de 50% dos financiamentos foram feitos com recursos da poupança. As linhas de crédito do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) alcançaram R$ 7,8 bilhões, enquanto as operações com recursos do FGTS somaram R$ 2,1 bilhões e as com recursos do FAR, usados para os imóveis do programa Minha Casa Minha Vida, R$ 2 bilhões. A inadimplência também foi baixa. No Rio, ficou em 2,19%. Na média do país, a taxa é ainda menor: 1,47%.

    - Estamos longe de ter uma diminuição na demanda por crédito imobiliário. Ainda não percebemos nenhum sinal disso - disse o superintendente regional da Caixa no Rio, José Domingos Martins, acrescentando que o tipo de contrato, com a alienação fiduciária, torna mais difícil a inadimplência. - A relação de garantia não é tão favorável assim ao cliente. Ele sabe que pode perder o imóvel se deixar de pagar. Então, ele não vai correr esse risco. Além disso, a cada doze meses, o cliente tem a opção de ficar um mês sem pagar parcelando aquele valor ao longo das outras prestações do ano, sem aumentar o prazo total do financiamento.

    Apesar do otimismo, Martins não acredita em queda nos juros do crédito imobiliário esse ano:

    - Afinal, o governo está procurando manter a inflação sob controle. Publicado por: O Globo -
  • 15/04/2014 Adaptações chegam a padrão mais econômico
    Tornar a casa receptiva e amigável ao idoso é uma iniciativa que, em geral, se impõe pela necessidade. Mas há como se antecipar. De olho no crescimento da população acima dos 60 anos, muitas construtoras aceitam pedidos de adaptação de unidades ainda na planta -inclusive no segmento econômico.

    Pelo menos um apartamento em cada empreendimento lançado pela Gafisa em São Paulo é adaptado, segundo o diretor de negócios da construtora, Octavio Flores.

    A empresa tem um programa que prevê alterações, sem custo extra. Ele contempla, por exemplo, a ampliação do vão das portas (para cadeirantes), o nivelamento do piso no banheiro, a troca de louças e metais e o reforço da alvenaria para barras de apoio.

    \"Os pedidos são mais frequentes para médio e alto padrão. Mas o último que registramos foi no Fantastique, mais econômico.\"

    Já a incorporadora Tecnisa adota, desde 2010, soluções para atender os compradores na casa dos 60 anos e que são 15% dos clientes.

    \"Percebemos que, pensando na hora de projetar, não aumentamos o custo da construção. É uma questão de especificar o material adequado\", diz Gisele de Luca, gerente de projetos da empresa.

    Com foco em produtos econômicos, a MRV Engenharia oferece a possibilidade há um ano e meio. Segundo Juliana Lopes, gestora de projetos da MRV, cerca de 98% dos condomínios têm, ao menos, 3% de unidades modificadas.

    A construtora Kallas, que atua no segmento popular com a Kazzas, oferece apartamentos adaptados, desde a concepção do projeto, independentemente do padrão.

    ESCOLHA

    Segurança e acessibilidade pesaram na compra do imóvel, segundo Maria Rita Tostes da Costa Bueno, 84. \"Eu e meu marido, Roberto, observamos a acessibilidade à piscina. Em casa, incluímos barras, fixadores nos tapetes, luzes e botões de emergência.\"

    Segundo a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Sheila Walbe Ornstein, o imóvel ideal para idosos deve evitar acidentes e permitir independência (leia mais acima).

    A arquiteta Karina Afonsa valoriza medidas simples e econômicas. \"Barras de apoio, torneiras e misturadores de fácil acionamento e pontos de luz que guiem pelos cômodos ajudam muito.\"

    Preocupado com o bem-estar, o editor de livros Lafayette Megale, 79, adaptou o imóvel, na Bela Vista, com rampa de acesso, portas de correr e pisos com material antiderrapante. \"As mudanças ficaram excelentes e gastei cerca de R$ 10 mil.\" Publicado por: Folha de São Paulo - Caroline Pellegrino
  • 13/04/2014 Bairro planejado seduz compradores
    Bairros planejados se espalham por grandes cidades do País como opção de crescimento urbano sustentável, conquistando moradores e investidores. São empreendimentos que concentram a vida da pessoa em núcleos que reúnem moradia, trabalho e lazer, além de prestação de serviços.

    De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2013, moradores das regiões metropolitanas de São Paulo e Rio levam, em média, 43 minutos para chegar até o trabalho, 31% mais do que nas outras metrópoles do País.

    Evitar esse desgaste é fator determinante na escolha de viver em bairros planejados, afirma o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes. \"A cidade tem grande problema de mobilidade. Bairro planejado incentiva o morador a estruturar suas atividades em um núcleo\", diz.

    Um dos projetos que se destacam em São Paulo, o Jardim das Perdizes, da Tecnisa, confirma o fortalecimento da tendência. Prevista para ser lançada até início de maio, a segunda fase do bairro, com área de 250 mil m², adotou o perfil multiúso.

    Além de um mall com 24 lojas, no térreo do conjunto, terá quatro torres. Uma corporativa, com 76 lajes, e outra com 317 salas comerciais, uma residencial (276 apartamentos) e o hotel com 377 quartos.

    O diretor comercial da Tecnisa, Douglas Duarte, diz que 86% dos apartamentos da primeira fase foram vendidos no lançamento, em março de 2013. Segundo ele, um em cada dois clientes que visitam o bairro volta para fechar negócio. \"Tivemos valorização real de 30% nos imóveis em um ano\", afirma. Nos bairros vizinhos, segundo ele, o preço atual é de R$ 12,5 mil o m², em média, enquanto o planejado está em R$ 10,5 mil.

    Em alta. O mercado está em crescimento, avalia o diretor comercial da Damha Urbanizadora, Luiz Cláudio Lissner. Segundo ele, \"o preço das incorporações urbanas subiu muito e chegou ao limite\", enquanto os bairros planejados oferecem mais coisas por menor preço.

    Há 39 anos no mercado, a Damha iniciou sua atuação no interior de São Paulo. A partir de 2008, se expandiu e, hoje, está em 17 estados e no Distrito Federal. Tem 58 empreendimentos no País, incluindo o de Presidente Prudente (SP), a ser lançado neste mês. É o terceiro dos cinco lançamentos previstos para este primeiro semestre. Já foram lançados em 2014 um em Mirassol (SP), no interior paulista, e outro em João Pessoa (PB).

    Lissner diz que, em Mirassol e João Pessoa, foram vendidas 75% das unidades no primeiro mês. \"O foco é no usuário final.\" Em todos os loteamentos entregues, segundo ele, quase todos os lotes já têm casas construídas. Lissner calcula que 80% delas são para moradia. \"São minoria os investidores que compram para revender\", diz. \"Os bairros valorizam mais conforme mais casas são construídas.\"

    Até junho, a empresa lançará empreendimentos em Arapiraca (AL) e Assis (SP). Também planeja abrir vendas de outros cinco bairros no segundo semestre. Em 2013, a Damha cresceu 20%, registrando valor geral de vendas (VGV) de R$ 700 milhões, segundo Lissner. A expectativa para 2014 é chegar a um VGV de R$ 840 milhões.

    Recreio. No Rio de Janeiro, o Pontal Oceânico é um bairro planejado, com 600 mil m², lançado ano passado na região da Barra da Tijuca, área em expansão na cidade. Cinco construtoras participam do projeto: Gafisa, Calper, Calçada, Even e RJZ Cyrela.

    O bairro, que fica no final do Recreio dos Bandeirantes, tem o tamanho do Leblon e visa a incentivar o adensamento da cidade na zona oeste do Rio. A Even, uma das construtoras do novo bairro, aposta na valorização. O Pontal Oceânico terá avenidas planejadas, áreas verdes e praças de convivência, afirma o diretor da Even, Fábio Terepins. \"A conclusão das obras na região vai aumentar a liquidez e o potencial de valorização.\"

    A RJZ Cyrela lançou o Ocean Pontal Residence, em um terreno de 22 mil m². Serão sete blocos que totalizam 665 apartamentos. \"O Rio inteiro sofre com mobilidade, mas há obras para sanar os problemas\", diz o vice-presidente da RJZ Cyrela, Rogerio Jonas Zylbersztajn.

    Ele ressalta que \"o vetor de crescimento\" segue em direção ao Recreio. \"A localização do bairro é privilegiada\", diz. O preço do m² do residencial da Cyrela gira em torno de R$ 8 mil. \"A cidade como um todo tem valorizado muito\", diz. \"As pessoas querem morar perto da praia.\"

    O Pontal Oceânico vai sediar a Vila dos Atletas, classificada pelo presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) do Rio, João Paulo Rio Tinto de Matos, como um grande condomínio. Serão 18 prédios para abrigar delegações dos Jogos Olímpicos de 2016. Depois do evento, serão vendidos ao público. De acordo com Matos, é uma forma de utilizar os bairros planejados em prol da cidade.

    Para Zylbersztajn, bairro planejado é um bom negócio. \"Muitos já preferem morar num lugar assim\", diz. \"Seria a última opção em caso de desvalorização pelo perfil das pessoas que buscam esse tipo de projeto.\" Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 13/04/2014 Norma para reformas gera polêmica
    A tragédia causada pelo desabamento do Edifício Liberdade, no Centro, há dois anos, ainda ecoa no país. Depois da lei da autovistoria, que obriga os prédios do Rio a verificarem periodicamente suas condições estruturais, surge agora mais uma norma que pretende regularizar as reformas dentro das edificações. Criada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), após mais de um ano de discussões, a NBR 16.280 entra em vigor na próxima sexta criando parâmetros para reformas.

    Diz a norma que todas as reformas dentro das edificações, inclusive as realizadas nos apartamentos, precisam de um projeto assinado por profissional habilitado - arquiteto ou engenheiro. O projeto deve conter informações como prazo, detalhamento da obra, informações sobre quantidade, entrada e saída de materiais, além de um planejamento com horários de trabalho e nomes dos profissionais que vão circular pelo edifício. Tudo deve ser submetido ao síndico que pode aprovar, ou não, a obra, com base em parecer profissional. E deve ainda liberar a entrada dos trabalhadores e materiais.

    Quer dizer, então, que para fazer obra agora só com arquiteto ou engenheiro e aprovação do síndico? Não exatamente. É que, segundo a própria ABNT, normas técnicas só se tornam obrigatórias se regulamentadas por algum órgão governamental, municipal, estadual ou federal. E, nesse caso, ainda não há essa regulação.

    Ainda assim, considera-se que as normas técnicas têm força de lei, já que numa investigação jurídica, em caso de acidente ou desabamento, podem ser levadas em consideração para responsabilizar profissionais e até mesmo proprietários e síndicos, como explica o coordenador da Câmara do Consumidor do Ministério Público Federal, Antônio Fonseca:

    - A responsabilidade é definida pela lei. Agora, se um terceiro relacionado com obra poderia ser evitado aplicando a norma, a responsabilidade poderá ser avaliada.

    Ou seja, a questão é daquelas que promete criar muita polêmica, e discussão, nas reuniões de condomínio. Em especial, onde já há desentendimentos entre síndico e proprietários.

    - A intenção da norma é boa. Mas ela abarca coisas demais. Que o síndico deve zelar pela segurança e manutenção do condomínio já está determinado pelo Código Civil. Não é da competência da ABNT dizer de que forma isso deve ser feito - diz Alexandre Corrêa, vice-presidente para assuntos condominiais do Secovi-Rio.

    Vice-presidente de administração imobiliária e condomínios do Secovi-SP, entidade que participou dos estudos para a criação da norma, Hubert Gebara concorda. Segundo ele, houve um exagero na redação final do documento.

    - O síndico não pode embargar obra, nem proibir entrada de material no prédio. Se fizer isso, corre o risco de parar na delegacia. Ou encarar um processo - diz Gebara, acrescentando ainda que muitas questões não ficaram claras. - A responsabilidade pela obra deve ser do profissional que assina o projeto, não do síndico. Vai ser preciso fazer uma revisão séria dessa norma. E o Secovi-SP já está se mobilizando.

    Superintendente do Comitê Brasileiro da Construção Civil da ABNT, Paulo Eduardo Fonseca de Campos minimiza essas questões e afirma que a norma deve funcionar como um checklist do que deve ser feito antes do início da obra:

    - O que queremos é combater a reforma clandestina que causa desastres como a do Liberdade. A norma mostra que a responsabilidade deve ser compartilhada entre o técnico e os usuários, que são tanto o proprietário do imóvel como o síndico. E, ela garante, se for cumprida, que não perderemos mais vidas.

    Para quem precisa lidar com essas questões diariamente, contudo, a responsabilidade é grande demais. Até porque o síndico pode pedir o laudo do profissional, mas não pode exigir que o morador permita sua entrada no apartamento para garantir que a obra está sendo feita como planejado, lembra Lenise Guarim, síndica de um prédio na Tijuca:

    - Tem morador que nunca está disponível. Eu sempre tento saber que obras serão feitas e, se preciso, faço reunião com os outros moradores para que todos estejam cientes do que acontece. Mas nem sempre existe essa boa relação.

    De fato, condomínios onde prevalece a boa relação entre moradores e síndico não são comuns. E tanta responsabilidade nas mãos de uma só pessoa pode azedar ainda mais essa relação. E dificultar, e muito, o já difícil processo da obra.

    - Essa norma dá poder ao síndico para se meter onde não deve. Em prédio em que o síndico é mais difícil, pode complicar um pouco. Mas não tem muito jeito. O que tenho feito, desde que aconteceu o acidente no Centro, é emitir um parecer antes de iniciar a obra para evitar problemas - diz o arquiteto Ricardo Melo.

    Norma opõe segurança e fiscalização

    Os acidentes, realmente, criaram um certo temor nas pessoas. Não raro, quem está passando por uma obra é interpelado por vizinhos. Para evitar problemas, a advogada Miriam Romanholi faz questão de contratar arquitetos para as obras que precisa fazer:

    - Se é uma obra que pode mexer com a estrutura, é importante ter um profissional para garantir que tudo seja feito da maneira correta. Mas tantas exigências podem burocratizar demais a obra e dificultar o processo.

    Para o advogado Hamilton Quirino, uma boa alternativa para os condomínios seria alterar as convenções incluindo o que diz a norma:

    - Só assim o síndico poderá regular a entrada e saída de materiais e de funcionários, a guarda e descarte de entulho, os horários e os cuidados na segurança profissionalizando uma atividade que muitas vezes é feita de forma amadora.

    Mas se a questão legal da atividade do síndico vem gerando críticas das entidades ligadas aos condomínios, a norma também tem seus defensores, como os conselhos profissionais, especialmente o de Arquitetura e Urbanismo (CAU).

    - A norma contribui para a mudança cultural em relação à obra. Temos a tendência de achar que somos um pouco médicos e arquitetos. Primeiro nos automedicamos, se não dá certo, vamos ao médico. Assim como chamamos o pedreiro antes e só depois que ele faz besteira, recorremos ao profissional - avalia Sydnei Menezes, presidente do CAU/RJ. - Hoje, a primeira coisa que as pessoas fazem é quebrar paredes. Às vezes, pode até parecer que a parede é uma mera divisória, mas ela pode ter uma função estrutural também.

    Especialista em segurança predial, o engenheiro Antero Parahyba concorda:

    - A norma é boa para a segurança. Ela garante que aquela obra está sendo fiscalizada por um profissional. E era preciso se estabelecer regras para os condomínios. Agora, cada um tem que se regulamentar. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 13/04/2014 Selo da construção
    A construção civil vai ganhar um novo selo de sustentabilidade resultado de parceria entre a Aqua Brasil e a francesa HQE, si gla que significa Alta Qualidade Ambiental. Com isso, as construções residenciais e comerciais no país vão integrar uma rede mundial de sustentabilidade. O selo Aqua Brasil é emitido pela Fundação Vanzolini.
    Publicado por: O Dia -
  • 13/04/2014 Novos projetos chegam a Niterói
    Niterói tem recebido projetos imobiliários modernos, tanto residenciais quanto comerciais, que traçam novo cenário da cidade. existe até complexo multiuso para atender a demanda por serviços e hotéis. É o caso do Oscar Niemeyer Monumental, parceria entre a PDG e a Latini Bertoletti. O empreendimento faz parte do processo de revitalização do Centro do município, que perdeu 15% de seus moradores nos últimos anos, além de ser a última obra do famoso arquiteto.

    O complexo terá escritórios, salas comerciais, lojas e unidades hoteleiras para investimentos. \"Será construído em uma região em franco crescimento, com grande circulação de pessoas, próxima às barcas, ao terminal rodoviário e com fácil acesso ao Santos Dumont\", explica Claudio Hermolin, diretor regional da PDG.

    Joaquim Pedro Bertoletti, sócio da Latini Bertoletti, complementa que há demanda reprimida por empreendimentos de grande porte no Centro da cidade. \"Acreditamos no potencial de valorização da região e na sua importância para o Rio no futuro\", diz Bertoletti.

    Já a Efer investe no Centro de Niterói com o The Point Offices, comercial com 110 salas, quatro lojas e sobreloja. \"O ponto é estratégico. O prédio está perto das barcas e de todo comércio\", diz o diretor Carlos Eduardo Penna.

    Na mesma região, é possível encontrar também o IOffices, da Brookfield, edifício com 261 escritórios, e o Trend Tower Offices, da João Fortes, com 407 unidades e serviços de conveniência no esquema pay-peruse (pague somente se usar).

    \"O Campus da UFF, a Indústria Naval, e setor de serviços fortaleceram a posição da cidade na produção de riqueza e renda. Isso faz crescer mais a demanda por moradia, valorizando o metro quadrado\", afirma Jorge Rucas, diretor de Negócios da João Fortes Niterói.

    Revitalização que aquece o mercado

    Para Bruno Serpa Pinto, diretor-superintendente da imobiliária Brasil Brokers, a cidade de Niterói vive um momento especial no mercado de imóveis, com destaque para o Centro e o bairro de I caraí. A empresa tem cerca 3.700 unidades à venda em todo o Leste Fluminense (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá).

    \"No Centro da cidade, o processo de revitalização, sonho antigo da população, não para. Depois da expansão do Plaza

    Shopping, construção da nova estação das Barcas e da reformulação e modernização do Bay Market, a região recebe um empreendimento grandioso e com a assinatura de Niemeyer. Já Icaraí terá um lançamento com um diferencial que a área nunca teve, que é o de um residencial com serviço. Isso marca a chegada de um novo conceito no bairro mais desejado e valorizado do município\", afirma Bruno Serpa Pinto.

    Condomínio com serviços em Icaraí

    O conceito de residencial com serviços pay-per-use estará presente no Planet Icaraí, da Plínio de Almeida em Icaraí. Terá salão de beleza, central de manutenção e pequenos reparos, coleta e entrega de lavanderia.

    \"O perfil do jovem casal mudou. E o seu primeiro apartamento é bem diferente do que foi o de seus pais. Com a falta de espaço, o tempo escasso e o adiamento da chegada de filhos em razão dos estudos e da carreira, quesitos como localização, segurança, lazer e serviços, tornaram-se fundamentais. O conceito está amparado em novos modelos familiares. A mulher tem renda compatível com a do marido. Não participa só da escolha. Toma decisões\", afirma Naum Ryfer, diretor da Pinto de Almeida Engenharia Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 09/04/2014 Mercado de imóveis passa por nova mudança
    A valorização dos imóveis nas principais regiões metropolitanas do País nos últimos anos acendeu o alerta do mercado quanto a especulações nos preços. No entanto, um estudo do Núcleo de Real Estate da Poli-USP mostra que a alta também foi puxada pela forte escalada nos custos dos empreendimentos. Descontada a inflação do setor, a aceleração de preços teve um pico em 2011, para então fechar 2013 no mesmo ritmo de valorização de 2005.

    Elaborado pelo professor João da Rocha Lima Jr., a pesquisa aponta que o mercado imobiliário viveu duas fases de alta. A primeira, que durou do segundo semestre de 2007 até o primeiro de 2011, tinha um caráter mais especulativo, porque os preços subiam acima da evolução dos custos. De lá para cá, o movimento desacelerou, mais condizente com o encarecimento dos custos, sobretudo dos terrenos.

    O estudo usou os dados do Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R), do Banco Central, que mede o valor de avaliação dos imóveis dados como garantia de empréstimos em 11 regiões metropolitanas. Rocha elaborou uma matriz própria de custos para descontar do IVG-R.

    Segundo ele, o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), utilizado como a inflação \"padrão\" do mercado imobiliário, não reflete com precisão os gastos do setor porque exclui alguns itens fundamentais da equação das construtoras. \"Temos o índice do preço do apartamento, o custo do tijolo, mas não o índice do terreno, que custa perto de 30% do orçamento final\", diz.

    O professor ressalta que o IVG-R, por ser nacional, pode não captar as peculiaridades de cada região. \"Em 2011, havia uma evidência de que em alguns bairros da cidade, como Vila Mariana e Perdizes, os preços estavam entre 16% e 18% acima do preço justo. A situação, porém, já se reverteu, e hoje estamos no mesmo ritmo de 2005\", afirma.

    Segundo ele, esse raciocínio desmentiria a tese de que o País vive uma bolha imobiliária. \"É mais uma onda do que uma grande bolha especulativa. Teve um pouco de especulação? Teve. Mas isso não configura uma bolha perversa como a americana\", diz.

    Cenário

    Em 2013, o mercado imobiliário superou as expectativas na cidade de São Paulo. Foram lançadas 33,2 mil unidades e vendidas 33,3 mil, segundo dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). \"Estaremos satisfeitos se conseguirmos em 2014 os mesmos resultados de lançamentos e de vendas do ano passado\", afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

    Para ele, carnaval em março, Copa do Mundo em junho e julho e até mesmo as eleições tornam 2014 um ano atípico. Diante desse cenário, a expectativa é de estabilidade nas vendas. De acordo com o sindicato, foram vendidos 981 imóveis novos em fevereiro - 49% a menos do que no mesmo mês em 2013. As vendas somaram R$ 485,4 milhões - queda de 48,7% sobre o valor movimentado na mesma comparação.

    \"Mesmo assim, não há nada que nos diga que o mercado, do ponto de vista da demanda, piorou em relação ao ano passado. Da mesma forma que a taxa de juros subiu, o desemprego caiu\", diz Petrucci. \"Para o nosso setor, o crescimento real da renda continua, o que nos permite manter a projeção de estabilidade.\"

    Se os preços elevados forçaram um boom nas vendas de unidades com apenas um dormitório - uma vez que os compradores abriram mão de metragem em detrimento de localização -, o panorama vem aos poucos sendo revertido. \"Temos visto uma retomada na busca por apartamentos de dois dormitórios\", afirma Petrucci.

    Segundo estudo da Lopes Inteligência de Mercado feito a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, dos 3.644 apartamentos lançados no primeiro trimestre de 2014, 43% eram de dois dormitórios. \"Daqui para frente vamos ver inclusive uma retomada de unidades com três e quatro dormitórios, porém mais enxutos\", afirma Mirella Parpinelle, diretora de atendimento da Lopes.

    Já os preços, para Mirella, vêm crescendo no mesmo ritmo dos custos do setor. \"Os terrenos estão em constante alta. Exceto regiões de muita demanda, como Itaim Bibi e Vila Madalena, o preço não tem muita margem de lucro a não ser a própria correção\", afirma.

    Para Petrucci, do Secovi, tudo vai depender da localização dos lançamentos. \"Quanto mais produtos em regiões mais caras da cidade, mais o preço poderá estar descolado da inflação\", afirma.

    O cenário para 2015, no entanto, ainda é incerto em São Paulo. \"Tudo vai depender do novo Plano Diretor\", afirma Mirella. \"A nossa matéria-prima, que é o terreno, deve subir por causa das outorgas. Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 09/04/2014 Imóveis cultuados da cidade não têm assinatura de seus arquitetos
    Se a assinatura em determinados imóveis contribuiu para o reconhecimento de arquitetos e suas obras, há vários exemplares que, por motivos desconhecidos, não levam o nome de seus autores. Pedro da Luz, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), por exemplo, sente falta de não ver o nome dos irmãos Roberto (Maurício, Marcelo e Mílton) em prédios do Parque Guinle, onde também se destacam edifícios projetados por Lucio Costa.

    Márcio Roiter lamenta que o nome do arquiteto Rafael Borges Dutra não figure na fachada dos belos edifícios Hicatu e Itaiúba, no Flamengo.

    - São prédios gêmeos, que exibem uma delicadeza de proporções que é um charme - opina Márcio.

    Outro exemplar anônimo é o Edifício art déco Itahy, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, projetado pelo arquiteto Arnaldo Gladosch, nos anos 1930. A portaria, onde estão dois bancos de granito preto e murais com motivos marinhos, é considerada uma das mais bonitas do gênero. Nesse caso específico, Márcio acha que a identificação se perdeu com alterações da fachada.

    - Com certeza tinha assinatura, mas, como o antigo apartamento do térreo foi transformado em loja, ela acabou indo embora junto com a obra. O Itahy é um prédio belíssimo, segue a estética nativista, com uma índia na entrada. É um dos meus favoritos - afirma Márcio. Publicado por: O Globo - Fernanda Pontes
  • 08/04/2014 Pleito construtivo
    Entidades da construção civil entregarão ao governo federal uma carta com propostas para estimular o setor, como desburocratização, aumento de aportes públicos em infraestrutura e perenidade do Minha Casa, Minha Vida.

    \"São pleitos que devem fazer parte do projeto do país para os próximos quatro anos\", diz Sergio Watanabe, presidente do SindusCon-SP.

    O documento está em produção e deverá ser concluído no fim deste mês. O mesmo texto também será entregue aos futuros candidatos.

    \"O país precisa crescer acima da média dos últimos anos e de uma inflação controlada no centro da meta.\"

    Além do SindusCon-SP, a iniciativa é liderada pela Abramat (da indústria de materiais de construção).
    Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
  • 08/04/2014 Bienal de Arquitetura de Veneza revê Brasil modernista
    Uma nova modernidade -brasileira- nasceu em solo tropical. Da austeridade cartesiana de Brasília às influências regionais na obra de Lina Bo Bardi, a arquitetura antropofágica do país será revista em seu pavilhão na próxima Bienal de Arquitetura de Veneza, a partir de junho.

    Num desafio aos 65 países que participam da mostra nos Giardini, em Veneza, o arquiteto e curador holandês Rem Koolhaas pediu que cada um investigasse a \"absorção\" da linguagem modernista em suas arquiteturas nacionais.

    \"É olhar desde os índios e o barroco até a modernidade e ver como tudo isso se integrou\", diz André Corrêa do Lago, embaixador do Brasil no Japão, responsável pela representação nacional em Veneza. \"Vou mostrar a arquitetura moderna como busca pela identidade do país.\"

    Sua seleção, que vai de Oscar Niemeyer a projetos do programa Minha Casa, Minha Vida, terá 180 fotografias, plantas e desenhos de 50 arquitetos do país, num arco histórico de quase cem anos.

    \"Nossa tradição é a modernidade\", diz o curador. \"Mas quero uma reavaliação crítica da linguagem moderna.\"

    Ou seja, não será mais uma ode à monumentalidade de Niemeyer, morto há dois anos, nem a exaltação de aspectos consagrados do modernismo brasileiro, hoje fetichizado e canibalizado por arquitetos contemporâneos.

    \"Esses cânones atuam de uma maneira quase intimidadora para novos caminhos\", diz Rodrigo Loeb, que terá seu projeto da biblioteca Brasiliana da USP, realizado em parceria com Eduardo de Almeida, na seleção oficial.

    Nesse ponto, a obra de João Filgueiras Lima, o Lelé, famoso por hospitais cheios de curvas e aberturas ousadas ao entorno, entra como uma espécie de ponte entre os arroubos formalistas da primeira fase do modernismo no país e o uso desse repertório em obras mais funcionais.

    \"Lelé veio da tradição de Niemeyer e deixa isso reverberar na obra dele, mostrando que a beleza e a forma podem estar a serviço de algo objetivo\", diz Corrêa do Lago. \"Quero mostrar como o país que construiu Brasília respondeu aos desafios reais.\"

    Daí a escolha de projetos também nessa linha, como o Pedregulho, famoso conjunto habitacional em forma de onda construído por Affonso Eduardo Reidy, no Rio, e uma visão mais crítica de Brasília.

    Em sintonia com a proposta de Koolhaas, que investiga a \"transição do que parece ser uma linguagem arquitetônica universal a modalidades de se manter nacional\", essa seleção busca no passado os dados que informam o presente da arquitetura.

    \"Estamos a quase cem anos do início do modernismo\", diz Loeb. \"É importante olhar o passado, ver como até a plasticidade moderna do concreto armado é uma alusão à taipa de pilão.\" Publicado por: Folha de São Paulo - Silas Martí
  • 08/04/2014 Voltar a crescer
    Aumentar a produtividade é a saída para o Brasil combater o baixo crescimento do país e dos principais setores econômicos como a construção. Com pleno emprego, inflação persistente, capacidade de investimento governamental exaurida e retração dos investimentos privados, elevar a produtividade é condição indispensável para evitar a estagnação econômica e as consequentes perdas de atratividade e de competitividade da nação.

    Para incrementar a produtividade na construção, SindusCon-SP e ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) realizarão o ConstruBr em 23 e 24 de abril, no Expo Transamérica, em São Paulo. Reunindo empresários e executivos dos diversos elos da cadeia produtiva do setor, o ConstruBr consistirá em congresso, feira e rodadas de negócios.

    O congresso será aberto com a divulgação de um manifesto em favor da produtividade. Eduardo Zaidan (SindusCon-SP) e José Rocha (Deloitte) apresentarão estudo sobre o tema. O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo federal, falará sobre os projetos voltados ao setor relativos à questão.

    A Booz & Company apresentará os resultados de estudo sobre quanto a burocracia encarece os empreendimentos imobiliários, seguindo-se debate entre lideranças da Abrainc, da CBIC e autoridades da União, do Estado e da capital paulista.

    Questão estratégica para elevar a produtividade, a gestão da construtora será abordada por Enio Andrade (Odebrecht), e a do canteiro de obras pelo professor Ubiraci Espinelli (Poli/USP). Fabio Villas Bôas (SindusCon-SP) falará sobre execução, José Bernasconi (Sinaenco) enfocará o projeto e o professor Eduardo Toledo (Poli/USP) mostrará o BIM como ferramenta de gestão.

    Entre os destaques do segundo dia, o consultor Vicente Falconi dissecará a gestão com foco no resultado e o professor Lucio Soibelman (Universidade do Sul da Califórnia) mostrará as novas tendências tecnológicas da construção.

    Os avanços da industrialização na construção serão apresentados por especialistas como Luiz Henrique Ceotto (Tishman Speyer), Jorge Batlouni e Mauricio Bianchi (SindusCon-SP) e Íria Doniak (Abcic), com moderação de Odair Senra (Gafisa e SindusCon-SP).

    Em outro painel, especialistas como o professor Orestes Gonçalves (Poli/USP) mostrarão as últimas tendências em gestão de água, energia e resíduos sólidos na construção. A qualificação da mão de obra e a legalidade da subcontratação no setor terão um painel específico.

    Também voltada ao incremento da produtividade, a feira reunirá dezenas de expositores públicos e privados de peso. Rodadas de negócios aproximarão fornecedores das construtoras. O evento tem o apoio de mais de 50 entidades nacionais e paulistas do setor. Programação e inscrições: www.construbr.com . Publicado por: Folha de São Paulo - Janela
  • 07/04/2014 De primeira linha
    A engenharia brasileira está ganhando a atenção internacional. O Centro de Excelência em EPC, que congrega as maiores empresas do país na busca pela produtividade, teve um de seus associados convidado a apresentar, na semana passada, uma nova metodologia de engenharia às grandes empreiteiras americanas. Resultado: os executivos delá ficaram impressionados com os avanços conquistados pela Toyo-Setal em algumas obras no Brasil.
    Publicado por: Jornal d Commercio - Marcia Peltier
  • 06/04/2014 Índice
    Em março, o índice FipeZap, que calcula o custo médio do metro quadrado anunciado para venda em 16 cidades brasileiras, subiu 1,03% na capital fluminense e 0,61% no Brasil. As variações são bem próximas das registradas no mês anterior, de 1,08% e de 0,57%. respectivamente. É a quarta desaceleração seguida registrada pelo índice. Publicado por: O Globo -
  • 06/04/2014 Biblioteca sustentável no Centro
    Foram quatro anos de obras e uma grande mudança no meio do caminho até a abertura da Biblioteca Parque Estadual na última semana. É que um ano após iniciada a reforma no prédio da Avenida Presidente Vargas, decidiu-se incorporar ali alguns critérios de sustentabilidade que já vinham sendo empregados em obras como a do Museu da Imagem e do Som, em construção em Copacabana.

    As adaptações incluíram mudanças nos sistemas de ar-condicionado, que se tornou mais eficiente, e de iluminação. Com isso, o prédio projetado originalmente por Glauco Campeio nas anos 1980, que também acompanhou todo o retrofit realizado agora, vai economizar até 45% do consumo de água e 28% de energia elétrica e pode até ganhar o selo Leed na categoria Ouro, certificação concedida pelo Green Building Council Brasil (GBC).

    - A arquitetura original do prédio já era multo bem pensada. A posição do sol no terreno foi levada em consideração para que as fachadas que recebem mais calor fossem mais protegidas, por exemplo, a edificação também tinha um bom sistema de circulação do ar e isolamento térmico. Isso facilitou bastante o nosso trabalho - conta Rosana Corrêa, diretora da Casa do Futuro, empresa responsável pela implementação de medidas sustentáveis no projeto.

    Com Isso, foi possível investir em medidas simples, possíveis de serem feitas em qualquer edificação pública ou privada, como telhados verdes. No caso da biblioteca, foram dois mil metros quadrados de área, o que ajuda a reduzir a incidência solar dentro do prédio, melhorando o conforto térmico e a necessidade do uso de ar-condicionado. A instalação de vidros duplos nas fachadas atende ao mesmo objetivo, já que chega a reduzir em 52% a entrada do calor, sem. contudo, barrar a luz.

    Outra medida adorada foi a instalação de painéis fotovoltaicos que devem produzir cerca de 50 mil megawatts de energia.
    Além disso, o piso do salão principal foi feito com madeira certificada, os banheiros ganharam descargas com duplo fluxo e torneiras com fechamento automático e o telhado conta com sistema de captação da água da chuva, usada na irrigação e nos banheiros.

    Outra grande novidade foi a construção de um prédio anexo. entre os dois, a criação de um espaço de convivência, que conta com espelho-d\'água, parede verde e um bicicletário, para quem quiser chegar pedalando até ali.

    - O espelho-d\'água cria um microfilme agradável. E o piso utilizado ó permeável, o que evita que a água vá para as galerias pluviais - conta Rosana.

    Aberta ao público na última semana, a biblioteca tem capacidade para receber cinco mil pessoas por dia, que são informadas. por totens espalhados pelo prédio todo, sobre o funcionamento sustentável da edificação. As obras consumiram ao todo R$ 71 milhões.
    Publicado por: O Globo -
  • 06/04/2014 Zonas Sul e Central puxam valorização
    O ano de 2013 foi de acomodação para o mercado imobiliário no Rio, mas ainda não se pode falar em queda nos valores dos imóveis, já que a demanda e a oferta continuam aquecidas. É o que indica a publicação Panorama do Mercado Imobiliário, divulgada recentemente pelo Sindicato da Habitação (Secovi Rio), que traz dados sobre condomínios, compra, venda e locação.

    Para venda, segundo a pesquisa, a valorização do metro quadrado geral da cidade, de 10,1%, pode ser considerada expressiva, só que menos intensa do que a de 2012 (12,9%). O índice pode ser explicado também pelo aumento de 15,1% no número de imóveis disponíveis: subiu de 26.835 unidades, em janeiro de 2013, para 30.902 em dezembro.

    A Zona Sul e o Centro registraram a maior valorização. Na primeira, a alta foi de 14,5%. E na segunda, 11,6%. Cosme Velho e Urca, locais com oferta reduzida de imóveis e demanda crescente, foram os responsáveis pela elevação dos preços.

    João Fortes Engenharia e Mozak são exemplos de empresas que investem na Zona Sul. \"O crescimento do mercado imobiliário de luxo carioca, principalmente na Zona Sul, se explica por um conjunto de fatores: grande apelo turístico e visibilidade internacional, pouca oferta de terrenos e alta demanda\", destaca Isaac Elehep, sócio-diretor da Mozak.

    Já a região central, por causa das melhorias urbanísticas, tem atraído mais pessoas para morar. O estudo indica bairros como Lapa, Santa Teresa e Bairro de Fátima como termômetros para esta procura.

    A Barra da Tijuca e a Zona Norte apareceram no levantamento com variações menores de preços para venda em 2013, o que pode ser explicado pela forte valorização dos últimos anos em consequência das melhorias urbanísticas na Barra e pela chegada das Unidades de Polícia Pacificadora. Estas duas regiões concentram lançamentos de construtoras como RJZ Cyrela, Calçada, Leduca, CTV, Living, Grupo Avanço Aliados e Mega 18, entre outras.

    No segmento de locação, a queda foi de 1,8%

    No segmento de locação, o estudo do Secovi Rio indicou uma queda de 1,8% no valor médio do metro quadrado em 2013, passando de R$ 42,31, em janeiro, para R$ 41,53 em dezembro. Para Edison Parente, vicepresidente comercial da Renascença Administradora, apesar da carência em ofertas ainda ser grande para alugar, é normal haver uma moderação no crescimento dos preços praticados.

    \"Acredito que haja adequação de preço à realidade, porém, ainda muito pequena e não sentida pelo mercado\", diz Parente. Ele complementa que a tendência para este ano é de manutenção dos preços.

    \"Ainda assim, bairros que receberem investimento em infraestrutura, seja segurança, seja equipamento público, seja transporte ou saneamento, vão se valorizar bem acima da média. É o que está sendo esperado com a pacificação da Maré e os bairros no entorno\", ressalta.
    Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 06/04/2014 Qualquer cobrança é negociável
    Quando viu a cobrança de uma tal \"conectividade social\" no boleto enviado pela administradora ao condomínio, José Pessanha, que é síndico de um prédio no Recreio, acionou o desconfiômetro. Seria mesmo obrigado a pagar? E o que afinal seria tal taxa?

    Mudanças recentes na legislação trouxeram para a realidade dos condomínios novos nomes e obrigações: além da conectividade (um canal on-line com a Caixa Econômica Federal usado para passar dados dos funcionários para fins de FGTS), tem a certificação digital, o armazenamento de dados, a 13ª taxa e tantas outras cobranças feitas pelas administradoras que, como Pessanha, muitos síndicos e condôminos têm a sensação de que estão sendo lesados com cobranças indevidas ou abusivas que oneram cada vez mais o orçamento dos prédios.

    - Em princípio, se o contrato dispuser que o condomínio pague pela execução de determinados serviços, além do valor mensal, isso é o que foi acordado entre as partes e deve ser cumprido - explica o advogado Hamilton Quirino, especialista em direito imobiliário. - Mas o Código Civil estabelece que as cláusulas leoninas, aquelas que favorecem uma parte em detrimento da outra, podem ser consideradas nulas.

    Ou seja: se o condomínio se sentir prejudicado pode questionar o contrato numa ação judicial.

    Serviço extra não pode ser imposto

    Advogada da Associação de Defesa do Consumidor (Apadic), Janaína Alvarenga lembra ainda que, por mais que estejam previstas em contrato, cobranças extras referem-se a serviços extras e, portanto, não podem ser impostas ao condomínio. É preciso que o síndico tenha o direito de contratar outra pessoa ou empresa para realizar o serviço. Ou até mesmo fazer por conta própria:

    - Muitas dessas cobranças são, na verdade, pelo serviço de despachante feito pela administradora. Se o serviço não está previsto no valor mensal do contrato, a administradora pode se oferecer para fazer e dar o seu preço. Mas não pode obrigar o condomínio a fazer o serviço com ela. Se o síndico tiver disponibilidade, pode fazer por conta própria, por exemplo. Ou procurar alguém que o faça por preço menor.

    Nesse caso, estão boa parte das novas obrigações do condomínio: certificação digital, conectividade social, cadastro na Receita Federal. Todas são relacionadas ao envio de dados on-line dos funcionários e são feitas através de um cadastro em nome do síndico. Logo, só precisam ser refeitas em caso de troca de síndico. A certificação digital é a única que pode ser cobrada anualmente mesmo que o síndico permaneça o mesmo. É que ela, sim, precisa ser paga. Além disso, a certificação tem prazos de validade de um, dois ou três anos (com valores referentes a cada período). Ou seja, se o condomínio optar pela certificação anual, ela terá que ser refeita no ano seguinte mesmo que o síndico não mude.

    Outra cobrança que costuma causar polêmica é a 13ª taxa. Cobrada em dezembro, é usada para pagar o 13° salário dos funcionários da administradora e, normalmente, está prevista em contrato. Questionável? Pode ser, mas não ilegal, se constar do documento. A solução em casos assim, dizem os advogados, é estar atento a todas as cláusulas e negociar antes de assinar.

    - O condomínio tem que ter em mente, como consumidor, que tem o poder de compra. A administradora tem de oferecer bons serviços e estar aberta a negociar - diz Janaína.

    Nem sempre é fácil. Subsíndica de um prédio na Tijuca, Katia Cavalcanti conta ter procurado diversas administradoras. De todas ouviu a mesma explicação: a 13ª taxa é uma praxe de mercado, da qual não abrem mão:

    - Se eu contrato a administradora, o pagamento dos funcionários, inclusive do 13°, não pode ser cobrado à parte.

    Segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), a cobrança dividida em 13 taxas foi convencionada para que os pagamentos mensais fossem menores. Mas, garante Marcelo Borges, diretor jurídico da entidade, é possível, sim, negociar o número de parcelas.

    - A 13ª é apenas uma forma de contratação. Cada empresa pode estabelecer a sua. Mas é importante que as administradoras sejam transparentes em sua relação com os condomínios. Sua função é justamente prestar uma assessoria técnica. Se isso não acontecer, o síndico pode procurar a Abadi - afirma Borges.

    Condomínios podem pedir rescisão contratual em caso de descumprimento de cláusulas

    A falta de transparência a que se refere o diretor jurídico da Abadi, Marcelo Borges, é, sem dúvida, uma das maiores reclamações de síndicos e condôminos em relação às administradoras. Mesmo que as cobranças estejam corretas, às vezes, a explicação é tão demorada e tão falha que, aos síndicos, só cabe mesmo desconfiar.

    - A gente paga por um serviço e, quando precisa dele, não consegue sequer ser atendido ou recebe respostas vagas - reclama Katia Cavalcanti, subsíndica de prédio na Tijuca.

    Além de procurar a Abadi, como sugere Borges, em casos mais graves de desrespeito ao contrato, é possível também pedir a sua rescisão. Se o contrato estiver vigorando por tempo indeterminado, basta enviar carta com 30 dias de antecedência. Caso ainda esteja em vigor um prazo determinado, de um ano, por exemplo, poderá ser rescindido até por justa causa, se a empresa cometer erros sucessivos. O advogado Renato Anet lembra ainda que os síndicos não devem assinar contratos com previsão de renovação automática por igual período.

    - O ideal é que a renovação seja por período indeterminado, para evitar a cobrança das multas previstas nos contratos.

    O descumprimento de qualquer cláusula é suficiente para dar a justa causa, o que pode ser feito mesmo sem uma advertência prévia.

    - O cuidado que devem ter os condomínios é com a redação das cláusulas. É preciso estar atento a cada detalhe do contrato - complementa o advogado Hamilton Quirino. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 06/04/2014 Prefeitura levará obras do Bairro Maravilha para a Maré
    O prefeito Eduardo Paes anunciou neste domingo que pretende construir duas novas clínicas da família e levar o programa Bairro Maravilha para o Complexo da Maré, que foi ocupado no sábado pelas forças de segurança. O anúncio foi feito durante a reunião trimestral com os secretários municipais no Hotel Windsor, na Barra.

    - Esperei que as Forças Amadas concluíssem a ocupação, mas ainda essa semana estarei na Maré para iniciar o diálogo com os moradores e definirmos juntos prazos e tudo mais que precisa ser feito na região - disse Paes.

    O Bairro Maravilha, que já é implantado na Zona Norte e Zona Oeste, tem como objetivo recuperar áreas da cidade que não vinham recebendo atenção do poder público. Na Zona Norte, vias estão ganhando asfalto novo, e as calçadas estão sendo refeitas. Para evitar alagamentos, a rede de escoamento de água também é recuperada. Já na Zona Oeste, estão em andamento obras de pavimentação, recuperação de calçadas, sistema de drenagem, além de rede de esgoto. No fim do ano passado, a prefeitura ampliou o programa e incluiu Bento Ribeiro, Marechal Hermes, Honório Gurgel e Guadalupe no Bairro Maravilha. As obras nos quatro bairros estão estimadas em R$53,4 milhões.

    - Sabemos que há bastante por fazer, mas não podemos negar que a prefeitura está presente na Maré há muito tempo, mesmo antes da minha gestão. O que faltava lá era a polícia. Não é admissível que os moradores convivam com pessoas andando armadas de fuzil na rua em plena luz do dia - disse o prefeito.

    Na semana passada, a prefeitura já havia anunciado o investimento de R$ 325 milhões na construção e reforma de unidades de educação na região da Maré. Além do Campus Educacional da Maré, que será erguido num terreno vizinho à Vila Olímpica, serão construídas 12 novas unidades de educação - sete escolas e cinco Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) - até 2016. Há ainda a previsão de que outras oito escolas já existentes sejam reformadas e ampliadas.

    Estado terá órgão para assessorar prefeituras

    O governador Luiz Fernando Pezão afirmou no domingo que será criado um órgão de assessoramento com as prefeituras da Região Metropolitana, que deverá ser coordenado pelo subsecretário de Urbanismo, Vicente Loureiro. O objetivo é integrar as discussões referentes, principalmente, à mobilidade urbana, saúde e saneamento básico. O anúncio foi feito durante a reunião com o prefeito Eduardo Paes e os secretários municipais, num hotel na Barra.

    - Agora que confirmei a participação do Eduardo Paes, vou convidar os prefeitos das outras 20 cidades. Devemos nos reunir todos daqui a 10 dias para dar início aos trabalhos. Não é possível discutir temas como saúde e saneamento se a cidade do Rio não estiver junto com as demais - disse Pezão.

    O governador ressaltou que a intenção imediata não é criar uma nova secretaria, mas sim \"plantar uma semente\" para que no futuro isso possa acontecer:

    - Um dos problemas que o órgão deverá focar é a migração de médicos da Baixada Fluminense para a capital. Isso prejudica tanto os moradores da Baixada quanto os do Rio, que enfrentam filas maiores e têm mais dificuldade para marcar consultas.

    Para Eduardo Paes, a iniciativa é fundamental e só poderia ser feita pelo governo do estado.

    - Creio que essa seja a medida mais importante entre as que já foram anunciadas por Pezão. A linha divisória do Rio com cidades como Nova Iguaçu ou São João de Meriti, por exemplo, é imaginária. O centro do Rio, na verdade, é o centro da Região Metropolitana - comentou o prefeito.

    Pezão tomou posse na sexta-feira. Esta semana ele deve anunciar os novos secretários. Três deles já são conhecidos: Afonso Monerat (Governo), Luciano Espíndola (Casa Civil) e Tatiana Carius (Transporte). Publicado por: O Globo - Gabriel Menezes
  • 04/04/2014 Expansão do metrô inclui Santa Marta e Humaitá
    Prevista nos planos de expansão do metrô do Rio desde a década de 70 mas esquecida na prática, a ligação da Gávea ao Centro está finalmente em vias de começar a se concretizar. Ontem, último dia em exercício do governador Sérgio Cabral, foi publicado no Diário Oficial o início do processo de licitação para a escolha da empresa que irá elaborar o projeto básico e os estudos ambientais para a construção do trecho Gávea- Carioca.

    A ideia é que o percurso de 10 quilômetros de extensão tenha oito estações, ligando, na Gávea, a Linha 4 que vai até a Barra, ao Largo da Carioca, no Centro. A definição dos locais exatos das estações ainda dependerá dos estudos, mas a Casa Civil informou que deverão ser contemplados com paradas do metrô a Praça Santos Dumont (Gávea), o Jardim Botânico, Humaitá, Largo dos Leões, Morro Dona Marta e Santa Teresa. Ainda segundo o órgão, na Carioca, haveria uma nova estação de integração. No projeto antigo de expansão do metrô, o túnel passaria pelo Cosme Velho e Laranjeiras.

    O professor de Engenharia de Transportes da PUC-Rio, Fernando Mac Dowell, tem questionamentos sobre a eficiência da integração do novo trajeto com a Linha 4, na Gávea, mas avalia que o novo trecho será benéfico especialmente para o Jardim Botânico. \"É uma região de tráfego intenso quase o dia inteiro e com muitos semáforos. Para aquele bairro, a entrada do metrô era realmente a única solução e já era discutida em governos anteriores\", afirmou Mac Dowell.

    O ato no Diário Oficial, assinado pelo chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, que também deixou o cargo ontem,prevê que o valor máximo a ser pago para o vencedor da licitação será de R$ 35 milhões, vindos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). A empresa escolhida terá realizar estudos e análises de demanda, orçamento, impactos ambientais, segurança e verificar a viabilidade técnica e econômica do empreendimento. Publicado por: O Dia - Amanda Ratter
  • 04/04/2014 No Rio, foco nas Olimpíadas
    A maior parte dos investimentos em infraestrutura previstos no calendário do Rio de Janeiro vão ocorrer ao longo dos próximos dois anos. Na capital fluminense, o foco das obras de mobilidade urbana e mesmo da estratégia de expansão da rede hoteleira não é a Copa do Mundo, mas a Olimpíada de 2016.

    Mesmo o Maracanã não é exceção. Ao custo de R$ 1,2 bilão, o estádio foi concluído de acordo com as exigências da Fifa para sediar a final da Copa em maio de 2013. A arena e seu entorno, porém, deve voltar a sofrer intervenções para os Jogos Olímpicos.

    O setor hoteleiro também deve continuar crescendo após a Copa. No torneio, o Rio terá 38 mil quartos de hotel, 14 mil a mais do que tinha há quatro anos. Em dois anos, porém, a cidade deve ganhar oito mil novos quartos para atender à demanda da Olimpíada.

    Na área de mobilidade urbana só duas das quatro linhas expressas de ônibus (BRTs) devem estar prontas antes da Copa. A primeira delas, a TransOeste, com investimento de R$ 900 milhões, foi concluída em março. Até a Copa também a TransCarioca, que ligará a Barra da Tijuca ao aeroporto internacional do Galeão ao custo de R$ 1,7 bilhão, deve ser concluída.

    Já a linha expressa TransOlímpica, com R$ 1,5 bilhão de orçamento, é prevista para dezembro de 2015. A TransBrasil, orçada em R$ 1,5 bilhão, teve o calendário atrasado depois que a Justiça suspendeu a licitação da obra. A extensão do metrô até a Barra da Tijuca só ficará pronta em 2016.

    Na quarta-feira, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, disse que o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, está pronto para receber os turistas da Copa apesar do que chamou de \"problemas pontuais\". O Galeão passa por reformas que custaram R$ 800 milhões ao poder público.

    O maior projeto de revitalização urbana do Brasil, o Porto Maravilha, que prevê a reforma de uma área de 5 milhões de m2 ao lado do Centro da cidade, é um exemplo do foco que a prefeitura dá aos Jogos Olímpicos. Para entregar a região revitalizada em 2016, estão sendo demolidos os 5,5 km da via às vésperas da Copa.

    O próprio prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), admite seu interesse maior na Olimpíada, uma festa mais identificada com sua gestão e na qual o Rio não terá que dividir as atenções com outras cidades.
    Publicado por: Valor Econômico - Guilherme Seródio
  • 04/04/2014 Rua da Alfândega 42
    Um dos últimos atos de Sérgio Cabral, antes de deixar o governo, foi sancionar a lei que transfere a sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) para o Palácio da Ciência, na Rua da Alfândega 42, no Centro.

    Aliás, o imóvel também abrigará a Academia Brasileira de Ciências. O prédio, cuja reforma deve ser concluída em maio do próximo ano, foi construído em estilo eclético, em 1926, pelo alemão Lambert Riedlinger - o mesmo que trouxe o concreto armado para o Brasil. Ali funcionou o Banco Alemão Transatlântico, que importou cofres da marca Panzer, aquela que fazia os blindados de Hitler.

    Mas, depois que o Brasil declarou guerra à Alemanha, o banco fechou as portas, em 1943. O último inquilino foi a Secretaria de Fazenda. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 03/04/2014 Valorização chega com o metrô
    São 8h30m e a Estação Uruguai do metrô, na Tijuca, está lotada. Construída no pátio de manobras que ficou conhecido como \"rabicho da Tijuca\", a nova plataforma realizou um sonho antigo do tijucano. A proximidade do metrô, num momento em que a cidade está repleta de obras por todos os lados, combinada com os efeitos da pacificação das favelas da região, contribuiu para a valorização de imóveis em até 30% naquele trecho da Tijuca. A mudança já foi sentida na rotina do morador, que ganhou mais tempo no seu dia a dia, e do comércio, otimista em relação ao aumento das vendas.

    Desde a inauguração da Estação Uruguai, no dia 15 de março, o aposentado Eduardo Rodrigues Silva procura um apartamento nos arredores de uma das cinco saídas do metrô. Morador da Rua Henrique Fleiuss, na Tijuca, ele optou por vender o carro e só utilizar transporte público:

    - Era o que faltava no bairro. Eu moro no alto de uma ladeira e tinha que pegar o ônibus de integração até o metrô. Agora que a estação foi inaugurada, quero morar mais perto.

    A procura por um apartamento em ruas como Uruguai, Dona Delfina, Itacuruçá, José Higino e Andrade Neves já pode ser sentida no preço do imóvel. Dados do Sindicato de Habitação (Secovi-RJ) mostram que o metro quadrado aumentou de R$ 5.448 para R$ 7.280, uma variação de 33,6%, entre 2012 e 2014.

    Apesar de o bairro como um todo ter se valorizado devido à instalação das UPPs, um olhar mais atento mostra que o metro quadrado da Rua Uruguai teve uma variação de 33%. Já a Avenida Maracanã - outro endereço cobiçado, devido à urbanização no entorno do estádio que sediará a final da Copa do Mundo - foi de 30,6%.

    - A questão de acesso hoje é um fator crítico. Eu diria que vem logo após a segurança. A proximidade de uma estação do metrô é considerada um atrativo. E isso funciona como efeito cascata. Todos os que estão ao redor são beneficiados de alguma forma, ainda mais nesse momento em que a cidade está cercada por canteiros de obras - diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi.

    Vice-presidente da Ademi, Rogério Zylbersztajn afirma que a valorização naquele trecho da Tijuca foi de 27%. A UPP, segundo ele, teve um papel fundamental na revitalização da Tijuca, mas a proximidade do metrô também contribuiu:

    - As pessoas querem mobilidade urbana, querem poder deixar o carro em casa. Essa é a vantagem de morar próximo do metrô.

    Quem tinha planos de se mudar do bairro antes da chegada do metrô acabou desistindo da ideia. Esse é o caso da aposentada Bárbara Domingues, que pretende continuar na Rua Andrade Neves:

    - Foi uma notícia maravilhosa. Minha filha mora no Leblon, e a distância até a casa dela encurtou. Vou de metrô até Ipanema e de lá pego um ônibus. Quando inaugurarem a estação do Leblon, vai ser perfeito.

    Vinícius Domingues, advogado e aluno da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro, no Centro, é outro que se beneficiou do metrô. Ele conta que economiza 40 minutos de seu dia:

    - Já tinha tentado ir ao Centro de duas formas: de ônibus ou de metrô, com a integração até a Praça Saens Peña, que estava sempre insuportável de tão cheia. Hoje gasto 20 minutos a menos na ida e na volta.

    Ele é um dos 21 mil usuários que utilizam diariamente a Estação Uruguai do metrô. Destes, segundo a concessionária Metrô Rio, 15 mil já usavam o transporte, embarcando na Saens Peña. Outros seis mil foram incorporados ao sistema após a nova estação. Nos arredores, o clima é de otimismo. Maria Luiza Saldanha, gerente de uma loja Kalunga, inaugurada em janeiro, considera a abertura do metrô \"um presente\":

    - Já podemos sentir um aumento das vendas, principalmente no horário de saída do trabalho, quando as pessoas deixam a estação e dão de cara com a loja.

    Um dos pioneiros na revitalização daquele trecho da Tijuca, o empresário Ottmar Grunewald, que recentemente abriu o Café Otto ali, acredita que as vendas vão aumentar.

    - Sou do tempo em que a área era repleta de moradores de rua. O metrô representa uma mudança de hábito do carioca. Na Tijuca, as ruas estão cheias, e a frequência melhorou. Ele veio nos atender, até com um certo atraso.

    Assim como Ottmar, muitos moradores da Tijuca duvidaram que o \"rabicho\" seria transformado numa estação do metrô. Seu traçado até a Saens Peña, de apenas um quilômetro, já tinha sido parcialmente escavado em 1982. Desde então, apesar de o projeto não ter sido concebido com esta finalidade, não faltaram propostas de ocupação para o lugar.

    - Cada hora falavam uma coisa. Ninguém acreditava em mais nada. Já disseram que ali ficaria a conexão com o metrô da Gávea! Quando anunciaram as obras da Uruguai, foi uma surpresa - diz o aposentado Cleider Pinto, de 79 anos.
    Publicado por: O Globo - Fernanda Pontes
  • 03/04/2014 Um bairro em alta
    Após um período sem receber lançamentos imobiliários, a Tijuca volta à cena com empreendimentos residenciais e comerciais mais modernos. Fatores como a abertura da Estação Uruguai do metrô valorizam ainda mais o bairro e atraem construtoras.

    Segundo o Secovi Rio (Sindicato da Habitação), o metro quadrado para a venda na Tijuca, em fevereiro, foi de R$ 7.188, uma variação de 16,43% em relação ao mesmo mês de 2013 (R$ 6.174). De 2010 a 2013, o bairro recebeu 3.018 novas unidades, de acordo com a Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário).

    \"A chegada das UPPs fez com que o morador da Tijuca voltasse a se sentir seguro. E isso o encorajou a permanecer no bairro e que outras pessoas do bairro se mudassem para lá. O efeito imediato disso foi o crescimento das vendas no bairro\", afirma Mario Amorim, diretor-geral da Brasil Brokers no Rio.

    Diretor-executivo da Fernandez Mera, Rodrigo Miozzo destaca ainda que o fortalecimento dos setores de comércio e serviços também contribui para a valorização. \"Hoje, só a Fernandez Mera comercializa aproximadamente oito empreendimentos no bairro, totalizando 230 unidades, entre residenciais e comerciais\", diz Miozzo.

    O Atrium, da Calçada e Montserrat, é um exemplo de empreendimento na Tijuca. Além do residencial, o Convento Bom Pastor está sendo revitalizado pelas construtoras para abrigar os 37 lofts do projeto. A Santa Cecília também escolheu o bairro para construir o Bora Bora Tijuca. A RJZ Cyrela tem dois residenciais no bairro: Golden Tijuca e Adorabile.

    Segundo levantamento feito pela Concal, mais de 90% dos apartamentos vendidos na Tijuca são para pessoas que já moram por lá. O bairro teve crescimento imobiliário de 300% nos últimos anos.
    Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 03/04/2014 Preço dos imóveis sobe menos que o IPCA
    O preço médio anunciado dos imóveis avançou 0,64% em março na comparação com fevereiro, segundo o Índice FipeZap Ampliado, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). É a segunda vez consecutiva que o indicador, que contempla 16 cidades do País, sobe menos que a inflação, e a quarta vez seguida que apresenta desaceleração na variação anual - a alta foi de 12,9% em relação a março de 2013.

    O Rio lidera o aumento em 2014, com alta de 3,35% no primeiro trimestre. Já em São Paulo, a alta para o período foi de 2,08%, mais próximo à média do índice, de 1,99%.

    Em 12 das 16 cidades pesquisadas a variação de preço do metro quadrado ficou abaixo da inflação esperada para o mês. De acordo com o Boletim Focus, do Banco Central, as instituições financeiras preveem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tenha encerrado o mês de março com alta de 0,85%.

    As cidades com alta acima do IPCA previsto foram Rio, Niterói, Fortaleza e Vila Velha - cidade com a maior variação mensal (1,75%). Já em Brasília e Porto Alegre houve queda real nos preços.

    \"Há dois fatores a analisar: um é a própria inflação, que está vindo mais alta e vem até surpreendendo. Por outro lado, a variação de preço do metro quadrado também perdeu fôlego\", afirma o coordenador do indicador, Eduardo Zylberstajn.

    Segundo ele, salvo algumas exceções, como o Rio de Janeiro, cidades que todo mês apresentavam variação próxima ou até superior a 1%, como Brasília e Salvador, vêm, desde o fim do mês passado, dando sinais de leve desaceleração - apesar de a variação mensal de março, de 0,64%, ter sido maior do que a de fevereiro, de 0,57%.

    \"No índice passado, em fevereiro, nove cidades apresentaram alta de preços abaixo da inflação, o que já era bastante. Desta vez, foram 12 dentre as 16 que pesquisamos\", diz. \"É um movimento que está se espalhando cada vez mais, pois até 2011, 2012, a alta era quase que generalizada.\"

    Oferta e demanda. Apesar da tendência de desaceleração vista na variação anual dos quatro últimos meses, o avanço dos preços acumulados em 12 meses ainda é expressivo em algumas capitais. Em Curitiba, a alta chega a 34,2%, seguida por Recife (17,0%) e Vitória (16,5%).

    Para Zylberstajn, isso ocorre porque algumas cidades ainda apresentam um desequilíbrio entre oferta e demanda. \"Há cidades que notadamente têm um excesso de oferta, com muitos lançamentos.\"

    De acordo com o economista, o aumento mais lento dos preços pode, se mantiver o ritmo iniciado no final do ano, impactar o indicador anual. \"A média de 12 meses ainda é bem acima da inflação. Mas, se a tendência de baixa se mantiver, logo teremos uma mudança.\"

    Para o Zylberstajn, no entanto, ainda é cedo para se falar em estabilização, pois, segundo ele, não se trata de um novo patamar de preços, mas de um ajuste natural no mercado imobiliário. \"Não é um movimento brusco ou drástico de queda, longe disso. Sabemos que o mercado é cíclico\", diz. \"Houve uma mudança de patamar de preços quando tivemos a expansão do crédito, prazos maiores e juros menores, e agora já vivemos um novo momento, de correção natural\", diz.

    No recorte detalhado por cidade, o metro quadrado mais caro do Rio está no Leblon (R$ 22.116), e o mais barato na Pavuna (R$ 2.204). Já em São Paulo, o maior preço está em Vila Nova Conceição (R$ 13.863), e o mais baixo em Cidade Tiradentes (R$ 2.702). Nas 16 cidades pesquisadas, a média do metro quadrado em março foi de R$ 7.414.
    Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 03/04/2014 Crédito imobiliário alcança pelo segundo mês consecutivo o melhor resultado em 20 anos
    De acordo com balanço da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) divulgado na última segunda-feira (31), o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança somou R$ 8,8 bilhões em fevereiro, configurando, assim, o melhor resultado para o mês de fevereiro nos últimos 20 anos. O mesmo recorde foi estabelecido em janeiro deste ano. Assim, em comparação com o segundo mês de 2013, o volume ficou 52% maior.

    Ao todo, no acumulado de 2014, os financiamentos atingiram R$ 17 bilhões em aquisições e construção de imóveis, um volume 36% maior do que no mesmo período do ano passado.
    Outro índice que cresceu muito, de acordo com o levantamento, foi o volume de empréstimos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que alcançou R$ 113,7 bilhões, superando em 35% o apurado nos 12 meses anteriores e estabelecendo também um novo recorde.

    Segundo o balanço, com relação aos financiamentos, em fevereiro, foram emprestados recursos para aquisições e construções de 46,4 mil imóveis, número 58% maior em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado.

    Ao todo, em 2014, já foram financiadas 86 mil unidades, volume 33% maior que em igual período do ano passado. Já nos últimos 12 meses, foram financiados 551,1 mil imóveis.

    Resultando em uma captação líquida pelo 24º mês consecutivo, os depósitos em cadernetas de poupança do SBPE, segundo a pesquisa, superaram os saques em fevereiro em R$ 1,9 bilhão.
    Publicado por: Construção e Mercado -
  • 03/04/2014 FipeZap: preços de imóveis no Rio e no país se mantêm estáveis
    A alta de preços dos imóveis no Rio de Janeiro e no país vem perdendo folêgo. Em março, o Índice FipeZap, que calcula o custo médio do valor do metro quadrado anunciado para venda em 16 cidades brasileiras, subiu 1,03% na capital fluminense e 0,64% no Brasil. As variações são bem próximas das registradas no mês anterior, de 1,08% e de 0,57%, respectivamente.

    Esta já é a quarta desaceleração dos preços de imóveis no Rio, que subiram 1,08%, em fevereiro, 1,2% em janeiro e de 1,28% em dezembro. No acumulado dos últimos 12 meses, a capital fluminense acumula 14,9%.

    Também na variação mensal nacional, esta é a quarta vez que os preços anunciados de venda sofreram desaceleração. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 12,9%. São Paulo passou de 0,62% para 0,71% em março, acumulando 2,08% no trimestre e 13,3% nos últimos 12 meses.

    Se for considerado o primeiro trimestre, o Rio registrou a maior variação do país, de 3,35%, sendo que, em 2013, o acumulado havia sido de 3,7% nos três primeiros meses. A média nacional do trimestre é de 1,99%. No ano passado, no mesmo período, foi de 2,8%. A segunda maior variação no primeiro trimestre foi em Vila Velha, no Espírito Santo (3,22%), seguido por Niterói (2,8%).

    Em reais, o preço médio anunciado do metro quadrado no país ficou em R$ 7.414. No Rio, que em fevereiro tinha sido de R$ 10.361, em março registrou R$ 10.468. Os valores oscilaram no mês passado entre R$ 3.919, em Vila Velha, e R$ 8.112, em Brasília.

    Leblon, Ipanema e Lagoa continuam sendo os bairros mais caros do Brasil, com custo médio do metro quadrado em R$ 22.116, R$ 20.092 e R$ 17.400, respectivamente. Em São Paulo, os bairros com metro quadrado mais caro são Vila Nova Conceição (R$ 13.863) e Jardim Europa (R$ 11.900). Publicado por: O Globo -
  • 03/04/2014 Caixa vai continuar pesado no mercado imobiliário
    Após uma reunião com o Deutsche Bank, a Caixa Econômica Federal voltou a ressaltar sua posição no mercado imobiliário brasileiro. Mesmo com rumores de que o banco tem atrasado os repasses - atrapalhando as construtoras -, o banco quer manter uma dominância no mercado, embora venha a ser mais conservadora.

    Dona de 70% dos financiamentos imobiliários, a Caixa destaca que seus fundos para construção e aquisição cresceram 14% do ano passado para este, para cerca de R$ 154 bilhões. O banco, porém, destaca que o mercado deverá ficar mais competitivo nos próximos meses - mas deverá continuar com as menores taxas de juros do mercado.

    A empresa deve começar a ficar mais conservadora com a análise de crédito, embora a inadimplência esteja em 1,4% - abaixo dos 2,2% do mercado em geral. Embora atualmente a Caixa recuse apenas 1% a 2% dos créditos, eles acreditam que podem começar recusar até 10% no futuro próximo.

    Minha Casa Minha Vida

    A Caixa também tem forte exposição ao programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal - que continua a ser um dos principais fatores de desenvolvimento do mercado imobiliário brasileiro. Até agora, o Minha Casa Minha Vida resultou na entrega de 3,3 milhões de unidades, sendo que 2,3 milhões foram entre 2011 e fevereiro de 2014. Até o final do ano serão mais 450 mil unidades.

    O perfil do comprador de imóveis no Brasil, que financia através da caixa é jovem, com 74% deles tendo menos de 45 anos de idade. 27% das pessoas possuem uma renda de até três salários mínimos, 36% recebem de três à seis salários mínimos, 15% de seis a dez e 22% recebem mais de 10 salários mínimos. Publicado por: Infomoney -
  • 02/04/2014 Museu de Arte do Rio ganha prêmio internacional pela sua arquitetura
    Inaugurado em março do ano passado, o Museu de Arte do Rio (MAR), no Centro da cidade, acaba de conquistar o título de melhor construção de 2013 na categoria Museu, pelo voto popular do maior prêmio internacional de arquitetura, o Architizer A+ Awards. O MAR, assinado pelo escritório Bernardes + Jacobsen Arquitetura, está instalado em dois prédios de perfis heterogêneos e interligados: o Palacete Dom João VI, tombado e eclético, e o edifício vizinho, de estilo modernista - originalmente um terminal rodoviário.

    - Um reconhecimento muito importante. Concorremos com outros museus e o resultado, divulgado ontem, mostra que o MAR é destaque - diz o presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Washington Fajardo, acrescentando que o museu concorreu com o Heydar Aliyev Center (Azerbaijão), o The New Rijksmuseum (Holanda), o Zhujiajiao Museum of Humanities & Arts (China) e com o vencedor pelo voto do júri técnico, The Danish Maritime Museum (Dinamarca).

    Dividido em 60 categorias, o Architizer A+ Awards conta com duas fases. A primeira, quando um júri composto por 200 profissionais da área elege os cinco finalistas de cada grupo, e a segunda, em que o vencedor é escolhido por voto popular.

    Para Carlos Gradin, diretor presidente do MAR, o prêmio representa um grande reconhecimento, que traduz o compremetimento das pessoas envolvidas e a qualidade do museu.

    - Com inúmeros variáveis que chamam a atenção da sociedade, o prêmio vem para somar, além de mostrar o nosso esforço para que o museu se torne referência - diz Gradin.

    Sua arquitetura

    Criando para o MAR uma identidade arquitetônica própria, a equipe do escritório carioca Bernardes + Jacobsen, uniu dois edifícios bem diferentes. Inaugurado em 1916 e tombado no ano de 2000 pelo Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural, a construção eclética foi transformada em um grande pavilhão de exposições, com 5,2 mil metros quadrados de área construída. Já o prédio vizinho, onde funcionou o Hospital da Polícia Civil, agora é a Escola do Olhar - um ambiente dedicado à provocação de experiências, coletivas e pessoais. Com sete pavimentos (incluindo o térreo), tem 7,2 mil metros quadrados de área construída.

    A união dos edifícios é feita por uma passarela, que conecta o quinto andar da Escola ao terceiro do pavilhão de exposições e a cobertura fluida em forma de onda, sustentada por 37 pilares dispostos sobre os dois prédios. O Museu de Arte do Rio, localizado na Praça Mauá 5, no Centro da cidade, transformou-se assim em um conjunto harmônico, com cerca de 15 mil metros quadrados. Publicado por: O Globo - Rodrigo Bertolucci
  • 02/04/2014 Certificação
    O Parque Madureira ganhou a certificação ambiental francesa Haute Oualité Environnementale, equivalente ao LEED americano. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 02/04/2014 Galerias no Baixo Gávea
    O Jockey vai ganhar três galerias de arte em 2015. Carlos Palermo, presidente do clube, fechou contrato com a Laura Marsiaj e a Gentil Carioca, ambas do Rio, e com a Fortes Vilaça, de Sào Paulo. Elas ocuparão o casario voltado para a Rua Jardim Botânico. \"Será um espaço cultural e gastronômico, também com uma livraria. As obras começam no segundo semestre deste ano\".

    Aliás e a propósito

    Preservado pela Apac do Jardim Botânico, o casario será recuperado. O Jockey já anunciou a instalação de uma churrascaria e de dois restaurantes do chef Felipe Bronze no espaço. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 01/04/2014 Vendas para setor de construção civil devem avançar 6%
    Por sete anos consecutivos exibindo crescimento na casa dos 10%, o setor de alumínio voltado à construção civil entra em 2014 com perspectivas de redução no ritmo de produção. Trata-se, porém, de uma taxa considerada excelente pela a Associação Brasileira do Alumínio (Abal). As projeções apontam para um aumento ao redor de 6%. O mesmo índice deverá se repetir no próximo biênio.

    O pequeno recuo do setor não vale para algumas grandes empresas do ramo, que trabalham com estimativas de volume quase três vezes superiores ao crescimento esperado pela Abal neste ano. É o caso da Alcoa Alumínio, que não descarta a possibilidade de repetir em 2014 os mesmos 15% obtidos no ano anterior. Desde 2007, a área de construção civil apresenta forte demanda pelo metal, com aumento médio anual na casa dos 10%.

    Quando se iniciou o aquecimento do setor imobiliário, em 2007, o ramo consumiu 112,8 mil toneladas de alumínio. No ano passado, esse volume saltou para 244,5 mil toneladas, significando um acréscimo de 165,8% no período. O metal ganhou mais força e sofisticação nos últimos dois anos por conta das obras de infraestrutura para a Copa 2014. \"Com as construções de arenas, aeroportos e ginásios poliesportivos para Copa 2014 surgiram as inovações na área de fachadas. Fornecemos cerca de 1,5 milhão de m2 de fachadas ao mercado anualmente\", conta José Carlos Noronha, coordenador do Comitê de Mercado de Construção Civil da Abal.

    Hoje, segundo o executivo, 70% dos produtos são usados nas edificações residenciais e o restante dividido entre os segmentos comercial e institucional. \"A construção civil teve um boom, puxando o setor de alumínio nas áreas de infraestrutura, estádios e galpões\", emenda Fabiano Urso, gerente de marketing de laminados da Alcoa para América Latina e Caribe. A companhia, maior fabricante mundial de alumínio, que em 2013 registrou um incremento de 15% no volume comercializado, mantém projeções bastante otimistas para o ano.

    \"Em 2014 as vendas deverão crescer entre 10% e 15%, incremento semelhante ao ano anterior, que fechou em 15%. A maior parte das obras já foi concluída, mas muitas outras estão em fase de construção. Há forte investimento na área de galpões ainda em obras\", diz Urso.

    A Alcoa tem um portfólio com 10 famílias de produtos voltadas ao setor de construção civil cujo carro chefe são as coberturas que representam 40% do total das linhas. \"A área comercial responde por 90% de todo o ramo de construção civil e os outros 10% concentram-se na área residencial\", diz. A Alcoa concluiu em fevereiro deste ano o processo de expansão da sua unidade de Tubarão (SC). Com a instalação da nova linha de produção, a capacidade produtiva da unidade aumentará em 10 mil toneladas por ano voltadas ao mercado da construção civil, indústrias moveleira, automobilística e metal-mecânico. Em 2011, a companhia anunciou investimento de R$ 20 milhões na expansão.

    O avanço do alumínio na construção civil e a Copa de 2014 também ajudaram a puxar os negócios da Votorantim Metais. Entre as maiores fabricante do metal, a companhia produz perfis, chapas e telhas. \"Em 2013, registramos um aumento no volume de negócios no mercado interno de 10%. Para este ano, a expectativa é de que as vendas para o segmento de construção continuem crescendo, estimuladas por obras de modernização de infraestrutura e a concretização das concessões de portos, aeroportos, estradas e ferrovias\", afirma Victor Breguncci, diretor comercial do negócio alumínio da Votorantim Metais. Segundo ele, o carro chefe da empresa são os perfis de alumínio.

    A Alpex, também produtora de perfis, disponibiliza 40% das vendas para o setor de construção civil. \"Hoje contabilizamos mais de 5.300 modelos de perfis que podem ser aplicados em variados segmentos da construção civil, entre outras áreas\", destaca Wagner Sales, gerente comercial da Alpex. O aumento na procura por alumínio vai além do crescimento da indústria da construção civil, que não tem sido pequeno. Estudos da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) apontam aumento de 5,7% no volume de vendas no mês de fevereiro comparado ao mesmo intervalo de 2013.

    No acumulado do ano, a alta é de 3,5%. \"O resultado de vendas desse início de ano é bastante positivo e mantém o otimismo para atingir a previsão de crescimento de 4,5% em relação a 2013\", comenta Walter Cove, presidente da Abramat. Ainda de acordo com o executivo, o resultado do mês de fevereiro foi o segundo índice positivo da série de comparação com os mesmos meses do ano passado, após o valor negativo observado no mês de dezembro.

    Os números do estudo da Abramat mostram que os empregos na indústria tiveram um crescimento de 5,2% em relação a fevereiro de 2013. Já em relação ao mês anterior houve queda de 2,4%. \"O segmento da construção civil está otimista para 2014\", diz Cove. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon) prevê um crescimento de 2,8% em 2014. Pesquisa realizada com 530 lojistas das cinco regiões do Brasil projeta um avanço de 7,2% nos negócios neste ano sobre o anterior, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco).

    \"A previsão é crescer entre 5,5% e 6% em 2014 e para o próximo biênio deverá ficar no mesmo patamar. Aliás, esse índice é considerado excelente para o setor considerando que ocorre sobre uma base alta\", resume o coordenador da Abal. Ele reforça que em 2013 a construção civil demandou, entre alumínio extrudados e laminados - chapa, moldura e telhas- 244,5 mil toneladas, alta de 10,14% sobre o ano de 2012, dos quais 192 mil toneladas foram consumidas na área residencial e o restante entre comercial e institucional. \"O alumínio é mais leve que o ferro e que o aço, o que favorece a rapidez e menor contratação de mão de obra nos empreendimentos. Além disso, a vida útil é de 40 ou 50 anos. Esses benefícios vêm sendo absorvidos pelos investidores já que, na comparação de preços, o metal ainda é mais caro que os demais\", conclui Noronha. Publicado por: Valor Econômico - Rosangela Capozoli
  • 01/04/2014 Preços de três-quartos no Cosme Velho subiram 36,2% em 2013
    O valor médio do metro quadrado na Zona Sul fechou 2013 em R$ 13.833, um valor 14,5% maior que em janeiro daquele ano, quando pagava-se, em média, R$ 12.084 por metro quadrado. A conclusão está no Panorama do Mercado Imobiliário 2013, divulgado na semana passada pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio). Mas esses números variam muito de acordo não só com o bairro, mas também com o tamanho do imóvel.

    É o que o Morar Bem vai mostrar ao longo dessa semana. A cada dia será abordada uma região diferente da cidade: Zona Sul nesta terça, Zona Norte, na quarta, Barra e adjacências, na quinta, e Centro, na sexta.

    A variação geral dos imóveis de um quarto da Zona Sul, por exemplo, também foi de 14,5%. Já os de dois dormitórios, os mais procurados, subiram 18,4%; os de três quartos, 13,2%; e os de quatro quartos, 5,4%. Os imóveis que registraram a maior variação ao longo do ano foram os de três quartos no Cosme Velho, que ficaram 36,2% mais caros. Em seguida, vêm as unidades de dois quartos na Urca: 33% mais caras; e os de dois quartos no Humaitá, 24,5%.

    - Cosme Velho é um bairro com grande potencial residencial, mas que estava meio adormecido. Laranjeiras, por exemplo, já tinha tido uma valorização mais expressiva em 2012. Agora, isso chegou também ao Cosme Velho, um bairro que tem a vantagem da mobilidade já que está perto tanto da Lagoa como do Centro. Com Humaitá acontece a mesma coisa. Está perto de todo tipo de comércio, escolas, bem localizado para quem precisa se deslocar pela cidade e com preços mais em conta que na Lagoa ou no Jardim Botânico - avalia o vice-presidente do Secovi-Rio, Leonardo Schneider. - Já a Urca é aquele bairro pequeno, agradável e apesar de ter aquele clima bucólico, fica mais próximo à região central que outros bairros da Zona Sul.

    Por outro lado, em dois casos houve redução nos preços. E justamente no nicho que concentra alguns dos imóveis mais caros da cidade. Sim, os imóveis com quatro quartos ou mais no Leblon e em Ipanema ficaram mais baratos. No primeiro caso, a redução foi de 1,7%. O metro quadrado caiu de R$ 24.898, em janeiro do ano passado, para R$ 24.464, em dezembro. Já em Ipanema, a redução foi mais sutil: 0,2%, com o metro quadrado passando de R$ 21.801, em janeiro, para R$ 21.767, em dezembro. Seria um sinal de que outros preços da região também podem cair?

    - É difícil dizer se os preços vão cair. Nesses casos, eles realmente tinham atingido patamares muito elevados e começa a haver um ajuste, uma reacomodação dos valores. Há uma estabilização na região - garante Schneider.

    Ainda assim, os dois bairros mantêm os valores mais altos de metro quadrado: R$ 22.078 no Leblon e R$ 19.795 em Ipanema. A lista segue com Lagoa (R$17.358), Gávea (R$ 16.780), Jardim Botânico (R$ 16.139), Urca (R$ 15.828), Humaitá (R$ 13.467), São Conrado (R$ 12.815), Leme (R$ 12.510), Copacabana (R$ 12.359), Botafogo (R$ 12.347), Flamengo (R$ 11.551), Catete (R$ 11.264), Cosme Velho (R$ 10.956) e Laranjeiras (R$ 10.752).
    Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 01/04/2014 Mobilidade urbana será discutida na Barra na próxima quarta-feira
    Com uma rotina de constantes congestionamentos e com as principais avenidas em obras, a Barra receberá na próxima quarta-feira (2) de abril uma palestra sobre mobilidade urbana. O tema será discutido na Associação Bosque Marapendi (ABM) pelo secretário municipal de transportes, Carlos Osório.

    Em vários trechos da região é possível conferir intervenções no trânsito devido à expansão da Linha 4 do metrô até o Jardim Oceânico e também à ampliação do BRT Transcarioca, que vai ligar a Barra até o aeroporto internacional do Galeão. Serão 39km de extensão, 45 estações e 14 bairros atendidos pelo projeto.

    Além disso, a Barra é palco do BRT Transoeste, que conecta o terminal Alvorada a Santa Cruz e Campo Grande. Atualmente, o sistema está passando por uma ampliação de 7km para fazer a conexão entre o Transcarioca, Transolímpica e o metrô. Esta segunda fase deve ser concluída até 2016.

    O secretário deve falar sobre essas e outras questões que podem contribuir para a melhoria da mobilidade urbana. De acordo com o diretor geral da ABM, Luiz Carlos Costa, a expectativa é grande para o evento, uma vez que associação conta com uma frota interna de transporte:

    - Será muito bom para os moradores perguntarem sobre as questões que afetam os ônibus da ABM. Com as alterações no trânsito no centro e na Zona Sul, muitos não entendem que seguimos apenas uma orientação da prefeitura quanto ao itinerário. Além disso, a palestra servirá para que todos, inclusive o público externo, tire suas dúvidas sobre o transporte e a mobilidade da região - diz Costa.

    A palestra começa às 19h30, na sede da ABM, localizada na avenida Afonso Arinos de Melo Franco, 393. A capacidade do salão social onde será realizada a palestra é de 120 pessoas. Publicado por: O Globo - Ana Clara Otoni
  • 01/04/2014 Crédito para imóveis cresce 52% em 12 meses
    O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 8,8 bilhões em fevereiro, melhor resultado para esse mês nos últimos 20 anos. Em relação a igual período do ano passado, o crescimento foi de 52%. O dado foi divulgado ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

    No entanto, os depósitos de poupança, que servem de \"funding\" para essas operações de crédito, subiram bem menos. A elevação, também segundo a Abecip, foi de 20% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2013. O saldo superou R$ 474 bilhões, em fevereiro, com elevação de 20% em relação ao saldo de igual período de 2013. Desde janeiro de 2000 até o fim do mês passado, foram contratados R$ 452,3 bilhões sem financiamentos imobiliários com recursos da poupança ou seja, menos do que o saldo no dia 28 de fevereiro. Considerando que uma parte desses contratos já venceu e boa parte das prestações já foram pagas, o saldo da poupança ainda supera com folga o estoque de financiamentos.

    Os empréstimos se aceleraram a partir de 2007. Os depósitos em cadernetas de poupança superaram os saques, em fevereiro, em R$ 1,9 bilhão. Com isso, a captação líquida foi positiva pelo 24º mês consecutivo, informou a entidade. \"O resultado da poupança em fevereiro foi levemente superior ao apurado no mesmo mês do ano passado, recordando-se que os depósitos de poupança bateram sucessivos recordes em 2013\", diz a entidade.

    De acordo com a Abecip, se o fôlego dos poupadores desacelera, o dos mutuários, não. No primeiro bimestre, foram financiados R$ 17 bilhões para aquisição e construção, 36% mais do que em igual período de 2013. Considerando o acumulado em 12 meses até fevereiro, o volume de empréstimos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com recursos das cadernetas e poupança, alcançou o montante de R$ 113,7 bilhões, superando em 35% o apurado nos 12 meses precedentes e estabelecendo um novo recorde.

    Em fevereiro, foram emprestados recursos para aquisições e construções de 46,4 mil imóveis, um aumento de 58% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse número também foi o maior para um mês de fevereiro, nos últimos 20 anos. Nos primeiros dois meses de 2014, foram financiadas 86 mil unidades, 33% mais que em igual período de 2013. Nos 12 meses de março de 2013 a fevereiro de 2014, foram financiados 551,1 mil imóveis Publicado por: Brasil Econômico - Léa de Luca
  • 31/03/2014 Multiuso: a aposta na qualidade de vida
    Grandes congestionamentos no trânsito cada vez mais comuns nos centros urbanos chegam a consumir até 25% do tempo das pessoas. De acordo com último estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o carioca gasta em média 40 minutos no trânsito de casa para o trabalho, dependendo do trajeto. Trabalhar próximo ao local de moradia tornou-se um importante ganho de qualidade de vida.

    De olho nessa nova realidade da cidade, as incorporadoras vêm apostando no lançamento de empreendimentos multiuso. Também conhecidos como mixed-use, unem em um mesmo local trabalho, serviços, lazer e moradia. Acompanhando o ritmo de expansão imobiliária do Rio, esses empreendimentos ganharam velocidade de venda.

    Áreas como Porto, região da Barra da Tijuca, Niterói e Itaboraí registram um crescimento significativo de lançamentos. Com isso, o multiuso está atraindo também investidores, que veem nele uma forma de conseguir renda com aluguel ou lucro com uma revenda, já que boa parte dos lançamentos está em regiões com grande potencial de valorização.

    \"Muito comum em metrópoles como Nova York, Londres e Tóquio, o multiuso tornou-se um imperativo nas grandes cidades porque facilita o deslocamento. A mobilidade urbana gera qualidade de vida e qualidade de vida gera valorização\", destaca Cláudio Hermolin, Diretor Regional da PDG Rio, que lançou ano passado no Recreio o primeiro business disctrict do Rio, o The City. Outro fator de atratividade para os investidores é a formação de um público consumidor cativo para os lojistas e profissionais liberais:

    \"A integração de lojas, salas e apartamentos é um diferencial que gera demanda interna. As salas atraem profissionais que, por sua vez, consomem nas lojas. Além disso, o público do residencial com serviços garante o movimento nos horários em que a maioria dos escritórios não funciona\", explica Marcelo Oliveira, Diretor de Incorporação da Dominus, primeira empresa a lançar, em 2011, um mixed-use na cidade, o Link Office, Mall & Stay. O sucesso na venda levou ao lançamento este ano de outro multiuso, o Neolink Office, Mall & Stay, na Barra da Tijuca.

    A crescente demanda já levou algumas empresas a inovar no conceito. O UPTOWN, da SIG Engenharia, traz uma \"cidade\" dentro da Barra da Tijuca. Haverá shopping, centro empresarial e warehouses capazes de abrigar espaços versáteis como gráficas, laboratórios e pequenas fábricas. O complexo tem infraestrutura completa com ruas, serviços de correios, bancos, fábricas, restaurantes etc., tudo funcionando dentro do mesmo espaço. \"A ambientação foi pensada exatamente para que os freqüentadores tenham a sensação de estar dentro de um minibairro, com bancas de flores, orelhões, caixas de correio, sinalização de pedestre e placas de rua\", explica Erica Chiesse, gerente de incorporação da SIG Engenharia.

    Também em Jacarepaguá este tipo de empreendimento vem ganhando espaço. Somente na Taquara há dois complexos comerciais: o Mix Mall & Business, da MDL, e o Fontana di Successo, da Mega 18 Construtora.

    Nos últimos dez anos a Zona Oeste vem liderando o ranking de crescimento imobiliário no Rio. De acordo com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI), em 2013 a região representou mais de 60% do total de lançamentos. O grande número de imóveis aumenta a demanda por comércio e serviços e a necessidade de mobilidade urbana torna o Multiuso um negócio atrativo
    Publicado por: O Globo - Suplemento Imóveis
  • 31/03/2014 Na zona oeste, a expansão continua
    A zona oeste do Rio, que tem vivido nos últimos anos o boom imobiliário, ainda tem muito \"chão\" pela frente no que se trata de aumento na oferta de imóveis. O crescimento demográfico e a elevação de renda da população deverão continuar direcionando para a região a maior parte dos lançamentos:

    \"A Barra e o Recreio possuem um crescimento natural próprio, desvinculado de quaisquer outros fatores, que é a grande transformação urbanística e os grandes eventos. A Copa e as Olimpíadas vão ser realizadas naquela região. Além disso, a despoluição da Lagoa de Marapendi e os investimentos em mobilidade urbana, com a construção da Transoeste e sua integração à futura estação do metrô na Barra, são fatores sustentáveis de crescimento e valorização imobiliária\", analisa Rogério Zylberstajn, presidente da RJZ Cyrela.

    Os bairros do Recreio, Jacarepaguá e Barra da Tijuca lideraram o ranking de lançamentos imobiliários no ano de 2013. Estudo divulgado pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) mostra que do total de 21.247 novas unidades inauguradas no ano passado na cidade, 10.524 se deram naqueles três bairros, representando quase 50% do total.

    Mário Amorim, diretor geral da Brasil Brokers, lembra que Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Vargem Grande e Campo Grande ainda têm grandes espaços livres para construção.

    \"A expansão será maior nesses bairros e a preferência por apartamentos de 2, 3 e 4 quartos dentro de empreendimentos do tipo condomínio clube deverá ser mantida\", analisa Amorim.

    Os lançamentos na região continuam com velocidade de vendas e boa parte deles atendendo à demanda por condomínios tipo clube. O Onda Carioca, por exemplo, empreendimento da Brookfield e que tem o conceito beach club, tem mais de 40 itens de lazer e segurança. Muitos deles fazem referência a elementos presentes nas praias cariocas, como quadra de areia, espaço para altinho, futevôlei, frescobol e aparelhos de ginástica ao ar livre. Nem o Cuca Fresca foi esquecido. As vendas dispararam.

    \"A Barra e o Recreio são dois dos bairros que mais apresentam valorização no Rio. Além de bons investimentos, comprar unidades imobiliárias nestes locais é uma ótima oportunidade neste momento\", afirma Daniel Fernandes, diretor de negócios Brookfield no Rio de Janeiro.

    Mesmo os que têm conceito diferente do condomínio clube, geram vendas quase que imediatas. O Esmeralda, da Santa Cecília, levou para Jacarepaguá o conceito de resort. As sofisticadas opções de lazer contam com deck e bar molhados, hidro com cascata, playground, quadra esportiva, churrasqueiras, terraço e outros. Em Campo Grande, a Fernandes Araújo pretende criar mais um condomínio, Fiori Residências. Paulo Araújo, gerente comercial diz que o tamanho do terreno viabiliza a construção de grandes empreendimentos, com plantas modernas.

    As incorporadoras apostam também que a demanda pelos corporativos na zona oeste continuará crescente ao longo de 2014. A RJZ Cyrela e a Calçada lançaram, respectivamente, o LEAD Américas Business e o VERTICE Mall & Offices. Publicado por: O Globo - Suplemento Imóveis
  • 31/03/2014 Metrô: estado muda o projeto de ponte na Barra da Tijuca
    O plano de expansão do metrô da Zona Sul à Barra da Tijuca contava com alguns detalhes ambiciosos. Uma das propostas era que a ponte estaiada, sobre a Lagoa da Tijuca, fosse um marco arquitetônico do projeto. Durante as obras, foi anunciado que a tarefa caberia ao arquiteto espanhol Santiago Calatrava, responsável por projetos como o Museu do Amanhã, a Gare do Oriente (Lisboa) e a Cidade das Artes e das Ciências (Espanha). O canteiro de obras foi instalado no fim de janeiro, mas sem a marca de Calatrava. Na sexta-feira, o Consórcio Rio Barra informou que decidiu, em conjunto com o estado, não mais adotar o projeto do profissional espanhol. Sem detalhar valores e cronogramas, informou apenas que o projeto apresentado por Santiago Calatrava \"não atendia às premissas de otimização de custos e de prazo, necessárias a uma obra pública\".

    O Consórcio Rio Barra não divulgou quanto será gasto na nova versão da ponte estaiada, que deverá ser concluída até dezembro de 2015. No entanto, o grupo informou que o projeto está incluído no orçamento total de R$ 8,5 bilhões - valor que está sendo gasto ainda na construção de seis novas estações do metrô, a serem inauguradas em 2016.

    Obras estão previstas para terminar até o fim de 2015

    A ponte estaiada vai ligar a estação Jardim Oceânico, na Barra, ao túnel escavado no Morro do Focinho do Cavalo até São Conrado. O projeto, que começa a sair do papel, foi assinado pela equipe do próprio Consórcio Rio Barra. Conceitualmente, o novo trabalho tem algumas diferenças da proposta original de Calatrava. A expectativa é que os trabalhos terminem até dezembro de 2015.

    Na ponte, os trens circularão numa velocidade um pouco menor que a média, pois as composições estarão se aproximando ou se afastando da estação Jardim Oceânico. O projeto prevê ainda que os trens trafeguem, em alguns pontos, a 8,5 metros acima da Lagoa de Jacarepaguá. Ao todo, a estrutura terá 417 metros de extensão e 13,9 metros de largura. Haverá duas faixas: uma para as composições que seguem em direção à Barra e a outra para Zona Sul. Está prevista ainda iluminação cênica.

    A solução apresentada por Calatrava, de acordo com o que foi divulgado no ano passado, era diferente. A estrutura teria 220 metros, dos quais 190 em vão livre. A largura seria de 10,5 metros, ficando nove metros acima do nível da lagoa. A ponte seria em aço com dispositivos antivibração e antirruído.

    Sem interdições no trânsito

    As obras começaram em fevereiro. Este mês, foi a vez do início da instalação dos pilares de sustentação da estrutura. Na fase inicial, não estão previstas interdições no trânsito. Segundo o consórcio, os trabalhos também não criarão transtornos à prática de esportes náuticos na lagoa.

    O projeto prevê a construção de seis estações, que já estão em andamento - cinco serão abertas até as Olimpíadas, em agosto de 2016: Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. A estação da PUC/Gávea também se encontra em obras, mas deverá ser entregue só após as Olimpíadas, já que não estava prevista para o evento. No Jardim Oceânico, o metrô será integrado ao BRT Transoeste, cujo traçado será ampliado a partir do Terminal Alvorada. A licitação já foi feita, mas a prefeitura ainda não definiu a data do início das obras. Publicado por: O Globo - Luiz Ernesto Magalhães
  • 30/03/2014 Mercado imobiliário consolida crescimento
    O Rio de Janeiro continua lindo. E cada vez mais valorizado. O mercado imobiliário do Rio vem registrando uma enorme diversificação de produtos, cada vez mais personalizados, e uma crescente demanda por eles.

    Empreendimentos que são verdadeiros bairros, imóveis que já vêm mobiliados e prontos para morar, apartamentos de altíssimo luxo que despertam o interesse de estrangeiros, inovações sustentáveis e empreendimentos que possibilitam ao carioca livrar-se dos longos engarrafamentos em deslocamentos diários formam hoje um novo e promissor cenário na cidade.

    \"Esse cenário de diversificações, aliado às obras de infraestrutura, à política de segurança e ao calendário de grandes eventos no Rio, dá a 2014 o contorno de ano das oportunidades no segmento imobiliário, analisa Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel e vice-presidente da ADEMI (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário).

    A ampliação do crédito e o histórico déficit habitacional brasileiro, na casa de cinco milhões de habitações (dado de 2012, último levantamento do Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), também fazem parte das estatísticas que impulsionam o crescimento do setor.

    Pedro Seixas, coordenador do curso de (gestão de Negócios de Incorporação e Construção Imobiliária, da Fundação Getúlio Vargas, diz que a demanda projetada por imóveis no Rio é muito forte e decorre da própria mudança do perfil demográfico da população:

    Se, anteriormente, havia uma pirâmide onde no topo estavam os idosos, no meio os produtivos e na base os jovens, hoje temos um retângulo. A parte central é muito maior que o topo e a base. É uma população que produz e consome, gerando aumento de renda. Essa mesma população tem uma demanda reprimida pelo seu primeiro imóvel. Com renda maior e ampliação do crédito, a demanda por imóveis se torna crescente. Seixas vai além: um crescimento sustentável e não artificial como ocorreu nos EUA\"

    Este crescimento artificial do mercado norte-americano a que se refere o professor aconteceu em 2008. quando a valorização especulativa dos imóveis gerou uma das maiores crises econômicas dos EUA e que ficou conhecida como \"bolha imobiliária. \"Aqui no Brasil a alta do mercado dos imóveis foi conseqüência da demanda maior que a oferta, que é uma oferta real e não especulativa\", completa.

    João Paulo de Matos, presidente da Ademi, lembra que lá houve uma alavancagem financeira: \"A pessoa pegava um financiamento de 100% do valor do imóvel e em cima dele constituía uma nova hipoteca para adquirir outro bem e assim por diante. Além do mais, no Brasil o crédito imobiliário financia até 80% do valor do imóvel e seu endividamento em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) está em torno de 8%, enquanto que nos EUA é de 80%. Não há nenhuma chance de haver bolha\".

    A certeza do presidente da ADEMI encontra amparo nas recentes declarações do diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles: \"Aqui a gente não tem subprime, não tem segunda hipoteca em praticamente nenhuma residência e mais de 90% dos imóveis são para moradia\", afirmou.

    No que depender dos números de vendas realizadas pelas imobiliárias verdadeiros \"termômetros\" do ambiente de negócios no segmento, o cenário para 2014 é de excelentes oportunidades: \"Aumentamos em 70% o Valor Geral de Vendas no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado\", diz. otimista. Sandro Santos, diretor da Sawala Imobiliária, também a Brasil Brokers vem registrando o crescimento do setor: \"Vendemos R$ 3,5 bilhões em imóveis prontos ano passado e 50% disso foi pago à vista pelos compradores\", informa Sérgio Freire, presidente do grupo.

    Integrando as estatísticas dos brasileiros que estão adquirindo imóveis, o administrador Eduardo Augusto Vahia comprou uma unidade do empreendimento Vintage Way, em São Conrado, empreendimento da João Fortes Engenharia que foi 100% vendido em menos de uma semana. A instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade da Rocinha foi um dos fatores que estimulou a compra:

    - Sou um investidor conservador. Opto sempre pelo que alia a oportunidade de valorização à segurança. Os empreendimentos estão cada vez mais diversificados, o que ajuda a garantir rentabilidade. Comprei com absoluta tranqüilidade com relação à solidez do investimento\", afirma Vahia, que não vê qualquer possibilidade de bolha.

    Uma possibilidade. aliás, que o presidente da Patrimóvel e vice-presidente da ADEMI, Rubem Vasconcelos, afasta com segurança: \"A bolha nunca vai estourar por uma razão bem simples: ela não existe\". Publicado por: O Globo - Suplemento Imobiliário
  • 30/03/2014 A hora é agora
    Vice-presidente da Ademi, Rubem Vasconcelos diz que o Rio vive um momento único e aponta o Porto e as zonas oeste e norte da cidade como ótimas oportunidades de investimento.

    \"Bolha? Que bolha? Só se for de sabão! A frase, dita de forma bem-humorada e em alto e bom som pelo presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, ecoa para além de sua sala. Vice-presidente da Ademi (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário). Rubem brinca com quem fala em bolha e, como bom vendedor, não perde a chance de falar das inúmeras oportunidades de investimento que o mercado imobiliário carioca oferece.

    Por que se fala em bolha imobiliária?

    Por falta de conhecimento mais profundo do assunto. Na verdade, bolha é uma palavra sensacionalista. Aqui no Brasil não existe nem sombra dela.

    Os preços dos imóveis não estão supervalorizados?

    Não. A valorização decorre da lei da oferta e da procura. Nos EUA decorreu da especulação. Por isso dizemos que lá foi um crescimento artificial.

    Algumas pessoas dizem que preferem esperar o preço baixar para comprar imóvel, principalmente depois da Copa...

    Vão ficar de pires na mão! (Rubem dá uma boa gargalhada). O Rio de Janeiro não é palco apenas da Copa do Mundo. Ele é uma vitrine internacional que vive um crescimento sustentável. Os imóveis podem até ter algum ajuste de preço em função de adequação do mercado. Mas a valorização é constante. Os ajustes são apenas pontuais. Agora que a moeda estabilizou e o crédito foi ampliado é que o crescimento do mercado se consolidará.

    Quais são hoje os grandes polos de investimento imobiliário?

    O Rio de Janeiro se divide em três grandes eixos de desenvolvimento: Porto Maravilha, Barra da Tijuca e Zona Norte. O Porto Maravilha, em especial, vive um momento único na história do Rio. Pela primeira vez vamos produzir depois que chegou o desenvolvimento. Primeiro vieram a infraestrutura e os investimentos públicos necessários. E isso é um grande alicerce para que o desenvolvimento seja sustentável.

    E a região da Barra? Já está saturada de lançamentos imobiliários?

    A Barra é um lugar onde todo carioca vai morar um dia. Nasceu para ser o corredor da Estrada Rio-Santos e virou uma verdadeira cidade, com bairros completos. Vai sempre vai se expandir.

    Então, o Rio de Janeiro continuará lindo e atrativo para os investidores por um bom tempo?

    Por muito tempo, uma cidade que nasceu para estar na rota internacional do turismo, dos grandes eventos e da sustentabilidade. A hora de apostar nela é agora.
    Publicado por: O Globo - Suplemento Imóveis
  • 30/03/2014 Condomínio com 207 unidades
    A Barra da Tijuca permanece como uma das regiões que mais recebem lançamentos imobiliários. Só em 2013, segundo dados da Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário, foram 2.725 novas unidades. A Gafisa, por exemplo, está lançando neste final de semana o AlphaGreen, residencial que será construído no bairro planejado Alphaville Barra.

    O empreendimento terá 207 unidades, sendo 179 apartamentos de duas suítes, todos com varanda gourmet. O condomínio, com acesso pela Avenida das Américas, tem conceito de resort, com 10 mil metros quadrados de área de lazer, e mais de 35 itens como a Cidade das Crianças, o complexo poliesportivo com quadra de tênis, campo de grama natural e vôlei de areia, piscinas adulto e infantil, pista de caminhada, e academia. O Valor Geral de Vendas (VGV) é de R$ 200 milhões. Publicado por: O Dia -
  • 30/03/2014 Orgulho de ser carioca
    Que me perdoem os pessimistas, mas o Rio de Janeiro, antiga capital da República e que vinha sofrendo desde a década de 60 do século passado as agruras dessa transformação, alcançou um novo patamar. Se anteriormente, apesar da situação econômica regional não tínhamos do que nos queixar em termos da beleza da paisagem, do espírito carioca, atualmente conseguimos complementar essa situação de orgulho, mudando de patamar na esfera da economia. Grandes bancos e conglomerados industriais, que se afastaram de nossa terra, têm retornado com uma força muito maior do que imaginávamos. Definitivamente, estamos na era do alto-astral na nossa cidade e no nosso Estado.

    A cidade vive um momento memorável de revitalização, de retomada de autoestima. A curva é ascendente e as projeções animadoras se baseiam em dados concretos e bem fundamentados.

    Por que, então, o catastrofismo de um grupo tem sido reproduzido sem critérios e aprofundamento pelos chamados \"especialistas\"? Dentre as capitais do Brasil, a nossa se apresenta como a de melhores números do mercado imobiliário, com várias empresas lançando seus empreendimentos sem qualquer receio. Essa certeza de bons negócios está baseada, principalmente, no fato de que existiu e existe uma demanda reprimida por moradia no Rio de Janeiro, fruto de décadas de imobilismos político, econômico e empresarial. Ora, como podemos falar em bolha se nossas pesquisas apontam que a falta de moradia ainda é um dos maiores problemas? O mercado de imóveis em todo o mundo sobrevive de compradores que adquirem um imóvel não só para moradia, mas também para investimento. Os resultados regionais, no entanto, nos dizem que a quantidade de investidores ainda é diminuta e, por isto a firmeza deste mercado.

    A cidade que amamos combina com trabalho, confiança e prosperidade. Não há lugar para pessimismo. Que venham os desafios!

    O mercado carioca vai muito bem. Números de 2013 comprovam isso. O setor teve um crescimento 9% em comparação ao ano anterior, quando a previsão era de 4%. O crédito é farto, vigoroso, sem, contudo, perderem os financiadores, sua confiança em regras que os garantem plenamente, não só através de largos percentuais de garantia como por análise criteriosa dos tomadores. O aumento do poder aquisitivo também injeta ânimo ao mercado. O ritmo de vendas, mais ou menos acelerado, é parte do jogo. É sinônimo de equilíbrio, maturidade.

    Fala-se sobre a artificialidade dos altos preços dos imóveis do Rio. Como se o Rio não fosse uma cidade de relevância mundial, como Londres, Paris ou Nova York. Pois saibam que chegamos lá. E a situação continuará positiva por muitos anos. Nada indica o contrário. Temos a Copa agora, teremos as Olimpíadas daqui a dois anos. A cidade está e estará na vitrine, como poucas estarão. Serão 30 dias de exposição na mídia em todo o planeta. Temos problemas? Claro. Mais do que merecemos ou desejamos. Mas por que desacreditar que conseguiremos superá-los? Os investimentos na cidade são imensos. O legado dos Jogos fará surgir um Rio ainda melhor, trará ganhos para a economia. Toda uma cadeia virtuosa, capaz de fazer com que a cidade sirva de modelo a outras capitais do mundo. Não duvidem, há potencial para isso. Nós, empreendedores, trabalhamos duro para isso diariamente.

    O que precisa ficar claro é que o preço dos imóveis, assim como todo e qualquer processo de compra e venda, segue os ditames básicos da lei de mercado: oferta e procura. Há demanda, há oferta. As oscilações são inevitáveis. Sempre haverá sobrepreço, sempre haverá sobreoferta. O próprio mercado dá conta dos ajustes, se reinventa e fortalece.

    O momento é de desenvolvimento. A capital fluminense recebeu nos últimos anos investimentos em projetos de reurbanização e infraestrutura que redefinirão o nosso futuro. A ideia é realizar uma \"descentralização\" no município, sem permitir uma concentração extrema em uma área específica. Os lançamentos imobiliários comprovam esta assertiva. Atualmente temos lançamentos em, praticamente, todos os bairros. Este fato também decorreu da segurança trazida pela reconquista dos territórios antes sob o domínio de facções criminosas, fato que revitalizou nossa cidade,

    O Rio de Janeiro está tendo a oportunidade de mudar de vez a sua história. A cidade que amamos combina com trabalho, confiança e prosperidade. Que venham os desafios! Não há espaço para pessimismo, mas para otimismo e orgulho. Orgulho de ser carioca.

    João Paulo Rio Tinto de Mato, presidente da Ademi e da Calçada.
    Publicado por: O Globo - Suplemento Imóveis
  • 29/03/2014 Descontos de até R$ 100 mil aquecem venda de imóveis
    A valorização dos imóveis no Rio e Grande Rio atingiu o teto. É o que apontam pesquisas do setor e descontos de até R$ 100 mil oferecidos por construtoras a compradores, cada dia mais escassos. Dados consolidados do Sindicato da Habitação (Secovi -Rio) apontam que enquanto 2012 a alta foi de 12,9%, em 2013 ficou em 10,1%. Nos primeiros meses do ano, o cenário também é de queda de preços, sobretudo de imóveis mais caros.

    Em Jardim Icaraí, na Zona Sul de Niterói, a construtora Fernandes Maciel faz promoção de dois empreendimentos residências de dois a quatro quartos e coberturas com abatimentos vaiando de R$ 10 mil a R$100 mil. São eles o Essence, na Rua João Pessoa, e The Flower, na Avenida Roberto Silveira. \"Como o mercado imobiliário teve uma pequena desaceleração do último ano para cá, tem sido uma tendência de algumas construtoras fazerem promoções pontuais\", avalia Helio Brito, diretor operacional da Julio Bogoricin Imóveis, que restringe os descontos para vendas fechadas hoje.

    As especulações de que há uma bolha imobiliária do Rio de Janeiro próxima de estourar é descartada pelo vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider. \"Não acontecerá no Rio o que aconteceu nos Estados Unidos. O que estamos vivendo no momento é um período de desaquecimento do mercado, que reduziu o ritmo de vendas. Com isso, construtoras buscam formas de atrair compradores\", conta Schneider.

    Metro quadrado ainda mais caro

    Em janeiro de 2013, o valor do metro quadrado na cidade do Rio era de R$ 8.060 e, em dezembro, de R$ 8.871. Zona Sul e Barra foram as regiões que mais puxaram a alta de preços, com valorização de 14,5% e 14,3%, respectivamente, contra 11,6% e 16,3% do ano anterior.Os dados são Secovi -Rio. Publicado por: O Dia - Henrique Moraes
  • 28/03/2014 Período de obras é cada vez menor
    Com o aquecimento do setor, o cenário é de busca crescente por novos materiais que aumentem a competitividade na construção. \"Uma casa que demora oito meses para ser construída no sistema tradicional, com materiais de alvenaria, pode ser erguida em quatro dias, com paredes de painéis de resina e poliéster reforçado com fibra de vidro\", diz o gerente de engenharia e desenvolvimento de mercado da MVC, Erivelto Mussio.

    A empresa, controlada pela Artecola e Marcopolo, com operações em seis Estados, desenvolve plásticos de engenharia e soluções de compósitos (plásticos de alta perfomance) para a construção civil. Esse material pode substituir o aço nas obras.

    Nas paredes, a MVC utiliza perfis compósitos (plásticos), produzidos pelo processo de pultrusão, e painéis do tipo sanduíche de lâminas, em compósitos reforçados com fibra de vidro e núcleos especiais, que sustentam o desempenho térmico, acústico e de resistência ao fogo. \"Além da maior velocidade na construção, em relação ao sistema tradicional, os compósitos têm maior resistência, flexibilidade, conforto térmico e acústico, e desperdício zero na execução da obra\", afirma Mussio.

    O faturamento da MVC deve pular de R$ 272 milhões em 2013 para R$ 1 bilhão em 2014, segundo o gerente da empresa, e a participação da construção civil na receita da empresa, que gira em torno de 30%, pode chegar a 70%.

    A Aubicon, especializada na produção de mantas acústicas, utilizadas em revestimentos, e pisos ecológicos, com planta industrial em Extrema (MG), lançou recentemente uma manta acústica que se adapta às novas normas de desempenho da construção civil. Segundo o diretor administrativo da Aubicon, Alberto Safra, o produto é uma solução para construções cujos projetos estão adiantados e não adaptados às novas normas e exigências no setor em relação aos contrapisos.

    O diretor da Aubicon lembra que, para utilizar as principais soluções acústicas disponíveis no mercado, as empresas teriam de construir um contra piso mais espesso, de quatro centímetros.

    \"A manta tem uma alta densidade e baixa espessura e pode ser utilizada nos projetos em andamento\", afirma Safra.

    A Tecnogrés, empresa do Grupo Incefra, especializada na produção de revestimentos cerâmicos para pisos e paredes, com planta industrial em Dias D\'Ávila (BA), lançou recentemente uma linha anti-pichação. Segundo o diretor de marketing do grupo, Marco Diehl, como o produto é fabricado por queima em altas temperaturas, ele ganha características técnicas elevadas.

    \"O revestimento suporta a ação de intempéries sem perder a cor ou rachar. Resiste à presença de produtos químicos, com baixa absorção de água. Além disso, é resistente a esponjas abrasivas, que podem ser usadas para remoção das tintas, sobretudo spray\", afirma Diehl. O executivo explica que, além das altas temperaturas na sua fabricação, a linha anti-pichação utiliza massa clara atomizada e tecnologia monoporosa, que lhe dão também maior durabilidade. Publicado por: Valor Econômico -
  • 28/03/2014 Inovações reduzem o retrabalho no canteiro
    Novas tecnologias adotadas na construção civil estão chegando aos canteiros de obras, com benefícios para construtoras, trabalhadores e consumidores. As inovações abrangem de técnicas construtivas a sistemas de gestão de projetos; de máquinas que aumentam a segurança dos operários ao reaproveitamento de materiais reciclados. Para as empresas, as vantagens incluem a redução nos custos e prazos de entrega, a valorização dos empreendimentos e o aumento da competitividade em licitações públicas.

    \"Acredito que a construção civil é a atividade que mais vai se beneficiar dos aplicativos de computação na nuvem, dada a sua característica de operação distribuída\", afirma o engenheiro Carlos Augusto de Matos, diretor da empresa de TI Softplan. \"Das 2 mil construtoras que utilizam nossos aplicativos, mais de mil já operam na nuvem, com os dados hospedados em um data center da IBM.\"

    Serviços como solicitação de materiais para obras, medições e consulta de disponibilidade de apartamentos podem ser realizados em tablets e smartphones, que sincronizam os dados das obras com o escritório pela internet.

    Nesse nicho de mercado, outra desenvolvedora de software para dispositivos móveis é a Teclógica. Seu sistema pode reduzir em até 50% as horas de retrabalho na construção, diz o diretor comercial Luiz Carlos Scheid.

    A empresa também oferece a tecnologia RFID, de identificação por radiofrequência: \"Nas obras de personalização de unidades habitacionais, o RFID garante, por exemplo, que o azulejo escolhido para determinado banheiro tenha a correta destinação\".

    Clientes que estão usando softwares de apoio à mobilidade têm comprovado os bons resultados. A construtora e incorporadora Sulbrasil, especializada em grandes empreendimentos, adotou em 2012 um modelo de gestão que utiliza a transmissão de informações via tablets para subsidiar a tomada de decisões. \"Antes esse trabalho era feito com prancheta no canteiro de obras e só depois ia para processamento\", conta a gerente geral de engenharia, Auriciane Fachini. Na construção de paredes de concreto, a produtividade aumentou 20%.

    Nem sempre os equipamentos mais adequados se encontram disponíveis no mercado nacional. Uma plataforma elevatória importada da Espanha pela Mills está sendo apresentada como opção para substituir os tradicionais andaimes. Segundo a empresa, ela oferece mais segurança aos trabalhadores e velocidade à obra, possibilitando uma redução de 35% no tempo de montagem. O equipamento de aço galvanizado atinge até 120 metros, suporta carga de quatro toneladas e atende a NR-18 - norma regulamentadora que dispõe sobre condições de meio ambiente e trabalho na indústria da construção -, diz a diretora comercial Maria Alice Moreira.

    Outra tendência são os prédios ambientalmente corretos. A Reis Office, empresa de terceirização de impressão e materiais de escritório, investiu mais de R$ 10 milhões em seu novo prédio em São Paulo, com custo adicional de 20% em tecnologias de sustentabilidade. Telhado ecológico, sistemas de aquecimento solar, captação de água da chuva e tratamento do esgoto fazem parte das características \"verdes\" do prédio. \"Um exemplo de benefício é a captação de água da chuva\", diz o presidente Martinho Reis: \"Prevíamos a recuperação do investimento em 60 a 72 meses e percebemos que iremos recuperar o custo adicional em 44 a 50 meses\".

    A compatibilização de projetos tem sido um dos caminhos para elevar a qualidade dos processos e reduzir o improviso. \"Fazemos a sobreposição de todas as interfaces, para evitar desperdício de material e minimizar o retrabalho\", explica a arquiteta Patrizia Chippari, especializada nessa técnica. Para isso, é utilizada uma nova geração de ferramentas tecnológicas que está substituindo o CAD (Design Assistido por Computador): o BIM (Modelo de Informação da Construção), que possibilita conceber o prédio em três dimensões, agregando diferentes projetos. A compatibilização pode representar entre 5% e 8% de economia em uma construção. Publicado por: Valor Econômico -
  • 28/03/2014 Paes apresenta protótipo do VLT que será usado no Centro do Rio
    Quem quiser saber como será o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que começa a entrar em operação no Centro e na Região Portuária da cidade no segundo semestre de 2015, pode conferir um protótipo do modelo nos galpões da Gamboa. O novo transporte, que integrará barcas, aeroporto, trens, metrô, teleférico, ônibus convencionais e BRTs, foi apresentado nesta quinta-feira pelo prefeito Eduardo Paes.

    O protótipo do VLT ficará exposto para visitação pública todos os dias da semana, entre 9h e 20h. O espaço fica na Rua da Gamboa, entre os galpões ferroviários, na Região Portuária, próximo ao Túnel Ferroviário do Morro da Providência.

    - De todas as intervenções de infraestrutura que estão sendo feitas na cidade, a mais importante é essa aqui, que é a recuperação do Centro do Rio e da Zona Portuária. O VLT é uma espécie de resumo de tudo aquilo que tem que ser feito no campo da mobilidade na cidade, que é uma mobilidade que não interessa só à cidade, mas também à Região Metropolitana. A principal função dele é integrar todos os transportes que chegam ao Centro. O ideal é que você tenha um meio de locomoção dentro do Centro que não seja automóvel nem ônibus - disse Paes.

    De acordo com o prefeito, a expectativa é que o VLT esteja operando com toda sua capacidade no primeiro semestre de 2016. O sistema, porém, começa a entrar em circulação no segundo semestre de 2015. De acordo com o subsecretário de Parceria Público-Privada, da Casa Civil, Jorge Arraes, o primeiro trajeto a entrar em operação será o que vai da Rodoviária Novo Rio à Central (Estação Praia Formosa). O VLT vai circular durante 24 horas no Centro e na Região Portuária e terá capacidade para transportar 285 mil pessoas por dia. O sistema compreende 28 quilômetros de percurso, com seis linhas e 46 pontos (42 paradas e quatro estações). Os usuários poderão utilizar o novo sistema de transporte com o Bilhete Único Carioca.

    - O VLT carioca é um dos mais modernos do mundo em termos de tecnologia ferroviária. Ele vai resgatar toda a beleza do antigo bonde - avaliou o presidente do consórcio VLT Carioca, Cláudio Andrade.

    O VLT é uma espécie de bonde moderno elétrico, que não polui o meio ambiente. Ele foi projetado totalmente sem catenárias (cabos para captar energia elétrica em fios suspensos). O abastecimento de energia se dá pela combinação de um supercapacitor (fonte de energia) ao sistema APS (alimentação pelo solo), espécie de terceiro trilho, já implantado em diversas cidades europeias. A velocidade média do VLT será de 17 quilômetros por hora. Os veículos terão ar-condicionado com temperatura de 24 graus.

    Transferência de tecnologia

    Os cinco primeiros veículos de VLT serão importados da França. O fornecedor será a empresa francesa Alstom. Depois dessa primeira fase, outros 27 veículos devem ser produzidos no Brasil por meio de transferência de tecnologia. O projeto da prefeitura, que está sendo executado numa parceria público-privada (PPP), prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão. As obras começaram em março pelo Túnel Ferroviário, sob o Morro da Providência. A expectativa é que todas as etapas estejam concluídas até o fim de 2015. Publicado por: O Globo -
  • 27/03/2014 Arquitetos elogiam decisão de cancelar construção do píer em Y
    Arquitetos comemoraram nesta quarta-feira a decisão da Companhia Docas, que desistiu de levar adiante o projeto para construir um novo cais com formato em Y nas imediações do Píer Mauá. A proposta era criticada, entre outros pontos, por não se integrar à paisagem da região, que passa por processo de revitalização. Mas eles reclamaram do fato de Docas não se esforçar para encontrar uma alternativa a curto prazo para a área, a fim de evitar que os recursos, incluídos no PAC 2, sejam remanejados. A decisão de Docas foi antecipada pela coluna Gente Boa, do GLOBO, e confirmada nesta quarta-feira pelo presidente da empresa, Jorge Luiz de Mello.

    Segundo ele, nenhuma obra irá adiante antes das Olimpíadas de 2016. O contrato de R$ 223,2 milhões mantido com o Consórcio Rio Y Mar para a execução do projeto será revogado no fim deste mês, depois de já terem sido gastos R$ 10 milhões no detalhamento do píer e na montagem de canteiros.

    - Primeiro, pensamos o projeto para a Copa do Mundo, mas não era possível. Agora, não há mais tempo nem para as Olimpíadas. Com isso, o projeto também sairá do PAC 2. Vamos precisar encontrar outra fonte de recursos. Além disso, caso a opção seja por um empreendimento num formato que não seja em Y, teremos que recomeçar do zero, incluindo a realização de novas audiências públicas - disse Jorge Luiz Mello.

    Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Sidney Menezes, o arquivamento do projeto significou uma vitória dos interesses paisagísticos da cidade. Agora, segundo ele, é hora de pensar no futuro.

    - Para mim, Docas só pensou na questão operacional e não da integração do Porto ao resto da cidade. Mas não podemos esperar 2016. A solução tem que ser debatida desde já, para que realmente tenhamos um equipamento qualificado para a cidade, quando o projeto sair do papel - disse Sidney.

    O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), Pedro da Luz, tem uma avaliação semelhante:

    - Precisamos de um projeto bem definido, que seja desenvolvido com toda a transparência. Mas, para isso, a sociedade precisa opinar. Se ainda existem recursos assegurados, esse debate tem que começar de imediato. Acredito que ainda haja tempo de desenvolver um projeto para os Jogos Olímpicos - afirmou.

    O prefeito Eduardo Paes não quis se manifestar sobre a decisão de Docas. Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Alfredo Lopes, também defende que se encontre um solução imediata:

    - Existe uma tendência de o Rio receber cada vez mais navios de turismo. Os visitantes não podem continuar tanto tempo desembarcando num espaço degradado.

    Dirigente diz que suspensão atendeu a pedido do COI

    O presidente de Docas, Jorge Mello, argumentou que a mudança na localização elevaria o custo das obras em R$ 130 milhões, porque exigiria mais investimentos, principalmente em dragagem. Também seriam necessárias novas licenças ambientais. Tudo isso alteraria o cronograma, e haveria ainda o risco de as obras não terminarem a tempo para as Olimpíadas. De acordo com Mello, o caso teria sido discutido com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Ele afirmou que a entidade tinha interesse no projeto já que, no caderno de encargos da candidatura do Brasil para os Jogos de 2016, havia a previsão de que até 10 mil pessoas poderiam se hospedar em seis ou sete navios:

    - O COI estava preocupado com o deslocamento de milhares de pessoas em meio aos canteiros se as obras não terminassem a tempo. E sugeriu que o projeto ficasse para depois do evento. A Olimpíada era uma oportunidade em forma de cavalo selado que a gente deixou escapar - disse Mello.

    O COI não se manifestou. Já o Comitê Organizador Rio 2016 negou que o píer em Y tenha sido discutido com o COI. O Comitê lembrou que, com a expansão da oferta de quartos de hotéis na cidade, a demanda por navios caiu. A expectativa agora é alugar apenas um transatlântico.

    Impacto visual foi alvo de críticas

    O píer em Y, planejado entre os Armazéns 2 e 3, foi alvo de críticas devido ao impacto visual que poderia causar ao concentrar num mesmo ponto transatlânticos com até 60 metros de altura nas proximidades de bens tombados, como o Mosteiro de São Bento, ou de novos empreendimentos projetados dentro do pacote de intervenções para a revitalização da Zona Portuária, como o Museu de Arte do Rio (MAR), já inaugurado, e o Museu do Amanhã, em construção. Em maio de 2013, chegou-se a discutir a alternativa de se deslocar o novo terminal para as proximidades dos Armazéns 6 e 7, mantendo o formato em Y. Mas a proposta, criticada por especialistas, também não foi adiante. Os problemas do projeto, porém, são antigos. Começaram na licitação do empreendimento, em 2010. A concorrência foi adiada por mais de um ano devido a suspeitas de superfaturamento suscitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
    Publicado por: O Globo - Luiz Ernesto Magalhães,
  • 27/03/2014 Crédito começa a mostrar freio, mas imobiliário sobe
    A escalada da taxa básica de juros da economia e a escolha do governo de frear o aumento das concessões feitas pelos bancos públicos começam a ser refletidas nos números gerais do crédito. Em divulgação feita ontem, o Banco Central (BC) informou que o estoque total de crédito no Brasil subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, chegando a R$2,733 trilhões, ou 55,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

    Na modalidade crédito livre, o BC registrou um leve aumento, de 0,4%, nas concessões para pessoas jurídicas. Já para as pessoas físicas, a retração foi de 0,3%. O spread diferença entre o custo da captação do banco e o cobrado por ele ao tomador - no segmento de recursos livres foi de 19,7%, acima dos 18,9% vistos em janeiro. No crédito total, o spread subiu 0,4%, a 12,2% em fevereiro.

    A taxa de juros cobradas pelas instituições financeiras subiram em fevereiro em relação a janeiro, mantendo a trajetória de encarecimento em meio ao ciclo de aperto monetário. No crédito total, os juros ficaram em 20,9%, alta de 2,4 ponto percentual desde o início da subida da taxa Selic, em abril do ano passado. É o maior patamar desde o primeiro semestre de 2012. No segmento de recursos livres, a taxa fechou fevereiro em 31,5%, superior aos 30,7% em janeiro.

    De abril passado até agora, a Selic saiu da mínima histórica de 7,25 por cento ao ano para 10,75 por cento, com nova alta de 0,25 ponto percentual já precificada pelo mercado para a próxima semana, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC volta a se reunir. A inadimplência manteve-se estável na comparação mensal. No segmento de recursos livres, os pagamentos em atraso ficaram em 4,8% em fevereiro, mesmo nível visto em janeiro. Considerando os recursos totais, incluindo o crédito direcionado, a inadimplência também ficou inalterada, em 3%.

    O crédito direcionado engloba os recursos destinados a setores específicos. Dentro dele estão os recursos para o financiamento de imóveis. Em fevereiro, o crédito concedido às pessoas físicas subiu 8,2%, chegando a R$ 10,3 bilhões. No caso do crédito para a compra de imóveis realizada por pessoas jurídicas, a alta foi bem maior. De um mês para o outro, o volume financiado saltou 96,8%, chegando a R$ 4,4 bilhões.

    De acordo como chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o volume geral de concessões no ano até fevereiro, acumulou alta de 13,4%, pouco acima do esperado pelo BC para o ano. Na semana passada, o presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini disseque a tendência para 2014 é de crescimento moderado do crédito, com projeção de alta de 13%, ante os 14,6% verificados em 2013.

    O crédito em relação ao PIB se manteve em 55,8%. De acordo com cálculos da autoridade monetária, o indicador atingirá 58% até o fim deste ano. Dividido por tipo de instituição, a expectativa do BC é de que 2014 registre 17% de aumento no estoque de crédito concedido pelos bancos públicos enquanto as instituições financeiras privadas devem aumentar em 10% as suas carteiras de financiamento. Publicado por: Brasil Econômico -
  • 27/03/2014 Banco do Brasil entra no Minha Casa Minha Vida
    Banco do Brasil entregou ontem seu primeiro empreendimento contratado no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), Faixa 1, para famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00. Ao todo, são 396 unidades habitacionais na região metropolitana de Fortaleza. O evento de entrega teve participação do ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, do governador do Estado do Ceará, Cid Gomes, e outros representantes do poder público. Publicado por: DCI -
  • 27/03/2014 Moda de condomínio de vinhos chega ao Brasil
    O Brasil acaba de aderir à onda dos condomínios vitivinícolas. A moda, que já pegou em Portugal, Espanha, Argentina e outros países do Novo Mundo, consiste em seduzir pessoas comuns a produzirem um vinho para chamar de seu. A única condição para isso é ser proprietário num condomínio em uma região vinícola, em geral luxuoso, que possui videiras, \"wine bar\" e adega.

    Aqui, o \"Terroir Vinhedos Exclusivos\", na Serra Gaúcha, é a primeira experiência no gênero e terá como produto o espumante. Faz todo o sentido: não é de hoje que os especialistas reconhecem no espumante a verdadeira vocação brasileira.

    Para dar consistência ao projeto, o empreendimento gaúcho traz um nome de peso para orientar os neófitos no mundo vinícola: o engenheiro agrônomo e enólogo chileno Mario Geisse. Proprietário da Família Geisse, em Pinto Bandeira (RS), e enólogo da Casa Silva, no Chile, ele é uma figura de destaque internacional. Em 2011, a crítica inglesa Jancis Robinson incluiu apenas um espumante na sua lista dos 15 melhores vinhos: era o brasileiro Cave Geisse Brut.

    Para Mario Geisse, a experiência é instigante: \"Nunca participei de um projeto assim. Tenho toda a estrutura da minha vinícola e 35 anos de conhecimento no assunto para compartilhar\".

    O empreendimento brasileiro é um híbrido entre os que existem em outros países. Aqui, não haverá videiras no quintal de cada um. O espaço reservado para o plantio de uvas (das variedades chardonnay e pinot noir) é o mesmo para todos os proprietários. A fermentação e parte da elaboração do espumante serão feitas nas instalações da Família Geisse, de acordo com o método tradicional francês. A fase final acontecerá nas caves do condomínio. Os proprietários terão direito a 600 garrafas por ano e escolherão características fundamentais da bebida: porcentagem de uvas, tempo de maturação, estilo (nature, brut, extra brut) e rótulos. As primeiras garrafas devem estar prontas em cinco ou seis anos.

    O Terroir Vinhedos Exclusivos ocupa um terreno de 284.029 metros quadrados, na divisa do município de Garibaldi. Na primeira fase, serão vendidos 58 lotes de cerca de mil metros quadrados cada um, por R$ 450 mil. Além das videiras, que começam a ser plantadas neste ano, e das caves e instalações ligadas ao vinho, haverá um hotel boutique, cuja bandeira está em negociação, com 26 lofts. O espaço de lazer inclui sala de jogos, piscinas, quadras e uma área de preservação ambiental de mais de 42 mil metros quadrados. A taxa condominial, que contempla a produção das 600 garrafas, será por volta de R$ 30 mil ao ano.

    O investimento será da ordem de R$ 30 milhões e resulta de uma parceria entre a M. Stortti Consultoria, com negócios em São Paulo, Rio e Espírito Santo, e a Lex Empreendimentos Imobiliários, que atua em loteamentos na Serra Gaúcha. A ideia surgiu para resgatar Garibaldi como berço do espumante.

    \"Tentamos materializar essa busca de autoestima num projeto imobiliário\", conta Maurenio Stortti, diretor da empresa de consultoria, que chama a região de \"Toscana Brasileira\", e conta atrair empresários do triângulo Rio/São Paulo/Minas.

    Como costuma acontecer nesses empreendimentos, não apenas o enólogo se torna um chamariz, a equipe de arquitetos também. No projeto brasileiro, toda a área ligada ao vinho foi entregue ao escritório de arquitetura Bórmida y Yanzón, de Mendoza, na Argentina. \"Recorremos a estrangeiros, já que queríamos uma solidez técnica e ainda não havia um projeto destes aqui\", explica Stortti.

    A dupla de arquitetos Mario Yanzón e Eliana Bórmida soma inúmeros projetos semelhantes nos últimos anos e é referência em matéria de vinícolas. Na Argentina, eles assinaram as Bodegas Salentein e Norton, e em Portugal, a Quinta do Seixo Sogrape. Em 2010, pela Bodega Diamandes, ganharam o Great Wine Capitals como melhor arquitetura e paisagismo do mundo.

    Yanzón, que ainda não conhece o terreno onde irá trabalhar, adianta que pretende projetar algo que seja um atrativo para o turismo internacional. \"Somos arquitetos do mundo. Nosso estilo é contemporâneo, muito moderno, mas baseado nos materiais e na cultura de cada lugar\", afirma. E lembra que no caso do vinho, não só as montanhas fazem parte do cenário. \"A gastronomia e tudo o que circunda o vinho é para celebrar a boa vida\". Quem discorda? Publicado por: Valor Econômico -
  • 26/03/2014 Opinião de cariocas e atrasos em obras \'reprovam\' secretarias
    A percepção dos cariocas acerca do trabalho feito pela prefeitura e atrasos em alguns dos principais projetos de infraestrutura conduzidos pelo município jogaram para baixo a avaliação do desempenho de dez dos 43 órgãos do município avaliados no ano de 2013. Os órgãos mais mal avaliados foram a Secretaria especial de Proteção e Defesa dos Animais, com nota 2,4; a Fundação RioÁguas, com nota 3; e a Secretaria especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, com nota 3,4. Embora tenham tido um desempenho melhor, secretarias como a de Cultura e a de Habitação, além da GeoRio, da RioTur e da RioLuz, que receberam notas entre 5 e 6,9, não conseguiram alcançar as metas estipuladas por elas mesmas.

    - Tivemos muitas secretarias que se destacaram, com ótimos desempenhos, e secretarias com resultados um pouco abaixo do que se esperava. A RioAguas, por exemplo, esbarrou na complexidade das obras na Praça da bandeira, que tiveram várias revisões dos seus projetos. A própria Secretaria de Conservação teve dificuldade de bater suas metas por causa da percepção dos cariocas em relação a serviços como o tapa-buracos - afirmou o Secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho.

    Para exemplificar metas não cumpridas, ele lembrou dos atrasos nas obras da Transoeste e a incapacidade de manter a taxa de ocupação dos hotéis acima de 80%, acompanhando a oferta de quartos (a taxa de ocupação ficou em 71,8%). As duas metas afetaram o desempenho das secretarias de obras e da RioTur, respectivamente. A de obras, que bateu a meta com nota 8.3 devido a um recurso aceito ontem, chegou a ser avaliada em 6,9.

    Pedro Paulo, porém, ressaltou que a média da avaliação de todos os órgãos ficou em 8,1 - excluindo-se a nota da Secretaria de Educação, cuja avaliação só será divulgada no segundo semestre.

    O programa, criado em 2009, confere notas de zero a dez a secretarias, autarquias e empresas municipais de acordo com metas estabelecidas no ano anterior. A avaliação leva em conta critérios objetivos, como cronogramas de obras e índices de saúde, e outros, subjetivos, como a percepção do cidadão captada pelo 1746, a central de atendimento da prefeitura.

    - Em 2013, nós aprofundamos a participação do 1746 dentro do sistema de metas. Dada a complexidade do serviço de atendimento e da riqueza de informações e indicadores, conseguimos botar o que chamamos de metas de percepção. Depois que um chamado de um estacionamento irregular é atendido, temos como captar se a pessoa ficou satisfeita ou não com o serviço. Isso é incluído neste sistema de metas para que a Secretaria de Ordem Pública seja avaliada - acrescenta.

    Bônus para funcionários

    Funcionários dos órgãos que obtiveram nota maior que 8 ganham um bônus que varia de 0,5 a dois salários. Segundo a Casa Civil, 82,5% dos servidores municipais, cerca de 93,4 mil, terão direito ao benefício, que custará aos cofres públicos cerca de R$ 200 milhões.

    Segundo Pedro Paulo, a Comlurb, que ainda não participa do programa, passará a ser avaliada a partir do próximo ano.

    Em 2013 foram estipuladas 222 metas. E, de acordo com a prefeitura, os órgãos mais bem avaliados foram a Empresa Olímpica Municipal, a Procuradoria do município, a Secretaria de Urbanismo e o PreviRio, instituto de previdência do município, todos com nota dez.

    O resultado da avaliação será apresentado hoje ao Conselho da Cidade, grupo que acompanha a execução do Plano Estratégico.

    Algumas avaliações

    Fundação RioÁguas - nota 3

    Avaliação derrubada por atrasos nas obras na Praça da Bandeira, creditados a \"imprevisibilidades\" do projeto.

    Secretaria de Defesa dos Animais - nota 2,4

    Segundo a prefeitura, a morte do secretário, Claudio Cavalcanti, ocorrida em setembro, afetou o desempenho da pasta.

    Secretaria de Envelhecimento Saudável - nota 3,4

    Metas muito ambiciosas assumidas pela secretaria teriam causado a nota baixa.

    RioLuz - nota 6,2

    A empresa conseguiu manter o índice de falta de energia na cidade dentro do padrão mundial (até 2%). Mas a percepção dos cariocas a respeito do serviço derrubou o desempenho do órgão.

    RioTur - nota 5,1

    Desempenho afetado pela taxa de ocupação hoteleira. Publicado por: O Globo online -
  • 26/03/2014 Os brasileiros arrematam as mansões suspensas de Miami
    É cena de filme sobre milionários. O morador chega ao prédio, um portentoso edifício cilíndrico de 200 metros de altura, e, sem precisar atravessar um hall de entrada, entra com o carrão no elevador panorâmico e privativo que o transporta até a entrada da residência. Ao desembarcar no andar, ele se depara com um imóvel de altíssimo padrão. A porta principal é aberta a partir de um comando de voz. Da sala de visitas, o automóvel pode ser apreciado através de uma parede de vidro, que divide os cômodos do apartamento de 1.579 metros quadrados, quatro andares, com uma piscina em cada varanda e cozinha gourmet com vista espetacular para o mar.

    Para milionários brasileiros, o enredo descrito acima não será mais ficção. Trata-se de pura realidade para quem adquirir uma unidade no Porsche Design Tower Miami, um edifício residencial situado na praia de Sunny Isles, uma das mais belas e requisitadas regiões no sul da Flórida, previsto para ficar pronto em 2016. Dos 132 apartamentos disponíveis para reserva a partir de 2012, 110 já foram vendidos ? 30% deles para brasileiros que desembolsaram pelo menos US$ 5 milhões, valor do apartamento mais barato. ?Começamos a perceber que os brasileiros queriam apartamentos diferenciados em Miami. E procuramos fazer ofertas para esse público?, disse à ISTOÉ Luciene Cofrese, vice-presidente de vendas internacionais do Porsche Design Tower Miami.

    De acordo com os idealizadores do edifício de alto luxo, os imóveis, construídos em princípio para a classe média alta dos EUA, não estavam suficientes para suprir outra demanda que surgia: a dos endinheirados latino-americanos, entre os quais brasileiros. Por volta de 2010, esses clientes começaram a buscar apartamentos mais amplos, com mais de quatro suítes, para toda a família, e serviços de alto luxo. Foi percebendo essa tendência que o empresário Gil Dezer, um dos maiores incorporadores de Miami, realizou uma parceria com a marca de carros Porsche e lançou o empreendimento.

    A influência latino-americana nos apartamentos é tão grande que todos eles possuem dependências de empregada doméstica ? um serviço que não costuma ser requisitado pelos americanos. Percebemos a demanda dos brasileiros e fomos ao País em reuniões privadas no escritório dos interessados. São clientes muito exclusivos?, afirma Luciene. Os compradores são, em sua maioria, empresários em busca de um local para passar férias com a família. A preferência por Miami se dá por uma mistura de fatores, entre eles o clima tropical, a praia e a facilidade com os idiomas presentes na cidade ? além do inglês, há forte presença do castelhano e do português. A segurança é também um dos principais atrativos, pois, em qualquer horário, pode-se caminhar sozinho pela praia ou desfilar com conversíveis sem ter de se preocupar com assaltos.


    O Porsche Tower fica situado também em um local estratégico. O bairro de Sunny Isle Beach fica a dez quilômetros do centro de Miami e, por ter um menor número de frequentadores, se torna preferência de muitas famílias brasileiras. O edifício ainda ostenta outras extravagâncias capazes de atrair quem tem muito dinheiro no banco. Na área de lazer, há um andar completo dedicado aos colecionadores de carros, sala de yoga com vista para o mar, cinema, simuladores de golfe e adegas privativas. ?Além disso, pessoas famosas podem ter muita privacidade. Só é visto quem quer?, diz Pedro Pinto CEO da Spectrum Realty Group, corretora de imóveis de alto luxo localizada em Miami. Mas o Porsche Tower não é o único edifício que entrou na onda dos milionários brasileiros.

    O St. Regis, que fica em Bal Harbour, Miami Beach, possui apartamentos que são vendidos por cerca de US$ 8 milhões. ?O brasileiro que tem esse poder aquisitivo quer o top, não o mediano?, diz Jaime Suarez, corretor da empresa Juarez Realtors. Em dois anos, a empresa vendeu 45 apartamentos em Miami, 90% deles para brasileiros. Publicado por: IstoÉ -
  • 26/03/2014 Construção verde e popular
    Cresce o número de empresas que apostam em tecnologias inovadoras para a construção civil. Uma delas é a paranaense MVC, controlada pela Marcopolo e pela Artecola, que criou um modelo de edificação sustentável. Por meio do uso de paredes feitas de compósitos, ou plástico de engenharia, é possível fazer obras com rapidez e custo até 30% inferior ao do sistema convencional. A tecnologia foi apresentada em uma feira de construção realizada em São Paulo. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
  • 26/03/2014 Acabou a polêmica
    O polêmico píer em Y não será mais construído no porto do Rio. A Companhia de Docas encerra, até o fim do mês, o contrato de R$ 223 milhões com o consórcio Rio Y Mar. O novo cais foi retirado da lista de obras para as Olímpiadas financiadas pelo PAC.

    \"A decisão já foi tomada. Houve muita divergência em relação ao projeto e não havia sentido manter o contrato,\" diz o presidente de Docas, Jorge Mello.

    O cancelamento da obra não quer dizer que o porto não venha a ter um novo píer no futuro. \"Mas a discussão sobre o tamanho e o formato vai recomeçar do zero. Será necessário encontrar uma nova fonte de recursos e refazer a licitação,\" afirma Mello. \"A Olímpiada era uma oportunidade, que perdemos\". Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 26/03/2014 Mais parques, menos carros
    São Paulo poderá ser a primeira cidade brasileira a adotar o sistema de \"vagas vivas\", que substitui os espaços para carros por locais que incentivam a convivência entre as pessoas. Esse tipo de iniciativa surgiu na cidade de São Francisco, na Califórnia, em 2006, e já foi replicado em outras cidades americanas, como Boston, além de Zaragoza, no México, e Vancouver, no Canadá. No caso de São Paulo, a ideia é fazer testes em bairros como Vila Madalena.
    Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
  • 25/03/2014 Construção civil e a habilidade de prever o futuro
    O que será novo, moderno e necessário nas residências daqui a dez anos? Estas são perguntas que as construtoras fazem antes de projetar um empreendimento imobiliário. Diferente de produtos menos duráveis, como um carro ou um celular, o imóvel permanecerá com o consumidor por muitos anos e precisará contemplar necessidades e desejos do morador que ele ainda não sabe que terá. As construtoras tentam mapear essas tendências e incluir ferramentas nos seus lançamentos para atender ao desejo futuro do seu cliente. Tudo isso para valorizar um empreendimento e mantê-lo interessante daqui uma década.

    Isso acontece porque as fases para a construção de um empreendimento demandam estudos, análises e, claro, tempo. Por exemplo: para um projeto pensado hoje, seriam necessários, em média, três meses para encontrar um terreno e analisar a viabilidade de se construir no local; três meses para a compra do terreno; cerca de um ano e meio para a aprovação da planta na prefeitura e o início das obras, e três anos para a construção e entrega das chaves. Assim, já se foram cinco anos. Como um imóvel é considerado novo com até cinco anos de uso, os projetos devem considerar 10 anos à frente.

    Prever o futuro faz parte das inovações no mercado imobiliário, mas é um grande desafio. Em 10 anos, a economia muda, a política muda, a tecnologia muda, as pessoas mudam. Os imóveis compactos e funcionais, que hoje fazem tanto sucesso com o novo perfil das famílias, foram pensados em uma época em que a sociedade ainda buscava apartamentos maiores, fora dos grandes centros. Para os próximos 10 anos, essa tendência deverá ser mantida e a preocupação com a mobilidade estará ainda mais presente na parte inicial do projeto, ou seja, na escolha do terreno. Além disso, em uma década, a tendência é termos um mercado ainda mais maduro, com imóveis valorizados voltados, principalmente, para o comprador final, sem especulação e sem bolha no mercado. A manutenção de financiamentos mais longos e o acesso facilitado ao crédito devem colaborar, também, para esse cenário positivo.

    Para diminuir esse prazo e acelerar o crescimento da construção civil, seria necessário diminuir as amarras burocráticas, que são os principais impedimentos para um avanço ainda maior do setor. Uma maior agilidade no processo de aprovação da obra e documentos mais simples e unificados poderia reduzir essa necessidade de previsão em, pelo menos, um ano e meio. Além disso, uma maior parceria com os governos e investimentos públicos que andassem com a velocidade do mercado imobiliário, além de planos diretores de longo prazo e com ajustes periódicos para que as cidades tenham um direcionamento, diminuiriam as amarras do setor, proporcionando agilidade ao segmento e às negociações. Publicado por: O Estado de São Paulo - FIABCI/Brasil
  • 25/03/2014 Emprego na construção civil cresce 0,88% em fevereiro, apura SindusCon
    O nível de emprego na construção civil em todo o País cresceu 0,88% em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). Com a abertura de 30,8 mil vagas, o número de trabalhadores no setor passou de 3,49 milhões para 3,52 milhões.

    Na comparação com fevereiro de 2013, quando o setor empregava 3,45 milhões de pessoas, houve alta de 2,04%. No acumulado do bimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi observada alta de 1,85%.

    Por região, o Norte teve queda de 1,31% na quantidade de empregados no setor. As outras regiões do país registraram alta: Nordeste (0,74%), Sudeste (0,88%), Sul (1,82%) e Centro-Oeste (1,4%).

    Em São Paulo, o saldo entre demissões e contratações na construção civil foi positivo em 6,1 mil trabalhadores, uma alta de 0,71% entre janeiro e fevereiro. O número de trabalhadores paulistas no setor passou de 868 mil para 874,2 mil pessoas. Em relação a fevereiro de 2013, quando o setor empregava 856,7 milhões em todo o estado, houve alta de 2,05%. No bimestre, o nível de emprego em São Paulo apresentou alta de 1,96%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Publicado por: Agência Brasil -
  • 25/03/2014 Imóvel de luxo busca terrenos
    Encontrar um terreno bem localizado, item fundamental para imóveis de alto padrão, é o principal problema das construtoras de São Paulo e do Rio de Janeiro. Faltam boas áreas nos Jardins, em Moema e no Itaim. No Leblon, o metro quadrado já chega a R$ 40 mil, e prédios antigos são comprados e demolidos para dar lugar a projetos luxuosos.

    A escassez de áreas pressiona os custos. Por isso, segundo empresários ouvidos pelo Valor, não há perspectiva de redução dos preços dos apartamentos de luxo. Ainda que alguns acreditem em estabilização devido ao ritmo lento da economia, o consenso é que o segmento está longe de uma bolha. \"A franja do Central Park, em Nova York, custa US$ 100 mil o m2. Aqui, a franja do Ibirapuera custa US$ 15 mil. O potencial de valorização é muito grande desde que o país cresça\", diz o vice-presidente comercial da Abyara Brasil Brokers, Bruno Vivanco.

    Outro ponto que poderá afetar o segmento é o novo Plano Diretor de São Paulo, que aguarda aprovação. \"A mudança tende a favorecer os imóveis compactos porque as regras incentivam produtos menores em volta de eixos de transporte público. Isso vai inibir que áreas propícias a imóveis de alto padrão tenham novos empreendimentos e pressionar o preço\", diz Luiz Felipe Carvalho, sócio-gestor da Idea!Zarvos.

    Para Luigi Gaino, diretor da Lopes Rio de Janeiro, falar em teto de preços é tabu. \"Quantos bons apartamentos existem na Vieira Souto? Uns 200. São únicos no mundo. O luxo funciona diferente. Não é só quanto custa o tijolo e o terreno. A maior parte tem a ver com localização, acabamento e assinatura\".

    Pensando nisso, as empresas se esforçam para oferecer projetos diferentes. Um deles, na Barra da Tijuca, será um \"residencial arte\". O Font Vieille terá 93 obras nas áreas comuns, algumas assinadas por Di Cavalcanti, Portinari e Rodin. Os apartamentos, de até 400 m2, têm elevador privativo e são vendidos por até R$ 5,6 milhões.

    O pay per use agora vai além dos serviços de limpeza. Imóveis da Brooksfield têm serviços como aulas de idiomas e música. Buscando apelo tecnológico, alguns projetos oferecem dispositivos para carregar baterias de bicicletas e carros elétricos.

    Se na Zona Sul faltam terrenos amplos, na Barra da Tijuca predomina o condomínio clube. A RJZ Cyrela prepara o lançamento do Riserva Golf Vista Mare Residenziale com apartamentos de 266 a 648 m2. As coberturas de 1.308 m2, avaliadas em R$ 29 milhões, vão situar o morador entre o futuro campo de golfe olímpico, a reserva de Marapendi e a praia. O valor global de vendas estimado é de R$ 1,4 bilhão.

    Com foco no alto padrão em São Paulo, a Alfa Realty e a MDL lançarão R$ 400 milhões em projetos em 2014 e, em 2015, R$ 500 milhões. A parceria rendeu dois cases interessantes sobre o apetite do segmento.

    Em Moema, o Araguari, com apartamentos de 180 a 350 m2, foi vendido em três meses. As unidades variavam de R$ 2 milhões a R$ 2,5 milhões. No Alto de Pinheiros, perto do parque Villa-Lobos, um condomínio com casas a partir de 400 m2 foi vendido em dois meses. Cada uma saiu por cerca de R$ 4 milhões.

    Nos próximos meses, a incorporadora Kallas lançará um prédio com \"vista eterna\" para o parque da Aclimação. As unidades terão entre 254 a 450 m2, variando de R$ 3 milhões a R$ 5,5 milhões. Um dos diferenciais serão vagas de estacionamento \"tamanho G\".

    Numa das áreas mais disputadas na região do Ibirapuera, a JHSF lançou o Mena Barreto, um prédio de 7 apartamentos com valor médio de R$ 11,5 milhões - 60% já foram vendidos. Perto dali, no Jardim Paulista, a Even lançou o Design Arte com unidades de 407 m2 e preço médio de R$ 5,9 milhões. Publicado por: Valor Econômico -
  • 24/03/2014 Ofertas de imóveis continuam em alta nos pregões
    Dois grandes leilões de imóveis estão previstos para o início em abril. No dia 1º, João Emílio baterá o martelo para 50 imóveis (ainda ocupados) da Caixa Econômica Federal, localizados em diversos bairros da capital e em mais seis municípios: São João de Meriti, Nova Iguaçu, Maricá, Rio Bonito, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande.

    O valor inicial dos imóveis varia de R$ 36 mil a R$ 280 mil e o pagamento poderá ser feito à vista ou financiado, inclusive com uso de recursos do FGTS ou de Carta de Crédito da Caixa. O pregão será presencial, no auditório da CEF, na Avenida Rio Branco 174, às 10h.

    No dia 3 de abril, vários imóveis que integram a massa falida da Varig vão a pregão sob o comando de quatro leiloeiros: Luiz Tenorio De Paula, Silas Barbosa Pereira, Rodrigo Lopes Portella e Jonas Rymer. São 58 lotes que incluem edifícios, lojas, conjunto comercial e até ilhas fluviais no Rio Solimões, em Tefé, no Amazonas. Os bens estão localizados em diversos estados do país.

    O valor de avaliação dos lotes varia de R$ 23 mil (terrenos em Itanhaém/SP) a R$ 3,5 milhões, valor dos imóveis comerciais do Edifício Lino de Mattos, na Rua da Consolação, na capital paulista. O leilão acontece às 14h, no Auditório da Corregedoria Geral da Justiça, na Av. Erasmo Braga 115/7° andar, Lâmina I, no Centro do Rio.

    Nas ofertas desta se¬mana, os imóveis também estão em alta. Hoje, às 12h, Leonardo Schulmann bate o martelo para cinco imóveis da Região dos Lagos, em segunda praça - entre eles, uma casa de 128 metros quadrados e terreno de 600, em São Pedro da Aldeia, com lance inicial de R$ 70 mil. O leilão será no saguão da Vara do Trabalho de Cabo Frio, na Rua Poeta Vitorino Carriço 331.

    Na quinta, Edgar de Carvalho Jr. leiloa uma área em Macaé, desmembrada de uma fazenda, com 20 mil metros quadrados. O pregão será no Átrio do Fórum daquele município. No mesmo horário e local, o leiloeiro baterá o martelo para um ônibus Scania, ano 1995/95.

    Paulo Botelho também oferece na quinta, às 12h30, no Átrio do Fórum de Nova Iguaçu, dois imóveis da Baixada Flu¬minense: um prédio de três andares, no Centro de Mesquita, onde funcionam a Policlínica Municipal, uma farmácia e o estacionamento do Samu, avaliado em R$ 1,5 milhão; e um terreno com seis lotes, em Belford Roxo, avaliado em R$ 297 mil.

    BENS DIVERSOS

    Amanhã, às 13h, Edgar de Carvalho Jr. comanda um leilão presencial e online de lotes formados por eletrônicos e eletrodomésticos, como televisores, DVDs, MacBooks e refrigeradores. O leilão terá lances em tempo real no site do leiloeiro. No mesmo dia, às 14h, o leiloeiro oferece um apartamento na Rua Conselheiro Zacarias, na Gamboa, avaliado em R$ 220 mil. O pregão será no Átrio do Fórum da Comarca da Capital, na Avenida Erasmo Braga 115, Centro.

    Quarta e quinta-feira, às 12h, João Emílio faz três leilões pelo site, oferecendo materiais diversos, eletrodomésticos e eletrônicos. Visitas: hoje e amanhã, das 9h às 12h e das 13h às 16h, na Estrada dos Bandeirantes 10.575, no Recreio. Na sexta, às 13h, será a vez de um pregão presencial e online de veículos, no n° 10.639 do mesmo logra¬douro. A visitação será das 9h às 12h30, no mesmo dia.

    Na quinta, Edgar de Carvalho Jr. volta a comandar três pregões simultâneos, a partir das 10h. São mais de 435 lotes de carros, motos e sucatas apreendidos pela Secretaria Municipal de Ordem Pública. Os pregões (presencial e online) serão na Cadeg, na Rua Capitão Felix 110, Benfica. Os lances antecipados podem ser feitos no site do leiloeiro.

    Na sexta, Rogério Menezes comanda mais um leilão de veículos de modelos e marcas varia¬dos, a partir das 13h, na Rua do Alho 1.300, no Mercado São Sebastião, Penha. A visitação pode ser feita no mesmo dia, entre 9h e 12h30. Publicado por: O Globo -
  • 24/03/2014 Hotel Bragança, em breve, voltará à paisagem da Lapa
    Tendo os olhos de quem circula pelo coração da Lapa como testemunhas, um exemplar da arquitetura remanescente do Rio Antigo se transformou em ruínas ao longo das últimas décadas. Do Grande Hotel Bragança, construção de 1906, restou apenas a fachada, em estado deplorável. Mas os tempos de decadência terminam por agora se o anúncio feito, há dias, por um grupo de investidores brasileiros e estrangeiros for cumprido no prazo prometido: dos escombros surgirá, em 18 meses, um complexo hoteleiro de três e quatro estrelas, cujo projeto prevê a restauração total do antigo prédio, de estilo eclético, integrante do Corredor Cultural do Centro.

    O projeto, antecipado por Ancelmo Gois, começa a sair do papel. Operários já fazem o escoramento de paredes. O imóvel, de cinco pavimentos (com pé-direito duplo), abrigará 14 unidades de luxo. Entre as duas cúpulas do telhado (de madeira e recobertas com folhas de zinco), haverá terraço e bar.

    - O projeto representa um momento importante para a cidade, especialmente para a Lapa, pois vai recuperar um patrimônio importante. A história do hotel é interligada à do Rio - festeja o presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Washington Fajardo.

    Nos fundos do terreno será construído um anexo, de nove pavimentos, com 106 unidades e terraço. Mas esse edifício não ficará mais alto do que o imóvel antigo nem ficará geminado. A ideia é fazer um jardim entre os dois prédios.

    - O anexo vai dialogar com o prédio histórico. A fachada ganhará uma marca d\'água reproduzindo a frente do antigo Grande Hotel Bragança - adianta o arquiteto Manuel Fiaschi, da a+ Arquitetura, que coordena o projeto do complexo.

    A reabertura do hotel, que hospedou no passado personalidades históricas (Noel Rosa e Di Cavalcanti entre elas), leva à pergunta: o nome será mantido? Os responsáveis pelo empreendimento adiantam que \"Bragança\" e \"Lapa\" devem ser incluídos. O grupo por trás da compra do hotel não fala em cifras nem divulga quem são os investidores até a escolha da bandeira que administrará o estabelecimento.

    O prédio, fechado desde os anos 40, foi invadido na década de 90 e desocupado em 2010. Com uma dívida de IPTU de R$ 2,5 milhões, foi leiloado pela prefeitura.

    Mas, de todo o projeto, a cereja do bolo é a restauração do prédio antigo, erguido em argamassa, estrutura em blocos de pedras e tijolos maciços. A fachada exibe adornos, janelões de madeira e serralheria. Para coordenar a missão está o engenheiro Erik von Uslar, da empresa Concrejato, de restaurações e retrofit.

    - Será um trabalho artesanal. Trata-se de uma joia - derrete-se o engenheiro.
    Publicado por: O Globo -
  • 24/03/2014 Pesquisa revela alguns dos bairros mais valorizados de Niterói
    Charitas, Boa Viagem e Icaraí são os três bairros de Niterói com metro quadrado mais valorizado no mercado imobiliário da cidade, conforme o ranking do Sindicato de Habitação do Rio (Secovi). Os números chegam a R$ 13.182 por metro quadrado, em Charitas; R$ 12.333, na Boa Viagem; e R$ 11.486, em Icaraí. Para esta análise, foram coletados imóveis de 1 a 4 quartos, do tipo \"apartamentos padrão\" usados. Os valores foram calculados com base no número de dormitórios dos imóveis.

    Segundo o diretor da construtora Pinto de Almeida Engenharia, Naum Ryfer, o levantamento só reafirma o fato de que as localidades têm forte procura por apresentarem \"consolidadas estruturas de comércio, serviços e lazer, além de possuírem proximidade com o mar\".

    \"Na verdade, quem precifica os valores dos apartamentos nos diversos bairros da cidade é o cliente. O fator determinante é a lei da oferta e da procura. Bairros valorizados são aqueles em que todos querem morar e existem poucas ofertas. Estamos com dois lançamentos em Icaraí, onde a procura por imóveis é muito grande. É o bairro mais desejado da cidade, mas há pouca oferta de novos empreendimentos pela escassez de terrenos, e nós, construtores, temos que montar um grande quebra-cabeça para fazer a composição de um espaço viável para a construção de um edifício\", explica.

    Com a vida agitada e o tempo cada vez mais escasso, quesitos como boa localização, facilidade de acesso a transportes, além de variedade de opções de serviços e lazer, tornaram-se fundamentais na hora da procura por um imóvel; fazendo com que Charitas, Boa Viagem e Icaraí tenham cada vez mais prestígio.

    \"A procura vem das classes A e B. São clientes exigentes e que gostam de estar perto do que há de melhor em serviços, cultura e moda na cidade. Icaraí, por exemplo, é um bairro com vida noturna e excelentes opções de lazer para todos os gostos, boas escolas, excelentes restaurantes, além de fácil acesso à saída para Ponte, ao Centro de Niterói e à Região Oceânica. O metro quadrado em Icaraí chega a até R$ 20 mil em apartamentos de frente para o mar\", informa Ryfer.

    A paisagista Mônica Kalil, de 40 anos, mora em um apartamento em Charitas e pretende adquirir um imóvel na planta em Icaraí, financiando diretamente com a construtora, para utilizá-lo como um investimento.

    \"Inicialmente não vou morar, quero alugar. Viso muito o público do Comperj: vão vir muitas pessoas para Niterói. Acredito que vão querer ficar aqui, e não só em São Gonçalo e Itaboraí\", elogia.

    Naum Ryfer destaca que o perfil do comprador mudou: o primeiro apartamento é bem diferente do que foi o de seus pais; está amparado nos novos modelos familiares, onde a mulher tem renda compatível com a do marido, permitindo que o casal desfrute de mais recursos e estabilidade econômica.

    Ele destaca que, só a Pinto de Almeida, tem três lançamentos que totalizam 376 unidades no bairro.

    \"Além destes, estamos desenvolvendo o projeto do primeiro e mais moderno edifício realmente corporativo de Icaraí. Verificamos que além da localização e layout, serviços especiais também pesam na balança do público A/B.

    Incluímos na lista de serviços essenciais do condomínio a figura de um concièrge, que, além de outras atribuições, pode organizar toda a vida do casal, de faxina básica e entrega de documentos a agendamentos de cabeleireiro, reservas em restaurantes e até organização de festas e eventos no condomínio\", enumera.

    Ranking - Além dos três bairros que lideram a lista do Secovi, outros lugares estão na mira dos clientes, ávidos por um imóvel em Niterói.

    Em quarto lugar, o metro quadrado de São Francisco está saindo por até R$ 11.250; Camboinhas vem logo em seguida, com metro quadrado a R$ 10 mil. Na sexta colocação, é a vez do Ingá, com preço máximo de R$ 9.944, e na sétima, Santa Rosa, com metro quadrado custando até R$ 8.600.

    \"Na locação, a procura maior é por apartamento com dois dormitórios, com garagem, nos bairros de Icaraí, São Francisco, Charitas e Santa Rosa. O mercado imobiliário de Niterói é uma excelente opção de investimento. Quem comprar um imóvel nessas regiões está fazendo um excelente negócio, tanto para quem vai morar, pelo conforto e qualidade de vida, como para quem quiser investir, pelo excelente retorno que vai obter com esse investimento\", afirmam Luiz Claudio Oliveira Moreira e Luiz Carlos Moreira, diretores de uma imobiliária em Niterói, filiada ao Secovi.

    O Centro vem na oitava posição do levantamento com metro quadrado a R$ 8.077. Depois, Itaipu, com preço máximo de R$ 7.653, e por último o Barreto, em décimo lugar, onde o metro quadrado custa até R$ 6.735. Publicado por: O Fluminense -
  • 24/03/2014 Expansão depende de novas ações para obter recursos
    A expansão do crédito imobiliário depende do aumento das alternativas de funding para o sistema financeiro reduzir a dependência dos recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Essa foi uma das conclusões do seminário Crédito Imobiliário, realizado quinta-feira pelo Valor.

    O aumento da participação de outros mecanismos de captação tem sido responsável pelo crescimento do crédito imobiliário no país. Instrumentos como as Letras de Crédito Imobiliária (LCI), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), alienação fiduciária (com o bem dado em garantia da operação de crédito), entre outros, vêm ganhando participação. Isso sem falar no home equity.

    De acordo com Sérgio Odilon dos Anjos, chefe do departamento de regulação do sistema financeiro do Banco Central, a participação da poupança no financiamento imobiliário caiu de 80% em 2008 para 59% em 2013. Os recursos do FGTS subiram de 11% para 19%, enquanto os CRI passaram de 3% para 7% e as LCI triplicaram sua fatia, de 5% para 15%.

    Dados da Cetip Mercados Organizados indicam uma evolução nos estoques desses papéis. Entre fevereiro de 2012 e o mesmo mês deste ano, o estoque de CRI registrado na central de liquidação financeira cresceu 59,6%, alcançando R$ 45 bilhões. As LCI mais que dobraram seu estoque, indo de R$ 49,7 bilhões para R$ 107,6 bilhões no mesmo período. Para Carlos Ratto, diretor executivo da Cetip, os números demonstram o claro entendimento do mercado para a necessidade de funding adicional para o mercado imobiliário.

    O crescimento desses instrumentos deve induzir a expansão do setor, afirma Manoel Félix Cintra Neto, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). \"O que limita a capacidade do sistema financeiro de oferecer crédito é o passivo, ou seja, a captação\", disse. Instrumentos como a LCI, por sua versatilidade, ajudaram a alongar os prazos de captação e atrair investidores, melhorando o funding. Também colaborou o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 70 mil para R$ 250 mil por titular.

    De acordo com os participantes, as alternativas de funding vão proporcionar uma oferta de crédito imobiliário mais condizente com o tamanho da economia brasileira. Dados da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco Central indicam que hoje o crédito imobiliário corresponde a 8,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Na média mundial, essa relação é em torno de 50%. Alguns países chegam a ter mais de 100%. Nos Estados Unidos a proporção alcança 83%.

    O crescimento do funding vai permitir uma melhor distribuição do mercado entre os agentes financeiros, disse Teotonio Costa Rezende, diretor executivo de Habitação da CEF. Hoje o banco público detém 68,5% do mercado imobiliário do país. Embora essa seja uma das funções da Caixa, a alta concentração é um sério indicador da limitação da oferta de crédito.

    O executivo da Caixa disse também que o aumento da concorrência vai alterar algumas das prioridades do tomador de empréstimo nos próximos anos. Segundo ele, a taxa de juro continuará sendo importante, mas será relativizada por fatores como agilidade no atendimento e qualidade na prestação de serviços.

    Os palestrantes foram unânimes em negar a eventual existência de uma bolha imobiliária no Brasil. Uma das razões apontadas foi a sólida regulação e fiscalização promovidas pelo BC sobre as instituições financeiras. Mas o dado mais relevante veio das estatísticas do próprio BC. Segundo Odilon dos Anjos, 98,4% dos tomadores de empréstimos imobiliários do país estão adquirindo seu primeiro imóvel para moradia própria. Não há, portanto, o mesmo cenário de especulação ocorrido com financiamento de vários imóveis para a mesma pessoa que levou à crise do subprime nos Estados Unidos, em 2008. Publicado por: Valor Econômico -
  • 24/03/2014 Distante de uma bolha, mercado muda de perfil
    O montante financiado para a compra de imóveis no país teve um acréscimo de 32% ao pular de R$ 82,8 bilhões, em 2012, para R$ 109,2 bilhões, no ano passado. A perspectiva é crescer mais 15% este ano. O valor global de vendas de unidades residenciais somente na cidade de São Paulo, o maior mercado do país, totalizou R$ 19,1 bilhões em 2013. Foram lançadas 33,2 mil unidades e vendidas 33,3 mil na capital paulista. Ou seja, faltou produto para atender à procura. Essa demanda elevou o preço do metro quadrado ante o ano anterior em 8,4%, já descontando o aumento do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) do período. Diante de tal gigantismo é bom que o setor não degringole. Daí o incômodo quando se especula sobre a formação de uma bolha.

    \"Estamos longe dessa configuração\", enfatiza Flávio Prando, presidente em exercício do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). \"A curva de oferta e de demanda está em sintonia no Brasil. A produção gira em torno de 30 mil unidades por ano, e a venda é compatível com isso. Não há bolha. Desenhamos para 2014 um cenário de estabilização. Não há nem mesmo expectativa de redução de preço. O que vai acontecer é que o valor do metro quadrado deve acompanhar a inflação\".

    Há um discurso entre potenciais compradores e investidores de que, após Copa do Mundo, os preços dos imóveis vão cair porque o mercado se ajustaria aos novos padrões econômicos mais tímidos. Mesmo que longe do caos, a zona de conforto que o setor imobiliário viveu nos últimos anos não se sustentaria mais no mesmo patamar. A inflação preocupa e o PIB cresce pouco. O que favorece a venda especificamente de imóveis residenciais é que não falta dinheiro para os financiamentos, não houve queda na renda das famílias nem subiram os índices de desemprego. O problema se concentra no segmento de imóveis comerciais, onde a construção de escritórios, galpões e shoppings ficou acima da capacidade de absorção do mercado. \"Esse braço dos negócios imobiliários vive um momento de reflexão e arrumação da casa\", pondera Prando.

    Mesmo que não venha a faltar dinheiro para financiamento residencial, esse mercado demonstra disposição de mudança de tipologia em relação aos lançamentos em São Paulo entre 2004 e 2012. Se, nos últimos oito anos, os imóveis com quatro ou mais quartos somavam 20% do portfólio das construtoras, em 2013 esse porcentual caiu para 6%. Já as unidades de um quarto subiram para 28% dos lançamentos, ante 8% da oferta nos anos anteriores. Os imóveis de dois e três quatros praticamente mantiveram os mesmos patamares de 40% e 26%. \"Há uma clara tendência de se concentrar a oferta em apartamentos menores, porque é o que os clientes estão procurando\", diz Mirella Parpinelle, diretora de Atendimento da Lopes.

    \"Nos últimos dois anos, o perfil de oferta vem mudando, com mais ênfase aos apartamentos menores para jovens executivos, em regiões centrais, já que mobilidade é uma questão relevante para as pessoas que vivem em grandes cidades\", afirma Mirella. Outros fatores relevantes são o aumento de renda na base da pirâmide social, o alargamento do prazo de financiamento para até 30 anos e taxas de juros mais baixas para financiamento.

    Mas as recentes altas dos juros podem ser um problema. Bruno Gama, diretor geral da CrediPronto, acredita que todos os bancos vão ajustar as taxas. \"A rentabilidade da operação pediu um aumento\", afirma. \"Mas não acreditamos que haja perda de volume de negócios por conta desse pequeno ajuste\". De acordo com ele, há uma mudança de comportamento na contratação de crédito. \"Nos últimos anos, estava concentrada em bens de consumo não duráveis, mas o brasileiro começa a perceber que é conveniente sair do curto prazo e contratar o de longo prazo, como é caso imobiliário\".

    Já em bairros valorizados de São Paulo, o aparecimento das placas de vendas de apartamentos indicam que a alta dos preços estimulou um movimento de venda nos \"bairros desejáveis\". Publicado por: Valor Econômico -
  • 23/03/2014 Parceria cria rede mundial de certificação
    O selo de sustentabilidade brasileiro AQUA e a certificação francesa HQE firmaram parceria para criar a Rede Internacional de Certificação AQUA-HQE. Com isso, construções residenciais e comerciais brasileiras que já possuem o selo AQUA passarão a integrar uma rede mundial de sustentabilidade. A Fundação Vanzolini, que dá o AQUA, criou um guia que explica as regras das duas certificações. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 23/03/2014 Estação do metrô da Uruguai deixa Tijuca ainda mais valorizada
    Após um período sem receber lançamentos imobiliários, a Tijuca volta à cena com empreendimentos residenciais e comerciais mais modernos. Fatores como a abertura da estação de metrô da Uruguai valorizam os imóveis e atraem construtoras. Segundo o Secovi Rio (Sindicato da Habitação), o metro quadrado no bairro para venda, em fevereiro, foi de R$ 7.188, variação de 16,43% em relação a fevereiro de 2013 (R$ 6.174). De 2010 a 2013, o bairro recebeu 3.018 novas unidades, de acordo com a Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário).

    \"A chegada das UPPs fez com que o morador da Tijuca voltasse a se sentir seguro. E isso o encorajou a permanecer no bairro e a fazer com que pessoas de outros bairros se mudassem para lá. O efeito imediato disso foi o crescimento das vendas no bairro\", afirma Mario Amorim, diretor geral da Brasil Brokers no Rio de Janeiro. Rodrigo Miozzo, diretor executivo da Fernandez Mera, diz ainda que o fortalecimento dos setores de comércio e serviços também contribui para a valorização. \"Hoje, só a Fernandez Mera comercializa, aproximadamente, oito empreendimentos no bairro, totalizando 230 unidades, entre residenciais e comerciais\", conta Miozzo.

    O Atrium, da Calçada e Montserrat, é um exemplo de empreendimento na região. Além do residencial, o Convento Bom Pastor está sendo revitalizado pelas construtoras para abrigar os 37 lofts do projeto. A Santa Cecília também escolheu o bairro para construir o Bora Bora Tijuca. Em Vila Isabel, a João Fortes lançou o Vila Rosa Residências, já 100% vendido. A RJZ Cyrela tem dois residenciais no bairro: Golden Tijuca e Adorabile. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 22/03/2014 Simulações do BC descartam risco de preços no Brasil
    A desaceleração recente no preço dos imóveis residenciais é vista pelo governo como um movimento natural e que não está relacionado ao estouro de uma suposta bolha imobiliária. Nos últimos anos, o Banco Central fez uma série de publicações para rebater as teses de que o Brasil pode experimentar uma crise nessa área.

    Nesta semana, a instituição divulgou simulações que mostram que o sistema financeiro nacional sobreviveria sem grandes problemas a uma queda imediata de até 45% nos preços.

    Ao chegar a esse patamar, algumas instituições precisariam se capitalizar. Quebra de bancos, no entanto, somente no caso de uma desvalorização superior a 55% em um único dia e, mesmo assim, com apenas uma instituição.

    Segundo o BC, a título de comparação, o pior momento da crise nos EUA representou uma desvalorização de 33% acumulada em três anos e levou à quebra de mais de uma instituição.

    O governo, no entanto, descarta o risco de uma crise no Brasil.

    Os números do BC mostram que o valor dos imóveis cresceu acima de 20% ao ano em termos nominais (sem descontar a inflação) entre 2007 e 2010.

    Desde 2009, quando atingiu o pico de valorização de quase 25%, esse ritmo perdeu força ano a ano. Em 2013, por exemplo, dados até novembro mostram crescimento nominal de 9,2% nos preços.

    A instituição lembra que houve desaceleração, mas não queda no preço médio dos imóveis nas 11 maiores regiões metropolitanas do país. \"A gente não está vendo deterioração. Os imóveis continuam subindo, mesmo que a taxas mais modestas\", disse o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles.

    Ele afirma não acreditar em nenhuma grande mudança de preços após a Copa do Mundo. \"Essa questão de impacto da Copa está exacerbada. Ninguém compra imóvel para vir assistir à Copa. Isso está bastante exagerado, não vejo nenhum sinal de ruptura\", afirmou.

    Segundo o BC, não há nenhum elemento que possa caracterizar bolha.

    \"Não temos subprime, não temos segunda hipoteca, tivemos aumento significativo na renda e o crédito imobiliário ainda é pequeno em relação ao PIB, em torno de 8%\", diz. \"O perigo seria um movimento descontrolado, mas isso nós não temos.\" Publicado por: Folha de São Paulo -
  • 21/03/2014 Construtoras aguardam as novas regras da prefeitura
    O mercado imobiliário espera medidas por parte da prefeitura que orientem as novas estratégias para o segmento residencial. Há expectativa de regras mais favoráveis para a Zona Norte e Centro, principalmente no entorno dos novos modais de transporte que devem ficar prontos antes dos Jogos Olímpicos de 2016. Estão nesta lista Irajá, Méier, Tijuca, Ilha do Governador, Penha e Campinho.

    Na região portuária, o prefeito também respondeu as críticas à proposta de transferir a Vila de Mídia do Porto para Curicica acenando com mudanças na legislação para imóveis residenciais no Porto que consolidariam o local. Entre essas mudanças estaria a possibilidade de imóveis sem garagem.

    Por outro lado, zonas de expansão recentes estão ganhando regras mais restritivas. É o caso de Jacarepaguá, onde novas regras reduziram o gabarito de oito para quatro andares. Quatro regiões - Grajaú, Vargens, Guaratiba e parte da Barra - estão com a emissão de licenças suspensas enquanto são discutidas medidas de revisão dos Planos de Estruturação Urbanas (PEUs). \"O mercado vai crescer 5%. É bom. Pelo menos, não vai regredir\", diz o presidente da Ademi e da Construtora Calçada, João Paulo Matos, lembrando que o déficit residencial na cidade ainda é alto, cerca de 350 mil unidades. \"O Rio ficou muito tempo abandonado\".

    Para o diretor da construtora Leducca, Paulo Marques, o mercado está mais seletivo, mas a demanda no residencial ainda é grande. \"Cresci 500% de um ano para o outro. Isso não é saudável. Não vou crescer este ano, mas terei lançamentos na Tijuca, na Taquara e em Mangaratiba\", diz.

    Segundo ele, Barra, Recreio e Freguesia não têm mais espaço para novos lançamentos. \"No final do ano, foram feitos 12 lançamentos no Recreio. O preço não sobe. Está mais barato do que em Jacarepaguá\", diz. Publicado por: Valor Econômico - Renata Batista
  • 21/03/2014 Mercado carioca entra em nova fase e aposta no residencial
    Depois de muita euforia e de um boom de lançamentos nos últimos anos, o mercado imobiliário carioca está se ajustando a um novo momento. Construtoras que se dedicaram exclusivamente ao mercado comercial, principalmente de hotéis e unidades corporativas, estão olhando com maior atenção o segmento residencial e oportunidades pontuais no industrial. O eixo de expansão da cidade também parece estar mudando. A Barra, menina dos olhos do setor nos últimos anos, deve entrar em um período de estagnação tanto no residencial quanto no comercial.

    Atentas ao incômodo dos cariocas com os problemas de trânsito crescentes, as construtoras estão de olho nas oportunidades na região central da cidade e no entorno dos novos modais de transporte que atravessam, principalmente, os bairros da Zona Norte. A renovação de contratos de locação comerciais também deve favorecer a região central.

    É um momento que não aceita desaforo. Existem nichos importantes, como imóveis menores, para executivos, mas tem de fazer bem feito\", diz Guilherme Britto de Macedo Soares, diretor da JLL (antiga Jones Lang La Salle), empresa especializada na gestão de imóveis corporativo que reuniu na semana passada mais de 100 pessoas entre investidores, proprietários e locatários, todos interessados em entender o que acontece com o mercado.

    Para a JLL, a taxa de vacância para imóveis comerciais em torno de 14% não é um problema, inclusive porque esse índice não se repete em todas as regiões da cidade nem em todos os segmentos. A absorção líquida dos empreendimentos que estão sendo entregues diminuiu, mas é conjuntural, avaliam. \"Estamos em um momento de entregas. A taxa de vacância aumenta por isso e pelo movimento de grandes grupos empresariais da cidade, mas não é igual em todas as regiões nem para todos os imóveis. No Centro, em imóveis comerciais classe AAA, a taxa é de 3%\", resume outra diretora da JLL, Mônica Barg. Para imóveis de uso industrial, na periferia da cidade o índice é até menor. Há fila até para imóveis já contratados.

    \"Tivemos uma procura enorme por um de nossos centros de distribuição, na Avenida Brasil, só porque saiu uma notícia no jornal falando que o locatário havia entrado com pedido de recuperação judicial\", conta o executivo de uma empresa de logística que participou do evento da JLL. \"Temos uma demanda enorme para imóveis com esse perfil no Rio\", diz.

    Segundo Mônica, além do grupo EBX, de Eike Batista, que desocupou o edifício Serrador, no centro da cidade, Vale e Petrobras também estão mudando sua estratégia para o setor. Antes, com a pressão nos preços e na oferta, a estratégia de ambas era manter uma reserva de imóveis alugados, que iam ocupando ao longo do tempo. Agora, adotaram uma gestão mais conservadora e muitos desses imóveis foram entregues.

    \"Mas ainda há demanda para o Centro e para imóveis de padrão mais elevado porque as empresas que fecharam contrato há três anos, no pior momento, e por isso tiveram que ir para a Barra ou para imóveis de menor padrão, estão em fase de renovação e estudam as oportunidades para uma mudança\", conta Mônica. Segundo ela, existem hoje cerca de 30 mil metros quadrados com perspectiva de mudança na cidade.

    Essa é a aposta de Ana Carmem Alvarenga, diretora da Tishman Speyer para o Rio. A empresa colocou no mercado este mês as primeiras unidades comercial na região do Porto - o Port Corporate Tower. E se prepara para fazer mais um lançamento corporativo - o Pátio Marítimo - e está negociando terreno e Certificados de Ampliação do Potencial Construtivo (Cepacs) com a Caixa para um empreendimento misto.

    \"Existe uma demanda reprimida muito grande no Centro e na Zona Sul que pode ser atraída para o Porto. Temos funcionários expatriados que tiveram de ver mais de 40 imóveis na Zona Sul para conseguir alugar um\", diz Ana, cuja empresa trabalha apenas com administração e aluguel e ainda não havia investido no segmento residencial no Rio pela dificuldade de encontrar projetos adequados a esse perfil.

    A Caixa, que comprou todos os Cepacs do Porto da prefeitura em uma transação para viabilizar as obras de infraestrutura na região, informa que mais da metade dos certificados já foram negociados, embora apenas um leilão tenha sido realizado. As operações estão sendo fechadas por meio de venda direta e até de permuta por unidades dos empreendimentos.

    De acordo com fontes do setor, alguns projetos na região do Porto Maravilha que já haviam sido apresentados como exclusivamente corporativos estão sendo ajustados para uso misto. A alta dos juros e o maior conservadorismo dos investidores estaria contribuindo para isso. Como no residencial, os incorporadores têm fontes alternativas e mais baratas de financiamento, a operação está mais atrativa. \"A venda também é diferenciada. O incorporador vende no lançamento e já começa a receber. Não precisa esperar a entrega\", diz uma font.

    Um empreendimento residencial na região também precisa de metade das Cepacs exigidas para um comercial do mesmo tamanho. É outro bom incentivo\", completa Ana Carmem. Ela avalia que as primeiras unidades residenciais na região devem ser menores, mas voltadas para a classe média. \"Imóvel líquido no Rio é o de menos de R$ 750 mil. Não importa a metragem\", afirma o diretor da construtora Leducca, Paulo Marques. Publicado por: Valor Econômico - Renata Batista
  • 21/03/2014 BC nega bolha imobiliária
    O diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, descartou a possibilidade de o Brasil caminhar para uma crise de subprime, semelhante à ocorrida nos Estados Unidos entre 2008 e 2009. \"Não há bolha imobiliária no Brasil. Não temos elementos que caracterizem bolha\", disse.

    Segundo o índice FipeZap, o preço anunciado do metro quadrado subiu 13,1% em 12 meses encerrados em fevereiro. A pesquisa leva em consideração as ofertas de imóveis em 16 cidades do País. Nesta manhã, a Caixa, maior financiadora de imóveis do Brasil, anunciou a projeção de fornecer R$ 154 bi em crédito imobiliário neste ano, um aumento de 14,2% em relação a 2013. Nos últimos anos, o banco multiplicou por 28 o volume destinado anualmente para este segmento.

    Durante divulgação do Relatório de Estabilidade Financeira (REF), Meirelles afirmou que no Brasil não existe segunda hipoteca e destacou que mais de 90% dos imóveis é para moradia própria. Ele também afirmou que o crédito imobiliário no País, comparado a outras economias, ainda é pequeno.

    Em uma simulação, o BC observou que se houvesse uma queda de 33% nos preços dos imóveis entre um dia e outro, o sistema não passaria por insolvência. \"Esse exercício é um pouco pra mostrar que se houvesse hecatombe dos preços, mesmo assim as instituições financeiras são capazes de absorver também esse choque\", argumentou. \"O aumento dos preços dos imóveis tem sido compatível com crescimento da renda, não há descolamento\", defendeu.

    Meirelles afirmou ainda que os dados compilados pela autoridade monetária permitem até mesmo se vislumbrar uma maior estabilização dos preços de imóveis. Segundo ele, o aumento da renda dos brasileiros nos últimos anos pressionou a demanda no setor, mas esse movimento começa a ser estabilizado pelo aumento da oferta. \"Novas unidades habitacionais vão sendo feitas e a oferta vai aumentando, equilibrando essa relação\", completou.

    Sem especulação. Outro dirigente do BC reforçou essa tese, em evento em São Paulo. O chefe de Unidade DENOR - Departamento de Regulação do Sistema Financeiro, Sérgio Odilon, afirmou não há evidência de movimento de especulação em imóveis, apesar do preço elevado dos imóveis em grandes cidades do País. \"A maior parte dos brasileiros demanda imóveis para moradia própria, segmento no qual as taxas de inadimplência são ainda menores. Não é comum alavancagem com investimento imobiliário no Brasil\".

    O crédito imobiliário no Brasil tem crescido, conforme Odilon, devido a uma conjunção de fatores macroeconômicas favoráveis, expansão da oferta de recursos e o aprimoramento do marco legal. Segundo ele, as carteiras têm crescido de forma sustentável, com bom nível de garantia, baixa inadimplência. \"O mercado de crédito imobiliário é pequeno em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O alto nível de capitalização das instituições financeiras mitiga o risco de crise imobiliária e no sistema financeiro nacional\", avaliou o representante do BC.

    Os depósitos de poupança, de acordo com ele, vão continuar sustentando a demanda por crédito imobiliário no futuro próximo, entretanto, são necessárias alternativas de fontes como instrumentos de securitização e os covered bonds (letras financeiras imobiliárias emitidas por bancos). Segundo ele, o BC segue fiel, sempre monitorando o mercado com o objetivo de mitigar a ocorrência de crise semelhante as que assolaram outras economias num período recente.
    Publicado por: O Estado de São Paulo - Victor Martins
  • 20/03/2014 Terrenos à venda
    Eduardo Paes pediu autorização à Câmara de Vereadores para vender 21 terrenos da prefeitura. Só na Barra, são sete. No Leblon, está na lista uma área na Mario Ribeiro. Tem ainda terrenos no Recreio, Centro, Botafogo, Laranjeiras, Gamboa, entre outros bairros. Algumas das áreas seriam transformadas em escolas e praças. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 20/03/2014 Conselho aprova portabilidade de crédito imobiliário com FGTS
    O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou a portabilidade de financiamentos imobiliários com recursos do fundo.

    A portabilidade é um instrumento que permite ao devedor levar seu financiamento de um banco para outro que ofereça taxa de juros menores.

    No crédito para habitação, no entanto, há entraves que dificultam essa migração.

    Por isso, o CMN (Conselho Monetário Nacional) padronizou no ano passado essas operações, com regras que passam a valer a partir de maio deste ano.

    Para que os empréstimos com FGTS também fossem beneficiados pela mudança, era necessária aprovação do Conselho Curador.

    Hoje, a maior parte dos financiamentos com esses recursos são feitos pela Caixa Econômica Federal. A portabilidade abre a possibilidade para que outras instituições avancem nesse mercado.

    Entre as mudanças nas regras para transferência de dívidas está a proibição de repasse de custos da transferência para o devedor. Também ficou definido pelo CMN que a única mudança no contrato é a da taxa de juros.

    Não há possibilidade de alteração do número de prestações e do valor do crédito tomado inicialmente.

    Os bancos ficam ainda obrigados a fornecer os dados da dívida em até um dia útil.

    TAXA REFERENCIAL

    Na reunião desta quarta-feira (19) ficou decidido ainda que o conselho do FGTS não entrará na disputa judicial sobre o índice de correção desses recursos, pois a Caixa já está fazendo a defesa em favor da manutenção da TR (Taxa Referencial) como indexador.

    O saldo do FGTS é atualizado todo mês a taxa de 3% ao ano mais a TR desde 1991.

    Uma ação direta de inconstitucionalidade, apresentada pela Rede Solidariedade, pede a mudança imediata do indicador para um índice que reponha as perdas inflacionárias - como INPC ou IPCA. Publicado por: Folha de São Paulo -
  • 20/03/2014 Abramat: indústria vende 5,7% mais material de construção
    As vendas da indústria de materiais de construção no País cresceram 5,7% em fevereiro deste ano em relação ao mesmo mês de 2013, informou a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), nesta quinta-feira, 20. No acumulado dos dois primeiros meses de 2014, houve alta de 3,5% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado.

    O resultado de vendas desse início de ano é bastante positivo e mantém o otimismo para atingir a previsão de crescimento de 4,5% em relação a 2013\", diz, em nota, Walter Cover, presidente da Abramat. Segundo ele, \"atingir essa expectativa até o final do ano dependerá da manutenção das políticas de incentivo ao emprego, renda, da continuidade do crescimento da oferta de crédito para aquisição, inicio de construção dos imóveis vendidos em 2013, bem como da aceleração das obras de infraestrutura, como portos e aeroportos\".

    O executivo destaca que o resultado de fevereiro foi o segundo positivo da série de comparação com os mesmos meses do ano passado, após o valor negativo observado no mês de dezembro.

    Além disso, conforme o levantamento da Abramat, os empregos na indústria de materiais de construção tiveram um crescimento de 5,2% em relação a fevereiro de 2013. Já em relação a janeiro, houve queda de 2,4%. Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 20/03/2014 Alô, Leste Fluminense!
    Assim como o Rio, cidades do Leste Fluminense, em especial Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, registram grande valorização imobiliária com a chegada de empreendimentos residenciais, comerciais e até projetos de lotes para a construção da casa própria. A Brasil Brokers, por exemplo, tem, hoje, 94 lançamentos em curso e cerca de 3.700 unidades à venda em todo o Leste Fluminense.

    \"Maricá cresceu 10% em 2013, comparando com 2012. Já São Gonçalo teve alta de 27% em 2013. Em Niterói, os imóveis prontos cresceram 26% no ano passado. Ou seja, toda a região vem se destacando em termos de lançamentos\", diz Bruno Serpa Pinto, diretor da Brasil Brokers.

    No caso de Niterói, a Living investe na cidade com o Nova Alameda, que tem previsão de entrega para maio. O residencial, no Fonseca, tem 296 unidades, todas com suíte e varanda. Contará com área de lazer completa e opção de escolha entre diversas possibilidades de plantas. Já a PDG iniciou as obras do Marino Residencial, condomínio de luxo de frente para o mar em Piratininga. O empreendimento terá 61 unidades, com varandas, de dois e de três quartos, em três estilos de apartamentos. A área de lazer contará com piscinas adulto e infantil, deck, espaço fitness, salão de festas gourmet, lounge teen, brinquedoteca e redário.

    Em Maricá, a Alphaville lançou o Terras Alphaville Maricá 2, com 588 lotes residenciais e oito lotes comerciais. O projeto será entregue com clube equipado com duas quadras de tênis e uma de futebol society, sauna, salão de festas, bar, vestiários, terraço de jogos, duas churrasqueiras, fitness, piscinas adulto com raia e infantil, deck molhado, solarium e playground. Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 19/03/2014 Brasil terá novo selo de sustentabilidade
    O selo de sustentabilidade AQUA no Brasil e a certificação francesa HQE - Haute Qualité Environmentale firmam nesta terça-feira uma parceria que criará a Rede Internacional de Certificação AQUA-HQE. Com isso, as construções residenciais e comerciais no Brasil passarão a integrar uma rede mundial de sustentabilidade.

    O AQUA é uma adaptação da HQE, emitido pela Fundação Vanzolini, portanto, no caso dos empreendimentos que já existem, todos receberão automaticamente os dois certificados. Já as futuras construções, além dos selos, passarão a ser avaliadas por critérios tanto brasileiros quanto franceses.

    As construções em outros países que quiserem o selo sustentável poderão optar apenas pelo HQE ou pelo AQUA. Para acompanhar a avaliação destes empreendimentos, a Cerway, que emite o HQE, criou um comitê do qual a Fundação Vanzolini, que emite o AQUA, faz parte.

    Para quem quiser se inscrever para receber o selo, a Fundação criou um guia que inclui explicações de como serão as regras de certificações, as auditorias e demais orientações conceituais sobre os referenciais e critérios técnicos, inclusive com as sanções para o uso incorreto da certificação. Publicado por: O Globo online -
  • 19/03/2014 Prefeitura estuda proteger ambiente cultural no Grajaú
    Belas casas que remetem à primeira metade do século passado, em estilos que vão do eclético ao art-déco; ruas projetadas e bucólicas que se misturam ao clima provinciano; e nada menos que um aniversário de 100 anos, a ser comemorado em agosto. Apoiando-se nesses requisitos, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) publicou, há um mês, um decreto que cria a Área de Especial Interesse Ambiental (Aeia) do Grajaú. A medida abre caminho para a criação da Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) do bairro.

    Com isso, ficam suspensos, pelo período de 180 dias, os licenciamentos para demolição, construção, acréscimo, modificação, reforma, transformação de uso, parcelamento do solo ou abertura de logradouro na região. Com o documento em mãos, o IRPH coordenará, junto com a Secretaria municipal de Urbanismo (SMU) e a Secretaria municipal de Meio Ambiente (SMAC) estudos para determinar os meios de proteção do ambiente urbano construído e também natural da região.

    - Este reconhecimento da importância do bairro para a história da cidade é de grande relevância. Quase centenário e planejado, o Grajaú precisa ser preservado e protegido. É o primeiro passo para a criação da Apac, que vai resguardar o bairro dos pontos de vista urbano e arquitetônico. E também poderemos preservá-lo dos pontos de vista paisagístico e ambiental - diz Washington Fajardo, presidente do IRPH.

    O jornalista Guido Arosa mora na casa na esquina das avenidas Engenheiro Richard e Júlio Furtado que foi construída pelo seu avô, em 1942.

    - Sou a favor de tudo que proteja a história e a beleza do Grajaú. Acredito que a Apac crie obstáculos para impedir o adensamento populacional, que pode descaracterizá-lo.

    Jucélia Bessa, moradora da Rua Araxá desde que nasceu, em 1937, afirma que viu um Grajaú apenas com casas:

    - Muitas delas têm arquitetura fora do comum e são históricas. Essas casas devem, sim, ser resguardadas.

    Incentivo e manutenção necessários

    O arquiteto Cláudio Antônio Santos Lima Carlos, morador do Grajaú há seis meses, publicou, em 2008, uma tese de doutorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da UFRJ com o seguinte título: \"Apac: da idealização à banalização do patrimônio cultural carioca\". Ele, que se diz a favor do projeto no Grajaú, afirma que há pontos positivos e negativos em todas as cerca de 30 Apacs criadas na cidade desde 1992.

    - Mal ou bem, a memória construtiva urbanística da cidade foi mantida. Mas o que também se viu foi uma falta de monitoramento e de um acompanhamento minucioso, além de ausência de incentivos concretos. Há muita obra ilegal, descaracterizada. Acho necessário criar um fundo de conservação, com financiamento público, para quem não tem condições de fazer obra. Não adianta só descartar o IPTU - alerta Carlos.

    Segundo o arquiteto, o decreto que criou a Aeia é um instrumento usado para evitar as demolições. Ele lembra que as diversas Apacs implantadas no Rio foram apontadas pela indústria da construção civil como \"responsáveis pelo engessamento da cidade, ameaçando o setor com a gradativa diminuição de suas atividades e consequente estagnação do mercado imobiliário nessas áreas\". No entanto, o arquiteto não acredita em retrocesso.

    - O perigo é misturar a preservação com a renovação. As edificações que têm tipologias históricas não podem ser demolidas; e aquelas que não, podem. Além do mais, o uso do imóvel protegido pode ser modificado, contanto que não mude sua aparência física. É apenas uma garantia de que o bairro vai manter suas qualidades originais. Isso não quer dizer que fica impedido de se transformar ou se desvalorize. Muito pelo contrário. É muito interessante o Grajaú, quase depois de cem anos de vida, conseguir manter a sua essência - defende.

    O arquiteto reforça também que o instrumento só funcionará se houver a participação comunitária.

    - É preciso que haja uma relação estreita entre poder público e comunidade. Os mecanismos da Apac devem ser bem explicados e abordados pelas autoridades. e o povo precisa entender que há benefícios, mas há compromissos - acredita.

    Fajardo reitera: a Apac não se resume à paisagem arquitetônica do bairro. A parte ambiental e um plano diretor também estão incluídos.

    - Queremos não somente criar parâmetros para as construções, baseando-nos na história e nos estilos arquitetônicos, mas também analisar o ponto de vista dos problemas urbanos, entre eles o remanejamento dos pontos de ônibus. Além disso, estamos preocupados em proteger a região, que fica próxima ao Maciço da Tijuca, evitando ao máximo o crescimento da favelização.

    Muito antes de se pensar em Apac, o Grajaú já tinha sido alvo de movimentos do gênero. Ao ver que o bairro começava a perder sua característica provinciana, com seguidas construções de espigões, a prefeitura criou, em setembro de 1987, o decreto 6.996, que estabelecia condições de uso e ocupação do solo. Nele, um artigo em anexo falava sobre a altura máxima permitida para os pavimentos. O limite é de 28 metros (dez andares) em algumas partes do bairro.

    - A Apac preservará as riquezas arquitetônicas daqui. O decreto, por si só, não tem essa preocupação - acrescenta Fajardo. Publicado por: O Globo online - Maurício Peixoto
  • 19/03/2014 Telhados luminosos
    Gerar a própria energia tem algumas vantagens. Contudo, as placas solares instaladas nos telhados nem sempre compõem um jeito harmônico com a paisagem. Para tentar fisgar os ecologistas de carteirinha que têm preocupações com a estética, a italiana Tegola Solare criou uma linha de placas moldadas no formato de telhas convencionais. Com isso, a empresa espera vencer a resistência dos amantes da estética barroca, por exemplo, especialmente em cidades históricas. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
  • 19/03/2014 Miami updated
    Falar de Miami uma década atrás era lembrar de outlets. Do auge nos anos 1960 até virar sinônimo de compras baratas nos anos 1990, o balneário viveu sua metamorfose decadente. Os clássicos hotéis Fontainebleau e Deauville foram, por anos seguidos, versões empalidecidas do que foram no passado, quando eram frequentados por estrelas do cinema e do jet set internacional. Mas a Miami de hoje é outra.Há uma profunda mudança em curso no perfil da cidade. Algo que a conecta às artes, à alta gastronomia e a um front de investimentos no mercado imobiliário, o que tem renovado o poder de sedução dessa cidade que os brasileiros tanto adoram.

    A origem está em 2002, quando Samuel Keller, o diretor da feira de arte Art Basel, na Suíça, lançou uma versão do evento em Miami. Foi um divisor de águas - e de investimentos - para a cidade. Com as esculturas e os quadros, um fluxo diferente de turistas passou a desembarcar todos os anos naquelas praias, o que fez os demais setores da economia local se desenvolverem. Não demorou para que um boom imobiliário acontecesse, atraindo compradores dos quatro cantos do mundo. Com eles e para eles, novos serviços e qualidade de vida em ascensão.

    \"Há dez anos, havia um ou outro restaurante de qualidade gourmet, por exemplo. Agora, a variedade é enorme\", diz Matias Alem, 33 anos, dono da corretora de imóveis de luxo BRG International. Há 15 anos, ele trocou Ribeirão Preto (SP) pelo balneário americano. Em 2009, logo após a quebradeira em Wall Street, ele inaugurou sua empresa. No risco. \"O preço dos imóveis tinha despencado e o povo daqui não comprava nada\", lembra ele, que buscou, então, conquistar os estrangeiros. Com um mercado em constante evolução, Alem precisou se adaptar rápido às tendências.

    Se há quatro anos o interesse dos seus clientes era por imóveis baratos, hoje são os produtos top que estão em alta. \"Vendemos recentemente duas coberturas no mesmo prédio para um empresário paulistano que pediu para unir os dois imóveis\", relata o dono da BRG. A superpenthouse com vista para o mar ficou com 600 m², quatro suítes, adega e sala de jantar com mesa para 14 pessoas. Preço: US$ 13 milhões. \"Imóveis de luxo, a partir de US$ 1 milhão, são os mais procurados\", atesta Alem. Como estratégia de diferenciação, as incorporadoras estão convidando os chamados \"starchitects\", como dizem os americanos, para assinar projetos e atrair os novos milionários.

    A iraquiana Zaha Hadid é uma delas. Vencedora do Prêmio Pritzker de arquitetura, ela está por trás do One Thousand Museum, seu primeiro edifício no Ocidente, que será erguido em Downtown a partir deste mês. O prédio de 83 apartamentos em 60 andares foi projetado com um exoesqueleto de concreto. O preço das unidades, dependendo do tamanho, varia de US$ 4,9 milhões a US$ 14,5 milhões. Segundo a Sothebys, que comercializa o empreendimento, 40% do prédio já foi vendido, em especial para brasileiros.

    Além de Hadid, o designer francês Phillippe Starck e os estúdios Pinifarina e Porsche Design também assinam projetos na cidade. A efervescência desse mercado também pode ser comprovada em números. No sul da Flórida, 72 novos empreendimentos estão em fase de construção, somando um total de 12.307 unidades. Entre 2011 e 2012, houve um aumento de 115% nas vendas de residências de luxo, que custam mais de US$ 10 milhões. Para comparação, os imóveis que custam menos de US$ 1 milhão tiveram aumento de 27%.

    HOTÉIS E USADOS - Outros dois nichos têm se valorizado no setor: o dos hotéis-residência e o de imóveis usados. No fim da década passada, um apartamento no hotel W South Beach era vendido por US$ 450 mil. Agora, custa o dobro. Com diárias a partir de US$ 429, o W passou por alterações pontuais desde a sua inauguração, em 2009. Ganhou 26 novas suítes VIP, décor mais atual e um novo chef, Andrew Carmellini, para o restaurante The Dutch. Entre os serviços, foi criado o W Insider, um concierge dedicado ao hóspede por toda a estadia. Ele garante entradas nas boates, aluga barcos, faz reservas em restaurantes e auxilia na hora das compras.

    Já a aquisição de imóveis usados reformados também vem crescendo. Para entender, na ressaca da crise americana de 2008, muitos investidores compraram apartamentos médios na cidade. Cinco anos depois, com mais fôlego na economia dos países emergentes, esses imóveis perderam o propósito para seus compradores e passaram a ser renegociados em troca de apartamentos maiores, mais luxuosos e de frente para o mar. \"A valorização desses usados pode chegar a 100% do que foi pago\", afirma Alem. Arquiteto de formação, ele também é dono da BRG Homes, que reforma os imóveis antes da revenda. Plantas são remodeladas e a decoração final recebe requintes como móveis e mármore italianos. \"Temos US$ 40 milhões na carteira em unidades deste tipo\", afirma o brasileiro.

    ARTE E DESIGN - Se o skyline da cidade tem mudado com tantos novos prédios, o astral de Miami também mudou. Tanto que o balneário é, atualmente, o sexto pedaço de terra mais cobiçado pelos ricos globais, segundo lista da revista americana Forbes. Muito disso tem a ver com os investimentos públicos feitos pela prefeitura da cidade. Só no porto de Miami, de onde partem cruzeiros durante o ano inteiro, foi investido US$ 1,5 bilhão. Os negócios portuários geram, anualmente, US$ 18 bilhões para os cofres públicos. A política fiscal da Flórida, com juros e taxas menores do que a maioria dos Estados americanos, também tem levado inúmeras empresas e bancos a deslocarem suas sedes para lá.

    Em números de hoje, são mais de 500 empresas multinacionais que servem a América Latina e 40 bancos internacionais gerando receita ao governo local. A cultura também entrou na pauta dos gastos públicos. Duas áreas no centro foram disponibilizadas para a criação de novos polos de arte. O Museum Park, com mais de 1,2 milhão de metros quadrados, abrigará dois museus: o de Ciência e o PAMM (Perez Art Museum Miami). Este segundo, recém-inaugurado e com ênfase na cultura do Atlântico (Américas, Europa e África), tem tamanho semelhante ao do MoMA-NY e foi construído pelo escritório suíço Herzog & de Meuron, o mesmo responsável pelo Tate Modern, de Londres.

    Custo da obra: US$ 220 milhões. Antes desses parques, o Wynwood Walls e o Design District já faziam sucesso. Wynwood Walls é uma galeria a céu aberto em um bairro que passou de degradado a badalado, com 50 galerias, museus e restaurantes. Já o Design District, entre as ruas 38 e 42, passa por uma reurbanização verde, para tornar o passeio mais agradável, sobretudo no verão. Esse é o endereço número 1 dos brasileiros interessados em arte e design. Por ali acontece a Art Basel, sempre em dezembro, e outras mostras, como a recente Orchestra Brasil, evento que integra a Miami Art Week e que contou com trabalhos de 18 estúdios de design do País.

    A reboque da arte, as lojas de grife internacionais passaram a ver o bairro como ótimo ponto de concentração de renda. Ali abriram suas portas cerca de 70 lojas de luxo, a maioria com layout diferente. A fachada da Louis Vuitton, por exemplo, foi toda grafitada. As compras de luxo, aliás, continuam em alta na cidade. E nesse segmento, o Bal Harbour Shops permanece como o destino preferido des cartões de crédito poderosos, o que se traduz em uma das maiores médias de vendas por metro quadrado: US$ 30 mil. E os brasileiros são responsáveis por 40% desse faturamento.

    \"O último mês de julho foi o melhor de todos os anos, em 50 anos do Bal Harbour Shops\", declarou Matthew Whitman Lazenby, presidente e proprietário do Shops. Sensível a essa questão das artes, os hotéis do condado de Bal Harbour, a 15 minutos ao norte de South Beach, também oferecem aos seus hóspedes entrada livre nos museus da cidade. Nas praças da região é possível ainda conferir mostras de arte pública com artistas nativos que contam o \"way of life\" americano do pós-guerra aos dias atuais. Quando o dia cai e o expediente se encerra, entende-se o que o brasileiro Matias Alem destacou no começo desta reportagem: as opções de diversão e boa mesa se multiplicaram na última década.

    Filiais dos principais restaurantes do mundo servem seus pratos por ali. Os orientais Zuma, Makoto e Mr. Chow - este, dentro do hotel W -, o grego Milos, de Costa Spiliadis, o J&G Grill, no hotel St. Regis, além dos já conhecidos Carpaccio e La Goulue, garantem a qualidade dos menus na cidade. Depois de saciar o apetite, há de se experimentar os clubs. Boates como a Wall, no hotel W, e o Baôli, mix de bar e pista de dança, cuja matriz fica em Cannes, na Riviera Francesa, são paradas obrigatórias na noite dessa cidade. Fundada em 1825, Miami não perde sua jovialidade e sua energia para surpreender. Alguém duvida?

    Bom, bonito e... muito caro!

    Empreendimentos de alto luxo e com preços acima dos US$ 10 milhões estão em alta no mercado imobiliário de Miami. Confira três deles.

    Cada vez mais valorizados, os apartamentos de frente para o mar estão no topo da lista, como o Jade Signature, com apartamentos entre US$ 2 milhões e US$ 18 milhões. Propostas tecnológicas também atraem, como a do Porsche Design Tower, com imóveis de até US$ 15 milhões. Por fim, o Grove at Grand Bay, em Coconut Grove, um bairro repleto de infraestrutura e serviços. Por isso, seu preço chega a US$ 5 milhões por residência. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Tatiana Babadobulos
  • 19/03/2014 Empréstimos chegam a R$ 110,6 bilhões
    A maior disponibilidade de crédito imobiliário nos últimos anos tem sido fundamental para estimular o crescimento da construção civil brasileira, incluindo as pequenas e médias empresas da cadeia. As carteiras, tanto as de financiamento para a aquisição da casa própria e de materiais de construção quanto a de produção de imóveis, tem batido recordes consecutivos e, o melhor: os bancos prometem continuar com \"as torneiras abertas\", mesmo reduzindo as projeções. Conforme a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), no acumulado de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, os empréstimos com recursos da poupança, ainda o principal funding utilizado, para aquisição e construção de imóveis atingiram R$ 110,6 bilhões, crescimento de 32% ante o volume dos 12 meses anteriores. Em unidades, o avanço foi de 17%, para 534,1 mil. A entidade, assim como as principais instituições financeiras, estima mais alta para este ano.

    A perspectiva da Abecip para o encerramento de 2014, no entanto, é mais conservadora, com expansão de 15%, para um montante de R$ 126 bilhões. \"É a mesma estimativa do início do ano passado, mas que foi além, numa expansão não esperada por causa da desaceleração observada em 2012, quando houve uma readequação da produção ao ritmo do mercado\", explica Felipe Pontual, diretor da Abecip, acrescentando, entretanto, que o bancos continuam otimistas com as carteiras imobiliárias, demonstrando claramente que elas também são estratégicas para o crescimento das próprias instituições. Uma prova disso, diz Pontual, é a alta expressiva na variação média anual de 53% no volume de empréstimos concedidos desde de 2004.

    Naquele ano, os novos financiamentos mal ultrapassaram os R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,39 bilhão para as obras das construtoras e R$ 1,6 bilhão para aquisição de imóveis. No ano passado, esses valores atingiram R$ 32,2 bilhões e R$ 76,9 bilhões, respectivamente. \"O volume aumentou consideravelmente nas duas pontas, na pessoa física e no construtor, e isso é fundamental para a cadeia da construção, bastante dependente de crédito porque o investimento é alto. Seja da empresa na obra, e o ciclo de negócios é longo, ou de quem adquire um imóvel, que não tem condições de arcar com esses valores à vista e no curto prazo. Por isso, os prazos de empréstimos também devem ser longos\", observa Gilberto Abreu, diretor-executivo de negócios imobiliários do banco Santander.

    \"Embora a expansão da economia esteja mais lenta, são muitas as variáveis favoráveis que fundamentam as estimativas de continuidade da expansão: há funding, com as captações recordes da caderneta de poupança; bom nível de emprego e renda; inadimplência baixa nesse segmento de crédito; e um déficit habitacional ainda alto a ser suprido\", afirma o diretor da Abecip.

    DINHEIRO EM CAIXA

    Conforme dados do Banco Central, o saldo total de financiamento imobiliário para pessoa física atingiu R$ 347,71 bilhões em janeiro deste ano, 33% superior em relação a igual mês de 2013.

    A Caixa deverá conceder R$ 154 bilhões em empréstimos este ano, diz Rezende, utilizando funding da poupança, do FGTS, entre os principais. Valor que será direcionado para financiamento de imóveis e também à produção. O montante supera em torno de 14% os R$ 134,9 bilhões de 2013, que, por sua vez, cresceu 26,4% ante o ano anterior. Rezende observa que a estimativa mais conservadora reflete, principalmente, o rearranjo do mercado em termos de lançamentos de empreendimentos e também a base forte de expansão das concessões. \"Quando comparamos a 2002, o volume do ano passado foi cerca de 27 vezes superior\", assinala o executivo da Caixa, cuja carteira de crédito avançou 31% no passado, ante 2012, para R$ 270 bilhões. Para este ano, a previsão é chegar a R$ 320 bilhões.

    Das contratações na Caixa em 2013, os empréstimos para aquisição ou construção de imóveis individuais responderam por R$ 79,12 bilhões (+ 27,5%) e os direcionados à produção atingiram R$ 55,83 bilhões (+ 24,9%). \"O financiamento direto à produção vem apresentando crescimento significativo nos últimos anos, saindo de 14% do total do crédito imobiliário do banco, em 2007, para 41% do total aplicado em 2013\", acrescenta Rezende. O mesmo se repete no Banco do Brasil, que atua no apoio à produção apenas desde 2010 e no financiamento imobiliário desde 2009.
    Publicado por: Brasil Econômico -
  • 19/03/2014 Indústria já sonha com terceira fase do Minha Casa, Minha Vida
    O setor quer que se perenize pela relevância do programa, que poderá sofrer ajustes, mas não ser finalizado, pois seria um baque para as empresas, afetando a geração de emprego.

    A indústria da construção civil espera ter este ano uma definição importante do governo federal: a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida, cuja segunda fase, iniciada na atual gestão, acabará no final de 2014. Oprograma estava previsto em 2 milhões de unidades - que somadas à primeira fase totalizaria 3 milhões. Foi ampliado emmais 750 mil unidades, sendo que apenas 510 mil restaram para ser contratadas neste ano. \"Se mantivermos o ritmo, a tendência é ultrapassarmos esses números porque a demanda é muito grande\", diz Teotonio Rezende, diretor de habitação da Caixa Econômica Federal, seu principal agente financiador. Além de ser um programa social importante para a redução do déficit habitacional, principalmente no da faixa de menor poder aquisitivo da população, o Minha Casa, Minha Vida é um dos maiores impulsionadores do setor e do desenvolvimento das construtoras de menor porte.

    \"É um mercado tão importante que muitas empresas grandes também abriram subsidiárias para explorá-lo\", diz Rezende, acrescentando que a presidente Dilma Rousseff já sinalizou com a possibilidade da terceira fase. \"O setor quer que se perenize pela relevância do programa, que poderá sofrer ajustes, mas não ser finalizado, pois seria um enorme baque para um número grande de empresas, afetando a geração de empregos e renda não apenas do setor, mas também dos indicadores nacionais\", afirma Marcel Tau, analista do setor de construção da Lafis - Informação de Valor.

    A cadeia da construção civil, por onde circula em torno de 45% de todo o investimento no país, é uma das que mais geram empregos, um número que pode alcançar até 15 milhões de trabalhadores. Somente no núcleo de empresas com foco em construção, são mais de 208 mil companhias, sendo que cerca de 97% tem até 99 empregados ativos, mostram as estatísticas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). As políticas de incentivo ao ramo imobiliário, como maior oferta de crédito e o Minha Casa, Minha Vida, foram decisivas nos últimos anos para a melhoria dos indicadores nacionais, mitigando os efeitos das crises econômicas mundiais no país, e a própria desaceleração interna de alguns setores.

    \"Mesmo que a presidente não seja reeleita, os gestores já perceberam a sua importância. Seria \'queimar o filme de maneira federal\' a interrupção do Minha Casa, Minha Vida\", diz Eduardo Sobrosa, diretor comercial da Sobrosa Construtora, lembrando que o programa é necessário para cobrir o Marcel Tau Analista de Construção da Lafis déficit habitacional do país. Hoje, estima-se, o déficit chega a 7 milhões de moradias e até 2020 seriam necessários mais 18 milhões de novas residências para amenizar esse número e atender às novas demandas. O Minha Casa, Minha Vida foi a porta de entrada da Construtora Sobrosa, antes especializada em obras industriais e edifícios comerciais, na área residencial e em obras públicas, em 2010. \"Antes não tínhamos interesse de entrar no segmento residencial popular e de obras públicas porque o quesito era preço e não qualidade. O programa permitiu nivelar as construtoras, sejam pequenas ou grandes, por cima porque quem não tem qualidade não se habilita\", explica.

    Com seis empreendimentos do programa na carteira, o maior deles com 2,5 mil unidades, a Sobrosa opera canteiros em São Paulo e Santa Catarina. Segundo o executivo, o impacto nas vendas totais da empresa ainda é pequeno, já que apenas um dos empreendimentos foi entregue e dois não foram lançados. No entanto, a divisão já respondeu por R$ 9 milhões, alta de 50%, do valor do volume de obras executada no ano passado, que atingiu R$ 62 milhões e cresceu em torno de 60% comparativamente ao ano anterior, quando somou R$ 37 milhões, sendo R$ 6 milhões com o programa do governo. Em 2014, diz Sobrosa, a estimativa é que as vendas do Minha Casa, Minha Vida cresçam para R$ 30 milhões. \"Estamos evoluindo na área industrial também e operando em novos nichos desse segmento, como o ambiental e o agronegócio. O faturamento do ano passado já foi todo vendido em 2014.\"

    É também pela área de habitação popular que a Aubicon, especializada na produção de mantas acústicas e pisos ecológicos, estima crescer. A empresa acaba de lançar uma solução de mantas acústicas para o mercado de habitação econômica (ela já atua em outras faixas), visando também os edifícios do Minha Casa, Minha Vida. De acordo com Rafael Safra, diretor comercial da Aubicon, a demanda por mantas acústicas é crescente desde o ano passado, quando entrou em vigor a nova norma desempenho para edificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que implicou em uma série de mudanças, entre elas a obrigatoriedade de uma proteção acústica maior entre os andares, já que o barulho em pisos e instalações hidráulicas é a principal reclamação na construção civil. Ruído que se agrava mais quando a moradia é popular.
    \"As empresas estão buscando soluções para se enquadrar nas normas, sem ter de alterar as obras já aprovadas e sem ter de mudar muito seus métodos construtivos, o que encareceria muito o custo final, que pesa mais em construções econômicas. Por isso, acreditamos muito na demanda desse nicho de mercado\", explica o executivo da Aubicon, que está investindo R$ 2 milhões este ano, boa parte deles no desenvolvimento e lançamento de novos produtos. Em 2013, diz Safra, as vendas da empresa cresceram 50%, mesmo percentual previsto para este ano. \"A demanda de academias de ginásticas, um segmento que o Brasil só perde para os Estados Unidos, e de escolas e condomínios por pisos também está aquecida\", diz o diretor da Aubicon, que produz pisos a partir de pneus reciclados e desde a sua fundação , em 2006, já retirou mais de 1,3 milhão de pneus do meio ambiente. Publicado por: Brasil Econômico -
  • 16/03/2014 Burocracia encarece imóveis em 12%, aponta estudo
    As barreiras burocráticas e regulatórias enfrentado pelo setor de Construção Civil eleva em 12% o valor final dos imóveis, um custo adicional que soma R$ 18 bilhões por ano, segundo estudo encomendado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). O porcentual de 12% é uma média entre todos os tipos de empreendimento, podendo chegar a até 31% no caso de projetos de loteamento. Ainda de acordo com o levantamento, em cinco anos, o total onerado poderia ultrapassar os R$ 100 bilhões.

    \"É importante ressaltar que esse custo recai não apenas sobre a indústria, mas, principalmente sobre o consumidor\" afirmou, em entrevista ao Broadcast, o vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins. Segundo ele, o encarecimento médio de 12% reflete diretamente no valor final do imóvel pago pelos proprietários.

    Algumas medidas já adotadas em algumas cidades brasileiras e modelos de outros países são apontadas no estudo como soluções práticas para o desenvolvimento do setor imobiliário no País. A informatização dos processos, a agilidade na aprovação de projetos e a uniformidade dos procedimentos realizados em cartório são algumas das alternativas propostas. \"O estudo considera apenas o excesso nos processos de burocracia, aquilo que seria desnecessário, então, em teoria, é possível reduzir os 12% a zero\", explicou o diretor da Abrainc, Renato Ventura.

    Na avaliação dos dois especialistas, qualquer redução no custo burocrático dos imóveis seria repassado integralmente aos consumidores. \"Pelo grau de concorrência que o setor tem, tudo que for ganho será repassado para o consumidor final\", disse Martins.

    Prazo

    Ao Broadcast, Ventura destacou ainda a interferência da morosidade dos processos no tempo de entrega dos empreendimentos. O prazo médio que um imóvel financiado por meio do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), por exemplo, leva para sair do papel é de cinco anos. Desses, dois seriam consumidos apenas pelos entraves burocráticos, afirma o estudo. \"Além de reduzir os custos, com as propostas, o prazo para entrega dos imóveis cairia de 60 para 32 meses\", afirmou Ventura. Publicado por: Exame online - Gabriela Vieira
  • 16/03/2014 O medo da bolha no mercado comercial de imóveis
    Aluguéis tão caros que expulsam comerciantes tradicionais das lojas que ocupavam há anos na Zona Sul, dificuldade de ocupar salas comerciais - a taxa de vacância desses imóveis fechou 2013 em 18,9% no Rio, segundo pesquisa da consultoria Cushman & Wakefield -, número menor de lançamentos no setor. Seriam indícios de uma bolha imobiliária no mercado comercial? Especialistas ouvidos pelo Morar Bem se dividem.

    Para o economista Luís Carlos Ewald, da Fundação Getulio Vargas, esses são indicativos brutais de que os preços dos imóveis subiram muito e podem, sim, cair.

    - O mercado comercial está muito ligado à economia do país. Se ela vai bem, ótimo. Mas houve um aumento em progressão geométrica dos preços e com o desenvolvimento medíocre desse momento e as incertezas do que vem pela frente, quem vai investir num novo imóvel para a empresa? As pessoas pararam de comprar porque não têm mais condições financeiras de pagar esses valores. Subiu demais? Vai ter que cair - diz Ewald.

    Já o economista Marcus Vinícius Valpassos, da Galanto Consultoria, não vê bolha. Embora, já tenha percebido uma diminuição nos preços:

    - Há pelo menos um ano o mercado comercial está mais devagar. Cheguei a ver 10 inquilinos na fila de espera para um mesmo imóvel no Leblon. Em regiões como a Barra, houve um grande número de lançamentos que não foram absorvidos. E, em regiões mais consolidadas, como a Zona Sul e Centro, houve uma inflada nos preços pedidos, mas depois do arrefecimento da demanda, esses preços já começaram a diminuir. Mas, não acho que seja uma bolha ou que os preços vão despencar. É uma correção apenas.

    Economista do Ibmec, Gilberto Braga também não acredita em bolha. Para ele, existe uma superoferta de imóveis comerciais, o que faz com que o estoque cresça. Mas, segundo ele, esse não seria um indicativo de queda de preços.

    Mesmo com redução de lançamentos, vacância chegou a 18,9% no quarto trimestre de 2013

    De fato, nos últimos três anos, houve um grande número de lançamentos comerciais. Segundo a Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) foram 18.248 unidades em toda a cidade - 55,5% delas, ou 10.131, apenas em 2011. Ou seja, após atingir o pico naquele ano, o mercado de comerciais começou a perder força. Foram 3.071 unidades lançadas em 2012 e 5.046 no ano passado.

    - Em 2010, 2011, o índice de vacância era muito baixo e a demanda por imóveis comerciais crescente, mas o mercado todo começou a produzir, alguns desses imóveis já foram entregues e com a timidez da economia, eles acabam ficando vazios - explica João Paulo Matos, presidente da Ademi.

    A pesquisa feita anualmente pela Cushman & Wakefield mostra que a taxa de vacância realmente cresceu muito. Antes de atingir os 18,9% no quarto trimestre do ano passado, foi de 12,1% no mesmo período de 2012, e de 8,1% em 2011.

    Presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos admite que há realmente uma superoferta de imóveis comerciais em algumas regiões da cidade, mas acredita que o próprio mercado vai se regular. E acrescenta que a partir de agora os incorporadores devem ficar mais seletivos antes de fazer seus lançamentos:

    - Eles vão ter que escolher melhor os terrenos, fazer um bom conceito do empreendimento. Há três anos, o importante era ter mercadoria porque a demanda era forte e tudo se vendia no lançamento. Agora, é preciso definir para quem se quer vender antes.

    João Paulo Matos, da Ademi concorda e refuta a ideia de bolha. Para ele, é preciso diferenciar superoferta, sobrepreço e bolha.

    - Se a situação econômica durar muito tempo, o preço até pode cair realmente, mas isso não significa bolha, até porque ainda existe muito crédito e isso é fundamental. Bolha é algo generalizado que acontece quando grande parte das pessoas e empresas está endividada e o volume de financiamentos é alto demais. No Brasil, ele é 8% do PIB apenas. O que existe aqui é sobrepreço em algumas regiões, como a Zona Sul, e superoferta em outras - diz Matos.
    Publicado por: O Globo -
  • 16/03/2014 Um sobrado com passado restaurado
    Escondida num ponto onde originalmente havia uma claraboia, foi encontrada uma grande estrutura de ferro com um desenho de uma cruz templária- símbolo da Ordem de Cristo- que, acredita-se, foi instalada ali pelos primeiros proprietários do prédio. O edifício de cerca de 215 metros quadrados, que nos últimos anos estava sendo usado como depósito pelo dono, acaba de ser totalmente reformado e vai abrigar um novo centro cultural, a Casa Momus, primeiro endereço a ser recuperado com incentivo do Programa de Apoio à Conservação do Patrimônio Cultural (Pro-Apac) do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), que banca projetos de restauração de imóveis particulares preservados ou tombados pelo município.

    Abandonado, sem instalação elétrica ou de hidráulica, e com o telhado praticamente desabando, o sobrado da Rua do Lavradio chamou logo a atenção da produtora cultural e pesquisadora Anna Vacchiano.

    - Eu soube do edital e decidi sair a campo, buscando imóveis para inscrever. Quando olhei para este, fui falar como o dono, que havia acabado de alugar o prédio. Por sorte, os locatários, Costanza Assereto e Nicola Rombi aceitaram a proposta - conta Anna Vacchiano, diretora de produção da Raiz Forte, empresa que elaborou a produção artística do projeto de restauração e conseguiu inclusão do sobrado no Pro-Apac.

    Numa planta baixa do imóvel localizada no Arquivo Geral da Cidade, há registro de que em fevereiro de 1903 o sobrado era de propriedade de Fernandes S. Pinme. A planta original mostra que nos primórdios o primeiro andar do imóvel era uma grande sala. No segundo andar, havia um corredor com vários quartos. Na parte de trás, uma área aberta.

    - Este imóvel passou por vários proprietários até se tornar um depósito do antiquário do atual dono. Ele serviu de residência e foi ponto de encontro de portugueses que faziam reuniões políticas e de debate intelectual. Para reforçar esta tese, encontramos no forro a cruz templária, que muitos confundem com a cruz de malta. Era o símbolo de uma ordem vinculada à igreja e ao rei. No Brasil, ela se chamava Imperial Ordem de Cristo - explica a Anna Vacchiano, que fez toda a pesquisa histórica.

    Nos arquivos da Cedae, com data de 1948, o arquiteto André Rodrigues, que assina o projeto de arquitetura da obra, encontrou plantas com a fachada original e outros detalhes do imóvel. Com os desenhos em mãos, o restaurador Alexandre de Almeida pôde reconstruir os ornamentos e frisos da fachada. Também foi preciso limpar a cantaria. Os gradis e guarda-corpo originais foram pintados. As esquadrias das janelas, muito deterioradas, precisaram ser substituídas por réplicas.

    - Ele é um imóvel padrão da época, com primeiro andar construído em pedra com óleo de baleia, e o segundo pavimento feito com tijolo maciço - diz André Rodrigues, que já foi responsável pela restauração de prédios antigos, como o da Confeitaria Cavé, na Rua Uruguaiana, hoje ocupada pela Casa Manon.

    A obras do sobrado duraram sete meses e foram iniciadas em agosto do ano passado. Ao todo, foram gastos R$ 1 milhão, dos quais R$ 300 mil foram obtidos por meio de incentivo Pro-Apac. Segundo a arquiteta Bárbara Gomes, da Objetiva, empresa responsável pela execução dos trabalhos, do interior do imóvel nada pôde ser aproveitado. Ou melhor, a madeira de demolição da casa foi toda reaproveitada para construção das mesas e cadeiras e de um painel na parede da Casa Momus, que abre como espaço cultural e restaurante partir de terça-feira.

    - Refizemos toda a alvenaria e os pisos, que na parte de baixo são de ladrilho hidráulico semelhante ao original e, no segundo andar, de madeira - diz Bárbara. Publicado por: O Globo - Design Rio
  • 16/03/2014 Imóvel na planta requer cuidados especiais
    Imóvel na planta, em construção ou usado? Residencial ou comercial? Pagamento à vista, financiamento ou consórcio? Essas são algumas perguntas feitas por quem pensa em comprar imóvel para morar ou para investir.

    Em todas as situações, o ideal é fazer um levantamento das ofertas disponíveis. No caso dos imóveis na planta ou que estão em construção, uma das vantagens é o valor mais acessível. Geralmente, as construtoras exigem até 20% de entrada, que vai s endo paga durante a construção, e os 80% na entrega das chaves, que podem ser financiados.
    Bruno Teodoro, diretor da Estrutura Consultoria, correspondente imobiliário da Caixa, afirma que é cada vez maior o número de pessoas que compram unidades na planta. \"As condições oferecidas hoje tornam ainda mais fácil a aquisição do imóvel. Isso inclui juros mais baixos e prazo maior de financiamento. E quanto mais relacionamento o cliente tiver com o banco, mais vantagem ele vai ter\", afirma Teodoro.

    Para uma compra segura, Bruno orienta a chegar a idoneidade da construtora e pegar referências de quem já comprou. \"Se for financiar, é importante fazer simulações nos sites dos bancos, conhecer os índices de correção do saldo devedor, entre outros detalhes\", diz o diretor da Estrutura. Ele indica também a leitura detalhada do contrato.

    \"Quem adquire imóvel na planta deve saber que durante a construção não há cobrança de juros sobre as parcelas, pois o produto ainda não foi entregue. O índice de correção anual de parcelas, valor das chaves e saldo devedor pode ser o INCC - Índice Nacional de Custos da Construção - ou o CUB - Custos Unitários Básicos de Construção\", explica o executivo.

    FGTS: aliado do trabalhador

    Quem trabalha com carteira assinada tem o FGTS como um grande aliado na compra do imóvel. Isto porque o recurso pode ser usado para a compra à vista, para dar entrada, abater o saldo devedor ou pagar até 80% do valor da prestação. Para recorrer ao fundo, o trabalhador precisa ter, pelo menos, 36 meses de recolhimento no FGTS. Além disso, a pessoa não pode ter outro imóvel no município onde deseja comprar ou ter outro financiamento pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) em nenhuma parte do território nacional. \"Na Estrutura Consultoria verificamos que mais de 50% dos clientes utilizam o fundo na compra do imóvel\", diz o diretor Bruno Teodoro.

    Consórcio para imóveis

    Outra forma de adquirir o bem é se programar por meio do sistema de consórcios. Entre as vantagens está o baixo custo final de aquisição e o consorciado ainda pode utilizar até 10% do valor do crédito para despesas com documentação, entre elas seguro, certidões e escritura.

    Com a carta de crédito, que é obtida por meio de sorteios ou lances, é possível comprar à vista e negociar valores e descontos. Há também a possibilidade de usar o FGTS para lance e complemento da carta de crédito, para amortização e antecipação de parcelas. Segundo a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), de janeiro a dezembro de 2013, o total de participantes chegou a quase 694 mil.
    Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 16/03/2014 Alta no indice da construção
    O índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) teve inflação de 0,44% em fevereiro. Calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Caixa Econômica Federal, a taxa é próxima da observada em janeiro: 0,45%. O custo da construção ficou em R$ 867,83 por metro quadrado. A maior inflação foi dos materiais (0,71%), que passaram a custar RS 480.39 por m². A mão de obra subiu 0,11% e chegou a R$ 387,44 por metro quadrado. Publicado por: O Globo -
  • 15/03/2014 A quem interessa perturbar?
    Volta e meia surgem \"especialistas\" que anunciam a iminência do estouro de uma bolha imobiliária no Brasil. Utilizando-se somente do aumento nos preços dos imóveis como justificativa, esses \"analistas\" afirmam categoricamente que viveremos uma situação semelhante àquela que ocasionou a crise norte-americana de 2008.

    Nada mais equivocado. Além do preço, existe uma série de condições necessárias para a formação de uma bolha imobiliária. Nenhuma delas se faz presente no país.

    Nos últimos dez anos, assistimos no Brasil ao crescimento e à consolidação de um mercado imobiliário consistente. Desde a criação do marco regulatório do setor, em 2004, o segmento tem gerado renda e emprego, reduzido os índices de inadimplência, além de atender à enorme demanda do país por moradia e empreendimentos comerciais.

    O marco regulatório resgatou a indústria da construção e do mercado imobiliário de umlongo período de paralisia e tornou a atividade atraente, transparente e sobretudo segura. O país vive hoje uma situação bem diferente daquela que gerou a crise americana. Nosso sistema financeiro é um dos mais seguros do mundo. Aqui, a instituição que dá origem ao crédito \"morre com o crédito\", ou seja, sempre será a responsável final pelas operações. Esse aspecto praticamente elimina a possibilidade dos chamados derivativos de alto risco.

    Além disso, nosso mercado imobiliário ainda é modesto quando comparado a outras economias como a norte-americana e apresenta grande potencial de crescimento. No Brasil, o financiamento imobiliário equivale a cerca de 8% do PIB. Nos Estados Unidos, o financiamento imobiliário equivalia, na época da crise, a aproximadamente 80% do PIB norte-americano.

    Cerca de 90% das pessoas que compram imóveis financiados no Brasil não estão fazendo investimentos, mas sim estão adquirindo a sua casa própria, o que resulta em níveis baixos de inadimplência.

    O comportamento dos preços dos imóveis no país é resultado da relação entre oferta e demanda. Com mais facilidade no acesso ao crédito e com a melhoria dos níveis de renda das famílias brasileiras, a procura pela compra de imóveis cresceu. Esse fator, aliado a outros aspectos como a falta de terrenos disponíveis nos grandes centros urbanos, provocou o fenômeno da elevação dos valores dos imóveis.

    Então, por que algumas pessoas insistem em defender essa tese da bolha, que além de não representar a verdade gera insegurança? Há várias explicações. A mais provável é a falta de conhecimento sobre o setor que, de fato, é complexo.

    Outra diz respeito a indivíduos que veem nesse discurso uma oportunidade de se aproveitar de problemas pontuais para desenhar um quadro de crise sistêmica e, com isso, se projetarem como gurus. É aquela velha prática de inventar problema para vender solução. Uma atitude extremamente perigosa para a saúde do mercado e passível de crítica por parte da Comissão de Valores Mobiliários.

    Há ainda um terceiro grupo, dos que fracassaram no mercado e tentam alterar na marra as condições de regulação, mexendo nas regras equilibradas para terem, de novo, a chance de operar de maneira menos regrada e menos competitiva.

    A liberdade de expressão é fundamental, mas pessoas que emitem opinião sobre o mercado imobiliário precisam agir com mais responsabilidade. Difundir informações inconsistentes significa colocar a economia e a própria sociedade sob ameaça. O mercado imobiliário brasileiro está saudável, maduro e alerta para que suas condições equilibradas não sejam alteradas por quaisquer abusos ou desvios indesejáveis.

    Paulo Safady Simão, 65, é engenheiro e presidente da Câmara Brasileira de Indústria da Construção
    Publicado por: Folha de São Paulo - Paulo Safady Simão
  • 13/03/2014 Setor imobiliário destaca-se no balanço de franquias da ABF
    Ao comentar o balanço do setor de franchising de 2013, divulgado hoje (11) pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), Renato Teixeira, presidente da RE/MAX Brasil, afirmou que 2013 foi um ano de boom de franquias imobiliárias e que a tendência para este e próximo anos é de expansão. Somente a RE/MAX espera atingir a marca de 1.000 franquias em operação até 2017. \"O modelo do franchising tem se mostrado uma importante opção para expansão das imobiliárias locais e para empreendedores que buscam franquias em setores com bom desempenho como o imobiliário.\"

    O segmento de Casa e Construção, onde se encontram as franquias imobiliárias, cresceu 13,4%. O desempenho deste segmento também foi alcançado pela atuação de empresas do ramo imobiliário, como a RE/MAX, de mobiliário, construção, decoração e de prestação de serviços. \"O modelo de negócio das franquias imobiliárias veio para ficar. Nos Estados Unidos, na década de 70, apenas 1,7% das imobiliárias eram franqueadas e, em 2012, este percentual é de 89,6%. O Brasil avança rápido nesta direção\", acrescenta Teixeira.

    Grande parcela da expansão da RE/MAX vai se concentrar no eixo Rio-São Paulo, acrescenta o VP responsável por Expansão, Ernani Assis. \"Esperamos crescer exponencialmente em vendas de franquia nos dois estados em 2014, se comparado com 2013. Principalmente impulsionados pelas conversões de imobiliárias existentes, que poderão alavancar sua gestão e resultados atraindo mais corretores, clientes compradores e vendedores de imóveis\", disse.

    Segundo a ABF, o faturamento total do setor atingiu R$ 115 bilhões no ano de 2013, o que representa um crescimento de 11,9% em relação ao ano de 2012. Mais uma vez, o franchising brasileiro obtém um desempenho positivo, diversas vezes superior ao PIB nacional, que neste período cresceu 2,3%, segundo dados divulgados recentemente pelo IBGE. Publicado por: Segs -
  • 13/03/2014 Mercado imobiliário brasileiro é destaque na França
    Durante o MIPIM, um dos maiores eventos mundiais do setor, comitiva brasileira apresenta oportunidades e perspectivas para potencializar a geração de negócios

    O Brasil mais uma vez é destaque em um dos maiores eventos do mercado imobiliário mundial: o MIPIM, que ocorre dos dias 11 a 14 de março em Cannes, na França. Durante quatro dias de evento, a comitiva brasileira buscará o intercâmbio de informações entre mercados, apresentando as oportunidades e perspectivas do setor imobiliário brasileiro e também conhecer novos polos atrativos de investimentos.

    Composta por 15 membros, a delegação brasileira conta com a presença de representantes do Sistema Cofeci-Creci, incluindo o presidente João Teodoro da Silva e também diretores e presidentes dos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis, entre eles: Flávio Koch, presidente do Creci-RS; José Augusto Viana Neto; presidente do Creci-SP, Manoel da Silveira Maia, presidente do Creci-RJ; Sérgio Sobral, presidente do Creci-SE; e Waldemir Bezerra de Figueiredo, presidente do Creci-RN. A comitiva também é composta pelas empresas Kuser Participações S/A e Rio Branco Empreendimentos Imobiliários.

    O primeiro dia foi marcado pela participação em painéis, palestras de boas -vindas e reuniões de negócios que possibilitam estreitar relações com outros mercados. Temas como Brasil, entre o risco e a confiança: gerencie o setor imobiliário para conhecer os seus objetivos; setor imobiliário em 2030, apresentação de projetos foram debatidos no decorrer do dia.

    No dia 13, às 16h, ocorrerá a apresentação do painel sobre as perspectivas do mercado imobiliário brasileiro em ano de Copa do Mundo (Perspectives for Brazilian Real Estate on a World Cup Year\"). O painel será ministrado pelo Vice-Presidente do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci) e presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto e pelo presidente da Kuser Participações S/A, Heitor Kuser. Publicado por: Plenário -
  • 13/03/2014 Construção
    A SH, de aluguel e venda de formas e andaimes pára o setor de construção civil, vai investir R$ 30 milhões em equipamentos este ano. A empresa encerrou 2013 com R$ 245 milhões em faturamento, expansão de 20% sobre o ano anterior. Para 2014, a previsão é crescer 30%. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
  • 11/03/2014 Crédito para casa própria sobe 22% para R$ 8,2 bilhões
    O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis, com recursos das cadernetas administradas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), atingiu R$ 8,2 bilhões, em janeiro.

    O aumento é 22% superior ao mesmo mês em 2013, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Foi, ainda, o melhor resultado para janeiro em 20 anos. No acumulado de 12 meses, o volume alcançou R$ 110,6 bilhões, 32% maior do que nos 12 meses anteriores.

    No primeiro mês do ano, foram contratados 39,9 mil financiamentos para aquisições e construções de imóveis, mais 12% em comparação com o mesmo mês de 2013. Também foi o melhor resultado em unidades beneficiadas para janeiro.

    Nos últimos 12 meses até janeiro, o sistema garantiu financiamento de 534,1 mil imóveis, recorde e 17% superior aos 455,1 mil contratos entre fevereiro de 2012 e janeiro de 2013.

    Segundo a Abecip, os depósitos em cadernetas de poupança, nos agentes financeiros do SBPE, atingiram R$ 711 milhões. O resultado é inferior ao de janeiro do ano passado, mas positivo, pois os depósitos superaram as retiradas.

    O estoque dos depósitos de poupança no SBPE alcançou, em janeiro, R$ 469,92 bilhões, 77,95% da poupança total, de R$ 602,79 bilhões.

    A captação líquida da poupança, em janeiro, foi menor do que nos meses anteriores, em razão do aumento de saques para pagar dívidas de fim de ano.

    Mas, mesmo com a subida da taxa básica de juros (Selic), que reduz a atratividade da poupança, em relação aos fundos de renda fixa, janeiro registrou o 23º mês seguido de saldo positivo das tradicionais cadernetas. O último mês de saldo negativo foi fevereiro de 2012, com déficit de R$ 414,52 milhões. Publicado por: Monitor Mercantil -
  • 10/03/2014 Investimentos do governo valorizam cada vez mais a Região Oceânica
    Região Oceânica de Niterói está atraindo olhares de construtoras e novos moradores. Conhecido pela tranquilidade, proximidade com as praias e terrenos e imóveis maiores, o local está recebendo melhorias, como os programas Asfalto na Porta e Bairro Novo, além da previsão de construção da TransOceânica e do túnel Charitas-Cafubá, que prometem dar mais qualidade de vida aos moradores.

    Através dos programas Asfalto na Porta e Bairro Novo, centenas de ruas da região estão recebendo obras de infraestrutura urbana, redes de drenagem, pavimentação e recapeamento. O investimento ultrapassa R$ 100 milhões.

    Já com a TransOceânica, via expressa que vai ligar a Região Oceânica à Charitas, o trajeto, que chega a levar uma hora e meia, deve ser feito entre 20 e 25 minutos. O túnel Charitas-Cafubá, uma antiga demanda dos moradores, faz parte da nova via, e a previsão da Prefeitura é que as obras comecem nos próximos meses.

    De acordo com o prefeito Rodrigo Neves, com a implantação do corredor viário e obras de melhorias, a Região Oceânica vai receber cerca de R$ 600 milhões em investimentos nos próximos três anos.

    Segundo o diretor operacional da Julio Bogoricin Imóveis, Hélio Brito, as intervenções da Prefeitura estão gerando uma \"significativa melhoria\" no local e também estimulam o aumento da oferta de serviços e comércios. Ele revela que os locais mais procurados são Itacoatiara, seguida de Camboinhas, Piratininga e Itaipu. O metro quadrado da região custa em torno de R$ 6 mil.

    \"Há mais colégios, restaurantes e comércio em geral. A mobilidade ainda deixa a desejar, mas com a conclusão do túnel deverá melhorar acentuadamente, além de fazer com que os imóveis fiquem mais valorizados. Ainda há necessidade de frequentar outros bairros em busca de serviços especializados como assistência médica, além das idas ao local de trabalho, porém a tendência é melhorar muito. Por isso, pessoas que preferem residir em locais de maior tranquilidade e contato com a natureza, e se interessam por construções de pequeno e médio porte, optam pela Região Oceânica\", analisa.

    Ele ressalta que, com os avanços previstos e o interesse imobiliário no local, adquirir um imóvel é um investimento que provavelmente dará excelente retorno em médio e longo prazos.

    O diretor da construtora Pinto de Almeida, Naum Ryfer, destaca que a região é uma excelente opção de expansão para a cidade.

    \"Sem dúvida, a região é a expansão natural da cidade, que precisa urgentemente ampliar seus limites e encontrar novas opções para desafogar sua malha urbana. A posição geográfica é um fator importante, com perspectivas de oferecer um enorme leque de entradas e saídas. Além disso, é uma região agradável, com muito verde, lindas praias e uma boa estrutura de comércio e serviços, guardando uma ambientação mais tranquila e bucólica\", considera.

    Serviços - O morador do Jardim Imbuí, na Região Oceânica, e presidente da Associação de Moradores da Lagoa de Piratininga, Renan Lacerda, de 60 anos, alerta que, apesar de ser o lugar que mais cresce, a oferta de serviço ainda não segue o mesmo ritmo.

    \"Há quedas de luz que às vezes demoram a ser restabelecidas e ainda falta policiamento pelos bairros. A oferta de ônibus também não satisfaz a todos. Mas nós temos ações paliativas que têm ajudado muito no trânsito, por exemplo. O tráfego na subida da Serrinha para o Centro de Niterói, onde pegamos a Estrada Francisco da Cruz Nunes está boa depois que a Prefeitura inverteu a mão no horário mais crítico da manhã. No entanto, a chegada no Largo da Batalha continua muito complicada. Não tenho dúvidas de que com essa nova opção de fluxo, o túnel, vai aumentar a procura por imóveis por aqui, porque a região é maravilhosa\", afirma.

    Conforme Renan, o bairro de Camboinhas é muito procurado, porque é \"gostoso para se morar\", já que possui uma praia que os carros não têm acesso direto. Ele também aponta os imóveis mais espaçosos como vantagem.

    \"Piratininga e Itaipu têm um fluxo muito grande de pessoas, o que certamente faz com que tenham preços menores que os outros dois bairros\", diz.//Já o industriário Vinícius Tozo, de 30 anos, só vislumbra avanços no bairro. Com uma unidade recém-comprada no lançamento de Itaipu, ele aguarda a conclusão das obras e a entrega das chaves, prevista para setembro.

    \"Escolhi a Região Oceânica devido ao crescimento que ela tem tido e o imóvel é bem próximo da praia. Penso também como um investimento. Já que o local está cada vez mais valorizado, vale a pena, porque rende bem mais do que qualquer aplicação bancária e acompanha a inflação. A princípio, vou me mudar para lá, porque quero morar num lugar que me transmita paz, e que eu fique próximo da natureza\", comenta.

    Procura - Uma prova da expansão foi a demanda constante dos bairros da Região Oceânica, que ocorreu em 2011, quando a Pinto de Almeida lançou o empreendimento residencial Portal de Itaipu. Como informado pelo diretor da construtora, o condomínio apresentou sucesso absoluto de vendas, com 100% das unidades comercializadas no dia do lançamento, em menos de 24 horas.

    Além de estrutura de lazer completa, o empreendimento também se preocupa com a preservação do meio ambiente - um traço comum dos novos condomínios na Região Oceânica.

    O Portal de Itaipu, por exemplo, conta com um sistema de aproveitamento de água de chuvas, para regar os jardins e limpeza das áreas externas; bacias sanitárias com caixa acoplada e botão de duplo fluxo de água para controle de desperdício; medidores de água, gás e luz individuais; luminárias com lâmpadas de baixo consumo acesas por sensores de presença e células fotoelétricas, além de dois bicicletários.

    Túnel Charitas - Cafubá pode igualar preços dos bairros

    O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi -Niterói), Jean Pierre Biot, acredita que a chegada do Túnel Charitas - Cafubá pode baratear o custo dos imóveis na Região Oceânica, já que o acesso aos locais será facilitado.

    \"Você tem Itaipu que é uma área grande com potencial para diversas construções. Na hora que houver mais oferta, mais lançamento, é possível que os valores sejam mais vantajosos para quem deseja morar no local. Atualmente existe a valorização de bairros como Camboinhas e Itacoatiara justamente porque são bairros mais restritivos, já que a lei não deixa construir muita coisa por lá. Quanto mais restritivo, mais caro\", explica o presidente da Ademi.

    Jean também ressalva que o bairro necessita de investimentos, e compara a situação de Charitas, oito anos atrás.

    \"Acho que falta muita coisa lá. O comércio e as escolas longes, e o trânsito ainda afetam o local. O que era Charitas há oito anos? Não tinha nada. Fizeram a estação das barcas e hoje tem um monte de prédio. Ou seja, o túnel, que vai facilitar muito, e tudo mais que se fizer para incentivar a Região Oceânica a melhorar, vai colaborar com o seu desenvolvimento imobiliário\", constata.

    Naum Ryfer vê outros acontecimentos futuros que darão condições melhores ao setor imobiliário da cidade e dos bairros da Região Oceânica.

    \"Niterói como um todo só tende a se valorizar. E mais ainda a Região Oceânica. Cada vez mais, famílias com rendas média e alta estarão se instalando em regiões próximas à cidade devido ao Comperj. Há também uma valorização dos imóveis proveniente de eventos mundiais que acontecerão no Rio de Janeiro\", conclui.

    Andamento - A Prefeitura entregou o projeto da via expressa TransOceânica, que inclui o túnel, para a Caixa Econômica Federal. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, essa é a penúltima fase para a contratação da obra. O próximo passo é a entrega do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Publicado por: O Fluminense - Íris Marini
  • 09/03/2014 Sustentabilidade com tecnologia
    A 12ª edição da Expo Revestir e a 20ª da Feicon Batimat desembarcam, nos próximos dias, em São Paulo. Nas feiras, serão apresentadas soluções alternativas e tendências da construção civil. Entre elas, a sustentabilidade que, segundo Antonio Carlos Kieling, superintendente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer) e presidente da Expo Revestir, continua em alta.

    Ele explica que, graças à tecnologia, alguns produtos, como a cerâmica, são fabricados para diminuir gastos com energia e matéria-prima:

    - Cada vez mais, a sustentabilidade passa a fazer parte da indústria e está muito associada com a evolução tecnológica que acontece na produção dos produtos.

    Liliane Bortoluci, diretora da Feicon, concorda e acrescenta mais dois pilares:
    - Sustentabilidade, tecnologia, ino
    vação e mecanização de sistemas são os grandes focos da feira.


    Kieling ressalta como tendência a possibilidade de personalizar revestimentos:

    - Dá para customizar o produto da maneira que você quiser. A grande evolução que a impressão digital em alta definição fez nas peças permite, também, reproduzir um produto que tenha qualquer imagem e qualquer tonalidade.

    Tanto a Expo Revestir como a Feicon são abertas exclusivamente para profissionais do setor da construção civil. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 09/03/2014 Desaceleração no índice do aluguel
    É o segundo mês seguido que a taxa registra desaceleração - de dezembro para janeiro, o indicador tinha passado de 0,60% para 0,48%. No ano, o índice registra 0,87% e, em 12 meses, 5,76%. Em fevereiro de 2013, a variação fora de 0,29%. Publicado por: O Globo -
  • 09/03/2014 Vendas em alta
    Balanço da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) aponta crescimento de 9,2% em janeiro, no comparativo a dezembro do ano passado. As vendas, na comparação ao mesmo mês de 2013, tiveram aumento menor (1,5%), acumulando nos últimos doze meses alta de 2,7%. A expectativa é crescer 4,5% este ano. Publicado por: O Globo -
  • 09/03/2014 Rumo ao Leste Fluminense
    Assim como o Rio, cidades do Leste Fluminense, em especial Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá registram grande valorização imobiliária com a chegada de empreendimentos residenciais, comerciais e até projetos de lotes para a construção da própria casa. Para se ter ideia da procura, segundo Bruno Serpa Pinto, diretor da Brasil Brokers, a imobiliária tem, hoje, 94 lançamentos em curso e cerca de 3.700 unidades à venda em todo o Leste Fluminense.

    \"Maricá cresceu 10% em 2013, comparando com 2012. Já São Gonçalo teve alta de 27% em 2013. Em Niterói, os imóveis prontos cresceram 26% no ano passado. Ou seja, toda a região vem se destacando em termos de lançamentos\", afirma Bruno.

    O ritmo intenso em Niterói, explica Rodrigo Miozzo, diretor-executivo da Fernandez Mera, é impulsionado por fatores como o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), em Itaboraí, e pela força local dos setores da indústria naval e de serviços. \"E, sobretudo, pelo município ser reconhecido como referência em qualidade de vida\", destaca Miozzo. Atentos a este potencial, a João Fortes tem um escritório em Niterói para atender o Leste Fluminense.

    \"O Campus da UFF, atraindo estudantes de todo o estado, a Indústria Naval, histórico de moradia para funcionários públicos e um fortíssimo setor de serviços fortaleceram a posição da cidade na produção de riqueza e renda. E tudo isso faz crescer ainda mais a demanda por moradia, valorizando o metro quadrado\", diz Jorge Rucas, diretor de Negócios da empresa.

    Bairros Fonseca e Piratininga

    A Living investe em Niterói com o Nova Alameda, que t em previsão de entrega para maio deste ano. O residencial, no bairro do Fonseca, tem 296 unidades, todas com suíte e varanda. Além de estar próximo à ponte Rio-Niterói, o empreendimento terá área de lazer completa e opção de escolha entre diversas possibilidades de plantas. Em Piratininga, a PDG iniciou as obras do Marino Residencial, condomínio de luxo de frente para o mar. O empreendimento terá 61 unidades, todas com varandas, de dois e de três quartos em três estilos de apartamentos. A área de lazer terá piscinas adulto e infantil, deck, espaço fitness, salão de festas gourmet, lounge teen, brinquedoteca e redário.

    Para construir em Maricá

    O mercado de loteamento também cresce fora do Rio. Em Maricá, a Alphaville lançou o Terras Alphaville Maricá 2, com 588 lotes residenciais e oito lotes comerciais. O projeto será entregue com clube equipado com duas quadras de tênis e uma de futebol society, sauna, salão de festas, bar, vestiários, terraço de jogos, duas churrasqueiras, fitness, piscinas adulto com raia e infantil, deck molhado, solarium e playground. Os lotes da primeira fase já registram valorização de 70% em pouco mais de um ano. Vale destacar que Maricá passa por um ciclo de investimentos, puxado pelo Comperj e por empresas ligadas ao setor de petróleo e gás.
    Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 07/03/2014 GLP aposta no longo prazo em galpões no país
    A Global Logistic Properties (GLP) Brasil - compradora do portfólio de imóveis industriais e logísticos da BR Properties por R$ 3,18 bilhões - aposta no mercado de galpões no longo prazo, segundo seu presidente, Mauro Dias. Sem contar detalhes da negociação, como o prazo em que as duas empresas conversaram até o martelo ser batido, o executivo disse que a equipe da GLP Brasil já conhecia boa parte dos ativos adquiridos quando surgiu a oportunidade de compra.

    \"A operação ainda está sujeita a algumas condições, mas estamos engajados para conclui-la o mais rapidamente possível\", afirmou Dias. Ainda haverá due dilligence (auditoria de dados) e será necessária a aprovação da compra pelo conselho de administração da GLP. A expectativa é finalizar o negócio em 31 de agosto.

    Com a operação, a GLP entrará em mercados como Louveira (SP), Curitiba e Recife, em que ainda não estava presente. \"Teremos a melhor plataforma do setor\", afirmou Dias. A empresa será a maior do segmento no país. O executivo diz que há potencial de crescimento do mercado de galpões no Brasil pela expansão da economia e pela busca de imóveis de mais qualidade por parte dos clientes.

    A aquisição possibilitará que a carteira de imóveis prontos da GLP Brasil aumente 1,2 milhão de m2, para 2,6 milhões de m2.

    Inicialmente, o portfólio de galpões da BR Properties seria vendido à WTGoodman (joint venture entre a WTorre e a australiana Goodman). A venda - que acabou não se consumando - tinha chegado a afetar o resultado líquido da BR Properties no quarto trimestre de 2013

    Segundo fonte próxima à WTGoodman, a empresa se surpreendeu com a venda dos ativos de galpões da BR Properties para a GLP Brasil. Conforme a fonte, o período de exclusividade contratado com a WTGoodman terminou na segunda-feira, mas faltava acertar detalhes. Na quarta-feira, a BR Properties anunciou a operação com a GLP, concorrente da WTGoodman. Ainda de acordo com a fonte, a WTGoodman já tinha obtido linha de financiamento com o Bradesco para a comprar do portfólio de galpões.

    Procuradas pelo Valor, WTGoodman e BR Properties não comentaram o assunto.

    Conforme levantamento da Cushman & Wakefield, a taxa de vacância de condomínios logísticos do Brasil era de 17% no quarto trimestre de 2013, ante 15,7% no terceiro trimestre. No Estado de São Paulo, a taxa de vacância cresceu 2,3 pontos percentuais na mesma base de comparação, para 19,8%, segundo a Cushman, e o preço médio mensal pedido por m2 caiu em proporção semelhante, para R$ 20,5.

    No Rio de Janeiro, a vacância teve queda de 6,6% no terceiro trimestre para 4% no quarto trimestre, de acordo com a Cushman. No Paraná, a taxa de vacância ficou estável na comparação dos dois períodos. Em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e no Amazonas, houve quedas do indicador de dois pontos percentuais, 1,1 ponto percentual e 1,2 ponto percentual, respectivamente. Publicado por: Valor Econômico - Chiara Quintão
  • 06/03/2014 Para sair do aluguel
    Construtoras estão com campanhas de descontos e brindes em diferentes empreendimentos. Há abatimentos de até R$ 60 mil. No caso dos presentes, móveis e eletrodomésticos estão entre os mimos.

    Os descontos podem chegar a R$ 60 mil, por exemplo, em unidades da Rossi no Rio, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Itaboraí e Volta Redonda. A promoção vai até amanhã e engloba imóveis residenciais, comerciais e unidades hoteleiras.

    Na MRV, a ação vai até o fim deste mês, com descontos de até R$ 11 mil. A empresa oferece imóveis com preços a partir de R$ 123 mil.

    Os brindes são outra maneira de atrair os clientes. Na Vitale, até domingo, quem comprar uma das unidades dos empreendimentos Front Park Residence e Vivant Residencial, em Campo Grande, ou do Bella Vita, em Madureira, ganhará um kit para equipar a cozinha. \"O kit é composto por uma geladeira, fogão, micro-ondas, liquidificador, sanduicheira e uma cafeteira\", explica Mariana Delduque, gerente de Marketing da Vitale.

    A Gafisa também oferece vantagens. Até o dia 31, o cliente ganha IPTU e condomínio por um ano em unidades do Americas Avenue, Target, Alphaland e Scena Laguna, todas na Zona Oeste.

    Outro diferencial oferecido pelas empresas é a chance de receber as unidades com mobília completa. No Outside, da Leduca, no Recreio dos Bandeirantes, os imóveis serão entregues com móveis, eletrodomésticos e fechadura biométrica (leitura por meio de impressões digitais). O mesmo pode ser encontrado no Frames Vila de Mídia, da Calper, também no Recreio. Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 06/03/2014 Moradia estudantil
    Os estudantes universitários representaram 40% dos clientes que procuraram imóveis para locação em São Paulo nas primeiras semanas de 2014, segundo a Lello.

    As regiões de Perdizes, Jardins, Vila Mariana e Mooca estão entre as mais procuradas pelos estudantes, ainda de acordo com a empresa de administração imobiliária.

    O perfil dos interessados é formado principalmente por universitários provenientes do interior de São Paulo.

    Eles buscam imóveis de um dormitório para locação, com valores de até R$ 2.000 (incluídos o aluguel e o custo com o condomínio).

    Além da localização -proximidade em relação às faculdades, principalmente-, os jovens se interessam mais por apartamentos mobiliados ou parcialmente com móveis, segundo a companhia.

    A alta sazonal causada pelos universitários costuma se prologar até março.

    Nos três primeiros meses de 2014, a empresa calcula que o fechamento de novos contratos de aluguel deve crescer cerca de 30% -número semelhante ao registrado nos anos anteriores. Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
  • 06/03/2014 BR Properties vende R$ 3,18 bilhões para grupo GLP
    A BR Properties, que tem como principal acionista o Banco BTG Pactual, anunciou nesta quarta-feira que acertou a venda de imóveis comerciais para o grupo Global Logistic Properties (GLP) por R$ 3,18 bilhões. O anúncio marcou o maior acordo de desinvestimento da empresa e a saída da companhia do segmento de galpões.

    A transação envolve 34 imóveis entre galpões industriais e de logística e foi contratada após o encerramento do período de exclusividade com a WTGoodman - joint venture entre a construtora brasileira WTorre e a australiana Goodman, criada em novembro de 2012.

    Segundo a BR Properties, a efetivação da compra e venda de referidos ativos imobiliários depende da aprovação de autoridades de defesa da concorrência, entre outras condições. A empresa não deu mais detalhes sobre o negócio em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários na manhã desta quarta-feira.

    Assim como no anúncio em novembro passado, a BR Properties informou que pretende utilizar os recursos da venda para reduzir dívida líquida e para programa de recompra de ações e pagamento de dividendos.

    A BR Properties encerrou 2013 com dívida líquida de R$ 4,6 bilhões, equivalente a 5,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado.

    Segundo o balanço do quarto trimestre, a empresa tem previsto amortização de R$ 770 milhões em dívidas em 2014, R$ 250 milhões em 2015 e R$ 1,28 bilhão em 2016. Publicado por: Monitor Mercantil -
  • 04/03/2014 Solar
    A Natekko, francesa dedicada a retrofit, lança dia 15 o RB 12. O edifício, na Avenida Rio Branco, terá nas laterais painéis fotovoltaicos,que fornecerão de 15% a 30% do consumo de energia. Será o primeiro do Centro do Rio com sistema solar. Deve movimentar R$ 75 milhões em vendas. Fica pronto em 2015. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
  • 02/03/2014 Construção
    A Casas Kurten está lançando a primeira rede de franquias de unidades industrializadas e ecológicas. A ideia é levar o conceito para todo o país e estimular a construção sustentável. Segundo relatório divulgado pela Fundação Dom Cabral e m 2013, a construção civil consome 75% de todos os recursos naturais e 44% da energia produzida no Brasil. Publicado por: O Dia -
  • 01/03/2014 Eventos esportivos atraem R$ 40 bi em investimentos
    O volume de investimentos públicos e privados hoje no Município do Rio de Janeiro ultrapassa a cifra de R$40 bilhões, possibilitando a criação de 23 mil postos de trabalho. Essa quantidade de recursos aplicados consolidará o que a cidade tem de melhor em seus 449 anos de existência, comemorados hoje: a vocação para o setor de serviços, com destaque para turismo, gastronomia e hotelaria.

    Para o economista Mauro Rochlin, professor de MBA da Fundação Getulio Vargas (FVG), o legado das Olimpíadas, que ocorrerão em 2016, será o impulso necessário para o salto qualitativo do Rio. \"O Rio passa por uma enorme transformação, com investimentos em diversos segmentos da economia. Porém, o resultado só ocorrerá se realmente houver uma mudança de patamar do que a cidade é hoje, transformando-a no principal destino turístico do país\", aponta Mauro Rochlin.

    Segundo ele, as atuais obras de infraestrutura e de mobilidade urbana em diversos bairros do município, assim como a expansão da rede hoteleira e a instalação de novos equipamentos culturais, como o Museu do Amanhã e o Museu da Imagem e do Som, têm a missão de estender o crescimento econômico para além de 2016.

    \"Tudo o que está sendo investido realmente terá desdobramento, trará o desenvolvimento que todos desejamos. Isso é o que todos esperam\", diz o economista. Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno reforça que a vocação do Rio é o segmento de serviços.

    Mas, ele aponta outros setores que também se expandem como o de tecnologia, no Fundão, o naval, e o distrito industrial de Santa Cruz, recuperando uma característica industrial, que se perdeu entre as décadas de 1980 e 1990. \"Lá está surgindo a nova planta da BioManguinhos, a Rolls Royce de turbinas, entre outros investimentos\", explica Bueno. Ele cita, porém, que boa parte dos investimentos ocorre devido à relação entre as esferas de governo, federal, estadual e municipal.

    Rede hoteleira atingirá 52 mil leitos em 2016

    Os principais destaques da cidade nos últimos anos ficaram por conta da expansão da rede hoteleira, da valorização imobiliária e do avanço nas obras do Porto Maravilha. Para 2014, estão previstas a construção e adaptação de cinco mil novos quartos, segundo o Sindicato de Hotéis (SindRio). Hoje, o município tem 34.130 unidades. Para a Copa, espera-se chegar a 39,2 mil, sendo 26,6 mil em hotéis e 12,6 mil em albergues e pousadas.

    Para 2016, a expectativa é de que a capacidade de hospedagem alcance 52,5 mil quartos, sendo 39,8 mil em hotéis e 12,8 mil nos demais estabelecimentos. \"É interessante destacar o crescimento dos hostels, que foi bastante expressivo\", disse Pedro de Lamare, presidente do SindRio. O bairro com maior valorização na venda foi o Centro (204,11%). Para aluguel, Vila Isabel se destacou e foi o que mais encareceu (183,44%). Vice-presidente do Secovi, Leonardo Schneider cita como fatores as obras de infraestrutura, além de projetos como o do Porto.

    Rio ganha com união política

    Professor do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio, Ricardo Ismael diz que, na medida que a cidade torna-se sede de uma Copa do Mundo e das Olimpíadas, é natural receber mais recursos federais. Porém, segundo ele, a aliança política estabelecida a partir de 2007 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o governo do estado beneficiou ainda mais a cidade do Rio, que passou por longos períodos de esvaziamento político e econômico.

    O sociólogo lembra que o município perdeu muito quando deixou de ser Capital Federal, com a transferência de órgãos e servidores para Brasília. A situação se agravou depois com a fusão entre os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 1975 e, posteriormente, com as disputas políticas, que criavam desavenças entre a União, o governo estadual e a prefeitura.

    \"Como o governo federal concentra a maior parte dos recursos, por meio da arrecadação dos tributos, ninguém quer brigar com a União. Mas, as transferências voluntárias de recursos ocorrem por critérios políticos. Assim, nos últimos anos, a cidade soube se aproveitar de aliança política circunstancial, quando o Lula se aproximou do Rio de Janeiro, já que São Paulo e Minas eram administrados pelo PSDB\", explica. Publicado por: O Dia -
  • 28/02/2014 Faça uma refeição, não a guerra
    Fincado na Baía de Guanabara e a três quilômetros da Urca, ele foi testemunha de boa parte da história do Rio de Janeiro. Agora, com quase 300 anos, o Forte Tamandaré da Laje será restaurado e vai ganhar um restaurante até os Jogos Olímpicos de 2016. A empresa Plancton Comércio e Representações LTDA arrendou a fortaleza do Exército e começou a fazer obras há um mês, conforme antecipou ontem o Blog Verde, do GLOBO. Serão investidos R$ 5 milhões na reforma. A primeira providência será enviar os enferrujados canhões - que já estão sendo removidos - ao Forte São João.

    De acordo com o empresário Rodolfo Simões, sócio-proprietário da Plancton, todas as 27 salas da fortaleza serão reformadas. Ele afirma que já tem em mãos todos os documentos necessários para as intervenções. O Forte da Laje começou a ser construído no fim do século XVII, mas só foi efetivamente instalado em 1720, após a exitosa invasão dos franceses comandada por René Duguay-Trouin.

    No entanto, desde o século XVI, a Ilha da Laje já recebia projetos de fortificações.

    - Além do restaurante, vamos criar na Laje uma base ambiental para monitorar a Baía de Guanabara. O Exército nos obrigou a entregar os canhões no Forte São João. Os dois maiores estão em melhor estado de conservação. Vamos contratar um guindaste para tirar as peças. Colocaremos redomas de vidro, clareando aquele bunker - detalha Simões.

    A última obra de restauração na fortificação da Ilha da Laje foi feita em outubro de 1902, durante o governo de Pereira Passos. Até 1997, o Centro de Capacitação Física do Exército, que fica na Urca, mantinha vigilância constante no forte. Apesar da importância histórica, a pequena construção não é tombada por nenhuma das três instâncias.

    Para driblar as dificuldades de acesso à Ilha da taje, por conta do mar revolto, a arrendatária vai instalar duas grandes rampas de alumínio, com flutuadores. A ideia é oferecer a cariocas e turistas um serviço de botes para até dez pessoas e embarcações menores, saindo de Niterói, da Urca e da Marina da Glória.

    - Vamos puxar energia e água potável da Urca. Temos que refazer tudo, pois as redes foram danificadas - diz Simões.
    Publicado por: O Globo - Emanuel Alencar
  • 27/02/2014 Fundos imobiliários sobem com a expectativa de fim da alta da Selic
    Os fundos imobiliários registraram alta nesta quinta-feira (27), após decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) de subir os juros em 0,25% para 10,75% ao ano. O Ifix (índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários negociados na Bolsa) registrou elevação de 0,98% aos 1.316 pontos. Na semana, o índice acumula alta de 3,22%.

    A elevação da Selic de forma mais branda do que nas reuniões anteriores (quando a taxa subiu 0,5%) sinalizou ao mercado que o ciclo de aperto monetário pode estar chegando ao fim, o que beneficia o desempenho dos fundos imobiliários negociados na BM&Fovespa. Isto porque, com a Selic elevada, o yield (rendimento) dos fundos imobiliários precisa ser maior para compensar o risco do investimento, e a forma do yield se ajustar é com a queda do preço das cotas.Quando a Selic para de subir, é natural que as cotas voltem a se valorizar.

    \"Acredito que há uma percepção de que o ciclo de alta dos juros esteja próximo do fim\", afirma o especialista em fundos imobiliários Arthur Vieira de Moraes. Segundo ele, essa perspectiva, aliada ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) acima das expectativas, são os principais fatores que impulsionam o desempenho dos fundos imobiliários nesta quinta-feira. \"Vale lembrar que a aceleração do PIB pode contribuir para a diminuição da vacância de imóveis comerciais e a consequente manutenção dos valores de locação,\" ressalta.

    Mais cedo, o Banco Central anunciou que o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2013, acima das expectativas dos analistas de mercado, que aguardavam crescimento inferior a 2% no ano passado.

    Renda fixa

    Com a perspectiva de fim do aumento da Selic, o prêmio dos títulos prefixados negociados por meio do programa Tesouro Direto também diminuiu. Isso porque estes títulos pagam ao investidor a expectativa de juros futuros (cada título tem uma data de vencimento), e quando ela diminui, é natural que o prêmio também recue.

    Nos últimos dias, os contratos futuros de DI (Depósito Interbancário) registraram queda, justamente por conta da expectativa de um aperto monetário mais brando, ou próximo do fim.

    Entre os títulos prefixados, a LTN com vencimento em janeiro de 2017 pagava 12,17% ao ano, enquanto aquela com vencimento em janeiro de 2018 oferecia rentabilidade de 12,38% a.a. O mesmo título com vencimento em 2025 pagava 12,74% aos investidores nesta quinta-feira. Há poucas semanas, a rentabilidade das LTN mais longas ultrapassava os 13% ao ano.

    Já as NTN-B longas pagavam, a pouco mais de 10 dias, mais de 7% mais a inflação do período. Nesta quinta-feira, o prêmio destes títulos também diminuiu. A NTN-B principal com vencimento em 2035 paga hoje 6,75% mais o IPCA.
    Publicado por: Infomoney -
  • 26/02/2014 Venda de material de construção cresce 1,5% em janeiro, diz Abramat
    As vendas de materiais de construção cresceram 1,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2013, informou nesta terça-feira (25) a Abramat, associação que representa o setor. Já na comparação com dezembro, houve crescimento de 9,2%, enquanto no acumulado de 12 meses as vendas subiram 2,7%.

    A expectativa da Abramat é de que o setor encerre 2014 com vendas 4,5% maiores que o resultado do ano passado.

    Em janeiro, as vendas de materiais de acabamento subiram 3,9% sobre janeiro do ano passado, mas recuaram 1,1% sobre dezembro. Os materiais básicos tiveram leve alta, de 0,2%, na comparação anual, mas cresceram 15,5% sobre o resultado de dezembro.

    Nível de emprego

    O nível de emprego na indústria de materiais de construção, cresceu cerca de 8% no primeiro mês do ano em relação a janeiro do ano passado. Na comparação com dezembro, o avanço foi de 7,7%.

    Entre as empresas de materiais básicos, o nível de emprego subiu 10,6% sobre janeiro de 2013, e subiu 12,6% sobre o mês anterior.

    Nos materiais de acabamento, o indicador subiu 4,3% na comparação anual, e teve leve alta de 0,2% sobre dezembro. Publicado por: G1 -
  • 26/02/2014 Estado desonera insumos básicos da construção
    O governador Sérgio Cabral assinou, ontem, decreto que reduz a alíquota de ICMS de insumos básicos do setor de construção no estado. O texto sai hoje no Diário Oficial fluminense. Júlio Bueno, secretário de Desenvolvimento Econômico, participou das negociações sobre o benefício fiscal com Firjan, a federação das indústrias, e Sinduscon Rio, sindicato da construção civil.

    \"Optamos por um modelo em que o estado abre mão de uma alíquota maior, mas ganha com a base maior de contribuintes\", justifica. O ICMS cobrado de fabricantes de brita, pedras, mármores, argila e areia, entre outros itens, cairá de 19% (18% de alíquota + 1% do fundo de pobreza) para 6%.

    O governo espera que, com o imposto menor, as empresas busquem a formalização e passem a pagar o imposto ao Fisco fluminense.
    \"Há um número grande de empresas nessas áreas; a sonegação é grande\", completa Bueno. O cimento não foi incluído no decreto. A desoneração dos insumos da construção já foi apreciado pelo Confaz, o conselho de secretários estaduais de fazenda que aprova medidas de desoneração. O Rio, com o novo decreto, acompanha regras já vigentes em outros estados brasileiros.


    R$ 51 MILHÕES

    É o quanto a CTV estima somar em vendas este ano. A construtora, que entrou no segmento residencial em 2013, planeja fazer cinco lançamentos na Zona Norte carioca, totalizando 130 unidades. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
  • 26/02/2014 Derrubada de trecho da Perimetral revela beleza de antigo restaurante
    Única construção que restou do antigo Mercado Central da Praça Quinze, o restaurante Albamar está prestes a recuperar parte da sua importância para o cenário da região. Com a derrubada da Perimetral, a beleza do restaurante de 80 anos poderá voltar a ser admirada pelos pedestres que circularem pelo grande passeio público previsto para o local. O pequeno trecho do viaduto que foi ao chão já dá uma amostra de como ficará a nova paisagem.

    A derrubada do elevado começou em novembro de 2013 e deve estar totalmente finalizada até 2015, segundo a prefeitura. Diante do Albamar, parte do viaduto já não existe. Máquinas trabalham na retirada de pelo menos dois pilares e de algumas vigas e ainda há muitas toneladas de escombros naquele trecho. No início do mês, foram divulgadas imagens de como ficará o Centro do Rio no futuro. Com imagens de computador, a prefeitura usou fotos em 360 graus da região da Praça Mauá, da Praça Quinze e da Candelária, para mostrar o cenário antes e depois da derrubada do elevado.

    A nova etapa de remoção do Elevado da Perimetral, diz a prefeitura, permitirá o avanço das obras dos túneis da Via Expressa que hoje com 537,2 metros escavados. Depois da obras, a Praça Quinze voltará ao desenho original.
    Publicado por: O Globo - Simone Candida
  • 26/02/2014 Em São Paulo, financiamento de imóveis usados subiu 33%
    O financiamento de imóveis residenciais usados cresceu 33% nos últimos quatro anos na cidade de São Paulo, segundo levantamento da Lello, empresa em administração imobiliária no estado.

    Segundo a pesquisa,do toral de unidades comercializadas em 2013, 48% foram mediante empréstimos obtidos pelos compradores junto à rede bancária. Em 2010 esse índice foi de 36%. Em 2011 e 2012,de 41%. Se comparado a 2005, quando apenas 15% dos imóveis usados eram vendidos por financiamento, o crescimento registrado no período foi de 220%.

    Ern 2013. o valor médio das unidades de terceiros comercializadas pela LAO nos principais bairros da capital paulista foi de R$ 550 mil.

    \"A expansão do crédito aliada à procura aquecida por imóveis prontos para morar indicam crescimento sustentado do setor imobiliário e, diferentemente do que alguns analistas dizem, a ausência de qualquer tipo de bolha no metrado\", afirmou Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis.

    De acordo com Hemandes, o ramo imobiliário é ainda um investimento seguro, porque, além da valorização do patrimônio ser garantida, o investidor pode contar com a rentabilidade mensal do aluguel. Publicado por: DCI -
  • 25/02/2014 Adaptar para sobreviver
    A transformação é complexa, mas obrigatória. Nas próximas décadas, ao que tudo indica, o Rio e todos os centros urbanos do planeta serão obrigados a conviver com consequências inevitáveis das mudanças climáticas, como temperaturas extremas, chuvas cada vez mais torrenciais e grandes inundações. Se eventos antes excepcionais se tornarem de fato corriqueiros, as cidades despreparadas correrão o risco de entrar em colapso.

    Imagine enchentes constantes inundando estações de metrô e hospitais, bairros superpovoados por realocações mal planejadas e um sol mais agressivo a cada verão. Como a maior parte da atual infraestrutura não foi originalmente pensada para suportar este impacto, a palavra do momento é adaptação. Não há tempo a perder: ou as cidades reinventam seu desenho urbano ou os prejuízos serão ainda maiores.

    - Diversos estudos mostram que o custo será menor se as cidades anteciparem as mudanças que virão nas próximas décadas, em vez de esperarem por elas - lembra o climatologista Carlos Nobre, secretário do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

    Cada cidade pede uma estratégia diferente, por isso a necessidade de se mapear as diferentes vulnerabilidades. No caso do Rio, um aumento do nível do mar, por exemplo, significaria a realocação de pelo menos 500 mil pessoas. Mesmo que a elevação demore algumas décadas para acontecer, um trabalho de adaptação nos sistemas de diques e na mudança das ocupações próximas ao oceano não é nada trivial. A cidade conta hoje com 13 mil famílias em áreas de risco - segundo cálculo da prefeitura - e este número só deve aumentar no futuro. Em 50 ou 100 anos, a água deverá engolir diversas áreas ocupadas, mudando completamente a paisagem da cidade. Já em capitais como São Paulo, porém, as alterações climáticas já podem ser observadas neste momento, com o aumento do volume e da frequência da chuvas sendo provocados pela intensa urbanização.

    - São Paulo é um caso pedagógico - opina Nobre. - Décadas atrás, a cidade não tinha pensado sua infraestrutura para fenômenos de chuvas mais intensas, e os alagamentos não param de crescer. Nos últimos anos, São Paulo trabalhou com medidas imediatas e emergenciais, e agora entendeu que é preciso uma alteração profunda na infraestrutura. É muito complexo pensar uma cidade de forma diferente, não apenas do ponto de vista de saneamento, mas também da mobilidade.

    Para Alisson Barbieri, professor adjunto do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais, as políticas de adaptação são incipientes no Brasil, e não mobilizam a sociedade como deveriam.

    - Na academia, existem algumas iniciativas como o mapeamento de vulnerabilidade às mudanças climáticas. Rio e São Paulo já mostram algum movimento, mas não se veem medidas concretas e estratégias abrangentes incorporadas nos planos diretores das cidades para as próximas décadas.

    Segundo Barbieri, a cultura brasileira continua sendo a de concretagem do leito dos rios, o que vai na contramão das mudanças previstas. A constante impermeabilização do solo também aumenta a possibilidade de inundações, e intensifica as ondas de calor. Mas a reordenação, lembra o demógrafo, não deve ficar restrita a questões tecnológicas:

    - Daqui a 40 anos, a população brasileira tende a ter um melhor nível de renda, ocupando o espaço de forma mais intensa, com maior consumo de água e eletricidade. É preciso medir este impacto. Também teremos uma população mais envelhecida, mais vulnerável ao calor.

    As principais cidades do mundo já fazem investimentos pesados para adaptar suas estruturas. No ano passado, Nova York lançou um plano de US$ 19,5 bilhões para se proteger dos eventos extremos, que inclui a construção de paredes removíveis contra as inundações e de casas e hospitais à prova d\'água, além do fortalecimento de diques e uma reforma do sistema de esgotos.

    Segundo o assessor especial do gabinete do prefeito do Rio de Janeiro e gerente do Programa de Desenvolvimento Sustentável, Rodrigo Rosa, a capital fluminense é a primeira cidade brasileira a ter desenvolvido um plano concreto de resiliência. Entre as recentes iniciativas, ele cita o projeto de obras para o controle das enchentes na região da Grande Tijuca, que já inaugurou o piscinão da Praça da Bandeira, e um novo sistema de drenagem para conter a elevação do nível do mar na zona portuária. O investimento na contenção de encostas subiu de US$ 41,1 milhões em 2001-2008 para US$190,65 milhões em 2009-2013, mas Rosa admite que não é fácil implantar uma política de prevenção no Brasil.

    - A cultura brasileira ainda é reativa, acha que o país é abençoado por Deus, não tem eventos naturais de grande proporção. Com isso, acaba criando uma cultura de falta de preparação - diz o assessor.

    Arquitetura contra o calor

    Ao longo do século 20, não apenas o meio ambiente foi maltratado. Vítima da falta de planejamento e da urbanização violenta, as cidades também sofreram com a ocupação de encostas, a falta de espaços públicos sombreados e de vegetação urbana, entre outras agressões. Agora, elas passarão pelo mais duro teste com o aumento de fenômenos extremos.

    - Assim como já estamos focados na questão do verde, também deveríamos pensar num ambientalismo cinza, voltado para os centros urbanos - avalia Valter Caldana, arquiteto e urbanista, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. - A cidade precisa ser considerada um ecossistema à parte. E quanto mais o maltratamos, mais ele nos maltrata. Tanto que já está entrando em colapso no mundo inteiro.

    Segundo Caldana, a solução não passa apenas por adaptações radicais. Estudos indicam que intervenções urbanas pontuais podem fazer diferença. Um controle da insolação, que privilegie calçadas em zonas de sombra, e uma maior arborização das cidades são armas simples e eficientes para proteger a população do aumento das temperaturas.

    - Algumas medidas são sistêmicas - diz Caldana. - A vegetação cria um microclima fundamental para amenizar o calor. Não se pode sair cortando árvore de norte a sul do país como se faz hoje. O verde hoje perdeu a competição para os fios de energia, que mais do que nunca precisam ser enterrados. Nas regiões periféricas de Rio e São Paulo, há bairros sem uma única árvore.

    Outra alternativa é recuperar algumas técnicas da arquitetura moderna brasileira, que décadas atrás já sabia tirar partido do clima natural. Assim, seria possível economizar a energia gasta em climatizações artificiais.

    - Hoje se assiste a uma reprodução contínua e acrítica das mesmas soluções tipológicas de arquitetura. Parece carimbo. É o império de uma mesma lógica, um mesmo padrão, com condomínio fechado impermeabilizado e espaços coletivos transformados em salas de ginástica - lamenta Eunice Helena Abascal, professora adjunta da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

    Especialista em história da arquitetura, Eunice defende uma relação mais cuidadosa entre o ambiente construído e as áreas livres. Entre as soluções sustentáveis criadas pelos arquitetos modernos estavam o quebra-sol, utilizado na fachada do edifício para impedir os efeitos da insolação no seu interior, e a ventilação cruzada (janelas e portas colocados em paredes opostas, no sentido dos ventos locais, permitindo a entrada e a saída do ar). Mas o equilíbrio entre a rentabilidade de uma obra e a busca de soluções sustentáveis também depende de uma escolha de materiais adequados à nossa realidade climática.

    - Não é condenar o concreto a priori, mas pensar em soluções arquitetônicas mais articuladas e na especificação dos materiais, que podem ser tijolos ou cerâmicas.

    Na guerra contra as ilhas de calor, a eficiência dos telhados verdes não é unanimidade entre especialistas. Uma tese de doutorado do geógrafo Humberto Catuzzo, da Universidade de São Paulo, contudo, comparou dois edifícios na região central da capital paulista: o Conde Matarazzo, com telhado verde; e o Mercantil/Finasa, com cobertura somente de concreto. De acordo com a pesquisa, o ar acima do telhado com a cobertura vegetal chegou a ficar 5º C mais frio e a umidade relativa do ar 16% maior. Outra vantagem do telhado verde, segundo o geógrafo, é o seu papel na contenção das enchentes.

    - As áreas vegetadas retêm por mais tempo a água da chuva, retardando o escoamento para as galerias de água pluvial, pois a água da chuva penetra no solo da cobertura por meio da vegetação (a qual também faz uso da água), diferentemente do telhado de concreto em que a água cai e escoa instantaneamente para os coletores de água pluvial - explica Catuzzo.
    Publicado por: O Globo - Bolívar Torres
  • 25/02/2014 Turismo
    O Sudeste foi a região que mais abriu hotéis e pousadas entre 2011 e 2013. Ganhou 67 meios de hospedagem, informa pesquisa da BHS Internacional para o MTur. O Nordeste foi o segundo, com 41. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
  • 25/02/2014 Aberto desde 1887, Moinho Fluminense virará shopping em 2016
    Enquanto carros passam lentamente pela nova Via Binário do Porto, uma longa esteira percorre os subterrâneos da Avenida Rodrigues Alves, na Zona Portuária do Rio. É um tapete rolante veloz, que transporta por um túnel toneladas de grãos de trigo sugados de cargueiros atracados no Porto. O destino é o Moinho Fluminense, onde nasce a farinha dos pãezinhos franceses e de outros produtos vendidos em boa parte das padarias do Rio. É assim desde 1887, quando a empresa recebeu da Princesa Isabel a autorização para funcionar. Mas só será assim até 2016, quando o moinho fechará as portas para abri-las em outro terreno.

    Os prédios históricos tombados pelo município foram vendidos no fim do ano passado para a Vinci Partners, numa negociação com a Bunge, proprietária do moinho desde 1914. O imóvel mais antigo, de 1887, tem linguagem arquitetônica de prédios industriais ingleses do século XIX, com tijolinhos ordenados harmonicamente e recentemente restaurados. O prédio original e os outros edifícios que foram construídos ao longo dos anos serão transformados num dos maiores centros comerciais da cidade, com escritórios, um novo prédio e um shopping no lugar hoje usado para moagem, armazenamento e distribuição da farinha. Mas todas as fachadas serão preservadas. Segundo fontes ligadas à negociação, o investimento total se aproxima de R$ 800 milhões, entre a compra dos imóveis e a reforma, que deve ser concluída em 2018.

    Nas últimas décadas, a irrelevância da Zona Portuária no roteiro de visitantes e moradores da cidade escondeu essa joia da arquitetura industrial da cidade. Uma rápida caminhada pela Praça Coronel Assunção, onde é visível a maior parte da fachada do prédio de tijolinhos, dá a dimensão da grandiosidade do Moinho Fluminense do fim do Império. O prédio de 1887 ficava perto da praia, onde havia um pequeno porto com capacidade para receber três embarcações. Dos navios aos armazéns do moinho, os grãos eram transportados em sacos por operários.

    Patrimônio histórico e industrial

    O moinho foi testemunha de cenas importantes e curiosas da História do Brasil. Uma delas envolveu Rui Barbosa, que fugiu de oficiais da Marinha que cercavam a região durante a Revolta da Armada, em 1893. Amigo do uruguaio Carlos Gianelli, um dos fundadores do Moinho Fluminense, Rui Barbosa buscou abrigo no complexo industrial, segundo informações do Centro de Memória Bunge e da ficha cadastral do imóvel arquivada na prefeitura. Tropas da polícia portuária ocuparam os prédios do moinho, que foram atingidos por tiros dos rebelados contra o governo de Floriano Peixoto. Funcionários foram baleados, e a produção ficou prejudicada. Em 1904, outro fato histórico: em meio à Revolta da Vacina, a população montou barricadas em frente ao moinho para evitar a vacinação imposta por Oswaldo Cruz.

    Carlos Gianelli era filho de Santiago Gianelli, um italiano que foi morar em Montevidéu em 1849 para investir na indústria da moagem de trigo. Com os ensinamentos do pai, Carlos foi enviado ao Rio aos 25 anos com a missão de criar uma empresa do ramo. Ao lado do irmão Leopoldo, abriu seu primeiro negócio na atual Rua Marechal Floriano, não muito longe do atual moinho. Alguns anos depois, já com o investimento de acionistas, conseguiu inaugurar o Moinho Fluminense com máquinas importadas da Inglaterra capazes de moer 80 toneladas diárias de trigo.

    Presidente do Instituto Rio Patrimônio Histórico da Humanidade, Washington Fajardo explica que o prédio principal do moinho é um dos poucos exemplares do patrimônio industrial da cidade, com vários estilos arquitetônicos. Já foi feito um trabalho para deixar claros parâmetros iniciais do que pode ou não ser feito na obra. Os silos (torres onde são armazenados os grãos de trigo), por exemplo, deverão ser mantidos.

    - É uma renovação muito positiva, traz uma perspectiva de mais gente circulando por essa área. Como já existem edifícios históricos, há um desafio interessante para a arquitetura - explica Fajardo. - Mas tudo ainda deve ser aprovado pelo Instituto e pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural.

    O novo projeto ainda passará pelo crivo dos órgãos municipais, mas prevê, até agora, cerca de 85 mil metros quadrados de escritórios e 11 mil metros quadrados de um shopping center nas imediações da Rua Sacadura Cabral e da Praça Coronel Assunção. A região ainda é bastante degradada, mas já sente os efeitos das primeiras intervenções do Porto Maravilha, com calçadas novas, o vazio deixado pela extinta Perimetral e a espessa poeira levantada pelo movimento de caminhões das dezenas de canteiros de obras abertos por lá. Uma visita ao futuro shopping poderá facilmente ser parte do programa de quem for aos novos museus da região ou ao boulevard que ocupará o terreno da Perimetral.

    Um prédio de 27 andares deve surgir numa área usada hoje como estacionamento, na única intervenção que ultrapassará a altura dos prédios antigos, que terão fachadas mantidas e restauradas. Os passadiços, que exibem inscrições históricas do moinho, serão preservados. Se uma empresa alugar, por exemplo, dois prédios vizinhos, poderá usar essas estruturas para passagem. Um dos silos pode ser transformado até num hotel. Em outras palavras, será feito um grande retrofit em todo o complexo industrial.

    Enquanto a obra não começa, as máquinas continuam, barulhentas, moendo o trigo que vem principalmente de Estados Unidos, Argentina e Uruguai. Padeiros de todo o Rio, até dos supermercados que agora assam pães sem parar, frequentam o moinho para ter aulas numa academia da Bunge. Instrutores prestam assistência técnica ensinando como fazer o melhor pão francês. Lá aprende-se, por exemplo, que aquela parte de cima do pão, a mais crocante, chama-se pestana e deve estar sempre perto da perfeição, com medições quase milimétricas demonstradas pelos professores numa cozinha industrial moderna. A farinha é testada diariamente com fornadas de pães, que são distribuídos internamente e também doados a comunidades próximas, como o Morro da Providência.

    De todo o trigo que passa pelas esteiras e silos, 77% viram farinha e 23%, farelo, usado principalmente pela indústria de ração animal. Em épocas passadas, o moinho produziu ração e até massas alimentícias. Até serem totalmente reduzidos, os grãos de trigo passam de 18 a 20 vezes pelas máquinas cilíndricas que moem milhares de toneladas por semana. Antes de entrar nesses equipamentos, o trigo passa por um processo de limpeza e umidificação para torná-lo mais macio. Além de ser vendida em sacos de 25 quilos, a farinha também é comercializada a granel diretamente para fábricas famosas de biscoitos e pães de forma.

    Prestes a completar 127 anos de existência no mesmo terreno e com a mesma função, o Moinho Fluminense se transformou, aos poucos, num elemento estranho para a cidade. Muitas pessoas não sabem que o complexo continua em pleno funcionamento para abastecer boa parte das padarias da cidade e do estado. É o que explica o professor de História André Azevedo, da Uerj, que estudou reformas urbanas no Rio. Segundo ele, a região perdeu \"espacialidade\", ou seja, deixou de ter uma função para o cotidiano da população:

    - Antes o moinho era visível para os cariocas, agora é escondido num lugar onde só passam carros e ônibus. Essa área sofreu muitas modificações entre 1903 e 1906, quando o governo federal de Rodrigues Alves fez aterros para desembarcar e escoar melhor as mercadorias do Porto. Esse espaço pode ser agora mais turístico, numa transformação positiva do patrimônio. O Rio tem verdadeiras pérolas da arquitetura empresarial, e o Moinho Fluminense certamente é uma delas. Publicado por: O Globo - Flávio Tabak
  • 24/02/2014 Tecnologia a serviço da segurança
    Além da planta e dos itens de lazer, as soluções de segurança também são levadas em consideração pelos clientes na hora de comprar o imóvel. Diante disso, as construtoras buscam inovações cada vez mais tecnológicas. Segundo o especialista em Segurança de Informação da Módulo, Eduardo Poggi, a questão envolve câmeras de monitoramento e fechaduras com biometria, ou seja, a abertura de portas por meio das impressões digitais dos moradores e registrados pelo condomínio.

    \"E mesmo com toda esta parafernália tecnológica, o elo mais fraco da segurança ainda repousa sobre o ser humano\", alerta Poggi.

    Ele complementa que a tendência é que, com o barateamento das medidas aplicadas em prédios comerciais, os mesmos controles começam a ser implementados nos condomínios e unidades residenciais.

    \"A biometria é um recurso bem seguro, já usado em bancos e até mesmo nas eleições brasileiras. Para o futuro, podem ser aprimorados, usando infravermelho e abertura por análise de retina\", acredita o especialista.

    O Grupo Avanço Aliados, por exemplo, oferece a fechadura biométrica no Magnific, na Freguesia, e no Marmaris, no Recreio dos Bandeirantes. O mesmo recurso também estará presente no Front Park, da construtora Vitale em Campo Grande.

    A João Fortes adotou em alguns condomínios o botão anti-pânico. Ele é colocado nos cômodos da casa, em especial próximo à cabeceira da cama de casal. Em caso de perigo, o morador aciona o dispositivo e um alerta sonoro é acionado na guarita do empreendimento. O sistema pode ser encontrado nos condomínios Ópera de Milano e Largo dos Palácios, ambos em Botafogo, e no Nóbrega, em Niterói.

    Dicas afastam situações de perigo

    Mesmo com todos os recursos tecnológicos, síndicos, porteiros e condôminos têm que estar atentos para evitar situações de perigo. De acordo com a cartilha \"Práticas para um Condomínio Seguro\", do SecoviRio (Sindicato da Habitação), a combinação de tecnologia e recursos humanos bem preparados é que tem mostrado maior eficácia.

    Para os síndicos, as dicas são estabelecer sistema rígido de controle de entrada e saída do prédio. Os porteiros precisam ficar atentos à rotina do condomínio e, em caso de irregularidade, devem comunicar imediatamente ao responsável pelo prédio.

    No caso dos condôminos, entre as orientações da cartilha estão observar se há movimentação estranha ou entrar ou sair do prédio; não abrir a porta do apar t amento para pessoas que não foram autorizadas mesmo que estejam acompanhadas pelo porteiro ou zelador; e, ao contratar os empregados, verifique a idoneidade deles por meio de referências. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 24/02/2014 Que venham os turistas
    Entre os requisitos básicos para uma cidade receber os Jogos Olímpicos está a capacidade de hospedar a multidão de esportistas, jornalistas e turistas atraídos pelo evento. Nesse ponto, o Rio causava certa apreensão, pois, dos 50 mil quartos necessários, tinha, em outubro de 2009, apenas 25 000. Para efeito de comparação, Chicago, a principal concorrente dos cariocas na disputa, oferecia 55 mil unidades apenas em estabelecimentos de três a cinco estrelas - no nosso caso até albergues ajudavam a engordar a conta. Na ocasião, o plano para alcançar a meta envolvia ancorar oito transatlânticos no porto. Hoje, a pouco mais de dois anos para que se acenda a pira olímpica, o cenário é outro. Nada menos que 76 empreendimentos, de redes brasileiras e internacionais, estão em algum estágio de construção na cidade, sem contar a reativação e reforma de antigos hotéis que, juntos, elevarão a capacidade para 52 mil unidades. A tal flotilha que ficaria na baía, inclusive, já foi reduzida para dois navios, que só serão usados em caso de emergência. \"Está em curso uma verdadeira revolução no mercado hoteleiro carioca, tanto em termos de quantidade como de qualidade\", entusiasma-se Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio (Abih-RJ).

    De fato, a dupla Copacabana Palace e Fasano, que reina absoluta entre os turistas endinheirados, vai ganhar concorrência. É dada como certa no mercado a escolha da prestigiada rede Four Seasons para administrar o Hotel Glória, recentemente comprado de Eike Batista pelo fundo de investimentos suíço Acron e renomeado como Glória Palace. Mas a disputa mais acirrada virá da Barra da Tijuca, palco da maior parte das competições olímpicas, onde estão sendo implantados conceitos não necessariamente novos no mundo, mas certamente inéditos no Rio. Na extremidade oeste, no último terreno antes da Reserva de Marapendi, já está em construção o resort seis-estrelas Grand Hyatt, com 436 quartos. Mais afastado do centro urbano, é autossuficiente - o hóspede não precisa deixar o complexo para aproveitar a praia, fazer esportes ou comer bem, tudo com o requinte que é marca da rede americana. No lado oposto, ao lado da Praça do Ó, outro grupo americano chega com uma proposta radicalmente diferente. Em março, o bilionário Donald Trump, aquele do topete inconfundível, vem à cidade para promover o empreendimento que leva seu sobrenome. Serão 170 quartos cinco-estrelas - todos já reservados para os patrocinadores da Olimpíada entre junho e setembro de 2016 -, mas isso é apenas um detalhe. \"Seremos totalmente integrados à cidade, com uma boate para 600 pessoas, restaurante cinco-estrelas, e promoveremos festas na piscina de 400 metros quadrados. A ideia é proporcionar hospedagem e entretenimento de alta qualidade a cariocas e turistas\", explica Paulo Figueiredo Filho, presidente da Polaris, incorporadora responsável pelo hotel.

    Obviamente, o súbito interesse de investidores e grandes redes hoteleiras pelo Rio está diretamente ligado à Copa e à Olimpíada. Mas há outro atrativo, muito mais simples: o lucro. Graças ao princípio da oferta (baixa) e da demanda (altíssima), a diária dos hotéis cariocas está entre as dez mais altas do mundo. A cidade está atraindo tantos turistas que já há até quem se aventure a fazer hospedagens com prazo de validade. É o pop-up hotel, que vem para aproveitar a procura aquecida em um ano de eventos e depois fecha as portas. No fim do mês, será aberto o Maria Santa Teresa, que oferecerá até dezembro seis quartos de luxo sob a bandeira da Design Hotels, empresa que tem como atrativo projetos assinados por grandes arquitetos e designers. Mesmo com toda a euforia, os empresários não temem uma queda vertiginosa de clientes no período pó­s­-Jogos. \"O Rio estava subaproveitado em termos de hotelaria\", analisa Marcelo Haddad, diretor executivo da Rio Negócios. \"Não se trata de uma bolha, e sim de um processo de adequação.\" Que venham os turistas. Publicado por: Veja Rio - Felipe Carneiro
  • 24/02/2014 Construtoras buscam terrenos, agora, também pelas redes sociais
    A busca por terrenos sempre foi um assunto tratado com discrição no mercado imobiliário. Afinal, saber que uma preciosidade está à venda antes dos concorrentes é uma vantagem e tanto. Mas, assim como o comportamento social muda e ganha cada vez mais força no campo digital, a forma de interagir com o público alvo também é remodelada. Além dos canais tradicionais, como contato pessoal e buscas em imobiliárias, as construtoras estão indo à caça de terrenos também via redes sociais.

    - O Facebook e Twitter são ferramentas de massa. Tem também o YouTube, Instagram, Linkedin. Através deles encontramos uma maneira do marketing de nos comunicar com as pessoas - conta Carolina Lindner, explicando que com o relacionamento virtual surgiram muitos contratos:

    - Geralmente, recebemos cerca de oito propostas por semana de terrenos na Zona Sul. Com o primeiro anúncio que fizemos no Facebook, foram 25, incluindo também Barra e Jardim Botânico. É muita coisa, ainda mais se tratando de uma região difícil de achar novos lugares. Proprietários que nunca imaginávamos que teriam interesse em vender um terreno nestas áreas entraram em contato conosco - declara.

    Na Facility, o canal digital é usado há mais tempo. Segundo Bianca Carvalho, diretora executiva da empresa, as redes sociais são usadas tanto para encontrar consultores imobiliários, estabelecer contato e fechar negócios, como para anunciar interesse por terrenos, principalmente em bairros mais afastados, no entorno do Rio.

    - Hoje todo mundo tem Facebook, Twitter e Linkedin. Estão todos ligados. Estes canais têm nos dado muito retorno, especialmente porque muitos proprietários estão em outros estados e veem pela internet.

    Mas e o tal do sigilo?

    Elas explicam que apesar do anúncio ser feito em páginas públicas, os interessados geralmente não colocam detalhes, apenas o nome e número ou e-mail para contato.

    - Nós sabíamos que existia um risco em postar que queríamos um terreno na Zona Sul, mas todos nos responderam inbox (por mensagem direta). Agora, além de anunciar a venda e os lançamentos, queremos continuar postando anúncio da procura de novos terrenos - finaliza Carolina.

    Já o diretor da construtora Mega 18, Alexandre Reznik, pondera a exposição que as redes sociais trazem. Para ele, é melhor o contato direto e pessoal com quem quer comprar ou vender.

    - Temos uma equipe de corretores, os quais têm uma rede de contatos no mercado. Preferimos assim, uma conversa mais privada e personalizada a um anúncio que é pulverizando - afirma. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 24/02/2014 Copa dá força a quarto de hotel como investimento
    Com pelo menos dois grandes eventos pela frente --Copa do Mundo e Jogos Olímpicos--, o Brasil viu o investimento em quartos de hotéis e flats ganhar novo fôlego.

    Entre 2007, ano em que o Brasil foi anunciado como sede do Mundial, e 2013, foram lançados 69 hotéis cujas unidades foram colocadas à venda para investidores --os chamados \"condo-hotéis\"--, de acordo com levantamento da Geoimovel, empresa de informações imobiliárias.

    No levantamento não estão computadas unidades de grandes redes (Marriott e Hilton, por exemplo), que ergueram hotéis, mas não colocaram unidades à venda para investidores.

    Os \"condo-hotéis\" já foram considerados um investimento ruim no início dos anos 2000. Entre 1994 e 2002, o número de unidades em São Paulo saltou de 11 mil para 42 mil. Com o aumento, a taxa de ocupação dos empreendimentos, que influencia a rentabilidade, caiu de 73% em 1998 para 26% em 2003.

    Esse investimento é considerado um bom negócio quando a taxa de ocupação fica acima de 55%, segundo consultores de mercado. Hoje, de acordo com os especialistas, esse percentual é realidade em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, com perspectiva de mais aquecimento.

    Nesse caso, hotéis e flats são opções válidas para diversificar aplicações, segundo planejadores financeiros e economistas.

    A simulação acima mostra que, para aplicação projetada em 12 meses, a rentabilidade mensal média do investimento em um flat --de 8,73% no período descontado o Imposto de Renda devido-- só perde para as LCI (Letras de Crédito Imobiliário) dentre as opções avaliadas.

    Além da rentabilidade, o investidor ganha com a valorização do imóvel caso opte pela venda do bem, afirma João Mendes, diretor da incorporadora Setin.

    Vale lembrar que a alíquota de Imposto de Renda sobre ganhos com locação de imóveis varia conforme o valor do aluguel recebido e a renda tributável do proprietário.

    ESCOLHA DA CIDADE

    Antes de comprar uma unidade, o investidor deve avaliar bem a cidade, pois alguns mercados já se mostram menos favoráveis.

    É o caso de Belo Horizonte. A cidade tem 5.400 quartos de hotel e a previsão é que, nos próximos meses, ganhe 4.000, diz Cristiano Vasques, da HotelInvest, assessoria de investimentos hoteleiros.

    \"É muito hotel para pouco hóspede. A taxa de ocupação vai cair e o valor da diária também\", diz.

    Já a cidade de São Paulo é vista como mercado em alta. \"Há um ciclo de eventos na metrópole que sustenta o mercado hoteleiro, como Fórmula 1 e feiras\", afirma.

    CUSTOS

    É preciso também estar atento aos custos.

    Em unidades hoteleiras, o investidor precisa pagar por móveis e decoração. Em um quarto de R$ 400 mil de uma bandeira econômica na cidade de São Paulo --como a Ibis (da Accor)--, essa despesa pode alcançar R$ 30 mil, diz Vasques, da HotelInvest.

    Além disso, o uso da marca e a taxa paga à administradora do empreendimento podem \"comer\" de 15% a 18% do faturamento mensal do hotel, diz Caio Calfat, vice-presidente do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário). Esse custo é rateado entre os donos das unidades.

    O prazo de retorno também precisa ser considerado. \"Um hotel leva, em média, cinco anos para atingir um patamar considerado ideal de rentabilidade\", afirma Calfat.
    Publicado por: Folha de São Paulo - Danielle Brant
  • 24/02/2014 Ingá desponta como bairro disputado no mercado imobiliário niteroiense
    O bairro Ingá, na Zona Sul de Niterói, ao longo dos anos, tem se transformado no sonho de moradia de muitos niteroienses, por possuir grande oferta de serviços, comércio, entre outras necessidades da vizinhança. Esta característica aliada à proximidade de Icaraí - também na Zona Sul - e do Centro, o torna \"extremamente atrativo\", segundo o diretor superintendente, Julio Kezem, da construtora Soter, que atende no Centro do município. Outro item seria a \"tranquilidade\" que o local oferece por ser um bairro com moradores antigos e costumeiros, o que representa \"qualidade de vida\", além dos preços de aluguel e compra de imóveis, muitas vezes mais atraentes do que o restante da região, considerando as vantagens do lugar.

    \"É tradicionalmente um bairro residencial, com uma boa oferta de infraestrutura, como supermercados, escolas, faculdade, saúde, entre outros. Dependendo de sua ocupação, o morador não precisa sair de lá, ou, se tiver que se deslocar, contará com a proximidade do Centro e de Icaraí, o que torna um ótimo lugar para se viver\", pontua Julio Kezem.

    De acordo com Bruno Serpa Pinto, diretor superintendente da imobiliária Brasil Brokers, localizada em Icaraí e na Região Oceânica da cidade, o comprador de residências no Ingá costuma ser o próprio morador do bairro, que reconhece a importância do local e a valorização que seu imóvel pode ter, devido à crescente demanda por casas no bairro. Conforme o executivo, o metro quadrado do lugar está em torno de R$ 7,5 mil.

    \"Tudo que é colocado à venda ou é lançado no Ingá é comercializado com uma rapidez enorme. Os imóveis são mais baratos do que em Icaraí, e o bairro contempla todos os serviços que um morador necessita. Além disso, a proximidade com a praia, o Centro, a Ponte Rio-Niterói, e a questão da mobilidade urbana são outros atrativos\", contabiliza Serpa Pinto.

    Em família - A assessora de imprensa, Sylvia Braune, de 36 anos, mora com o marido, Henrique Tavora, de 29 anos, que é chefe de cozinha no Rio de Janeiro, e a sua filha, Nina Flor, de 4 anos. Ela se casou em setembro do ano passado e se mudou para um apartamento de três quartos, com varanda, no bairro, em fevereiro deste ano. Antes, o casal morava na Tijuca, Zona Norte da capital.

    \"O apartamento era da minha sogra desde 1982. Viemos para cá porque é um excelente bairro, seguro, perto dos shoppings, das barcas, da saída para o Rio, onde tenho que atender alguns clientes, além de ser o local de trabalho do meu marido. Mas quem não tem um imóvel no Ingá e vive aqui de aluguel sentiu o aumento dos valores. Aqui o condomínio saltou cerca de R$ 200. Muita gente está deixando o meu prédio por isso\", ressalta.

    O webdesigner Paulo Felippe Molko Belladonna, de 30 anos, divide a locação do apartamento no Ingá com um amigo, o cabeleireiro Carlos Fábio Junior, de 31 anos. O imóvel, de dois quartos e uma dependência de empregada, é do seu avô, que aluga o imóvel por cerca de R$ 2,2 mil para o neto, além do condomínio de aproximadamente R$ 700, depois de um aumento de R$ 70 em 2014. Para ele, o valor não é tão diferente de Icaraí, mas ele tem preferência pelo lugar.

    \"Moro no Ingá desde criança. Gosto muito daqui por conta da fácil locomoção. É perto da Cantareira, onde frequento muito, o Centro e Icaraí. Tem bastante comércio, mercado. Tudo aqui tem acesso muito fácil para resolver as coisas. É um bairro muito procurado\", diz ele. Publicado por: O Fluminense - Íris Marins
  • 23/02/2014 Chegou a vez das unidades comerciais
    Com os condomínios residenciais que estão sendo lançados e em construção no Rio, aumenta a demanda por serviços, comércio e lazer. Este cenário faz com que as construtoras voltem seus olhares para projetos comerciais. Das 21.247 novas unidades que o Rio de Janeiro recebeu no ano passado, 5.046 eram do segmento, segundo estudo da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ).

    O resultado representa aumento de 64% com relação ao ano anterior. A Concal, por exemplo, vai lançar em março o Plenus, na Tijuca. É um edifício com 110 unidades, duas salas de reunião, auditório e coffee shop.

    \"A região carece de unidades comerciais novas e modernas. A Tijuca sempre foi conhecida como um bairro de alto padrão, pelo seu comércio vasto, cercada por ótimos colégios, e vem retomando este status com a instalação das UPPs e eventos olímpicos que passarão pelo bairro\", ressalta José Conde Caldas, presidente da Concal.

    Já a Calçada lança este mês, no Recreio dos Bandeirantes, o Vertice Mall & Offices. Serão 329 unidades entre lojas, sobrelojas, quiosques e salas com possibilidade de junção.

    \"O Vertice vem para suprir uma demanda futura de consumidores no Recreio, região que, em 2016, terá cerca de cinco mil unidades residenciais entregues no quarteirão onde o Vertice está localizado\", explica João Paulo Matos, diretor-presidente da Calçada.

    Área consagrada, a Barra da Tijuca recebeu no final do ano passado o Neolink Office, Mall & Stay, da Dominus em parceria com a Helbor. O empreendimento misto terá 228 salas. Bairros como Centro da cidade, Taquara e Madureira também estão ganhando lançamentos comerciais.
    Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 23/02/2014 Clube do Bolinha, mas pode entrar
    - Sabe quando você é garoto e quer ter um quarto bacana, do jeito que você gosta? Então, a gente queria uma casa com a nossa cara. Nada muito convencional, nem careta. A casa de dois jovens - diz o ator e cantor Rodrigo Andrade sobre a casa na Barra da Tijuca, que divide com o colega Caio Castro.

    E não é que a decoração ficou com a cara deles mesmo? Um universo masculino e jovial que parece até o clube do Bolinha, onde são os meninos que mandam e se divertem. Rodrigo conta que, depois de acertado que dividiriam uma casa, foi fácil achar o imóvel, e em apenas dois dias o negócio foi fechado

    A decoração, porém, feita pelo arquiteto Fabrício Forg - com pitaco dos dois, é claro - demorou cerca de dois meses para ficar pronta.

    - O que a gente queria mesmo era a mesa de sinuca. Nós jogamos bastante - revela o ator paulista.

    Sinuca, carros e conforto

    O primeiro andar da casa é onde realmente o clube é formado, com uma ampla área que integra as salas de televisão, de jantar e o bar. Só que nada é tradicional, a começar pela mesa de sinuca ladeada por paredes estampadas.

    Ao invés de texturas e tons leves nas paredes, de um lado está a imagem de um carro antigo e do outro, uma arte moderna feita à mão, que vai de uma ponta a outra, criando movimento no espaço. A poltrona da sala também leva o mesmo desenho da parede, integrando o espaço como um todo.

    A sinuca, Rodrigo explica que geralmente fica montada, mas que existe uma tampa (onde os tacos estão pendurados), para que ela seja transformada numa mesa comum. Sobre ela, uma luminária característica dos locais onde se pratica o jogo. Na lateral, uma luz vertical, com design contemporâneo e na cor branca, o que quebra o tom escuro de móveis e acessórios.

    Na sala de televisão, o vídeo game tem lugar de honra entre os demais eletrônicos e o sofá de couro em cores neutras e de azul. No bar, os violões e a bandeja, que foi feita a partir de uma prancha de skate, finalizam o perfil da residência de dois andares.

    Os quartos ficam no segundo andar. A casa tem uma área externa, onde há uma piscina, uma churrasqueira e a varanda, com móveis de madeira e futon estilo navy, além de outros adereços, como capacetes de kart e itens de decoração de design oriental.

    O refúgio de Rodrigo é, ainda, ponto de encontro entre outros colegas, como Felipe Titto e Malvino Salvador. E, como todos gostam de lutas, a ideia, segundo ele, é colocar um tatame na área dos fundos para treinarem juntos.

    A rápida escolha da casa

    - Quando a gente decidiu procurar, em dois dias, eu achei esta casa e fechamos logo. A gente tinha apenas uma televisão, uma cadeira de praia laranja - diverte-se ao lembrar.

    Mas não que isso fosse um problema, afinal, Rodrigo já passou alguns perrengues na sua chegada ao Rio de Janeiro, morando em pensão e república, o que segundo ele, é comum entre os atores que tentam a sorte na cidade.

    - Quando você tem a sua própria casa, tem liberdade de fazer o que não dá num hotel ou pensão, como já morei. Posso dormir na sala. Posso fazer brigadeiro a hora que quiser - conta o ator, referindo-se a uma vez em que estava numa hospedagem coletiva, onde não era possível cozinhar, e foi quase pego no flagra pela dona do estabelecimento ao tentar fazer o doce.

    - Essa liberdade não tem preço. Publicado por: O Dia - Raphaela Ribas
  • 23/02/2014 Atrás da porta da garagem, uma casa
    Olhando assim, para o carro estacionado logo em frente, nem parece que atrás do vidro está uma casa inteira e não uma garagem, mas é exatamente isso o que se vê ao passar pela porta de vidro. Quem mora ali é o arquiteto James van der Velden, que não estava interessado em nenhum dos belos prédios do século XVII, tão comuns em Amsterdã, onde vive. Ele queria algo completamente extraordinária, fora do convencional. E encontrou na garagem de um prédio comercial dos anos 1950:

    - No momento que entrei nessa garagem, pela primeira vez, eu já vi tudo o que poderia fazer.

    Não foi exatamente fácil. Velden encarou um ano de obras e gastou uns U$ 200 mil (R$ 480 mil) no espaço de 135 metros quadrados, comprado em 2012 por U$ 600 mil (R$ 1,44 milhão).

    O investimento certamente fez a diferença. Velden manteve o pé-direito duplo na área de convivência que ganhou uma confortável sala de estar repleta de objetos vintage, espaço para jantar com uma mesa de madeira que dá um certo ar rústico ao ambiente e uma cozinha totalmente moderna em preto e branco.

    - Quase tudo foi comprado em feiras de pulgas de Paris ou leilões online. Queria que a casa lembrasse um pouco um museu, sem que as pessoas temessem tocar nas coisas.

    O arquiteto também ergueu paredes de aço e vidro que tanto marcam a entrada da casa como delimitam um jardim interno que fica num espaço em que o telhado é aberto. Apesar disso, não há chuva dentro de casa, já que um sistema de drenagem garante o escoamento da água:

    - O maior trabalho dessa obra foi o de abrir esse pedaço do telhado. Mas ter esse espaço aberto era muito importante para mim.

    Atrás do jardim, estão o quarto de hóspedes, com um pequeno banheiro, e a suíte master.

    - Sempre me divirto com a surpresa dos convidados quando abro a porta da garagem.
    Publicado por: O Globo -
  • 23/02/2014 A alma de Ipanema
    Descolada, jovem, colorida. Ipanema é solar não só na praia, mas em muitas das casas de seus moradores que levam para os ambientes internos de boa parte dos apartamentos do bairro o estilo que o tornou famoso no mundo inteiro. E desperta paixões em cariocas, moradores ou não do bairro, e turistas.

    Para os que já moram ali, não há dúvida. O bairro conquista justamente por admitir pessoas de todas as tribos, todas as idades, todos os estilos, convivendo ao mesmo tempo em suas ruas, onde ainda sobrevivem os pequenos comércios lado a lado com as lojas de grife. Tudo isso a pé. Ou de skate. Patins. Bicicleta.

    - Copacabana é dos mais velhos. Leblon tem a elite. E Ipanema tem de tudo um pouco. A família tradicional, o turista, o jovem, o cinema de bairro, o albergue, os hotéis mais caros da orla. É cosmopolita, mas também é muito local - opina André Carvalhal, que é diretor de Marketing da Farm e um dos moradores do bairro que tiveram a sua casa fotografada por Tiago Petrik, para uma exposição que, amanhã, abre a nova loja das sandálias Ipanema.

    A intenção da mostra \"A alma da casa\" é mostrar um pouco desse estilo ipanemense de viver, tanto que foram clicadas também residências de gente que tem forte ligação com o bairro, mesmo morando hoje em outros lugares.

    - Todas essas casas têm uma criatividade intrínseca, com soluções muito interessantes e são habitadas por pessoas reais, que levam suas histórias para dentro delas - discorre Tiago.

    O letreiro da Chaika que hoje ajuda a alegrar a parede da cozinha da estilista Amanda Haegler, por exemplo, foi encontrado por uma amiga dela no lixo quando a lanchonete fechou. Renovado com um backlight, ganhou vida nova e se juntou a objetos e obras de arte feitos por amigos de Amanda, que mora num apartamento onde cada cantinho parece ser aproveitado para guardar um pouco de suas histórias e afetos.

    Já o espaço que mais chama atenção na casa da estilista Isabel Jobim é o mezanino da sala de estar. Uma espécie de sótão que guarda os discos e livros da família, o local era o quarto dos sonhos de Isabel quando menina. Hoje, a neta de Tom, que tanto cantou as maravilhas de Ipanema, prefere buscar sua inspiração nas ruas do bairro, mas em vez de canções, cria estampas.

    - É um bairro delicioso, vivo, onde as coisas acontecem nas ruas, as pessoas têm estilo e a natureza é incrível - define Isabel.

    Ocupação determinou os lugares para serviços, comércio e moradia

    Avibração das ruas de Ipanema não é à toa. Para o arquiteto e urbanista Ernani Freire, um dos motivos para o bairro ainda manter as características de bairro pequeno se deve à forma como foi ocupado.

    - As ruas de Ipanema mantêm uma hierarquia. Há o local dos serviços na Visconde de Pirajá e Prudente de Moraes, o comércio de bairro e a moradia nas ruas internas. Isso faz com que seu sistema viário ainda funcione, apesar do excesso de carros - analisa Freire, que mora em um prédio modernista erguido nos anos 1950.

    O edifício é um dos que resistiram à ocupação de Ipanema nos anos 1970, quando o mercado imobiliário descobriu o bairro e construiu a maioria dos seus prédios, substituindo os imóveis que começaram a surgir na região lá pelos anos 1930, pouco depois da ocupação da vizinha Copacabana.

    - A voracidade do mercado estragou muita coisa, mas ainda assim, as ruas internas permanecem gostosas - completa o arquiteto, que só critica a quantidade de farmácias e bancos que tomaram conta do bairro. - Não há vida urbana que resista a isso. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 19/02/2014 Garis do Rio ganham prioridade para financiar moradia pela Caixa
    Os funcionários da Comlurb terão uma oportunidade exclusiva para a compra da casa própria. Por meio de um convênio firmado entre a Prefeitura do Rio, a Comlurb, a Caixa Econômica Federal (CEF) e a construtora e incorporadora Tenda, será lançado, hoje, o programa \"Cidade dos garis\'\'. O primeiro empreendimento será construído em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

    O Parque Residencial Rio Maravilha terá 440 apartamentos, de um e dois quartos, que poderão ser financiados por todos os funcionários da Comlurb, mas os garis terão prioridade. Os valores dos imóveis vão variar de R$ 145 mil a R$ 148 mil.

    - Na pesquisa que fizemos, recebemos mais de quatro mil respostas de funcionários interessados - disse Vinícius Roriz, presidente da Comlurb.

    Um dos interessados foi o gari João Fernando de Souza, de 43 anos. Ele mora em Campo Grande e conta que, se conseguir o apartamento, vai ficar bem mais perto do local de trabalho, em Vila Isabel.

    - Eu pretendo comprar o apartamento de dois quartos para eu morar com a minha esposa e meus três filhos. A gente mora no terreno da minha mãe, em Campo Grande. Sonho com a casa própria há muitos anos.

    De acordo com a Caixa, os juros e as condições de financiamento são os mesmos do programa habitacional \"Minha casa, minha vida\". A diferença do empreendimento será a exclusividade para os funcionários da companhia. Segundo a Tenda, a previsão de entrega das chaves é de 24 meses (dois anos).

    As inscrições serão feitas hoje, a partir das 18h, na quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel (Av. Brasil 31.146). Segundo a Comlurb, 21 ônibus sairão às 14h30m das gerências de departamentos da empresa. Os interessados que não puderem ir ao evento serão contatados pela construtora posteriormente. Publicado por: Extra - Rafaella Barros
  • 19/02/2014 Mercado de imóveis com um quarto continuará aquecido
    Depois de um crescimento significativo em 2013, o mercado de apartamentos compactos com um dormitório deve continuar aquecido em São Paulo neste ano, na avaliação de executivos do setor.

    \"Há uma tendência de que esse segmento se mantenha [perto do nível do ano passado]\", afirma Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (sindicato do setor). Em 2013, o lançamento e a comercialização de apartamentos com um quarto dobraram em relação a 2012.

    Além da entrada de novos compradores, a demanda também é puxada por investidores interessados no espaço para locação. \"0 fato de ter escasseado os lançamentos de salas para escritórios, que antes eram um foco maior dos investido res, colaborou para o crescimento\", diz Bernardes. Mudanças no Plano Diretor, que está em discussão na Câmara, poderão impulsionar ainda mais o segmento.

    Uma delas é a liberação de prédios sem garagem em eixos perto de corredores de ônibus e estações de metrô. \"Há demanda para isso. Em empreendimentos que têm metrô perto ou que estão em bairros de uso misto, muitos moradores já não utilizam carros\", diz Rafael Rossi, dono da incorporadora Huma e um dos herdeiros da Rossi.

    A retirada das garagens poderá baratear o custo dos imóveis menores, afirma ele. Em março, a Huma vai lançar um edifício com apartamentos compactos no Itaim Bibi, com 123 unidades. Será o segundo projeto do gênero. Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
  • 18/02/2014 Parque Olímpico vai restaurar mangue e restinga da Lagoa de Jacarepaguá
    Uma área de 73.616 metros quadrados - o equivalente a quase nove campos de futebol oficiais - do Parque Olímpico do Rio, na Barra da Tijuca, será restaurada com vegetações de mangue e restinga. Trinta mil mudas de mangue-vermelho (Rhizophora mangle) já estão sendo cultivadas às margens da Lagoa de Jacarepaguá e o trabalho de recuperação ambiental, a cargo da empresa Manglares Consultoria Ambiental, do biólogo Mario Moscatelli, começa em setembro. Somente de novos manguezais ocuparão 30 mil metros quadrados. Ainda esta semana, máquinas começam a fazer o nivelamento do terreno que receberá as mudas.

    Após os Jogos Olímpicos, em agosto de 2016, a área será aberta ao público, que terá acesso à faixa que margeia a lagoa por uma via que cruzará o Parque Olímpico da Avenida Abelardo Bueno, que se espalha por 1,18 milhões de metros quadrados e será palco de 16 modalidades olímpicas e 10 paralímpicas.

    Ao apresentar o projeto de recuperação ambiental do terreno, ontem, o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, disse que a recuperação da faixa marginal de proteção era uma obrigação contratual da parceria público privada (PPP) responsável por gerir o empreendimento.

    - O fundamental não são os 15 dias de Jogos, mas o fato de o Rio ter conquistado essa oportunidade de dar um salto de qualidade. Muitos brasileiros têm um \"complexo de pigmeu\", pensam que as coisas nunca vão acontecer. Nós vamos, sim, tirar vários projetos importantes do papel - disse Muniz.

    O biólogo Mario Moscatelli explicou que o plantio possibilitará a restauração em um ano de uma área que levaria, em condições normais, até 30 anos. Ele acrescentou que a área será cercada, para impedir que o lixo flutuantes das lagoas da região impactem negativamente o plantio.

    A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, afirmou que o acesso da população à área verde está garantido no Registro Geral de Imóveis (RGI) e que o reassentamento das famílias da Vila Autódromo está avançando:

    - As negociações estão caminhando muito bem. Em março o condomínio Parque Carioca, ao lado do Projac, será inaugurado. Publicado por: O Globo online - Emanuel Alencar
  • 18/02/2014 Poupança \'sobra\' para bancos em crédito imobiliário
    Os oráculos do crédito imobiliário previam para 2014 um verdadeiro desastre. Com a modalidade crescendo a passos largos nos anos anteriores, não haveria poupança suficiente para dar conta de tanto financiamento para a compra da casa própria.

    Pois bem, 2014 está aqui e o apocalipse do empréstimo habitacional longe de chegar. A surpresa veio da boa e velha caderneta, que ganhou uma sobrevida nos últimos anos e vem batendo recordes de captação. Tanto que, mesmo com o crédito imobiliário crescendo a mais de 30% ao ano, há bancos com dificuldades para dar um destino aos recursos que chegaram de tantos poupadores. A poupança encerrou janeiro com um saldo de R$ 603 bilhões, 20% acima do mesmo período de 2013 - ano em que bateu recorde de captação líquida. Na outra ponta, o financiamento imobiliário registrou um crescimento de 32% no estoque em 2013, para R$ 395,2 bilhões, mais que o dobro do que avançou a média do sistema de crédito (14,6%).

    Entre os bancos privados, é para Itaú Unibanco e Bradesco que a enxurrada de poupança deixou mais difícil a tarefa de cumprir o percentual mínimo de 65% da caderneta que precisa ser direcionada para o crédito imobiliário. A quitação antecipada desses contratos também contribui para aumentar o desafio.

    Já o Santander vem justamente se esforçando para conseguir uma fatia maior da poupança e impedir que a falta de recursos comprometa seus esforços na linha de crédito em que mais cresceu no ano passado. Entre os bancos públicos, a Caixa Econômica Federal diz ter um colchão de R$ 2 bilhões em recursos de poupança para evitar que falte dinheiro para emprestar. \"Preencher a exigibilidade da poupança não está fácil.

    Mas esse é quase um tipo de problema que é bom ter\", afirma o diretor de crédito do Bradesco, Cláudio Borges. \"Nós estamos cumprindo os 65%, mas ficou mais desafiador.\" No banco da Cidade de Deus o saldo de poupança encerrou o ano em R$ 80,71 bilhões, crescimento de 16,9% na comparação anual.

    \"Os clientes estão amortizando cada vez mais rápido o empréstimo. Isso é um bom sinal para qualidade da carteira, mas dificulta o cumprimento da exigibilidade\", diz.

    Como a amortização antecipada sinaliza melhora da renda do tomador, a prática é vista como indício de que o banco acertou na concessão. O saldo de crédito imobiliário no Bradesco fechou 2013 em R$ 27,9 bilhões, com avanço de 44,8% em 12 meses. A regra do Banco Central (BC) obriga os bancos a direcionar pelo menos 65% do estoque de recursos que têm em poupança para crédito imobiliário. Dessa quantia direcionada, um mínimo de 80% precisa financiar imóveis que custem até R$ 500 mil (ou R$ 750 mil para algumas capitais e regiões metropolitanas), o chamado Sistema de Financiamento à Habitação (SFH).

    Essa é a parcela mais difícil de ser cumprida. O resto pode ser aplicado em imóveis acima desse valor. \"A poupança é diferente dos demais produtos de captação bancária porque os mecanismos de controle de captação são menores. Não temos flexibilidade de taxa e fica difícil controlar o volume captado\", afirma um banqueiro, que preferiu não ser identificado.

    \"Ao mesmo tempo, precisamos de empréstimos de boa qualidade de risco para preencher a exigibilidade, então não adianta sair emprestando\", diz. Segundo executivos que acompanham o segmento, o Itaú também viu a captação recorde da poupança dificultar o atendimento da exigibilidade. No banco, o estoque de crédito imobiliário fechou 2013 em R$ 34,15 bilhões, avanço de 32,17% no acumulado de 12 meses. Já o saldo de poupança avançou 27,22% e fechou em R$ 106,17 bilhões.

    Procurado, o Itaú não concedeu entrevista. Importante lembrar que os bancos contabilizam uma espécie de saldo \"ampliado\" das operações de crédito imobiliário quando fazem as contas de exigibilidade, que inclui todo o volume contratado, mas que não necessariamente foi liberado. Na construção de imóveis, por exemplo, os recursos só são liberados conforme a obra é entregue.

    É por isso que os bancos conseguem ficar enquadrados, mesmo que a razão entre o saldo de empréstimos que aparece no balanço e os depósitos de poupança não resulte em 65%. Aliás, fica bem abaixo disso nos dois maiores bancos privados do país.

    Além de crédito, outros instrumentos financeiros podem ser usados para compor os 65% obrigatórios de aplicação de recursos da poupança. Caso de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) ou Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

    O Santander sofre do mal oposto: teve que incentivar a captação de poupança na rede de agências para não correr risco de ficar sem dinheiro para financiar o sonho da casa própria. \"Hoje estamos equilibrados, mas houve um momento em que sentimos que poderiam faltar recursos de poupança\", afirma Gilberto Abreu, diretor de negócios imobiliários do banco.

    Sem coincidência, o banco lançou a campanha publicitária \"Poupar é Pop\", em setembro, com direito a Sérgio Lorosa e Ultraje a Rigor cantando para atrair poupadores. Curioso é que, no fim de 2011, o Santander transferiu parte dos recursos da caderneta para CDBs, nas aplicações automáticas da conta corrente. O crédito habitacional é de longe a linha que mais cresceu no banco espanhol no ano passado, com avanço de 32,9%, a R$ 11,8 bilhões. No mesmo período, o estoque de poupança subiu 25,1% para R$ 32,6 bilhões.

    Para Abreu, contudo, a diferença entre a taxa básica de juros e a remuneração da poupança, em um período que promete continuidade de aperto monetário, pode levar a uma migração de clientes da caderneta para aplicações mais rentáveis. A Caixa Econômica Federal, banco líder em crédito imobiliário, tem um colchão de R$ 2 bilhões em recursos da poupança para impedir que falte dinheiro da caderneta para financiar sua principal linha de atuação, segundo o diretor executivo de habitação, Teotonio Rezende.

    \"Estamos sem dificuldades para cumprir o direcionamento de poupança\", afirma Ainda assim, o banco público tem feito simulações para calcular se, caso falte poupança para emprestar, seria possível manter seu nível atual de taxa contando com outras fontes de financiamento, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI). \"Nossa taxa de juros permite, sim, uma combinação entre \'funding\' de poupança e de LCI, se for necessário\", diz Rezende.

    Se em alguns bancos chega até a \"sobrar\" poupança, não é por falta de apetite para emprestar. Até porque as instituições têm, em geral, mantido a taxa de juros na modalidade em níveis historicamente baixos. Dados de janeiro do Banco Central mostram que a média das taxas de juros das 11 instituições que atuam com financiamento de imóveis no SFH fica em 8,36% ao ano. O teto para esta taxa, fixado pelo governo, é de 12%. Um ano antes, a taxa média estavam em 8,59%. Publicado por: Valor Econômico - Felipe Marques
  • 17/02/2014 Crédito para tornar casas acessíveis
    As pessoas com deficiência que ganham até dez salários mínimos poderão usar financiamentos de microcrédito para reformar e adaptar imóveis. A novidade consta de resolução extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) publicada essa semana no Diário Oficial da União.

    Desde janeiro de 2012, os bancos são obrigados a destinar parte dos depósitos à vista para financiamentos das compra de bens de auxílio à locomoção, como próteses, cadeira de rodas e até veículos adaptados. Os recursos saem do limite de 2% dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem usar para o microcrédito de consumo.

    Com a resolução, o CMN estendeu as operações de microcrédito para obras de acessibilidade em imóveis. A medida amplia o Plano Nacional dos Direitos de Pessoas com Deficiência. O Conselho Monetário, no entanto, definiu condições para a concessão dos financiamentos.

    De acordo com o CMN, os mutuários deverão apresentar projeto arquitetônico de acessibilidade dentro das residências que respeite a legislação e atenda aos critérios da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O projeto deve ser assinado por arquiteto cadastrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo, e o imóvel deve ser legalizado, com certidão do Cartório de Registro de Imóveis.

    O projeto precisa ainda ter um relatório de responsabilidade técnica que detalhe a quantidade de materiais e de mão de obra necessária. Além disso, os imóveis poderão passar por vistorias para comprovar a aplicação regular do crédito, e as instituições financeiras poderão estipular um teto de financiamento caso a quantia pedida esteja acima dos valores médios financiados. Publicado por: O Fluminense -
  • 16/02/2014 Venda de imóveis cresce 23,6% em SP
    Pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) mostra que a venda de imóveis residenciais novos na capital teve alta de 23,6% no ano passado. Foram 33319 imóveis vendidos, contra os 26.938 d e 2012. A comercialização total superou os R$ 19 bilhões. Já o número de lançamentos cresceu menos: 16,-1%, passando de 28.517 em 2012 para 33.198 unidades em 2013. Publicado por: O Globo -
  • 16/02/2014 Nova linha para adaptar imóveis
    Pessoas com deficiência que ganham até dez salários mínimas poderão asar linhas de microcrédito para reformar e adaptar imóveis. Para conseguir o financiamento, será preciso apresentar projeto de acessibilidade que respeite a legislação. O projeto deve ser assinado por arquiteto cadastrado no CAU, e o imóvel deve ter certidão de registro de imóveis. Publicado por: O Globo -
  • 15/02/2014 Unidades com entrada independente
    Inovação é um item que não pode faltar no mercado imobiliário. Uma tendência j á percebida em lançamentos no Recreio dos Bandeirantes são as unidades com entradas independentes. O modelo é ideal para adolescentes ou pais mais idosos, que precisam morar com os filhos, mas não abrem mão da privacidade.

    \"O Recreio tem potencial muito bom para essas construções. Temos percebido boa procura por estes imóveis e os resultados de vendas comprovam que o diferencial cativa os clientes\", afirma Mario Amorim, diretor geral da Brasil Brokers no Rio.

    O conceito pode ser visto, por exemplo, no Enjoy Prime House, já em construção pela Labes Melo. \"O condomínio oferece projetos a todos os perfis de compradores. É o caso das casas tríplex com as entradas independentes. Conseguimos reunir tudo que as mansões da Barra têm, mas com uma metragem mais acessível se você levar em consideração os custos de se manter uma casa muito grande\", explica Eric Labes, diretor da construtora.

    A Leduca oferece o modelo em dois empreendimentos na região: Olimpia e Oustide. \"Essas unidades se destacam pela exclusividade, por terem entradas independentes, piscina e espaço gourmet privativos e serem compostas por apenas duas residências. Buscam suprir uma demanda formada, principalmente, por quem deseja sair de um apartamento e morar em uma casa, a preços mais acessíveis\", destaca Paulo Marques, sócio-diretor da Leduca.

    No caso do Olimpia, serão 30 edifícios para apenas duas famílias em cada prédio, com entradas independentes e elevador exclusivo. Já o Outside contará com 22 unidades com a tipologia. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 12/02/2014 Secovi-SP estima estabilidade na capital paulista
    Depois de os lançamentos imobiliários terem crescido 16,4% na capital paulista, em 2013, e as vendas aumentado 23,6%, a expectativa do Secovi-SP para 2014 é de estabilidade ante o ano passado. \"O mercado de lançamentos e vendas ficará em torno de 33 mil unidades na cidade de São Paulo, neste ano, o que para nós significa estabilidade\", disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

    Em 2013, os lançamentos de São Paulo - maior mercado imobiliário do país - somaram 33.198 unidades, e as vendas chegaram a 33.139 unidades. O Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado aumentou 30,2%, para R$ 19,1 bilhões.

    A perspectiva do Secovi-SP para este ano leva em conta fatores como Copa do Mundo, eleições e a possível alteração no Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo. Petrucci afirmou que os fatores que dão suporte ao crescimento do setor continuam existindo, como financiamento imobiliário \"abundante e barato\".

    Em relação aos preços dos imóveis, o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, disse esperar que se mantenham \"um pouco mais estáveis\" em 2014. \"Estamos entrando num período em que preços devem ter estabilidade, a não ser que haja distorções ou que os lançamentos se concentrem em regiões em que o valor do terreno é mais caro, e o tíquete é muito elevado\", afirmou Bernardes.

    No ano passado, o preço médio dos imóveis na cidade de São Paulo teve crescimento nominal de 20% e real de 10%, segundo Petrucci. \"Sem considerar imóveis de um dormitório, a variação real de preços foi de 7,2%\", afirmou o economista-chefe do Secovi-SP.

    A composição dos preços dos imóveis resulta do equilíbrio entre oferta e demanda, além do custo de produção, ressaltou o presidente do Secovi-SP. \"Mas o preço tem um teto no poder aquisitivo das pessoas\", disse Bernardes. Segundo ele, uma das formas que o mercado tem buscado para equilibrar essas questões é a redução do tamanho dos imóveis. \"Nossos coelhos da cartola não existem mais\", afirmou.

    Em 2013, os lançamentos do segmento de um dormitório cresceram 92,9% na capital paulista, para 9.261 unidades, enquanto as vendas de imóveis com esse perfil subiram 99,7%, para 8.391 unidades.

    Enquanto o Secovi-SP espera estabilidade, o vice-presidente de economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, estima que o lançamento de imóveis será menor em 2014 na comparação com o ano passado.

    \"Na cidade de São Paulo, as dificuldades para aquisição de terrenos e aprovação de projetos estão maiores. O empreendedor está mais cauteloso, e só lança o que tem um grau muito grande de confiabilidade no sucesso\", disse Zaidan. Ele ponderou que há espaço para a venda de imóveis com localização e preço corretos.

    Nos demais mercados, a redução esperada pelo representante do Sinduscon-SP é maior que na capital paulista. \"Nas outras capitais, a renda e o mercado não são tão grandes\", disse Zaidan. Ele afirmou, porém, não ter preocupação com o desempenho do setor em 2014, pois há renda e demanda por imóveis.

    O Produto Interno Bruto (PIB) do setor de construção terá crescimento de 2,8% no ano, conforme estimativa do Sinduscon-SP. Em relação a 2015, Zaidan disse ser muito cedo para fazer projeções, mas que \"não será um ano do qual alguém vai ter saudades\". Publicado por: Valor Econômico - Chiara Quintão
  • 12/02/2014 Venda de imóveis cresce acima do esperado
    As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 23,6% no ano passado, comparado a 2012. O movimento superou a expectativa do setor que era de uma expansão entre 10 e 15%. Quase um terço, ou 28% das 33.319 unidades negociadas, refere-se a empreendimentos com um dormitório cuja comercialização, praticamente dobrou, passando de 4.202 para 8.391 imóveis.

    Mas as unidades de dois dormitórios continuam liderando a expansão de procura, com 14.674 negócios e alta de 14,7%.

    De acordo com os dados divulgados hoje (11) pelo Sindicato da Habitação (Secovi), os negócios aumentaram em rimo maior do que o de lançamentos, que teve alta de 16,4%, mas a procura ficou em sintonia com o total de unidades lançadas no período (33.198). O volume financeiro teve expansão ainda mais significativa, de 30,2%, e movimentação de R$ 19,1 bilhões.

    Na avaliação do presidente do Secovi de São Paulo , Claudio Bernardes, o bom desempenho do setor ajudou a evitar que o país tivesse um Produto Interno Bruto (PIB) - soma dos bens e serviços produzidos no país - ainda menor em 2013.

    Segundo defendeu o executivo, o aquecimento e os preços dos imóveis, com cotação média acima de R$ 8 mil por metro quadrado, não embutem a presença de especuladores. São resultado de aquisições do primeiro imóvel, feitas por jovens adultos na faixa de 35 anos, já que existe crédito e taxas de juros baixos.

    \"A maioria das vendas no país é para pessoas de 35 anos e 70% dos financiamentos para os que estão adquirindo o primeiro imóvel, e com esse número tão grande, seguramente, não são investidores e nem especuladores com base em uma negociação futura imediata. Isso significa que não tem bolha imobiliária no Brasil\", ressaltou Bernardes. Com base em projeções do Secovi, ele prevê que neste ano haverá estabilidade nos negócios.

    O economista-chefe da entidade, Celso Petrucci, esclareceu que as vendas deverão sofrer algum impacto em razão do ano atípico, com Copa do Mundo e eleições, antecipação de férias e períodos mais prolongados de inatividade dos negócios.\"Estamos prevendo vendas e lançamentos de 33 mil unidades, e os financiamentos podem crescer 15%, já que temos estoques a serem ofertados\", disse ele.
    Publicado por: Agência Brasil -
  • 11/02/2014 Soluções mais verdes para a construção civil
    Desde a consolidação da definição de Desenvolvimento Sustentável, em 1987, no Relatório da Comissão Bruntland, inúmeros temas relacionados à sustentabilidade vêm sendo discutidos no mundo visando à satisfação das necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas necessidades: o setor da construção civil também foi alvo dessas reflexões devido ao seu histórico como grande gerador de resíduos e emissor de gases de efeito estufa - oriundos do processo de produção de cimento e do transporte de materiais de construção.

    Além dos métodos construtivos, as questões alcançam a operação dos edifícios, que, muitas vezes, exige sistemas artificiais de condicionamento de ar e sobrecargas na infraestrutura urbana. Seguindo essas preocupações, além das discussões técnicas, nas últimas décadas surgiram demandas de mercado por construções verdes\" que têm sido padronizadas através dos sistemas de certificação, onde se destacam o selo LEED (de origem americana) e o HQE (selo francês que sofreu uma adaptação para a realidade brasileira sob a forma do selo AQUA).

    De maneira geral, os investidores que visam a aquisição de imóveis corporativos de alto padrão veem as certificações como garantia da redução de consumo de energia e água, com a consequente diminuição dos custos fixos dos imóveis, além de oportunidade de marketing.

    Entretanto, cabe ressaltar que os requisitos das certificações são mais do que o uso de sistemas economizadores; uma construção sustentável certificada deve garantir menos impactos socioambientais e conforto e segurança para seus usuários.

    De olho nessa fatia do mercado, os empreendedores interessados em colocar um selo \"verde\" em seus lançamentos se assustam com essa complexidade e os custos da certificação. Analisando as exigências de certificações em dois níveis, projeto e abra, verifica-se uma grande oportunidade de simplificação se o projeto já nasce sustentável. Em outras palavras, para construções sustentáveis, as análises que antecedem a tomada de decisão sobre a compra de terrenos e os empreendimentos a serem lançados deveriam incluir estudos socioambientais.

    O selo AQUA, no Brasil, já aborda esse tema, exigindo um estudo sobre o entorno do empreendimento.

    Na prática, os benefícios dessas análises pare a certificação seriam extremamente significativos, pois evitariam paliativos que encarecem a obra, como vidros de alta performance térmica, brises, isolamentos acústicos, sistemas de Irrigação complexos etc.

    O estudo prévio também contribuiria para a harmonização da operação do edifício com sua a vizinhança, evitando sombreamentos excessivos ou a inserção de fluxo de veículos e pessoas em áreas já saturadas.

    Para o planejamento, as análises iniciais permitiriam a organização do canteiro de obras para aproveitamento dos resíduos de demolição como agregados para concreto e viabilizariam uma gestão mais competente, com a redução de geração e destinação de resíduos recicláveis para agentes locais.

    Outras medidas já consagradas também seriam adotadas mais facilmente, tais como o uso de lava-rodas para que os caminhões não sujem as vias públicas e a compra de madeira certificada. As emissões do setor poderiam ser minimizadas pelo incentivo ao uso de cimento com alto índice de escória em sua composição (CP Ill) e compra de materiais fabricados localmente. Nesse contexto, as certificações como o AQUA e o LEED têm um papel maior que a determinação de requisitos de sustentabilidade ou declaração de garantia \"verde: Os processos de certificação, se simplificados, poderiam subsidiar os empreendedores nos estudos socioambientals prévios viabilizando edifícios sustentáveis desde a sua concepção. Publicado por: O Globo - Amanhã
  • 11/02/2014 Valor de imóvel financiado pode subir 15%, se o FGTS for corrigido pela inflação
    A substituição da Taxa Referencial (TR) na fórmula da atualização monetária do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores por um índice de inflação pode beneficiar milhares de pessoas com contas vinculadas, mas prejudicar quem quiser fazer um financiamento imobiliário. Segundo o professor do Ibmec Nelson de Sousa, se o governo tiver que pagar a diferença a quem tem dinheiro no fundo - a correção tem sido pedida por meio de ações judiciais -, o valor das prestações da casa própria deverá aumentar, em média, 0,5%.

    Segundo uma simulação feita pelo professor Nelson, um imóvel de R$ 190 mil financiado pelo programa federal de habitação \"Minha casa, minha vida\" hoje sairia por um total de R$ 364.454,19 (no prazo de 20 anos), considerando a correção atual da prestação (TR mais juros médios de 5% ao ano). Com os juros passando para 8% ao ano - estimativa divulgada por fontes do Conselho Curador do FGTS ao jornal \"O Globo\" -, o montante final passaria para R$ 421.195,79. Nesse caso o aumento no valor final do financiamento seria de 15,5%.

    - O valor do imóvel (no fim do parcelamento) aumentará, e esse aumento provocará uma grande diminuição na tomada de crédito - afirmou Marcello Gonella, professor da Universidade Anhembi Morumbi.

    O aumento nos valores, porém, atingiria apenas os financiamentos futuros feitos com recursos do FGTS.

    - A mudança atingirá somente a Caixa (Econômica Federal) e apenas alguns financiamentos, que utilizam recursos do FGTS. Estes ficariam descasados (com a correção do dinheiro do fundo pela inflação e não mais pela TR, como pedem os trabalhadores). Para todos os outros bancos, nada mudará - explicou Nelson.

    Segundo dados da Caixa, de 2013, as linhas de crédito imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançaram R$ 7,8 bilhões, enquanto as operações com dinheiro do FGTS somaram R$ 2,1 bilhões. Aquelas feitas com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR, \"Minha casa, minha vida\", faixa 1) totalizaram R$ 2 bilhões. As demais fontes corresponderam a R$ 714,4 milhões\".

    O economista e professor do Ibmec Gilberto Braga ressaltou que as ações na Justiça pedem a substituição da TR pelo INPC ou pelo IPCA apenas na fórmula de remuneração das contas de FGTS:

    - A ações não mexem no cálculo da TR nos financiamentos imobiliários. Quanto aos juros, sim, é possível que aumentem, mas não há como prever exatamente o quanto.

    Procurados, a Caixa Econômica Federal e o Conselho Curador do FGTS não se pronunciaram sobre o assunto.

    Pressão na Justiça ajuda, mas não basta

    Com o aumento do número de ações na Justiça, o governo federal tem montado uma força-tarefa para derrubar os quase 40 mil processos espalhados pelo país. Segundo \"O Globo\", a Caixa Econômica Federal já pediu ajuda à Advocacia-Geral da União (AGU) para recorrer das sentenças. O objetivo é evitar que o assunto chegue ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Numa ação civil coletiva apresentada na semana passada, a Defensoria Pública da União (DPU) pede que a Taxa Referencial (TR) seja substituída por algum índice que reflita o aumento dos preços no país desde 1999, ano em que a TR começou a decrescer, devido a um fator redutor determinado pelo Banco Central (BC). Mario Avelino, presidente do Instituto FGTS Fácil, destacou que, apesar de a ação ter validade nacional, todos os trabalhadores que tiveram perdas nos saldos de suas contas deverão entrar na Justiça:

    - Quanto mais processos houver, maior será a pressão.

    Para Ricardo Pereira Guimarães, advogado trabalhista e professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), no entanto, a pressão dos trabalhadores na Justiça não basta.

    - O Poder Judiciário está acostumado com o grande volume de ações.

    Ainda segundo Guimarães, também pode surgir uma proposta do governo, por se tratar de ano eleitoral, já que, matematicamente, é inegável o prejuízo que o trabalhador tem acumulado. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 09/02/2014 Zona Norte ganha mais projeção
    Com as obras de infraestrutura que o Rio vem recebendo por conta de eventos como a Copa do Mundo, construtoras levam seus projetos a locais ainda não muito explorados pelo mercado, de olho na valorização destas regiões. É o caso de bairros como Campinho, Engenho de Dentro, Cachambi e Del Castilho, todos na Zona Norte.

    Vale ressaltar que a região ficou em segundo lugar na pesquisa da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), recebendo 6.629 novas unidades em 2013.

    Em Campinho , a CTV Construtora lançou recentemente o Jardim do Teles. O residencial terá 27 apartamentos de dois quartos , além de lazer e segurança. \"O bairro é estratégico, com fácil acesso a todas as regiões. E com a Transcarioca, o deslocamento será mais rápido. A estação do BRT vai se integrar com o trem e com o metrô\", explica Felipe Videira, diretor da CTV.

    No Engenho de Dentro, a Santa Cecília está com 70% das unidades do Stadio vendidas. \"Todo o entorno do Engenhão está muito valorizado e vai ficar mais com as obras previstas até as Olimpíadas de 2016\", destaca Marcio Iorio, diretor da construtora.

    Já a Living escolheu o Cachambi para lançar o Fun! Residencial e Lazer. A empresa investe em Del Castilho, com a terceira fase do condomínio-bairro Rio Parque, em parceria com a PDG.

    Segundo o gerente de incorporação da Living, Thiago Athayde, estes bairros são atraentes por permitir acesso rápido à Linha Amarela, estação de metrô e pela proximidade ao NorteShopping e ao Nova América. \"Estar ao lado destes shoppings é, sem dúvida, é um diferencial importante\", completa Athayd Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 07/02/2014 Rio continua com o metro quadrado mais caro do país
    A cidade do Rio continua com o metro quadrado mais caro do país. A região teve alta nos valores de 15,5% no acumulado dos últimos 12 meses. Em dezembro, segundo o indicador Fipe, subiu 1,2%. Além disso, o município possui também o maior valor médio do país, com R$ 10,250 a metragem. O bairro do Leblon mantém o metro quadrado mais caro, com R$21.622. Já a Pavuna apresenta a metragem mais baixa, com R$2.211.

    No país, a alta do valor de venda dos imóveis por metro quadrado em janeiro foi a menor em mais de um ano, desde outubro de 2012. O preço médio de venda aumentou no mês 0,77% (R$ 7.318), considerando o do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros.

    Já no acumulado dos últimos 12 meses, o valor anunciado do metro quadrado subiu 13,5%. No período, a maior valorização, ocorreu na capital paranaense, Curitiba, onde a metragem subiu 36,6%, a R$ 5.083. A menor alta ocorreu em Brasília (3,9%), a R$ 8.146.

    O metro quadrado da capital paulista subiu 0,7%, a menor alta mensal em toda a série histórica. Em janeiro, o preço médio em São Paulo foi de R$ 7.839. No acumulado de 12 meses, o valor na cidade subiu 13,7%.

    COMPARAÇÃO MENSAL

    O aumento médio nas 16 cidades monitoradas foi de 0,8% no mês passado, acima do esperado para a inflação. Os maiores aumentos ocorreram em Florianópolis (SC) de 1,6% e em Vitória (ES), de 1,4%.

    Índice avalia apartamentos

    O Índice Fipe de Preços de Imóveis Anunciados é calculado pela entidade e acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos. É feito em 16 municípios brasileiros com base em anúncios publicados na internet. O indicador possui série histórica, de abrangência nacional, desde 2008 quando passou a acompanhar preços de venda e locação no país.

    A metodologia do índice Fipe considera apenas os anúncios de apartamentos e leva em conta a localização - bairro -, o número de dormitórios e a área útil. Publicado por: O Dia -
  • 07/02/2014 Oferta e demanda do mercado imobiliário estão mais equilibradas
    Embora a sensação seja de desaquecimento no mercado imobiliário, principalmente depois do boom registrado entre 2010 e 2011, as perspectivas sobre o comportamento do setor são positivas em 2014. É o que aponta pesquisa inédita realizada pela Geoimovel, empresa que mapeou cerca de 80% dos lançamentos imobiliários na capital mineira, em parceria com a Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).

    Mesmo com diminuição no número de lançamentos de apartamentos, que passaram de 5.157 em 2012 para 2.933 em 2013, houve equilíbrio entre oferta e demanda e também nos preços. Do total lançado no ano passado, 55% foram comercializados e 45% permaneceram em estoque.

    Com base em estudos realizados em outras capitais brasileiras, que apontaram queda no volume de lançamentos, o diretor técnico da Geoimovel, Marcelo Molari, ressalta os dados de Belo Horizonte. A capital mineira, além de retração no número de lançamentos, apresentou queda de 20% no valor geral de venda (VGV) no ano passado em relação a 2012. Contudo, a situação percebida em BH foi menos desfavorável do que em Boa Vista, onde nenhum lançamento foi registrado no período de 2012/2013, em Curitiba (queda de 45%) e em Salvador (recuo de 41%). \"Enquanto Curitiba e Salvador precisariam de dois a três anos para vender todos os seus estoques, Belo Horizonte venderia seu estoque, se não lançasse mais nada, em 16 meses\", explicou.

    Para o presidente da CMI/Secovi-MG, Evandro Negrão de Lima Júnior, a relativa estabilidade na absorção dos lançamentos, de 2012 em diante, indica um equilíbrio no mercado e afasta as especulações de bolha. \"O preço médio do imóvel subiu pouco mais que a inflação e isso indica sustentabilidade\", garante. Ainda de acordo com ele, o setor não sofre com os impactos da instabilidade econômica. \"Estamos falando de R$ 100 bilhões em crédito por ano e saindo de uma faixa de 2% a 3% do PIB (Produto Interno Bruto), chegando a 8%. No Chile, esse total chega a 25%. Ou seja, ainda temos muita capacidade para crescer\", explica.

    Segundo Lima Júnior, os juros para financiamento são competitivos, mesmo com o aumento da Selic, que está em 10,5% ao ano. \"No cenário macro, a Selic não impacta tanto no financiamento, já que a longo prazo os juros de financiamento não aumentaram e as pessoas conseguem taxas entre 4% e 11% ao ano\", comenta. Outro fator positivo para o mercado imobiliário, aponta o empresário, é a taxa de desemprego baixa, em 4,6%. \"O nosso mercado não vai bem se o país for mal. Se temos crédito, juros e emprego pleno, o setor funciona e não temos motivos para não sermos otimistas\", comenta. As análises, segundo ele, apontam momento de estabilização no mercado. \"Agora ele não cresce 15% todo ano, ele cresce num ritmo menor, mas sustentável\", reforça.

    A arquiteta Cláudia Bocchile, da Geoimovel, que também participou da elaboração do estudo, explica que desde 2010 Belo Horizonte registra mais lançamentos que vendas e, com isso, tem mais estoque residual de imóveis a ser trabalhado, principalmente em unidades que estão perto de ser entregues. Ainda de acordo com ela, os estoques de lançamento da época do boom são pequenos, porém altos em relação aos números absolutos. \"Geralmente nos anos anteriores os estoques eram de 5% a 15%, que são valores normais, mas agora, com mercado menor, acaba sendo um percentual significativo\", pondera.

    Do estoque total, de 4.353 imóveis, 54% dos que não foram vendidos são de dormitórios três quartos, ou seja, 2.362 unidades, considerando um universo a partir de lançamentos de 2010. Já o segmento de quatro quartos, que tem velocidade mais lenta de vendas, por atingir um percentual menor da população, possui 17% do estoque disponível, ou seja, 718 unidades. Ainda de acordo com a pesquisa, o estoque contempla principalmente aqueles apartamentos na faixa entre R$ 301 mil e R$ 500 mil, com 464 unidades, seguidos pelas 393 unidades de R$ 501 mil a R$ 1 milhão. Os apartamentos de R$ 200 mil a R$ 300 mil são minoria, cerca de 200.

    MIGRAÇÃO

    Diante desse cenário de escassez de terrenos em Belo Horizonte e redução de oferta de apartamentos por conta de estoques elevados, a tendência tem sido de migração das incorporadoras para a Grande BH, principalmente Contagem e Betim. \"Depois dos vários lançamentos em Nova Lima, os olhos estão voltados para essas outras cidades\", garante Cláudia Bocchile. Em 2012 foram 450 lançamentos residenciais em Nova Lima, ante 5.294 em Betim e Contagem. No ano passado, foram lançados em Nova Lima 756 imóveis residenciais e 235 comerciais. Do total de 991 unidades, 652 foram vendidas e 339 mantidas em estoque. Publicado por: O Estado de Minas -
  • 06/02/2014 Preço de imóveis à venda no Rio subiu 15,5% em um ano
    O Índice FipeZap, que acompanha o preço médio do metro quadrado de imóveis anunciados para a venda em 16 cidades do país, revela que os preços no Rio acumulam alta de 15,5%, nos últimos 12 meses. A cidade tem o metro quadrado mais caro: R$ 10,250; Publicado por: Extra -
  • 05/02/2014 Crédito
    A tese de que o País vive uma bolha imobiliária parece não preocupar a Caixa, principal banco para a habitação. Na quinta-feira 30, a estatal informou que espera um crescimento de 10% a 20% na concessão de crédito neste ano. No ano passado, a Caixa liberou R$ 134,9 bilhões. Publicado por: IstoÉ Dinheiro -
  • 05/02/2014 Condomínios investem em serviços com \"grife\"
    Já não basta ter uma academia, um salãozinho de beleza, um espaço gourmet ou um barzinho com guloseimas para as crianças perto da piscina. As áreas de lazer dos \"condomínios-clube\" procuram nomes grifados dos esportes, da beleza e da gastronomia para assinar esses espaços. O Península, por exemplo, têm adega criada por Danio Braga. No Rio 2, o salão é mais uma das franquias da rede comandada por Edson Freitas. E até academias como BodyTech e Rio Sport Center já têm algumas unidades dentro de condomínios.

    Para os comerciantes, um típico negócio de bairro, com a segurança de estar dentro de um condomínio fechado e a certeza de ter clientes conhecidos e fiéis. Já para as construtoras, a garantia de valorizar o imóvel. Não exatamente no preço, mas na maneira como aquela unidade será vista no mercado. Por isso, muitas investem na parceria ainda no lançamento. Um exemplo é o residencial RG Personal Residences, no Recreio. A construtora Even apostou na divulgação da parceria com a rede de academias Rio Sport Center para assinar o espaço fitness do empreendimento antes mesmo de começar a construção. Outras empresas fazem a parceria com o imóvel já pronto.

    - Periodicamente realizamos pesquisas de mercado para identificar as necessidades dos nossos clientes e temos percebido que cada vez mais eles buscam por serviços de qualidade. Em um residencial, entre as áreas de lazer de mais procuradas, está a academia, principalmente no Rio de Janeiro - afirma Fábio Terepins, diretor Executivo da Even, explicando que a Rio Sport Center será responsável não apenas por montar a academia do RG Personal Residences, mas também por operá-la.

    - No lançamento, o mercado investe muito no conceito de \"condomínio-clube\", com amplas áreas de lazer e segurança para os moradores. Depois de prontos, é preciso colocar o condomínio para funcionar e ninguém melhor para fazer isso que os especialistas. Surgiram então as parcerias com restaurantes renomados, spas e academias de grife. Sem dúvida, contar com serviços de qualidade tornou-se um diferencial, valorizando ainda mais os empreendimentos já prontos - acredita Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, imobiliária responsável por vender boa parte dos lançamentos imobiliários da cidade.

    Ter uma área de lazer de grife não vai fazer com que o metro quadrado custe mais caro, mas certamente ajuda a vender, mais rapidamente, as unidades. E como os serviços são independentes do condomínio, não há qualquer impacto na taxa mensal paga pelos moradores. Responsável pela criação de alguns dos condomínios bairro da Barra - como Península, Rio 2 e Cidade Jardim -, a Carvalho Hosken, por exemplo, investe em serviços que tenham a cara de seus futuros moradores. No prédio St. Barths, do Península, chamou o chef e sommelier Danio Braga para criar a adega do empreendimento, que tem espaços para cada unidade guardar seus vinhos. Já para o Cidade Jardim levou o conhecido Bar do Adão, que já tinha uma unidade em outro condomínio da cidade, o Garden Park, no Grajaú.

    - Trazendo as marcas oferecemos produtos de excelência para os moradores. E isso independe do preço do imóvel, que, de certa forma, é nivelado. O apartamento naquele prédio não vai custar mais que no similar. Mas na hora de revender, ele vai ter um diferencial, um algo a mais que ajuda a mostrar a qualidade dos nossos produtos - diz Ricardo Corrêa, gerente de marketing da Carvalho Hosken.

    Gestor das duas unidades do Bar do Adão em condomínios da cidade, Rômulo Ferreira acredita que a fórmula é um sucesso.

    - Hoje, o Bar do Adão é citado como chamariz de venda nos anúncios imobiliários dos dois condomínios. O restaurante dentro do condomínio oferece mais segurança e conforto para os moradores, que acabaram se tornando clientes fiéis. O movimento é estritamente familiar, de pessoas conhecidas e seus convidados, que preferem se divertir sem sair de casa - diz. Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 04/02/2014 Emissões de fundos imobiliários batem novo recorde em 2013
    Ainda que 2013 não tenha sido um brilhante ano para o mercado secundário de cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) - no que diz respeito ao preço de suas cotas - pelo menos em termos de montante emitido o desempenho do mercado primário do setor conseguiu superar o ano de 2012, que já havia sido o recorde histórico. No ano de 2013 o montante emitido foi de R$ 11,08 bilhões, valor 0,4% superior à soma das emissões realizadas em 2012, de R$ 11,04 bilhões.

    Apesar da nova marca histórica, as emissões de fundos listados em bolsa, ou seja, dos FII aptos a negociarem suas cotas no mercado secundário dentro do ambiente de negociações da BM&FBovespa, alcançaram o montante total de R$ 6,50 bilhões, 22,8% a menos que o total que este subconjunto de fundos emitiu em 2012 (R$ 8,42 bilhões). As emissões dos fundos listados corresponderam a 58,6% do valor total emitido em 2013, enquanto em 2012 a representatividade destes fundos foi de 76,2%. Esta queda é reflexo de um cenário econômico desfavorável para o mercado de cotas de FII, haja vista que o aumento da taxa de juros implicou numa perda de atratividade destas cotas frente aos ativos de renda fixa atrelados à taxa DI, conforme debatido recorrentemente na série de artigos da Uqbar sobre rentabilidade de fundos imobiliários.

    Quanto ao subconjunto dos demais fundos (não listados em bolsa), o montante emitido dessa parcela de participantes da indústria de FII alcançou, em 2013, a cifra de R$ 4,58 bilhões, o que equivale a 41,4% do montante total. Este valor foi 74,6% superior ao obtido por esta categoria de FII em 2012.

    Analisando a composição do montante emitido em cotas de FII nos anos de 2012 e 2013 por tipo de ativo, nota-se um aumento da parcela de emissões de cotas de FII que investem em ativos de Renda Variável, de 0,6% para 7,1%. Por outro lado, a parcela de emissões de cotas de FII que investem em imóveis decresceu, de 72,2% para 68,2%. Dentro da categoria Imóvel, destaque para os fundos que investem em Escritórios que aumentaram em 45,4% o montante de emissões, de R$ 2,77 bilhões em 2012 para R$ 4,03 bilhões em 2013. Publicado por: Infomoney -
  • 04/02/2014 Casal opta pela simplicidade de uma casa pequena, além de sustentável
    No inicio de seu casamento, Lily Copenagle e Jamie Kennel começaram a planejar sua vida juntos, criando projetos para a casa e fazendo listas de itens indispensáveis em blocos e guardanapos de papel.

    A ideia era simples: eles iam projetar uma casa que fosse grande o suficiente para os dois, mas pequena o suficiente para ser fácil de manter e, ao mesmo tempo, sustentável. Isso lhes daria mais tempo e recursos para atividades intelectuais e recreativas. Ter menos e viver mais. Parece chavão, mas tornou-se sua filosofia de vida.

    Nunca gostei de móveis, de limpeza nem de cuidar de coisas que realmente não precisamos - disse Copenagle, 40 anos, formada em Física e Biologia Celular e diretora associada do Reed College, em Portland, Oregon, onde seu trabalho é ajudar os estudantes a ficarem e se tornarem bem sucedidos na faculdade.

    Como o marido dela disse, \"há muito mais liberdade pessoal quando se escolhe um imóvel menor\". Kennel, 38 anos, é diretor de um programa de paramédicos em Portland e planeja fazer um doutorado em Educação ou Ciências Comportamentais, e está particularmente interessado em como pequenas equipes de técnicos de emergência médica e outros trabalham juntos durante uma crise, muitas vezes em locais bastante pequenos.

    Copenagle afirmou:

    - Jamie está em contato com pessoas no dia de suas vidas em que sua saúde está pior, e eu em seu momento acadêmico mais difícil.

    Os dois se casaram há oito anos, após namorar por um ano, em uma cerimônia especialmente pequena (só eles dois) quando estavam de férias na Nicarágua. Quando voltaram à Portland, deram uma festa para os amigos e a família para não deixar passar em branco. Logo depois, eles começaram a fazer as listas.

    Kennel queria um lugar que não tivesse os quartos apertados e batentes baixos das casas mais antigas onde haviam morado, para ele não precisar se lembrar de abaixar a cabeça toda vez que tivesse que passar por uma porta.

    Copenagle queria um espaço pequeno o suficiente para aspirar em cinco minutos, ao alcance do cabo do aspirador ligado em uma única tomada, para não ter que ligá-lo e desligá-lo várias vezes.

    E nem pensar em escadas porque a Sirena, um de seus amados cães de resgate, tem 14 anos e está muito fraca, e também porque eles sabem que por mais jovens e ágeis que sejam agora, um dia eles podem chegar a estar na mesma situação dela.

    Após se mudarem a um bairro na zona norte da cidade, eles compraram uma velha casa dos anos 50 em um terreno comprido por US$ 190 mil, e a demoliram, doaram e reciclaram qualquer coisa reutilizável. Tudo o que jogaram fora encheu só uma caçamba.

    Os vizinhos ficaram preocupados com o que poderia surgir no lugar daquela antiga casa: uma mansão, vários townhouses ou alguma esquisitice nojenta entre os bangalôs modestos do local. Ninguém imaginava que o casal construiria uma pequena casinha arrumada de pouco mais de 65 metros quadrados (65,4 exatamente), com um telhado abobadado verde, plantados com fauna nativa e um ar amistoso dos anos 60.

    - Minha mãe brinca dizendo que pegamos uma casa muito boa de dois quartos e colocamos uma sala nela - disse Copenagle.

    A família de Kennel também não conseguia entender isso. Ele disse:

    - Ela não se encaixa na imagem social de sucesso deles, em geral. Se estamos tão bem, por que não mostrá-lo com uma casa?

    Até os arquitetos com quem falaram rejeitaram a ideia, disse Copenagle.

    - Eles ficavam nos perguntando: vocês não querem mesmo fazer isso, né?

    Afinal, morar em pequenas dimensões tem seus defensores, mas ainda é sub-representada no mercado imobiliário norte-americano. Em 2012, a casa média construída nos Estados Unidos foi de uns 232,3 metros quadrados.

    Mas não era questão de status ou dinheiro.

    - Sem dúvida, nós podemos comprar um imóvel maior, mais caro, mas não é o que queremos - disse Copenagle.

    Então, eles insistiram: encomendaram um projeto que eles mesmos bolaram, deram entrada aos alvarás e contrataram um empreiteiro. Entretanto, conforme Copenagle, o casal estava na obra o tempo todo, mas o empreiteiro nunca aparecia.

    Assim que as fundações ficaram prontas, eles decidiram se livrar do empreiteiro e terminar sozinhos a maior parte do trabalho. Era outra maneira de economizar dinheiro e, além disso, eles disseram gostar de fazer o trabalho de construção.

    No total, a construção da casa, que acabou em 2012, custou cerca de US$ 135 mil, incluindo materiais e mão de obra. Seu próprio trabalho, que não está incluído nesse valor, foi avaliado por eles em US$ 50 mil. Eles disseram que da próxima vez, vão abrir mão de empreiteiros, arquitetos e corretores imobiliários, que custaram outros US$ 18 mil no começo.

    Esses custos foram contrabalançados com a doação de cerca de US$ 9 mil que a cidade lhes concedeu por terem um telhado verde, e eles economizam na conta de água por reutilizar águas pluviais com a pavimentação permeável, o jardim de chuva e um tanque para água de chuva de mais de 2 mil litros.

    O paisagismo também suaviza o ar industrial do exterior e atrai pedestres, que param e tocam a campainha, fazendo perguntas e dando opiniões.

    Os moradores não parecem se importar. Eles estão muito satisfeitos com a forma como os espaços interiores e exteriores fluem juntos, criando a impressão de uma casa mais ampla. E estão orgulhosos do desempenho da casa quanto à economia de energia.

    Nada disso passou despercebido pelos vizinhos. Kim Conrow, 65 anos, que mora ao lado, ficou maravilhada:

    - Nos fins de semana, eles vão a lugares e fazem coisas mesmo. Eles não estão amarrados aos projetos como a maioria de nós. Adoro a simplicidade dela.

    Contudo, Conrow admitiu que ela nunca conseguiria compartilhar um armário com seu marido, como seus vizinhos.

    Ainda assim, os benefícios falam por si.

    Em nove meses, a hipoteca será paga na íntegra, o que vai deixar Copenagle e Kennel com custos mensais de uns US$ 370 de IPTU, serviços públicos e municipais e seguro.

    Isso é bom, porque em breve eles terão de pagar o doutorado de Kennel. E Copenagle comprou um caiaque mais elegante para acompanhar o seu marido enquanto ele rema seu stand up paddle nos rios locais. Recentemente, eles também compraram 8,1 hectares no nordeste de Washington, sem água, gás nem energia elétrica, com uma vista incrível das Montanhas Cascade.

    E as listas em guardanapos começaram novamente. Desta vez, a meta é 37,2 metros quadrados.
    Publicado por: Zero Hora -
  • 03/02/2014 Zona Norte cresceu 23% em 2013
    A Zona Norte ficou em segundo lugar no balanço da Ademi com 6.629 novas unidades. O total representa crescimento de 23% em relação a 2012. \"A região ganhou novo ânimo com todas as mudanças que vêm ocorrendo, como as linhas de BRTs\", destaca João Paulo de Matos, presidente da Ademi.

    Mario Amorim, diretor-geral da Brasil Brokers no Rio, ressalta a melhora na qualidade de vida dos moradores.

    \"Nos últimos dois anos, os lançamentos da Zona Norte têm mostrado muita procura e velocidade de venda alta. E o aumento da qualidade de vida faz com que os moradores fiquem em seus bairros. Isso acaba atraindo pessoas que vivem em bairros vizinhos\", explica. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 03/02/2014 Trabalho na construção cresce 1,54% em 2013
    O total de trabalhadores empregados no setor de construção civil no País no fim de 2013 foi 1,54% maior do que no fim de 2012. No ano, foram criadas 52 mil vagas de trabalho (saldo das contratações menos demissões), de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 30, pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o setor empregava 3,426 milhões de trabalhadores em todo o país ao final de dezembro.

    No mês de dezembro foi apurada queda de 2,53% no indicador em relação a novembro, com o fechamento de 89 mil vagas. Contudo, essa queda sazonal foi menos acentuada do que em dezembro de 2012, quando o saldo entre demissões e contratações ficou negativo em 101,7 mil postos de trabalho.

    No Estado de São Paulo foram criadas 11,9 mil vagas de trabalho no setor em 2013, alta de 1,37% ante 2012. Ao final de dezembro, o Estado empregava 878,6 mil pessoas com carteira assinada. Em dezembro, o índice apresentou declínio de 2,2% em relação a novembro, com o fechamento de 19,8 mil vagas. Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 02/02/2014 Zona Oeste está na frente dos lançamentos imobiliários
    A Zona Oeste do Rio é a mais procurada para lançamentos imobiliários, segundo balanço da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ). Em 2013 foram lançadas 12.813 unidades entre residenciais, comerciais e hoteleiras na região.


    No ranking de bairros que receberam os novos imóveis, Recreio dos Bandeirantes ficou em primeiro lugar, com 4.262 unidades. Em segundo vem Jacarepaguá (3.537), seguido pela Barra da Tijuca (2.725).
    De acordo com o presidente da associação, João Paulo de Matos, a Zona Oeste vai continuar em expansão.


    \"Acreditamos que os novos imóveis que surgirão serão lançados, prioritariamente, no Recreio, Jacarepaguá, na Grota Funda, Vargem Grande e Campo Grande. Esses bairros ainda têm grandes espaços urbanos para construção. A tendência é que surjam novos condomínios-clube e muitos bairros planejados\", afirma Matos.

    Gustavo Araújo, coordenador de Compra e Venda da Apsa, complementa que a Zona Oeste, além de ter maior oferta de terrenos, vem recebendo investimentos em infraestrutura. \"Sem contar que o valor do metro quadrado ainda está mais atrativo do que na Zona Sul\", diz Araújo.
    Entre os condomínios lançados no Recreio, em 2013, estão o Frames, da Calper, e o Damai Residences, da Brookfield.


    Em Jacarepaguá, o Illimitato, da Calçada; o Jazz, do Grupo Avanço Aliados; e o Grand Village, da Fmac, são algumas opções de residenciais. Já a Mega 18 Construtora investiu no bairro com o comercial Fontana di Successo. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 02/02/2014 A delicada riqueza das fachadas do Centro
    Ao admirar um monograma com as iniciais MC no alto da fachada de um sobrado na Rua Vinte de Abril, no Centro, o fotógrafo e pesquisador carioca Luiz Eugênio Teixeira Leite decidiu fotografá-lo. Não só pela beleza da peça, mas pela curiosidade sobre o significado das letrinhas de argamassa que aparecem embaixo de uma concha. Após pesquisar e cruzar dados de arquivos públicos com o endereço do imóvel, ele acabou descobrindo, numa multa publicada no Diário Oficial da União, que o prédio pertenceu a Maria Carqueija.

    Provavelmente uma comerciante que não era lá muito cumpridora dos regulamentos sanitários da cidade, já que, no dia 18 de maio de 1910, ela foi multada em 53 réis depois de fiscais terem flagrado irregularidades no seu estabelecimento, situado no número 21 da então chamada Travessa do Senado. Este caso foi um dos cerca de dois mil coletados por Teixeira Leite durante as muitas andanças que vem fazendo pelas ruas do Rio desde 2000, sempre de olho nos detalhes arquitetônicos que a maioria não enxerga na correria do dia a dia. O resultado dessa pesquisa iconográfica, que consiste em observar, fotografar e investigar a história de cada ornamento visto nas fachadas, já virou livro (\"O Rio que o Rio não vê\"), blog (www.orioqueorionaove.com), além de roteiro de visita guiada. E acaba de inspirar uma exposição que promete, mais uma vez, desafiar o visitante a ver o Rio com outros olhos.

    Ao circular pela exposição, em cartaz até 16 de março no Centro Cultural dos Correios, o espectador pode ter uma amostra do que Teixeira Leite descobriu nas ruas do Centro, bairro a que se restringiu a pesquisa. Além das 36 imagens e ornamentos simbólicos das fachadas de construções civis que integram o livro, na exposição o autor exibe uma série de 400 imagens, numa projeção multimídia. Para completar o clima de familiarização do carioca com sua cidade, o pesquisador vai realizar três visitas guiadas gratuitas pelos endereços fotografados, nos dias 8, 15 e 22 de fevereiro. Inscrições pelo e-mail: leugenio@centroin.com.br.

    - Além das imagens, coloquei uma legenda com fotos da fachada inteira, para a pessoa poder identificar o prédio. Em cada legenda, há também um QR Code que direciona o espectador para o meu blog, onde ele pode ler mais detalhes - diz o designer.
    Um detalhe arquitetônico que não entrou no livro, mas está na exposição multimídia, é o baixo-relevo na fachada principal de uma edificação na Rua Pedro Alves, que mostra um burro puxando um bonde onde estão o condutor, o cobrador e três passageiros. No alto do bonde lê-se \"Bonds da Villa Guarany\". Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac), o chalé avarandado de 1883 é o que restou da estação que serviu à linha de carris de tração animal que ligava a Praia Formosa a São Cristóvão.

    - Queria ter colocado no livro, mas só o encontrei quando já tinha fechado a edição - explica ele, que está registrando imagens em outros bairros a fim de lançar uma nova edição.

    Uma das constatações do pesquisador, depois de bater perna e observar fachadas, é que os baixos-relevos sempre são relacionados ao uso do imóvel. Daí, explica ele, a presença de tantas representações de Mercúrio, deus do comércio, em sobrados do Centro.

    - Era comum os comerciantes homenagearem o padroeiro da atividade. Isso me ajudou na hora de identificar o uso original dos prédios: se tem Mercúrio na fachada, em algum momento o lugar foi comércio - conta Teixeira Leite.

    Enfeites

    Nas duas primeiras décadas do século XX, esclarece o fotógrafo e pesquisador carioca Luiz Eugênio Teixeira Leite, o uso de ornamentos na fachada era quase obrigatório na arquitetura.

    - Na hora de desenhar a fachada, eles tinham que usar algum elemento que remetesse ao uso do prédio - completa.

    Um exemplo dessas pistas deixadas na fachada, cita o autor, é o baixo-revelo em argamassa no edifício do Largo de São Francisco de Paula número 4, onde, no final do século XIX, foi instalado o depósito da fábrica de luvas de pelica Boaventura da Silva & Ferreira. Ali, hoje, funciona uma lanchonete.

    - Vemos ali o símbolo da cornucópia, atributo de fertilidade, fecundidade e abundância, que normalmente expele moedas e frutos. Naquele caso, de um lado saem leques, e de outro, luvas, numa referência ao depósito - explica, sem identificar o autor do projeto.

    No antigo prédio do Ministério da Fazenda, na Avenida Presidente Antonio Carlos 375, os 33 ornamentos em mármore, de Humberto Cozzo, representam as principais atividades produtivas do Brasil.

    - Como o prédio é gigante, pouca gente vê os detalhes. Ele tem lindíssimas métopas, com figuras representando a mineração, a pesca, o comércio marítimo e outras fontes de renda do país - descreve o autor, que garante não ter feito nenhum malabarismo para clicar as fotos. - Não me vali de ângulos privilegiados, apenas usei uma lente boa. Mas qualquer pessoa pode ver o ornamento do mesmo lugar de onde fotografei.

    Ornamentos de igrejas não fazem parte do acervo, mas os trabalhos delicados dos prédios das irmandades ou de moradias de pessoas muito religiosas foram documentados.

    - A irmandades colocavam ornamentos com motivos de tendência religiosa, e vimos muitas representações do Cordeiro de Deus. Só que, num prédio da Rua Teófilo Otoni 152, que foi de uma irmandade, a imagem de um cordeiro, talvez em função da restauração malfeita, virou a de um burro. Já um exemplo de cordeiro bem executado aparece na Rua Bueno Aires 189 - diz.
    Publicado por: O Globo - Design Rio
  • 02/02/2014 Custo
    O índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas, subiu 0,7% em janeiro. O valor está acima do registrado em dezembro, de 0,22%. Nos últimos 12 meses, a taxa acumula 8,39%. A mão de obra registrou a maior inflação entre os itens medidos, passando de 0,21%, no mês passado, para 1%, em janeiro. No Rio, houve desaceleração em dezembro, de 0,21% para 0,18%. Publicado por: O Globo -
  • 02/02/2014 Caixa bate recorde de financiamentos
    A Caixa Econômica Federal atingiu recorde histórico de R$ 134,9 bilhões em contratações do crédito imobiliário. O número de financiamentos também superou os anos anteriores - 1,9 milhão de contratos contra 1,2 milhão em 2012. A previsão para 2014, é de um crescimento entre 10% e 20%. Publicado por: O Globo -
  • 02/02/2014 Unidades completas e prontas para morar
    A hora de receber as chaves do imóvel muitas vezes representa o momento de começar a pensar na decoração da nova casa. Para facilitar essa transição, construtoras do Rio de Janeiro apostam em empreendimentos que são entregues com tudo o que o futuro morador precisa para viver com todo o conforto.

    O Mares de Goa, da João Fortes que será lançado este mês no Recreio dos Bandeirantes, por exemplo, será repassado pronto para morar. O condomínio servirá como acomodação durante os Jogos Rio 2016 e terá enxoval completo, dos armários da cozinha aos eletrodomésticos, passando, inclusive, por tapetes, cabides e toalhas de banho.

    O Outside , da Leduca, é outro empreendimento no Recreio que vai para completo para o comprador morar. Além de móveis e eletrodomésticos, todas as unidades terão fechadura biométrica (leitura de digitais). O projeto prevê mais de 20 itens de lazer e sustentabilidade, como pontos de recarga para carros e bicicletas elétricas.

    No Choice, projeto da Calçada no mesmo bairro, os moradores têm a opção de adquirir suas unidades com armários planejados nos quartos, na cozinha e nos banheiros. Além disso, a construtora oferece eletrodomésticos da linha branca e aparelhos de ar-condicionado.

    A Efer também investe em imóveis completos para atrair e agradar aos clientes. No Porto Real Suítes, condomínio da construtora em Mangaratiba, na Costa Verde, todas as 240 unidades serão entregues com armários nos quartos, cozinha e banheiros, e as coberturas ganharam também eletrodomésticos e conjuntos de cama box. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 30/01/2014 Intervenções urbanas
    As mudanças programadas para o campus da Ilha do Fundão, sede de um dos principais polos tecnológicos do país, serão conhecidas, amanhã, durante debate no Instituto Pereira Passos, em Laranjeiras. O novo Plano Diretor da Cidade Universitária terá impacto direto no entorno e afetará moradores da Maré e adjacências. O objetivo do encontro é colher sugestões da população para que as alterações viárias sejam integradas ao planejamento da cidade. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
  • 30/01/2014 Solução nativa
    Diante da expansão urbana na Amazônia, com o aumento da população e do êxodo para a periferia de cidades de maior porte em função da falta de oportunidades na floresta, a Caixa Econômica Federal (CEF) planeja financiar habitações populares feitas de madeira nativa, seguindo a tradição construtiva da região. A estratégia promove a geração de renda local e elimina entraves na logística para o transporte de materiais até áreas mais distantes e isoladas.

    O objetivo é atender inicialmente a uma demanda reprimida de 200 mil moradias, podendo chegar a 1 milhão. \"O argumento de que casas de madeira não duram é um mito\", diz Paulo Fontes, chefe do Laboratório de Produtos Florestais, do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em Brasília.

    Um grupo de trabalho, do qual participam também Banco do Brasil e Ministério das Cidades, irá formatar o primeiro padrão brasileiro de normas e referências para construções populares de madeira, dentro do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), ao custo de R$ 30 mil a unidade. Em nota, a CEF afirma que \"as especificações subsidiarão uma política pública voltada à construção de casas de madeira em todo o país\".

    A iniciativa tem o potencial de dar escala ao produto regional e esquenta o debate sobre o futuro da madeira tropical, principal ativo da Floresta Amazônica, hoje em processo de substituição por materiais alternativos na construção civil e movelaria, como plástico, aço, gesso e alumínio. A atual oferta de madeira amazônica está longe de suprir a demanda crescente de mercado, dentro da legalidade. A tendência, dizem analistas, tem sido a opção por matéria-prima de floresta plantada (eucalipto e pinus). Hoje metade da produção brasileira de madeira serrada já provém de plantações. Há dez anos, a participação era de um terço.

    \"O produto nativo se destinará a usos mais nobres, com preços mais altos, pois não há sentido a floresta tropical continuar fornecendo madeira para andaimes e escoras de obras\", analisa Roberto Waack, diretor da madeireira Amata. Além de explorar toras amazônicas em florestas públicas sob concessão do governo federal, a empresa investe R$ 200 milhões na compra de terras e plantios florestais de eucalipto no Mato Grosso do Sul e Paraná.

    O projeto transcende a produção de madeira leve, de rápido crescimento, destinada a painéis para movelaria, tapumes e demais usos temporários na construção. A aposta está em algo mais valioso: a plantação de ciclo longo, cujas árvores demoram no mínimo 15 anos para atingir altura e diâmetro propícios para peças estruturais e outras aplicações de maior resistência. \"É um mercado bastante promissor, que exige alto investimento de longo prazo, cerca de R$ 8 mil por hectare, e demorará mais de uma década para se consolidar e atingir escala no país\", afirma Waack.

    \"A madeira nativa nunca será totalmente substituída, mas terá produção menor, o que de certa maneira é bom para as questões ambientais\", completa o empresário. No Brasil, a maior parte do eucalipto se destina à fabricação de celulose e papel. Madeira serrada, painéis e compensados consomem 16% e registram forte expansão, de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf). Ao mesmo tempo, a produção de toras tropicais na Amazônia diminuiu pela metade em 14 anos, segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

    Empresas como Floresteca, Granflor e Weyerhaeuser entraram no jogo. \"Para muitos usos, o eucalipto é hoje tão resistente quanto à madeira de lei\", garante Hélio Olga, diretor da ITA Construtora, fabricante de vigas e pilares, em Vargem Grande Paulista (SP). Desenvolvido a partir de clones vegetais de maior rigidez, o material é ainda 20% mais caro que o produzido com madeira tropical, mas se torna competitivo em relação ao concreto e o aço.

    Após quase trinta anos no mercado, a empresa optou pela substituição total das espécies nativas, devido à dificuldade da logística. O eucalipto está mais perto da indústria e, neste quesito, permite vantagens ambientais. \"No caso da madeira nativa, os ganhos no balanço de carbono, por ser uma fonte renovável, se dissipam nas emissões do transporte ao longo de quase 4 mil km para trazer o material da Amazônia até a indústria\", explica o empresário.

    Do corte de toras até o transporte para o mercado consumidor, a derrubada de árvores na Floresta Amazônica por práticas predatórias e sua transformação em tábuas, vigas e outros produtos liberam na atmosfera entre 6,5 a 24,9 toneladas de dióxido de carbono por metro cúbico. Isso corresponde a até 13,1% do total das emissões brasileiras. \"As decisões na construção civil podem ser de maior ou menor impacto, dependendo da origem da madeira\", avalia Érica Ferraz, pesquisadora da Universidade de São Paulo responsável pelo estudo. \"Há muito espaço para se reduzir carbono por meio de um manejo adequado da floresta\".

    \"Como biomassa, a madeira é praticamente o único material renovável utilizado nas obras\", atesta do Vanderley John, especialista do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). O uso da matéria-prima florestal pesa na conta do carbono e na imagem das construtoras. \"Devido ao melhor acabamento, a madeira tropical certamente continuará sendo usada em prédios de alto padrão\", prevê Lilian Sarrouf, coordenadora do comitê de meio ambiente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon-SP), entidade que lançou um guia para construtoras medirem emissões.

    \"Grandes incorporadoras fogem da madeira amazônica para evitar a burocracia dos órgãos ambientais e os riscos da ilegalidade\", concorda Marco Lentini, à frente do Programa Amazônia do WWF-Brasil. A organização vê a extração sustentável como estratégia de conservação ambiental e ganhos sociais. Na Amazônia, a indústria de base florestal abrange 2 milhões de pessoas, é um motor da economia regional e sua substituição pode incentivar a migração para setores associados a danos ecológicos.

    \"A madeira precisa de utilidade para não ceder lugar a pastagens e cultivos\", reforça o analista ambiental Ricardo Russo, também do WWF. Um dos desafios é promover o interesse comercial por maior variedade de espécies, aumentando a renda e reduzindo a pressão ambiental sobre as que hoje são mais utilizadas. Os planos de manejo preveem a exploração de trinta tipos de madeira, em média, mas apenas oito têm apelo de venda. \"O restante fica no pátio sem comprador\", lamenta Russo, coordenador de um manual elaborado em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo contendo uma lista de novas espécies para uso na construção. Publicado por: Valor Econômico - Especial Negócios Sustentáveis
  • 29/01/2014 Mão de obra na construção civil se valoriza no primeiro mês do ano
    O custo da construção civil vai se manter aquecido em 2014 e a proximidade da Copa do Mundo será um fator a mais a auxiliar os trabalhadores do setor a negociar por aumentos de salários, segundo sindicatos dos empregados e de construtoras. Em janeiro deste ano, a inflação da construção civil subiu 0,70%, com destaque para a mão de obra, que ficou 1% mais cara, segundo o Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC-M), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em dezembro, o indicador foi de 0,22%.

    A proximidade da Copa do Mundo é um dos fatores que influenciam a elevação dos salários, conforme o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (Cbic), José Carlos Martins. \"Mais do que a construção dos estádios, os projetos de infraestrutura em mobilidade urbana poderão ter reflexo sobre a inflação\", diz ele.

    Em Porto Alegre, uma das mais influentes no resultado do INCC de janeiro, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre (STICC) informou que há uma mobilização de greve para os próximos meses que poderá paralisar os canteiros de projetos relacionados ao evento esportivo. A intenção é aproveitar a urgência das construtoras de concluir as obras para conseguir benefícios já conquistados em outros estados. Publicado por: O Dia -
  • 29/01/2014 Ecológica, bonita e barata
    Quando se trata de habitação, unir design, beleza e sustentabilidade com baixo custo parecia uma tarefa quase impossível. Mas essa espécie de tabu acaba de ser quebrada pela arquiteta americana Macy Miller, idealizadora da Tiny House (casa mínima).

    Erguida sobre uma plataforma que mede sete metros de comprimento e 2,5 metros de largura, a casa foi construída com a ajuda de um amigo e reúne diversos conceitos sustentáveis: máximo aproveitamento do espaço, uso de material reciclado, farta iluminação natural e sistema de compostagem do lixo.
    Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Clayton Netz
  • 28/01/2014 Arquitetura \'de grife\' para atrair o consumidor de alta renda
    Na língua inglesa, já existe até uma palavra para designá-los: starchitects. No Brasil, os arquitetos - celebridades ainda não somam um quórum numeroso mas começam a atrair a atenção de incorporadoras imobiliárias. São empresas que enxergam na assinatura de um profissional reconhecido internacionalmente um atrativo a mais para se diferenciar da concorrência na disputa por clientes de alta renda. Com atuação no Brasil desde 2008, quando foi convidado a participar do concurso para revitalização do Cais Guaiba, em Porto Alegre, o escritório do arquiteto espanhol Fermin Vazquez projeta um bairro sustentável de aproximadamente 350 hectares em Brasilia e três edifícios em São Paulo: um comercial e dois residenciais.

    \"Temos percebido cada vez mais incorporadores com alto sentido de responsabilidade e engajados em deixar um legado positivo, o que significa um trabalho bem feito do ponto de vista arquitetônico e urbanístico\", diz Vazquez, cujo portfólio de projetos inclui o da torre Agbar, arranha-céus de 142 metros de altura construído em Barcelona.

    A opção por projetos menores, assinados por um nome de destaque na arquitetura internacional. foi a forma encontrada pela Huma Desenvolvimento Imobiliário de explorar um nicho de metrado de alta rentabilidade, fugindo da concorrência de empresas de maior porte. \"Se eu fosse replicar o model° das grandes incorporadoras estaria em desvantagem\", justifica Rafael Rossi, diretor da Huma, que em conjunto com outras duas empresas prepara o lançamento em março do Forma Itaim.
    O residencial de luxo com apartamentos compactos terá assinatura de Fermin Vazquez e preço por metro quadrado em torno de R$ 20 mil. \"A vantagem de termos menos projetos é poder dedicar mais tempo e atenção a cada detalhe.

    Embora seja um diferencial capaz de atrair a classe AAA, a assinatura de tini starchitect normalmente encarece o empreendimento. \"A escolha de um arquiteto conceituado acarretará um custo adicional entre 30% e 50%. Mas esse valor superior será compensado com a valorização do imóvel, que tem seu preço de mercado eleva do graças à qualidade e notoriedade agregadas pela assinatura de um arquiteto renomado\", argumenta Raquel Correa, diretora de Marketing da incorporadora WISP.
    Um dos destaques da companhia é o Mira, edifício com apenas 14 apartamentos na valorizada Rua Horácio Later, no Itaim Bibi. O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelo escritório de Daniel Libeskind, arquiteto nascido na Polônia que tem em seu currículo projetos corno o Ground Zero, em Manhattan, e o Museu Judaico de Berlim.
    A incorporadora paulista Idea! Zarvos também tem em carteira dois projetos do escritório b720 Fermin Vazquez Arquitetos - um empreendimento comercial na Vila Madalena ainda sem previsão de lançamento e outro residencial na Vila Ipojuca,
    Publicado por: Brasil Econômico - Rodrigo Carro
  • 28/01/2014 Telhado verde
    Um estudo feito por pesquisadores da USP mostrou que a adoção de telhados verdes pode reduzir os impactos das ilhas de calor nos grandes centros urbanos. O trabalho comparou dois prédios da capital paulista. A sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, que possui área verde, e o edifício Mercantil/Finasa, com laje de concreto. A temperatura no alto do edifício ajardinado ficou até 5,3°C mais baixa.

    Também houve um ganho adicional de 15,7% na umidade relativa do ar. Os dois prédios foram escolhidos por tetf]]Jn as mesmas condições atmosféricas e a mesma incidência de sol. As ilhas de calor em São Paulo chegam a elevar a temperatura em até 10°C. Publicado por: O Globo - Eco Verde
  • 28/01/2014 Crédito imobiliário da Caixa Econômica atinge recorde de R$ 134,9 bi em 2013
    A Caixa Econômica Federal atingiu, em 2013, o recorde histórico de R$ 134,9 bilhões em contratações do crédito imobiliário. A quantidade de financiamentos também superou a média dos anos anteriores - foram 1,9 milhão de contratos, enquanto em 2012, foram firmados 1,2 milhão. Para 2014, a previsão é de que o crédito imobiliário continue crescendo, devendo ficar entre 10% e 20% maior do que no ano passado, segundo o vice-presidente de Habitação da Caixa, José Urbano Duarte.

    Do montante aplicado no último ano, 65% foram destinados à aquisição de imóveis novos e 35% de imóveis usados. No total, foram R$ 61,64 bilhões em aplicações com recursos da caderneta poupança, mais de 50% de tudo o que foi feito no mercado, R$ 41,22 bilhões pelas linhas que utilizam recursos do FGTS e R$ 20,47 bilhões de recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e demais fontes somaram R$ 11,57 bilhões.

    Os financiamentos para aquisição ou construção de imóveis individuais corresponderam a R$ 79,12 bilhões e os financiamentos para a produção de imóveis atingiram R$ 55,83 bilhões. O financiamento direto à produção, segundo comunicado da instituição, vem apresentando crescimento significativo nos últimos anos, saindo de 14% do total do crédito imobiliário do banco, em 2007, para 41% do total aplicado em 2013.

    O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) encerrou o ano com 3 milhões e 240 mil unidades contratadas, desde o lançamento do programa. Deste total, 2 milhões e 240 mil moradias foram pelo MCMV2. Somente em 2013, foram contratadas 900 mil unidades.

    A Caixa informou ainda que sua participação no mercado de financiamento de imóveis ficou em 69% ao fim de 2013. Com relação à idade dos mutuários, mais de 35% dos financiamentos foram concedidos a clientes com menos de 30 anos. Já a faixa etária de 31 a 45 anos correspondeu a 45% dos contratos do crédito imobiliário no último ano. A inadimplência dos financiamentos imobiliários manteve-se baixa, com índice de 1,47%, inferior ao índice de 1,54% do fechamento do primeiro semestre. Publicado por: O Globo -
  • 28/01/2014 FGTS para compra da casa própria pode ser revisto
    Trabalhadores que tinham saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) desde julho de 1999 e que usaram os recursos - total ou parcialmente - para comprar a casa própria ou abater as prestações da moradia também podem acionar a Justiça contra a Caixa Econômica Federal para pedir revisão do valor em relação à inflação. Desde o fim dos anos 90, a fórmula de remuneração do FGTS - Taxa Referencial (TR) mais 3% de juros ao ano - não supera a inflação, com exceção do que ocorreu em 2005 e 2006.

    Em três simulações feitas pelo Instituto FGTS Fácil - considerando a hipótese de que o trabalhador sacou todo o dinheiro para investir em habitação - mostram perdas de até 44,4% (diferença entre o valor que foi efetivamente sacado e o que ele teria ganhado, se a remuneração do FGTS fosse pela inflação).

    A advogada Jaqueline Sá, do escritório A. Oliveira Associados, diz que o direito à revisão também vale para outros casos:

    - Qualquer trabalhador que tenha contribuído para o fundo no período (a partir de 1999) terá direito a pedir o reajuste, independentemente de ter sacado em razão de demissão, compra da casa etc.

    Leonardo Pessoa, professor de Direito Tributário do Ibmec-RJ, explica que a correção será proporcional, caso o saldo hoje esteja zerado.

    - Se, por exemplo, a pessoa ficou com o dinheiro (no fundo) até 2001, o juiz vai raciocinar que sacou R$ 10 mil, mas poderia ter retirado R$ 20 mil. Ela tem direito à indenização correspondente à diferença - disse Pessoa, que sugere optar por ações coletivas, de sindicatos e associações, em vez de processos individuais.

    Segundo os advogados, mesmo quem sacou apenas uma parte do FGTS tem direito à correção sobre o todo depositado naquela conta. Publicado por: Extra - Rafaella Barros
  • 27/01/2014 Campo Grande desperta interesse
    Campo Grande, na Zona Oeste, vive um boom imobiliário, com a chegada de empreendimentos mais modernos, típicos dos que já são encontrados na Barra da Tijuca. De acordo com dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), no ano passado foram lançadas na região 1.510 unidades, entre residenciais e comerciais.

    Uma das razões para a grande procura é a localização estratégica do bairro. \"Três fatores alavancaram e muito Campo Grande nos últimos anos: a abertura do túnel da Grota Funda, a criação do BRT Transoeste e a construção de um novo shopping. As construtoras continuam de olho na região. Antes, o bairro era conhecido por abrigar empreendimentos do \'Minha Casa, Minha Vida\'. Hoje, o que se vê por lá são condomínios-clubes típicos da Barra\", destaca Mário Amorim, diretor-geral da Brasil Brokers.

    A Fernandes Araujo, por exemplo, vai lançar no início de fevereiro, com obras avançadas, o Fiori Residências. O condomínio terá 78 casas dúplex de dois quartos, com jardim e churrasqueira. Terá opções de lazer como piscinas, miniquadra, playground e salão de festas.

    Já a Celta está comercializando o Rio Vida 2, com 460 unidades de dois quartos e preços a partir de R$ 110 mil. O Front Park, da construtora Vitale, ficará próximo ao novo shopping e oferecerá 435 unidades, que podem ser financiadas em até 420 meses pela Caixa Econômica Federal. O condomínio terá mais de 30 opções de lazer, e academia administrada pela Rio Sport Center.

    Além do conceito de clube e da segurança 24 horas, o Front Park contará com transporte próprio para levar os moradores aos principais pontos do bairro.
    Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 27/01/2014 Os bairros do Rio com mais imóveis lançados em 2013
    Estudo divulgado pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) mostra que o Recreio foi o bairro do Rio de Janeiro com mais lançamentos de unidades imobiliárias em 2013.

    Do total de 21.247 novas unidades inauguradas no ano passado na cidade, 4.262 foram lançadas no bairro da zona oeste do Rio.

    Na comparação com 2012, a cidade teve um aumento de 9% no número geral de lançamentos.

    Entre os imóveis comerciais, foram lançadas 5.046 unidades, um aumento de 64% em relação ao ano anterior, e entre os residenciais, foram inauguradas 14.361 unidades, uma redução de 9% na comparação com 2012.

    O maior crescimento no número de unidades lançadas foi no setor hoteleiro, que registrou 1.840 novas unidades, um aumento de 196% sobre 2012.

    Como pode ser observado na lista, a zona oeste recebeu o maior número de novas unidades em 2013, puxada pelos bairros Recreio, Jacarepaguá e Barra da Tijuca. A região totalizou 12.813 lançamentos de unidades residenciais, comerciais e hoteleiras.

    Para o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos, a zona oeste continuará em expansão em 2014, com destaque para os bairros Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Vargem Grande e Campo Grande, que ainda têm grandes espaços livres para construção.

    Com 6.629 novas unidades, a zona norte foi a segunda região com mais lançamentos. Segundo a Ademi, os lançamentos na região tiveram crescimento de 23% sobre 2012, o que pode ser justificado sobretudo pelos investimentos em segurança (UPPs), infraestrutura e mobilidade urbana com as novas linhas de BRT (ônibus de alta velocidade).

    Já as zonas sul e central receberam, juntas, 1.805 novas unidades imobiliárias em 2013.

    O Valor Geral de Lançamento (VGL) em 2013, que reflete o valor total das unidades lançadas, foi de 11,2 bilhões de reais, um crescimento de 20% ante 2012, quando o VGV totalizou 9,3 bilhões de reais. Publicado por: Exame online -
  • 26/01/2014 Venda de materiais cresce 3% em 2013
    A venda de materiais de construção caiu 16,1% em dezembro, em relação ao mês anterior. Quando comparado ao mesmo mès de 2012. A queda foi de 6,1%, informou a Abramat, na semana passada. No acumulado do ano, contudo, houve crescimento de 3% em relação a 2012. Publicado por: O Globo -
  • 26/01/2014 Financiamento
    Puxado pela alta de preços, o financiamento de imóveis bateu recorde no ano passado, avançando 32% sobre 2012, informou a Abecip, associação que representa as entidades de crédito de imobiliário e poupança. O volume de empréstimos para a aquisição e construção de imóveis com recursos da caderneta somou R$ 109,2 bilhões em 2013. Para 2014, a expectativa é que os financiamentos tenliam um crescimento de 15%, fechando o ano em R$ 126 bilhões. Publicado por: O Globo -
  • 26/01/2014 Sistema de consórcio pode ser usado até para reformas
    O sistema de consórcios ganha cada vez mais adeptos. O modelo não cobra juros, não tem saldo devedor e ainda permite fazer poupança a longo prazo, com o objetivo de comprar um como imóvel. A contemplação pode acontecer por sorteios ou por lances. Pesquisa recente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) mostra que ainda é mais comum usar cartas de crédito na aquisição de unidades urbanas (48,7%).

    Comprar de terrenos também cresceu, ficando em segundo lugar, com 23,3%. As reformas são outro destaque no levantamento, na terceira posição com 18,2%. Outro dado revela que já há participantes que lança mão do consórcio para comprar imóveis de veraneio, na praia ou no campo. As unidades comerciais e industriais aparecem na pesquisa, com destaque para escritórios e galpões.

    \"Os consórcios têm baixo custo final de aquisição. A adesão significa poupança com objetivo definido para formação ou ampliação patrimonial pessoal, familiar ou empresarial. Para os trabalhadores há também a possibilidade de usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, seja como lance e complemento da carta de crédito, seja para amortização e antecipação de parcelas\", explica Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Abac.

    Outra característica do sistema é que o cliente pode utilizar até 10% do valor do crédito para despesas com documentação, entre elas seguro, certidões e escritura.

    Sistema estimula educação financeira

    O consórcio não é apenas uma forma de adquirir bens, como também estimula a educação financeira e a administração equilibrada dos ganhos e gastos pessoais e familiares. Além de não cobrar juros e resultar em redução de custos nas prestações, o modelo oferece outras vantagens: o consorciado, quando obtiver a carta de crédito, consegue comprar o imóvel à vista, e negociar valores e descontos.

    O trabalhador, com carteira assinada, por exemplo, tem a chance ainda de usar o FGTS para dar lances, para adquirir o bem mais rápido. Para resgatar o fundo é preciso estar enquadrado nas regras do Conselho Curador do FGTS. Entre elas não ter imóvel.

    Segundo a Abac, de janeiro a novembro de 2013, o total de participantes no consórcio chegou a quase 694 mil participantes. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 26/01/2014 Viés de alta
    O valor dos lançamentos de imóveis de nove grandes incorporadoras de capital aberto em 2013, de R$ 22,18 bilhões, superou em 10% o de 2012, segundo o Valor Econômico. As vendas, de R$ 23,85 bilhões, também superaram o montante de 2012, em 9,1%.

    As vendas na cidade de São Paulo também cresceram. De janeiro a novembro de 2013, 30,5 mil novas unidades habitacionais foram vendidas, num aumento de 27,1% sobre o mesmo período de 2012, informou o Secovi-SP (reúne as incorporadoras imobiliárias).

    No período, o volume de vendas na capital paulista foi de R$ 17,8 bilhões, 37,4% a mais que no mesmo período de 2012. O volume de crédito imobiliário concedido em 2013 em todo o país, de R$ 109 bilhões, superou em 32% o de 2012. Ao fazer este anúncio na semana passada, a Abecip (reúne as empresas de financiamento imobiliário) previu nova elevação, de 15%, para R$ 126 bilhões em 2014.

    Os financiamentos destinados às construtoras, que haviam caído 20% em 2012, subiram 15% em 2013, segundo levantamento feito pelo Banco Central. As obras imobiliárias resultantes desses aumentos deverão se somar às de infraestrutura, derivados dos contratos em andamento e das novas concessões de rodovias, portos e aeroportos.

    Impulsionada pelo ano eleitoral, a construção de moradia popular, especialmente no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida, deverá ser incrementada. Ao final do ano passado, ainda faltava entregar cerca de 1,6 milhão dos 3 milhões de unidades habitacionais que deverão ser contratados até o final de 2014. Obras aeroviárias e de mobilidade urbana ligadas à Copa deverão prosseguir.

    Nesse cenário, as vendas de materiais de construção crescerão 4,5% em 2014, após uma elevação de 3% em 2013, estima a Abramat (reúne a indústria deste segmento). Todos esses dados reforçam a expectativa do SindusCon-SP de que o PIB da construção civil brasileira deverá crescer cerca de 2,8% em 2014, depois de ter se elevado em 2% em 2013.

    O emprego formal no setor, com cerca de 3,5 milhões de trabalhadores (crescimento de 1% em 2013), deverá ter nova alta, de 1,5%, neste ano. Assim, a construção será um dos setores a \"puxar\" o crescimento do PIB nacional.

    São números condizentes com a realidade econômica brasileira e mundial, mostrando um crescimento modesto, porém firme, e que deverá permanecer se forem mantidos os três ingredientes que animam a construção: controle da inflação, crescimento da renda e disponibilidade de crédito.

    Este é o cenário no qual as empresas do setor apostam, e que iniciam o ano com expectativas de investir em máquinas e equipamentos e novas tecnologias para o aumento da produtividade. Publicado por: Folha de São Paulo - Janela
  • 24/01/2014 Rio terá prédio com geração de energia
    Com investimento de R$ 50 milhões, a Natekko, líder francesa em projetos sustentáveis na construção civil, vai inaugurar, em fevereiro, seu primeiro empreendimento no Brasil. A torre na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, vai abrigar o primeiro edifício comercial do Brasil com o conceito de \"energia positiva\": o estabelecimento será capaz de produzir mais energia elétrica do que seu consumo estimado, possibilitando, assim, a venda de eletricidade de volta para o sistema. O prédio será também a primeira torre comercial do Brasil a utilizar células de hidrogênio para produção de energia elétrica a partir do gás natural encanado.

    Presidente e fundador da Natekko, Marc Celaries diz que o Rio é um mercado promissor para novas construções e \"retrofits\" (reformas) sustentáveis. O Porto Maravilha, plano de revitalização da região portuária da cidade, é exemplo de uma área que deve receber muitos projetos do tipo, afirma.

    \"Com a reforma do porto, o mercado vai mover-se pra lá. O boom do retrofit no Rio está só começando e deve durar pelo menos sete anos\", prevê o empresário, que chama a Rio Branco de \"Champs-Elysées dos trópicos\". A avenida parisiense inspirou a construção da via carioca.

    Com base no Valor Geral de Vendas (VGV), a Natekko espera faturar R$ 75 milhões com a venda das salas da torre que reformou na avenida Rio Branco, que possui 21 andares e cerca de 3.200 m2 de área ocupável. O prédio tem ainda painéis solares e sistemas de ar-condicionado baseados em ligas frias, além de uma fachada de vidros duplos em zigue-zague que reduzem a temperatura interna e a conta de luz. Com projeto do escritório Triptyque, a reforma é realizada pela construtora RRCompacta.

    A Natekko quer aliar luxo e sustentabilidade. O projeto terá um sistema de concierge para oferecer serviços como estacionamento e recepção bilíngue aos ocupantes. O custo adicional deve ser equilibrado com a redução do IPTU, graças às iniciativas de sustentabilidade. \"É provável que o prédio tenha ao menos 50% de redução no imposto graças a essas iniciativas [sustentáveis]\", diz Christophe Van Hamme, da MMC Investimentos, consultoria parceira no projeto.

    Empurrada pela crise na Europa que pressiona o mercado francês de construção civil, a Natekko tem hoje seus dois principais projetos em negociação no Rio. A empresa adquiriu a área para a construção de uma torre comercial na região portuária para uma multinacional francesa e negocia a reforma de um imóvel na enseada do Flamengo para um hotel.

    Com exemplos do mercado francês, Celaries estima que seus edifícios sejam em média 30% mais caros que construções de mesma dimensão. Para ele, a sustentabilidade é um atrativo para as empresas. \"Em dez anos, o mundo terá de construir com novas tecnologias\", diz. \"É interessante para as empresas ter o nome associado à sustentabilidade. Estar instalada em um projeto como esse é considerado um investimento em marca em marketing\". Publicado por: Valor Econômico - Guilherme Serodio
  • 24/01/2014 Imóvel de temporada eleva preço em até 70% na Copa
    É a corrida do ouro, uma nova Serra Pelada. Assim os corretores de imóveis por temporada se referem ao período entre junho e julho, durante a Copa do Mundo no Rio. Estimativas apontam um acréscimo de cerca de 20% no valor das diárias acima dos preços da alta temporada - Réveillon e Carnaval - que, normalmente, já ficam, em média, 50% mais altos que no período de baixa, época típica do meio do ano na cidade. No total, a alta chega a 70%.

    \"É uma situação nova para todo mundo. Proprietários de imóveis, corretores e imobiliárias. Então, tem gente querendo ganhar um mês em uma semana. Acho que os valores estão superestimados e que mais próximo da Copa deve haver uma queda\", especula o diretor da Imobiliária Renascença, Edison Parente.

    Não é o que pensa o ex-coordenador de telemarketing Evandro Oliveira, que pretende aproveitar o momento. Ele largou o emprego de R$ 4 mil para administrar três imóveis e tirar cerca de R$ 15 mil por mês com aluguel de imóvel. Para a competição esportiva, ele já aumentou em quase 100% o valor das diárias para receber turistas estrangeiros em Santa Teresa. A divulgação das vagas e dos imóveis foi feita no site de reservas Airbnb, um dos maiores do mundo.

    Alugo quartos na minha casa em Santa Teresa. Para a Copa, o valor para duas pessoas passou de R$ 180 para R$ 350\", diz o proprietário.

    Já a diária na última semana do torneio, que terá a final no Rio, em seu apartamento do Arpoador, sairá por R$ 1,2 mil. O imóvel de quarto e sala pode receber até quatro pessoas. No outro apartamento, na Lapa, a diária fica em R$ 700 no período.

    Evandro conta que usa o site há três anos para alugar os imóveis por temporada. A maioria dos clientes é estrangeiros. Ele conta que, com a renda obtida, pagou a entrada dos dois apartamentos, trocou de carro e viaja pela Europa duas vezes por ano.

    O aposentado Paulo Duarte também comemora a procura por hospedagem para a Copa do Mundo. Apesar de não falar sobre os valores de seus apartamentos, ele admitiu que aplicou um leve aumento de preços no imóvel de Copacabana. A alta não impediu que um grupo de turistas alemães fechasse a hospedagem para os 30 dias do evento.

    Para o diretor da Renascença, a supervalorização dos aluguéis já não corresponde à realidade do país. \"Acredito que os proprietários estão colocando os valores lá em cima para ver o que acontece. Mais próximo da competição, se o imóvel estiver vazio, os preços devem baixar para um patamar mais real\", diz Parente.

    Apartamento na Glória sobe até 66% na Copa

    A historiadora Silvia Gomes de Souza também reajustou a diária do seu imóvel na Glória para a Copa do Mundo. Enquanto no Carnaval, o valor médio é de R$ 600, para seis dias durante a competição ela conseguiu alugar por U$ 418 - ou R$ 1 mil (dólar a R$ 2,40 na cotação de ontem). Um aumento de 66%.

    \"Sei que os valores estão astronômicos e acompanho o mercado. Eu alugo o meu apartamento, então tenho que ter certos cuidados\", diz Silvia.

    Ela também elogia a transparência nas negociações promovidas pelo site Airbnb, que atrai muitos interessados da Europa, seus principais clientes. \"O site é fácil de usar e bastante seguro. O proprietário paga uma taxa de 3% sobre o valor recebido. Mas o perfil dos hóspedes que o procura o site é muito bom\", explica.

    Sites oferecem melhores ofertas

    Diretor-geral do Airbnb no Brasil, Christian Gessner recomenda aos usuários não elevar demais o preço para evitar a recusa que ocorreu em Londres, nas Olimpíadas de 2012.

    \"Isso pode afetar a reputação do anunciante. Se você coloca um valor muito maior do que estão oferecendo, você pode receber uma avaliação negativa\", explica Gessner, afirmando que o site já tem mais de 15 mil anúncios só no Brasil.

    Criado para atender ao público que esteve na cidade durante a Rio+20, em 2012, a página carioca House in Rio oferece hoje cerca de três mil imóveis e vagas para alugar. Segundo o sócio Eduardo Serrado, os valores para a Copa estão um pouco acima do Réveillon e Carnaval. \"Orientamos aos interessados não elevar tanto os preços\", afirma.
    Publicado por: O Dia -
  • 24/01/2014 Mercado imobiliário carioca cresce 9% em 2013
    Em 2013, o mercado imobiliário carioca registrou um aumento de 9%. 4% a mais do que a previsão feita no início de 2013. Foram lançadas 21.247 novas unidades imobiliárias no Rio de Janeiro, segundo estudo da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário, ADEMI. Desse total, 5.046 são unidades comerciais, que registraram um aumento de 64% com relação ao ano anterior. Já as residenciais tiveram queda de 9% com relação a 2012. Mesmo assim, foram laçadas 14.361 unidades.

    O maior destaque ficou por conta do mercado hoteleiro, com 1.840 novas unidades, que devem ficar prontas para os Jogos Olímpicos de 2016. O total representa aumento de 196% com relação a 2012. Redes internacionais como Grupo Whyndham, Best Western, Pestana e Sofitel disponibilizaram no mercado novas unidades.

    A Zona Oeste foi a região que mais lançou em 2013, com 12.813 unidades, entre residenciais, comerciais e hoteleiras. Segundo o presidente da ADEMI, João Paulo Rio Tinto de Matos, a região continuará em expansão em 2014. \"Acreditamos que as novas unidades que surgirão serão lançadas, prioritariamente, no Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, em Grota Funda, Vargem Grande e Campo Grande. Esses bairros ainda têm grandes espaços urbanos para construção. A tendência é que surjam novos condomínios-clube e bairros planejados\".

    Logo em segundo lugar, a Zona Norte vem ganhando força pelos investimentos em segurança (UPPs), infraestrutura e mobilidade urbana com as novas linhas de BRT. \"A Zona Norte, apesar de não ter grandes espaços urbanos livres para lançamentos imobiliários, ganhou novo ânimo com todas as mudanças que vem ocorrendo na região, como a abertura de novas ruas e as linhas de BRTs. Um dado que comprova isso foi o número de novas unidades lançadas em bairros como Penha e Cachambi\".

    A Zona Norte recebeu, somente em 2013, 6.629 novas unidades, o que representa um crescimento 23% maior do que em 2012. A Tijuca recebeu, no ano passado, o lançamento do seu primeiro hotel com bandeira internacional, Best Western Tijuca Design Hotel, que será construído em um terreno de 4.835 m² com 105 quartos, na Rua Ibituruna, bem próximo ao estádio do Maracanã.

    As zonas Sul e central receberam, juntas, o lançamento de mais 1.805 novas unidades imobiliárias em 2013. O Valor Geral de Lançamento (VGL) em 2013 alcançou um crescimento de 20% comparado ao ano anterior. Foram R$ 11,2 bilhões no ano passado e R$ 9,3 em 2012.
    Publicado por: Fator Brasil -
  • 23/01/2014 Mercado de imóveis carioca lançou R$ 11,2 bi em 2013
    O mercado imobiliário carioca registrou R$ 11,2 bilhões em lançamentos no ano passado. É aumento de 20% sobre 2012, quando foram postos à venda R$ 9,3 bi, segundo a Ademi-RJ. \"O crescimento de pouco mais de 10% acima da inflação era esperado. O resultado este ano deve ser parecido\", afirma João Paulo Matos, presidente da entidade. Já o número de unidades lançadas cresceu 9%. Saiu de 19.551, em 2012, para 21.247, em 2013.

    O maior crescimento percentual foi no setor hoteleiro, de 196%, que passou de 621 para 1.840 unidades. \"O resultado mostra confiança do segmento e de quem está comprando. Os empreendimentos que ficarão prontos para as Olimpíadas de 2016 tiveram de ser lançados no ano passado. Por isso, deve haver uma redução deste resultado em 2014\", diz Matos. Os projetos comerciais lançados também avançaram 64%. Somaram 5.046 unidades. Já os residenciais caíram 9%, para 14.361 unidades.

    O presidente da associação das administradoras prevê aumento de 5% no total de unidades este ano. \"Não há motivos para não estar otimista, mas é preciso ficar atento a eventos como Copa e eleições, quando o mercado pode ficar esquecido\" diz.

    4.262 UNIDADES NO RECREIO
    O bairro foi primeiro lugar em lançamentos na cidade. Jacarepaguá ficou em segundo. Barra, Cachambi, Campo Grande, Penha, Santo Cristo, Del Castilho, Santa Cruz e Pilares também aparecem entre os dez mais. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
  • 23/01/2014 Expansão de crédito e alta de preços
    Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança aumentaram 33% entre 2012 e 2013, enquanto o número de unidades financiadas passou de 453 mil para quase 530 mil, alta de 17%.

    A diferença entre os dois porcentuais é explicada, em especial, pela elevação dos preços de imóveis. É uma evidência de que as altas dos preços dos bens - não só de imóveis, mas de automóveis, geladeiras ou computadores, por exemplo - encontram ambiente mais propício quando há fartura de crédito.

    Mas, no caso do mercado imobiliário, dada a capacidade instalada das empresas, é provável que um aumento da oferta permita cena estabilização de preços. Em 2013 houve dois fatos relevantes no mercado imobiliário: o aumento substancial da oferta de moradias novas na capital e na Grande São Paulo e a quebra de novos recordes no crédito imobiliário, cujo montante atingiu R$ 109 bilhões.

    A fartura de crédito, com recursos provenientes da captação líquida das cadernetas de poupança, de R$ 54,2 bilhões acima das retiradas, em 2013, estimulou a competição e a queda nas taxas de juros do crédito imobiliário.

    Entre dezembro de 2012 e dezembro de 2.013, enquanto a taxa básica de juros fixada pelo Banco Central aumentava de 7,25% ao ano para 10% ao ano, as taxas de juros cobradas por alguns bancos caíam - de 9,37% para 8,52% ao ano, no Bradesco; de 8,69% para 843% ao ano, no Santander; e de 7,89% para 7% ao ano, no Banco do Brasil.

    Outros elevaram as taxas, mas predominou a concorrência. Para os bancos, o crédito imobiliário é atrativo pois o cliente que paga a prestação tende a usar outros serviços do banco - e isso traz receitas para a instituição. Os dados do sindicato da habitação (Secovi) disponíveis até novembro mostraram o vigor da recuperação do mercado local de moradias. Mas os construtores chegaram a se surpreender com o ritmo de crescimento do crédito. Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 23/01/2014 Burocracia
    As construtoras apontam a burocracia dos bancos públicos - Caixa e o Banco do Brasil - como um dos outros entraves que impedem que os empreendimentos direcionados à faixa sejam entregues com mais rapidez.

    O tempo de aprovação desses projetos, segundo fontes ouvidas pelo Estado, é o dobro do dispensado aos empreendimentos das outras faixas de renda. Além disso, de acordo com construtoras que preferem o anonimato, por temerem retaliação do governo, engenheiros dos bancos visitam quinzenalmente as obras da faixa 1, enquanto a vistoria dos outros em Registro Quem obtém a moradia pelo programa Minha Casa Minha Vida tem desconto de até 75% sobre o valor do registro do imóvel caso esteja cadastrado na faixa 1, de renda mais baixa empreendimentos do programa é feita remotamente.

    Nessas visitas, cada etapa da obra é fiscalizada, incluindo os materiais que são utilizados. Pano mercado imobiliário, a equipe dos bancos oficiais é pequena para atender a tantas exigências. Segundo o vice-presidente da Câmara Brasileira de Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, a Caixa foi obrigada a ser mais rigorosa na contratação de unidades isoladas para as faixas 2 e 3 do programa depois que o banco estatal foi obrigada a arcar com as despesas de falhas em imóveis prontos.

    Os problemas nos imóveis financiados pelo programa também são entendidos pela Justiça como responsabilidade da Caixa. Requisito*. Atualmente, a instituição financeira observa uma série de pré-requisitos, como comprovação dos materiais e andamento das obras, para aceitar financiar, pelo programa, casas ou apartamentos contratados de forma isolada.

    \"Hoje,as exigências estão próximas.\" Em nota, a Caixa afirma que observa com o mesmo rigor as especificações dos projetos aprovados em todas as faixas do Minha Casa Minha Vida e que conta com 5 mil engenheiros para a execução de vistorias.

    O BB informa que conta com 66 profissionais em seu quadro próprio e outros soo terceirizados para a análise e viabilidade dos projetos e financiamentos contratados.
    Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 23/01/2014 A construção empurra o PIB
    Ao fim de 2012, a sensação era de que a atividade econômica brasileira não conseguiria gerar nada além de um \"pibinho\". Ainda assim, a construtora paulista MBigucci tinha motivos para estar otimista. Em praticamente uma semana, todas as unidades de um empreendimento misto - residencial e comercial - lançado em outubro daquele ano, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, se esgotaram. Era o prenúncio de obras nos anos seguintes para a MBigucci e para dezenas de outras construtoras responsáveis por milhares de lançamentos imobiliários em 2013. Somente no segmento de shopping centers, há 41 unidades que serão entregues neste ano, em todo o País.

    Além disso, saiu do papel mais uma leva de concessões de infraestrutura do governo Dilma Rousseff, o que garante à construção civil a condição de motor do crescimento do PIB em 2014. O setor de construção deve crescer 3,2% no ano, ante 2,2% em 2012, projeta a LCA Consultores. Com isso, deve movimentar R$ 255 bilhões e ajudar a levantar o PIB, que teve expansão de apenas 1% em 2012 e de 2,3% no ano passado, segundo projeções do mercado compiladas pelo boletim Focus, do Banco Central (BC). Os números da LCA, se confirmados, indicam que está dando certo a estratégia do governo de mudar o perfil do crescimento da economia brasileira.

    Cada vez mais, os investimentos em projetos de longo prazo, que geram desenvolvimento, estão sustentando o PIB e tomando o lugar do consumo como âncora do crescimento. Em 2012, por exemplo, enquanto o consumo das famílias cresceu 3,1%, o investimento caiu 4,0%. Em 2013, nas contas da LCA, o governo virou esse jogo, com alta de 5,8% nos investimentos e de apenas 2,5% no consumo. Tudo indica que, ao tirar o foco do comércio movido a crédito e a estímulos tributários e entrar na era dos canteiros de obras, o Brasil aumentou suas chances de crescer de forma mais saudável nos próximos anos. \"Os investimentos em infraestrutura são o caminho para o País crescer mais forte\", diz José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

    O governo federal parece não querer perder a oportunidade. \"Cuidamos da renovação da infraestrutura, com fortes investimentos governamentais e privados, baseados no sistema de concessões ao setor privado e que está ganhando ritmo acelerado\", disse a presidenta Dilma, no mês passado. Para continuar nesse ritmo, a equipe econômica busca formas de estimular o investimento, do qual a construção é um dos pilares, ao lado de máquinas industriais, agrícolas e caminhões. No caso específico da construção, os resultados da virada já começam a aparecer. Um bom indicativo é o número de lançamentos feitos durante o ano passado.

    Apenas na região metropolitana de São Paulo, a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) contabilizou 576 empreendimentos até novembro, o melhor desempenho dos últimos cinco anos. Nesse mercado, a lógica de planejamento é simples: um lançamento bem-sucedido garante obras nos próximos dois ou três anos. O que tem ajudado as empreiteiras que trabalham nos segmentos comercial e residencial é a manutenção da renda e do emprego das famílias. Apesar de o crescimento do PIB não ter decolado nos últimos anos, a estabilidade macroeconômica dá tranquilidade para as pessoas buscarem crédito imobiliário, com prazos de até 35 anos.

    A MBigucci aposta em obras de uso misto, com unidades residenciais e comerciais em pontos com boa infraestrutura de transporte público, para continuar a vender e crescer. \"Com Copa do Mundo e Olimpíada, há uma maior motivação com o País e maior interesse do investidor estrangeiro\", diz Marcelo Bigucci, diretor de marketing da empresa, que tem receita anual de R$ 220 milhões. De uma forma geral, as construtoras que trabalham em áreas metropolitanas sabem que a questão da mobilidade tem sido importante para os potenciais clientes, o que tem justificado a venda rápida de imóveis de uso misto.

    Ao final do ano passado, a MBigucci deu início à segunda fase do empreendimento lançado em 2012, com 80% das unidades vendidas rapidamente. \"Não foi vendido integralmente em uma semana, mas ainda assim é um resultado muito bom\", diz Bigucci. Otimista, o executivo afirma que as obras poderiam andar em um ritmo mais rápido se a burocracia fosse menor. Além do alvará de construção, as incorporadoras precisam lidar com autorizações de outros agentes públicos, como as concessionárias de água e luz, e isso atrapalha a execução do empreendimento. Dificuldades à parte, há três fatores que justificam a expansão da construção civil.

    O primeiro, já mencionado, é o êxito dos lançamentos de edificações residenciais e não residenciais no ano passado. \"As vendas e os lançamentos tiveram uma aceleração e isso vai se refletir no desempenho do segmento\", diz Carolina Sato, economista da LCA. Além disso, tradicionalmente, anos eleitorais são mais aquecidos (leia quadro na próxima página), uma vez que há um prazo máximo para a contratação das obras públicas. Por fim, as concessões realizadas no ano passado devem começar a sair do papel, ajudando a acelerar o setor. As obras de infraestrutura, segundo a economista, são responsáveis por cerca de 43% do PIB do setor - as edificações, por 36%; e os serviços especializados, por 21%.

    No caso das concessões, um bom exemplo de obras em ritmo acelerado é o aeroporto de Viracopos, em Campinas. A concessionária Aeroportos Brasil assumiu a gestão em fevereiro do ano passado com a obrigação de entregar um novo terminal de passageiros, um edifício garagem e melhorias dos acessos viários, entre outras exigências, até maio de 2014. \"São obras vultosas executadas em um prazo pequeno\", diz Gustavo Müssnich, diretor de engenharia da Aeroportos Brasil. \"Tem de trabalhar em um ritmo além do que seria normal.\" Ainda assim, ele garante que todo o investimento, de R$ 2,5 bilhões nessa primeira etapa, será entregue no prazo, uma vez que 80% do planejado já está pronto.

    Assim como ocorre em Viracopos, Guarulhos e Brasília - os três aeroportos concedidos em 2012 -, a execução acelerada dos projetos está prevista para os terminais do Galeão, no Rio, e Confins, em Belo Horizonte, licitados no fim do ano passado. Também não será diferente nas cinco rodovias que foram alvo de concessões nos últimos meses e nos projetos de infraestrutura dos Estados. Para cumprir os prazos estabelecidos, as obras devem ter início já neste ano. No caso das rodovias, é preciso fazer inicialmente obras emergenciais e concluir ao menos 10% das duplicações ou extensões de vias para começar a cobrar pedágio.

    É essa busca urgente por receitas que estimula as construtoras a acelerarem os trabalhos. Ao mesmo tempo, os empresários vislumbram oportunidades em outras áreas. \"Temos a sinalização de licitações de portos e saneamento\", diz Ricardo Pessoa, presidente da UTC Participações, que registrou receitas de R$ 5 bilhões em 2013. \"Isso vai ajudar a manter o nível no setor.\" A empresa é a controladora da Constran, que, além de Viracopos, vai participar das obras do metrô de São Paulo - já que integra o consórcio da Linha 6 paulista. O executivo espera poder replicar a experiência de ser, ao mesmo tempo, investidor e construtor em outros projetos.

    Ao entrarem como participantes dos consórcios que se habilitam para as concessões de infraestrutura, as construtoras garantem a execução de uma grande obra e receitas por um longo período. \"Estamos atentos aos leilões de ferrovias e portos\", diz Pessoa. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda estima que o volume de investimentos gerados pelas licitações de 2013 chegará a R$ 80,3 bilhões, sendo a maior parte executada nos primeiros cinco anos de contrato. O Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon-SP) também espera um desempenho do setor em 2014 melhor do que nos dois anos anteriores.

    Para o presidente da entidade, Sérgio Watanabe, a perda de ritmo em 2013 se deveu ao maior intervencionismo do governo federal na economia, o que deixou os empresários menos motivados a investir. \"O ano passado, assim como 2012, não vai deixar saudade\", afirma Watanabe. A expectativa é de que as concessões e parcerias público-privadas ajudem o setor, principalmente a partir de junho, como resultado dos primeiros negócios do Programa de Investimento em Logística (PIL). \"A atividade só deve começar, no mínimo, em seis meses ou mais à frente da data da concessão\", diz Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção civil da Fundação Getulio Vargas (FGV), que é parceira do SindusCon nas análises setoriais.

    Essa recuperação de infraestrutura, indiretamente, também ajuda o crescimento do setor para além das grandes capitais. Com melhores acessos, as construtoras conseguem diversificar as regiões em que podem atuar. A opção da Rodobens Negócios Imobiliários foi concentrar a sua atuação no interior de São Paulo e no Centro-Oeste. O presidente da empresa, Marcelo Borges, diz que o público principal tem sido o de classe média e o de renda alta e, por atuar em outra região, o perfil do imóvel muda. Se nos grandes centros é a vez das unidades compactas, no interior a demanda é maior por apartamentos de ao menos 80 metros quadrados. \"É importante conhecer o perfil do potencial comprador antes de fazer o lançamento\", afirma Borges.

    PUXADINHOS. Não são apenas os grandes projetos que vitaminarão o PIB do setor. A chamada \"construção formiguinha\", que inclui reformas e \"puxadinhos\" País afora, tem um papel fundamental nas vendas de materiais de construção e de acabamento. Segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o setor crescerá 7,5% em 2014, quebrando o recorde de R$ 57,42 bilhões do ano passado. Essa alta também é justificada pelas vendas de imóveis novos.

    Há ainda muitas facilidades financeiras dadas às pessoas físicas que querem investir na casa própria, o que movimenta o mercado. A Caixa, maior agente de financiamento imobiliário do País, tem o cartão Construcard, em que é possível fazer o pagamento do material de construção em até 96 meses. Essa linha terminou 2013 com uma carteira de R$ 8,8 bilhões, alta de 22,5% no ano. Outra possibilidade é acessar uma linha de crédito com recursos do FGTS e pagar em até dez anos. Como se vê, o País terá em 2014 e nos próximos anos canteiros de obras de todos os tipos e tamanhos. Um empurrão e tanto para o PIB alcançar uma trajetória sustentada de crescimento.

    Reforma no Minha Casa Minha Vida

    A Rodobens Negócios Imobiliários e a MBigucci têm em comum o fato de haverem lançado empreendimentos imobiliários para o Minha Casa Minha Vida há alguns anos e, após a experiência, terem desistido do programa governamental. A justificativa é a mesma: não compensa. As duas empresas elaboraram projetos para a faixa de renda de três a dez salários mínimos e possuíam terrenos disponíveis para novas obras do gênero. No entanto, com a valorização imobiliária, acharam que teriam uma margem muito pequena de lucro, por causa do limite estabelecido para o preço de venda de um imóvel. Por essa razão, preferiram desistir e destinar as áreas a lançamentos com maior potencial de ganho. Ciente das reclamações dos empresários, a presidenta Dilma Rousseff tem o desafio de tornar o programa atraente novamente. O Minha Casa Minha Vida foi lançado em 2009 com o objetivo de estimular o setor da construção em um momento em que havia o risco de maior desaceleração por conta da crise global.

    De lá para cá, 3,1 milhões de unidades já foram contratadas e 1,4 milhão, entregues. Em uma possível terceira fase do programa - a atual vai até dezembro -, algumas regras devem ser alteradas. Uma delas é a elevação do limite máximo do valor do imóvel, atualmente em R$ 190 mil. Já a faixa máxima de renda familiar, hoje limitada a R$ 5 mil, também pode ser elevada. Além dessas mudanças, há quem defenda uma maior previsibilidade nas regras. O presidente do SindusCon-SP, Sérgio Watanabe, avalia que a falta de definição sobre a continuidade do programa e as suas condições impedem que os empresários se preparem para projetos de maior porte como os executados em outros países. \"No México, houve empreendimento com até 10 mil unidades\", diz. Ainda assim, ele admite que o Minha Casa é um programa de sucesso, pois atingiu mais de 3 milhões de famílias e deve chegar a 3,75 milhões até dezembro.

    \"A construção pesada no País vai muito bem\"

    Em 1996, o empreendedor baiano Ricardo Pessoa comprou a UTC Participações para prestar serviços ao setor de óleo e gás. Catorze anos depois, assumiu a Constran, que pertencera ao empresário Olacyr de Moraes, com o objetivo de investir mais na infraestrutura do País. Os frutos já começaram a ser colhidos. A UTC é uma das participantes do consórcio vencedor do leilão de concessão do aeroporto de Viracopos, em Campinas, e irá participar da construção e administração da Linha 6 do metrô de São Paulo. Em entrevista à DINHEIRO, Pessoa revela quais concessões despertam sua atenção.

    Quais são as expectativas da UTC para 2014?

    As concessões estão saindo. Temos a sinalização de licitações de portos e saneamento. Isso vai ajudar a manter o nível de obras. Há o pré-sal também. Mas é um ano com muitas paradas. Tem Carnaval, Copa do Mundo e eleições. São muitos soluços, como costumo dizer. Então pode ser mais difícil repor a carteira de clientes e parte da renovação pode passar para 2015. Mas essa é uma postergação natural.

    E como está a área de construção na UTC?

    Hoje o volume de negócios na Constran representa um quarto da nossa receita, que totalizou R$ 5 bilhões em 2013, mas a construtora é muito nova. Está nas nossas mãos há apenas quatro anos. Fizemos uma arrumação e reestruturação na casa para que ela seja capaz de voos maiores.

    Um voo como o do aeroporto de Viracopos?

    Isso. Somos investidores na concessionária que ganhou a licitação desse aeroporto. E também estamos no aeroporto de Feira de Santana, na Bahia. A construção pesada no País vai muito bem. A priorização da infraestrutura é algo muito bom para nosso negócio.

    Como avalia esse modelo em que o grupo participa das concessões como investidor e construtor?

    São dois negócios diferentes. Quando se trata de concessão, as construtoras participam da obra, mas também entram como investidoras, algo que não acontecia antes. Temos de nos capacitar para esse novo modelo. A nossa experiência em Viracopos está sendo boa e achamos que vamos conseguir replicá-la em outras concessões.

    Em quais concessões a UTC tem interesse em participar?

    Estamos de olho em ferrovias, portos e nos aeroportos regionais.

    E qual o principal desafio em 2014?

    Além das paradas, haverá mudanças em alguns ministérios, o que causa uma inércia. Isso se repetirá com o início de um novo governo, em 2015, mas é natural. No ano passado, a nossa receita cresceu 15% e deve ser igual neste ano, mas o resultado não acompanhou esse ritmo. Estamos tendo aumento de custos e, por isso, nossas margens estão menores.
    Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Ana Paula Ribeiro
  • 22/01/2014 Crédito imobiliário cresce 32% e bate recorde
    Os financiamentos imobiliários no Brasil bateram recorde em 2013, avançando 32% sobre o ano anterior, e a expectativa é de um crescimento de 15% em 2014, divulgou nesta terça-feira a Abecip, associação que representa as entidades de crédito imobiliário e poupança.

    O volume de empréstimos para a aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somou R$ 109,2 bilhões no ano passado. Para 2014, a expectativa da associação é que os financiamentos cheguem a R$ 126 bilhões.

    Em número de unidades, foram 529,8 mil imóveis financiados no acumulado de 2013, avanço de 17% sobre o consolidado do ano anterior, indicando que boa parte do aumento no volume foi calcado na subida dos preços - algo como 40% nas estimativas do presidente da Abecip, Octavio de Lazari Junior.

    Em coletiva de imprensa, ele disse que os valores dos imóveis mudaram em função do perfil dos novos empreendimentos, com mais áreas de lazer, por exemplo. Ele também afirmou que houve incorporação do aumento dos custos.

    \"Descontado o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), os preços dos imóveis subiram 55% nos últimos 10 anos, ou 3,7% ao ano\", afirmou.

    Descartando a existência de uma bolha no setor, ele reconheceu, por outro lado, que os preços continuarão em alta, mas \"o ritmo do avanço não será acelerado\".

    No mês de dezembro, somente, os financiamentos imobiliários cresceram 19% em número de unidades e 17% em recursos movimentados ante igual mês de 2012, a 50,9 mil unidades e R$ 10,4 bilhões. Em comunicado, a Abecip afirmou que a trajetória de recuperação do mercado imobiliário no país tornou-se \"muito expressiva\" a partir do segundo trimestre de 2013, depois de iniciar o ano com comportamento contido.

    Lazari Junior lembrou que o ritmo de atividades superou as estimativas da entidade, que tinha projetado em meados do ano passado uma expansão anual de 15% a 20% nos financiamentos imobiliários em 2013.

    \"As empresas de construção civil superaram a fase de ajustes do ano anterior\", disse Lazari Junior, observando que o crescimento geral dos financiamentos imobiliários em 2012 havia sido de apenas 3,6%, ano caracterizado por \"um freio de arrumação\" por parte empresas do setor.

    A busca dessas companhias por crédito imobiliário subiu 15% em 2013, a R$ 32,2 bilhões, depois de ter caído 20% em 2012, informou a Abecip.

    Entre as pessoas físicas, o avanço foi de 41% no ano, a R$ 76,9 bilhões, sustentado, segundo Lazari Junior, pela manutenção dos chamados \"pilares do crescimento\" - emprego, renda, baixa inadimplência, e confiança do consumidor - a despeito da deterioração das expectativas macroeconômicas.

    Para 2014, ele estimou que as duas categorias mostrarão aumento na procura por crédito imobiliário, mas com menor apetite: a expansão deverá ser de cerca de 30% para mutuários, e de 10% a 12% para as empresas. Publicado por: O Globo -
  • 22/01/2014 Bancos não elevam juros imobiliários
    Os grandes bancos estão reduzindo as taxas de juros em pelo menos uma área de atuação, no crédito para casa própria, mesmo às custas da margem da operação. A tendência mostra a força da competição no setor, prioridade das instituições financeiras. Em um período cm que a taxa básica de juros saiu de 7,25% em abril de 2013 para 10,5% em janeiro de 2014, Banco do Brasil, Bradesco e Santander reduziram a taxa média cobrada no crédito imobiliário.

    A Caixa e o !taú Unibanco elevaram o custo para o tornador, mas em proporção menor que o aumento da Selic, segundo dados do Banco Central. Em 2013,0 crédito imobiliário cresceu mais que o dobro do que esperava a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, e muito acima das demais modalidades de empréstimo à pessoa física.

    No ano passado, foram desembolsados RS 109;2 bilhões em financiamentos imobiliários com recursos da poupança, volume recorde desde o inicio do Plano Real. Na comparação icom 2012, cresceu 32%. Página Cl0 Crédito imobiliário ignora alta da Selic Felipe Marques De San Paulo Os grandes bancos estão poupando o tomador de um aumento de juros no crédito para casa própria, mesmo às custas da margem da operação.

    Longe de ser um gesto de caridade, mostra a força da competição na linha, prioridade no portfólio das instituições financeiras. Em um período em que a taxa básica de juros saiu de 7,25% em abril de 2013 para 10,5% ao ano em janeiro de 2014, Banco do Brasil, Bradesco c Santander reduziram a taxa média cobrada no crédito imobiliário.

    Já Caixa Econômica co Itati Unibanco a elevaram em proporção menor que o aumento da Selic. Os dados sat) do site do Banco Central. No Bradesco, a taxa em dezembro de 2012 era de 9,37% ao ano, e caiu para 8,52%. No Santander foi de 8,69% para 8,43%. E no BB, de 7,89% para 7%.

    No crédito imobiliário, pode até ser que os bancos tenham deixado de repassar ao tomador um eventual aumento do exist° d e captação\", afirma Octavio de Lazari, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em evento realizado ontem.

    \"Mas o spread dessa operação sempre km muito baixo e seu resultado está muito mais ligado à capacidade de construir um relacionamento com cliente, para venda cruzada de nutios produtos\", diz. lazari pondera que, embora a operação tenha baixa inadimplência, o empréstimo imobiliário tem um alto custo de originação da operação. Afirma também que vê pouco espaço para outros au men - tos nas taxas dessas operações ao longo de 2014. \"A concorrência pelo produto segue muito acirrada\", diz. A projeção da associação éque os desembolsos de crédito imobiliário com recursos da poupança cresçam 15% em 2014. Em 20131 o crédito imobiliário avançou mais que o dobro do que esperava a Abecip, bem acima das demais linhas de empréstimo para pessoa (bica. No ano passado, foram desembolsados RS 1092 bilhões em financiamentos imobiliários com recursos da poupança, volume recorde na modalidade desde o início do Mano Real. Na comparação com 2012, o volume cresceu 32%, longe da projeção inicial de 15%.

    Em 2012, a expansão havia sido de apenas 3,6%. As construtoras desaguaram em 2013 muito dos imóveis e projetos que foram represados em 2012, o que não deve se repetir neste ano\", afirma Wait Para ele, com menos lançamentos sendo entregues em 2014, a pessoa fbica não deve crescer de forma tão acentuada neste ano.

    Em 2013, foram desembolsados RS 76,9 bilhões em crédito para aquisição de imóveis, um avanço de 41% ante o ano anterior. Em 2012.

    O crescimento foi de 22%. já os recursos destinados à construção somaram RS 322 milhões, com avanço de 15%, depois de fechar 2012 em queda de 20%. \"As incorporadoras voltaram a buscar crédiu t\", diz o executivo.
    Publicado por: Valor Econômico -
  • 22/01/2014 País financiou 500 mil imóveis em 2013
    Cerca de meio milhão de imóveis foram financiados, em 2013, com recursos atrelados à movimentação financeira do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. Foi um recorde do crédito imobiliário, com aplicação R$ 109,2 bilhões, 32% acima do montante alcançado em 2012. No ano anterior, o volume tinha crescido 3,6% com R$ 82,8 bilhões.

    A maioria dos desembolsos, R$ 76,9 bilhões, destinou-se à compra da casa própria, cuja demanda aumentou 41%. Um terço do total (R$ 32,2 bilhões) refere-se ao custeio de construção de imóveis, valor 15% maior do que no ano anterior. O número de unidades financiadas no período de janeiro a dezembro de 2013 cresceu 17%, somando 529,8 mil ante 453,2 mil, em 2012.

    Só em dezembro, houve expansão dos desembolsos de 7%, com a liberação de crédito para 50,9 mil imóveis. A oferta está diretamente ligada à captação líquida das cadernetas de poupança, que também atingiu o maior volume histórico (R$ 54,3 bilhões), 46% a mais do que em 2012, elevando em 20% o saldo para R$ 467 bilhões.

    Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que projeta para 2014 alta entre 15% e 20% nos desembolsos.

    O presidente da Abecip, Octávio de Lazari Júnior, atribuiu o desempenho à manutenção do emprego e da renda associada à queda na inadimplência e à oferta de crédito com juros mais baixos em relação às demais modalidades de empréstimos. Publicado por: O Globo -
  • 21/01/2014 Haja cimento e tijolo
    A prefeitura do Rio licenciou para construção quase 6 milhões (5,95) de metros quadrados, ano passado. Um aumento de 15% em relação a 2012.

    É um marco histórico. Supera, pela primeira vez, o índice de 1982: 5,85 milhões de metros quadrados.

    Ou seja...

    Só agora, passados mais de 30 anos, o Rio passa a ter um nível de construção igual ao dos anos 1980. A crise começou com o fechamento do BNH (que levou à expansão das favelas) e o esvaziamento econômico da cidade. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 21/01/2014 Construção civil tem cursos para qualificar mais de 4 mil
    O setor da Construção Civil no estado está com demanda aproximada de 20 mil postos de trabalho, principalmente por conta de obras de infraestrutura para a Copa. Representantes da área, entre eles o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-Rio), avaliam que é preciso formar mão de obra qualificada para dar conta da necessidade de pedreiros e carpinteiros, profissões mais carentes. Assim, para preencher as oportunidades, o Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci-Rio) está com inscrições abertas para 4.225 vagas gratuitas em 18 cursos profissionalizantes.

    Entre as aulas estão as de iniciação profissional para serventes de obra, almoxarife de obras, aplicador de revestimento cerâmico, carpinteiro, pedreiro de alvenaria e eletricista. Os interessados devem se apressar, já que as inscrições terminam à medida que as 25 vagas de cada turma forem preenchidas. As aulas começam logo em seguida.

    Os formados são incluídos no Banco de Empregos no site do Seconci-Rio, acessado por mil empresas

    Coordenadora de Relações Institucionais do Seconci-Rio, Ana Cláudia Gomes conta que os formandos são encaminhados a empresas do segmento e que a média de aproveitamento dos cursos, no mercado de trabalho, é de 80% dos alunos.

    \"Além disso, todos são incluídos no Banco de Empregos no site do Seconci-Rio, que é acessado por mais de mil empresas ligadas ao setor da construção civil\", ressalta.

    A coordenadora informou ainda que o piso salarial do setor é de R$ 1.045, 44,33% acima do mínimo nacional que hoje em R$ 724.

    Entre os cursos disponíveis estão ainda os de armador de ferragem, instalador de sistemas Drywall, encanador instalador predial, encarregado de obras, impermeabilizador de sistemas flexíveis asfálticos, impermeabilizador de sistemas rígidos, instalador predial de tubulações de gás combustível, mestres de obras e pintor de obras.

    Há ainda mais quatro tipos de cursos para pedreiro. São eles: de alvenaria estrutural, de revestimento em argamassa, revestimento em argamassa e cerâmico.

    JOGOS OLÍMPICOS

    Segundo Antônio Carlos Gomes, diretor do Sinduscon, o Rio já vive a preparação para os Jogos Olímpicos de 2016. \"A cidade não passa há muitos anos por um momento com tantas necessidades de reurbanização, de intervenções tão profundas no que se refere à infraestrutura. O Porto Maravilha é um exemplo disso\", diz.

    O executivo do Sinduscon-Rio observa que pedreiro e carpinteiro estão entre as profissões mais carentes. \"O setor como um todo está precisando de profissionais, mas estas duas profissões atuam em todo o processo de cada obra e acabam sendo as profissões mais demandadas\", acrescenta Antônio Carlos Gomes.

    As inscrições para os 18 cursos do Seconci-Rio podem ser feitas pelo telefone (21) 2101-2565 ou no site www.seconci-rio.com.br Publicado por: O Dia - Henrique Moraes
  • 21/01/2014 O que esperar do mercado para 2014?
    O desenvolvimento do mercado imobiliário brasileiro e, principalmente, o do Rio de Janeiro é perceptível e concreto. Os dados não mentem: valorização dos imóveis acima da inflação, lançamentos de empreendimentos superando a expectativa, financiamentos em elevação contínua e cada vez mais bairros, antes inexplorados, se tornando opção de moradia fixa.

    O ano de 2013 foi cercado de muita especulação sobre como se comportaria o setor depois do boom de anos anteriores. Mas, segundo especialistas, o mercado imobiliário ficou mais robusto e vigoroso e o que para muitos era visto como um desaquecimento ou até mesmo recessão, na verdade acabou se notando como maturidade.

    Para 2014, ano mais aguardado por todos os brasileiros desde que houve o anúncio de que o país seria sede da Copa do Mundo de Futebol, o que o mercado imobiliário reserva? Haverá valorização acima da média ou ruídos de uma bolha se tornarão palpáveis? Qual será a tendência do crédito imobiliário, aumento ou retração?

    Nesta edição, a Revista Stand traça uma retrospectiva do setor em 2013 e mergulha numa previsão para 2014. Com a opinião de especialistas, o objetivo é trazer à superfície informações relevantes sobre a área de atuação dos corretores de imóveis e dar uma base do mercado para o próximo ano.

    Para avaliar a atual situação do mercado imobiliário é preciso primeiro olhar bem para trás. De 2002 para cá, o ritmo de crescimento do setor de imóveis ganhou proporções dignas do tamanho da China. Com a alteração do cenário político na década passada, muitas mudanças ocorreram, principalmente no foco do governo federal, dando prioridade aos programas de inclusão social.

    Também houve um maior incentivo à economia. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi importante propulsor para o desenvolvimento de diversos setores do país, inclusive o imobiliário. Para ter uma ideia do volume financeiro injetado pelo governo nesse programa, até dezembro de 2010 os investimentos executados chegaram a 94,1% do total previsto, o que representou mais de R$ 600 bilhões.

    A taxa de desemprego diminuiu e o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro aumentou, superando a expectativa em alguns anos e mantendo uma boa média em outros. Em 2008, por exemplo, o país avançou cerca de 5,4%, com um PIB total de R$ 2,558 trilhões. Já em 2012, o Brasil alcançou a marca de sétima maior economia do mundo chegando ao PIB de R$ 4,4 trilhões.

    As taxas de juros também caíram vertiginosamente. Segundo dados do Banco Central do Brasil (BC), em março de 2003 a Selic, taxa básica de juros brasileira, batia os 26%. Em outubro de 2012, a mesma taxa chegava pouco mais que 7%.

    Esses fatos não só surtiram efeitos no meio industrial e empresarial, como também no cidadão, ocasionando a ascensão social de milhares de brasileiros. Mais pessoas com maior poder aquisitivo fizeram o consumo aumentar e a riqueza do país rodar.

    O reflexo desse processo no mercado imobiliário foi gigantesco. O setor da construção civil também recebeu incentivos do governo federal, principalmente fiscais, com isenção de alguns impostos em materiais utilizados nas edificações. O desenvolvimento de programas habitacionais também alavancou o mercado, criando um nicho comercial para as construtoras.

    Pode-se destacar que a ascensão social da classe C, provocada pelo bom momento da economia brasileira, aliada a uma melhor distribuição de renda, queda das taxas de juros e incentivos fiscais, foram fundamentais para que 2013 chegasse com um mercado imobiliário maduro e experiente.

    Nesse contexto, o cenário do setor de imóveis no Rio de Janeiro, além de receber os benefícios de todo esse desenvolvimento, foi agraciado com outras medidas, como a instalação de diversas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas dominadas pelo tráfico, a escolha da cidade para ser uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e das Olimpíadas em 2016.

    Em pesquisa da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), realizada em 2012, foi constatada que, no geral, o Rio de Janeiro obteve uma valorização dos imóveis da ordem de 390% na última década.

    Porém, segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), Manoel da Silveira Maia, esse número que, inicialmente, parece ser astronômico, nada mais é que uma retomada de um mercado que permaneceu anos estagnado:

    - Durante a década de 90 o mercado imobiliário sofreu com diversas crises econômicas e sem base para um desenvolvimento saudável. A partir do novo milênio, com novos rumos que a economia tomou, houve recuperação desse setor com uma valorização dos imóveis em níveis extraordinários. Publicado por: Stand -
  • 19/01/2014 Casas econômicas, frescas e verdes
    Disponível no Brasil há cerca de dez anos, os telhados verdes vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado. Estações de tratamento de esgoto próprias também. Mas, agora, surge um sistema integrado que traz ainda mais benefícios às residências. É o Ecoesgoto, que além de propiciar o tratamento de esgoto de forma limpa, ainda aproveita a água para o resfriamento da casa e irrigação das plantas do telhado e parede verdes.

    Funciona assim: em vez de construir uma fossa séptica, que todo prédio deve ter, constrói-se no terreno uma estação primária de tratamento aeróbico do esgoto, que vai receber todos os resíduos sólidos do banheiro e da cozinha. Todos mesmo: do papel higiênico aos restos de comida. Ou seja, adeus lixo orgânico. Tudo pode ser jogado descarga, ou ralo da pia, abaixo. Sem medo. Esses resíduos vão parar na estação que funciona de forma parecida ao de uma composteira, já que possui minhocas e bactérias que vão ajudar a decompor todo esse material. Ao menos é o que garante a empresa Ecotelhado, que criou o sistema integrado.

    Segundo os técnicos, o resultado é uma água limpa, mas não potável, e fertilizada, ideal para ser usada na irrigação dos jardins, já que tem os nutrientes que a água clorada não tem. Ela é, então, bombeada por um encanamento até o telhado da construção. Ali, fica armazenada sobre a laje e sob um piso elevado, onde é colocado o substrato que servirá de base para as plantas que vão compor o telhado verde.

    R$ 250, o metro quadrado do telhado

    Se a casa tiver fachada coberta de plantas ou brises vegetais, a mesma água pode ser usada na irrigação. Outra opção é implantar um sistema de condução da água de volta aos banheiros, para que possa ser usada nas descargas.

    - Qualquer prédio ou casa pode implantar o sistema integrado. Mas acho que ele é ideal para escolas públicas, onde 70% da água é consumida nas descargas. Já pensou na economia? E os telhados verdes também são propícios para esses ambientes, já que climatizar todas as escolas públicas do país seria muito caro. O calor é o maior inimigo do estudante. A capacidade de aprendizado até diminui - acredita João Manuel Feijó, engenheiro agrônomo e diretor da empresa Ecotelhado, que criou o sistema, lembrando que os telhados verdes ajudam a diminuir a temperatura interna do prédio.

    Segundo Feijó, a implantação do sistema não aumenta o custo da obra, já que o preço - cerca de R$ 250, o metro quadrado - é parecido ao de técnicas convencionais como de impermeabilização e cobertura do telhado. Publicado por: O Globo -
  • 19/01/2014 Os mais exclusivos do mundo
    Quanto custa morar em alguns dos pontos mais desejados do planeta? Depois que o ranking publicado pela revista inglesa \"The Economist\" mostrou que ano passado o Brasil teve a segunda maior valorização no preço dos imóveis entre 23 países (12,8%), atrás apenas dos Estados Unidos (13,6%), o Morar Bem foi apurar o preço de algumas das áreas mais exclusivas do mundo: de frente para a vista livre do mar de Ipanema e Leblon, dos badalados Central Park, em Nova York, e Hyde Park, em Londres, pertinho da Torre Eiffel, em Paris.

    O que seria mais caro, afinal? Se você chutou a nossa orla, errou feio. Londres, onde o metro quadrado médio da região central já chega a 16,3 mil libras (R$ 63 mil), é a mais cara. Seguida de perto pelo Triangle D\'Or parisiense, região que reúne as avenidas Champs Elisées, Montaigne e François I e tem o metro quadrado na faixa dos R$ 50 mil. Depois, vem Manhattan, com metro quadrado médio de R$ 30 mil (segundo levantamento da imobiliária Douglas Elliman). A orla da Zona Sul carioca, com o metro quadrado que varia dos R$ 20 mil aos R$ 40 mil, ficaria apenas em quarto lugar nesse ranking informal dos pontos mais nobres.

    Mas, claro, o mercado de luxo tem regras próprias e, muitas vezes, foge da lógica do mercado imobiliário. E há os tais pontos fora da curva, imóveis chamados de especiais pelos corretores do setor, que tem características únicas e proprietários que costumam pedir o que querem ganhar para só depois decidir se estão dispostos a vender.

    Na orla da Zona Sul carioca, por exemplo, o preço do metro quadrado pode chegar aos R$ 60 mil, mas apenas em prédios emblemáticos como Juan les Pins, no Leblon, e Cap Ferrat, em Ipanema, onde o primeiro andar está à venda por R$ 37 milhões. Considerados os prédios com as melhores plantas da orla (cerca de 600 metros quadrados planos e nenhum vizinho de porta), ambos têm preços altos muito mais por conta da grife que carregam do que pelos serviços que oferecem.

    - São dois ícones do Rio que se destacam no mercado de luxo, assim como o Jardim Pernambuco. Mas a maioria dos imóveis na orla custa entre R$ 6 milhões e R$ 10 milhões - diz Jacyr Tavares, diretor da imobiliária JTavares, especializada em alto luxo.

    De fato, quando se trata de imóveis de luxo, os valores podem dar saltos quase estratosféricos. Em Nova York, há imóveis que podem chegar aos US$ 50 milhões (cerca de R$ 118 milhões). Em Londres, aos 100 milhões de libras (ou R$ 385 milhões) - preço de uma cobertura no Hyde Park 1, um dos mais exclusivos residenciais do mundo. E, nos arredores nobres de Paris, aos €$ 75 milhões (R$ 240 milhões). É esse o preço de uma mansão à venda na pequena cidade de Neuilly-sur-Seine, que abriga ricos e poderosos franceses, como o ex-presidente Nicolas Sarkozy. Mas, nesse caso, só para quem quiser ser vizinho de Liliane Bettencourt, a poderosa dona da L\'Oreal, que mora duas casas depois.

    Dentro da capital francesa, as ruas mais caras estão localizadas em áreas centrais como os arrondissements (áreas que dividem a capital francesa) Sexto, Sétimo e Oitavo, segundo estudo feito pela imobiliária Efficity. Fora da curva, no caso, está a charmosa Île de St. Louis, onde o metro quadrado chega aos R$ 96 mil.

    - Como no Rio, os preços dependem da vista. Aqui os imóveis mais caros estão em pontos em frente ao Sena, com vista para o Louvre, a Torre Eiffel. E também no Triangle D\'Or, que é a área favorita dos brasileiros - comenta Paulo Fernandes, diretor-geral da imobiliária de luxo Sotheby\'s Paris, lembrando que o preço médio do metro quadrado na cidade é de R$ 29 mil.

    Já em Nova York, encontramos um apartamento de 400 metros quadrados na badalada Quinta Avenida, com vista para o Central Park, à venda por U$ 14 milhões (R$ 33 milhões). E uma cobertura de tamanho similar, mas do outro lado do parque, no Upper West Side, e bem pertinho do Museu de História Natural, que está sendo vendida por um preço um pouquinho maior: US$ 14,75 milhões, ou cerca de R$ 35 milhões. Exatamente o mesmo que vem sendo pedido, há ao menos sete meses, pelos proprietários da cobertura do Exclusivité, no Leblon. Um imóvel triplex de 770 metros quadrados.

    - Além das prestigiosas localizações, os imóveis nova-iorquinos carregam a assinatura de arquitetos e designers famosos - destaca Dottie Herman, CEO da Douglas Elliman Imobiliária, uma das mais exclusivas de Nova York. - Tanto que costumam ficar em torno de 95 dias no mercado. Claro, que o tempo de venda vai depender de uma série de fatores, inclusive da competência do corretor em achar o comprador certo para um imóvel desse valor.

    No Brasil, aliás, esse tempo costuma ser maior. Pode chegar aos dez meses, se o imóvel tiver um valor considerado acima do preço de mercado. Mas, em geral, vai dos três aos seis meses.

    - O ideal mesmo é que o imóvel seja vendido em até quatro meses - diz Frederico Judice, da Judice & Araújo.

    Considerada como uma das cidades mais caras do mundo para se viver, pela Expatistan (organização especializada em calcular o custo de vida em grandes cidades), Londres tem preços ainda mais elásticos que as demais cidades. Segundo a imobiliária Harrods Estates, propriedades de luxo podem custar de R$ 11,5 milhões (apartamentos de três quartos) a R$ 22 milhões (para casas). Mas nos pontos mais nobres da cidade como Knightsbridge, Mayfair, Kensington e Chelsea, esses valores não são inferiores aos R$ 22 milhões.

    - No Hyde Park 1, um apartamento de um quarto não custa menos que isso - avalia Shirley Humphrey, da Harrods Estates, lembrando que propriedades assim oferecem facilidades como segurança, estacionamentos amplos, academias, spas, cinema e adegas.

    Já em Santiago do Chile, apesar da valorização dos últimos anos, os preços ainda não chegaram a patamares tão altos. Nas regiões mais nobres, como Las Condes, Vitacura, Providencia e Lo Barnechea, o metro quadrado gira em torno dos US$ 3 mil aos US$ 3,5 mil, ou entre R$ 7 mil e R$ 8,2 mil, mais baixo até que o metro quadrado médio do Rio, que fechou 2013 em R$ 9.937.

    - Só no ano passado, o número de anúncios de propriedades de luxo aumentou 47%. Santiago vem se consolidando como uma das melhores cidades para se fazer negócios na América Latina o que atrai muitos estrangeiros para o nosso mercado imobiliário, inclusive alguns brasileiros - avalia Nicolás Izquierdo, gerente de Análises Imobiliárias do Portal Inmobiliario, um site que reúne classificados chilenos. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 19/01/2014 Brasil é segundo no ranking
    A crescente valorização imobiliária do país levou o Brasil ao segundo lugar no ranking de países com maior alta de preços de imóveis residenciais. As informações são de recente pesquisa feita pela revista britânica The Economist, que analisou os preços de imóveis em 23 países. O Brasil teve a segunda maior alta de preços, com aumento de 12,8% em 12 meses, até outubro de 2013, perdendo apenas para os Estados Unidos, que tiveram alta de 13,6%. Entre os países analisados, apenas cinco registraram queda no preço de imóveis residenciais em 2013, sendo eles França, Japão, Holanda, Espanha e Itália. A pesquisa não considera a inflação de outros bens e mudanças no câmbio.

    Ainda segundo a publicação, o Rio de Janeiro foi a cidade mais valorizada. Publicado por: O Dia -
  • 18/01/2014 Patrimônio
    Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e IAB-RJ lançam campanha de valorização do Centro da cidade, na terça-feira. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 17/01/2014 Tombados
    A Basílica Imaculado Coração de Maria, no Méier, é uma das novidades do \"Guia Bens Tombados 2014\". Parceria de Prefeitura, Ademi, Sinduscon Rio e WTorre, o livro atualiza a lista de patrimônio cultural carioca. Tem três mil nomes, 220 a mais que na edição 2008. Foi aporte de R$ 130 mil. O lançamento é no mês que vem. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
  • 17/01/2014 Adeus, velho prédio!
    O antigo edifício Seminário São José, na Rua Primeira de Março 43, no centro histórico do Rio, está sendo demolido. O imóvel, que não era tombado, foi construído há uns 80 anos por Leonídio Gomes e Architetos, empresa que fez a sede da Cruz Vermelho, de 1923, no Rio. Vai dar lugar à Torre Primeiro de Março, que deve ficar pronta em 2016.

    Será um edifício comercial de 19 andares, a cargo da incorporadora Novo Rio - do grupo Monteiro Aranha e do Espírito Santo Property do Brasil. Por sugestão do Iphan, o grupo deve preservar a fachada de estilo eclético.
    Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 17/01/2014 Sujeira corporativa
    Ocupado por empresas dos setores bancário e petrolífero, o City Tower, na Rua da Assembléia, é o primeiro edifício do Rio a receber a certificação Leed para operação e manutenção de prédios, na categoria Gold. O selo, do United States Green Building Council (USGBC), reconhece medidas que reduzem impactos ambientais durante toda a vida do empreendimento.

    Ali, foi estipulada uma cota para a quantidade de lixo orgânico descartada: um saco de 200 litros por andar/dia. O pavimento que exceder, paga pelo que produziu a mais. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
  • 17/01/2014 Revitalização do Hotel Paineiras ganha apoio da WWF-Brasil
    O projeto de revitalização do Hotel Paineiras recebeu o apoio da WWF-Brasil, em carta divulgada pela organização este mês. \"A iniciativa é de grande interesse para a conservação por ordenar e qualificar a visitação no ponto turístico do Corcovado e disseminar informações e conceitos conservacionistas em um dos parques nacionais mais visitados do país\", diz o texto.

    A obra está parada desde agosto. Em dezembro, o Iphan anulou todas as autorizações para a construção do Complexo Paineiras, no Parque Nacional da Tijuca. Publicado por: O Globo online -
  • 16/01/2014 Imóvel vem com brinde
    Armários na cozinha, quartos e banheiros, equipamentos de segurança, projetos de decoração desenvolvidos por renomados escritórios de arquitetura, apartamentos mobiliados, pontos de recarga de bicicletas e carros elétricos. Esses são alguns exemplos de mimos oferecidos por construtoras para quem compra um imóvel novo. Diante da grande concorrência, cada vez mais a prática de presentear o cliente pode fazer toda a diferença.

    \"Esses benefícios podem ser cruciais na hora de escolher um imóvel. Além de se sentir prestigiado, o comprador economiza, adquirindo um imóvel com mais valor agregado\", afirma Marcelo Fróes, diretor de contas imobiliárias da Percepttiva.

    No residencial Grand Village, na Freguesia, em Jacarepaguá, da Fmac, por exemplo, as unidades serão entregues com armários na cozinha, quartos e banheiros. As varandas gourmet serão entregues com bancada de granito, cuba de inox e churrasqueira a gás. Os apartamentos ainda vêm com infraestrutura completa para ar-condicionado split e os moradores terão à disposição bicicletas para passear.

    A Brookfield está dando armários para quartos, sala, cozinha e banheiro para quem comprar unidade do Union Home, na Barra. Já no Damai Residences & Lifestyle, no Recreio, o mimo é o projeto de decoração.

    A Efer vai entregar as coberturas do Porto Real Suítes, em Mangaratiba, mobiliadas e com eletrodomésticos. Os apartamentos serão entregues com armários nos quartos, banheiros e cozinha.

    No Outside, da Leduca, no Recreio, além de receberem o imóvel mobiliado e com fechadura biométrica, os futuros moradores terão à disposição bicicletas para passeios. Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 16/01/2014 Impressora 3D gigante é projetada para construir casa em menos de 24 horas
    As impressoras 3D ganham cada vez mais espaço. Primeiro, objetos. Depois, comidas. Agora é a vez de se construir casas. Sim, casas! Por mais que pareça surreal, a Universidade Southern Califórnia está testando uma impressora gigante que estaria apta para erguer uma residência em menos de 24 horas. A tecnologia, conhecida como Contour Crafting, foi projetada pelo professor Behrokh Khoshnevis. Se isso realmente vingar, a máquina, que funciona como um robô, poderá substituir trabalhadores do setor da construção civil.

    A estrutura da construção consiste em dois trilhos de apoio nas laterais do terreno, um guindaste no topo com dois braços, criando uma bolha no espaço ao redor da casa. O resto é tudo feito pelo computador. Aos trabalhadores, ficariam apenas as funções de colocar portas e janelas, e a supervisão do andamento da impressão.

    Segundo o site PSFK, os objetivos de tal técnica são reduzir o custo da casa própria e oferecer uma habitação alternativa em áreas que precisam de ajuda de emergência humanitária. O sistema poderia, também, ser usado para construir blocos para edifícios.

    O robô ainda está sendo testado e não há datas precisas para quando entraria em funcionamento pleno. Além disso, há uma questão importante a ser debatida, que é a mão de obra, pois, com tal tecnologia muitos trabalhadores da construção poderiam perder os seus empregos. Publicado por: O Globo online -
  • 16/01/2014 Prestação da casa própria cai até 40% com portabilidade
    Escolher um banco para financiar a casa própria não é um caminho sem volta. Embora pouca gente saiba, é possível realizar a portabilidade do financiamento imobiliário de um banco que cobra taxas de juros mais altas para outro que ofereça condições mais vantajosas. Segundo especialistas, a troca pode reduzir em até 40% o valor das parcelas mensais. Mas antes de efetuar a mudança é preciso estar atento ao Custo Efetivo Total (CET) da nova instituição e aos encargos cartoriais.

    \"A operação dá oportunidade ao cliente que fez uma dívida com determinada taxa de juros em um banco de transferir seu saldo devedor para outra instituição que apresente uma taxa menor. Temos clientes que conseguiram diminuir R$ 500 na prestação. Um outro, com saldo devedor de R$ 588 mil, chegou a reduzir sua prestação em mais de R$ 900\", afirma o diretor da Ideal Consultoria Imobiliária, Gláucio Alves Taioba.

    Segundo ele, o processo leva, em média, de 40 a 45 dias. E geralmente não passa de dois meses. Apesar de a lei existir desde 2006, só recentemente os bancos entraram para valer no negócio.

    \"A modalidade ganhou força a partir da redução dos juros dos bancos públicos, acompanhada pelas instituições financeiras privadas. Isso estimulou a concorrência e quem ganhou foi o consumidor\", diz o consultor.

    DISSEMINAÇÃO LENTA

    A possibilidade de desembolsar uma quantia menor tem levado mais mutuários a fazer a portabilidade, ainda em um movimento lento e gradativo.

    \"No geral, o Custo Efetivo Total, que é anual, tem um abatimento de 2%. Isso dá entre R$ 300 e R$ 500 a menos por mês, na maioria dos casos. É um valor significativo para o orçamento, e que pode ser direcionado para o pagamento de outros compromissos\", aponta o gerente-sócio da Lar Imóveis, Wayne Benfica.

    Para a gerente comercial Cristina Magalhães, a portabilidade significou mais que economia. Com a troca do financiamento do Itaú, onde era correntista há 18 anos, para o Banco do Brasil, conseguiu salvar o apartamento. \"Sem a redução do valor das parcelas, teria que vender a casa para comprar uma mais barata\", relata.

    Com juros mais baixos, de 7,5% ao ano, ao contrário dos 11,5% do contrato anterior, Cristina deixou de pagar R$ 200 por mês. A prestação que era de R$ 1.700 caiu para menos de R$1.500.

    \"Pode parecer pouco, mas fez uma diferença enorme. Recomendo a portabilidade para todo mundo\", diz.

    Os benefícios só não são maiores por falta de regulamentação da lei que já existe desde 2006, dizem especialistas. Sem normas claras, o negócio ainda é visto com desinteresse por alguns bancos e quem acaba perdendo é o consumidor que tem dificuldade para mudar de credor.

    Outro empecilho está nos encargos. Para fazer a portabilidade, o cliente terá que arcar com o custo referente à avaliação do imóvel, que fica em torno de R$ 850. Publicado por: Hoje em Dia - Flávio Tavares
  • 15/01/2014 Construtoras vendem mais de 2.500 imóveis no Estado do Rio com condições especiais
    A construtora MRV Engenharia lançou a campanha \"Programação de verão\" para vender cerca de 30 mil apartamentos em todo o país, com descontos e condições especiais neste mês de janeiro. No Estado do Rio, são 2.500 imóveis. Na capital, são 1.500 apartamentos em oferta e no Norte Fluminense - Macaé, Rio das Ostras e Campos dos Goytacazes - outras mil unidades com descontos de até 5%.

    Há uma redução de preço de até R$ 10 mil, dependendo do empreendimento, segundo Rodrigo Resende, diretor Comercial e de Marketing da MRV Engenharia:

    - É a oportunidade de adquirir a casa própria por um preço acessível. Há entrada facilitada, financiamento descomplicado e o FGTS pode ser usado.

    O Grupo Avanço Aliados promoverá a segunda edição da campanha Mega Chance no dia 25, com descontos de até R$ 190 mil na compra das unidades em bairros como Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes e Vila Valqueire e também na região do Grande Méier. O evento acontecerá na sede da imobiliária BrasilBrokers, a partir das 9h, na Rua Tirol 296, na Freguesia, em Jacarepaguá.

    Clientes devem ter cautela

    Para que o sonho da casa própria não vire um problema, são necessários alguns cuidados para aproveitar as ofertas, segundo os órgãos de defesa do consumidor.

    - Os eventos de vendas acabam forçando que o consumidor feche o contrato na hora, mas essa compra por impulso nem sempre vai ser por um imóvel que atenda às necessidades de sua família - explica Silvio Romero, assessor jurídico do Procon-RJ.

    O subsecretário municipal de Defesa do Consumidor, Fábio Ferreira, lembra que os panfletos que anunciam os empreendimentos devem ser guardados, e o contrato precisa ser analisado com muito cuidado e muita atenção.

    - Em casos de financiamentos, é preciso ver quais serão os encargos e a taxa de juros - destaca.

    Fique atento

    Contrato

    O cliente precisa avaliar se tudo o que foi prometido e todas as informações referentes ao imóvel estão especificadas no contrato de forma clara, lembra Silvio Romero, assessor jurídico do Procon RJ.

    Imóveis novos

    É necessário checar qual o prazo de entrega das chaves do imóvel.

    Legalização

    O cliente deve ver se o imóvel está devidamente regularizado num cartório da região e na prefeitura, e se já tem o Habite-se, ressalta Fábio Ferreira, do Procon Carioca.

    Cancelamento

    O consumidor deve verificar quais são os seus direitos, em caso de cancelamento do contrato, antes de fechar o negócio.

    Pesquisa

    Antes de fechar a compra de um imóvel, o consumidor deve procurar na internet, em sites de reclamações e no Tribunal de Justiça, se há muitas queixas e processos contra o vendedor. Publicado por: Extra -
  • 15/01/2014 Ano novo, casa nova
    Espelho para todo o país, o Índice de Confiança do Comprador de Imóvel, apurado pela Lopes Consultoria, em São Paulo, cresceu, em dezembro, 6,1% sobre o mês anterior, de 123,4 pontos para 130,9 pontos, o maior patamar desde 2009.

    O índice varia de 0 a 200 pontos e capta também as impressões do consumidor sobre o momento atual da economia do país e a situação financeira das famílias. Segundo a consultoria, resultados acima de 100 indicam cenário otimista. A elevação registrada no final do ano sinaliza que os entrevistados mantêm a intenção de adquirir o bem nos próximos seis meses. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
  • 14/01/2014 Governo do estado entrega imóveis
    A Secretaria estadual de Habitação e a Companhia estadual de Habitação (Cehab) entregaram ontem as chaves dos apartamentos do Conjunto Habitacional Haroldo de Andrade 1, 2, 3 e 4, em Barros Filho, Zona Norte do Rio, para 1.260 famílias que moravam em áreas de risco ou insalubres. O empreendimento faz parte do programa federal de habitação popular \"Minha casa, minha vida\".

    Construído num terreno de 75,6 mil metros quadrados, doado pelo estado e a 170 metros da estação de trem, o conjunto tem 36 blocos.

    Os apartamentos medem 45 metros quadrados e têm sala, banheiro, cozinha, área de serviço e dois quartos. Cada um dos quatro lotes do conjunto conta com uma área que inclui banheiro, churrasqueira, praça e mesas para jogos.

    Moradora de um galpão no Santo Cristo, Lisete Maria da Silva, de 58 anos, comemorou com o marido, Francisco de Moura, 67, a entrega do imóve, pois moravam em uma área considerada de risco.

    - Os apartamentos são bons, e o local, organizado. Vamos fazer novos amigos, é uma nova vida que começa - disse a vendedora de salgados e refrigerantes. Publicado por: Extra -
  • 14/01/2014 Reformas puxarão vendas de materiais
    As vendas das indústrias de materiais de construção serão impulsionadas, em 2014, principalmente, pela demanda dos consumidores de produtos de acabamento para reformas. Neste ano, o volume de entrega de empreendimentos residenciais pelas incorporadoras de capital aberto ainda será elevado, mas a expectativa dos fabricantes de materiais é que a maior expansão das compras ocorra pelo varejo.

    A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) já divulgou que espera 7,2% de crescimento nas vendas do varejo neste ano ante 2013. No ano passado, a expansão do varejo de materiais foi de 4,4%, para o recorde de R$ 57,4 bilhões.

    \"Os fatores que influenciam as decisões de reforma - renda, emprego e crédito - continuarão fortes em 2014\", afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais (Abramat), Walter Cover. As reformas serão o carro-chefe para o crescimento das vendas de materiais em 2014. \"A Copa deve ajudar as vendas do varejo, pois muitas famílias farão alguma reforma para receber pessoas em casa\", acrescenta Cover.

    A fabricante de tintas Ibratin é uma das empresas que aposta que a Copa vai contribuir para elevar a demanda por materiais e fazer com que o varejo seja o principal canal de expansão em 2014. Segundo o gerente de vendas e marketing da Ibratin, Dijan Barros, o volume comercializado de tintas imobiliárias terá alta de 25% e o faturamento, de 15%. No ano passado, houve crescimento de 23% no volume e de 18% no faturamento da Ibratin. As vendas para engenharia e grandes obras foram responsáveis por 60%, o segmento de decoração, arquitetura e design, por 27%, e o varejo, por 13%.

    Já a Akzo Nobel, que possui a marca Coral, pretende crescer 3% ou 4% neste ano, por meio de ações promocionais. As vendas para reformas vão puxar o crescimento das vendas de tintas decorativas, de acordo com o presidente da Tintas Coral, Jaap Kuiper. A Akzo Nobel vai fornecer tintas para oito dos 12 estádios da Copa, o que contribuirá para elevar os volumes vendidos e para dar publicidade aos produtos da empresa.

    Em 2013, as vendas de tintas decorativas da Akzo Nobel aumentaram 4%. Conforme Kuiper, tem havido pressão de custos por causa da parcela das matérias-primas impactada pela variação cambial.

    A Cecrisa, fabricante de revestimentos cerâmicos, projeta manter o patamar de crescimento registrado em 2013, de pouco acima de 20%. A empresa espera que a expansão resulte do aumento da vendas de produtos com as marcas Portinari e Cecrisa para reforma e autoconstrução, segundo seu diretor comercial, Luis Francisco Zolin.

    Neste ano, a Cecrisa concluirá investimentos no parque fabril que vão possibilitar mais competitividade em mercados como o Nordeste, conforme Zolin. Das vendas da Cecrisa, 55% são direcionadas para o varejo e de 45% para construtoras. Em 2013, as vendas da marca Cecrisa cresceram pelo aumento da base de clientes e expansão para novas regiões. Já a comercialização da marca Portinari teve alta por meio de volumes mais elevados para os mesmos clientes.

    A Portobello, outra grande fabricante de revestimentos cerâmicos, estima que suas vendas para o varejo vão crescer mais, neste ano, do que as destinadas ao canal engenharia. \"As reformas puxarão o desempenho do varejo em 2014\", diz o superintendente do canal de vendas para engenharia da Portobello, Marcos Reis. Dois terços da comercialização dos produtos da empresa são direcionados ao varejo, sendo metade para franquias e metade para lojas multimarcas. O outro terço vai para engenharia.

    A Cerâmica Lanzi estima crescer de 25% a 30% em 2014, para R$ 180 milhões, ante aumento de 21% no ano passado. Conforme o presidente da empresa, Luis Antônio Lanzi, a expansão projetada baseia-se no aumento da produtividade e na melhoria tecnológica dos produtos, voltados para as classes A e B.

    A fabricante francesa de telhas ecológicas Onduline projeta crescer 6% neste ano, conforme o diretor da empresa, Ricardo Bressiani, ainda que haja a preocupação que a venda de materiais concorra com a de outros produtos, como a de aparelhos de televisão para a Copa. \"Acreditamos que, apesar do cenário desafiador, será possível crescer\", afirma. Bressiani diz esperar continuidade do crédito para a compra de materiais.

    Dados preliminares da Abramat referentes a 2013 apontam que expansão das vendas das indústrias de materiais (base mais acabamento), da ordem de 4% ante os R$ 126 milhões de 2012. \"O número foi recorde\", afirma Cover. Em 2014, a indústria crescerá mais do que no ano passado, conforme o presidente da Abramat. A entidade espera expansão da demanda por materiais para obras do mercado imobiliário e de infraestrutura acima da de 2013. O setor continuará a vender mais materiais de acabamento do que de base, mas a diferença tende a diminuir.
    Publicado por: Valor Econômico - Chiara Quintão
  • 13/01/2014 Dignidade reconquistada em 45 metros quadrados
    Bruno, de 6 anos, nasceu na rua. Renato, de 4, e Katllyn, de 2, nasceram num barracão do Acampamento Unidos Venceremos, montado atrás do Conjunto Nova Sepetiba I, na Zona Oeste do Rio. O bebê que está a caminho nascerá num imóvel de 45 metros quadrados, com dois quartos, banheiro, sala, cozinha e área de serviço. As quatro crianças são filhas de Claudiane Silva de Souza, de 24 anos, e retratam bem a mudança da vida da mãe. Ela, que viveu embaixo de um viaduto de Campo Grande, dos 15 aos 20 anos, será uma das beneficiadas pelo programa federal de habitação popular \"Minha casa, minha vida\". E nesta segunda-feira, às 10h, receberá, do governo do estado, as chaves de um imóvel que poderá, pela primeira vez, chamar de seu.

    - Eu não tenho como explicar a minha felicidade. Eu morava embaixo de um viaduto, vir para um barraco e ganhar uma casa é muito lindo. Não tenho como agradecer.

    As 300 famílias que moram no acampamento se mudarão, juntamente com outras 960 famílias selecionadas pelo governo, para o Conjunto Habitacional Haroldo de Andrade 1,2,3 e 4, em Barros Filho, na Zona Norte do Rio, que teve a construção coordenada pela Secretaria estadual de Habitação, por meio da Companhia Estadual de Habitação (Cehab).

    No Acampamento Unidos Venceremos, as dificuldades são muitas. Os moradores enfrentam problemas como a convivência diária com animais - lacraias e ratos - e risco constante de incêndios nos barracos, feitos com madeira. Quando há chuvas fortes, as telhas voam.

    Como não há água encanada no local, é necessário carregar baldes para fazer a higiene pessoal e a comida. O esforço já procovou tristezas.

    - Eu perdi um bebê, porque a gravidez era de alto risco e eu não poderia carregar os baldes cheios de água - lamenta Luciana Genoveva, de 28 anos, desempregada.

    Apenas três banheiros

    No acampamento, três banheiros improvisados - dois na entrada e um no meio - são usados pelas 300 famílias. Há vaso dentro deles e cada família é responsável pela limpeza, depois do uso. Junto deles, existem uma pia e um tanque para todos, sempre com filas para lavar roupas e pratos. O calor é grande nos barracos, que são escuros e precisam ficar com as luzes acesas durante o dia - o que os torna ainda mais quentes.

    Nas noites mais quentes em que falta luz, alguns moradores colocam colchões na entrada do acampamento. Os cômodos, sempre pequenos - se há divisões entre eles é feita por panos -, medem, aproximadamente, o tamanho do futuro banheiro que cada família terá no Conjunto Habitacional Haroldo de Andrade .

    O terreno do condomínio fica num terreno de 75,6 mil metros quadrados, a 170 metros da estação de trem,e terá 36 blocos, parquinho para as crianças, quadras poliesportivas, além de Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) e 12 lojas. Todos os moradores assinaram os contratos e receberam os cartões da linha de financiamento \"Minha casa melhor\", para a compra de eletrodomésticos, móveis e eletrônicos. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 12/01/2014 Umas casa surpreendente, bem no \'fim do mundo\'
    Conhecida como \'Cidade do Fim do Mundo\', Ushuaia, na Argentina, terá a primeira casa autossustentável da América Latina. Esta semana começou a obra, com o emprego de garrafas de plástico e de vidro, latas de alumínio e pneus, entre outros materiais reciclados. O imóvel utilizará energia solar e eólica (do vento) para manter a temperatura sempre amena, num local em que faz muito frio, o ano inteiro, por ser perto da Antártica.

    O projeto, chamado \'Tol-Haru, Ushuaia. A Nave Terra do Fim do Mundo\', é da ONG Natureza Aplicada à Tecnologia (NAT), com a colaboração do arquiteto Michael Reynolds. A casa é formada por duas construções cilíndricas de 50 metros quadrados, fabricadas com os materiais reciclados. Em volta delas, haverá uma espécie de redoma de vidro, para criar um \'efeito estufa\' que mantenha a temperatura sempre entre 18 e 22 graus. Com isso, é possível economizar energia elétrica.

    Ushuaia fica na Terra do Fogo argentina, perto do continente gelado da Antártica. Casa terá sistema para temperatura ficar amena o ano todo

    Semente para o mundo

    Segundo o organizador do projeto, Mariano Torre, nativo de Ushuaia, a ideia tem como objetivo criar \"um símbolo de uma nova relação entre o ser humano e a Terra que não seja tão destrutiva\". O projeto é desenvolvido como um curso, do qual estão participando 70 voluntários de todo o mundo, de lugares tão afastados como a Turquia e a Austrália, junto com indígenas da comunidade Qom, da Argentina.

    Mariano Torre descreve ainda a construção da casa autossustentável como \"uma semente\", e espera que \"todos os participantes plantem outras sementes em seus países, nos vizinhos e no mundo todo\".

    Meta de redução de emissões de gás

    O plano da casa \'Tol-Haru\' começou em 2010, e conta com o apoio do governo da Província da Terra do Fogo. A cidade de Ushuaia é parte do pacto dos prefeitos da União Europeia, assinado em novembro de 2012, no qual se comprometiam em desenvolver energias limpas para reduzir em 20% as emissões de dióxido de carbono até 2020.

    O prefeito de Ushuaia, Frederico Sciurano, classificou a obra como \'mensagem de esperança e de futuro\', que indica para onde quer ir o município, em entrevista à agência oficial Télam.

    Dentro da Argentina, aliás, existem outros grupos que investem nas construções ecológicas. Em Mar del Plata, o projeto \'Navetierra MDQ\' começou a desenvolver uma ideia similar em 2010, ainda no papel. Publicado por: O Dia -
  • 12/01/2014 A classe alta que não abre mão do subúrbio
    Pesquisa mostra que classe A que mora ali tem orgulho disso. E, apesar de ricos, se identificam como classe C

    Era ficção, mas havia uma pegada de realidade no perfil dos personagens. Carminha e Tufão, da novela Avenida Brasil, eram ricos, mas passaram todo o folhetim morando num bairro do subúrbio carioca. Assim como os dois, há muitos moradores da Zona Norte e da Zona Oeste com alto poder aquisitivo que não trocam o lugar onde vivem pela Zona Sul ou Barra. Aliás, conforme mostra uma pesquisa da agência de publicidade NBS, em parceria com a Casa 7 Núcleo de Pesquisa, entre a chamada população classe AC do subúrbio - com renda alta, mas com códigos de comportamento e consumo da classe média -, a maioria esmagadora pensa assim: 99% dos entrevistados disseram ter orgulho do local onde moram. E 93% afirmaram ter uma relação afetiva com o subúrbio.

    Identidade e inclusão

    A primeira etapa da pesquisa, com 300 questionários, pretendia descobrir quem da classe A (de 30 a 60 anos) se identificava com a classe C. Do total, 75% (com renda familiar superior a R$ 7 mil por mês) se encaixavam nesse perfil, batizado de AC. Na segunda etapa, com 200 entrevistados, os comportamentos, crenças e hábitos foram aprofundados com novas perguntas. Tendo como primeiro critério a renda, o levantamento buscou entender por que pessoas com condições financeiras para viver em áreas nobres da cidade preferem continuar morando no subúrbio.

    Tatiana Soter, diretora de atendimento da NBS, agência que mantém o projeto Riologia, um estudo permanente sobre perfis do Rio, faz um raios X do que pensa esse grupo.

    - A maioria dos entrevistados disse que, se saísse do subúrbio e fosse para a Barra, perderia mais do que ganharia. Eles vivem a cidade de forma mais ampla. É o \"eu tenho carro e posso ir quando eu quiser para a Zona Sul, para a Barra\". É o conceito de cidade estendida. Eles são adaptáveis - afirma a diretora da NBS, que também chama esse grupo de \"suburbanos por opção\". - Eles acham que as pessoas da Zona Sul e da Barra são mais sozinhas, menos sociáveis, e 88% deles dizem que ajudam os vizinhos ou são ajudados por eles. Há um conceito entre eles de comunidade que é mais acolhedor.

    O estudo mostra ainda que 66% possuem ensino superior completo, e 88% têm filhos. Do total, 78% moram em casa, e não em apartamento, sendo que 72% têm como hábito de lazer receber a família e os amigos. A pesquisa também abordou a questão da violência, tradicionalmente mais associada a esses bairros: 57% se sentem seguros no subúrbio, e 45% acreditam que lá há mais segurança que em outras áreas da cidade.

    A diretora da NBS explica que, quando o assunto é consumo, os entrevistados mostram que não se interessam tanto por marcas e que os verbos comprar e ter estão diretamente relacionados ao sentimento de pertencimento, e não de diferenciação.

    - Eles não querem se vestir diferente, terem carro que vizinho não tem. Eles querem estar incluídos. - diz.

    Empresário tem duas casas em Quintino, uma para relax

    O empresário Jorge Luiz Garcia fazia compras no Mercadão de Madureira quando foi abordado pela equipe do Riologia. Professor de português aposentado e sócio de uma rede de cafeterias em hospitais públicos, Jorge hoje tem dinheiro suficiente na conta para viver confortavelmente num bairro como a Barra, mas prefere a simplicidade da sua casa em Quintino. Ou melhor, das suas duas casas em Quintino, sendo que uma é só para \"relaxar\".

    Aos 56 anos, ele mantém um pequeno imóvel numa vila típica do bairro - com direito a santos em azulejos decorando as fachadas - para descansar e reunir os amigos e parentes em churrascos regados a cerveja. Talvez o único luxo aparente desse morador apaixonado pelo subúrbio sejam as pulseiras e correntes pesadas de ouro que exibe. Ele conta que, além de joias, também gosta de gastar com perfumes importados, roupas e sapatos - estes, ele manda fazer sob medida em Cascadura.

    - Tenho coleção de sapatos. Guardo de 48 a 52 pares. Quanto às roupas, se passei na loja e gostei, eu compro. Não ligo para marcas - conta o empresário.

    Jorge é formado tanto em Letras quanto em Direito. No passado, chegou a ganhar dinheiro com carnaval, comandando alas da Caprichosos de Pilares. Sua escola do coração é o Império Serrano e, ao lado do espiritismo, cultiva devoção por São Jorge. Ele vive de duas aposentadorias como professor e do lucro com as cafeterias, entre elas uma no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Hoje ele constrói uma casa de veraneio em Praia Seca, na cidade de Saquarema, na Região dos Lagos.

    - Só trocaria Quintino por um buraco da família chamado Inhaúma. Para mim, isso aqui é tudo! - brinca Jorge, que no dia de São Jorge (23 de abril) faz uma tradicional feijoada para os amigos.

    Viagens a Cabo Frio

    Edna Maria Barreto de Gouvêa conta, sentada numa mesa da praça de alimentação do Norte Shopping, que trabalha 24 horas por dia para poder viajar. Como tem medo de avião, ela curte ir para a Região dos Lagos. Ela, que tem 52 anos, e o marido, funcionário público federal, chegam a ficar um mês direto hospedados em hotéis de Búzios e Cabo Frio. Com a renda de dez casas alugadas em Cavalcante, onde mora, e os lucros de uma firma que fornece uniformes e roupas para eventos como maratonas, ela quer este ano realizar um desejo: ter uma picape de última geração.

    - Como sou apaixonada por carros quero uma picape, a última do momento, toda preta. Com essa violência, quero até os vidros pretos. Quem não se sentiria poderosa lá dentro? - comenta a empresária, também professora de educação física e personal trainer, hoje dona de um Siena.

    Entrevistada pelo Riologia, Edna tem uma renda familiar que ultrapassa R$ 10 mil por mês e é do time que não quer sair da Zona Norte. Mãe de uma universitária de 20 anos, Edna mora com a estudante e o marido numa casa de quatro quartos e garagem para quatro veículos.

    - Não vejo por que sair de Cavalcante. Vejo mais motivos para ficar. Eu moro num lugar pacato, com velhinhos conversando na calçada. Quando quero ir para qualquer lugar pego o carro, a Linha Amarela, e vou - diz. Publicado por: O Globo - Ludmilla de Lima
  • 12/01/2014 Zaha Hadid e o prefeito
    Única mulher a ter recebido o Pritzker (em 2004) - considerado o Prêmio Nobel da arquitetura -, a iraquiana Zaha Hadid quer se encontrar com o prefeito Eduardo Paes no mês que vem, quando vier ao Rio. Assunto: a revitalização da Zona Portuária.

    Aliás e a propósito

    Zaha fica cinco dias na cidade e também vai visitar o terreno na Avenida Atlântica onde ficava a última casa da Praia de Copacabana, na altura da Siqueira Campos. Ela já foi ao chão, e em seu lugar será erguido o hotel German on the beach, de Omar Perez. Zaha, declaradamente influenciada por Oscar Niemeyer, assina o projeto.
    Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 12/01/2014 Custo sobe 8,05% no ano em, todo o Brasil
    O índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), fechou o ano de 2013 em 8,05%. Em dezembro, a alta registrada foi de 0,22%, menor do que o 0,27% apurado no mês anterior. O que mais pesou no custo total foi a variação da mão de obra, que subiu 9,7% ao longo do ano. Já o item \"Materiais, equipamentos e serviços\" apresentou alta de 6,32%. Publicado por: O Globo -
  • 12/01/2014 Alta dos imóveis variou entre 4,2% e 37,3%
    Os preços dos imóveis nas grandes cidades brasileiras subiram, no ano passado, entre 4,2% (caso de Brasília) e 37,3% (Curitiba). Os dados, do índice FipeZap, foram divulgados na última semana e consideram 16 cidades. No Rio, a alta foi de 15,2%, quase igual aos 15% de 2012 e ainda bem acima da inflação projetada pelo IPCA, cuja previsão é de fechar 2013 em 5.7%.

    No caso dos aluguéis, contudo, a variação no ano passado foi menor do que no anterior:respectivamente, de 8,3% e 11,4%. Coordenador da pesquisa, o economista Eduardo Zylberstajn destaca, entretanto que não dá para prever o que acontecerá no setor em 2014, um ano de Copa do Mundo:

    - A variação da venda vem subindo mais que a da locação, mas isso não significa, necessariamente, que este cenário se manterá ao longo de 2014.

    Na média nacional, a variação acumulada em 2013 foi de 13,7% na pesquisa que inclui 16 cidades (chamado de grupo Ampliado) e de 12,7% no grupo de sete capitais (chamado de Composto Nacional) - o método de pesquisado índice é feito em dois grupos, e o Ampliado só começou a ser realizado em junho de 2012.

    Um ranking do aumento do preço dos imóveis no mundo, publicado pela inglesa \'The Economist\" e analisando 23 países, mostra que, em 2013, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos. Enquanto na terra do Tio Sam a valorização chegou a 13,6%, no Brasil, a valorização foi de 12,8%.

    Ainda segundo o FipeZap, Brasília foi a única cidade em que os preços de venda subiram menos que a inflação prevista, 4,2%. E Curitiba, a que registrou o índice mais alto no ano: 37,3%. Em São Paulo, a variação foi de 13,9%, em Belo Horizonte, de 9,7% e, em Porto Alegre, de 14%. O distanciamento de Curitiba em relação às outras capitais do país acontece porque o fenômeno de aceleração dos preços é mais recente. Entre julho e novembro de 2012, por exemplo,o FipeZap registrara queda em Curitiba. Só a partir de dezembro daquele ano os valores começaram a subir na cidade, atingindo um pico de 4,6% em agosto de 2013. No mesmo mês, os preços no Rio e em São Paulo subiram 1,2%.

    O Leblon, apesar de uma desaceleração na alta de preços, mantém o metro quadrado mais caro do eixo Rio-São Paulo (R$ 21.963), seguido por cinco bairros da Zona Sul carioca: Ipanema (R$ 19.818), Lagoa (R$ 16.858), Gávea (R$ 15.969) e Jardim Botânico (R$ 15.732). Assim, o Rio continua com o valor médio mais alto entre as 16 cidades (R$ 9.937), seguido por Brasília (R$ 8.670) e São Paulo (R$ 7.815). É de Vila Velha (Espírito Santo) o menor valor de metro quadrado: R$ 3.820. Publicado por: O Globo -
  • 12/01/2014 Recorde de crédito
    Uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) revela que os financiamentos imobiliários bateram recorde histórico no País. Atingiram mais de R$ 98 bilhões, no período de janeiro a novembro de 2013. O volume de recursos é 34% maior do que o apurado no mesmo período do ano anterior. Publicado por: O Dia -
  • 12/01/2014 Economia no financiamento imobiliário
    Diferença pode chegar a R$ 368 mil se cliente pesquisar bem condições oferecidas por bancos

    Um levantamento bem cuidadoso das condições de financiamento oferecidas por bancos pode fazer grande diferença. É o que indica estudo da Associação de Consumidores (Proteste). Segundo o órgão, que simulou créditos no Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citibank, HSBC, Itaú e Santander, a economia chega a R$ 368 mil. \"O mercado imobiliário traz boas oportunidades para o consumidor. A avaliação de todos os custos é imprescindível para fazer a compra certa\", afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

    Bruno Teodoro, diretor da Estrutura, complementa que, quanto maior o relacionamento do cliente com o banco, mais vantagem ele vai ter na hora de pedir crédito.

    O estudo leva em conta três imóveis de R$ 150 mil, R$ 400 mil e 800 mil - todos com 80% financiados, pagos em 30 anos, com exceção do BB, que tem prazo máximo de 25 anos nos perfis de R$ 150 mil e R$ 400 mil.

    Uma das simulações indica, por exemplo, que o cliente que financiar 80% de imóvel de R$ 800 mil no Santander terá Custo Efetivo Total (CET) de 9,98% ao ano e pagará mais de R$1,94 milhão após 30 anos. Mas, se tiver relacionamento e abrir conta-salário na Caixa, consegue CET de 9,07 % ao ano. No final, pagará quase R$ 1,58 milhão no mesmo período, R$ 368 mil a meno s d o q u e n o Santander. Simulações e levantamento estão em www.proteste.org.br.
    Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 12/01/2014 Um legado memorável
    O Programa Minha Casa, Minha Vida ingressa em 2014 com a promissora expectativa de cumprir a meta de contratação de 2 milhões de unidades habitacionais no período do mandato do atual governo federal.

    O bom andamento das contratações levou a presidenta Dilma Rousseff a anunciar há um mês o objetivo de elevar esta meta em mais 700 mil moradias. Se o governo conseguir, será ótimo para ampliar o alcance do programa e reforçar o crescimento do PIB.

    Atingir a meta dependerá, contudo, da realização de ajustes. Os valores do Minha Casa, Minha Vida não foram atualizados ao longo de 2013, ano em que o custo da construção paulista subiu 7,3%.

    Considerando-se as margens já muito apertadas das construtoras que operam no programa, sobretudo na edificação de moradias destinadas a famílias com salários de até R$ 1.600, tal reajuste é premente.

    Atender a esta faixa da população que reside em São Paulo e Rio de Janeiro é outro desafio do programa. Junto com os governos estaduais e municipais, será necessário elevar os subsídios para viabilizar esse atendimento.
    Com a alta da inflação, será preciso incluir no programa o reajuste anual das obras. A ausência dessa atualização afastou, da segunda fase do Minha Casa, diversas construtoras que operaram na primeira.

    Para reduzir custos, também necessitaremos elevar a produtividade, mediante mais estímulos à mecanização e à industrialização dos processos de construção e a intensificação dos programas de qualificação de mão de obra.

    Será preciso enfrentar outros desafios para atender a faixa mais pobre da população e que responde pela maior parte do déficit habitacional. Entre estes, a reduzida disponibilidade de terrenos, a morosidade e a burocracia na aprovação de projetos e no licenciamento de empreendimentos, e entraves nos cartórios de registros.

    A grande expectativa do empresariado era que em 2014 fossem lançadas as bases da terceira fase do programa, a vigorar entre 2015 e 2018. Com isso, seria possível traçar projetos de longo prazo, visando à elevação da produção e da produtividade.

    No final de 2013, a imprensa divulgou notícia, não desmentida pelo Planalto, de que a terceira fase não seria lançada. Desta forma, a continuidade do Minha Casa ficaria circunscrita apenas às promessas das diversas campanhas eleitorais. Uma incerteza desestimuladora de investimentos em 2014 com vistas à edificação de novos empreendimentos em 2015.

    O governo federal tem a alternativa de liderar a aprovação, ainda no primeiro semestre, da destinação constitucional de recursos permanentes para a habitação popular. Basta retomar a tramitação da PEC da Habitação, que destina um percentual da arrecadação para esta finalidade. Com isso, transformará o programa em uma política de Estado, o que seria um legado memorável da atual administração. Publicado por: Folha de São Paulo - Janela
  • 12/01/2014 Com juros baixos, crédito que tem imóvel como garantia cresce no Brasil
    Uma modalidade de crédito ainda pouco conhecida no país, com taxa de juros baixa e prazo de pagamento longo, vem ganhando força nos últimos anos. Nessa linha, o cliente usa o imóvel ou o terreno quitados como garantia em caso de inadimplência.

    Não há uma destinação específica para o dinheiro emprestado, mas a recomendação é usar esse tipo de financiamento com parcimônia, já que há risco de perder o bem.

    O saldo dessa carteira de crédito na Caixa Econômica Federal atingiu R$ 6,3 bilhões em 2013, com elevação de 54% na comparação com o ano anterior.

    Já no Banco do Brasil, a previsão é que o montante tenha chegado a R$ 1 bilhão, o que representaria acréscimo de 45% nesse confronto.

    No HSBC, o saldo subiu 31% no mesmo intervalo, mas o banco não informou o montante. Itaú, Bradesco e Santander não divulgaram os dados de volume nem variação.

    Nos seis bancos pesquisados, o prazo de financiamento varia de 6 a 300 meses. Essa possibilidade de distribuir o pagamento da dívida por tanto tempo é, na opinião de Lore Ribeiro, superintendente nacional da Caixa, um dos grandes atrativos da linha.

    Apesar desse raciocínio, o banco estatal vai reduzir o prazo de 300 para 240 meses em fevereiro, para, nas palavras da executiva, aproximá-lo daquele oferecido pelos concorrentes.

    No Banco do Brasil e no Santander, o limite é 180 meses.

    A autônoma Ane Madureira, 21, deu como garantia um terreno em Itatiba (a 84 quilômetros de São Paulo), e os R$ 100 mil emprestados foram usados para terminar de construir uma casa no local, na qual vai morar com a família. Hoje vivem em um apartamento alugado na zona leste da capital paulista.

    Ela conseguiu a menor taxa de juros entre as instituições pesquisadas, de 1,1% ao mês mais TR -que varia e foi de 0,1126 no dia 1º. Como comparação, a taxa de empréstimo pessoal nos bancos é, na média, de 3,2%, segundo a Anefac (associação dos executivos de finanças). Publicado por: Folha de São Paulo -
  • 11/01/2014 Projeto de estação do VLT está definido
    O modelo dos 42 pontos de embarque e desembarque do do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), está bem avançado, conforme os projetos a que O DIA teve acesso. Eles terão um visual bem diferentes das paradas de ônibus: serão protegidos por muretas transparentes e terão um visual arrojado, assim como o das composições. O design dos vagões também está sendo aperfeiçoado, segundo o consórcio que vai botar o novo sistema nos trilhos.

    O VLT dará um choque de modernidade à paisagem urbana do Centro Histórico Rio. \"É um marco para o Rio começar a entrar nessa geração de sistema de transporte. O VLT é ecológico, confortável e com design que se integra bem à paisagem de áreas históricas. Não é um veículo pesado e tem grande capacidade de passageiros\", diz o presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, regional Rio, Vicente Giffoni.

    Segundo a Brasil Brookers - empresa de consultoria imobiliária -, nos próximos dois anos os imóveis localizados nas ruas por onde o passará o VLT terão uma \"valorização expressiva\".

    O VLT vai resgatar a tradição dos antigos bondes, que contavam com uma malha viária que ia da Zona Norte à Zona Sul. Mas eles agora vão seguir a rota de um mundo mais ecológico. Não trarão pendurados cabos de energia, mas terão um sistema de alimentação pelo solo.

    As passagens serão compradas em quatro estações ou nos postos de venda do Bilhete Único: Praça 15, Rodoviária, Central e Aeroporto Santos Dumont. A validação dos bilhetes será feita por fiscais, dentro dos trens, como na Europa, onde cada vez mais cidades, como Paris e Berlin, adotam o modelo. Clique na imagem abaixo para ampliar o infográfico:

    O início das obras está previsto para este semestre. E a expectativa é que a rede esteja concluída em 2016, a tempo para as Olimpíadas. Mas no segundo semestre de 2015, um trecho ligando o Porto à Cinelândia já deverá estar operando. No total, serão 32 trens circulando pelo Centro do Rio, passando por locais como o Campo de Santana e a Praça Tiradentes.

    Segundo o Consórcio VLT, a capacidade do sistema será de 285 mil passageiros por dia, transportados a 17 km/h. Publicado por: O Dia - Paloma Savedra
  • 11/01/2014 Oásis verdes para respirar ar puro e história
    Quando a temperatura sobe, os cariocas já sabem que podem pegar dois caminhos: um que vai dar na praia, para se refrescar no mar, e outro em direção floresta, para se banhar nas cachoeiras. Mas há uma terceira opção: a cidade tem vários parques e praças que, além de oferecerem contato mais estreito com a natureza e momentos de relaxamento nos dia quentes do verão, contam um pouco da história do Rio.

    A Quinta da Boa Vista e o Jardim Botânico, por exemplo, remetem aos tempos da cidade imperial. Em São Cristóvão, na Zona Norte, a Quinta tem 155 mil metros quadrados e foi residência da família imperial. Ainda conserva árvores frondosas e jardins de traçado romântico. Com quadriciclos, pedalinhos de aluguel, trenzinho, jogos de futebol e piqueniques, a área atrai de crianças a idosos. Especialmente nos fins de semana, o espaço fica lotado.

    - Sentar neste enorme gramado é um programa delicioso, gratuito e revitalizante. Às vezes, venho sozinha e me sento para ler um livro ou uma revista. Também trago meus netos com suas bicicletas e nos espalhamos por aqui. É um programa delicioso para ser feito em família - diz a advogada Lúcia Fernandes, moradora do Maracanã. - É incrível saber que estamos andando num lugar tão rico em história, atravessando os mesmos jardins onde cresceu e viveu dom Pedro II.

    Em outro ponto da cidade, o Jardim Botânico, desde sua abertura à visitação pública, em 1822, já recebeu nomes ilustres como Einstein e a rainha Elizabeth II. Hoje, cariocas e turistas percorrem seus caminhos em busca de sombra e ar fresco. Entre as atrações, estão 6.500 espécies de plantas e o orquidário. O lugar conta ainda com um parquinho infantil, para crianças até 10 anos.

    Um museu ao ar livre

    Criado em 1808 por dom João VI para aclimatar especiarias vindas das Índias Orientais, o jardim é considerado um museu vivo natural e virou referência nacional para botânicos. O lugar abriga ainda o Museu do Meio Ambiente e o Espaço Tom Jobim. Conta também com duas lanchonetes e área para piqueniques.

    - Decidi que aproveitaríamos aqui o nosso último dia no Rio - diz a paulista Ana Paula Silva, enquanto brinca com a filha de 2 anos, Maria Luiza, no parquinho infantil. - É a minha primeira vez no jardim, e estou encantada com o local. Todo esse verde que nos rodeia é definitivamente algo especial. Sem contar que é uma área muito segura para vir com crianças.

    No Catete, os jardins do Museu da República, com suas enormes palmeiras, lembram o tempo em que a cidade ainda era a capital do país. É outro lugar frequentado por pessoas de todas as idades, que buscam o espaço para se refrescar à sombra de suas árvores ou para fazer exercício. Para as crianças, a grande atração é o parquinho, que costuma ficar lotado nos fins de semana.

    - Além de ser um espaço muito agradável, é um lugar histórico - diz o professor aposentado Hélio Machado, de 85 anos. - Sentar nesses bancos é voltar ao passado.

    Construído durante o Império (quando era chamado de Palácio Nova Friburgo), o prédio hoje ocupado pelo Museu da República foi sede do Poder Executivo por 63 anos. Foi ali que, entre outros fatos históricos, o presidente Getúlio Vargas se suicidou em 1954. O museu retrata a vida também de outros presidentes brasileiros. Outras atrações do lugar são um café, uma livraria e uma sala de cinema.

    Um cenário francês

    Na Glória, a Praça Paris é como um pequeno pedaço da França na cidade. Na década de 1920, quando foi construída, a ideia era que seguisse os padrões estéticos europeus. Embora o espaço tenha passado por uma ampla restauração há cerca de um ano, seu estilo clássico foi mantido, sendo visível nos jardins simétricos, nos chafarizes e nos postes de iluminação.

    Em dias ensolarados, a praça atrai um grande número de frequentadores, que passeiam ou fazem exercícios nas alamedas ladeadas por jardins, onde há esculturas como as quatro que representam as estações do ano. A beleza e a segurança do local são os dois principais pontos destacados por seus visitantes.

    - É um lugar muito charmoso, ótimo para a prática de exercícios ou, simplesmente, para sentar e apreciar a paisagem. Gosto especialmente do paisagismo daqui: é elegante, muito diferente do das demais praças do Rio - diz a dona de casa Maria Estevan, que diariamente percorre a área para se exercitar. - Além disso, é também um espaço muito seguro, com patrulhamento ostensivo dos guardas municipais durante todo o dia, algo nem sempre comum na maioria das praças da cidade.

    SERVIÇO

    1) Quinta da Boa Vista:
    Av. Pedro II, entre as Ruas Almirante Baltazar e Dom Meinrado - São Cristóvão.
    Visitação: de segunda a domingo, das 6h às 19h
    - Museu Nacional
    Visitação: segunda, das 12h às 17h; terça a domingo, das 10h às 17h
    Ingressos: R$ 1 (para crianças de 6 a 10 anos) | R$ 3 (para pessoas de 11 a 59 anos) | Entrada gratuita para crianças até 5 anos, maiores de 60 anos, professores, funcionários e alunos da UFRJ, deficientes físicos e guias turísticos
    - Restaurante Quinta da Boa Vista
    Horário de funcionamento: diariamente, das 11h às 18h
    http://www.restaurantequintaboavista.com.br/
    - Jardim Zoológico
    Visitação: em janeiro, de segunda a domingo, das 9h às 16h30; nos demais meses, de terça a domingo, das 9h às 16h30
    Ingressos: R$ 6 | R$ 3 (para estudantes e idosos a partir de 60 anos) | Gratuito para crianças de até 1m de altura

    2) Jardim Botânico
    Rua Jardim Botânico 1.008 - Jardim Botânico (com estacionamento e bicicletário)
    Visitação: segunda a domingo, das 8h às 17h (prorrogação de uma hora para o fechamento das bilheterias no período de horário de verão)
    Ingressos: R$ 6,00 | Gratuito para crianças até 7 anos e idosos a partir de 60 anos, residentes no Brasil ou em outros países que fazem parte do Mercosul.
    - Parquinho Infantil
    Visitação: de segunda a domingo, das 10h às 18h | Entrada gratuita
    - Museu do Meio Ambiente
    Visitação: de terça a domingo, das 9h às 17h | Entrada gratuita

    3) Museu da República
    Rua do Catete 153 - Catete
    Visitação dos jardins: de segunda a domingo, das 8h às 18h | Entrada gratuita
    Visitação do museu: de terça a sexta, das 10h às 17h; sábado, domingo e feriados, das 11h às 18h
    Ingressos: R$ 6 | R$ 3 para estudantes | Gratuito para todos os visitantes às quartas e domingo | Gratuito para crianças de até 12 anos e para idosos acima de 60 anos

    4) Praça Paris
    Glória, Zona Sul
    Visitação: de segunda a domingo, das 6h às 22h | Entrada gratuita
    Publicado por: O Globo - Anna Beatriz Thieme
  • 10/01/2014 Porto Maravilha
    A Caixa se prepara para financiar projetos no Porto Maravilha, através de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Esse sistema incentiva a construção, através de gabaritos mais elevados. Publicado por: Monitor Mercantil - Primeira Linha
  • 10/01/2014 Alemão ganhará 300 imóveis em junho
    Os 300 primeiros imóveis de um total de 1.180 do conjunto habitacional do \"Minha casa, minha vida\" no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, deverão ser entregues em junho deste ano. As casas, que seguem o padrão do programa federal - dois quartos, sala, cozinha e banheiro -, serão ocupadas por famílias do próprio Alemão e de Manguinhos, que foram removidas de áreas de risco ou para que as obras do Programa de Aceleração do Cresci¬mento (PAC) fossem feitas.

    Os imóveis ficam em dois terrenos da Avenida Itaóca que foram desapropriados. O Condomínio Jardim Canário, com cem unidades, será destinado a moradores da região da Conab, em Manguinhos. As famílias do Alemão vão morar no Condomínio Jardim Beija- Flor, com 200 imóveis.

    O empreendimento terá duas outras etapas: uma com entrega prevista para janeiro de 2015 e outra para maio, também do ano que vem. Publicado por: Extra -
  • 10/01/2014 Brasil registra segunda maior alta em imóveis residenciais entre 23 países
    Os preços dos imóveis residenciais no Brasil aumentaram 12,8% em 2013, a segunda maior variação entre 23 países pesquisados pela revista britânica \"The Economist\", ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que tiveram alta de 13,6% no período. O estudo da revista apresenta dados semelhantes aos divulgados esta semana pelo Índice FipeZap, que apontou um crescimento de 12,7% na pesquisa de sete capitais, e de 13,7%, na análise de 16 cidades.

    A publicação destaca que o Brasil, que abriga a Copa do Mundo em junho, vive um boom imobiliário, e que no Rio, onde ainda será realizada a Olimpíada de 2016, os preços triplicaram desde 2008. Do total de países analisados, 18 tiveram aumento, sendo que no ano anterior foram 12.

    Indícios de bolha na China e Índia

    Já a China, liderada por um desenvolvimento excessivo e baixa ocupação, poderia enfrentar uma bolha imobiliária, afirma a revista. De acordo com o índice da Economist, com base em dados oficiais de 70 cidades chinesas, os preços aumentaram 8,7 % no ano até novembro de 2013. E a Índia pode seguir o mesmo caminho, pois os preços em 15 cidades aumentaram 7% no terceiro trimestre de 2013.

    Nos Estados Unidos, onde foi registrada a maior alta, os preços das casas subiram 24% desde março de 2012, mas, ainda assim, estão 20% abaixo do pico registrado em abril de 2006. Ao todo, as propriedades americanas estão desfrutando de uma recuperação, mas não há uma bolha, diz a revista. O Canadá, entretanto, parece ter sido bem-sucedido em seu mercado, pois a inflação dos preços de imóveis residenciais baixou 3,4%.

    Preços das casas caíram em países da Europa

    Na Europa, os preços das casas caíram entre 1,5% e 5,9%. De todos os pesquisados, França, Espanha, Itália e Holanda tiveram queda nos preços dos imóveis - Japão foi o único lugar fora da região em que os preços recuaram. Porém, na Irlanda, o mercado chegou ao seu limite depois de reduzir o índice pela metade ao longo de seis anos. Os preços na Alemanha estão subindo no ritmo mais rápido desde a sua reunificação, embora a habitação ainda esteja desvalorizada.

    Na Grã-Bretanha, os preços tiveram o maior aumento de taxa nos últimos três anos, alimentando os temores de uma bolha imobiliária, particularmente em Londres, onde os valores aumentaram em 12%. Entretanto, avaliando pela supervalorização dos preços das casas em contraponto com os aluguéis e rendas, a Grã-Bretanha não sofreu um impacto na habitação na escala dos Estados Unidos, em grande parte porque a oferta é pequena. Além disso, o governo britânico tem desfeito metas de construção de casas desde 2010, entre outras medidas. Publicado por: O Globo -
  • 10/01/2014 IPC-Fipe acelera alta a 0,74% no início de janeiro
    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,74% na primeira quadrissemana de janeiro, ante elevação de 0,65% em dezembro, pressionado pelos alimentos e por habitação.

    De acordo com os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgados nesta sexta-feira, o grupo Alimentação teve alta de 0,81%, após subir 0,65% na apuração anterior, representando o maior peso sobre a variação do índice, com 0,1851 ponto percentual.

    Também teve contribuição importante para o resultado o grupo Habitação, com alta de 0,59% e peso de 0,1812 ponto percentual.A divulgação do IPC-Fipe referente à segunda quadrissemana deste mês ocorrerá em 20 de janeiro.

    O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.
    Publicado por: O Globo online -
  • 09/01/2014 Sete motivos para a captação de recursos recorde da caderneta de poupança em 2013
    Por conta da captação recorde da caderneta de poupança em 2013, algumas vantagens da aplicação voltam a ficar evidenciadas. O volume de R$ 71 bilhões deve se reverter para o consumidor em mais crédito imobiliário, uma vez que a maior parte do dinheiro depositado na caderneta tem de ser direcionada a este tipo de crédito, segundo uma regra do Banco Central. Veja abaixo alguns motivos que tornaram a poupança atraente no ano passado aos olhos do consumidor.

    Simplicidade

    Apesar de o mercado ter cada vez mais produtos disponíveis aos investidores, a caderneta ainda é o de mais fácil entendimento, talvez por ser um dos mais antigos.

    Isenta de IR e tarifas

    A aplicação é uma das poucas que não possui Imposto de Renda e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além disso, não são cobradas taxas de administração (como nos fundos de investimento), de entrada e de saída (como em alguns fundos de previdência).

    Segurança

    O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) protege algumas aplicações em até R$ 250 mil. Este é o caso da poupança. Assim, se o banco decretar falência, a aplicação que somar até esse valor estará garantida.

    Rentabilidade

    Em épocas de juros nas alturas, a rentabilidade da poupança não era lá essas coisas, mas isso tem mudado. No começo de 2013, pela taxa Selic estar em patamares menores, a caderneta foi uma grande concorrente dos fundos, principalmente dos que cobram alta taxa de administração. A elevação do juro ao longo do ano aumentou a rentabilidade dos títulos de renda fixa, mas também da poupança uma vez que parte dela é atrelada à Taxa Referencial (TR), que por sua vez é influenciada pela Selic. A rentabilidade da poupança aumentou 49% em 2013.

    Aplicação baixa

    No mundo dos investimentos até existem opções seguras e com melhores rentabilidades, mas nem sempre elas são acessíveis. Nesse ponto, a caderneta leva vantagem de não exigir uma quantia mínima para a aplicação.

    Liquidez

    A qualquer hora, em qualquer dia, os recursos da poupança podem ser sacados. Por isso, ela indicada inclusive, para guardar o dinheiro de emergência.

    Aumento da renda do brasileiro

    Não só em 2013, mas nos últimos anos, a renda do brasileiro tem crescido. O que nos primeiros anos significou um boom do consumo da chamada classe C agora passa para uma segunda fase, de poupança. Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 09/01/2014 É uma ótima ideia!
    Para acabar com o desperdício de água potável, o Senado analisa projeto de lei para incentivar condomínios residenciais e comerciais, além de prédios públicos, a implantar sistemas de coleta, armazenamento e uso de águas pluviais. A iniciativa prevê a redução de 50% na taxa do serviço público de drenagem pluvial urbana para os edifícios e casas que tiverem mecanismo de captação de água da chuva. Além disso, propõe a criação de programas para estimular a adoção de medidas para pôr fim a vazamentos na rede de abastecimento e a instalação de dispositivos que economizam água. Enquanto o tema é tratado pelo Legislativo, construtoras do Rio já saíram na frente, adotando medidas nesse sentido.

    A Pinto de Almeida, por exemplo, conta com umComitê de Sustentabilidade, que define as iniciativas sustentáveis que serão incorporadas nos projetos. A água das chuvas é reaproveitada para a limpeza das áreas comuns e regar os jardins do condomínio. O residencial Portal de Itaipu, lançado em 2011, foi o primeiro a adotar a iniciativa, que agora se estende aos empreendimentos atuais. \"A preocupação com o meio ambiente é um dos itens relevantes para a concepção dos novos projetos. O consumidor está mais consciente e a opção por empreendimentos que ofereçam serviços ecologicamente sustentáveis é um diferencial\", diz Naum Ryfer, diretor da empresa.

    A Cury é outra construtora que adotou a reutilização das águas da chuva para uso nas áreas comuns dos seus empreendimentos. Os projetos Mérito Engenho Novo, Estação Zona Norte, Completo Campo Grande, Dez Rocha Miranda e Completo Zona Norte contam com caixas coletoras para a captação. A água captada é usada para limpeza de pisos e calçadas, lavagem de carros e irrigação das áreas verdes.

    O mesmo vai ocorrer no Bella Vita, da Vitale, em Madureira. O residencial também terá reservatório para águas pluviais.
    Publicado por: Meia Hora -
  • 09/01/2014 Galeria de arte dentro de apê nova-iorquino
    O arquiteto Allan Greenberg e sua mulher, Judith Seligson, resolveram fazer da sua casa, em Nova York, uma galeria de arte particular. Eles investiram num jogo harmonioso de estilos através das formas e cores de móveis e itens de decoração.

    Os quadros abstratos expostos nas paredes por todo o apartamento foram pintados pelo próprio Greenberg, como mostra o New York Yimes. Sua mulher também contribuiu com a decoração - e não apenas dando palpite. A arte em texto na coluna da sala de estar foi feita por ela.

    O apartamento é cheio de detalhes que remetem ao clássico, como a cabeceira da cama e os móveis da sala e da suíte, e que, ao mesmo tempo, trazem a presença do contemporâneo, a exemplo do conjunto de poltronas na sala, todas criadas pelo arquiteto e designer italiano Gaetano Pesce. A \"Donna\", com seu formato arredondado e estampa de listras, é o destaque do espaço principal, assim como a luminária pendente George Nelson Propeller é na sala de jantar.

    Mas não é apenas o jogo de objetos que constrói a cara deste apê. As cores - muitas vezes bem vibrantes - fazem parte da decoração. Uma parede vermelha aqui, um xadrez verde-limão acolá ou um mosaico gigante no banheiro arrematam o estilo único deste apartamento. Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 09/01/2014 Hotel mais alto dos EUA abre as portas com 68 andares
    O grupo Marriott International, dono das marcas Ritz, Carlton e Renaissance, anunciou a abertura do hotel mais alto dos Estados Unidos em Nova York.

    A torre de 68 andares, na esquina da Broadway com a Rua 54, tem 378 quartos e 261 apartamentos residenciais. O custo do hotel foi de US$ 320 milhões.

    O edifício tem 230 metros de altura, o que lhe assegura o título de hotel mais alto dos Estados Unidos, informou Kathleen Duffy, porta-voz dos Hotéis Marriott em Nova York.

    Nova York teve um recorde de 54,3 milhões de turistas em 2013. A marca foi anunciada em dezembro pelo ex-prefeito Michael Bloomberg. O número de visitantes deve passar dos 55 milhões este ano.

    O grupo Marriott tem cerca de 100 hotéis nos Estados Unidos. O hotel mais alto do país funciona sob um acordo de franquia entre Marriott e a construtora Granite Broadway Development LLC, proprietária do imóvel, e é gerido pela empresa Arlington, Interstate Hotels & Resorts, com sede na Virgínia. Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 07/01/2014 Em 2013, preço do metro quadrado teve alta de 13,7%
    Quem quiser comprar ou alugar um imóvel no Rio deve preparar o bolso. O preço do metro quadrado no estado fechou 2013 com alta de 15,2%, ou seja, quase o tripolo da inflação, estimada em 5,76%. Bairros das zonas Oeste e Norte tiveram alta de dois dígitos, de 19% a quase 60%, respectivamente, enquanto alguns da Zona Sul registraram queda.

    O destaque ficou com Santíssimo, em Campo Grande, cuja variação foi de 59,6%, com o preço do metro quadrado alcançando R$ 3,295 mil. Na sequência, o de Água Santa, na Zona Norte, aumentou 53,1%, cotado a R$ 3,905 mil, seguido do valor de Pilares, com variação de 41,8%, a R$ 4,552 mil; e retornando à Zona Oeste, com Santa Cruz em 41,7%, cujo preço bateu R$ 3,019 mil.

    a Zona Sul, o destaque positivo ficou com Cosme Velho, que teve variação de 27%, sendo o preço do metro quadrado cotado a R$10,435 mil. Ainda em alta, o Arpoador cresceu 19,5%, sendo R$ 14,417 mil. Na contramão, com queda de 2,6%, vem a Lagoa, que fechou 2013 com metro quadrado cotado a R$ 12,219 mil, seguido do Leblon, com baixa de 2,1%, ficando em R$12,898 mil. O levantamento é da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

    Diretor de vendas da Apsa Administradora de Condomínios e Imobiliária, Rogério Quintanilha ressalta que a mobilidade urbana é responsável pela variação de 251% no acumulado dos últimos 36 meses. Como exemplo, ele cita o Grajaú, bairro da Zona Norte, que teve alta de 20,1% no último ano, com o metro quadrado cotado a R$ 5,8 mil.

    Na região da Tijuca, segundo Quintanilha, a inauguração do metrô na Rua Uruguai, prevista para março, fez os bairros valorizarem bastante. Ele citou o Andaraí, que subiu 18,6%, com preço em R$ 5,5 mil. \"A Tijuca valorizou menos, apenas 17,2%, mas o valor dos imóveis ainda é superior, chegando a R$ 7 mil\", disse, em comparação as áreas próximas.

    O diretor reforça que por conta da urbanização, o bem tende a valorizar de forma rápida, ação que favorece a compra para investimento. \"Um conjugado (sala e quarto) na Tijuca aumentou 20,7%, por exemplo. No bairro, o aluguel custa, em média, R$ 1,8 mil\", destacou. Já no Centro, o aluguel subiu 7,5%. \"Quando há projetos de infraestrutura e urbanização, o segmento da construção se antecipa e lança empreendimentos como condomínios de casas e apartamentos. A iniciativa ajuda a valorizar ainda mais a região\", disse Quintanilha.

    Apartamento é oferecido por R$ 66 milhões

    Que o Rio de Janeiro continua lindo, como imortalizou Gilberto Gil, ninguém duvida, mas alguns preços praticados na cidade chamam a atenção do mundo. Um apartamento na Vieira Souto, em Ipanema, por exemplo, é vendido pela bagatela de 20 milhões de euros, ou R$66 milhões, segundo a colunista Lu Lacerda, do portal iG. O anúncio foi veiculado em um site do exterior.

    Ela ressalta que se os ganhadores da Mega-Sena da Virada quisessem adquirir o imóvel, não conseguiriam. Levando em conta o rateio, eles precisariam de mais R$10 milhões para efetuar a compra. Dos 24 imóveis brasileiros à venda no site, o apartamento da Vieira Souto é o mais caro, e tem 560 metros quadrados, quatro quartos, quatro vagas de garagem e vista panorâmica para a praia.

    Segundo o Sindicato da Habitação do Rio, o preço pedido está supervalorizado. Isto porque o metro quadrado para imóveis de alto padrão ma região é de R$ 32.895. Ou seja, este teria que custar R$ 18,421 milhões.

    No país

    O preço médio do metro quadrado no país, segundo o índice Fipe divulgado ontem, alcançou alta de 13,7% em 2013. O indicador acompanha a variação dos imóveis anunciados para venda em 16 grandes cidades brasileiras.

    Acima da inflação

    A alta ficou oito pontos percentuais acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 5,76% no período.

    Menor aumento

    O menor aumento foi registrado em Brasília, onde o preço anunciado subiu 4,2% no ano. Todas as outras cidades tiveram alta acima da inflação, com taxas variando entre 9,5%, em São Bernardo do Campo, e 37,3%, em Curitiba.

    Em São Paulo

    Na cidade de São Paulo foi verificado um aumento de preços de 13,9% no ano, alta inferior à registrada em 2012 (+15,8%).

    Igual a 2012

    No Rio de Janeiro, a alta de 15,2% em 2013 foi praticamente igual à registrada em 2012, quando os preços subiram 15%.

    Composto

    Em 2013, o índice composto da Fipe registrou alta de 12,7%, ante elevação de 13,7% em 2012, de acordo com a fundação. Publicado por: O Dia - Osni Alves
  • 07/01/2014 Imóveis no Rio ficaram 15,2% mais caros em 2013
    Os preços dos imóveis no Rio de Janeiro subiram 15,2% em 2013, segundo o Índice FipeZap, divulgado nesta segunda-feira. No caso dos aluguéis, a alta foi de 8,3%. Apesar do aumento, os dados mostram que houve desacelaração na alta dos valores de locação, visto que em 2012 o acumulado do ano foi de 11,4%. Já em relação aos preços de venda, a variação é praticamente a mesma registrada no ano anterior, de 15%. Os valores estão acima da inflação projetada pelo IPCA, de 5,7%.

    Eduardo Zylberstajn, coordenador da pesquisa, ressalta que, mesmo com um fôlego menor, os preços dos aluguéis no Rio continuam a subir:

    - A locação no Rio teve um desaceleração na comparação com 2012, mas ainda assim é uma alta. Nós já vínhamos observando um ritmo menor. A variação da venda vem subindo mais que a da locação, mas isso não significa, necessariamente, que este cenário se manterá ao longo de 2014 - afirma Zylberstajn.

    Na média nacional do período que compreende janeiro a dezembro de 2013, a variação para venda foi de 13,7% na pesquisa que inclui 16 cidades (chamado de grupo Ampliado) e 12,7% nas sete capitais (grupo Composto Nacional) - o método de pesquisa do índice é feito em dois grupos, e o Ampliado só começou a ser realizado em junho de 2012. No grupo Composto Nacional, que levam em consideração sete capitais, a alta de 2013 foi menor que a de janeiro a dezembro de 2012, quando foi registrado aumento de 13,7%.

    Na pesquisa das 16 cidades, Brasília foi a única em que os preços de venda subiram menos que a inflação - apenas 4,2%. Os demais locais apresentaram variação acima da inflação: entre os 9,5% de São Bernardo do Campo e a fortíssima valorização de 37,3% em Curitiba. Vitória teve alta de 16,9%; São Paulo, de 13,9%; Porto Alegre, de 14%, e Belo Horizonte, de 9,7%.

    Leblon continua no topo do ranking de preços

    A variação mensal na capital fluminense para locação foi de 0,8% em dezembro. Nos preços de venda, a alta passou de 1,2% em novembro para 1,3% no mês passado. Na média nacional, a taxa caiu de 1,3% para 1% nas 16 cidades pesquisadas.

    O preço médio nacional do metro quadrado anunciado em dezembro foi de R$ 7.303. O Rio continua com o valor mais alto, de R$ 9.937, seguido por Brasília (R$ 8.670) e São Paulo (R$ 7.815). O menor valor registrado é em Vila Velha (ES), de R$ 3.820.

    Com um metro quadrado saindo em média a R$ 21.963, o Leblon é o bairro mais caro do Rio e do país. No ranking, Ipanema ocupa o segundo lugar, com R$ 19.818. Publicado por: O Globo -
  • 06/01/2014 Hotelaria em franca expansão
    O setor hoteleiro teve o que comemorar em 2013 e deve seguir o mesmo ritmo neste e nos próximos anos no Brasil. É por aqui que grandes redes estão investindo, impulsionadas pelos grandes eventos esportivos e também por congressos, convenções, shows internacionais, sem contar a demanda natural do turismo.

    De acordo com levantamento feito com apoio do Ministério do Turismo, a previsão é que o país inaugure pelo menos 422 novos empreendimentos de hospedagem até 2016, com incremento de 70.531 quartos no parque hoteleiro nacional.
    Entre as redes que estão com disposição para investir aqui está a Atlantica Hotels. No final de outubro do ano passado, a empresa anunciou que adicionará 81 novos hotéis até 2017. Com os novos endereços, somados às atuais 80 unidades, a bandeira ultrapassará a marca de 160 unidades em operação no país. Hoje, a Atlantica é a segunda maior rede de hotéis do Brasil, atrás apenas da Accor em número de empreendimentos.

    Serão 15 novas cidades atendidas e 56 destinos no país. Rafael Guaspari, vice-presidente Sênior de Desenvolvimento diz que a rede mira destinos secundários e carentes de produtos hoteleiros que agradem a viajantes de negócios que buscam hospedagem com padrão internacional. No primeiro semestre de 2013, a rede confirmou a assinatura de 23 acordos comerciais e abriu dois hotéis, o Quality Hotel Petrolina e o Go Inn Estação Goiânia. No segundo semestre, inaugurou o Radisson Porto Alegre e Clarion Hotel Brasília. Para este ano já estão confirmados mais 11 empreendimentos, além do Radisson Barra, no Rio de Janeiro.

    Até setembro do ano passado, dados mais recentes do balanço da empresa, o crescimento da rede em relação a 2012 já era de 9%, com um volume de negócios em torno de R$ 504,1 milhões.

    Outro grupo que anunciou no final do ano mais um hotel no Brasil, precisamente no Rio, foi a Blue Tree Hotels. Uma parceria com a Construtora Calper viabilizou a administração de um hotel na cidade. Com inauguração prevista para 2015, este será o primeiro empreendimento de design da rede de Chieko Aoki. Será no Recreio dos Bandeirantes e terá 279 apartamentos. É o quarto empreendimento da bandeira no estado, onde também estão localizadas unidades nas cidades de Macaé, com o Blue Tree Towers Macaé e o Blue Tree Premium Nexus Macaé, que será inaugurado em 2016, e Búzios, com o Blue Tree Park Búzios Beach Resort. Até 2016, a Blue Tree Hotels passará a oferecer 1.082 apartamentos apenas no estado do Rio. Unidades em Alphaville (SP), Bauru (SP), Belo Horizonte (MG), Itajaí (SC), Macaé (RJ), Ribeirão Preto (SP), São Carlos (SP), Valinhos (SP) e Votorantim (SP), todas com abertura prevista para até 2016, também fazem parte do plano de crescimento do grupo.

    A Rede Bristol Hotéis & Resorts também tem planos de crescimento para 2014, que incluem receitas em torno de R$ 87 milhões e taxa de ocupação de 77,3%.

    Segundo Mario Siegrist, gerente administrativo da rede, a Bristol - hoje com 13 hotéis em cidades como Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Guarulhos (SP), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB)-, quer chegar a 2015 com seis novas unidades - localizadas em Apucarana (PR), Belo Horizonte (MG), Juazeiro do Norte (CE), Maracanaú (CE) e São Paulo (SP). Publicado por: Brasil Econômico -
  • 05/01/2014 Certificações pelo selo Leed aumentaram 51% em 2013
    A cada ano, as construções se tornam mais verdes no país. De acordo com balanço divulgado esta semana pelo Green Building Council (GBC), o país fechou 2013 com 829 pedidos de registro ao selo internacional sustentável Leed (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental). E teve 126 certificações concedidas. No primeiro caso, o aumento em relação a 2012 é de 27%. Quando à concessão de selos, o crescimento chegou a 51%.

    Já na comparação com os últimos dois anos, o número de registros praticamente dobrou e o de certificados triplicou. No fim de 2011, eram 432 pedidos e 41 selos. E, segundo a organização, o GBC Brasil registrou dois novos projetos no processo de certificação a cada três dias úteis do mês.

    No ranking mundial de pedidos de certificação, atualmente o país ocupa a quarta posição, atrás de Estados Unidos, China e Emirados Árabes e à frente do Canadá. Mas, segundo o diretor-gerente da instituição no Brasil, Felipe Faria, a expectativa é de alcançar a terceira colocação ainda no primeiro semestre de 2014.

    Em outros países, a participação verde com base em critérios do Green Building chega a 20% do PIB da construção, em termos de valor de mercado destas edificações. Um estudo recente da empresa de consultoria EY, a antiga Ernest Young, mostra que a construção sustentável, tendo como base o valor de mercado das edificações registradas ou certificadas Leed, representa 9% no Brasil.

    Brasil vai sediar congresso mundial

    Aliás, em 2014 não são apenas os olhos dos apaixonados por futebol que estarão no Brasil. Em agosto, o país também será a sede do Congresso Mundial do World GBC e vai reunir em São Paulo mais de cem representantes e líderes da construção sustentável de todo o mundo.

    Outro projeto que deve ser concluído no próximo ano é o Referencial GBC Brasil Casa, em que nove projetos pilotos serão usados como parâmetros nacionais de viabilidade, economia e técnica de sustentabilidade.

    - Há muita expectativa na disseminação das práticas e oportunidades da construção sustentável em 2014, por conta do ingresso do movimento no maior volume construtivo do país, que é o setor residencial - diz Faria.
    Publicado por: O Globo - Raphaela Ribas
  • 05/01/2014 Reaproveitamento total da água
    Para acabar com o desperdício de água potável, o Senado analisa projeto de lei para incentivar condomínios residenciais e comerciais, além de prédios públicos, a implantar sistemas de coleta, armazenagem e uso de águas pluviais. O projeto prevê a redução de 50% na taxa do serviço público de drenagem pluvial urbana para os edifícios e casas que tiverem sistema de captação de água da chuva. Além disso, propõe a criação de programas para incentivar a adoção de medidas para acabar com vazamentos na rede de abastecimento, e a instalação de dispositivos que economizam água, como bacias sanitárias de volume reduzido de descarga.

    Enquanto o tema é tratado pelo Legislativo, construtoras do Rio já saíram na frente, adotando medidas neste sentido.

    A Pinto de Almeida, por exemplo, conta com um Comitê de Sustentabilidade, que define as iniciativas sustentáveis que serão incorporadas nos projetos. E a água das chuvas é reaproveitada para a limpeza das áreas comuns e rega dos jardins do condomínio. O residencial Portal de Itaipu, lançado em 2011, foi o primeiro a adotar a iniciativa, que agora se estende aos projetos atuais.

    \"Hoje, além de uma boa planta e qualidade no acabamento dos imóveis, a preocupação com o meio ambiente é um dos itens relevantes para a concepção dos novos projetos. O consumidor está mais consciente e a opção por empreendimentos que ofereçam serviços ecologicamente sustentáveis é um diferencial\", afirma Naum Ryfer, diretor da Pinto de Almeida.

    Uso para lavar carros e limpar pisos

    A Cury é outra construtora que adotou a reutilização das águas da chuva para uso nas áreas comuns dos condomínios em seus empreendimentos. Os projetos Mérito Engenho Novo, Estação Zona Norte, Completo Campo Grande, Dez Rocha Miranda e Completo Zona Norte contam com caixas coletoras para a captação. A água captada é usada para limpeza de pisos e calçadas, lavagem de carros e irrigação das áreas verdes.

    O mesmo vai ocorrer no residencial Bella Vita, da Vitale, em Madureira. O empreendimento também terá reservatório para águas pluviais. Outras construtoras que já adotam o sistema de captação de água da chuva em seus projetos residenciais são a Calçada, a Leduca e a Calper. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 05/01/2014 Subúrbio revigorado
    O subúrbio está sendo redescoberto. E a partir de mudanças nas regras dos Projetos de Estruturação Urbana (PEUs), que agora permitem construções com até 12 andares, a região virou um dos focos do mercado imobiliário neste ano. É por isso, também, que bairros como Madureira e Penha passam a receber condomínios-clube, um tipo de empreendimento mais comum na Barra e no Recreio.

    - Acho que em 2014 vamos ter o ressurgimento de alguns bairros que estavam esquecidos. Em especial Madureira, porque teve um replanejamento urbano que favorece a construção, e a Penha, que deve ter novos lançamentos - acredita João Paulo Matos, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

    Sanderson Fernandes, diretor do Grupo Avanço Aliados, reforça a tese:

    - Acreditamos no potencial da Zona Norte, tanto que nossos primeiros projetos foram na Vila da Penha. Pretendemos continuar a investir na região, levando o conceito de condomínios-clube.

    Sobre esse novo conceito de imóvel que desembarca na região, João Paulo explica que novos terrenos na Zona Norte permitiram sua chegada:

    - Agora (com a mudança do PEU), a região consegue ter condomínios-clube. Isso passa a ser uma tendência e vem somar para o subúrbio.

    Valorização de imóveis deverá ficar entre 5% e 10%

    A valorização dos imóveis no município do Rio deverá chegar a cerca de cinco a dez pontos percentuais acima da inflação em 2014, segundo a estimativa do presidente da Ademi, João Paulo Matos:

    - Acho que 2014 deve seguir a tendência de 2013, mostrando um ligeiro crescimento, provando a maturidade do setor imobiliário.

    Embora não arrisque um número, Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi Rio), concorda com Matos:

    - Nas vendas, trabalhamos com um percentual considerado de acomodação. Acho que a valorização será menor do que os 15% desse ano (2013).

    É o que também acredita Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap, que calcula o valor do metro quadrado para venda e aluguel em 16 cidades brasileiras:

    - Não devemos ter preços diminuindo num horizonte próximo. Pela minha leitura, a gente deve ter um ritmo de aumento cada vez menor. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 05/01/2014 Financiamento
    Balanço divulgado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança nos últimos dias de dezembro mostra que, entre janeiro e novembro de 2013, foram financiados 178,9 mil imóveis no país, com recursos da poupança. O volume contratado chegou aos R$ 98,8 bilhões, 34% maior que no mesmo período de 2012. Publicado por: O Globo -
  • 05/01/2014 Palácios abrigam de condomínio a escola
    O analista de sistemas Luiz Fernando Valentim, de 42 anos, é conhecido entre os colegas de trabalho como Castelo. O apelido surgiu por causa do endereço inusitado do carioca: desde criança ele vive no Castelo Valentim, uma construção de cinco andares, com ares de fortaleza, situada no alto de Santa Teresa. Com uma belíssima vista do Centro e da Baía de Guanabara, o imóvel foi construído em 1879 pelo seu bisavô, o comendador português Antônio Valentim, e lapidado na década de 30 pelo seu avô, o arquiteto Fernando Valentim. A edificação - uma mistura de estilos arquitetônicos com marcante influência gótica - foi tombada pelo patrimônio municipal nos anos 90 e é um dos castelinhos que ainda restaram no cenário urbano da cidade.

    Com aparência de castelo por fora, do lado de dentro ele é tem a arquitetura de um condomínio. Após a reforma dos anos 30, o local foi transformado e ganhou oito apartamentos. E, há pelo menos dez anos, Luiz Fernando e a mulher recebem turistas no sistema de hospedagem domiciliar.

    - Meu avô foi parceiro do arquiteto Lúcio Costa no projeto de um castelo em Itaipava e acredito que daí veio a inspiração para este outro castelo. É um lugar lindo, mas costumo dizer que é como morar num edifício normal. Minha mãe vive no primeiro andar, no apartamento maior, que faz parte da construção original, e eu e minha mulher moramos em outro, no quarto andar, onde passamos a receber turistas. O restante é alugado - conta Luiz Fernando Valentim, que, de sua varanda, avista a ponte Rio-Niterói.

    Não muito longe dali, outro castelo, este inspirado num palácio de Florença, também destaca-se na paisagem do bairro carioca. Batizado de Castelo Florentino de Santa Teresa, ele já foi a representação diplomática do Vaticano e, atualmente, é sede do Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat). O produtor cultural Deco Oliveira, de 45 anos, ex-aluno do Ceat, pesquisou o passado do prédio:

    - Estudei no Ceat de 1987 a 1989 e aprendi a adorar aquele cenário. Quando me convidaram para trabalhar aqui, fiz questão de descobrir o passado. Encontrei uma senhora, Regina Sant\'Anna, uma das últimas representantes da família, que me deixou reproduzir fotos antigas e contou que o castelo foi erguido em 1942, por iniciativa do banqueiro Oscar Sant\'Anna, que se apaixonara por uma edificação semelhante (Palazzo Vecchio), que ele visitara em Florença. Ele fotografou todos os ângulos do castelo italiano e, quando voltou ao Brasil, encomendou algo parecido ao arquiteto Faro Filho - diz o ex-aluno, lembrando que o prédio é tombado pelo município.

    Para realizar o sonho, o banqueiro usou material trazido da Europa (mármores, pedras e vitrais), o que acabou atrasando a obra, pois, durante a Segunda Guerra, ele teve dificuldades na importação.

    - Tempos depois, a família vendeu a casa para o Vaticano, que construiu uma capela integrada ao prédio. Na década de 60, a casa virou escola e os cômodos foram sendo adaptados. Os quartos se transformaram em salas de aula. A antiga sala de música, virou sala de expressão corporal; e a sala da lareira, sala de artes - diz o produtor cultural, ressaltando que muitos ex-alunos procuram a direção para realizar no prédio festas de casamento.

    Um dos castelos mais famosos da cidade fica num endereço hoje nada nobre: a Avenida Brasil. Mas, na época em que foi projetado e executado, o Castelo de Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, ficava perto do mar. E o terreno escolhido é um dos mais altos da região. Projetado pelo arquiteto português Luiz Moraes Júnior a partir dos croquis de Oswaldo Cruz, o castelo foi feito para abrigar os laboratórios, biblioteca e museu. Tombado pelo Iphan, o edifício está aberto à visitação.

    - O projeto original definitivo resultou numa planta em \"H\", com os espaços distribuídos de forma simétrica em torno de um eixo central, que se inicia com um suntuoso hall e uma escadaria principal no pavimento térreo, culminando com o terraço do quinto pavimento, onde ficam duas torres (norte e sul), coroadas com cúpulas em cobre. Ao centro, há um conjunto de salas nobres para uso da direção institucional, que permanece até hoje - descreve Sônia Aparecida Nogueira, arquiteta do Departamento de Patrimônio Histórico da Casa de Oswaldo Cruz/ Fiocruz.

    Logo no hall de entrada, o visitante é recebido por uma escadaria em ferro forjado, com corrimão de metal e degraus de mármore Carrara, construída na Alemanha, mas desenhada no Brasil. As luminárias alemãs são de ferro fundido e bronze dourado, com detalhes em opalina na cor lilás. Os pisos, cobertos por mosaicos franceses, lembram os tapetes e passadeiras árabes. A construção começou em 1905 e foi concluída em 1918.

    - Em estilo inspirado na arte hispano-muçulmana, ele teve como referências para a sua concepção o observatório de Montsouris de Paris; a arquitetura dos palácios elisabetanos do Renascimento inglês, da segunda metade do século XVI; e a arquitetura do complexo palaciano e de fortificação de Alhambra, em Granada, na Espanha (construído entre os anos de 1238 e 1492), exemplar máximo da influência da arte islâmica predominante na Península Ibérica - cita a arquiteta.

    A maior parte do material usado (incluindo telhas, azulejos e mármores) foi importada. Na equipe responsável pela construção do palácio, havia profissionais brasileiros e estrangeiros. Um detalhe: o engenheiro e arquiteto português Luiz Moraes Júnior também foi o autor da reforma externa da Igreja da Penha, realizada por volta de 1900.
    Publicado por: O Globo - Design Rio
  • 05/01/2014 Construtoras apostam em presentes e serviços para atrair mais clientes
    Armários na cozinha, nos quartos e banheiros. Equipamentos de segurança. Projetos de decoração desenvolvidos por renomados escritórios de arquitetura. Apartamentos mobiliados e com eletrodomésticos. Pontos de recarga de bicicletas e carros elétricos. Estes são apenas alguns dos exemplos de mimos oferecidos por construtoras do Rio para garantir a venda de um novo imóvel. Diante da grande concorrência, cada vez mais presentear o cliente pode fazer toda a diferença.

    No residencial Grand Village, na Freguesia, da Fmac, por exemplo, as unidades serão entregues com armários na cozinha, nos quartos e banheiros. Já as varandas gourmet serão entregues com bancada de granito, cuba de inox e churrasqueira a gás. Outros dois diferenciais: os apartamentos vêm com infraestrutura completa para ar condicionado split e os moradores vão ter à disposição bicicletas para passear.

    \"Esses benefícios podem ser cruciais na hora de escolher um imóvel. Além de se sentir prestigiado, o comprador economiza, adquirindo um imóvel com mais valor agregado. Ambos os lados saem ganhando\", argumenta Marcelo Fróes, diretor de contas imobiliárias da Percepttiva, que vem apostando nesse tipo de diferencial.

    A construtora Brookfield concorda com esta linha de raciocínio. Tanto que está dando armários para quartos, sala, cozinha e banheiro para quem comprar unidade do Union Home, o residencial que faz parte do primeiro mixed use da empresa no Rio, o Union Square. Já no Damai Residences & Lifestyle, no Recreio, o mimo é o projeto de decoração, que pode ser escolhido entre os apresentados pelos badalados escritórios de arquitetura Ivan Rezende, Tannus & Santini ou Tavares Duayer.

    Em Mangaratiba e Petrópolis

    Não é apenas no Rio que clientes ganham mimos das construtoras. A Efer, por exemplo, vai entregar as coberturas do Porto Real Suítes, em Mangaratiba, mobiliadas e com eletrodomésticos. Entre os itens estão fogão, geladeira, micro-ondas, TV Led 32\", sofá, ar condicionado, tapete e conjunto de cama box de casal e de solteiro. Já os apartamentos serão entregues com armários nos quartos, banheiros e cozinha. O empreendimento está na reta final de construção e terá infraestrutura completa de lazer e segurança, dentro do resort Porto Real.

    Em Petrópolis, quem comprar uma unidade nos edifícios Lucca, da João Fortes Engenharia, terá armários gratuitos. Os dois prédios foram lançados e completam o empreendimento de alto luxo Quinta Verti Club Residenziale, em Nogueira, distrito de Petrópolis. Os edifícios Lucca terão ao todo 48 unidades.

    Ponto de recarga de bicicleta

    Já pensou em ter no seu prédio pontos de recarga de bicicletas e carros elétricos? E ainda receber o apartamento totalmente mobiliado? Pois a Calper aposta nesta ideia para ajudar a vender o Frames Vila da Mídia, no Recreio. Além disso, os futuros moradores terão uma academia administrada pela Companhia Athletica.

    Já no Outside, residencial da Leduca, no Recreio, além de receberem o imóvel mobiliado e com fechadura biométrica, os futuros moradores vão ter à disposição bicicletas para passeios. No Choice, da Calçada, também no Recreio, o mimo serão armários planejados da Dell Anno, para quartos, cozinha e banheiro, além de eletrodomésticos e ar condicionado.
    Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 05/01/2014 Subúrbio
    No subúrbio do Rio não mora só gente pobre. Pesquisa feita pela agência NBS mostra o perfil da classe A que vive bem longe da Zona Sul.

    Veja só: 93% das famílias, com renda mensal entre R$ 7 mil e R$ 15 mil, consideram que têm uma relação afetiva com o subúrbio, e quase todos, 99%, declaram orgulho do local onde moram.

    É que...

    Para essas pessoas, o calor humano e a proximidade dos amigos, parentes e vizinhos é fundamental.
    Maravilha!
    Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 03/01/2014 Trump Towers deve manter demanda das construtoras
    Obras do projeto de R$ 5 bi em área portuária do Rio começam já no segundo semestre A Trump Towers Rio, projeto de escritórios orçado em R$ 5 bilhões no centro do Rio de Janeiro, oferecerá trabalho às construtoras brasileiras depois que as obras para os jogos Olímpicos de 2016 no Rio diminuírem.

    A Even Construtora Incorporadora SA, que é sócia acionária no projeto, terá direitos de preferência e opção para três das cinco torres, disse Stefan Ivanov, presidente do projeto. A construção das primeiras duas torres começará no segundo semestre deste ano e deve ser concluída em 2017.

    As torres fazem pane dos esforços do Rio para converter a área portuária, no centro da cidade, em um polo comercial e residencial uma nova rodoviária e um sistema de ferrovias ligeiras, próximo aos dois aeroportos da cidade.

    O governo local prevê investimentos de R$ 8 bilhões, boa parte deste montante antes dos Jogos, para a renovação da área de 5 quilômetros quadrados onde serão construídas as Trump Towers.

    O complexo ajudará a satisfazer a crescente demanda por escritórios no Rio. \"A escassez de espaços de alta qualidade desencorajou muitas companhias estrangeiras a instalarem suas operações ali\", disse Ivanov. O empreendimento é uma joint venture entre a MRP International, sediada em Sofia, Bulgária, - que construiu desenvolvimentos urbanos de Londres à Malásia -, o Salamanca Groupe a Even. Os sócios autorizaram o uso da marca Trump Towers para o projeto, mas Donald Trump não fornecerá financiamento. Entre os possíveis construtores está a Odebrecht SA, disse Ivanov. Cada torre valerá cerca de R$ 1 bilhão depois que o espaço dos prédios for alugado, de acordo com Ivanov, que não quis dar estimativas dos custos de construção. Do outro lado da rua, a Solace, um consórcio de empresas brasileirasdeconstrução e engenharia, está construindo uma torre residencial de 1.330 unidades para abrigar a mídia nos logos e que depois do evento será vendida. Publicado por: Brasil Econômico -
  • 03/01/2014 Sustentabilidade vertical
    O Horto das Palmeiras, de palmeiras ornamentais e paisagismo, fechou 2013 com aumento de 25% em faturamento. A expansão é resultado, sobretudo, da área de projetos paisagísticos, que totaliza 70% da receita, diz o diretor Moyses Abtibol.

    \"Apostamos em inovação. Investimos na criação de técnicas próprias, que garantam redução de custos e eficiência na realização do projeto\", explica ele. O Horto fez aporte de R$ 550 mil no desenvolvimento do Garden up, técnica para construir jardins verticais.

    A empresa assina, por exemplo, a fachada verde do Shopping Metropolitano, que abriu as portas mês passado, na Barra. Com a técnica do Horto, garante Abtibol, uma área como a do novo mall sai, em média, pela metade do valor que seria gasto com outro tipo de fachada. Este ano, vai lançar técnica para fazer telhados verdes. Publicado por: O Globo - Negócios & Cia
  • 03/01/2014 A leste de Londres: de área decadente a polo de criação
    Quarenta anos atrás, ninguém diria que a degradada região industrial que se estende de Hackney Wick e Fish Island a Stratford, a leste da capital britânica, se tornaria um dos maiores celeiros de artistas do mundo. Desde então, os antigos armazéns, fábricas e edifícios abandonados desta que já foi uma das áreas mais pobres do Reino Unido e ostentou os piores indicadores sociais do país tornaram-se endereço de artistas britânicos e estrangeiros, com galerias de arte compartilhando espaço com oficinas mecânicas, portões de metal desgastado pela ferrugem, entulho e pichações.

    Não há estatísticas oficiais, mas a estimativa dos locais é de que há pelo menos dois mil profissionais estabelecidos ali, num dos perímetros urbanos de maior concentração de artistas da Europa, onde nomes importantes da cena contemporânea britânica fizeram ou ainda fazem suas carreiras.

    Nos últimos anos, novos espaços de criação deram mais um impulso à área, como a galeria de arte Stour Space, fundada há três anos, e o teatro The Yard, construído com restos de estruturas das Olimpíadas. O movimento já é uma extensão da ocupação do leste de Londres pela comunidade artística. Até bem pouco tempo, a moda era a Old Street, na extremidade de Shoreditch. Expulsos pela especulação imobiliária, os artistas foram estendendo as fronteiras dos seus domínios. Aos poucos, eles próprios, que se queixam dos altos preços, também vão removendo a comunidade tradicional do bairro, que já não tem mais como ficar.

    - Todos vieram para cá. Estamos quase num ponto de saturação - conta a artista plástica Joanna Hughes, dona da galeria Mother Studios, que reúne 44 ateliês de 60 artistas diferentes em um prédio da década de 1930.

    Organização apoia artistas

    Os pioneiros da renovação da área foram Jonathan Harvey e David Panton. Recém-saídos da faculdade de Artes, há 40 anos, eles fundaram em 1972 a ACME Studios, uma organização sem fins lucrativos para ajudar os artistas a encontrar espaços por que possam pagar. Com 552 estúdios e programas de residência nacional e internacional, a entidade já apoiou cinco mil artistas, como a escultora Rachel Whiteread (um dos destaques da galeria Gagosian), primeira mulher a receber o Prêmio Turner, em 1993, e Grayson Perry, vencedor da premiação dez anos depois.

    A história da ACME, que acabou por se misturar com o desenvolvimento da área, foi documentada durante as suas quatro décadas de existência e está em exibição na galeria White Chapel até o dia 14 de fevereiro.

    - Seria inimaginável, naquela época, em meio à depressão, pensar que este seria um dos maiores centros de produção artística do mundo. Apoiamos muitos artistas de grande qualidade, sendo que oito deles ganharam o prestigiado Prêmio Turner - afirma Jonathan Harvey, um dos maiores especialistas no desenvolvimento artístico da região, para quem a migração para um novo centro artístico cada vez mais ao leste de Londres foi determinante para a produção do país.

    A galeria Stour Space, que chegou quando a área já estava consolidada como polo artístico, foi aberta à beira do canal, com vista para o gigantesco estádio construído no parque olímpico de Stratford, o empreendimento mais caro das Olimpíadas de Londres. O local, que ocupa um dos antigos armazéns, esteve prestes a ser despejado pela especulação imobiliária pós-olímpica e agora, com a ajuda dos artistas e da comunidade, está de olho nos três prédios vizinhos, que hoje abrigam 144 estúdios.

    O amplo galpão central é dividido entre 24 ateliês compartilhados por 44 profissionais e um grande espaço para mostras, além do café debruçado sobre o canal. Caine Crawford, um dos fundadores do espaço, afirma receber cerca de mil visitantes somente aos sábados. Professor de arquitetura, ele leva experimentos bem e malsucedidos dos alunos para o mundo das artes. E é o responsável pelas transformações do espaço de exibições a cada novo evento - neste início de ano, os artistas da galeria, que estão entre os melhores nomes da comunidade de Hackney Wick, têm direito a uma coletiva.

    - Colocamos e tiramos paredes. Nada é igual, nunca. Um artista importante me perguntou se poderíamos pendurar uma cama lá no teto. Antes mesmo de refletir sobre o assunto, concordei na hora. E deu muito certo - diz Crawford, apontando para o alto.

    Teatro produz talentos locais

    No teatro The Yard, os restos de estruturas dos Jogos foram usados para montar a arquibancada, com capacidade para 110 espectadores, e no restante dos espaços da antiga casa, que divide o pátio com duas oficinas. A chegada do teatro não deixou de causar tensão nos locais, desconfiados de que estariam sendo engolidos pelas novas tribos que desembarcam sem cessar na região.

    - Investimos na participação da comunidade, que se apresenta aqui e assiste a nossos espetáculos. Esta é uma obsessão do Jay Miller, idealizador do projeto: ingressos a preços razoáveis - diz Lucy Oliver-Harrison, da equipe do teatro.

    Jay conta que queria remover as fronteiras erguidas pela especulação imobiliária londrina do mundo da criação:

    - A arte é um negócio, e temos que aceitar isso. Mas queria dar ao projeto uma vertente social importante.

    Com subsídios da administração regional, o empreendimento tem receita própria, que vem também do bar do teatro . O que passou da conta, como a reforma do telhado para dar o isolamento necessário ao teatro durante o inverno, saiu de uma operação bem-sucedida de crowdfunding.

    O Yard realizou 82 novas pequenas produções desde que abriu as portas. Muitos talentos saem do próprio bairro, que não só tem recebido, mas produzido seus novos artistas. Este foi o caso de Michaela Cole, que montou e apresentou ali sua primeira peça. Pouco tempo depois, sua produção recebeu prêmios importantes.

    - Ela ainda não conseguiu espaço na agenda para voltar ao palco do Yard - conta Lucy. Publicado por: O Globo -
  • 02/01/2014 Centro do Rio é o motor econômico da cidade
    Apesar da expansão imobiliária da cidade rumo à Zona Oeste, o Centro ainda é o motor econômico do Rio de Janeiro. Com a presença de estatais, sedes de grandes empresas e boa parte do comércio, o Centro detém um quarto do emprego da cidade (25,37%), e o salário médio é o oitavo maior entre os mais de 160 bairros: R$ 3.576,98. Se acrescentada a zona portuária, que abrange Gamboa, Saúde, Caju e Santo Cristo, a região passa a concentrar 37% do emprego da cidade, bem acima da Zona Oeste. As informações fazem parte do levantamento feito pelo professor de Economia da UFRJ Mauro Osório que mapeia o rendimento na capital, com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

    Os números mostram que o plano do arquiteto e urbanista Lúcio Costa de implantar na Barra da Tijuca um novo centro da cidade ainda parece longe de ser realidade. A Barra e o Recreio concentraram 31,4% dos lançamentos residenciais e comerciais de 2013, segundo dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi). Apesar disso, a Barra tem apenas o 24º salário da cidade, em média: R$ 2.467,32, o que pode estar ligado à grande concentração de comércio. A participação no emprego também é modesta. A região da Barra, Recreio e Jacarepaguá responde por somente 7% do emprego da cidade.

    - A centralidade da Barra é muito menor do que as pessoas imaginam. Atualmente, procura-se adensar as cidades pelo seu centro e isso é racional, para reduzir a mobilidade obrigatória. Como a tendência da população é não crescer mais, não faz sentido as pessoas morarem longe do trabalho - afirma Osório.

    O economista Leonardo Muls, da Universidade Federal Fluminense (UFF), lembra que o fato de o Centro concentrar dinamismo tem origem histórica. Na época em que o Rio era a capital do país, atividades administrativas e estatais predominavam na região.

    - Quando o Rio deixou de ser capital, não houve planejamento econômico para o entorno da cidade. Mas o Centro ainda precisa virar um pouco do que é hoje Botafogo, crescer em termos de oferta de padarias, cinemas e de todo tipo de serviços - afirma Muls.

    Segundo o levantamento de Osório, mesmo bairros que passaram a abrigar gestoras e bancos de investimento, como o Leblon, ainda estão longe de ocupar as primeiras posições no ranking da renda. O Leblon detém apenas o 32º lugar, com um salário que, em média, é de R$ 2.254,13.

    Para o professor José Cezar Castanhar, da FGV Projetos, as obras do Porto Maravilha aumentam a tendência de concentração no Centro da cidade.

    - Existe um movimento global neste sentido, algo que já aconteceu em Lisboa, Buenos Aires. Mas houve, sim, um crescimento para a Zona Oeste e hoje existe um paradoxo, porque as pessoas foram para lá acreditando que, do ponto de vista dos negócios, a Barra tivesse condições de competir - pondera.

    Cidade Universitária tem maior salário

    O mapa do rendimento no Rio mostra ainda que centros de pesquisa ajudam a elevar a renda. Encabeçando a lista, o maior salário é o da região da Cidade Universitária, onde a média fica em R$ 7.313,47, seguida por Manguinhos, com renda média de R$ 4.754,63.

    Bairros da Zona Sul, como Jardim Botânico e Botafogo, também estão entre os dez maiores salários médios graças ainda a institutos de pesquisa. O Jardim Botânico aparece em terceiro no ranking, ao abrigar grandes empresas e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), além do próprio Jardim Botânico. O salário médio é de R$ 4.118,84. Botafogo está em sétimo: R$ 3.631,23.

    A ideia de que apenas o setor de Serviços comanda a economia da cidade é outro equívoco, na opinião de Osório. O Rio ocupa a segunda posição na renda gerada em Serviços, de acordo com os dados mais atualizados divulgados pelo IBGE sobre o PIB dos Municípios. Para ele, ainda é grande o peso do rendimento industrial no total da renda. Isso acontece em Jacarepaguá, na Zona Oeste, onde o emprego industrial influencia a renda de trabalhadores. A região detém 17.484 empregos industriais diretos e está em nono na média geral de rendimentos: R$ 3.531.

    O petróleo influencia os salários no Centro e no Maracanã. Só o Maracanã ocupa a quinta colocação no ranking de salários, com uma média de R$ 3.939,42 por trabalhador.

    - O petróleo não se restringe à extração, mas também à indústria naval, que tem crescido fortemente na Região Metropolitana do Rio, além de todo aumento de empresas de partes e peças e prestação de serviços também vinculada ao complexo de petróleo e gás - afirma Osório.

    Menos deslocamentos

    A EcoSistemas, empresa de tecnologia especializada em softwares na gestão de saúde, está de malas prontas para se mudar este mês de Niterói para o Rio de Janeiro. Passará a ocupar dois andares de um prédio comercial numa área de 1.700 metros quadrados na Rua Dom Gerardo, em um investimento de R$ 2,5 milhões. O presidente da EcoSistemas, Marco Aurélio Duarte, espera que, com menos deslocamentos de funcionários, a receita aumente em 30% até 2015.

    - É uma aposta que estamos fazendo. O Centro é uma área que movimenta toda cidade. Queremos aproveitar a convivência dos funcionários e dividir conhecimento. O Porto Maravilha pode nos levar mais adiante - estima Duarte. Publicado por: O Globo - Clarice Spitz
  • 02/01/2014 O cenário de 2014
    Com a chegada de 2014, já começa a se desenhar o cenário do mercado imobiliário no novo ano. As expectativas são de que o setor continue crescendo.

    \"O mercado deve caminhar para a busca de novos métodos, de novas tecnologias, que ajudem o setor a avançar ainda mais, reduzindo prazos de construções, permitindo projetos mais arrojados\", avalia o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), João Paulo Rio Tinto de Matos.

    Este ano, uma das regiões que vão bombar é a Zona Norte do Rio. \"Ela começa a se destacar no cenário, depois de décadas de estagnação, com o lançamento de 2.403 unidades em 2013, 30% do total de unidades do período. A Penha, que ocupou a terceira posição entre os bairros que mais receberam lançamentos, com 966 unidades, sequer aparecia no ranking dos últimos três anos\", afirma João Paulo. Um dos empreendimentos lançados na Penha ano passado foi o Viva Penha, da PDG e Calçada, com área de lazer.

    A Zona Oeste vai manter o nível de crescimento. \"A Zona Oeste como um todo também continua a atrair o mercado imobiliário. Até o primeiro semestre de 2013, o Recreio liderava o ranking de bairros mais expressivos.\"

    Entre os bairros que devem ficar mais valorizados este ano estão Maracanã, por conta da Copa do Mundo, e Centro. \"Pode gerar uma valorização no Centro, Zona Norte, Vargem Grande, Vargem Pequena. Também será valorizada a região do Porto Maravilha, Barra da Tijuca e Maracanã\", aponta o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider.

    A realização de grandes eventos, como a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, vai deixar o mercado imobiliário mais competitivo. \"Esperamos que, este ano, seja ainda competitivo, com relativa acomodação de preços, ainda que tenhamos a Copa\", diz João Paulo, que acrescenta que não haverá queda nos preços. Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 02/01/2014 Financiamento impulsiona expansão
    O maior interesse dos bancos pelo financiamento imobiliário, que pode fidelizar o cliente por mais de três décadas, possibilitou o crescimento do setor e deve se manter como motor nos próximos anos se não houver deterioração de variáveis macroeconômicas como emprego, juros, inflação e renda.

    As duas principais fontes de financiamento do segmento são o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a caderneta de poupança, totalizando R$ 135,7 bilhões no acumulado de 2013 até novembro, superando o montante registrado em todo o ano anterior (R$ 121 bilhões).

    Com o ritmo de expansão atual desse segmento do crédito, o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Octavio de Lazari Junior, projeta que esses recursos serão suficientes até o final de 2015, quando outras fontes devem ganhar fôlego, como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e a LCI (Letra de Crédito Imobiliário).

    As dívidas de vários contratos de financiamento imobiliário são transformadas em um papel no mercado de capitais.

    Para o banco, há a vantagem de receber logo o dinheiro, sem ter de esperar até o último pagamento do tomador do empréstimo.

    Para o investidor pessoa física, é uma boa alternativa de aplicação, já que tanto CRI quanto LCI são isentos de IR.

    A taxa de retorno varia caso a caso e deve ser comparada com outras opções de renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto.

    Para Ricardo Magalhães, gerente da Cetip, empresa responsável pelo registro desses títulos, essas aplicações tendem a ganhar mais espaço no momento em que a Bolsa de Valores não apresenta bons resultados. Publicado por: Folha de São Paulo -
  • 02/01/2014 Carpete de papel
    Os designers holandeses Bob Waardenburg, Marcia Nolte e Stijn van der Vleuten estão mostrando que a criatividade pode ser uma grande aliada de quem deseja unir decoração e sustentabilidade. Uma boa amostra disso é o carpete de papel criado pelo trio para equipar um dos ambientes da De Fabriek, um espaço que reúne renomados artistas da Holanda. Para criar o carpete, eles usaram 20 mil folhas de papel A4. A instalação faz parte da exibição Instant Nature. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Sustentabilidade
  • 02/01/2014 Urbanismo como alavanca
    Uma das funções do urbanismo é fomentar o desenvolvimento das cidades, com estímulos à construção civil para determinados locais, empreendimentos ou setores. Nem sempre a conjuntura, a oferta de crédito imobiliário ou a legislação urbanística estão a favor desta ferramenta, usada na alavancagem de atividade tão importante à reprodução e aperfeiçoamento da vida urbana: o ato de construir.

    Vivemos circunstância favorável à expansão da atividade imobiliária. A economia cresce, o crédito é farto, e setores das classes C e D assistem o empoderamento de sua renda. Cabe às cidades dinamizar a produção, o que é relativamente simples. Mas nossa tradição na gestão costuma gastar mais energia na regulação e controle do que no fomento e indução.

    A demanda reprimida, associada a necessidades dos emergentes da classe média, podem fazer a diferença, obrigando governos a darem mais atenção a este mercado potencial que, na maioria das vezes, necessita de um empurrãozinho para se consolidar. É animador perceber que podem se desenvolver na formalidade. Quer dizer: não precisa ser eterna a forma comoas cidades se reproduziram, via favelização e loteamentos irregulares. Elas podem cresce sem tanto passivo social e urbanístico.

    Para isso é necessário aproveitar os ventos da economia e estabelecer condições para o mercado formal imobiliário crescer e aparecer, principalmente nas faixas de renda mais baixas. Aproveitando-se, inclusive, de programas de incentivo, como o Minha Casa, Minha Vida.

    EM VANTAGEM - Na Baixada, Nova Iguaçu sai na frente. Concluiu levantamento preliminarde projetos aprovados e licenças concedidas em 2013: mais de 840 mil m2 de aprovação de projetos, e 400 mil m² de obras licenciadas. Resultado de dois fatores: legislação estimulante à construção, e comportamento ágil e desburocratizado na análise, aprovação e licenciamento dos projetos. Um luxo.

    EXEMPLO - É claro que práticas nada republicanas de outras administrações levaram construtoras a engavetar projetos. Bastou mudar a postura e os resultados apareceram. A cidade, por conta das licenças concedidas, deve receberinvestimentos equivalentes ao da Land Rover em Itatiaia. A diferença é que, em Nova Iguaçu, a atividade imobiliária pode se perpetuar. É o que espero e desejo para a Baixada.

    Vicente Loureiro é urbanista e subsecretário estadual de Obras Publicado por: Extra - Baixada em foco
  • 01/01/2014 Casa da década de 1920, no Humaitá, à venda por R$ 4,5 milhões
    Paredes e móveis brancos, piso em parquet, esquadrias em ferro colorido. De tão charmosa, ela até parece uma casa de cidadezinha bucólica do interior, mas fica no Rio mesmo, numa ruazinha tranquila do Humaitá. Nem sempre foi assim, contudo.

    Até dois anos atrás, a casa construída no final da década de 1920 estava caindo aos pedaços. A reforma, além de longa, foi cuidadosa. Algumas das características originais foram mantidas, mas a construção também foi modernizada para garantir a segurança e o conforto necessários no século XXI.

    No primeiro piso da casa, por exemplo, a área social foi integrada à cozinha, com marcenaria planejada, uma grande mesa para as refeições e cadeiras que receberam o mesmo tom das esquadrias da casa, um vermelho forte, quase vinho. No lado externo, mais charme. A área da piscina é demarcada por uma parede inteirinha de cobogós de alvenaria brancos. Além disso, há jardins e pequenos canteiros rodeando toda a construção que tem 215 metros quadrados e outros 250 de terreno livre. Como a fachada não fica de frente para a rua, as janelas podem ficar sempre abertas, o que ajuda a integrar os ambientes internos ao verde das plantas.

    No segundo andar, a suíte principal tem uma varandinha de onde se vê a área da piscina. E há ainda outros dois quartos.

    A empresa Morabilidade negocia o espaço tanto para a venda, por R$ 4,5 milhões, como para aluguel: R$ 20 mil mensais. Publicado por: O Globo online -

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